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	<title>ad&amp;d &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 3 e final!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 13:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Chegamos hoje para a terceira &#8211; e derradeira &#8211; parte da nossa lista com os vilões mais icônicos de D&#38;D! Se você perdeu os artigos anteriores, pode encontrar a primeira parte e a segunda parte nos links abaixo: Vilões icônicos de D&#38;D – Parte 1 Vilões icônicos de D&#38;D – Parte 2 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Chegamos hoje para a terceira &#8211; e derradeira &#8211; parte da nossa lista com os vilões mais icônicos de D&amp;D!</p>
<p>Se você perdeu os artigos anteriores, pode encontrar a primeira parte e a segunda parte nos links abaixo:</p>
<p><strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&amp;D – Parte 1</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-2/">Vilões icônicos de D&amp;D – Parte 2</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>4.Xanathar</h2>
<div id="attachment_3125" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3125 size-full" title="O Beholder Xanathar" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-alternative.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-alternative.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-alternative-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das muitas versões de Xanathar. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Ninguém mais, ninguém menos que o <strong>Senhor do Crime da Guilda de Ladrões de Xanathar,</strong> em Skullport (&#8220;Porto dos Crânios&#8221;, ainda sem tradução oficial).</p>
<p>Mais um caso de vilão sobre o qual é impossível falar sem antes comentar sobre seus comandos. A <strong>Guilda dos Ladrões de Xanathar</strong> é uma das maiores, mais poderosas e influentes organizações criminosas de Faerûn, estendendo por toda a Costa da Espada (&#8220;Sword Coast&#8221;, no original), largamente ativa em Águas Profundas (&#8220;Waterdeep&#8221;) e basicamente dominando Skullport (onde contam com uma fortaleza massiva). As atividades da Guilda incluem (mas não se limitam a) tráfico de escravos, roubos (sejam por encomenda ou iniciativa própria), chantagem, venda de &#8220;proteção&#8221; e assassinato sob encomenda.</p>
<p>Há cerca de 300 anos, chegou em Skullport um Observador (ou <em>Beholder</em>, como queiram) conhecido como &#8220;<strong>O Olho</strong>&#8220;. Ele já era um traficante de escravos em larga escala nessa época, mas em Skullport fez seu negócio crescer ainda mais, transformando-o em um rede semi-autônoma e passando a operar, ele mesmo, das sombras. Em menos de 100 anos os &#8220;Agentes do Olho&#8221; já não eram mais associados a Observadores.</p>
<p>Nesse ínterim, O Olho estava investigando a atividade da Guilda de Ladrões de Xanathar, uma guilda já poderosa na região, e depois que descobriu que ela era liderada por um outro Observador (chamado&#8230; Xanathar!!!), passou a descobrir o máximo possível sobre seu concorrente. E aqui vai um adendo: Observadores, apesar de extremamente inteligentes, não são lá muito saudáveis da cabeça, sendo em geral extremamente paranoicos, e não costumam tolerar bem a presença de seus pares.</p>
<div id="attachment_3118" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3118 size-full" title="Xanathar em AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-guilda.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-guilda.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-guilda-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Xanathar, em algum ponto do passado do D&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Depois de muito estudar o comportamento de Xanathar, O Olho manipulou um outro Observador que vivia em Skullport, chamado <strong>Uthh</strong>, e fez com que ele decidisse que precisava confrontar e matar Xanathar. O confronto ocorreu, e Xanathar saiu vitorioso, mas ficou bastante enfraquecido com o combate. Antes que pudesse se recuperar, O Olho o atacou de surpresa matou facilmente o combalido Xanathar, assumindo o seu lugar na liderança da Guilda.</p>
<p>Após tanto estudo sobre o comportamento de sua vítima, O Olho conseguia se passar por Xanathar facilmente, mas decidiu assumir que &#8220;Xanathar&#8221; não seria um nome, mas sim um título. Quem comandasse a Guilda de Ladrões seria conhecido como Xanathar.</p>
<p>Em algum momento O Olho foi morto em uma luta contra a <strong>Lich Avaereene</strong> (uma ex-agente da própria Guilda de Xanathar).</p>
<p>O Olho foi sucedido por diversos outros Observadores no cargo.</p>
<div id="attachment_3113" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3113 size-full" title="O peixinho dourado de Xanathar" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Jamais roube o peixinho dourado de um Observador. | Fonte: Artstation.</p></div>
<p>Uma das características mais peculiares do atual Xanathar é Sylgar, seu peixinho dourado. Provavelmente a única criatura na existência com a qual ele se importa (além, é claro, de si mesmo), Sylgar é substituído por um peixinho dourado novo sempre que ele morre por um dos capangas a serviço direto de Xanathar, Ott Steeltoes. Isso é feito antes que o chefe da Guilda perceba a morte do seu pet. Ninguém sabe quais seriam as consequências de ele descobrir que seu amado peixinho morreu.</p>
<p>Xanathar é um vilão terrível não apenas pelas atividades criminosas de sua guilda, mas principalmente por atuar nas sombras, estendendo seus tentáculos na forma de seus asseclas. Chegar até Xanathar é uma tarefa das mais difíceis, e derrotá-lo em combate seria um feito para poucos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>3. Tiamat</h2>
<div id="attachment_3114" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3114 size-full" title="Tiamat em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A Rainha dos Dragões foi uma das nossas inspirações para o blog. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p><strong>Tiamat</strong>. Um dos nomes mais conhecidos de toda mitologia de D&amp;D. Era um personagem recorrente no antigo desenho baseado no jogo, que ficou conhecido no Brasil como <strong>Caverna do Dragão</strong>.</p>
<p>Também conhecida como <strong>Rainha dos Dragões Cromáticos</strong>, A Perdição de Bahamut, Criadora dos Dragões Malignos, Rainha do Caos, Rainha Imortal, entre outros. Algumas fontes dizem que também é uma manifestação da Deusa Takhisis, do cenário de <a href="https://amzn.to/2RZ5Fbq" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Dragonlance</strong></a>.</p>
<p>Embora durante muitas eras não houvesse consenso completo entre estudiosos se Tiamat é realmente uma deusa (estaria no panteão de Forgotten Realms, nesse caso) ou &#8220;apenas&#8221; um arqui-demônio extremamente poderoso. Porém, sua condição de divindade é, atualmente, inquestionável. Inclusive, ela é adorada por dragões cromáticos como tal. Sua forma principal é a de um dragão de cinco cabeças, sendo em geral uma de cada cor dos dragões cromáticos (vermelho, verde, azul, branco e negro), mas podendo apresentar qualquer combinação que lhe for conveniente no momento.</p>
<p>Embora a origem de Tiamat tenha lá suas controvérsias, ela é, definitivamente, um ser antiquíssimo e irmã de <strong>Bahamut</strong> (o Dragão de Platina, deus dos dragões metálicos), tendo-o também como arqui-inimigo.</p>
<div id="attachment_3119" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3119 size-full" title="A Rainha dos Dragões Cromáticos" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-5ed.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-5ed.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-5ed-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A nova versão de Tiamat na 5ª edição. | Fonte: Wizards of the Coast.</p></div>
<p>Durante o Tempo das Perturbações (um período no qual os deuses de Faerûn andaram sobre Toril com a forma de seus avatares, e se o avatar fosse morto o respectivo deus também morreria) Tiamat chegou a ser morta por Gilgeam (um antigo deus do panteão Unthérico, conhecido por ser ciumento, cruel e orgulhoso).</p>
<p>A essência de Tiamat, entretanto, não foi destruída, tendo sido dividida em três partes e passado a habitar os corpos de <strong>Tchazzar</strong>, <strong>Gestaniius</strong> e <strong>Skuthosiin</strong>. Tchazzar devorou os outros dois com o objetivo de tornar a essência de Tiamat única novamente e permitindo assim, seu renascimento. Ironicamente (ou não), um de seus primeiros atos após ressurgir foi tratar de matar Gilgeam.</p>
<p>Com seu poder restaurado, Tiamat se viu envolvida em diversos conflitos com seu irmão Bahamut, com vitórias revezadas para cada um dos lados (entre as consequências destes conflitos estão a influência de Tiamat sobre o Culto do Dragão, que cresceu bastante, e a recriação dos draconatos de Bahamut). Foi logo após essa época que Tiamat começou a construir seu reino nas montanhas de Avernus.</p>
<p>Em certo momento <strong>Asmodeus</strong> (já falamos um pouco sobre ele <strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">aqui</a></strong>) ofereceu a ela a o governo de Avernus mas, com medo de desapontá-lo (já havia acontecido antes) e também para evitar um conflito com Bel (o arqui-demônio então governante de Avernus), Tiamat recusou a oferta e fez uma contra-proposta: ela se tornaria uma espécie de campeã de Asmodeus, devorando aqueles que a ele se opusessem.</p>
<p>No entanto, ainda que os acordos no inferno não sejam quebrados, Tiamat foi posta sob o jugo de Bel. Durante sua breve, e mal-sucedida, tentativa de resistência, ela conseguiu ler os pensamentos do arqui-demônio e descobriu as instruções dadas por Asmodeus, no sentido de aprisioná-la em Avernus e prevenir que se tornasse excessivamente ambiciosa.</p>
<p>Traída, profundamente magoada e furiosa, Tiamat instruiu seus seguidores do Culto do Dragão a forjarem a <strong>Máscara da Rainha dos Dragões</strong> (&#8220;Mask of the Dragon Queen&#8221;, no original), que permitiria que ela escapasse dos Nove Infernos e ressurgisse em Toril. Embora o sumo-sacerdote do culto tenha tido sucesso na forja da Máscara, ele e suas forças terminaram sendo derrotadas antes que o retorno de Tiamat fosse efetivado, de modo que ela segue aprisionado no Abismo.</p>
<p>Claro, é apenas uma questão de tempo para que ela faça uma nova tentativa de se ver livre.</p>
<p>A campanha <strong>Tirania dos Dragões</strong>, que é composta de <a href="https://amzn.to/3cJEtVY" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Hoard of the Dragon Queen</strong></a> e <a href="https://amzn.to/3527lGD" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Rise of Tiamat</strong></a>, conta um pouco da história de ascensão de Tiamat.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>2. Conde Strahd Von Zarovich</h2>
<div id="attachment_3115" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3115 size-full" title="Ravenloft de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-ravenloft.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-ravenloft.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-ravenloft-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um dos clássicos de D&amp;D e que sobreviveu as edições. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>O lorde morto-vivo da Baróvia. Se alguém nesta lista (além de Lord Soth) tem uma história trágica, este alguém é <strong>Strahd Von Zarovich</strong>.</p>
<p>Um príncipe e conquistador, quando jovem, Strahd lutou e saiu vencedor de diversas guerras. Quando começou a sentir o peso da meia-idade o conde comandou a construção de um castelo no vale da Baróvia (uma região recém conquistada, e que o agradava de sobremaneira). O castelo, batizado de <strong>Ravenloft</strong> em homenagem à mãe de Strahd (a baronesa Ravenovia von Zarovich) passou a servir de morada também para seu irmão, Sergei von Zarovich.</p>
<p>Acontece que Strahd se apaixonou perdidamente pela esposa de Sergei, Tatyana Federovna. Como não era correspondido, e incapaz de tolerar a rejeição, Strahd forjou um pacto com os <strong>Dark Powers</strong> (&#8220;Poderes Sombrios&#8221;, em uma tradução livre, e ainda sem confirmação da tradução oficial). O pacto envolvia o assassinato de Sergei, mas as coisas não saíram como previsto.</p>
<p>Ao ver seu marido morto, Tatyana se jogou de cima das amuradas do Castelo Ravenloft. Como se isso não bastasse, os pais de Strahd o amaldiçoaram, de forma que ele ficaria para sempre preso no Vale da Barovia e nem mesmo a morte seria capaz de libertá-lo desta prisão. Os guardas do conde se voltaram contra ele e o crivaram de flechas, mas devido à maldição (ou devido a um efeito colateral do pacto com os Dark Powers), Strahd não morreu, mas sim, se tornou o primeiro vampiro.</p>
<p>(Nota: <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/"><strong>na primeira parte deste artigo falamos sobre Kas</strong>,</a> que também é conhecido como &#8220;O Primeiro Vampiro&#8221;. Nenhuma confusão aqui. Ambos são provenientes de mundos diferentes).</p>
<div id="attachment_3120" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3120 size-full" title="Curse of Strahd" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-aventura.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-aventura.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-aventura-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A maldição do sr. da Baróvia. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>Após a tragédia, os Dark Powers tragarm Strahd, seu castelo e as imediações, levando-os para um semiplano no plano de Sombral (&#8220;Shadowfell&#8221;, no orginal). A Barovia seria o primeiro domínio do que viria a ser conhecido como o <strong>Semiplano do Pavor</strong> (&#8220;Demiplane of Dread&#8221;).</p>
<p>Aqui cabe uma explicação, caso você que está lendo não conheça a &#8220;cosmologia&#8221; de D&amp;D: os mundos de aventuras que conhecemos (ou, ao menos a maioria deles), como <strong>Toril</strong>, de Forgotten Realms, ou <strong>Oerth</strong>, de Greyhawk, se localizam no que chamamos de Plano Material (ou Plano Primordial da Matéria, ou ainda Plano Material Primário, dependendo da tradução). Esse seria o plano onde vivemos também. Acontece que também existem muitos outros planos, como os quatro Planos Elementais (Água, Terra, Fogo e Ar), o Plano Astral, o Plano Etéreo e muitos outros.</p>
<p>Nem todos esses planos são sólidos. Em edições anteriores de D&amp;D o Semiplano do Pavor era uma ilha de material sólido localizada no Plano Etéreo. Na 5a Edição trata-se de uma &#8220;ilha&#8221; no Plano Sombral (&#8220;Shadowfell&#8221;, no original). Essa ilha foi criada pelos Dark Powers, e eles tem supremacia sobre o local, ainda que concedam uma série de poderes aos Darklords (&#8220;Lordes Sombrios&#8221;, em uma tradução livre).</p>
<p>Strahd tem um imenso controle sobre seus domínios. É capaz de perceber quando estranhos entram nele, sabe a localização aproximada deles o tempo todo e, na verdade, ocasionalmente faz com que pessoas de diversos mundos do Plano Material sejam transportadas para Barovia, apenas para brincar com o desespero destas pessoas ao perceberem que não são capazes de retornar para seu mundo de origem. A maior parte delas tem seu destino final ao tentar.</p>
<p>Há quem diga que o terrível Conde pode ser redimido e que isso libertaria não só a sua alma, mas também aqueles que estão presos em seus domínios. Todavia, não há nenhuma confirmação disto.</p>
<p>Com o passar dos anos o Semiplano do Pavor foi crescendo, e outros domínios (com seus respectivos Darklords) foram sendo incluídos ao redor da Barovia. Embora guerras tenhas sido travadas (uma das mais irônicas entre <strong>Kas</strong> e <strong>Vecna</strong>, inimigos mortais que se descobriram &#8220;vizinhos&#8221; por lá), dificilmente há um lado vencedor, uma vez que cada Darklord é basicamente imortal dentro de seus domínios e impedido pelos Dark Powers de cruzar suas fronteiras.</p>
<p>Strahd é um marco em D&amp;D não apenas por sua história, mas principalmente por que o módulo onde surgiu pela primeira vez (I6 &#8211; Ravenloft) foi a primeira aventura publicada para o jogo onde havia efetivamente um enredo mais complexo, com um antagonista tridimensional, com motivações próprias. Até então as aventuras publicadas eram basicamente um <em>entrar-na-dungeon-matar-pilhar-destruir-ir-embora-com-o-tesouro</em>.</p>
<div id="attachment_3121" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3121 size-full" title="Castle Ravenloft Board Game" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-boardgame.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-boardgame.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-boardgame-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Castle Ravenloft, o Borad Game. | Fonte: Wizards of the Coast.</p></div>
<p>O módulo fez TANTO sucesso que anos depois levaria à publicação de Ravenloft, um cenário de campanha com uma pegada de horror gótico (e algumas outras variantes dentro) que conquistou um grupos de fãs bastante leal (pessoalmente, é uma das minhas ambientações preferidas de D&amp;D&#8230; sempre que mestro uma campanha dou um jeito de os personagens ao menos darem uma passada por lá em algum momento).</p>
<p>Ravenloft ganhou versões para todas as edições de D&amp;D (exceto para a infame 4ª), e embora ainda não tenha aparecido na 5ª como um mundo específico, temos uma bela repaginada da aventura original <strong>Castle Ravenloft</strong> na forma da campanha épica <a href="https://amzn.to/3bB8zuD" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Curse of Strahd</strong></a>, que leva os personagens do 1° ao 10° nível enquanto eles exploram as terras da Baróvia e tentam escapar de lá, ao mesmo tempo em que evitam cair nas garras do terrível vampiro.</p>
<p>Aliás, uma excelente notícia é que essa campanha, que foi extremamente elogiada, já está confirmada no idioma de Camões na próxima leva de traduções da Galápagos.</p>
<p>Ah, e Castle of Ravenloft também virou um <a href="https://amzn.to/2VUDI5S" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>board game</strong></a> pela própria Wizards of the Coast.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>1. Vecna</h2>
<div id="attachment_3116" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3116 size-full" title="Vecna em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As várias interpretações de Vecna. | Fonte: Pinteres.</p></div>
<p>E eis que chegamos ao topo da lista. Obviamente que é bastante discutível quem é o dono do título de &#8220;Vilão mais icônico de D&amp;D&#8221; e, se perguntado para 10 pessoas diferentes, não é de se duvidar que 10 respostas diferentes sejam ouvidas.</p>
<p>Mas na humilde opinião deste que vos escreve, <strong>Vecna</strong> é Vecna. O Lich em questão é antagonista em algumas das mais épicas aventuras já publicadas para D&amp;D, tem seu próprio domínio em Ravenloft, foi mestre (ou asssociado ) de mais de um nome que apareceu nessa lista, ascendeu ao status de divindade e ainda foi a fonte de não um e não dois, mas três dos artefatos mais épicos de D&amp;D (presentes no <strong>Livro do Mestre</strong> há trocentas edições).</p>
<p>Nascido no mundo de Oerth (Greyhawk), mais especificamente na cidade de Fleeth, na região de Flan, conhecida pelo domínio que seus habitantes tinham sobre magia, Vecna foi treinado desde muito pequeno nas artes arcanas pela sua mãe, Mazzel.</p>
<p>Em algum momento Mazzel foi executada pelo governo de Fleeth (os motivos não são muito claros, embora seja provável que o tipo de magia que ela praticava &#8211; e ensinava &#8211; não fosse muito bem aceito). Seu filho jurou vingança sobre todos aqueles responsáveis pelo acontecido. Vecna aperfeiçoou suas habilidades sob a tutela de Mok&#8217;slyk, a Serpente. E nesse ponto sua história já começa a ficar ainda mais nublada, uma vez que não há nenhum consenso sobre a existência de Mok&#8217;slyk. Na verdade não há nenhuma outra menção a respeito exceto as feitas pelo próprio Vecna. Alguns dizem que Mok&#8217;slyk seria, de alguma forma, uma personalização das energias mágicas.</p>
<p>Cerca de mil anos mais tarde, Vecna já era um dos magos mais poderosos do mundo (talvez da história) e, como em outras histórias semelhantes, prolongou sua vida por meios mágicos e terminou por se tornar um Lich. Durante essa época ele escreveu alguns tomos sobre magia, sendo os de maior destaque o <strong>Ordinary Necromancy</strong> (&#8220;Necromancia Básica&#8221;, em uma tradução livre, e ainda sem tradução oficial) e o <strong>Book of Vile Darkness</strong> (&#8220;Livro da Escuridão Perversa&#8221; em traduções anteriores, ainda sem tradução oficial para a 5ª edição), sendo que no caso deste último teria havido contribuições posteriores de outros autores.</p>
<div id="attachment_3130" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3130 size-full" title="Vecna miniature" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-miniature-v2.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-miniature-v2.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-miniature-v2-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Vecna ganhou até uma miniatura pra chamar de sua. | Fonte: Critical Role.</p></div>
<p>Vecna tentou conquistar a cidade de Fleeth com a ajuda de um exército de mortos-vivos, mas quase foi destruídos pelos clérigos da cidade, que canalizaram o poder de Pholtus &#8211; o deus da luz &#8211; diretamente contra o Lich, que foi salvo por um de seus aprendizes e generais, ninguém menos que <strong>Acererak</strong> (que viria a se tornar um Lich ele próprio. Já falamos dele na <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-2/"><strong>parte 2 deste artigo</strong></a>).</p>
<p>Após algum tempo (apenas o suficiente para se recuperar), Vecna marchou novamente sobre a cidade. Dessa vez os governantes imploraram por clemência, oferecendo riquezas em troca da vida de seus cidadãos. Com a recusa da proposta, ofereceram suas próprias vidas em troca das dos habitantes da cidade. A resposta do Lich foi entregar um desses governantes, Artau (bem como toda a família dele) para que <strong>Kas, o Terrível</strong>, os torturasse durante o maior tempo possível antes de executá-los. Isso foi feito na frente do restante do conselho. Apenas após esse horror Vecna demonstrou alguma piedade, permitindo que os demais partissem.</p>
<p>(Se o nome de Kas lhe é familiar, não é à toa. Também falamos sobre ele na <strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">parte 1 deste artigo</a></strong>).</p>
<p>À medida em que seu poder crescia e seu corpo enfraquecia, Vecna perdia o interesse nos assuntos do dia-a-dia de seu reino, e Kas se tornava seu principal instrumento de governo. Era Kas que pronunciava os julgamentos de Vecna, presidia o conselho em seu nome, e recebia os relatórios de seu exército. Vecna chegou a criar pessoalmente a espada de seu general favorito, que ficou conhecida como Espada de Kas. Esse artefato, ironicamente, seria a fonte de sua ruína.</p>
<p>A espada, dotada de inteligência e com objetivos próprios, começou a influenciar Kas para este traísse seu mestre. Com o tempo o guerreiro terminou sucumbindo à sedução das palavras da espada e terminou por atacar Vecna.</p>
<p>É dito que ninguém viu a batalha, mas no final a torre de Vecna tinha sido reduzida a um monte de escombros e poeira. Nada do corpo de Kas foi encontrado e tudo o que restou de Vecna foram uma mão e um olho.</p>
<p>Vecna e Kas ressurgiram em <strong>Ravenloft</strong>, o Semiplano do Pavor, com seus respectivos domínios fazendo fronteira um com o outro. Claro que os dois acabaram travando recorrentes batalhas. Nesse momento Vecna já era um semideus, embora a maneira exata como esta ascensão ocorreu nunca tenha sido bem explicada.</p>
<p>Enquanto estava preso em Ravenloft (o semiplano, não o castelo), Vecna conseguiu enganar Iuz (o maligno, na época também um semideus. Lembra dele? Foi assunto na <strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">parte 1 do artigo</a></strong>&#8230;) e absorvê-lo completamente, ascendendo à condição de divindade. Os Dark Powers de Ravenloft não foram poderosos o suficiente para aprisionar um deus em seus domínios, então Vecna foi capaz de se livrar das Brumas e surgir em Sigil, a cidade dos portais.</p>
<div id="attachment_3122" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3122 size-full" title="Die, Vecne Die AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-oldschool.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-oldschool.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-oldschool-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Vecna teve sua própria aventura épica na 2ª edição do D&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em Sigil, tendo acesso a basicamente qualquer ponto do multiverso, Vecna planejava rearranjá-lo completamente, moldando-o à sua vontade. Ele teria conseguido, não tivesse sido impedido por um audacioso (e poderosíssimo!) grupo de aventureiros (essa história é o plot central da aventura <strong>Die Vecna, Die!</strong>, publicada no crepúsculo da 2ª edição de Ad&amp;D). No processo de expulsão de Sigil, Vecna terminou sendo separado de Iuz (que se viu livre novamente) e caiu à condição de deus menor. Tendo ressurgido em novamente Oerth, Vecna segue sendo objeto de culto de seitas malignas.</p>
