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	<title>regras &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>Multiclasse em D&#038;D 5ª Edição</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2020 21:48:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Há alguns anos, quando migrei da 3ª para a 5ª edição de D&#38;D a comparação de regras foi inevitável. E uma das que mais incomodou (já naquela época) foi a de multiclasse. E eis que há poucos dias resolvi publicar um pergunta em um grande grupo do Facebook dedicado à 5ª edição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Há alguns anos, quando migrei da 3ª para a 5ª edição de D&amp;D a comparação de regras foi inevitável. E uma das que mais incomodou (já naquela época) foi a de multiclasse. E eis que há poucos dias resolvi publicar um pergunta em um grande grupo do Facebook dedicado à 5ª edição em português:</p>
<p><em>&#8220;Vocês usam a regra como está no Livro do Jogador? Ou tornam o multiclasse mais acessível de alguma forma?&#8221;.</em></p>
<p>As respostas foram bem interessantes, mas antes de chegar nelas, vamos fazer um review de como o multiclasse funcionava nas edições mais antigas:</p>
<h2>D&amp;D</h2>
<p>Não existia. Simples assim. Nem se falava nesse conceito. Na verdade, o D&amp;D original tinha &#8220;classe&#8221; e &#8220;raça&#8221; como um conceito único. Ou você era um elfo ou era um mago (humano). Ou jogava como anão ou como guerreiro (humano). Nem há muito sobre o que falar aqui, já que simplesmente não era permitido ter níveis em mais de uma classe diferente.</p>
<h2>AD&amp;D (1ª e 2ª edições)</h2>
<p>Aqui as coisas começa a ficar meio malucas. Já existe a distinção entre classes e raças (ou seja, você joga com um humano mago, halfling ladino e etc&#8230;), mas as combinações são limitadas. Todas as classes estão disponíveis para humanos, muitas para meio-elfos, e apenas algumas para elfos, anões, halflings e gnomos.</p>
<p>E havia dois conceitos diferentes: Dupla-classe (dual-class), que se aplicava exclusivamente a humanos, e multi-classe (multi-class), disponível apenas para outras raças (chamadas, então, de semi-humanos.)</p>
<div id="attachment_3167" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3167 size-full" title="Personagens em AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Na segunda edição, jogar de Mago era complicado. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>As opções multi-classe eram limitadas por raça também, e precisavam ser escolhidas no momento da criação do personagem, e a evolução se dava em todas as classes em paralelo.</p>
<p>Por exemplo, você poderia escolher jogar com um meio-elfo mago/guerreiro/ladino (uma das opções disponíveis),mas essa decisão precisava ser tomada na criação dos personagens. Os pontos de experiência ganhos eram distribuídos igualmente entre as três classes. Dessa forma você evoluiria passaria de nível em cada uma em momentos próximos, mas não exatamente iguais. Os pontos de vida iniciais seriam a média entre as três classes, e a cada nível ganho em uma delas, 1/3 dos pontos de vida que a classe ganharia. Demais características eram basicamente inalteradas.</p>
<p>No caso de humanos a coisa era um pouco mais esquisita. Você não poderia evoluir classes em paralelo de nenhuma forma. Você começava como uma classe e, em algum momento, passaria a evoluir em outra, sendo que nunca mais poderia ganhar níveis na classe original. Na verdade, caso usasse os poderes dessa classe, não ganharia novos pontos de experiência.</p>
<p>Isso era bem mal-explicado, na verdade. Suponhamos que eu começasse como um Guerreiro humano (e, digamos, evoluísse até o 5° nível) e depois quisesse evoluir como ladrão. Levando as regras ao pé da letra significa que em um combate, por exemplo, eu precisaria usar as estatísticas de um Ladrão 1 (exceto pontos de vida, que o LdJ deixa bem claro que são mantidos), mas estaria enfrentando perigos adequados a um personagem de nível 6!</p>
<div id="attachment_3169" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3169 size-full" title="Capa do AD&amp;D 2ª edição" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-add.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-add.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-add-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Bárbaro/Paladino? Por que não? | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>Ah sim! Os pré-requisitos de todas as classes escolhidas precisavam ser satisfeitos (natural, e nem tão difícil no caso de AD&amp;D, já que as classes básicas tinham pré-requisitos relativamente baixos (não estamos falando de Paladinos aqui, ok? Classes básicas. Guerreiro, Mago, Clérigo e Ladino).</p>
<p>Isso era um fator extremamente desencorajador para jogar com mais de uma classe. Seja qual fosse a raça escolhida.</p>
<h2>D&amp;D 3ª Edição (e 3.5)</h2>
<p>Aqui liberou geral. Quando você ganhava um novo nível podia escolher qualquer classe (tanto as básicas como de prestígio &#8211; conceito que marcou a 3ª Edição), bastando apenas satisfazer os pré-requisitos da classe escolhida. Esses pré-requisitos precisavam ser satisfeitos independente de ser a sua primeira, segunda ou enésima classe.</p>
<div id="attachment_3170" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3170 size-full" title="Classes de D&amp;D na 3ª edição" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-3ed.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-3ed.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-3ed-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As classes de prestígio da 3ª edição permitiam combos infinitos. | Fonte: I-GUYJIN-I &#8211; Devianart</p></div>
<p>Esses pré-requisitos normalmente eram apenas relativos à tendência nas classes básicas (era impossível ser um bardo/paladino, por exemplo, pois um pré-requisito de Bardo era ter qualquer tendência não-leal, e um pré-requisito para jogar como Paladino era ter tendência Leal e Bondosa), mas nas classes de prestígio em geral era preciso ter um bônus de ataque mínimo de um certo valor, um certo número de ataques por turno, um talento específico ou mesmo ter passado por uma experiência específica, de modo que essas classes só ficavam acessíveis para personagens de níveis mais altos (mas eram em geral ligeiramente mais poderosas que as classes básicas).</p>
<p>A liberdade era deliciosa, mas com a licença aberta e a tremenda popularidade que a 3ª edição atingiu, criou-se um campo fértil para combinações bem desequilibradas, especialmente quando se misturava materiais criados por editoras diferentes.</p>
<h2>D&amp;D 5ª Edição</h2>
<p>Aqui  as coisas ficaram um pouco estranhas na minha opinião. Não há nenhum tipo de pré-requisito para nenhuma das classes, mas para evoluir em uma segunda classe você precisa ter no mínimo 13 no &#8220;atributo principal&#8221; tanto da sua classe original como na nova classe.</p>
<p>Por exemplo: estou evoluindo um Mago já há alguns níveis. Caso queira passar a evoluí-lo como bardo, preciso ter tanto Inteligência como Carisma maiores ou iguais a 13.</p>
<p>Foi nesse momento que fiz a pergunta no grupo, e confesso até uma certa surpresa com as respostas.</p>
<div id="attachment_3168" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3168 size-full" title="Aventureiros da Costa da Espada" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Na 5ª edição as coisas ficaram menos apelativas, mas também menos atraentes (ou não). | Fonte: Wizards of the Coast</p></div>
<p>O comentário mais comum foi que se você pretende aprender uma nova profissão, então deve ter uma certa habilidade nata para isso. Até faz um certo sentido, mas por que essa habilidade não é exigida na sua primeira profissão (no caso de D&amp;D)? Voltando ao Mago de dois parágrafos atrás, eu não seria impedido de criá-lo com Inteligência 9, mas não poderia fazer o multiclasse com Bardo nem mesmo se o Carisma fosse 18!</p>