<p>A <strong>Espada de Kas</strong>, <strong>O Olho e a Mão de Vecna </strong>e o <strong>Livro da Escuridão Perversa</strong> são todos artefatos descritos no <a href="https://amzn.to/3eQnQKq" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Livro do Mestre</strong></a> e podem servir como objetos centrais em uma campanha épica.</p>
<p>Por isso tudo Vecna é considerado o mais poderoso Lich da história do multiverso.</p>
<p>Por hoje é só, aventureiros! Finalmente chegamos ao fim da nossa lista. E na sua opinião? Quem faltou ser mencionado aqui? Que posições você mudaria na lista?</p>
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		<title>Vilões Icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 12:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! E seguimos com a segunda parte da nossa lista com os doze vilões mais icônicos de D&#38;D. Se você perdeu a primeira parte, pode acessar ela nesse link aqui. E se prepara que o post é grande 😜. 8. O Demogorgon O nome ganhou bastante popularidade nos últimos tempos devido uma famosa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>E seguimos com a segunda parte da nossa lista com os doze vilões mais icônicos de D&amp;D. Se você perdeu a primeira parte, pode acessar ela <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/"><strong>nesse link aqui</strong></a>. E se prepara que o post é grande <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f61c.png" alt="😜" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />.</p>
<h2>8. O Demogorgon</h2>
<p>O nome ganhou bastante popularidade nos últimos tempos devido uma famosa série de TV, de um ainda mais famoso serviço de streaming.</p>
<p><strong>Demogorgon</strong>, presente desde a 1ª Edição de D&amp;D, é o autoproclamado príncipe dos demônios. Não se trata de apenas uma criatura, mas de dois seres fundidos em um só: Aaemul (um tanar&#8217;ri, ou simplesmente demônio nas edições mais recentes do jogo) e Hethrediah, um obyrith (uma linhagem de demônios anterior aos tanar&#8217;ri).</p>
<div id="attachment_3086" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3086 size-full" title="Demogorgon de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon.jpg" alt="" width="750" height="442" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon-300x177.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você já ter visto ele por aí. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>A maneira como essas duas entidades se fundiram não é muito clara, mas parece ter ocorrido após uma rebelião incitada por Aaemul contra a Rainha do Caos (por sinal, a criadora dos tanar&#8217;ri). O que é certo é que a fusão não foi completa, de modo que tanto Aemul como Hethrediah continuam com suas consciências individuais: uma em cada cabeça do Demogorgon.</p>
<p>Essa dualidade gera um traço bem interessante da criatura (e talvez sua maior fraqueza): cada cabeça está o tempo todo conspirando para matar a outra, mesmo não podendo fazer isso, pois a vida dos dois é única. Caso um deles morra, o outro morre também. Não é possível matar apenas uma cabeça do Demogorgon.</p>
<p>A aparência do príncipe dos demônios é, no mínimo, ímpar: um corpo reptiliano, sinuoso como uma cobra mas musculoso como um gorila, com quase 6 metros de altura. No lugar dos braços, longos tentáculos (em algumas representações cada um dos tentáculos se divide em dois, na altura do que seria o antebraço). As cabeças são muito semelhantes a cabeças de babuínos.</p>
<p>O culto ao Demogorgon é bem menor do que a um deus &#8220;comum&#8221; de D&amp;D, mas bem maior do que a maioria dos cultos a outros demônios/diabos, e abrange não apenas humanos (na verdade minoria entre seus adoradores), mas também aboleths, krakens e ixitxachitls.</p>
<p>A <strong>Besta Sibilante</strong> (outro de seus títulos) também foi responsável pela corrupção do Paladino Sir Kargoth (originário de Oerth, o mundo de Greyhawk) e 13 dos seus companheiros, os Cavaleiros Protetores do Grande Reino, criando assim os Cavaleiros da Morte originais. Mas talvez sua aparição mais digna de nota seja na aventura épica &#8220;Out of Abyss&#8221;, na qual é um dos principais antagonistas (Hey! Sem spoilers aqui! Ele está na imagem de capa da aventura. Pensaram que o principal antagonista seria quem? O <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Pirata">Barbosa, da TV Pirata</a></strong>?)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>7. Lorde Soth, o Cavaleiro da Rosa Negra</h2>
<p><strong>Lord Loren Soth</strong> nem sempre foi um vilão. Muito pelo contrário, começou sua carreira como um valoroso cavaleiro de Solamnia, chegando até a Ordem da Rosa. Apenas a título de curiosidade, os <strong>Cavaleiros de Solamnia</strong> se dividem em três sub-ordens. Os Cavaleiros da Coroa, os mais jovens e inexperientes. Em seguida os Cavaleiros da Espada, um ranking intermediário e por fim, os Cavaleiros da Rosa, aqueles que já provaram seu valor inúmeras vezes.</p>
<div id="attachment_3090" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3090 size-full" title="Lord Soth de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Versão final de Lord Soth, depois de ter seu corpo queimado. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em uma dada situação, quando se dirigia para um encontro dos Cavaleiros, Soth e seus companheiros encontraram um grupo de elfos sendo atacado por Ogres. A atitude não poderia ser outra e os nobres cavaleiros salvaram o grupo de elfos do ataque. Ocorre que entre esses elfos estava a donzela Isolde Denissa, por quem Soth se apaixonou assim que a viu. Convenientemente ele levou a elfa para a fortaleza Dargaard (lar de Soth) para que ela fosse tratada de seus ferimentos.</p>
<p>Claro, a vida nem sempre é fácil (na verdade, raramente é). Soth já era casado, mas seu caso com Isolde prosseguiu mesmo depois que Korinne, sua esposa, engravidou (por meios mágicos).</p>
<p>O filho de Soth e Korinne nasceu completamente deformado. Em um acesso de fúria, e culpando a esposa pela aparência repulsiva do filho, Soth matou ambos. A versão oficial que correu pelos seus domínios (chamados de Knightlund), entretanto, é que ambos haviam morrido durante o parto.</p>
<p>Após apenas seis meses, Soth casou-se com Isolde e, no ano seguinte, nasceu o filho do casal, Peradur Soth.</p>
<p>Mas nem tudo continuaria bem. Istvan, o curandeiro pessoal e de confiança do Lorde (e que havia tratado dos ferimentos de Isolde) denunciou seu senhor aos Calvaleiros de Solamnia, que o convocaram apenas um mês após o nascimento de seu filho. Lá chegando, o Lorde foi julgado por um conclave de Cavaleiros, considerado culpado pelos seus crimes e condenado à decapitação. A sentença não chegou a ser cumprida, pois foi salvo por um grupo de seus leais cavaleiros. A Ordem os perseguiu, mas não queriam atacar a fortaleza, então a sentença foi trocada para o banimento. Soth estaria para sempre confinado em Knightlung, e se um Cavaleiro de Solamnia o visse fora de lá, deveria matá-lo imediatamente.</p>
<p>O confinamento rapidamente começou a afetar o Lorde, que caiu em uma forte depressão. Isolde, no afã de ajudá-lo, realizou preces a Mishakal (deusa da cura, em Dragonlance). Mishakal, então, deu uma missão a Soth: ele deveria se dirigir a Istar, e garantir que o Rei-Sacerdote não despertasse a fúria dos deuses, que traria o Cataclismo ao mundo de Krynn. Essa missão, caso bem-sucedida, restauraria sua honra. Sem ver outra opção, Soth a aceitou e rumou para Istar junto de alguns de seus cavaleiros mais fiéis.</p>
<p>Antes de atingir seu destino, entretanto, Soth encontrou o mesmo grupo de elfos que acompanhava Isolde no dia em que se conheceram. As elfas disseram a Soth que Isolde era infiel, e que Peradur não era filho dele. O Lorde deu meia volta, e cheio de fúria, cavalgou novamente para a fortaleza Dargaard. Lá chegando confrontou Isolde e, durante a discussão, começou o Cataclismo (sim, aquele que ele poderia ter impedido). Um enorme lustre caiu sobre Isolde, matando Peradur instantaneamente e a ferindo mortalmente. Em seu último suspiro, Isolde amaldiçoou seu marido, dizendo que ele deveria &#8220;viver uma vida para cada vida perdida&#8221;.</p>
<p>Soth morreu nas mesmas chamas que consumiram seu castelo, mas a maldição de Isolde foi atendida pelos deuses. O lorde despertou da morte com sua carne completamente queimada, se despedaçando a cada passo dado, até que não restasse nada além de um esqueleto coberto pela armadura dos Cavaleiros da Rosa, queimada e enegrecida. Seus mais leais seguidores, que o haviam salvo da condenação à morte pelo Conclave, tiveram o mesmo destino. As elfas que envenenaram sua mente também foram condenadas à pós-vida como Banshees, assombrando o próprio Soth, cantando todas as noites sobre seus malfeitos e relembrando-o da destruição que poderia ter sido evitada, não fosse seu ciúme e sua fúria.</p>
<div id="attachment_3089" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3089 size-full" title="O exército de Lord Soth" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O exército de fieis seguidores. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Após alguns séculos de sofrimento em sua fortaleza, Soth foi procurado por ninguém menos que Takhisis, a maior deusa do Mal de Krynn. Apesar de recusar a aliança em um primeiro momento, Soth terminou por permitir que Kitiara, uma líder do exército de draconianos, utilizasse Dargaard como sua fortaleza. Juntos, sequestraram a General Laurana (já na época da Guerra da Lança), com a condição que a alma de Laurana seria de Soth após sua morte. Laurana foi resgatada pelo seu então amante, Tanis Meio-Elfo. Frustrada, Kitiara, com a ajuda de Soth, matou os demais líderes do exército draconiano e se tornou sua única comandante.</p>
<p>Soth terminou por se apaixonar por Kitiara e, secretamente, planejava capturar a alma dela após a sua morte, para que os dois pudessem passar a eternidade juntos. Durante a invasão de Palanthas pelos exércitos de Kitiara (que incluiam as legiões de mortos-vivos comandados pelo Cavaleiros da Rosa Negra), Soth terminou por encontrar sua amada à beira da morte, nas Torres da Alta Magia. Durante a tentativa de capturar sua alma, Soth chamou a atenção dos Poderes Sombrios, e terminou sendo sugado para o Semi-Plano de <strong>Ravenloft</strong>, onde foi &#8220;presenteado&#8221; com um domínio.</p>
<p>Claro, os Poderes Sombrios não são conhecidos por dar paz aos Lordes do semiplano do pavor. O simulacro de fortaleza Dargaard, em Sithicus (nome do domínio de Soth em Ravenloft) mudava de forma constantemente, atormentando o cavaleiro acostumado há séculos com a mesma estrutura. Além disso, Sithicus era habitado basicamente por elfos, um povo pelo qual Soth nutria desprezo. Não satisfeito, havia um falso fantasma de Kitiara, que sempre aprecia apenas o suficiente para que Soth mantivesse a esperança de encontrá-la.</p>
<p>Eventualmente, Soth tomou consciência de todos os seus atos, e terminou sendo devolvido a Krynn, em sua fortaleza, mas sem seus guerreiros esqueleto. Mina, uma guerreira enviada por Takhisis, procurou pelo Lorde morto-vivo, oferecendo a ele o comando de um exército de mortos-vivos. A recusa de Soth provocou a ira de Takhisis, que o transformou novamente em humano, devolvendo a capacidade de sentir dor, e incendiou (novamente) sua fortaleza, ameaçando matá-lo. O que Takhisis não havia percebido é que a transformação em humano seria uma dádiva para o arrependido Soth, que morreu em chamas, prometendo em seu último suspiro que encontraria Isolde e Peradur no pós-vida.</p>
<p>O paradeiro final de Soth não é conhecido, e não se sabe se sua promessa foi cumprida ou se sua alma finalmente encontrou a paz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>6. Halaster Manto Negro (O Mago Louco)</h2>
<p>Ninguém mais, ninguém menos que o criador da masmorra de <strong>Undermountain</strong>, simplesmente a maior masmorra já criada em um jogo de RPG. <strong>Halaster Manto Negro</strong> (ou <em>Halaster Blackcloack</em>, no original) não foi o único mago a ser consumido pela loucura em sua busca pelo poder arcano.</p>
<div id="attachment_3087" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3087 size-full" title="Halaster Manto Negro" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Outra capa famosa que você já deve ter visto por aí. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Em sua juventude, então conhecido como Hilather, era bastante ativo em sua comunidade, disseminando conhecimentos sobre magia e tendo sob sua tutela vários aprendizes.</p>
<p>À medida em que seu conhecimento aumentava, entretanto, Halaster foi sendo dominado pela paranóia e pela insanidade. Levou seus aprendizes ao pé do monte Águas Profundas (<em>Waterdeep</em>, no original) e junto com eles, convocou uma horda de demônios e seres extraplanares para construir sua fortaleza.</p>
<p>Com a obra terminada, Halaster simplesmente se recusou a deixar seus &#8220;operários&#8221; partirem de volta aos respectivos planos de origem, ou mesmo a cessar o controle sobre eles, e os enviou para a Umbreterna (Underdark), &#8220;liberando&#8221; uma imensa área dos Drow e dos Duergar, no que ficou conhecido como &#8220;As Caçadas de Halaster&#8221;. Em poucos anos Halaster conseguiu domínio completo sobre a rede de túneis que viria ser conhecida como a Undermountain.</p>
<p>A essa altura Halaster já havia sido completamente consumido pela loucura e já não dava a mínima para o mundo exterior.</p>
<p>A sanidade de Halaster viria a ser parcialmente restaurada por Mystra (deusa da magia em Forgotten Realms), após um acordo feito com objetivo de resgatar o arquimago Elminster dos Nove Infernos (é uma longa história&#8230; para os efeitos desse artigo basta dizer que Mystra manteve sua palavra mesmo com Halaster não tendo sido bem-sucedido na missão).</p>
<p>Mas Halaster não estava 100% livre de sua loucura e esta, por sua vez, parecia intimamente ligada à Undermountain. Nas raríssimas vezes em que saía de lá, recuperava sua lucidez, mas continuava intrinsecamente maligno e manipulador.</p>
<div id="attachment_3088" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3088 size-full" title="Halaster Manto Negro" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Até parece um deus do panteão grego, só que não. | Fonte: Artstation</p></div>
<p>Em um dado momento a cidade de Águas Profundas foi acometida de um terremoto e muitos de seus habitantes tiveram visões do Mago Louco gritando, com chamas no lugar de seus olhos. Alguns arcanistas tiveram visões também de cenas de destruição no vasto labirinto da Undermountain, com direito a colapso de estruturas e abertura de abismos.</p>
<p>Um grupo de aventureiros corajoso o bastante para investigar as misteriosas visões, descobriu que Halaster tinha morrido durante uma execução mal-sucedida de um ritual e que sua morte fora responsável pelas visões que as pessoas tiveram.</p>
<p>Posteriormente foi descoberto que na verdade Halaster não havia morrido, apenas sua essência tinha sido diluída entre os muitos planos de existência. Em algum momento, ele foi capaz de reconstruir seu corpo e prosseguir com suas atividades como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>5. Acererak</h2>
<p>Outro que entrou nessa lista devido ao aumento recente em sua popularidade. Sim, sabemos que ele é a capa do <strong>Livro do Mestre</strong> da 5ª Edição, mas até aí o Rei Gigante de Fogo Snurre está na capa do <strong>Livro do Jogador</strong>, e ninguém liga muito para ele, não é mesmo?</p>
<div id="attachment_3082" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3082 size-full" title="Capa do Livro do Mestre de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Capa do Livro do Mestre da 5ª edição do D&amp;D. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p><strong>Acererak</strong> foi o criador da <strong>Tumba dos Horrores</strong> ou <em>Tomb of Horrors</em>, no original em inglês. A masmorra de uma aventura clássica da 1ª edição de Advanced Dungeons&amp;Dragons. Tão clássica e tão famosa que ganhou continuações e outras roupagens ao longo dos anos. O seu símbolo clássico já foi estampado em diversas mídias, como por exemplo no filme Jogador Nº 1, onde aparece na van de um dos protagonistas. Talvez essa aparição tenha despertado a recente fama do vilão. A verdade é que, já mais saberemos&#8230;</p>
<div id="attachment_3072" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3072 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg.jpg" alt="" width="780" height="438" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg.jpg 780w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg-300x168.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px" /><p class="wp-caption-text">Reparou no detalhe no furgão? | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Basicamente, é impossível falar de Acererak sem falar da Tumba dos Horrores. A aventura original foi escrita por <strong>Gary Gygax</strong> (um dos criadores do D&amp;D) para a convenção Origins 1, de 1975.</p>
<p>A ideia era exatamente a de desafiar jogadores experientes, com zero necessidade de interpretação. Tudo bem que interpretação ainda era um detalhe nessa época, em que o RPG ainda engatinhava. Ela também tinha poucos combates, a Tumba dos Horrores era basicamente uma sequência de salas com armadilhas mortais e uma série de becos sem saída que, não raramente, guardavam portas secretas.</p>
<p>Poços com espinhos no fundo, arcas do tesouro que atiravam flechas, salas com gás venenoso e até uma Esfera da Aniquilação engastada em uma parede, dando origem à imagem clássica associada à Tumba dos Horrores e que também é um dos milhares de <em>easter eggs</em> do filme Jogador n° 1. A tumba inteira, inclusive, é parte bem importante da história no livro que deu origem ao filme.</p>
<p>A aventura foi publicada comercialmente em 1977, republicada em 1981 e novamente em 1987, dessa vez como parte da compilação &#8220;Realms of Horror&#8221;. Em 1998 ganhou uma reimpressão e expansão no módulo &#8220;Return to the Tomb of Horrors&#8221;, dessa vez com as regras da 2ª edição de AD&amp;D. Em 2005 foi lançada uma versão do módulo original com as regras da então recente 3ª edição de D&amp;D e em 2010 dois lançamentos distintos: uma versão da original e outra expandida, ambas com as regras da 4ª edição (honestamente, acho que nenhuma aventura dos quase 50 anos de D&amp;D era mais adequada para a 4ª edição). Finalmente, em 2017, 40 anos depois da publicação original, tivemos a <strong>Tomb of Annihilation</strong>, presente no livro <strong>Tales from the Yawning Portal</strong>, baseada na Tomb of Horrors original.</p>
<div id="attachment_3083" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3083 size-full" title="Tomb of Annihilation" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tomb of Annihilation, diretamente inspirada no original. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>O background da masmorra mortal era que ela havia sido criada por um Lich, Acererak, com o único objetivo de se alimentar das almas de aventureiros incautos que morressem na masmorra. O histórico do próprio Acererak foi construído ao longo dos anos, com as diversas versões publicadas da aventura (inclusive um romance adaptado, em 2002).</p>
<p>Filho de uma humana com um lord demônio (que obviamente não ficou para ajudar a criar a criança), Acererak viu, aos 10 anos de idade, a sua casa ser queimada (com ele e sua mãe dentro) por uma turba de aldeões apavorados com o pequeno demônio que crescia em sua vizinhança. O próprio Acererak só sobreviveu ao incêndio devido à sua ascendência demoníaca, que o tornava resistente ao fogo. Conta-se que foi após esse episódio que ele adquiriu gosto pelo estudo das artes arcanas da necromancia.</p>
<p>Algumas versões dizem que o mundo original do lich era Oerth (o cenário de Greyhawk) e que ele teria sido aprendiz do próprio Vecna durante um certo período de sua vida (o que não seria de se estranhar, visto que ambos guardam certas semelhanças entre si, no que tange a suas ambições e modos de vida).</p>
<p>Os estudos de Acererak para estender seu tempo de vida terminaram por levá-lo à transformação em um Lich. Ao longo dos séculos, como é tão comum entre essas criaturas, sua sede de poder e de prolongar sua existência só aumentavam. Nessa época, ao invés de se limitar a caçar novas almas para se alimentar ele se dedicou a um período de pesquisas e, em paralelo, ordenou a seus servos a construção da Tumba dos Horrores. Foram mais de 80 anos de trabalho até o término da tumba. Ao final do processo, Acererak reuniu todos os seus servos ali presentes, e os matou sem piedade.</p>
<p>O plano dele teve sucesso, mas de uma maneira não muito intencional. Ao se retirar para o fundo da Tumba dos Horrores, ele não conseguiu manter um fluxo de almas suficiente para sustentar sua existência. Assim, seu corpo terminou sendo reduzido a um monte de poeira e um crânio incrustado de pedras preciosas. Acererak havia se tornado um <em>demilich</em>.</p>
<p>O que poderia significar uma enorme limitação, na verdade, libertou seu espírito para ser projetado pelo multiverso. Acererak explorou múltiplos mundos e coletou artefatos poderosos, sempre com o objetivo de tornar sua masmorra mais mortal e assim, seguir coletando almas para alimentar seu filactério.</p>
<p>A jornada pelo multiverso o levou até a Cidade Proibida de Omu, no meio das selvas de Chult, em Toril (mundo de Forgotten Realms), onde os sacerdotes eram mortos com frequência em armadilhas, com o objetivo de agradar seus nove deuses. Acererak não pensou duas vezes: matou os nove deuses, escravizou o povo da cidade e os forçou a construir uma masmorra, que seria chamada de <strong>A Tumba dos Nove Deuses</strong> (Tomb of the Nine Gods).</p>
<p>Como de costume, após o término da construção Acererak matou todos os escravos, usando-os para testar a letalidade da nova masmorra. Alguns deles foram transformados em mortos-vivos e golens de carne, permanecendo na construção. Acererak retornava de vez em quando para melhorar a masmorra e coletar as almas dos incautos que tivessem perecido por ali.</p>
<p>Com toda essa atividade Acererak terminou por atrair a atenção de um culto ao seu redor. Esse culto estabeleceu o que ficou conhecido como Cidade da Caveira (&#8220;Skull City&#8221;), que chegou a ter 500 pessoas e cerca de 1000 servos mortos-vivos, além de uma série de outras criaturas.</p>
<div id="attachment_3084" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3084 size-full" title="A Tumba dos Horrores adaptada para as regras do AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A Tumba dos Horrores adaptada para as regras do AD&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em algum momento Acererak estabeleceu um plano extremamente ambicioso: unir a sua consciência com o Plano Negativo, o que daria a ele a habilidade de controlar cada morto-vivo em todo o multiverso. Para atingir esse objetivo a ideia era atrair aventureiros extremamente poderosos, matá-los em suas masmorras e absorver suas valorosas almas (sujeito pretensioso, não?).</p>
<p>Obviamente que o demilich subestimou o poder desses aventureiros, Acererak terminou tendo seu corpo destruído e seu plano frustrado. Porém, isso não significou sua destruição permanente, obviamente. Um vestígio de sua essência seguiu consciente e conseguiu retornar décadas depois com um plano ainda mais mirabolante: construir um engenho arcano capaz de absorver o poder de cada deus morto e esquecido do multiverso. A máquina incluía até uma pedra preciosa roubada da coroa de Nerull, o deus da morte (no panteão de Greyhawk).</p>
<p>E mais uma vez Acererak foi morto por aventureiros, que destruíram o golem de cristal possuído pela alma do Lich, bem como o poderoso artefato.</p>
<p>Mesmo assim a força vital do poderoso morto-vivo seguiu ativa, retornando à Tumba dos Horrores original e substituindo uma das gemas no lugar dos olhos do crânio pelo <strong>Olho de Vecna</strong>, reassumindo o trono. Novamente, seria destruído por aventureiros.</p>
<p>Não se sabe se o filactério não foi realmente destruído ou se de alguma maneira Acererak foi capaz de reconstruí-lo, mas pela primeira vez em décadas ele reassumiu a antiga forma de Lich. Após descobrir os restos de um Atropal (uma espécie de deus natimorto) no plano negativo e levá-lo para a Tumba dos Nove Deuses, em Chult, Acererak criou uma nova máquina, chamada de Soulmonger. A máquina era capaz de absorver as almas de todos os que morressem no continente de Faerûn. A ideia era alimentar o Atropal até que ele tivesse o poder equivalente a um deus e então libertá-lo no continente para causar um genocídio. O que Acererak ganharia com isso exatamente, nunca ficou muito claro.</p>