<p>Simplesmente não consigo ver sentido nessa regra.</p>
<p>Uma justificativa comum foi &#8220;limitar combinações&#8221; para &#8220;evitar personagens desequilibrados&#8221;. Também não consigo engolir essa justificativa. A versatilidade de habilidades em D&amp;D cobra um preço BEM alto.</p>
<p>Pegando um exemplo um pouco diferente: digamos que estou evoluindo um Mago já há alguns níveis (quatro, apenas para efeitos didáticos). Suponhamos que ele tem tanto Inteligência quanto Destreza acima de 13 e quero começar a evoluir como Guerreiro.</p>
<p>A primeira punição vem no mesmo momento: ao invés de evoluir para o 5° nível de Mago (e ganhar acesso às magias de 3° nível, inclusive a emblemática Bola de Fogo), optei por melhorar um pouco as estatísticas de combate, mas até que ponto isso é útil?</p>
<p>Em termos de jogada de ataque continuo jogando com Bônus de Proficiência + Força (ou Destreza, nos devidos casos). Claro, ganho as habilidade de um guerreiro de primeiro nível e, entre elas, treinamento em todos os tipos de armadura (o que dá um belo ganho em termos de defesa para um mago).</p>
<div id="attachment_3172" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3172 size-full" title="Guerreiros famosos de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-classes.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-classes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-classes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Lembre-se de observar os pré-requisitos da multiclasse já no hora de montar o personagem. | Fonte: Artstation.</p></div>
<p>Um mago com treinamento em combate de guerreiro parece bem interessante, mas só até olharmos mais de perto. No exemplo que acabei de citar, até que ponto vale a pena expôr um mago a um combate de perto (mesmo que agora ele esteja debaixo de uma armadura completa) sendo que os perigos enfrentados são para um grupo de 5° nível, mas as habilidades de combate do mago são as de um guerreiro de 1° nível (sim, eu sei. Ele não perde as habilidade de Mago 4, mas vocês me entenderam.)?</p>
<h2>Combinações Muito Poderosas</h2>
<p>Na maior parte das combinações multiclasse não haverá sinergia, ou seja, a combinação será menos poderosa do que qualquer uma das duas classes sozinha (um jogador mais preocupado com o conceito do personagem não se importará muito com isso).</p>
<p>Entre as poucas exceções por consenso estão o Feiticeiro/Bruxo e Paladino/Bruxo (aqui uma dica interessante para quem quer otimizar seu personagem multiclasse: classes com o mesmo atributo principal &#8211; carisma, nos exemplos que demos &#8211; tendem a performar melhor. Aliás, esse é um dos motivos de ser tão difícil fazer multi-classe com um Mago).</p>
<h2>Conceito</h2>
<p>Outra coisa abordada foi o conceito de personagem multi-classe. Alguns disseram se tratar de um conceito <em>&#8220;cagado&#8221;</em>, enquanto outros deram a entender que não fazia sentido um personagem começar a evoluir em outra classe.</p>
<p>Oras, como assim não faz sentido? O que impede um guerreiro de começar a estudar artes arcanas? Ou um bárbaro de refinar suas técnicas de combate e começar a evoluir como guerreiro?</p>
<p><em>&#8220;Ah! Mas o feiticeiro tem a magia inata! Se começar em outra classe não pode evoluir como feiticeiro depois!&#8221;</em>. Aqui também nada demais. Nada impede o poder do feiticeiro de ter ficado adormecido por mais alguns meses ou anos. E no caso do bruxo pode até render uma <em>sidequest</em> bem legal para o grupo (ou uma aventura-solo para o jogador em questão).</p>
<p>E na ficção temos uma série de exemplos de personagens que poderiam ser classificados como multi-classe. Um dos mais clássicos inclusive seria o Conan, com níveis de ladino, bárbaro e guerreiro, e um exemplo brazuca, na série em quadrinho Holy Avenger, seria o Sandro Galtran (Guerreiro/Ladino).</p>