<p>Novamente o Lich foi detido por um grupo de aventureiros, mas seu filactério permaneceu intacto em um semiplano particular e oculto até mesmo dos deuses. Isso significa que Acererak pode retornar a qualquer momento&#8230;</p>
<p>Por hoje é só aventureiros!!! Em breve publicaremos a última parte, com os quatro vilões mais icônicos de D&amp;D. Quem você acha que estará nessa lista?</p>
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		<title>Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 17:03:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&#38;D. Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&amp;D.</p>
<p>Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham provocado (ou estejam envolvidos) em grandes mudanças nos seus respectivos mundos (ou até mesmo em outros). Em geral eles são antagonistas de aventuras ou campanhas clássicas de D&amp;D, e muitos deles dão as caras desde edições bem antigas do nosso jogo tão amado.</p>
<p>Não estamos nos prendendo a estatísticas de combate, então não se surpreenda se encontrar em posições mais baixas na lista um vilão com nível de desafio bem maior que outros que está várias posições acima. Estamos levando em conta a &#8220;popularidade&#8221;, o charme e a influência.</p>
<p>Ah sim! E apenas vilões únicos e inteligentes. Nada de raças (ou seja, não espere encontrar &#8220;os drow&#8221; na lista) ou bestas-fera sem controle (ou seja, o Tarrasque também está fora).</p>
<p>Então, sem mais delongas, vamos à lista!</p>
<h2>12. Iuz, o Maligno</h2>
<p>Na lanterna da nossa lista vem <strong>Iuz, o maligno</strong>. Hoje em dia ele anda meio sumido, mas já aprontou poucas e boas no mundo de Oerth.</p>
<p><strong>Iuz</strong> chegou a ter um livro (<em>Iuz the Evil</em>) dedicado apenas à sua história, influência e poderes (bem como a descrição de seus domínios), publicado para AD&amp;D 2ª Edição.</p>
<div id="attachment_3052" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3052 size-full" title="Suplemento Iuz the Evil" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Iuz, o maligno teve até um suplemento pra chamar de seu. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>É um semi-deus, filho de Graz&#8217;zt, um lorde demônio do Abismo com Iggwilv, uma bruxa humana. Acontece que essa bruxa fez o príncipe das Howling Hills (Colinas Uivantes, em uma tradução livre) pensar que <strong>Iuz</strong> era filho dele. Quando esse príncipe morreu, <strong>Iuz</strong> assumiu o comando de seu feudo e de seus exércitos. Em poucos anos no trono <strong>Iuz</strong> multiplicou a área do principado e, durante essa expansão, ele usava um ritual maligno para roubar poder e vitalidade de muitas vítimas capturadas entre seus inimigos derrotados. O aumento de seu poder somado aos rumores que começaram a surgir de que ele seria filho de um demônio e sua mãe seria uma necromante fizeram com que <strong>Iuz</strong> atingisse o status de semi-deus.</p>
<p>Em um determinado momento <strong>Iuz</strong> desapareceu. As legiões de orcs que lhe eram fiéis pensaram que ele tinha ascendido à condição de divindade completa, e começaram a adorá-lo como tal. Na verdade, Iuz havia sido aprisionado por Zagig Yragerne, um arquimago louco que estava, ele mesmo, em busca de se tornar um semi-deus, no Castelo Greyhawk. <strong>Iuz</strong> só seria libertado de seu cativeiro após 75 anos, por um grupo de aventureiros malignos ajudado por <strong>Mordenkainen</strong>.</p>
<p><strong>Iuz</strong> seria novamente aprisionado por ninguém menos do que <strong>Vecna, o Lich</strong>, que queria absorver a alma de <strong>Iuz</strong> com o objetivo de aumentar seu poder. De fato, <strong>Vecna</strong> foi bem-sucedido, tornando-se uma divindade no processo. Em algum momento Vecna foi derrotado por aventureiros, com a consequente libertação de <strong>Iuz</strong>. O fato é que <strong>Iuz</strong> jamais esqueceu o ocorrido e por isso, Vecna segue sendo seu inimigo mortal até hoje.</p>
<p>Com isso <strong>Iuz</strong> renovou seus domínios, influenciando tribos bárbaras do norte e conquistando, com seus exércitos recém-reunidos, vastas quantidades de terras. Uma cruzada chegou a ser organizada com o objetivo de expulsar <strong>Iuz</strong> das terras do norte, mas cada um de seus membros terminou sendo massacrado e reerguido como morto-vivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>11. Lolth, A Rainha das Aranhas</h2>
<p><strong>Lolth</strong> (também conhecida como <em>Lloth</em>, especialmente na cidade de <em>Menzoberranzan</em>), a Rainha das Aranhas e Rainha do Abismo de Teias Demonícas é a principal divindade Drow em <strong>Forgotten Realms</strong>.</p>
<p>Entretanto, isso nem sempre foi assim.</p>
<p>A <strong>Rainha das Aranhas</strong> era originalmente conhecida como Araushnee, deusa élfica menor do Destino, dos artesãos e dos elfos negros, diferentes dos Drow (nessa época eles nem existiam!). Além de tudo isso, ela era consorte de <strong>Corellon Larethian</strong>, o criador da raça dos elfos, que fique registrado.</p>
<p>Ocorre que, como em tantos outros casos assim, a ambição de Araushnee começou a crescer e ela começou a tramar contra Corellon. Primeiro em conjunto com Gruumsh (deus dos orcs e meio-orcs), e depois com Malar (o senhor das bestas, deus da caça), ambas sem sucesso.</p>
<p>A última tentativa de Araushnee contra Corellon envolveu um pequeno exército de deuses. Após uma batalha complicada, na qual Corellon terminou ferido, Araushnee tentou envenená-lo (fingindo que o veneno era água do Elysium, que deveria curá-lo). A tentativa foi impedida por Sehanine Moonbow (deusa élfica dos sonhos, filha e aliada de Corellon).</p>
<p>Após Corellon se curar de sus ferimentos, Araushnee foi submetida a julgamento. Sua pena foi uma combinação de exílio e sua transformação numa tanar&#8217;ri (como eram chamados os demônios em AD&amp;D).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3054 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Inconformada com sua derrota e com a sentença, tentou mais uma vez matar Corellon, transformando-se em uma aranha monstruosa, mas novamente sem sucesso. Apesar de tudo, Corellon não a matou e acabou optando por permitir sua fuga. Depois do exílio, e agora utilizando o nome de <strong>Lolth</strong>, Araushnee conquistou um pedaço do Abismo, mais especificamente a região conhecida como <em>Demonweb Pit (</em>Abismo das Teias Demoníacas, em uma tradução livre).</p>
<p>Tendo assegurado seu domínio, <strong>Lolth</strong> voltou a conspirar contra Corellon. Como não podia atacá-lo abertamente, seu plano era ser adorada pelo elfos e assim trazer angústia para esse povo, atingindo o criador deles por tabela.</p>
<p>As maquinações de Lolth provocaram diversas guerras entre povos élficos, enquanto sua igreja ganha cada vez mais influência entre os elfos negros (calma! Ainda não são os Drow&#8230;). Após diversas dessas guerras, os outros elfos se uniram na <strong>Corte Élfica</strong> e invocaram o poder de todo o panteão da raça para amaldiçoar os elfos negros e transformá-los, assim nasciam os Drow. Todos, inclusive os inocentes e aqueles que nunca aceitaram Lolth, foram transformados (conta-se que antes da maldição os elfos negros não tinham os cabelos brancos). As forças combinadas das demais nações élficas perseguiram a nova raça formada e os expulsaram para o subterrâneo.</p>
<p>No início os Drow eram bastante primitivos, mas se espalharam pela <strong>Umbreterna</strong> (ou Underdark, no original), o dominaram e construíram grandes cidades, abrangendo um domínio que ocupa quase todo o subterrâneo de <strong>Faerûn</strong>.</p>
<div id="attachment_3055" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3055 size-full" title="Drows, os elfos negros" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Agora sim, os famosos elfos negros de D&amp;D. | Fonte: DnD Wizards</p></div>
<p>Houve um evento em Forgotten Realms, que ficou conhecido como o <strong>Tempo das Perturbações</strong>. Nesse período, os avatares dos deuses andaram sobre Toril. Caso o avatar fosse morto, o deus equivalente também morreria e foi nesse período que <strong>Lolth</strong> ganhou mais poder.</p>
<p>Ironicamente, a <strong>Rainha das Aranhas </strong>assassinou o avatar de <em>Zinzerena</em>, a deusa do assassinato de um outro mundo, absorvendo todo o seu poder no processo. Posteriormente ela tornou seu domínio no Abismo um plano completamente independente e com isso, ascendeu a condição de deusa maior.</p>
<p>Atualmente <strong>Lolth</strong> não é a única deusa entre os Drow, mas é sem dúvida a divindade mais influente entre esse povo. Sempre maquinando, é muito difícil prever qual (e quando) será o próximo plano de <strong>Lolth</strong> para aumentar sua influência em Toril.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>10. Kas, o traidor</h2>
<p>Também conhecido como Kas de Tycheron; Kas, o terrível; Kas, o traidor; Kas, o odioso e Kas, o destruidor (dentre outros títulos), foi o lacaio de mais confiança do arqui-Lich Vecna (um nome que você verá outra vez nesta lista, pode ter certeza).</p>
<p><strong>Kas</strong> era um guerreiro valoroso e dizia-se que era capaz entrar um campo de batalha, na mais completa desvantagem e mesmo assim sair, não apenas vitorioso, mas também sem um único arranhão em sua armadura. Essa habilidade em batalha atraiu a atenção de ninguém menos do que Vecna, que o convidou para ser eu general. Sedento por batalhas, ele aceitou com a condição que Vecna o apontasse para o campo de batalha e não desse mais ordens, até que a luta fosse vencida.</p>
<p>Os anos de lealdade e eficiência de <strong>Kas</strong> fizeram com que Vecna o presenteasse com uma espada poderosíssima, que ficaria conhecida como a <strong>Espada de Kas</strong> (sim, um dos artefatos mais famosos de D&amp;D).</p>
<p>A influência de Vecna, entretanto, fez com que <strong>Kas</strong> abandonasse sua devoção a <strong>Pêlor</strong> (deus do sol e da cura) e se tornasse seguidor de <strong>Nerull</strong>, o deus da morte.</p>
<p>Durante a <strong>Batalha dos Mil Olhos</strong>, Nerull sussurrou para que Kas traísse seu mestre em troca de um favor divino. Kas, com sua sede de poder, aceitou e atacou Vecna usando a espada que havia ganho de seu mestre. O combate custou a mão esquerda e um dos olhos de Vecna, mas este terminou subjugando <strong>Kas</strong>.</p>
<div id="attachment_3056" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3056 size-full" title="Kas na batalha contra Vecna" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Kas e sua eterna batalha contra Vecna. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Nerull decidiu mesmo assim conceder um favor menor a <strong>Kas</strong>. Sua alma recebeu força e velocidade, mas acompanhadas de uma insaciável sede de sangue, o que seria conhecido como a <strong>Maldição Vampírica</strong>. <strong>Kas</strong> foi o primeiro vampiro de Oerth (o nome do planeta que abriga o cenário de campanha Greyhawk).</p>
<p>Algumas versões ignoram a participação de Nerull<strong>.</strong> Dizem que o que transformou <strong>Kas</strong> em um vampiro, na verdade, foi o longo tempo que sua alma passou em contato com energia negativa no <em>Plano Quasielemental das Cinzas</em>, mas a versão do sussurro de Nerull parece mais factível, fornecendo uma motivação &#8220;razoável&#8221; para o traidor.</p>
<p>Após séculos preso aos domínios de Nerull, <strong>Kas</strong> conseguiu escapar construindo um Golem de carne e o imbuindo com a sua própria alma. De volta ao <em>Plano Material Primário</em>, espalhou fúria e destruição, tendo sido novamente derrotado no que ficou conhecido como <strong>A Batalha da Cidadela de Carne</strong>. A alma de <strong>Kas</strong> estava, finalmente, livre.</p>
<p>Mas não por muito tempo.</p>
<p>A malignidade do traidor despertou a atenção das <strong>Brumas de Ravenloft</strong>, e o vampiro recobrou a consciência como mestre do domínio de Tovag que, em uma mostra da ironia das Brumas, fazia fronteira com o domínio de Cavitius, cujo Lorde era ninguém menos do que o próprio Vecna. Travou-se uma guerra sem fim das tropas de <strong>Kas</strong> tentando recuperar sua espada da cidadela de Vecna, onde ele, erroneamente, presumia que a espada estava.</p>
<p>Quando Vecna finalmente conseguiu escapar de Ravenloft a explosão resultante destruiu tanto Cavitius quanto Tovag, e o corpo de <strong>Kas</strong> foi obliterado, reduzindo-o a um vestígio de alma perdido fora do espaço e do tempo.</p>
<p>Rumores recentes, entretanto, dizem que <strong>Kas</strong> de alguma forma sobreviveu à explosão e mantém um novo reino no semiplano do pavor.</p>
<p>Uma curiosidade: um Cavaleiro da Morte chamado &#8220;Kas, o mão sangrenta&#8221; servia Vecna no seu palácio em Ravenloft. Não se tratava do verdadeiro <strong>Kas</strong>, mas acreditava sê-lo, e servia Vecna como uma maneira de redimir sua traição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>9. Asmodeus</h2>
<p>O lorde máximo dos <strong>Nove Infernos</strong> e senhor de todos os diabos, a forma original de <strong>Asmodeus</strong> era a de uma serpente com milhares de quilômetros de comprimento. Como tratava-se de uma forma pouco prática para se comunicar, <strong>Asmodeus</strong> tratou de criar avatares, sendo o mais comum deles uma forma humanóide com cerca de quatro metros de altura, pele vermelha e chifres, além de um carisma inesperado para alguém com essa aparência. A localização exata de seu corpo verdadeiro sempre foi um segredo muito bem guardado, e qualquer um que a descobrisse seria rapidamente morto.</p>
<p>Não há consenso sobre sua origem. Algumas versões estabelecem que ele já estava presente na aurora dos tempos, tendo surgido diretamente do Caos Primordial, juntamente com Jazirian (outra divindade da Ordem, porém benevolente, ao contrário de <strong>Asmodeus</strong>). Após uma briga entre essas duas divindades (durante uma disputa sobre qual seria o centro do Multiverso), <strong>Asmodeus</strong> caiu sobre o plano de Baator, quebrando-o em seus nove níveis e parando apenas ao chegar na camada conhecida como Nessus, que passaria a ser o local de seu trono.</p>
<div id="attachment_3057" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3057 size-full" title="Asmodeus em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das representações de Asmodeus. | Fonte: Forgotten Realms Fandom</p></div>
<p>Baator, entretanto, não era um lugar desabitado. <strong>Asmodeus</strong> pessoalmente matou o que seria a &#8220;aristocracia&#8221; do lugar, tendo apenas um pouco de dificuldade para matar Zargon, o antigo governante, que continuava se regenerando a partir de seu chifre indestrutível, até que Asmodeus arrancou esse chifre e o jogou no Plano Material Primário.</p>
<p>Dizem que do sangue de seus ferimentos nasceram os primeiros Baatezu, nome com o qual os diabos eram conhecidos no <strong>AD&amp;D 2ª edição</strong>.</p>
<h3>O Julgamento de Asmodeus</h3>
<p><strong>Asmodeus</strong>, então, passou a tentar e corromper os mortais (especialmente humanos) e assim colecionar suas almas, em um modo de ação tão vil que enojou até os anjos, que por sua vez, terminaram por tentar condená-lo. O <em>arquidiabo</em>, então, solicitou que fosse feito um julgamento justo e que o juiz fosse uma entidade neutra. Os anjos concordaram e Primus, o imortal governante do Nirvana Tecnológico de <em>Mecânus</em> e entidade máxima da ordem e neutralidade, foi escolhido como juiz e tendo o acordo de ambas as partes.</p>
<p>O argumento de defesa de <strong>Asmodeus</strong> era que ele nunca tinha obrigado nenhum mortal a nada. Todos eles tinham a escolha de recusar sua oferta &#8211; sendo que havia, de fato, os que recusavam &#8211; e aqueles que a aceitavam não poderiam reclamar de cumprir sua parte no contrato.</p>
<p>Aqui cabe uma explicação: a coleta de almas tinha como objetivo final, aumentar as fileiras do exército dos Diabos em sua eterna <strong>Guerra Sangrenta</strong> (<em>Blood War</em>) contra os Demônios do Abismo.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> também argumentava quando um mortal encontrava uma inconsistência no contrato que o invalidasse, isso era respeitado.</p>
<p>Os anjos apresentaram seus casos um de cada vez, o que rapidamente esgotou a paciência de Primus. Então o juiz disse que ouviria apenas mais um caso. Enquanto os anjos tentavam se organizar para ver qual seria esse caso, Zariel (então ainda um anjo de Celestia) passou por cima de todos, o que acabou por deflagar uma briga que se espalhou por todos os anjos presentes. Primus deu uma tremenda bronca em todos os anjos presentes pelo caos formado na corte e absolveu <strong>Asmodeus</strong>, considerando que ele tinha o direito de continuar coletando almas da maneira como vinha fazendo.</p>
<p>Zariel prosseguiu como observadora da <strong>Guerra Sangrenta</strong>, mas seu desejo de interferir no conflito chegou a tal ponto que ela simplesmente ignorou as ordens de seus superiores e desceu para lutar. Seu corpo quase sem vida foi resgatado por diabos a mando do próprio <strong>Asmodeus</strong>, que providenciou que suas feridas fossem curadas em Nessus e a nomeou como <strong>Arquidiabo de Avernus</strong>, a primeira camada dos Nove Infernos.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> segue sendo o lorde máximo dos Nove Infernos, coletando almas dos mortais e acumulando mais e mais poder.</p>
<p>E então, o que achou dessa lista? Se você concorda, discorda ou sentiu falta de outros nomes, não deixei de comentar em nossas redes sociais. No próximo post traremos a segunda parte do artigo, com mais vilões icônicos de D&amp;D.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jun 2019 16:46:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Falamos sobre como fazer suas próprias aventuras, sobre como utilizar aventuras prontas, algumas complementações do tema, como sobre mestrar de improviso, e até publicamos uma aventura pronta para D&#38;D. situada em nosso mundo de Averum. Hoje daremos mais um passo nessa jornada: como estruturar e mestrar longas campanhas? Sabemos que se trata [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/elaborando-campanhas-para-suas-aventuras-de-rpg/">Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Falamos sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/como-fazer-suas-proprias-aventuras/"><strong>como fazer suas próprias aventuras</strong></a>, sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/"><strong>como utilizar aventuras prontas</strong></a>, algumas complementações do tema, como sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/mestrando-de-improviso-ou-a-arte-de-improvisar/">mestrar de improviso</a></strong>, e até publicamos uma <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/o-ultimo-templo-de-mekthor-uma-aventura-pronta-em-averum/"><strong>aventura pronta para D&amp;D</strong></a>. situada em <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>nosso mundo de Averum</strong></a>.</p>
<p>Hoje daremos mais um passo nessa jornada: <strong>como estruturar e mestrar longas campanhas?</strong></p>
<p>Sabemos que se trata de um assunto vasto, e não temos pretensão nenhuma de esgotar o assunto (mesmo por que, não achamos que seja possível esgotar). Então a ideia hoje é dar um grande <em>overview</em> sobre as coisas que devem ser levadas em consideração para a sua campanha.</p>
<p>Ah! Antes de continuar, tente ler os artigos linkados ali no primeiro parágrafo. Todas aquelas dicas se aplicam para a discussão (e não vamos ficar repetindo se não for para aprofundar).</p>
<h2>Abordagem: episódica, novelizada ou mista?</h2>
<p>Essa provavelmente será a primeira grande questão a ser respondida antes de planejar e mestrar a sua campanha: a abordagem da história. Existem duas abordagens básicas e uma intermediária (que pode ter muitas variantes).</p>
<h3><strong>Abordagem episódica (ou procedural)</strong></h3>
<p>Aqui cada aventura terá os mesmos protagonistas (os heróis), que evoluirão de uma história para outra, ganhando mais habilidades e enfrentando monstros cada vez mais poderosos.</p>
<p>As séries de antigamente (desde, sei lá, anos 60 até os anos 90, excetuando-se Dr. Who) adotavam esse modelo ao extremo de os personagens sequer aprenderem coisas novas. <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0075488/?ref_=nv_sr_1?ref_=nv_sr_1"><em>Chips</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0052451/?ref_=nv_sr_1?ref_=nv_sr_1"><em>Bonanza</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0057798/?ref_=ttqt_qt_tt"><em>Viagem ao Fundo do Mar</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0060028/?ref_=nv_sr_4?ref_=nv_sr_4"><em>Jornada nas Estrelas</em></a></strong>, <a href="https://www.imdb.com/title/tt0088559/?ref_=nv_sr_2?ref_=nv_sr_2"><em><strong>Profissão Perigo</strong></em></a> (<em>a primeira versão, não o remake</em>), e até o clássico <a href="https://www.imdb.com/title/tt0085011/?ref_=nv_sr_2?ref_=nv_sr_2"><em><strong>Caverna do Dragão</strong></em></a>. Isso quer dizer que, basicamente, você podia assistir os episódios em basicamente qualquer ordem. Coisas que aconteciam em um não influenciariam nos próximos (sequer seriam citadas, na maioria dos casos). Aliás, <em>Viagem ao Fundo do Mar</em> é um extremo: os episódios invariavelmente terminavam com o Almirante Nelson dizendo algo como &#8220;-Oras, Crane, vai me dizer que você acredita em monstros?&#8221;, sendo que em quase todos os episódios eles enfrentavam um monstro!</p>
<p>Não por acaso, essa abordagem é conhecida como &#8220;Monstro da Semana&#8221;.</p>
<div id="attachment_2686" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2686 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um clássico dos anos 60. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>A grande vantagem aqui é que você não precisa se preocupar com uma história a longo prazo. Basta pensar em um monstro a cada semana, resolver a história dentro da própria aventura e bola para a frente.</p>
<p>A grande desvantagem é que seus jogadores podem se ver enjoados após algumas sessões, uma vez que a estrutura é repetitiva e não há grandes descobertas ou um grande antagonista. E mesmo se você for o mestre, também terminará enjoando. Muito provavelmente aquela <strong>coceirinha de criatividade</strong> que mestres de RPG costumam ter vai fazer você querer algo mais.</p>
<p>Também pode haver um problema de consistência aqui. Pensando no cenário medieval (preferido pela maioria dos RPGistas), os personagens podem enfrentar kobolds na primeira aventura, goblins na segunda, orcs na terceira&#8230; e quando chegar o dragão? Esses monstros estavam fazendo fila no vilarejo onde os heróis moram? Por algum motivo bizarro eles chegaram exatamente na ordem conveniente para os heróis enfrentarem? Se eles estiverem viajando, não é MUITO conveniente que eles encontrem ameaças exatamente na ordem adequada para sua evolução?</p>
<p>Nas séries de antigamente os heróis praticamente não ganhavam habilidades novas, então as ameaças eram sempre &#8220;do mesmo nível&#8221;. Em RPG pode até funcionar, mas não por muito tempo. De qualquer modo, pode ser uma excelente maneira de começar a sua própria campanha.</p>
<h3><strong>Abordagem seriada (ou contínua)</strong></h3>
<p>Aqui temos o extremo oposto da abordagem anterior. Nessa abordagem a história toda segue uma linha de crescimento dos personagens e do cenário, e tudo o que acontece em uma sessão influenciará nas próximas.</p>
<p>O melhor exemplo atualmente é Game of Thrones (ou era, sei lá). Cada episódio é uma continuação direta do anterior. <a href="https://amzn.to/2XoRRb2" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Breaking Bad</strong></a> seguia essa linha também, mas teve um ou outro episódio mais ou menos independente (como o famigerado <a href="https://www.imdb.com/title/tt1615550/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>episódio da mosca</strong></a>, que avançou muito pouco a história, e serviu mais como um interlúdio).</p>
<div id="attachment_2685" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2685 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O emblemático episódio da mosca. | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>O desafio aqui é muito maior. O mestre deve estar sempre pensando várias sessões adiante, antecipando ao máximo as ações do jogadores (e já comentamos aqui mais de uma vez o quanto isso pode ser difícil!) e pronto para mexer profundamente na estrutura da história com base nas ações dos jogadores, o que requer um desapego bem difícil &#8211; mas não impossível &#8211; de se atingir. Afinal, você pode se ver obrigado a descartar aquele NPC ou cenário bacanudo que você tinha bolado, apenas por que as ações dos jogadores na última sessão levaram a história para um rumo bem diferente.</p>
<h3><strong>Abordagem mista (ou semi-episódica, ou semi-procedural, ou semi-seriada&#8230; enfim, vocês entenderam!)</strong></h3>
<p>Como tudo na vida, não precisamos escolher um extremo. Podemos nos posicionar em algum ponto do infinito espectro intermediário. E, na maioria das vezes, isso é o ideal.</p>
<p>A abordagem mista tem inúmeras variações, mas pode ser resumida como &#8220;nem-tanto-ao-céu-nem-tanto-à-terra&#8221;.</p>
<p>Aqui temos uma história maior, desenvolvida ao longo de diversas sessões, mas com episódios semi-independentes. O grau de independência pode variar bastante.</p>
<p>De novo, vamos recorrer a séries de TV como exemplo. Láááá nos anos 90 (sim, somos todos velhos saudosistas) existia uma série muito maneira chamada <a href="https://amzn.to/2XwAWDw" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Arquivo-X</strong></a>. A série pegava a receita de &#8220;dupla de dois tiras&#8221; (quem pegou a referência comenta aí embaixo!!!), mas acrescentava um toque extra: sobrenatural, OVNIs e teorias da conspiração.</p>
<p>A dupla em questão era o agente <strong>Fox Mulder</strong> e <strong>Dana Scully</strong>, ambos do FBI. Mulder cuidava da divisão Arquivos-X (casos que envolviam qualquer coisa supostamente sobrenatural) e era visto como esquisito pelos seus colegas, que meio que desdenhavam dele por cuidar desse tipo de caso (e acreditar piamente neles). Já sua colega era médica forense, cientista e&#8230; absolutamente cética! Inclusive ela havia sido designada para a divisão Arquivos-X exatamente com o objetivo de frear Mulder e suas teorias malucas que colocavam o governo dos EUA como ciente da existência de alienígenas, etc, etc.. e escondendo tudo da população.</p>
<div id="attachment_2687" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2687 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Como eles eram novinhos!!!! | Fonte: Fox</p></div>
<p>Arquivo-X foi um fenômeno em sua época. Só que nos anos 90 poucas pessoas tinhas TV a cabo aqui no Brasil (pergunte a seus pais!), e o canal aberto que passava era a Record. A audiência da Record explodia quando passava Arquivo-X, e eles passaram a adotar uma estratégia bem canalha: atrasar a transmissão (às vezes durante horas!) para manter a audiência cativa, ou mudar o dia e hora de exibição sem aviso prévio. O chato é que isso funcionou. Por um tempo. Depois o pessoal largou mão (preferiu assinar TV a cabo ou, &#8220;contrabandear&#8221; VHS pirata. De novo, pergunte a seus pais&#8230;).</p>
<p>No começo Arquivo-X tinha uma estrutura bem episódica, era bem &#8220;monstro da semana&#8221;, mesmo. Mas como as pessoas começaram a ser fiéis à série, os produtores começaram a usar uma abordagem cada vez mais contínua: personagens secundários que reapareciam, &#8220;monstros&#8221; aparentemente derrotados que retornavam, episódios duplos, elementos apresentados em um episódios tinhas suas consequências mostradas vários capítulos adiante.</p>
<p>Ao longo da série foi construída uma espécie de história maior, que só quem acompanhava desde o começo compreendia completamente.</p>
<p>Outro exemplo dessa abordagem mista são as séries <em>super sentai</em> de antigamente (Changeman, Flashman, etc&#8230; ou Power Rangers para quem é mais novo). A cada semana um monstro diferente era mandado pelos vilões da série, mas nos últimos episódios a coisa se aproxima muito de uma novelização, por vezes com vilões traindo suas organizações, seja por que viram que estavam fazendo coisas erradas ou por que perderam o medo &#8211; alguns desses &#8220;vilões&#8221; eram, na verdade, coagidos, como Shima e Gaata, de Changeman (quem viu vai lembrar do que estou falando).</p>
<div id="attachment_2689" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2689 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Saudades das tardes da TV Manchete! | Fonte: <a href="https://tvefamosos.uol.com.br/listas/trinta-anos-de-changeman-veja-7-curiosidades-sobre-o-fenomeno-japones.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UOL</a></p></div>
<p>O ponto aqui é que você pode variar o grau de serialização ou episodificação da sua campanha. Uma boa ideia pode ser começar com ela completamente procedural, e depois evoluir para algo serializado, introduzindo um vilão recorrente (ou vilão &#8220;maior&#8221;), que pode ou não estar por trás dos acontecimentos aparentemente independentes das primeiras aventuras/sessões de jogo.</p>
<h2>Mundo de Campanha: Pronto x Próprio</h2>
<p>Aqui é outra decisão importante: sua campanha será feita em um mundo fantástico pré-existente ou você vai criar seu próprio mundo?</p>
<p>Utilizar um mundo próprio tem suas vantagens. Criar o seu próprio também tem. Pincelamos um pouco desse ponto no artigo sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/">como usar aventuras prontas</a></strong>, mas achamos por bem desenvolver melhor aqui.</p>
<p>Desenvolver sua campanha em um mundo já publicado tem suas facilidades. <strong>Tormenta</strong>, <strong>Forgotten Realms</strong>, <strong>7° Mar</strong>, <strong>The Strange</strong>, são todos boas opções. Você tem toneladas de NPCs, problemas e mistérios a serem resolvidos e ganchos para boas histórias.</p>
<p>Uma desvantagem aqui é que você, como mestre, pode se sentir obrigado a manter a coerência com material já publicado. Minha dica aqui é: DESOPILE. Sério! Forgotten Realms, por exemplo, é um cenário absolutamente gigantesco. É impossível ficar 100% coerente a TUDO o que já foi publicado (se você conseguir, aconselho seriamente a buscar tratamento&#8230; você sofre de algum tipo de obsessão!). Uma certa coerência ainda é fundamental, mas a exemplo de Forgotten (e outros cenários também) já teve TANTA coisa publicada que duvido muito que seja 100% coerente consigo mesmo, ou que haja alguém no cosmos que conheça a fundo o cenário todo.</p>
<p>Aliás, aqui é importante ter cuidado com o <strong>jogador-sabichão</strong>. Sempre tem aquele que leu mais (e conhece mais) sobre o cenário do que os outros jogadores. Nesse momento é muito importante manter uma postura mais firme: lembre-se você é o mestre, e modifica o mundo de jogo como bem entender. A história está sendo contada sobre o seu ponto de vista.</p>
<p>A outra opção é criar seu próprio mundo de campanha. Isso por si só é assunto para toda uma série de posts, mas vamos citar duas opções básicas:</p>
<h3><strong>Seu próprio mundo: do micro para o macro</strong></h3>
<p>Nessa abordagem você começa seu mundo com uma porção bastante pequena: uma pequena vila e seus arredores, com as grandes cidades sendo algo distante para seu jogadores (ou eles já começam em uma cidade grande, e você tem apenas os detalhes dos arredores dela, sem se preocupar com coisas além de uns 100 km de distância).</p>
<p>Aqui você vai detalhar o máximo possível a região do início da campanha, e ir aumentando os detalhes apenas conforme a necessidade.</p>
<p>Não pense que precisará de menos habilidade para isso do que em outras abordagens: você precisará sempre estar um passo (ou vários!) à frente dos seus jogadores. Afinal, você não quer ficar sem resposta caso eles perguntem quem é o Rei, quem são os próximos na linha de sucessão, a quem o senhor feudal da região responde, etc. E acredite, os jogadores devem ter um gene específico só pra fazer isso nas horas mais inoportunas!</p>
<p>Se optar por esse caminho, é bem interessante detalhar o máximo possível a região de início. NPCs importantes, relações diplomáticas e comerciais (ainda que com regiões que você detalhará ao longo da campanha), história&#8230;. A vantagem é que você pode deixar um monte de pontas soltas propositalmente, para preencher ao longo da campanha. Se seus jogadores começarem a perguntar demais, apenas argumente que seus personagens cresceram isolados da civilização, e não sabem dessas coisas. É uma excelente tática para ganhar tempo! Anote essas perguntas e responda-as para você mesmo depois, com a devida calma.</p>
<h3><strong>Seu próprio mundo: do macro para o micro</strong></h3>
<p>Essa é uma abordagem &#8220;semi-oposta&#8221; à dos parágrafos anteriores. Aqui você tem um overview do seu mundo, e irá preenchê-lo com detalhes à medida em que for necessário.</p>
<p>Um bom exemplo (ainda que meio enviesado) dessa abordagem é o mundo de <strong>Tormenta</strong>. A primeira publicação (que, por sinal, fez 20 anos agora em 2019), apesar de ser uma &#8220;colcha de retalhos&#8221; (muito bem) costurada de diversos artigos da antiga <strong>Dragão Brasil</strong>, apresentava apenas uma visão macro do mundo, com muitos e muitos pontos a serem detalhados e preenchidos. E muitos deles foram explicados ao longo desses 20 anos de cenário, seja nas revistas dedicadas, seja nos livros (romances ou livros de RPG, mesmo) lançados desde então.</p>
<div id="attachment_2690" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2690 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tormenta é um excelente exemplo de criação de cenário. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Uma vantagem desse caminho é que você, como mestre, já tem uma série de estradas abertas, bastando asfaltá-las à medida que os jogadores forem fazendo seu caminho dentro da história. O &#8220;clima&#8221; de cada região já estará definido, veja <a href="https://amzn.to/2WI5WmT" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Forgotten Realms</strong></a> como exemplo: a Costa da Espada é um cenário de (alta) fantasia medieval padrão;  a região de Al-Qadim é baseada na Arábia das Mil e Uma Noites; o distante continente de Kara-Tur é inspirado no Japão medieval, Maztica nas civilizações da América Pré-Colombiana, e assim por diante.</p>
<p>Você pode adotar uma abordagem semelhante no seu mundo, inspirando diferentes regiões dele em diferentes cenários de fantasia ou históricos. Sabem qual série de sucesso fez isso? <strong>Game of Thrones</strong>. Porto Real e Winterfell são baseados em cenários medievais padrão, as Ilhas de Ferro tem um toque meio viking, meio cthulhiano (o Deus Afogado é uma claríssima referência a Cthulhu.), os reinos de Dorne tem uma pegada mais Aragão e Castela (alguns dos feudos que ficavam na região que hoje conhecemos como Portugal e Espanha), e assim por diante. Garantia de aventuras em cenários bem diferentes, bastando algumas semanas de viagem dos personagens.</p>
<h2>Antagonista: Um ou vários?</h2>
<p>Outro assunto que renderia um artigo só para ele. Sua campanha terá apenas um antagonista ou vários deles? O antagonista será claro desde o início ou será revelado ao longo das sessões de jogo?</p>
<p>Ambas as estratégias tem vantagens e desvantagens, como sempre. A abordagem de antagonista único facilita o clima de ameaça constante. Ao longo de <a href="https://amzn.to/2K4Vdwz" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>O Senhor dos Anéis</strong></a> Frodo e companhia estão o tempo todo conscientes da ameaça que Sauron representa, o que mantém a tensão necessária para o desenrolar da história.</p>
<p>Antagonistas variados representam um desafio maior nesse sentido. Errar a mão pode significar colocar os jogadores em situações muito mais perigosas do que eles acham que os personagens podem lidar, e isso pode culminar com uma sensação de desânimo coletivo.</p>
<p>Uma vantagem clara dessa abordagem é que os antagonistas se tornam &#8220;descartáveis&#8221;, podendo ser substituídos com muita facilidade. Dessa forma se você &#8220;der mole&#8221; e cair em uma situação na qual os personagens dos jogadores podem dar cabo definitivamente de um vilão, pode deixar acontecer sem remorso (lembre-se: não se apegue muito aos NPCs. Eles não podem ser os protagonistas da sua mesa de jogo).</p>
<div id="attachment_2692" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2692 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O Senhor do Escuro, um antagonista de peso. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Outra variante possível é ter uma organização (ou várias delas) como antagonista. A campanha pronta <a href="https://amzn.to/2EYrPEd" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Tyranny of Dragons</strong></a> para D&amp;D 5º edição tem o <strong>Culto do Dragão</strong> como antagonista (<em>Ei! Sem spoilers aqui!!! O Culto do Dragão é uma das organizações mais clássicas de Forgotten Realms, e uma das mais usadas para dar dor de cabeça aos personagens</em>). Optando por esse caminho você tem um oponente claro e, ao mesmo tempo, muito difícil de ser eliminado completamente. O Culto do Dragão tem bases e membros em vários pontos de Faerun, e cresceu e encolheu diversas vezes (inclusive sendo dada como extinta mais de uma vez). Mesmo que os jogadores consigam dar fim no atual líder, sempre haverá tentáculos prontos a ressurgir em outros locais.</p>
<p>Mais um ponto potencialmente interessante de usar uma organização como antagonista: você pode fazer com que alguns dos oficiais mais altos dessa organização mudem de lado e se juntem aos jogadores ao longo da campanha. As séries japonesas <em>tokusatsu</em> utilizavam bastante esse recurso. Nos episódios finais de &#8220;Changeman&#8221;, por exemplo, vemos mudar de lado: Shima (ela trabalhava para o Senhor Bazoo sob a promessa de ter seu mundo restaurado. Mundo esse que havia sido destruído pelo próprio Senhor Bazoo), Gaata (quando descobre que sua esposa estava grávida, e que Bazoo planejava destruir a cidade em que ela se encontrava) e Gyodai (resgatado pelos Changeman após ser abandonado para morrer em uma nave prestes a explodir). Um aliado assim pode ser extremamente valioso para os heróis, dando informações que poderiam ser impossíveis de conseguir de outra maneira.</p>
<h2>Novamente, o antagonista: presença constante ou uma sombra?</h2>
<p>Outros aspecto para levar em conta ao planejar sua campanha: o antagonista dos jogadores estará presente e próximo desde o começo? Ou será uma sombra que tomará forma e corpo aos poucos?</p>
<p>De novo, vamos olhar obras clássicas de fantasia: em <strong>O Senhor dos Anéis</strong> Sauron é uma ameaça clara desde os primeiros capítulos (ou desde o primeiro filme, conforme a sua preferência), mas mesmo assim ele é uma &#8220;sombra&#8221;. Algo pouco concreto. Por esse motivo a história conta com os Espectros do Anel, próximos e presentes também desde o começo.</p>
<p>Já em <strong>Game of Thrones</strong> a ameaça do Rei da Noite começa etérea: uma lenda e um desertor (que nem sequer fala do Rei da Noite.. ele menciona apenas os Caminhantes Brancos e, mesmo esses, são considerados apenas lendas até mesmo pelos Patrulheiros da Noite).</p>
<p>Pessoalmente gosto muito dessa segunda abordagem. Os personagens estão lá, vivendo suas vidas e, de repente, algo um pouco estranho acontece (o desertor da Patrulha da Noite, em pânico, jurando ter viso um Caminhante Branco). Depois, coisas um pouco mais estranhas acontecem (membros da Patrulha da Noite encontram Mortos-Vivos, até então considerados lendas; conflitos com os Povos Selvagens se tornam mais constantes, por que eles estão sendo forçados a ir cada vez mais ao sul). Apenas depois de um longo tempo a ameaça se torna clara e mesmo assim povos de cidades mais distantes podem não acreditar. Em um caso extremo, você pode revelar a verdadeira identidade/natureza do antagonista apenas na última aventura.</p>
<p>Uma das campanhas mais divertidas que mestrei (palavra dos meus jogadores!) envolveu um mundo sendo envolto em trevas sem motivo aparente. Apenas estava &#8220;anoitecendo&#8221;. Uma sombra vinda do leste tomava o horizonte e se aproximava aos poucos. Pessoas fugiam da &#8220;noite eterna&#8221; que tomava seus povoados, fazendo com que coisas horríveis acontecessem (plantações fossem perdidas, os mortos se levantassem, essas coisas&#8230; ). Depois de muita investigação os jogadores descobriram que, de alguma forma, uma outra dimensão, uma dimensão de trevas, estava &#8220;vazando&#8221; para o mundo deles, conseguiram um teleporte para lá (um mago? Hehe.. nada tão simples&#8230; precisaram atravessar uma longa masmorra para chegar ao portal que poderia ser aberto). O &#8220;lá&#8221;, em questão, era o mundo de <a href="https://amzn.to/2In27dv" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Ravenloft</strong></a>, por sinal.</p>
<p>Depois de muita investigação e uma série de apuros &#8211; ainda sem um antagonista claro, ou mesmo sem saber que havia um antagonista &#8211; chegaram no &#8220;vilão&#8221; da história e a cada de espanto dos meus jogadores foi impagável!!!. Se quiser saber maiores detalhes, manda uma mensagem em uma de nossas redes sociais. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Por hoje é só, aventureiros! Espero que as dicas sejam úteis para que planejem suas campanhas.</p>
<p>E conte para a gente: o que mais gostariam de ver publicado no UniversoRPG? Estamos sempre prontos a ouvi-los.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/elaborando-campanhas-para-suas-aventuras-de-rpg/">Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Dicas de Game of Thrones para sua mesa de RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2019 13:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[dnd]]></category>
		<category><![CDATA[got]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitando todo o clima de discussões e teorias que têm cercado a última temporada da série Game of Thrones, nada melhor do que nos debruçarmos sobre essa incrível criação literária de George R. R. Martin para analisarmos as ideias e recursos narrativos empregados nessa história, que podem ser úteis para aventuras de RPG. A ideia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando todo o clima de discussões e teorias que têm cercado a última temporada da série Game of Thrones, nada melhor do que nos debruçarmos sobre essa incrível criação literária de George R. R. Martin para analisarmos as ideias e recursos narrativos empregados nessa história, que podem ser úteis para aventuras de RPG.</p>
<p>A ideia aqui não é ensinarmos você a criar uma história ambientada em <a href="https://gameofthrones.fandom.com/pt-br/wiki/Westeros" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Westeros</strong></a>. Se você quiser utilizar esse cenário em suas aventuras, recomendamos o RPG <strong>Guerra dos Tronos</strong>, disponibilizado em português pela <a href="https://jamboeditora.com.br/produto/guerra-dos-tronos-rpg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Jambô Editora</strong></a>.</p>
<p>A proposta é explorar elementos e conceitos típicos das Crônicas de Gelo e Fogo, porém que não são muito comuns na maioria dos cenários de RPG. Embora as ideias discutidas aqui possam ser utilizadas em qualquer tipo de cenário, vamos nos concentrar em exemplos de fantasia medieval.</p>
<div id="attachment_2652" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2652 size-full" title="Guerra dos Tronos RPG" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-guerra-dos-tronos-rpg-1.jpg" alt="Você também pode jogar o RPG oficial. | Fonte: Jambô Editora" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-guerra-dos-tronos-rpg-1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-guerra-dos-tronos-rpg-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você também pode jogar o RPG oficial. | Fonte: Jambô Editora</p></div>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong><i>Atenção: se você não assistiu a série (até a sétima temporada) ou não leu os livros, poderá encontrar spoilers adiante</i>.</strong></p>
<hr />
<h2>Diferentes facções em conflito</h2>
<p>O tema central que movimenta a maior parte dos eventos em <i>Game of Thrones</i> são as casas nobres, com seus conflitos de interesses, que motivam todo tido de alianças, traições, guerras, disputas políticas, assassinatos e sequestros.</p>
<p>Esse conceito de facções rivais, que são o motor narrativo das histórias, é na verdade bastante recorrente nos jogos de RPG do Mundo das Trevas. Os maiores exemplos são os Clãs de Vampiro, as Tribos de Lobisomem e as Tradições de Mago. Cada um desses grupos possui suas próprias regras, hierarquia, interesses, inimigos, aliados e eventualmente uma ou mais áreas de domínio.</p>
<p>Porém quando pensamos em jogos no “estilo D&amp;D”, esse é um tipo de conceito muito pouco explorado, quando não totalmente ignorado. Na maioria desses cenários temos sempre algum tipo de divisão em reinos, feudos, países ou impérios. Por outro lado, suas descrições costumam se limitar a aspectos mais estáticos, como língua, costumes, povoações e área territorial.</p>
<p>Questões políticas, alianças, rixas e eventos mais dinâmicos, tais como conflitos armados e guerras “não declaradas” geralmente são tratados apenas como um pano de fundo para as aventuras. Outros tipos de grupos que podem gerar esse tipo de dinâmica em campanhas de fantasia medieval são as guildas, as escolas de magia e as ordens divinas.</p>
<p>Um dos poucos exemplos que se aproxima do que vemos nas Crônicas de Gelo e Fogo é o cenário <a href="http://www.birthright.net" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><i>Birthright</i></strong></a>, de AD&amp;D 2ed. Nele temos o continente de Cerilia, dividido em diversos domínios (que podem ser reinos, guildas, templos ou domínios mágicos). Cada domínio é controlado por um Regente, que na maioria dos casos pode ser um personagem jogador. Para tornar tudo ainda mais épico, os regentes são descendentes de diferentes Linhagens, que representam uma descendência divina de antigos heróis.</p>
<div id="attachment_2654" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2654 size-full" title="Casas rivais em Guerra dos Tronos" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-diferentes-faccoes-em-conflito.jpg" alt="Casas rivais se enfrentam o tempo em Guerra dos Tronos" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-diferentes-faccoes-em-conflito.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-diferentes-faccoes-em-conflito-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Casas rivais se enfrentam o tempo em Guerra dos Tronos. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Então como criar facções interessantes para o seu cenário favorito? Existem duas opções: você pode criar novas ou detalhar / modificar as existentes. Responder a três perguntas básicas já o ajudará bastante nesse processo.</p>
<p><strong><i>Qual o domínio ou área de influência da facção? </i></strong>Pode ser tão extenso quanto um vasto Império (Os Sete Reinos) ou restrito como um bairro de uma cidade. Essa influência não precisa necessariamente estar associada ao governo / posse de terras, podendo estar ligada na verdade ao controle de alguma atividade realizada numa região, como é o caso das guildas, escolas de magia e ordens religiosas (A Guilda do Homem Sem Rosto).</p>
<p><strong><i>Quais os recursos ou fontes de poder que ela controla</i>?</strong> Pode ser algum tipo de riqueza material (o ouro de Rochedo Casterly), uma posição estratégica (A Travessia no rio Ramo Verde) ou mesmo conhecimento (a biblioteca da Cidadela). O tipo de recurso aqui obviamente determinará o quão poderosa e influente será uma facção. Um reino que possui diversas minas de ouro provavelmente conseguirá mais poder que um reino que é basicamente um feudo agrícola.</p>
<p><strong><i>Qual a sua relação com outras facções</i>?</strong> Ao responder essa pergunta, não pense apenas em respostas claras como inimigos, aliados e neutros. Tente criar relações mais “obscuras” e complexas entre as facções. Por exemplo, as casas A e B são historicamente rivais, porém em uma eventual guerra entre A e C, A poderia forjar uma aliança temporária com B, explorando um ódio antigo entre B e C. Um exemplo assim em <i>Game of Thrones</i> você tem com A = Lannister, B = Bolton e C = Stark. No escudo do mestre da caixa de <i>Planescape</i> (outro excelente cenário de AD&amp;D 2ed) existe uma tabela de reações entre as diversas facções de <i>Sigil</i> (ao todo são 16 facções, com reações classificadas em cauteloso, amigável, hostil, neutro e ameaçador).</p>
<h2>Morte de personagens importantes</h2>
<p>Outra marca registrada das histórias de George R. R. Martin é a morte recorrente de personagens considerados importantes para a trama como um todo. O resultado é que geralmente essas mortes são absolutamente inesperadas e acabam sempre causando grandes reviravoltas (Eddard Stark, Tywin Lannister e Margaery Tyrell são alguns exemplos emblemáticos).</p>
<p>Já discutimos em um <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/os-personagens-morreram-e-agora/"><strong>outro artigo</strong></a> algumas opções que envolvem a morte dos personagens jogadores. Porém, a proposta aqui não é acabar com os personagens dos jogadores e sim com outros personagens que possuem alguma forte influência na aventura e que os jogadores não esperam que tenham um destino trágico.</p>