<h2>E daí?</h2>
<p>No final disso tudo, o que decidi adotar na minha mesa é que os pré-requisitos mostrados na tabela da página 163 do Livro do jogador (ou também na 163 do Player&#8217;s Handbook original) aplicam-se desde a primeira classe escolhida. Quer jogar com um monge? Então trate de ter Destreza 13 e Sabedoria 13 já no começo do jogo. Mago? Inteligência 13, no mínimo.</p>
<p>A partir daí é pura questão de role-play. Um jogador esperto, que pense no médio/longo prazo vai colocar dicas do multi-classe já no histórico do personagem. Um guerreiro que sempre teve curiosidade pelas artes arcanas, mas frequentou uma escola de combate por pressão da família. Um estudante de magia que nunca entendeu por que ele manifestava algumas magias menores quando criança/adolescente, etc, etc&#8230;</p>
<div id="attachment_3173" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3173 size-full" title="D&amp;D 5ª edição" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-opcoes.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-opcoes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-opcoes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um background de multiclasse pode gerar algumas aventuras extras. | Fonte: Wizards of the Coast.</p></div>
<p>Em uma primeira olhada algumas variações podem até parecer estranhas após o primeiro nível (Como assim fazer um pacto com um entidade e virar um bruxo quando você já tem 2 níveis de outra classe?!?! COMO VOCÊ VAI FAZER ISSO?!?!)</p>
<p>Dica: se foi fácil para o personagem fazer antes mesmo do 1° nível, não deveria ser difícil se ele já está no 2° ou 3°&#8230; Evidentemente isso não é desculpa para não fazer o devido role-play (afinal, esse é o nome do estilo do jogo). Poderia até se tornar uma boa aventura solo para o personagem como já mencionei antes.</p>
<p>Por hoje é só aventureiros! Zero pretensão de esgotar o assunto aqui, até por que certamente seria possível escrever um livro inteiro sobre o assunto (&#8220;O Guia Completo do Multi-classe&#8221;?). Conte para a gente: qual a combinação que você teria dificuldade em aceitar? E por quê? E qual a combinação mais &#8220;combada&#8221; que você já viu? O que ela tinha de tão especial?</p>
<p>Abraço e boas rolagens!</p>
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		<title>Vilões Icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 12:06:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! E seguimos com a segunda parte da nossa lista com os doze vilões mais icônicos de D&#38;D. Se você perdeu a primeira parte, pode acessar ela nesse link aqui. E se prepara que o post é grande 😜. 8. O Demogorgon O nome ganhou bastante popularidade nos últimos tempos devido uma famosa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>E seguimos com a segunda parte da nossa lista com os doze vilões mais icônicos de D&amp;D. Se você perdeu a primeira parte, pode acessar ela <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/"><strong>nesse link aqui</strong></a>. E se prepara que o post é grande <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f61c.png" alt="😜" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />.</p>
<h2>8. O Demogorgon</h2>
<p>O nome ganhou bastante popularidade nos últimos tempos devido uma famosa série de TV, de um ainda mais famoso serviço de streaming.</p>
<p><strong>Demogorgon</strong>, presente desde a 1ª Edição de D&amp;D, é o autoproclamado príncipe dos demônios. Não se trata de apenas uma criatura, mas de dois seres fundidos em um só: Aaemul (um tanar&#8217;ri, ou simplesmente demônio nas edições mais recentes do jogo) e Hethrediah, um obyrith (uma linhagem de demônios anterior aos tanar&#8217;ri).</p>
<div id="attachment_3086" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3086 size-full" title="Demogorgon de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon.jpg" alt="" width="750" height="442" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon-300x177.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você já ter visto ele por aí. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>A maneira como essas duas entidades se fundiram não é muito clara, mas parece ter ocorrido após uma rebelião incitada por Aaemul contra a Rainha do Caos (por sinal, a criadora dos tanar&#8217;ri). O que é certo é que a fusão não foi completa, de modo que tanto Aemul como Hethrediah continuam com suas consciências individuais: uma em cada cabeça do Demogorgon.</p>
<p>Essa dualidade gera um traço bem interessante da criatura (e talvez sua maior fraqueza): cada cabeça está o tempo todo conspirando para matar a outra, mesmo não podendo fazer isso, pois a vida dos dois é única. Caso um deles morra, o outro morre também. Não é possível matar apenas uma cabeça do Demogorgon.</p>
<p>A aparência do príncipe dos demônios é, no mínimo, ímpar: um corpo reptiliano, sinuoso como uma cobra mas musculoso como um gorila, com quase 6 metros de altura. No lugar dos braços, longos tentáculos (em algumas representações cada um dos tentáculos se divide em dois, na altura do que seria o antebraço). As cabeças são muito semelhantes a cabeças de babuínos.</p>
<p>O culto ao Demogorgon é bem menor do que a um deus &#8220;comum&#8221; de D&amp;D, mas bem maior do que a maioria dos cultos a outros demônios/diabos, e abrange não apenas humanos (na verdade minoria entre seus adoradores), mas também aboleths, krakens e ixitxachitls.</p>
<p>A <strong>Besta Sibilante</strong> (outro de seus títulos) também foi responsável pela corrupção do Paladino Sir Kargoth (originário de Oerth, o mundo de Greyhawk) e 13 dos seus companheiros, os Cavaleiros Protetores do Grande Reino, criando assim os Cavaleiros da Morte originais. Mas talvez sua aparição mais digna de nota seja na aventura épica &#8220;Out of Abyss&#8221;, na qual é um dos principais antagonistas (Hey! Sem spoilers aqui! Ele está na imagem de capa da aventura. Pensaram que o principal antagonista seria quem? O <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Pirata">Barbosa, da TV Pirata</a></strong>?)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>7. Lorde Soth, o Cavaleiro da Rosa Negra</h2>
<p><strong>Lord Loren Soth</strong> nem sempre foi um vilão. Muito pelo contrário, começou sua carreira como um valoroso cavaleiro de Solamnia, chegando até a Ordem da Rosa. Apenas a título de curiosidade, os <strong>Cavaleiros de Solamnia</strong> se dividem em três sub-ordens. Os Cavaleiros da Coroa, os mais jovens e inexperientes. Em seguida os Cavaleiros da Espada, um ranking intermediário e por fim, os Cavaleiros da Rosa, aqueles que já provaram seu valor inúmeras vezes.</p>
<div id="attachment_3090" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3090 size-full" title="Lord Soth de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Versão final de Lord Soth, depois de ter seu corpo queimado. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em uma dada situação, quando se dirigia para um encontro dos Cavaleiros, Soth e seus companheiros encontraram um grupo de elfos sendo atacado por Ogres. A atitude não poderia ser outra e os nobres cavaleiros salvaram o grupo de elfos do ataque. Ocorre que entre esses elfos estava a donzela Isolde Denissa, por quem Soth se apaixonou assim que a viu. Convenientemente ele levou a elfa para a fortaleza Dargaard (lar de Soth) para que ela fosse tratada de seus ferimentos.</p>
<p>Claro, a vida nem sempre é fácil (na verdade, raramente é). Soth já era casado, mas seu caso com Isolde prosseguiu mesmo depois que Korinne, sua esposa, engravidou (por meios mágicos).</p>