<div id="attachment_2659" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2659 size-full" title="Ned Stark" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-morte-de-personagens-importantes.jpg" alt="Por essa ninguém esperava!" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-morte-de-personagens-importantes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-morte-de-personagens-importantes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Por essa ninguém esperava! | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Os desafortunados podem ser personagens muitos próximos e familiares: um parente de um dos PJs, o taverneiro, um mentor, um aliado de outras aventuras etc. O choque nesse caso ocorrerá, pois, são personagens com os quais os jogadores estão acostumados a conviver e dependiam de alguma forma. Porém, matar esse tipo de personagem não costuma ser algo tão incomum, já que o impacto na aventura geralmente é mais psicológico do que prático.</p>
<p>As coisas começam a ficar mais surpreendentes quando um personagem extremamente poderoso ou vital para o andamento da aventura morre. A imaginação (ou insanidade) do mestre aqui é o limite: quanto maior o impacto e/ou reviravolta provocado, melhor.</p>
<p>Os aventureiros foram contratados para resgatar a princesa? Infelizmente ela foi assassinada. O general que iria comandar o exército numa batalha decisiva foi apunhalado pelas costas. Quem vai assumir o comando? O rei que tinha dado salvo-conduto para os personagens morreu envenenado. Não só a passagem deles pelo reino agora não está garantida, como eles podem ter se tornado suspeitos. O único mago que conhecia a cura para uma doença mágica foi morto por um rival. Onde os personagens irão buscar a cura agora?</p>
<h2>Personalidades cinzentas</h2>
<p>E finalmente vamos abordar aqui outra característica pouco comum em <i>Dungeons e Dragons</i> e seus derivados, sobretudo nas edições mais antigas. Esses jogos de fantasia sempre foram tradicionalmente bastante maniqueístas em seus conceitos, já discutimos inclusive, <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/"><strong>a interpretação das tendências aqui</strong></a>.</p>
<p>É comum o grupo de aventureiros (representado a bondade e a justiça, ainda que alguns possam ser mais egoístas) ser enviado em algum tipo de missão que tenha como objetivo acabar com algum grande mal (um feiticeiro maligno, um bando de ladrões, um culto perverso, um dragão ameaçador, etc.). Dificilmente temos o oposto (onde os personagens são inerentemente malignos) ou mesmo histórias mais cinzentas, onde não existe uma distinção clara entre bem e mal e os personagens não possuem um “alinhamento” definido ou que muda ao longo da aventura. Mesmo a sistemática de “backgrounds” da quinta edição, que flexibilizou o uso dos alinhamentos acaba sendo algo que amarra um pouco o comportamento dos personagens.</p>
<p>Em <i>Game of Thrones</i> é extremamente comum não termos certeza do que é o certo ou errado e também é muito difícil prever o comportamento de diversos personagens, pois eles estão em constante evolução ao longo da história, influenciados por diversos eventos. Temos algumas exceções, principalmente malignas (obviamente é o caso da Rainha Cersei e do Rei da Noite), mas em geral as personalidades de GoT são bastante cinzentas e mutáveis.</p>
<div id="attachment_2658" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2658 size-full" title="Tyrion Lannister" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-tyrion-lannister.jpg" alt="Difícil saber em que lado ele realmente está" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-tyrion-lannister.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-tyrion-lannister-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Difícil saber em que lado ele realmente está. | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Por exemplo, Tyrion Lannister começa como um personagem extremamente egoísta, que comete atos malignos (assassina o próprio pai), passa por diversas provações e acaba se tornando um personagem bastante honrado e justo como Mão da Rainha Daenerys. E por falar em Daenerys, essa personagem é um poço de controvérsias – começou sofrendo imensamente sob a tutela de seu irmão e acabou por se tornar uma rainha impiedosa que, apesar de ter um grande senso de justiça, raramente poupou seus inimigos. Essa personalidade difícil e obstinada continua evoluindo pela fixação no <strong>Trono de Ferro</strong> e a torna uma personagem com a moral cada vez mais questionável. Outro personagem que possui um arco de história extremamente dramático na série é Theon Greyjoy. Ele começa como um “prisioneiro” dos Stark, se torna o algoz deles, sofre terrivelmente na mão dos Bolton e acaba por se reencontrar com sua família, o que culmina com a sua redenção, num desfecho absolutamente heróico para o personagem.</p>
<p>Criar uma aventura ou campanha com esse aspecto “cinzento” pode ser um grande desafio tanto para mestres quanto para jogadores. O jogo certamente adquirirá um clima maior de incerteza e tensão, pois não será trivial identificar inimigos e aliados. O fluxo da história poderá ser alterado bruscamente devido a ações inesperadas de personagens dos jogadores ou do mestre. Porém, não confunda isso com caos ou total livre arbítrio – a menos que os personagens sejam totalmente loucos, eles ainda serão pautados por objetivos – o que ocorre é que esses objetivos podem não ser claros, podem ser conflitantes ou podem mudar com o tempo, fruto da interação com outros personagens ou da ocorrência de eventos (geralmente traumáticos).</p>
<p>A sugestão final aqui é tentar trazer um pouco do clima de jogos mais focados na narração e interpretação do que no combate e exploração. Criar um histórico complexo e aprofundado para os personagens poderá ajudar, mas acima de tudo a ideia é não se ater a conceitos rígidos para guiar as ações dos personagens. Faça com que eles se envolvam de modo pessoal com a trama e sejam sujeitos a influências externas.</p>
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		<title>Como fazer suas próprias aventuras?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Feb 2019 14:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Hoje vamos com mais uma (ou mais algumas?) dica(s) daquelas para os mestres de plantão que querem fazer suas próprias aventuras ao invés de jogar material publicado. 1 &#8211; Por quê? É uma pergunta básica, mas ainda assim bem pertinente. Que motivo o mestre teria para criar suas próprias aventuras ao invés [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Hoje vamos com mais uma (ou mais algumas?) dica(s) daquelas para os mestres de plantão que querem fazer suas próprias aventuras ao invés de jogar material publicado.</p>
<h2>1 &#8211; Por quê?</h2>
<p>É uma pergunta básica, mas ainda assim bem pertinente. Que motivo o mestre teria para criar suas próprias aventuras ao invés de usar o farto material já publicado para seja-lá-qual-for-o-sistema-que-você-e-seu-grupo-de-RPG-jogam?</p>
<p>Felizmente no Brasil já temos várias opções de aventuras prontas para diversos sistemas. A <a href="https://jamboeditora.com.br/categoria/rpg/tormenta_rpg/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Jambô Editora</strong></a> tem uma penca de aventuras prontas para o cenário de <a href="https://amzn.to/2SmF0GP" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tormenta RPG</strong></a>, mas que podem ser utilizadas facilmente com qualquer outro cenário de RPG Medieval. Você pode conferir os livros <a href="https://amzn.to/2DPLwOu" target="_blank" rel="noopener"><strong>Só Aventuras Vol1</strong></a>, <a href="https://amzn.to/2G85KoU" target="_blank" rel="noopener"><strong>Só Aventuras Vol2</strong></a>, <a href="https://amzn.to/2t1bBUB" target="_blank" rel="noopener"><strong>Só Aventuras Vol3</strong></a> e <a href="https://amzn.to/2GqIbHt" target="_blank" rel="noopener"><strong>Só Aventuras Vol4</strong></a>. Juntos, os livros trazem nada menos do que <strong>14 aventuras</strong>!</p>
<p>Igualmente, no site da <a href="http://retropunk.net/store/" target="_blank" rel="noopener"><strong>RetroPunk</strong></a> há uma quantidade imensa de <strong><a href="http://retropunk.net/store/49-rdc-aventuras" target="_blank" rel="noopener">cenários prontos para Rastro de Cthulhu</a></strong>, e para outros sistemas traduzidos pela editora (dê uma fuçada na loja! Vale bem a pena!).</p>
<p>Se inglês não é um problema, todo um mundo de possibilidades se abre. O <a href="https://www.dmsguild.com/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Dungeon Masters Guild</strong></a> é uma fonte quase inesgotável de material, com diferentes graus de qualidade e preço (dá para ficar horas passeando pelo site).</p>
<p>Mesmo com todas essas opções, ainda assim você pode querer criar suas próprias aventuras para mestrar para seus jogadores. Seja para dar vazão ao ímpeto criativo que muitos (quase todos os) mestres de RPG tem, seja para garantir a qualidade na sua mesa (nem sempre as aventuras prontas serão do jeito que você quer), ou para ter certeza de que será um jogo livre de spoilers (vai que algum dos seus jogadores já leu &#8220;<a href="https://amzn.to/2WFhYdy" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curse of Strahd</strong></a>&#8221; e agora você tem que criar a sua própria história de horror gótico para D&amp;D?).</p>
<div id="attachment_2517" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2517 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-aventuras-prontas-tormenta.jpg" alt="Aventuras em Tormenta." width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-aventuras-prontas-tormenta.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-aventuras-prontas-tormenta-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O mundo de Arton tem muitas aventuras. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<h2>2 &#8211; Como?</h2>
<p>Já sabemos o motivo. Agora vem os meios. Como fazer a sua própria aventura? Vejamos os pontos importantes:</p>
<h3>2.1 &#8211; O Gancho</h3>
<p>Esse é o início da aventura. O ponto que vai pegar seus personagens e colocar eles dentro da história. Alguns clichês desse item:</p>
<ul>
<li>O &#8220;velho da taverna&#8221; que fala sobre a lenda de um tesouro escondido próximo (esse é tão clássico que tem até um plot-twist também já clássico: o velho é um monstro disfarçado, impossibilitado magicamente de entrar na dungeon onde o tesouro se encontra, e deu a dica para os jogadores morderem, apenas para enfrentá-los ao final).</li>
<li>Kobolds/Goblins/Orcs atacando a vila dos personagens</li>
<li>Um dos personagens recebe uma casa (assombrada) de herança, mas só terá direito à propriedade se passar uma noite inteira lá.</li>
</ul>
<p>Antes de mais nada, tenham em mente que clichês funcionam. Sim. Parece estranho falar isso, mas lembrem-se que nenhuma ideia nasce clichê. Elas se tornam, depois do uso constante e repetitivo (que acontece justamente por que são boas ideias).</p>
<p>Mas a menos que você esteja criando uma aventura do improviso, no susto (dica bônus: evite. Ao máximo. Sério.), tente fugir dessas ideias clássicas. Se possível reserve uma sessão para montar personagens junto com os jogadores, e chegue nela já com o &#8220;esqueleto&#8221; da aventura pensado. Pergunte sobre o background dos personagens, relações familiares, empregos que já tiveram, traumas de infância, profissão que possuem, os motivos que os levaram a seguir essa profissão (Opção? Falta dela?). Dessa conversa podem surgir muitas ideias para colocar os personagens na trama de forma que envolva o passado deles ou de outros personagens</p>
<ul>
<li>Os Kobolds/Orcs/Goblins atacam a vila constantemente há anos? Contratados pelo comandante da guarda, que tem medo de perder emprego (ou o prestígio) e fez um acordo com as criaturas. Elas atacam de vez em quando, com poucos danos, e fogem (recebendo um pagamento por fora). O comandante da guarda pode ser pai/mãe ou mestre de um dos personagens.</li>
<li>Esqueça a herança. Um dos personagens recebe uma carta dizendo que um parente seu está internado em um manicômio há anos, e não há mais dinheiro para as contas. Os outros personagens são todos amigos da pessoa internada.</li>
<li>Esqueça o velho da taverna. Sério. Ninguém aguenta mais isso. Ele pode até existir, mas como uma figura folclórica, que ninguém leva a sério (muitos foram atrás de suas histórias e voltaram de mãos vazias). Guarde para uma aventura bem lá no futuro (ou esqueça de vez, mesmo).</li>
</ul>
<p>Já temos algumas ideias de ganchos. Mas, e agora? Como prosseguir com o &#8220;corpo&#8221; da aventura?</p>
<h3>2.2 &#8211; Desenvolvimento</h3>
<div id="attachment_2518" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2518 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-desenvolvendo-roteiros.jpg" alt="Crie roteiros e não cenas de jogo." width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-desenvolvendo-roteiros.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-desenvolvendo-roteiros-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Seja mais produtivo organizando suas ideias e seu mundo de jogo. | Fonte: HBO</p></div>
<p>O desenvolvimento da história tem alguns segredos também. Uma coisa que levo como mantra pessoal é:</p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>Escreva um cenário, jamais um roteiro.</strong></p>
<hr />
<p>Mas&#8230; qual a diferença entre um cenário e um roteiro?</p>
<p>Um roteiro é uma história contando o que os personagens vão fazer e, pior ainda, em que ordem. Essa abordagem ignora completamente as duas leis mais básicas do RPG:</p>
<p>1 &#8211; Seus jogadores NUNCA farão o que você pensou que eles fariam.</p>
<p>2 &#8211; Seus jogadores farão algo que você pensou que eles nunca fariam. Ou pior, algo que você nunca pensou que eles poderiam fazer.</p>
<p>Um cenário por outro lado tem uma descrição de lugares, o que e quem está neles (e em que momento) e, muitas vezes, uma linha do tempo, indicando o que os NPCs vão fazer, de forma independente das ações dos jogadores, mas que pode ser afetada por elas.</p>
<p>Vejamos um exemplo rápido de desenvolvimento dos ganchos anteriores, no formato de roteiro e no formato de cenário:</p>
<ul>
<li>Ataque dos Goblinóides (versão roteiro):
<ul>
<li>A vila está sendo atacada por goblins (ou o que quer que seja. Chamarei de goblins doravante. Você pode substituir até por Tarrasques, se quiser).</li>
<li>Os personagens, corajosamente, resolvem acabar com os ataques de uma vez por todas</li>
<li>Eles rastreiam os goblins até o seu esconderijo, dentro de uma caverna.</li>
<li>Eles lutam com os goblins sala após sala da dungeon, até chegar no líder. O resultado é alguns goblins em fuga, ou uma chacina completa.</li>
<li>Os personagens retornam à vila, para receberem os louros.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Tudo muito bom. Tudo muito legal. Mas, e se os personagens resolverem que querem um recompensa? Nesse caso o capitão-da-guarda não vai querer pagar nada, pois ele está de conluio com as criaturas. O Burgomestre? Talvez esteja disposto, mas o capitão vai manobrar para evitar isso, argumentando que ele tem mantido a vila segura ao longo dos anos.</p>
<p>Ou os jogadores podem sair feito doidos, logo após um ataque dos goblins, perseguindo-os sem fazer a devida preparação (comprar equipamento, etc&#8230;). Acreditem já vi muito isso. Ou, no meio do caminho, eles podem ter ideias absolutamente estapafúrdias, do tipo: &#8220;<em>Goblins sempre se escondem em cavernas perto do rio! Vamos seguir rio acima até encontrar o covil!!!</em>&#8220;, lascando completamente com o mapa que você desenhou (já vi isso também&#8230;).</p>
<p>Enfim, muita coisa pode sair errado e você se ver precisando improvisar um trecho imenso de uma aventura que você planejou com tanto cuidado&#8230;.</p>
<p>Agora, vejamos a mesma aventura em versão cenário:</p>
<ul>
<li>Ataque dos Goblinóides (versão cenário):
<ul>
<li>A vila está sendo atacada por goblins. Os ataques são constantes, embora não obedeçam nenhum padrão. Às vezes vários dias consecutivos, às vezes períodos de semanas ou meses da mais pura tranquilidade.</li>
<li>Acontece que o Capitão William, o Azul (apelido dado devido à cor de sua armadura) fez um trato com uma tribo de goblins há alguns anos. O trato é que os goblins ataquem, mas se retirem logo. Em troca William leva mantimentos para eles periodicamente (carne de caça, ou grãos). Além disso o capitão garante que os goblins fiquem com os poucos itens saqueados durante os ataques.</li>
<li>O Burgomestre não sabe do pacto, mas tem absoluta confiança no capitão.</li>
<li>Os goblins vivem em uma caverna alguns quilômetros a noroeste da vila (considerem meio dia de jornada), próximo à entrada de um vale.</li>
<li> Uma clareira na floresta serve de acampamento para um grupo de bandidos. Eles não vão ficar ali por muito tempo, e nem pretendem passar pela vila dos personagens, mas espalharam algumas armadilhas de caça em volta (gerando o perigo de um dos personagens cair em uma delas). Claro, se os bandidos perceberem o grupo se aproximando do acampamento, podem montar uma emboscada (algumas moedas de ouro não fazem mal a ninguém, certo?).</li>
<li>Dentro da caverna onde os goblins habitam há pistas do envolvimento do capitão. Carcaças de animais perfuradas com flechas usadas pelas guarda (ou, simplesmente, sofisticadas demais para terem sido feitas por goblins). Algumas famílias vivendo de forma bastante tranquila, acostumadas ao suprimento constante de mantimentos, com talvez, um número de filhotes maior do que o normal. Isso já coloca uma questão moral interessante: como os jogadores vão tratar os filhotes?</li>
<li>O próximo ataque dos goblins será ao amanhecer do segundo dia após o início da aventura. Esse ataque acontecerá caso os jogadores ainda não tenham entrado na caverna dentro desse limite de tempo. Se eles optarem por entrar exatamente ao amanhecer do segundo dia, encontrarão os goblins de saída, mas plenamente preparados para a batalha.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Percebem a diferença? Na versão &#8220;cenário&#8221; não há nenhuma tentativa de prever o que os jogadores farão. Apenas descrições de lugares e de NPCs essenciais. Notem que ainda há muito espaço para colocar outros elementos (outros NPCs da vila, outros locais de interesse dentro da floresta, etc&#8230;). O ponto é: sem amarras.</p>
<p>Parece que não há muita diferença entre um e outro, mas o modelo mental é bem diferente. Se desde o planejamento você, como mestre, evitar prever os passos dos jogadores, menor será a tendência de você tentar guiá-los. E com um cenário bem planejado, será muito mais fácil improvisar quando seus jogadores agirem de forma inesperada (até por que, a rigor, não há uma forma esperada).</p>
<h3>2.3 &#8211; As consequências</h3>
<div id="attachment_2519" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2519 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-aventuras-e-consequencias.jpg" alt="Lembre das consequências dos atos dos seus jogadores" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-aventuras-e-consequencias.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-aventuras-e-consequencias-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Toda ação gera uma reação, lembre-se disto. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Essa é uma parte que muitos, mas MUITOS mestre esquecem. E é uma parte bastante importante para a coerência do mundo e/ou da campanha, e que se bem tratada ajuda pacas no gancho (ou mesmo desenvolvimento) para as próximas aventuras.</p>
<p>Os jogadores conseguiram descobrir o envolvimento do capitão-da-guarda? Se sim, eles pretendem contar a alguém (ou confrontá-lo de alguma maneira?)? Nesse momento o vínculo de parentesco ou mestre/aluno coloca um conflito bastante interessante. Caso eles contem ao burgomestre (e tenham como provar) o capitão pode ser dispensado ou mesmo levado à justiça (Prisão? Exílio?). Percebam o gancho em potencial para uma outra aventura, envolvendo resgate e redenção.</p>
<p>Lembram que a caverna dos goblins ficava na entrada de um vale? E se a presença deles ali impedisse o estabelecimento de uma rota de comércio com uma outra vila, do outro lado do vale? E se essa vila tiver uma característica cultural completamente diferente do local de origem dos personagens? Talvez do lado dos personagens a criação (e abate) de ovelhas (ou outro animal) seja algo fundamental para a sobrevivência, com os animais fornecendo carne, gordura e peles. E se do outro lado do vale ovelhas forem animais sagrados que não podem ser molestados de forma alguma? Com a possibilidade de contato entre os dois lugares podem ocorrer uma série de incidentes diplomáticos, que podem até mesmo culminar com uma guerra.</p>
<p>No nosso exemplo usamos goblins, mas a presença de um dragão pode manter dois reinos sem contato um com o outro durante séculos. Magias como Terremoto podem alterar a geografia de uma região (especialmente se ela já for instável). Magias de controle do clima podem estragar (ou salvar) plantações inteiras, trazendo fome para toda uma região (ou salvando a região da fome).</p>
<p>No caso da aventura do parente preso no hospital psiquiátrico, uma série de outras coisas podem acontecer. É muito comum que personagens, em cenários modernos, terminem por entrar em combate com NPCs, inclusive com mortes. Se os personagens jogadores matarem alguém durante o curso dos acontecimentos, a polícia irá investigar. Qual será a reação? Alegar legítima defesa? Tentar se esconder e fingir que não tem nada com isso? Nesse caso um NPC recorrente bem interessante é o comissário de polícia (ou equivalente), que pode perseguir os jogadores ou ajudar a acobertá-los, conforme as atitudes dos personagens.</p>
<p>Pensar nas consequências das aventuras é um enorme diferencial entre mestres medianos e aqueles realmente bons. Você não precisa trazer todas as consequências dentro da mesma sessão. Tome nota de tudo que achar pertinente e, quando for elaborar a próxima sessão de jogo, não esqueça de revisitar essas anotações s transforme elas em ganhos ou plots. Garanto que os seus jogadores vão se surpreender quando encontrarem algum NPC antigo pelo caminho.</p>
<p>Por hoje é só, aventureiros!! E vocês? Tem alguma dica para criar as próprias aventuras? Deixem aí nos comentários!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/como-fazer-suas-proprias-aventuras/">Como fazer suas próprias aventuras?</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Retrospectiva 2018 &#8211; os posts mais lidos e acessados do universoRPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 16:10:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Antes de mais nada, um feliz 2019 a todos, que ainda dá tempo (afinal, a primeira semana do ano ainda não terminou). E já que ainda estamos no clima de ano novo, por que não fazer uma retrospectiva de 2018, relembrando os posts do UniversoRPG que vocês mais acessaram? Vamos a mais [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/retrospectiva-2018-os-posts-mais-lidos-e-acessados-do-universorpg/">Retrospectiva 2018 &#8211; os posts mais lidos e acessados do universoRPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Antes de mais nada, um <strong>feliz 2019</strong> a todos, que ainda dá tempo (afinal, a primeira semana do ano ainda não terminou).</p>
<p>E já que ainda estamos no clima de <strong>ano novo</strong>, por que não fazer uma retrospectiva de 2018, relembrando os posts do <strong>UniversoRPG</strong> que vocês mais acessaram?</p>
<p>Vamos a mais uma das nossas famosas listas de <strong>Top 5</strong>!</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-os-monstros-de-um-lugar-silencioso-para-dd-5e/">5 &#8211;  Estatísticas para tudo: Os monstros de &#8220;Um Lugar Silencioso&#8221; para D&amp;D 5a Edição</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive aligncenter wp-image-2079 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso.jpg" alt="Monstro de Um Lugar Silencioso para sua mesa de D&amp;D 5ed" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>O quinto lugar da lista foi uma grata surpresa para nós. Nosso primeiro artigo traduzido, originalmente publicado no <strong><a href="https://dmdave.com/" target="_blank" rel="noopener">Dungeon Master Dave</a></strong>, fez bastante sucesso aqui e nas nossas divulgações pelo <strong><a href="https://www.facebook.com/universorpg/?ref=br_rs" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a></strong> (por falar nisso, já entrou <a href="https://www.facebook.com/groups/252231742283396/?ref=br_rs" target="_blank" rel="noopener"><strong>no nosso grupo</strong></a>, lá?).</p>