<p>O filho de Soth e Korinne nasceu completamente deformado. Em um acesso de fúria, e culpando a esposa pela aparência repulsiva do filho, Soth matou ambos. A versão oficial que correu pelos seus domínios (chamados de Knightlund), entretanto, é que ambos haviam morrido durante o parto.</p>
<p>Após apenas seis meses, Soth casou-se com Isolde e, no ano seguinte, nasceu o filho do casal, Peradur Soth.</p>
<p>Mas nem tudo continuaria bem. Istvan, o curandeiro pessoal e de confiança do Lorde (e que havia tratado dos ferimentos de Isolde) denunciou seu senhor aos Calvaleiros de Solamnia, que o convocaram apenas um mês após o nascimento de seu filho. Lá chegando, o Lorde foi julgado por um conclave de Cavaleiros, considerado culpado pelos seus crimes e condenado à decapitação. A sentença não chegou a ser cumprida, pois foi salvo por um grupo de seus leais cavaleiros. A Ordem os perseguiu, mas não queriam atacar a fortaleza, então a sentença foi trocada para o banimento. Soth estaria para sempre confinado em Knightlung, e se um Cavaleiro de Solamnia o visse fora de lá, deveria matá-lo imediatamente.</p>
<p>O confinamento rapidamente começou a afetar o Lorde, que caiu em uma forte depressão. Isolde, no afã de ajudá-lo, realizou preces a Mishakal (deusa da cura, em Dragonlance). Mishakal, então, deu uma missão a Soth: ele deveria se dirigir a Istar, e garantir que o Rei-Sacerdote não despertasse a fúria dos deuses, que traria o Cataclismo ao mundo de Krynn. Essa missão, caso bem-sucedida, restauraria sua honra. Sem ver outra opção, Soth a aceitou e rumou para Istar junto de alguns de seus cavaleiros mais fiéis.</p>
<p>Antes de atingir seu destino, entretanto, Soth encontrou o mesmo grupo de elfos que acompanhava Isolde no dia em que se conheceram. As elfas disseram a Soth que Isolde era infiel, e que Peradur não era filho dele. O Lorde deu meia volta, e cheio de fúria, cavalgou novamente para a fortaleza Dargaard. Lá chegando confrontou Isolde e, durante a discussão, começou o Cataclismo (sim, aquele que ele poderia ter impedido). Um enorme lustre caiu sobre Isolde, matando Peradur instantaneamente e a ferindo mortalmente. Em seu último suspiro, Isolde amaldiçoou seu marido, dizendo que ele deveria &#8220;viver uma vida para cada vida perdida&#8221;.</p>
<p>Soth morreu nas mesmas chamas que consumiram seu castelo, mas a maldição de Isolde foi atendida pelos deuses. O lorde despertou da morte com sua carne completamente queimada, se despedaçando a cada passo dado, até que não restasse nada além de um esqueleto coberto pela armadura dos Cavaleiros da Rosa, queimada e enegrecida. Seus mais leais seguidores, que o haviam salvo da condenação à morte pelo Conclave, tiveram o mesmo destino. As elfas que envenenaram sua mente também foram condenadas à pós-vida como Banshees, assombrando o próprio Soth, cantando todas as noites sobre seus malfeitos e relembrando-o da destruição que poderia ter sido evitada, não fosse seu ciúme e sua fúria.</p>
<div id="attachment_3089" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3089 size-full" title="O exército de Lord Soth" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O exército de fieis seguidores. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Após alguns séculos de sofrimento em sua fortaleza, Soth foi procurado por ninguém menos que Takhisis, a maior deusa do Mal de Krynn. Apesar de recusar a aliança em um primeiro momento, Soth terminou por permitir que Kitiara, uma líder do exército de draconianos, utilizasse Dargaard como sua fortaleza. Juntos, sequestraram a General Laurana (já na época da Guerra da Lança), com a condição que a alma de Laurana seria de Soth após sua morte. Laurana foi resgatada pelo seu então amante, Tanis Meio-Elfo. Frustrada, Kitiara, com a ajuda de Soth, matou os demais líderes do exército draconiano e se tornou sua única comandante.</p>