<p>O artigo, como o próprio título deixa bem claro, trás uma adaptação dos monstros do filme &#8220;<a href="https://www.imdb.com/title/tt6644200/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Um Lugar Silencioso</strong></a>&#8221; para D&amp;D 5ª edição. Só que não se trata apenas de jogar os números na cara do leitor. As habilidades do monstro são analisadas conforme as cenas do filme, sendo uma adaptação bastante criteriosa.</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/novo-antecedente-para-dnd-o-aventureiro/">4 &#8211; Novo antecedente para D&amp;D 5a Edição &#8211; O Aventureiro</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1604 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro.jpg" alt="Antecedente: O Aventureiro para D&amp;D 5ed" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>A quarta posição dos nossos artigos mais populares de 2018 traz um <strong>novo antecedente</strong> bastante inusitado para seu personagem de D&amp;D 5ª edição: <strong>O Aventureiro</strong>.</p>
<p>Com essa nova opção, seu personagem é a quintessência do explorador clássico de dungeons. Antes de ser um aventureiro profissional ele era um aventureiro amador.</p>
<p>Não tem como ser mais especialista do que isso.</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/">3 &#8211; Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&amp;D</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1721 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg" alt="" width="900" height="720" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg 900w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-300x240.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-768x614.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>Já em posição de pódio, trazemos a velha e, extremamente polêmica, discussão sobre o uso das tendências em D&amp;D. Uma análise histórica da regra, vindo desde a primeira edição até sua presença discreta, praticamente opcional na quinta, e opiniões sobre seu uso, seus benefícios e malefícios.</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">2 &#8211; 5 Mundos clássicos de campanha para D&amp;D</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive aligncenter wp-image-1386 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd.jpg" alt="5 Mundos Clássicos de D&amp;D" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>Seguindo firme nos artigos sobre D&amp;D, nosso segundo mais popular de 2018 foi um review relâmpago de cinco cenários clássicos de campanha para o RPG mais famoso de todos os tempos. Relembre <strong>Forgotten Realms</strong>, <strong>Dragonlance</strong>, <strong>Ravenloft</strong>, <strong>Greyhawk</strong> e <strong>Mystara</strong>, veja suas principais características e saiba por que alguns deles continuam por aí até hoje (e outros nem tanto).</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/">1 &#8211; As 4 melhores aventuras de D&amp;D de todos os tempos</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive aligncenter wp-image-1970 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd.jpg" alt="capa-4-melhores-aventuras-de-dnd" width="1200" height="675" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd.jpg 1200w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-768x432.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-1024x576.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-960x540.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>E o nosso artigo de 2018 mais lido ao longo do ano não poderia ter outro tema: <strong>aventuras prontas de D&amp;D</strong>. Nesse rápido review relembramos os clássicos:</p>
<ul>
<li>Tomb of Horrors</li>
<li>The Keep on the Borderlands</li>
<li>Ravenloft (sim! Para quem não sabia, Ravenloft começou como uma aventura pronta)</li>
<li>The Temple of Elemental Evil</li>
</ul>
<p>Clássicos dos clássicos da história de D&amp;D, cada uma dessas aventuras tem uma &#8220;personalidade&#8221; única, a maioria delas com grau de dificuldade elevado (proveniente de uma era em que RPG ainda eram MUITO ligados a jogos de estratégia de tabuleiro) e um charme inigualável.</p>
<h2>A lista completa</h2>
<p>E se você está chegando agora ou não conseguiu acompanhar tudo que o postamos em 2018, não se desespere. Separamos uma lista com todos os post dos ano para facilitar a sua leitura =D (<em>os post estão em ordem de publicação, do mais novo para o mais antigo</em>).</p>
<p><b>1. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/o-kit-do-jogador-de-rpg/">O Kit do Jogador de RPG</a></b></p>
<p><b>2. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/a-colmeia-the-hive-para-o-bestiario-de-destiny-em-dd-5a-edicao/">A Colmeia (The Hive) para o bestiário de Destiny em D&amp;D 5ª edição</a></b></p>
<p><b>3. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/dicas-para-manter-a-atencao-dos-seus-jogadores/">Dicas para manter a atenção dos seus jogadores</a></b></p>
<p><b>4. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/sera-que-da-pra-jogar-the-handmaids-tale/">Será que da pra jogar The Handmaid’s Tale?</a></b></p>
<p><b>5. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/call-of-cthulhu-e-a-ficcao-cientifica/">Call of Cthulhu e a ficção científica</a></b></p>
<p><b>6. <a href="https://universorpg.com/do-alem/resenhas/review-call-of-cthulhu-the-official-video-game/">Review – Call of Cthulhu: The Official Video Game</a></b></p>
<p><b>7. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/financiamentos/fifth-edition-fantasy-aventuras-fantasticas-para-quinta-edicao5e/">Fifth Edition Fantasy – Aventuras fantásticas para Quinta Edição(5E)</a></b></p>
<p><b>8. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-a-terra-flutuante/">Argentea: A Terra Flutuante</a></b></p>
<p><b>9. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/financiamentos/starfinder-em-financiamento-coletivo-pela-new-order/">Starfinder em financiamento coletivo pela New Order</a></b></p>
<p><b>10. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/stan-lee-icone-dos-quadrinhos-da-marvel-morre-aos-95-anos/">Stan Lee, ícone dos quadrinhos da Marvel, morre aos 95 anos</a></b></p>
<p><b>11. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/festival-de-games-e-e-sports-curitiba/">Festival de Games e e-Sports Curitiba</a></b></p>
<p><b>12. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/diferencas-entre-racas-e-classes-no-seu-rpg-de-mesa/">Diferenças entre raças e classes no seu RPG de mesa</a></b></p>
<p><b>13. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/o-cavaleiro-sem-cabeca-dd-5e/">O Cavaleiro sem Cabeça – D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>14. <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/5-escritores-de-horror-e-suas-principais-obras/">5 Escritores de Horror e suas principais obras</a></b></p>
<p><b>15. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/loucura-em-abadir-uma-aventura-pronta-para-sua-mesa-de-rpg/">Loucura em Abadir – Uma aventura pronta para sua mesa de RPG</a></b></p>
<p><b>16. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/maldicao-itens-amaldicoados-no-dd/">Maldição! Itens amaldiçoados no D&amp;D</a></b></p>
<p><b>17. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/">Argentea: um modo simples de jogar RPG</a></b></p>
<p><b>18. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/jogando-rpg-com-livros-jogos-e-a-serie-aventuras-fantasticas/">Jogando RPG com Livros Jogos e a série Aventuras Fantásticas</a></b></p>
<p><b>19. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/adaptacoes/pier-gerlofs-donia-personagem-para-dd-5e/">Pier Gerlofs Donia – Personagem para D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>20. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/shinobi-spirit-2018-muito-k-pop-rpg-e-cosplay/">Shinobi Spirit 2018, muito K-pop, RPG e Cosplay</a></b></p>
<p><b>21. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-excalibur-para-dd-5e/">Estatísticas para Tudo: Excalibur para D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>22. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/resenhas/preview-chamado-de-cthulhu-em-portugues/">Preview: Chamado de Cthulhu em Português.</a></b></p>
<p><b>23. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-os-monstros-de-um-lugar-silencioso-para-dd-5e/">Estatísticas para tudo: Os monstros de “Um Lugar Silencioso” para D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>24. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/os-cabais-cabal-agora-no-seu-bestiario-de-destiny-dd-5ed/">Os Cabais (Cabal) agora no seu bestiário de Destiny D&amp;D 5ed</a></b></p>
<p><b>25. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/world-rpg-fest-2018-wrf2018-dia-2/">World RPG Fest 2018 (WRF2018): Dia 2</a></b></p>
<p><b>26. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/world-rpg-fest-2018-dia-1/">World RPG Fest 2018: Dia 1</a></b></p>
<p><b>27. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/diga-meu-nome-como-escolher-um-bom-nome-para-o-seu-personagem/">Say my name! Como escolher um bom nome para o seu personagem</a></b></p>
<p><b>28. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/adam-episodes-um-novo-cenario-para-seu-rpg/">Adam Episodes, um novo cenário para seu RPG</a></b></p>
<p><b>29. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/">As 4 melhores aventuras de D&amp;D de todos os tempos</a></b></p>
<p><b>30. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/geek-city-dia-3-o-saudosismo-nunca-morre/">Geek City Dia 3: O saudosismo nunca morre</a></b></p>
<p><b>31. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/geek-city-dia-2-guilherme-briggs-jovem-nerd-kiko-e-muito-mais/">Geek City Dia 2: Guilherme Briggs, Jovem Nerd, Kiko e muito mais</a></b></p>
<p><b>32. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/geek-city-dia-1-saiba-tudo-o-que-rolou-por-la/">Geek City Dia 1: Saiba tudo o que rolou por lá</a></b></p>
<p><b>33. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/conheca-os-decaidos-the-fallen-seus-novos-inimigos-para-destiny-rpg/">Conheça os Decaídos (The Fallen), seus novos inimigos para Destiny RPG</a></b></p>
<p><b>34. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/usando-as-ideias-e-o-cenario-de-altered-carbon-no-seu-rpg/">Usando as ideias e o cenário de Altered Carbon no seu RPG</a></b></p>
<p><b>35. <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/fichas-prontas-de-vampiro-a-mascara-para-sua-cronica/">Fichas prontas de Vampiro: A Máscara para sua crônica</a></b></p>
<p><b>36. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/em-busca-do-sistema-de-rpg-perfeito/">Em busca do sistema de RPG perfeito</a></b></p>
<p><b>37. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/">Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&amp;D</a></b></p>
<p><b>38. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/armas-e-equipamento-de-destiny-para-sua-aventura-de-dd-5a-edicao/">Armas, Armaduras e Equipamentos de Destiny para sua aventura de D&amp;D 5ª edição</a></b></p>
<p><b>39. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/eu-ouvi-explosao-de-gatinhos/">Eu ouvi explosão de gatinhos?</a></b></p>
<p><b>40. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-arcano/">As classes de Destiny para D&amp;D – O Arcano</a></b></p>
<p><b>41. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-cacador/">As classes de Destiny para D&amp;D – O Caçador</a></b></p>
<p><b>42. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-tita/">As classes de Destiny para D&amp;D – O Titã</a></b></p>
<p><b>43. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/descricoes-como-temperar-sua-sessao-de-jogo/">Descrições – Como temperar sua sessão de jogo</a></b></p>
<p><b>44. <a href="https://universorpg.com/do-alem/adaptacoes/usando-superpoderes-no-mundo-das-trevas/">Usando superpoderes no Mundo das Trevas</a></b></p>
<p><b>45. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/destiny-dos-consoles-para-sua-mesa-de-rpg/">Destiny: dos consoles para sua mesa de RPG</a></b></p>
<p><b>46. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/novo-antecedente-para-dnd-o-aventureiro/">Novo antecedente para D&amp;D 5 edição: O Aventureiro</a></b></p>
<p><b>47. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-alternativos-de-dd/">5 Mundos Alternativos de D&amp;D</a></b></p>
<p><b>48. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/dicas/a-vacina-de-nikolai-um-roteiro-para-sua-aventura-de-zumbis/">A vacina de Nikolai – Um roteiro para sua aventura de zumbis</a></b></p>
<p><b>49. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/adaptacoes/5-armas-famosas-do-cinema-para-o-seu-rpg-promocao/">5 armas famosas do cinema para o seu RPG + Promoção Airsoft</a></b></p>
<p><b>50. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/ovni-o-jogo-de-board-game/">O.V.N.I – O jogo de board game</a></b></p>
<p><b>51. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/dicas/armas-de-fogo-e-zumbis/">Armas de Fogo e Zumbis</a></b></p>
<p><b>52. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/dicas/mitos-do-cinema-x-realidade-combate-com-armas-de-fogo-em-rpg/">Mitos do Cinema x Realidade: Combate com armas de fogo em RPG</a></b></p>
<p><b>53. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/a-historia-do-dd-basico/">A história do D&amp;D básico</a></b></p>
<p><b>54. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/resenhas/7-mar-icem-a-bujarrona/">7° Mar – Icem a bujarrona!</a></b></p>
<p><b>55. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/noticias/international-tabletop-day-2018/">International Tabletop Day 2018</a></b></p>
<p><b>56. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/aventura-pronta-para-shadow-of-the-demon-lord-a-ilha-do-deus-lagarto/">Aventura pronta para Shadow of The Demon Lord – A Ilha do Deus Lagarto</a></b></p>
<p><b>57. <a href="https://universorpg.com/do-alem/cenarios/castelo-falkenstein-uma-maneira-diferente-de-jogar/">Castelo Falkenstein – Uma Maneira Diferente de Jogar</a></b></p>
<p><b>58. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/fotossintese-o-jogo-de-board-game/">Fotossíntese, o jogo de board game</a></b></p>
<p><b>59. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">5 mundos clássicos de campanha para D&amp;D</a></b></p>
<p><b>60. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/terra-media-cwb-o-que-rolou-por-la/">Terra Média CWB – O que rolou por lá?</a></b></p>
<p><b>61. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/noticias/ja-pensou-em-jogar-street-fighter-no-tabuleiro/">Já pensou em jogar Street Fighter no tabuleiro?</a></b></p>
<p><b>62. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/o-livro-mystico/">O livro Mystico: um novo artefato para suas aventuras</a></b></p>
<p><b>63. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/dungeon-fighter-aposte-nesse-jogo/">Dungeon Fighter: aposte nesse jogo!</a></b></p>
<p><b>64. <a href="https://universorpg.com/do-alem/adaptacoes/ex-herois-da-literatura-para-sua-mesa-de-storyteller/">Ex-Heróis, da literatura para sua mesa de Storyteller</a></b></p>
<p><b>65. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/um-breve-estudo-sobre-o-tempo/">Um Breve Estudo Sobre o Tempo</a></b></p>
<p><b>66. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/4-de-marco-dia-internacional-do-mestre-de-rpg/">4 de Março – Dia Internacional do Mestre de RPG</a></b></p>
<p><b>67. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/literatura-para-inspirar-o-seu-jogo-de-rpg/">Literatura para inspirar o seu jogo de RPG</a></b></p>
<p><b>68. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/dia-nacional-do-rpg/">Dia Nacional do RPG</a></b></p>
<p><b>69. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/noticias/conan-o-barbaro-na-literatura-cinema-e-rpg/">Conan, o Bárbaro. Na literatura, cinema e RPG</a></b></p>
<p><b>70. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/cenarios/micro-ambiente-de-informacao-autonoma-maia/">Micro Ambiente de Interação Autônoma – MAIA</a></b></p>
<p><b>71. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/evolua-suas-armas/">Evolua suas armas</a></b></p>
<p><b>72. <a href="https://universorpg.com/sem-categoria/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/">Cthulhu no Brasil – de novo, e ainda mais aterrorizante!</a></b></p>
<p>E aí, quais os temas que você gostaria ver publicados aqui no UniversoRPG em 2019? Vai que sua sugestão entra na nossa retrospectiva daqui a um ano? Conte aí nos comentários!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/retrospectiva-2018-os-posts-mais-lidos-e-acessados-do-universorpg/">Retrospectiva 2018 &#8211; os posts mais lidos e acessados do universoRPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>As 4 melhores aventuras de D&#038;D de todos os tempos</title>
		<link>https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Sep 2018 20:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Gygax]]></category>
		<category><![CDATA[Greyhawk]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aventuras prontas sempre são muito úteis. Seja para apresentar o conteúdo aos novatos (mestres e jogadores), ou para começar uma mini campanha por exemplo. Ao logo de toda a sua história, a Wizards publicou muitas histórias. Algumas delas chegaram a virar cenários inteiros, outras, por sua vez, são adaptadas e publicadas a cada nova edição do D&#038;D.</p>
<p>Separamos aqui 4 delas que sempre estão nas listas de "melhores aventuras" de todos os tempos. Confira!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/">As 4 melhores aventuras de D&#038;D de todos os tempos</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses mais de 40 anos de história do <strong><i>Dungeons and Dragons</i></strong> a quantidade e diversidade de materiais publicados é impressionante. São centenas de módulos ou aventuras, com diferentes “níveis de qualidade”. Surgem então algumas perguntas que muitos fãs de D&amp;D já devem ter feito: quais são as melhores aventuras já publicadas? Por onde devo começar se quiser ter uma das mais autênticas experiências com o jogo?</p>
<p>Tentando responder essas perguntas, resolvemos pesquisar diversas listas de “<em>melhores aventuras de D&amp;D</em>” (desde os fóruns da ENWorld, passando por enquetes de blogs, até a revista Dungeon e o próprio site da Wizards). O resultado foi que descobrimos quase uma unanimidade em relação a quatro aventuras que sempre aparecem entre as 10 primeiras dessas listas: <i>Tomb of Horrors</i>, <i>The Keep on the Borderlands</i>, <i>Ravenloft e The Temple of Elemental Evil</i>. Mas o que essas aventuras têm de tão especial? Por que elas são recorrentes em diferentes listas?</p>
<p>Vamos então conhecê-las melhor para tentar entender porque elas moram no coração de muitos fãs de D&amp;D. Elas são apresentadas na ordem em que foram publicadas &#8211; não é possível afirmar que alguma delas seja considerada melhor que as demais com base na pesquisa realizada.</p>
<h2>Tomb of Horrors (S1) &#8211; 1978</h2>
<div id="attachment_1957" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-image-post-2 wp-image-1957 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-750x422.jpg" alt="Tomb of Horrors (S1)" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Arte da capa orignal de 1978. | Fonte: Polygon.</p></div>
<p>Escrita pelo mestre Gary Gygax, é o primeiro módulo da série “S” (especial), da primeira edição do AD&amp;D. Ela é também a mais clássica das masmorras do mais clássico dos mundos de D&amp;D (Greyhawk). Se você já jogou uma aventura numa masmorra pode ter certeza que essa é a fonte original de inspiração.</p>
<p>Geralmente quando falamos em aventuras clássicas em masmorras, logo pensamos no mantra “matar, pilhar e destruir” que guia a maioria dos jogadores nesse tipo de cenário. O curioso é que essa aventura definitivamente não funciona assim. Os jogadores serão desafiados a se utilizarem de muita observação e cuidadosa exploração para resolver diversos enigmas e evitar armadilhas mortais.Os encontros efetivamente são poucos, ainda que também representem um grau de desafio razoável (recomenda-se personagens de nível 9 pelo menos).</p>
<p>Esse inclusive é um motivo de grande polêmica, que divide os jogadores entre aqueles que amam e aqueles que odeiam esse módulo. Gygax escreveu essa masmorra originalmente para a primeira <strong>Convenção Origins</strong> de 1975, com o intuito realmente de desafiar as habilidades dos jogadores mais experientes, independente de quão poderosos seus personagens fossem. O objetivo não é conquistar a masmorra e sim apenas sobreviver a ela. Além disso, os jogadores são incentivados a jogarem cada um com dois ou mais personagens, pois muito provavelmente alguns deles tombarão pelo caminho. Por conta dessas características, esse clássico detém também o título de uma das mais difíceis aventuras de D&amp;D.</p>
<div id="attachment_1959" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-image-post-2 wp-image-1959 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-arte-interna-750x422.jpg" alt="Tomb of Horrors (S1) Arte interna" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-arte-interna.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-arte-interna-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um prato cheio para quem curte uma pegada mais old school das artes. | Fonte: Polygon</p></div>
<p>O plot em si é relativamente simples. Os personagens recebem pistas que levam a tumba do poderoso mago <em>Acererak</em>, que se transformou em um demilich, o mais poderoso morto-vivo de D&amp;D. Logo de início os jogadores terão de descobrir dentre três entradas possíveis qual é a verdadeira, provavelmente perdendo alguns personagens no processo. Depois de passar pelas mais diversas armadilhas (fossos com estacas, gases venenosos, caminhos falsos, etc) é que eles conseguirão chegar no encontro final com <em>Acererak</em>.</p>
<p>Essa aventura teve também diversas reedições, revisões e expansões. No AD&amp;D 2ed tivemos a expansão <i>Return to The Tomb of Horrors</i> (1998). Ela foi atualizada para o D&amp;D 3.5ed em 2005 e para o D&amp;D 4ed em 2010, mantendo seu nome original. Já em 2013 ela foi reeditada em sua forma clássica na compilação <i>Dungeons of Dread</i>, juntamente com as outras 3 aventuras da série S. E finalmente em 2017 ela foi adaptada para o D&amp;D 5ed e incluída na compilação de aventuras clássicas <i><a href="https://amzn.to/2MNlnpx" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tales from the Yawning Portal</strong></a>.</i></p>
<div id="attachment_1960" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-image-post-2 wp-image-1960 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tales-from-the-yawning-portal-750x422.jpg" alt="Tales from the Yawning Portal" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tales-from-the-yawning-portal.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tales-from-the-yawning-portal-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você pode não conhecer as aventuras antigas, mas com certeza já viu essa imagem antes. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>Além dessas versões oficiais, a <a href="http://redboxeditora.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Editora Redbox</strong></a> lançou em 2012 uma aventura para Old Dragon, intitulada “Cripta do Terror”, inspirada em <i>Tomb of Horrors</i>. Outra curiosidade é que essa aventura aparece no livro Jogador nº 1, de Ernest Cline. Infelizmente os roteiristas optaram por não transpor esse trecho para a adaptação cinematográfica, ainda que possamos encontrar referências discretas a ela no filme.</p>
<h2>The Keep on the Borderlands (B2) &#8211; 1979</h2>
<p>Novamente de autoria de Gary Gygax, essa foi a segunda aventura a ser incluída no D&amp;D Básico (<strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/a-historia-do-dd-basico/" target="_blank" rel="noopener">sobre o qual já falamos aqui</a></strong>). Embora não estivesse explícito originalmente, ela se passa em Mystara, o mundo oficial do D&amp;D Básico.</p>
<p>Ao contrário do módulo anterior, essa aventura foi projetada para ser um desafio razoável para jogadores iniciantes em D&amp;D, com personagens entre os níveis 1 e 3. Além disso, esse módulo também possui diversas dicas, orientações e referências para apoiar os mestres iniciantes.</p>
<p>A característica mais interessante desse módulo é que ele não é uma aventura linear, como uma masmorra clássica, onde você vai do ponto A ao ponto B, enfrenta alguns obstáculos e coleta alguns itens no caminho para finalmente concluir um ou mais objetivos específicos (como derrotar o feiticeiro maligno ou roubar o tesouro do dragão). Ela é apresentada como um mini-cenário ou uma aventura “<i>sandbox</i>”, onde o objetivo maior é na verdade explorar o ambiente e descobrir diversos objetivos, que podem ou não estar interligados.</p>
<div id="attachment_1961" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1961 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands.jpg" alt="The Keep on the Borderlands" width="900" height="1189" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands.jpg 900w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands-227x300.jpg 227w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands-768x1015.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands-775x1024.jpg 775w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><p class="wp-caption-text">Vamos combinar que as capas das aventuras eram um diferencial à parte. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Os jogadores chegam, depois de uma longa viagem, num forte, que utilizam como “base de operações”, onde eles poderão descansar, conseguir suprimentos, identificar itens mágicos e obterem informações. A partir do forte eles podem então explorar várias masmorras que formam as Cavernas do Caos. Nessas cavernas os jogadores descobrem diferentes tramas, que podem ser jogadas ao poucos, pois não dependem necessariamente umas das outras.</p>
<p>Além desse complexo de cavernas existe também uma área de exploração aberta, que utiliza as regras de “<i>wilderness adventures</i>” (aventuras selvagens) apresentadas brevemente na aventura e detalhadas no módulo “<i>expert</i>” do D&amp;D Básico. Existe ainda nessa área um local que pode ser utilizado para o mestre inserir suas próprias masmorras &#8211; são as “Cavernas do Desconhecido”.</p>
<p>Esse módulo foi revisitado no AD&amp;D 2ed com a adaptação <i>Return to the Keep on the Borderlands </i>(1999), que “transferiu” o cenário para o mundo de Greyhawk. Para o D&amp;D 4ed foi lançada em 2010 uma revisão da aventura, que a divide em 4 “estações” ou capítulos. E finalmente para o D&amp;D 5ed a editora Goodman Games lançou neste ano uma adaptação composta pelos módulos B1 (<i>In Search of Unknown</i>)  e B2 (<i>The Keep on the Borderlands</i>), intitulada <i>Into the Borderlands</i>.</p>
<p>E não podemos esquecer que a <strong>Redbox</strong> também lançou em 2016 sua adaptação desse módulo para o sistema Old Dragon, chamada de “O Forte das Terras Marginais”.</p>
<h2>Ravenloft  (I6) &#8211; 1983</h2>
<div id="attachment_1963" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1963 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-ravenloft.jpg" alt="Ravenloft em sua versão original" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-ravenloft.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-ravenloft-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Conde Strahd von Zarovich, um verdadeiro clássico de D&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Já este clássico foi escrito por ninguém menos que a dupla de criadores do cenário de <a href="https://amzn.to/2wIVlJY" target="_blank" rel="noopener"><strong>Dragonlance</strong></a>, Tracy e Laura Hickman. Trata-se do sexto módulo da série “I” (intermediária) do AD&amp;D 1ed, justamente por ser projetado para personagens do nível 5 ao 7.</p>
<p>Essa aventura foi revolucionária por quebrar o paradigma de aventuras de clima heróico da época, introduzindo os jogadores num cenário de terror gótico, dominado por um clima depressivo, desolador e de medo constante dos horrores que espreitam na floresta. O sucesso foi tanto, que gerou uma sequência, <i>Ravenloft II: The House on Gryphon Hill </i>(1986), seguida pelo lançamento de um cenário independente para o AD&amp;D 2ed, na forma da caixa <i>Ravenloft: Realm of Terror</i> (1990). Desde então todas as edições de D&amp;D sempre tiveram uma versão do cenário <strong>Ravenloft</strong>, continuamente expandido para incluir novos domínios, novos Senhores das Trevas e novas regras.</p>
<p>A história se passa numa região conhecida como Barovia, inspirada na Transilvânia do Conde Drácula. Os personagens acabam presos nessa região e para conseguirem escapar tem de confrontar o governante local e senhor do Castelo Ravenloft, o Conde Strahd von Zarovich, um poderoso vampiro. Uma mecânica interessante criada para essa aventura são as “cartas da fortuna de Ravenloft”, que são sorteadas antes do início da aventura para determinar aleatoriamente a localização de itens mágicos, do Conde Strahd e a sua motivação, além de impor modificadores na CA e no ataque dos personagens.</p>
<div id="attachment_1964" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1964 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-curse-of-strahd.jpg" alt="Curse of Strahd" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-curse-of-strahd.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-curse-of-strahd-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ravenloft repaginado na 5ª edição. | Fonte: Wizard.</p></div>
<p>Além do cenário derivado desse módulo, ele mesmo foi reeditado e adaptado algumas vezes. Em 1993 tivemos o lançamento do <i>House of Strahd</i> (RM4), que foi uma adaptação para as regras do AD&amp;D 2ed. Já em 2006 a aventura foi expandida e atualizada para as regras do D&amp;D 3.5ed no livro <i>Expedition to Castle Ravenloft</i>, que era praticamente uma mini-campanha. Em 2010, utilizando uma simplificação das regras do D&amp;D 4ed, foi produzido um boardgame conhecido como <a href="http://dnd.wizards.com/products/tabletop-games/board-games/castle-ravenloft-board-game" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Castle Ravenloft</i></strong></a>. E finalmente para o D&amp;D 5ed foi publicado em 2016 o <a href="https://amzn.to/2PyxnIu" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Curse of Strahd</i></strong></a>, uma adaptação da aventura original que ganhou dois prêmios <i>ENnie </i>(uma espécie de Oscar do RPG).</p>
<p>Embora não oficial, em 2011 foi lançada uma adaptação de Ravenloft para Old Dragon, que inclusive está disponível gratuitamente para <strong><a href="http://moostache.com.br/ravenloft-para-old-dragon/" target="_blank" rel="noopener">download</a></strong>.</p>
<h2>The Temple of Elemental Evil  (T1-4) &#8211; 1985</h2>
<p>Outra criação de Gary Gygax, dessa vez com a parceria de Frank Mentzer, é uma coletânea em 4 partes que expandiram a aventura original <i>The Village of Hommlet</i> (1979). Foi desenvolvida paras as regras do AD&amp;D 1ed e, como a maior parte das aventuras dessa época, é situada também no mundo de Greyhawk.</p>
<div id="attachment_1966" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1966 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-temple-of-elemental-evil.jpg" alt="The Temple of Elemental Evil" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-temple-of-elemental-evil.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-temple-of-elemental-evil-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Arte original de The Temple of Elemental Evil. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Os quatro módulos dessa aventura formam uma espécie de mini-campanha, que deve levar os personagens do 1º até o 8º nível. O que destaca ela entre outras aventuras é o grande detalhamento das localidades (as Vilas de Hommlet, Nulb, as ruínas encontradas no caminho e o próprio Templo Elemental). Isso favorece bastante a exploração e interação com os NPCs, o que pode levar a vários possíveis desfechos, dependendo das ações dos personagens.</p>
<p>O Templo do Mal Elemental, outrora fonte de um grande mal que assolou a região, foi invadido por destemidos aventureiros e selado, trazendo paz para as Vilas de Hommlet e Nulb. Porém, algum mal despertou novamente no templo, atraindo novamente toda sorte de bandidos e criaturas malignas para a região. Assim os jogadores lutarão gradativamente contra os agentes do mal infiltrados na região, culminando com os desafios no próprio templo e o embate final contra o demônio Zuggtmoy.</p>
<p>Ao contrário dos módulos que vimos anteriormente, este só deu origem a duas novas versões. No D&amp;D 3ed tivemos a aventura <i>Return to the Temple of Elemental Evil </i>(2001), que revisita o mesmo cenário cerca de 15 anos após os eventos ocorridos na aventura original. Já em 2009 foi relançada somente a aventura T1 &#8211; <i>The Village of Hommlet</i>, expandida e adaptada para o D&amp;D 4ed. Embora o cenário não tenha sido adaptado para o D&amp;D 5ed, foi criada uma campanha em 2015 intitulada <a href="https://amzn.to/2wIOgIH" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Princes of the Apocalypse</i></strong></a>, que traz o Príncipe do Mal Elemental como uma ameaça cósmica para o mundo de Forgotten Realms, expandindo o conceito da aventura original.</p>
<div id="attachment_1967" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1967 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-princes-of-the-apocalypse.jpg" alt="Princes of the Apocalypse" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-princes-of-the-apocalypse.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-princes-of-the-apocalypse-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Mais uma imagem que você já viu por aí em algum lugar, não é mesmo? | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>Dando sequência a sua “Série Clássica Old Dragon”, a Editora Redbox não perdeu a oportunidade de lançar em 2017 uma aventura inspirada nesse módulo, que foi o “Culto do Caos Elemental”.</p>
<p>E uma curiosidade, o <strong>Templo do Mal Elemental</strong> também foi convertido para outra mídia e <strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Temple_of_Elemental_Evil_(video_game)" target="_blank" rel="noopener">virou um jogo para PC</a></strong> publicado em 2003 pela Atari.</p>
<h2><strong>A aventura ideal</strong></h2>
<p>Na verdade é difícil dizer qual é a melhor aventura, pois isso varia de grupo para grupo. Para alguns, aventuras de exploração de masmorra são ideais; já para outros investigação e <em>puzzles</em> são as partes mais divertidas. Independente da aventura que você for rolar, lembre-se sempre que a diversão vem em primeiro lugar.</p>
<p>Até a próxima.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/">As 4 melhores aventuras de D&#038;D de todos os tempos</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&#038;D</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Aug 2018 12:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Depois (ou seria no meio?) de uma série de posts com a nossa adaptação de Destiny para D&#38;D 5e (Não faz ideia do que estou falando? A adaptação está fazendo o maior sucesso! Veja a Parte 1 &#8211; O cenário, Parte 2 &#8211; O Titã, Parte 3 &#8211; O Caçador,  Parte 4 &#8211; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Depois (ou seria no meio?) de uma série de posts com a nossa adaptação de Destiny para D&amp;D 5e (Não faz ideia do que estou falando? A adaptação está fazendo o maior sucesso! Veja a <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/destiny-dos-consoles-para-sua-mesa-de-rpg/">Parte 1 &#8211; O cenário</a></strong>, <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-tita/">Parte 2 &#8211; O Titã</a></strong>, <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-cacador/">Parte 3 &#8211; O Caçador</a></strong>,  <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-arcano/">Parte 4 &#8211; O Arcano</a></strong> e <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/armas-e-equipamento-de-destiny-para-sua-aventura-de-dd-5a-edicao/">Parte 5 &#8211; Equipamentos</a></strong>), chegamos com um artigo mais tradicional, sobre uma das regras mais antigas &#8211; e polêmicas! &#8211; de D&amp;D: Tendências (ou alinhamentos, em algumas traduções).</p>
<h2>O início dos Alinhamentos/Tendências</h2>
<p>Tudo começou lááááá na primeira edição de D&amp;D, e havia apenas três tendências (abandonarei o equivalente &#8220;alinhamentos&#8221; daqui para a frente, para simplificar): Leal (ou Ordeiro), Neutro e Caótico.</p>
<p>A raça do personagem (ou do monstro) determinava a tendência que ele poderia ter (ou as tendências, caso pudesse ter mais de uma). Elfos eram caóticos, anões eram leais, humanos poderiam ter qualquer tendência (sempre a raça mais flexível).</p>
<p>Não havia (como não há hoje) uma correlação entre Bem/Mal e Ordem/Caos, ou seja, o vilão da campanha (estamos falando de tempos mais inocentes) poderia ser maligno e, mesmo assim, ordeiro, mas essa informação não estaria escrita na sua descrição. Isso gerava uma certa confusão, e a regra tinha uma aparência de &#8220;solta&#8221;, sem muitos efeitos práticos no jogo.</p>
<p>Curiosamente, mesmo assim a Dungeons and Dragons Boxed Set trazia um esquema que era praticamente um embrião da futura regra de tendência.</p>
<div id="attachment_1701" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1701 size-full" title="Diagrama de tendências em D&amp;D" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png" alt="Diagrama de tendências em D&amp;D" width="365" height="373" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png 365w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1-294x300.png 294w" sizes="auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px" /><p class="wp-caption-text">Uma primeira versão explicativa sobre Tendências. | Fonte: Google Images</p></div>
<h2>AD&amp;D/AD&amp;D 2a Edição</h2>
<div id="attachment_1764" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1764 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-a-tendencia-de-um-guerreiro.jpg" alt="As tendências de um Paladino são imutáveis." width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-a-tendencia-de-um-guerreiro.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-a-tendencia-de-um-guerreiro-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Paladinos são sempre Bons e Leais!? | Fonte: Bethesda</p></div>
<p>Quando D&amp;D &#8220;evoluiu&#8221; para sua forma mais complexa, o AD&amp;D, foi criado um novo &#8220;eixo&#8221; de tendências, e o que era linear passou a ser bidimensional (e bem parecido com a figura acima).</p>
<p>Agora os personagens não eram apenas Leais ou Caóticos, eram também Bondosos ou Malignos, o que adicionou toda uma nova camada na interpretação (e toda uma nova polêmica).</p>
<p>Pessoalmente, fui um grande fã de AD&amp;D nos anos 90, e joguei muitas e muitas horas da versão traduzida pela editora Abril, mas precisamos ser francos: era um conjunto de regras bastante quadrado, e cheio de coisas que faziam pouco sentido. Muita coisa foi costurada ao longo dos anos da evolução do sistema, mas sem ter realmente uma uniformidade.</p>
<p>Aqui cabe uma curiosidade interessante: na tradução de AD&amp;D 2ª Edição feita no Brasil pela editora Abril Jovem cada um dos nove alinhamentos ganhou um nome próprio, uma espécie de título que resume a personalidade geral. Ficava desse jeito:</p>
<div id="attachment_1762" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1762 size-full" title="Matriz de Tendências" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-matrix-de-tendencias.jpg" alt="Matriz de Tendências" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-matrix-de-tendencias.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-matrix-de-tendencias-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma matriz de Tendências para ajudar a elucidar as coisas.</p></div>
<p>Pessoalmente, achava esses nomes nomes bastante interessantes. Era muito mais legal ter um personagem &#8220;Honrado&#8221; do que &#8220;Caótico e Bom&#8221;, ou &#8220;Justo&#8221; do que &#8220;Leal e Bom&#8221;.</p>
<p>O papel da tendência em AD&amp;D era muito mais íntimo da mecânica de jogo. Quer jogar com um Paladino? Vai TER que interpretar uma tendência Leal e Boa. Druida? Obrigatoriamente Neutro nos dois eixos. Ladino? Nada de tendência Leal, e assim por diante.</p>
<p>Um dos meus trechos preferidos do Livro do Mestre da 2ª edição é o que fala sobre Tendências em sociedades (página 37, na tradução da Abril). Ditaduras, por exemplo, seriam de Tendência Leal e Má, via de regras. Sociedades prósperas, com leis que visem o bem comum, sem serem excessivamente burocráticas, seriam o exemplo Leal e Bom. Esse mesmo tema viria a ser abordado em outros livros.</p>
<h2>D&amp;D 3ª Edição (3.5)</h2>
<div id="attachment_1765" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1765 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-mudando-de-tendencia.jpg" alt="Paladinos mudam de tendência?" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-mudando-de-tendencia.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-mudando-de-tendencia-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">E quando o Paladino muda de lado? O que acontece com sua Tendência? | Fonte: Blizzard</p></div>
<p>Da segunda para a terceira edição a regra sofreu pouca ou virtualmente nenhuma mudança. Seguimos com dois eixos, seguimos com restrição de tendência para diversas classes (sim, paladinos continuam precisando ter tendência Leal e Boa)</p>
<p>Algumas coisas ainda não faziam sentido, entretanto. Se Ladinos podiam ter qualquer tendência, por que cargas d&#8217;água Bardos não podem ser leais? Curiosamente, ao mesmo tempo, Druidas podiam ser mais flexíveis em sua tendência, bastando ter um componente neutro nela (ou seja: leal e neutro, neutro e bom, neutro e mau, etc&#8230; enquanto na segunda edição apenas a tendência Neutra era permitida, sob a justificativa de que o Druida sempre busca o equilíbrio).</p>
<p><del>Aqui deveria ser o parágrafo sobre Tendências da 4ª edição, mas como ela nunca existiu, vamos direto para&#8230;.</del></p>
<hr />
<p style="text-align: center; padding-bottom: 0;"><em><strong>Nota do Editor:</strong> Pedimos desculpas. Nós tentamos. Muito. Só que o maluco do <a href="http://universorpg.com/autor/henrik-ghost-chaves/">Ghost</a> insiste em dizer que jamais houve uma quarta edição e, quando ele começou a se tornar agressivo, achamos melhor que outro autor escrevesse sobre a 4ª edição. </em></p>
<hr />
<h2>D&amp;D 4ª Edição</h2>
<p><span style="color: #000000;">Apesar do Ghost insistir em negar a existência da 4ª Edição do D&amp;D, nós nos sentimos na obrigação de fazer uma média com a meia dúzia de fãs da edição Voldemort e explicar o que aconteceu com o esquema de tendências clássico, consolidado há mais de 20 anos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Houve uma espécie de retrocesso desse esquema, pois os alinhamentos possíveis foram reduzidos de 9 para apenas 5 (Bom, Leal e Bom, Mau, Caótico e Mau e Sem alinhamento)</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em primeiro lugar, foram suprimidas as tendências neutras, pois se considerou que personagens que agem com uma boa dose de livre arbítrio simplesmente não precisam de uma tendência e podiam ser considerados “sem alinhamento”. Além disso, o eixo que definia a “lealdade” também praticamente desapareceu, refletindo uma perda da importância em como os personagens encaram as leis do seu mundo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Assim, essa edição se aproximou mais da dualidade do D&amp;D original, onde tínhamos Ordem x Caos. E para enfatizar os extremos, pouco realistas mas clássicos em mundos de fantasia (o paladino irrepreensível versus o vilão louco), foram mantidos os alinhamentos Leal e Bom e Caótico e Mau.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas qual a razão dessa mudança drástica? O que ocorreu basicamente foi uma ruptura entre mecânicas e interpretação, que se perpetuou na quinta edição. A justificativa era que as tendências como mecânica acabavam atrapalhando e limitando a interpretação de certos tipos de personagens. Em alguns casos também desbalanceavam certas classes ao lhes darem vantagens ou desvantagens ao enfrentar oponentes de alinhamento contrário. No fim das contas, os jogadores acabavam escolhendo a tendência “neutra verdadeira” para fugir desses problemas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O resultado é que as tendências se tornaram a partir de então numa regra meramente “cosmética”, voltada mais para uma orientação básica de comportamento para personagens de jogadores inexperientes ou personagens do mestre genéricos. Caso queira saber mais, no próprio <strong><a style="color: #000000;" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd%2F4ex%2F20080602a"><span style="color: #0000ff;">site da Wizards</span></a></strong> você encontrará uma descul… err, digo, explicação mais detalhada.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: center; padding-bottom: 0;"><em><strong>Nota do Editor:</strong> De volta à programação normal&#8230;</em></p>
<hr />
<h2>D&amp;D 5ª Edição</h2>
<p>Na 5ª edição do clássico jogo temos, provavelmente, a mudança mais radical de todos os tempos na regra. Enquanto nas primeiras edições as tendências eram parte do núcleo do sistema, na 5ª é pouco mais do que uma nota de rodapé.</p>
<p>Ocupando apenas quatro parágrafos curtos na página 122 do Player&#8217;s Handbook, e não tendo NENHUM destaque em toda a parte de criação de personagem e classes, não é exagero afirmar que se tornou uma regra opcional. Na verdade, para ser honesto, precisei fuçar bastante para encontrar a parte do livro que falava de tendências, e confesso que fiquei um pouco chocado quando encontrei. Na 5ª edição os antecedentes e algumas outras regras mais específicas (como o Voto do Paladino) parecem fazer o papel da Tendência.</p>
<p>De qualquer modo, temos de volta as nove tendências &#8220;clássicas&#8221;, com os eixos Bem/Mal e Leal/Caótico, além de Sem Tendência (Unaligned) para designar criaturas nas quais não faz sentido ter um padrão de comportamento (essencialmente seres com baixa inteligência ou autonomia).</p>
<p>Não duvido nada que, quando for lançada uma 6ª Edição, a regra simplesmente suma.</p>
<h2>Mas e daí?</h2>
<p>Certo. Até agora comentamos basicamente os aspectos históricos da regra, em uma abordagem muito mais técnica do que qualquer outra coisa. Acontece que a regra de Tendências, como comentamos lá em cima, sempre foi rodeada de polêmicas, gerando debates acaloradíssimos em basicamente qualquer fórum/comunidade/grupo que tenha D&amp;D como foco.</p>
<p>Há quem <strong><a href="http://rpgista.com.br/2018/07/03/tendencia-por-que-eu-as-detesto/">odeie profundamente a regra</a></strong>, há quem a defenda (faço parte desse último grupo, inclusive), mas o debate é tanto, e é uma característica tão profundamente atrelada ao D&amp;D que virou meme, dos mais abrangentes:</p>
<div id="attachment_1721" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1721" title="As tendências do cinema." src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg" alt="As tendências do cinema." width="750" height="600" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg 900w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-300x240.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-768x614.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Comparações sempre são ótimas saídas para explicar tendências a seus jogadores. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Ou um pouco mais específicos:</p>
<div id="attachment_1725" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1725 size-full" title="Super-Heróis sempre são ótimas referências." src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/ComicsSuperheroes-e1532657731572.jpg" alt="Super-Heróis sempre são ótimas referências." width="750" height="602" /><p class="wp-caption-text">Nota do Editor: Faltou o Wolverine aí nessa lista, hein!? | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>ou, às vezes, INCRIVELMENTE específicos:</p>
<div id="attachment_1724" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1724 size-full" title="As faces do Batman" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Batman-e1532657792989.jpg" alt="As faces do Batman" width="750" height="600" /><p class="wp-caption-text">Batman, bem&#8230; o Batman é&#8230; ah deixa pra lá. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Algumas coisas são mais ou menos consenso: o eixo Bom/Mau determina como seu personagem se comporta em relação às pessoas, o quão altruísta ele é, e o quanto ele coloca o grupo (não apenas o grupo de personagens, mas a a sociedade em geral) acima de seus próprios interesses. Não à toa, a Tendência Neutro e Mau na tradução da Abril se chamava Egoísta (ou seja, alguém que pensa apenas em si mesmo). Analogamente, o eixo Leal/Caótico determina como o personagem se comporte em relação às regras, ou seja, o quanto ele valoriza e se esforça para seguir leis e códigos de conduta (como o código do Paladino).</p>
<p>O que gera a discórdia é, basicamente, o quanto um personagem está atrelado a essa &#8220;caixinha&#8221; que foi escolhida para descrever seu comportamento geral.</p>
<p>Antes de prosseguir é importante ter em mente que a regra foi pensada, principalmente, para jogadores iniciantes (não que não possa ajudar veteranos também), afinal, D&amp;D foi o primeiro RPG &#8220;formal&#8221; criado. A evolução da regra certamente sofreu um pouco com o fato de a evolução do D&amp;D até o AD&amp;D 2ª edição ter sido basicamente a costura de uma colcha de retalhos (sim! A primeira vez que o sistema passou por uma &#8220;limpa&#8221; nas regras foi mesmo na 3ª edição, e isso é um fato científico).</p>
<p>Ocorre que muitos jogadores (mesmo os mais experientes) encaram a Tendência como um grilhão, um trilho, quando ela é, de fato, uma ferramenta, ou uma trilha.</p>
<p>O fato de seu personagem ser Leal e Bom não quer dizer que ele vai se comportar como o &#8220;Sr. Certinho&#8221; o tempo <strong>todo</strong>. Ele é um humano (ou elfo, ou halfling, ou anão, enfim&#8230; vocês entenderam), e ninguém se comporta como um perfeito santo o tempo inteiro. Nada impede um personagem Leal e Bom de ter um acesso de raiva e dizimar um grupo de goblins que já se rendeu (mas que antes disso matou a pessoa que o grupo estava escoltando). Acontece que, se o personagem for Leal e Bom, ele muito provavelmente vai carregar a culpa disso (e o que isso quer dizer em termos de mecânica de jogo? Absolutamente nada. É um efeito 100% interpretativo).</p>
<p>Explicando um pouco melhor: lembram da primeira imagem do post? Não precisam voltar lá, eu coloco ela aqui de novo:</p>
<div id="attachment_1701" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1701 size-full" title="Um diagrama de tendências" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png" alt="Um diagrama de tendências" width="365" height="373" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png 365w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1-294x300.png 294w" sizes="auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px" /><p class="wp-caption-text">Uma primeira versão explicativa sobre Tendências. | Fonte: Google Images.</p></div>
<p>Veja como os campos que representam cada tendência são amplos, e criaturas ocupam diferentes regiões dele. Tanto um Beholder como um Dragão Azul são Leais e Maus, mas os Dragões Azuis são MAIS Leais e Maus. Os Dragões Azuis, <strong>de maneira geral</strong>, terão um comportamento mais extremo do que Beholders. Eles <strong>tendem</strong> a ser assim (tendem ==&gt; Tendência. Sacaram?). E, da mesma forma que espécies diferentes podem ocupar espectros diferentes dentro do mesmo campo de tendência, indivíduos também podem.</p>
<p>Isso significa que personagens Leais e Bons não são todos exatamente iguais, nem se comportam todos da mesma maneira (o que, convenhamos, não faria sentido nenhum certo?). Um personagem de uma determinada tendência pode ser muito mais extremo em seu comportamento do que outro do mesmo campo.</p>
<p>Isso leva a personagens cuja tendência pode ser mais cinza do que o próprio sistema de regras prevê. Em alguns casos pode ser difícil mesmo determinar a <span style="text-decoration: underline;">tendência exata</span> do personagem, e não há nada de errado com isso.</p>
<p>Mas, então, meu personagem pode ser de qualquer tendência e se comportar de qualquer maneira independente disso?</p>
<p>Calma, gafanhoto! Não foi o que eu disse. Seu personagem é Leal e Bom, mas desde o começo da campanha planeja trair o grupo? Ele provavelmente não é Leal e Bom. Ele está sendo chantageado por um vilão (talvez com a família do personagem em cativeiro e ameaçada)? Então ele pode, sim, ser Leal e Bom. Aliás, eis aí um bom conflito típico de uma tendência &#8220;extrema&#8221; como essa. O &#8220;Leal&#8221; seria procurar ajuda com as autoridades (ou com o grupo de personagens), mesmo com a família correndo risco de ser executada, mas fazer inocentes morrerem por causa do que é &#8220;Leal&#8221; não é, definitivamente, uma atitude &#8220;Bondosa&#8221;. Em um caso desses o personagem se vê obrigado a valorizar mais um eixo de sua tendência do que o outro. Extrapolando, seria bem bobo dizer que há apenas 9 tipos de comportamento entre todos os personagens de um mundo de D&amp;D, certo?</p>
<p>Elaborando um pouco mais, quando nomeamos a tendência de um personagem que não está no extremo desta tendência, podemos ter uma bela surpresa. Sabe aquele bully da escola? Que bate nas crianças menores para tirar o dinheiro do lanche? Diria com tranquilidade que é um personagem Neutro e Mau, ainda que não seja exatamente um vilão de histórias de fantasia (por mais trauma que possa causar, convenhamos que roubar lanche não é uma vilania épica).</p>
<h2>A abordagem comparativa</h2>
<div id="attachment_1766" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1766 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-say-may-name.jpg" alt="As tendências de Walter White" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-say-may-name.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-say-may-name-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Walter White, mudança de tendência ou distúrbio de personalidade? | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Da mesma forma, é muito comum o exercício de procurar tendências em personagens de filmes, séries e livros (pessoalmente acho um exercício delicioso, e até saudável, mas pouco prático). O post &#8220;<strong><a href="https://losargonauts.blogspot.com/2018/07/como-d-um-dia-me-fez-ver-o-mundo-meio.html">Como D&amp;D um dia me fez ver o mundo meio torto</a></strong>&#8220;, do blog<strong> <a href="https://losargonauts.blogspot.com/">Los Argonauts</a></strong>, discorre (com foco em outras regras) sobre o problema de tentar enxergar a realidade (ou obras de ficção que não sejam diretamente derivadas de D&amp;D) sob o prisma das regras.</p>
<p>Nos filmes vemos Dragões serem mortos com uma flechada certeira (coisa que em D&amp;D é impossível de acontecer), guerreiros experientes morrendo após sofrer um golpe de espada bem dado (de novo, em D&amp;D é impossível matar um personagem de alto nível com um único golpe). Do mesmo modo, vemos personagens com poderes que não se enquadram exatamente nas classes de D&amp;D (sim, estou ciente de que a própria existência das classes de personagem é discussão para um post bastante longo).</p>
<p>Aragorn, em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; tem quantos níveis de Guerreiro? E de Ranger? Em certo momento do livro ele cura ferimentos de Frodo com a Erva do Rei, em um procedimento escancaradamente mágico. Será que ele tem níveis de clérigo? Ou de mago? Magias Arcanas em D&amp;D não curam, mas não há nenhuma evidência de que Aragorn seja um sacerdote. O ponto é: se as regras de combate de D&amp;D, ou mesmo uma regra tão intrínseca do sistema como as classes de personagem, não são 100% adequadas para descrever um personagem de filme ou livro que não tenha sido baseado em D&amp;D, por quer cargas d&#8217;água a Tendência teria essa capacidade toda?</p>
<p>Dito isto, enquanto debatia com os colegas aqui do UniversoRPG sobre esse artigo, surgiu uma pergunta interessante. Qual seria a tendência de Walther White, da série &#8220;<a href="https://amzn.to/2Mi7Vpl" target="_blank" rel="noopener"><strong>Breaking Bad</strong></a>&#8220;?</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>[SPOILERS &#8211; START]</strong><br />
</span><em>Ele já começa Mau? Ou muda de Tendência ao longo da série? Em minha humilde opinião, ele muda de tendência. Começa Bom e Leal (ele sente dificuldade em quebrar leis, e só quer o bem da família), passa para Caótico e Bom (começa a produzir drogas para deixar uma boa herança para sua esposa e filhos, para que eles possam seguir vivendo e fazer uma faculdade), e termina a série como Caótico e Mau (danem-se as regras, dane-se a família, dane-se o sócio. A &#8220;arte&#8221; é muito mais importante que qualquer uma dessas coisas, e ele faria qualquer coisa para continuar subindo no mundo do tráfico).</em><br />
<strong><span style="color: #ff0000;">[SPOILERS &#8211; END]</span></strong></p>
<p>Outra pessoa pode argumentar que ele começa Neutro e Bom, ou que termina Neutro e Mau. O ponto é: assim como há áreas cinzentas entre as tendências, a própria fronteira entre uma e outra é difusa, e o momento exato em que um personagem transitaria de uma tendência para outra é totalmente subjetivo. Seria como tentar determinar a frequência exata em que vermelho se torna laranja, no espectro da luz visível.</p>
<h2>Colocando lenha na fogueira</h2>
<div id="attachment_1769" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1769 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-lenha-na-fogueira.jpg" alt="A discussão continua" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-lenha-na-fogueira.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-lenha-na-fogueira-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Acho que a discussão tinha acabado? Achou errado! | Fonte: Gerador de Memes</p></div>
<p>Já falamos algumas vezes em extremos de tendência, então é momento de abordar a questão de tendências como restrições nas classes de personagem. Esse terreno é um pouco pantanoso, e as observações daqui para a frente são bastante pessoais.</p>
<p>Como cria do RPG Old School e fã incondicional da 3ª edição de D&amp;D, vejo a necessidade de o Paladino ser Leal e Bom como uma característica intrínseca da classe. Sempre os vi como os grandes campeões da Justiça e da Bondade, seguidores de um código de comportamento rígido (e, portanto, não podendo ter outra Tendência que não Leal). Paladinos estariam no extremo da tendência.</p>
<p>Mas, eles deveriam perder seus poderes a qualquer escorregada? A minha resposta pessoal a essa pergunta é um sonoro &#8220;depende&#8221;. Paladinos iniciantes poderiam falhar em seus códigos de conduta, mas o deus que concede seus poderes seria mais rígido com Paladinos de alto nível já que, afinal de contas, esses guerreiros seriam seus maiores representantes no Plano Material Primário. Frisando que os deuses de D&amp;D não são, necessariamente, oniscientes.</p>
<p>No caso de outras classes tendo a ser ainda mais flexível. Por quê um Bardo não poderia ser Leal? Ou um Ladino? Aliás, são excelentes formas de fugir do estereótipo da classe de personagem.</p>
<p>Nada impede um personagem de ser um especialista em disfarce, escalada, furtividade, armadilhas e prestidigitação e MESMO assim ser honesto, duvida? Veja os ilusionistas do nosso mundo real. Muitos deles &#8211; talvez todos &#8211; têm as mão tão leves e ágeis que poderiam roubar sua carteira de um bolso interno da jaqueta sem que você nem perceba, e isso não os impede de serem respeitadores da lei (na verdade há um código de conduta entre os próprios ilusionistas, e quem o quebra costuma ficar bem mal visto).</p>
<p>Druidas? Novamente, na minha opinião, a 3ª edição acertou em cheio. A busca pela neutralidade pode ser representada com apenas um aspecto neutro na tendência, não precisando esse aspecto estar presente nos dois eixos. Flexibilidade, uma grande zona cinzenta e, ainda assim, a busca pelo equilíbrio.</p>
<p>No final das contas, vejo a Tendências como uma excelente ferramenta para descrever rapidamente o comportamento geral do personagem, ainda que não seja 100% precisa. Do mesmo modo que Guerreiro nível 12 não deixa claro de que tipo de guerreiro estamos falando (Um samurai? Um arqueiro? Um especialista em espada de duas mãos? Ou, talvez, um especialista em combate com duas armas?), afirmar que o Guerreiro é Leal e Bom não deveria deixar claro sobre que tipo de Leal e Bom estamos falando (um fanático absurdamente focado? Ou apenas alguém que se esforça para não quebrar regras e não fazer mal a ninguém?).</p>
<p>Por esse motivo não pretendo abandonar a regra na 5ª edição, mesmo que sua importância prática tenha diminuído.</p>
<p>E sempre vou achar que as magias de Detectar o Mal/Bem fazem muita falta.</p>
<p>E você? O que acha? Usa a regra de tendência na sua mesa? Com qual enfoque? Conte para a gente aí nos comentários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://amzn.to/2nrY8T1"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1794 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/banner-breaking-bad.jpg" alt="Promo Amazon Breaking Bad" width="750" height="220" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/banner-breaking-bad.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/banner-breaking-bad-300x88.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/">Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&#038;D</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>A história do D&#038;D básico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 May 2018 02:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[Dark Dungeons]]></category>
		<category><![CDATA[OSR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Houve uma época em que, para jogar e principalmente para mestrar RPG, era necessário ler um ou mais livros com centenas de páginas e uma infinidade de regras. Isso era comum principalmente antes da Era d20. GURPS, AD&#38;D, Vampiro, Shadowrun e outros sistemas possuíam livros intimidadores para os iniciantes. A editora TSR / Wizards of [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Houve uma época em que, para jogar e principalmente para mestrar RPG, era necessário ler um ou mais livros com centenas de páginas e uma infinidade de regras. Isso era comum principalmente antes da Era d20. GURPS, AD&amp;D, Vampiro, Shadowrun e outros sistemas possuíam livros intimidadores para os iniciantes. A editora TSR / Wizards of the Coast (WotC)  já havia percebido isso a muito tempo atrás e sempre tentou criar uma versão básica de seus jogos que fosse mais simples, rápida e bastante enxuta para atrair os novos jogadores &#8211; nenhum livro passava muito de 30 páginas. Você compra uma caixa que já vem com tudo que é necessário para começar a jogar: um livreto para o mestre, outro para os jogadores, uma aventura pronta com alguns personagens, um mapa  e um conjunto de dados.</p>
<h2>Os kits introdutórios</h2>
<p>Essa receita se consolidou com a segunda edição do AD&amp;D, através do conjunto introdutório <i>First Quest</i>, que foi lançado no Brasil em 1995 pela Editora Abril. Além do kit básico, ele incluía também um CD de áudio com sons e narrativas para acompanhar a aventura introdutória, miniaturas plásticas e fichas ilustrativas. Esses acessórios eram bastante inovadores na época, mas acabaram sendo abandonados nas edições seguintes. A principal limitação de regras que caracterizou essa edição e as seguintes  era que os personagens só podiam chegar até o 3º nível &#8211; como resultado isso sempre reduziu bastante as tabelas de progressão, listas de magias, listas de itens mágicos e listas de monstros.</p>
<div id="attachment_1435" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1435 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/firstquest2-e1525318564785.jpg" alt="" width="720" height="540" /><p class="wp-caption-text">First Quest &#8211; um kit introdutório clássico</p></div>
<p>Em 1999 a WotC (ainda sob o selo TSR), provavelmente com o objetivo de preencher uma “lacuna” de falta de novos produtos, decide lançar o “<i>Dungeons and Dragons Adventure Game</i>”, que seguia a receita tradicional de simplificação. Ele era composto por 3 aventuras, para personagens prontos de níveis 2, 3 e 4, com a possibilidade de evolução até o 5º nível. A grande limitação é que ele não possuía regras para os jogadores criarem seus próprios personagens. Foi um dos últimos produtos lançado para o AD&amp;D.</p>
<p>Em 2000, na terceira edição do D&amp;D, tivemos o retorno do conjunto introdutório “D&amp;D<i> Adventure Game</i>”. Ainda que tivesse regras mais detalhadas para a criação de personagens, eles estavam restritos ao 3º nível, como no <i>First Ques</i>t. Ele também procurava se aproximar mais de um jogo de tabuleiro, limitado a exploração de masmorras, como o jogo <i>HeroQuest </i>(lançado aqui pela Estrela). Com o lançamento da edição 3.5, em 2004, surgiu também um novo “jogo de tabuleiro”, ainda mais simplificado (permitia os personagens atingirem somente o 2º nível), chamado   “<i>Dungeons and Dragons Basic Game</i>”. Ainda que tenha sofrido uma revisão em 2006, nenhum desses jogos chegou a fazer muito sucesso e tampouco foram lançados no Brasil.</p>
<p>Já com a quarta edição foi recriado o estilo clássico da famosa caixa vermelha de 1983 (sobre a qual falaremos mais adiante), com um kit introdutório tradicional. Foi lançado no Brasil pela Editora Devir em 2011. Ele foi o primeiro  de uma linha de livros conhecida como “Essenciais”, que tinha como objetivo facilitar a introdução de novos jogadores e mestres, eliminando a trindade sagrada de livros básicos do D&amp;D (Livro do Jogador, Livro do Mestre e Livro dos Monstros). Foi outra iniciativa audaz mas que também não deu muito certo …</p>
<div id="attachment_1448" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1448 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/4e5eStarterSets-e1525393758166.png" alt="" width="720" height="340" /><p class="wp-caption-text">Os módulos introdutórios das 4ª e 5ª edições | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Até que tivemos o lançamento da quinta edição em 2014, que entre vários acertos também teve um dos melhores módulos introdutórios, o “Starter Set” de 2015, além de disponibilizar gratuitamente as regras básicas em PDF, conforme vimos <strong><a href="http://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/kit-basico-do-aventureiro-de-dd-5e/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">neste</a></strong> artigo. Como tinha o suporte das regras básicas gratuitas, a sua aventura introdutória não se limitou ao 3º nível, permitindo um melhor desenvolvimento da história e a evolução dos personagens até o 5º nível. Por conta disso, essa aventura (<i>Lost Mine of Phandelver</i>) é amplamente utilizada até mesmo por mestres experientes como introdução para suas campanhas.</p>
<p>Como pudemos ver, os kits introdutórios sempre deixaram um pouco a desejar pelo fato de limitarem a evolução dos personagens, não permitindo que os mestres e jogadores pudessem realmente experimentar a parte mais interessante dos sistemas. A disponibilização das regras gratuitas ajudou na popularização da quinta edição, porém não é exatamente muito amigável para novos jogadores, pois são dois PDFs, um com 114 páginas (Regras Básicas do Jogador) e o outro com 67 páginas (Regras Básicas do Mestre). Mas nem sempre foi assim&#8230;</p>
<h2>Um D&amp;D nem tão básico</h2>
<p>Em 1977 (época da primeira edição do AD&amp;D)  Eric Holmes criou uma versão introdutória chamada de “Basic” D&amp;D, que vinha numa caixa azul e tinha todo o necessário para se jogar em pouco mais de 50 páginas. Surgiu aí a limitação do 3º nível  dos kits introdutórios e também a simplificação do conjunto classes/raças, onde elfos, anões e halflings eram considerados “classes” e não existia o conceito de raças. A ideia dessa versão era ser uma porta de entrada para o AD&amp;D, que era inclusive citado como referência para que os jogadores pudessem continuar evoluindo seus personagens. Até então, algo parecido com o que viria a ser o <i>First Quest</i>.</p>
<p>Porém, em 1981 Tom Moldvay revisou o “Basic” D&amp;D, criando o que seria praticamente um novo jogo, paralelo ao AD&amp;D, do qual ele se distanciou cada vez mais. Era a primeira “caixa vermelha”, que viria a popularizar realmente o jogo. O D&amp;D da Grow, lançado no Brasil nos anos 90, foi baseado nessa edição do jogo. A aventura introdutória que vinha nessa caixa era a “<i>B2 &#8211; Keep on the Borderlands</i>”, considerada por muitos como uma das melhores aventuras de D&amp;D de todos os tempos. A editora Redbox chegou a lançar uma adaptação para Old Dragon dessa aventura, intitulada “<a href="https://loja.redboxeditora.com.br/Forte-das-Terras-Marginais" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Forte das Terras Marginais</strong></a>”.</p>
<p>David “Zeb” Cook (autor da segunda edição do AD&amp;D) lançou logo em seguida uma edição “Expert”, que permitia os personagens irem do nível 4 ao 14. A qualidade gráfica dessas edições melhorou bastante, pois não só texto era de uma clareza e elegância impressionantes como as ilustrações também eram bastante inspiradoras. Os dois livros em conjunto (Basic e Expert) formaram o que viria a ser conhecido como B/X D&amp;D.</p>
<div id="attachment_1450" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1450 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi.jpg" alt="" width="1004" height="836" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi.jpg 1004w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi-300x250.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi-768x639.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1004px) 100vw, 1004px" /><p class="wp-caption-text">Os cinco módulos do D&amp;D &#8220;básico&#8221;de Frank Mentzer</p></div>
<p>Já em 1983 Frank Mentzer fez uma nova revisão do Basic D&amp;D, dividindo o livro  em “Players Manual” e “Dungeon Masters Rulebook” e lançando uma nova “caixa vermelha”, com a incrível ilustração de um dragão vermelho, de Larry Elmore. Mentzer continuou nos anos seguintes expandindo as regras desta edição com a “caixa azul” (<i>Expert Rules</i> &#8211; do nível 4 ao 14), a “caixa verde” (<i>Companion Rules</i> &#8211; do nível 15 ao 25), a “caixa preta” (<i>Master Rules</i> &#8211; do nível 26 ao 36) e a “caixa dourada” (<i>Immortal Rules </i>&#8211; para personagens além do 36º nível). Ficou claro assim que esse D&amp;D já não era mais “básico” mas também não tinha mais relação nenhuma com o AD&amp;D. Essa edição ficou assim conhecida com BECMI D&amp;D.</p>
<h2>A Rules Cyclopedia</h2>
<p>Em 1991 Aaron Allston fez então  uma compilação do BECMI D&amp;D em um único livro, a <i>Rules Cyclopedia</i>. Embora as regras permitissem a evolução dos personagens até o 36º nível, elas ainda mantinham a simplicidade e elegância da edição de 1981. Em pouco mais de 300 páginas, esse livro reuniu todo o necessário para criar e jogar infindáveis aventuras, sem a necessidade de nenhum suplemento. Se formos observar somente  as regras de criação de personagens, elas ocupam apenas 81 páginas. A título de comparação, o Livro do Jogador do D&amp;D 5ed possui 320 páginas.</p>
<p>Até hoje muitos consideram o <i>Rules Cyclopedia</i> a edição definitiva do D&amp;D. Ele serve perfeitamente como um RPG introdutório mas permite também jogos com regras mais avançadas, com uma modularidade da qual o D&amp;D só viria a se aproximar novamente com a quinta edição. Além disso, ele é a síntese do estilo de RPG Old School, sobre o qual falamos <strong><a href="http://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/o-que-e-o-rpg-old-school/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a></strong>.</p>
<div id="attachment_1452" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1452 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/ddrc2.png" alt="" width="720" height="493" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/ddrc2.png 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/ddrc2-300x205.png 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Rules Cyclopedia &#8211; a edição que todos os fãs de D&amp;D deveriam conhecer | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Mas quais as principais diferenças entre as regras da <i>Rules Cyclopedia </i>e o AD&amp;D 2e? Vejamos:</p>
<ul>
<li>Os atributos são os mesmos 6 tradicionais (STR, DEX, CON, INT, WIS, CHA), porém são rolados apenas com 3d6, o que acaba resultando geralmente em valores mais baixos;</li>
<li>Não existe separação entre raças e classes, o que resulta nas seguintes classes: <i>Fighter, Magic-User, Cleric, Thief, Dwarf, Elf, Halfling</i>. Além disso, temos duas classes opcionais: a <i>Druid </i>(evoluído a partir de um clérigo neutro de 9º nível) e a <i>Mystic</i> (espécie de monge, que possui alguns poderes mais “apelativos”);</li>
<li>Os alinhamentos são apenas 3: leal, caótico e neutro;</li>
<li>As regras de combate são mais simples;</li>
<li>As magias e os itens mágicos são mais simples;</li>
<li>Os personagens podem evoluir até o 36º nível, ao contrário do AD&amp;D, que geralmente limita os personagens ao 20º nível;</li>
<li>E finalmente existem regras para domínios, combates em massa e cercos, como parte das regras básicas.</li>
</ul>
<p>Com a força que o movimento OSR (<i>Old School Renaissance</i> &#8211; Renascença da Velha Escola) ganhou nos últimos anos, sobretudo com os chamados “retro-clones”, a WotC resolveu ano passado lançar a <i>Rules Cyclopedia</i> novamente no site <a href="http://www.drivethrurpg.com/product/17171/DD-Rules-Cyclopedia-Basic" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>DriveThruRPG</strong></a>, onde podemos adquirir o PDF por módicos US$ 9,99. Se você quiser conhecer um pouco o sistema sem fazer nenhum investimento existe o retro-clone <a href="http://www.drivethrurpg.com/product/177410/Dark-Dungeons" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i><strong>Dark Dungeons</strong></i></a> que recria basicamente as mesmas regras utilizando uma “linguagem” mais atual. Ainda assim recomendo fortemente a aquisição do D&amp;D RC, pois considero um livro essencial para os fãs de D&amp;D.</p>
<p>E finalmente, como um bônus especial, disponibilizamos uma ficha de personagens para a <i>Rules Cyclopedia, </i>no melhor estilo clássico, em português e editável, para incentivar os mestres a experimentarem esse incrível jogo em suas próximas sessões.</p>
<div class="link-download"><a href="https://drive.google.com/file/d/11X1xB9QGEEl-7U3YWX5JNkeLkMdwGcoX/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ficha de Personagem para D&amp;D Básico &#8211; Editável</a></div>
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