<p>Soth terminou por se apaixonar por Kitiara e, secretamente, planejava capturar a alma dela após a sua morte, para que os dois pudessem passar a eternidade juntos. Durante a invasão de Palanthas pelos exércitos de Kitiara (que incluiam as legiões de mortos-vivos comandados pelo Cavaleiros da Rosa Negra), Soth terminou por encontrar sua amada à beira da morte, nas Torres da Alta Magia. Durante a tentativa de capturar sua alma, Soth chamou a atenção dos Poderes Sombrios, e terminou sendo sugado para o Semi-Plano de <strong>Ravenloft</strong>, onde foi &#8220;presenteado&#8221; com um domínio.</p>
<p>Claro, os Poderes Sombrios não são conhecidos por dar paz aos Lordes do semiplano do pavor. O simulacro de fortaleza Dargaard, em Sithicus (nome do domínio de Soth em Ravenloft) mudava de forma constantemente, atormentando o cavaleiro acostumado há séculos com a mesma estrutura. Além disso, Sithicus era habitado basicamente por elfos, um povo pelo qual Soth nutria desprezo. Não satisfeito, havia um falso fantasma de Kitiara, que sempre aprecia apenas o suficiente para que Soth mantivesse a esperança de encontrá-la.</p>
<p>Eventualmente, Soth tomou consciência de todos os seus atos, e terminou sendo devolvido a Krynn, em sua fortaleza, mas sem seus guerreiros esqueleto. Mina, uma guerreira enviada por Takhisis, procurou pelo Lorde morto-vivo, oferecendo a ele o comando de um exército de mortos-vivos. A recusa de Soth provocou a ira de Takhisis, que o transformou novamente em humano, devolvendo a capacidade de sentir dor, e incendiou (novamente) sua fortaleza, ameaçando matá-lo. O que Takhisis não havia percebido é que a transformação em humano seria uma dádiva para o arrependido Soth, que morreu em chamas, prometendo em seu último suspiro que encontraria Isolde e Peradur no pós-vida.</p>
<p>O paradeiro final de Soth não é conhecido, e não se sabe se sua promessa foi cumprida ou se sua alma finalmente encontrou a paz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>6. Halaster Manto Negro (O Mago Louco)</h2>
<p>Ninguém mais, ninguém menos que o criador da masmorra de <strong>Undermountain</strong>, simplesmente a maior masmorra já criada em um jogo de RPG. <strong>Halaster Manto Negro</strong> (ou <em>Halaster Blackcloack</em>, no original) não foi o único mago a ser consumido pela loucura em sua busca pelo poder arcano.</p>
<div id="attachment_3087" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3087 size-full" title="Halaster Manto Negro" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Outra capa famosa que você já deve ter visto por aí. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Em sua juventude, então conhecido como Hilather, era bastante ativo em sua comunidade, disseminando conhecimentos sobre magia e tendo sob sua tutela vários aprendizes.</p>
<p>À medida em que seu conhecimento aumentava, entretanto, Halaster foi sendo dominado pela paranóia e pela insanidade. Levou seus aprendizes ao pé do monte Águas Profundas (<em>Waterdeep</em>, no original) e junto com eles, convocou uma horda de demônios e seres extraplanares para construir sua fortaleza.</p>
<p>Com a obra terminada, Halaster simplesmente se recusou a deixar seus &#8220;operários&#8221; partirem de volta aos respectivos planos de origem, ou mesmo a cessar o controle sobre eles, e os enviou para a Umbreterna (Underdark), &#8220;liberando&#8221; uma imensa área dos Drow e dos Duergar, no que ficou conhecido como &#8220;As Caçadas de Halaster&#8221;. Em poucos anos Halaster conseguiu domínio completo sobre a rede de túneis que viria ser conhecida como a Undermountain.</p>
<p>A essa altura Halaster já havia sido completamente consumido pela loucura e já não dava a mínima para o mundo exterior.</p>
<p>A sanidade de Halaster viria a ser parcialmente restaurada por Mystra (deusa da magia em Forgotten Realms), após um acordo feito com objetivo de resgatar o arquimago Elminster dos Nove Infernos (é uma longa história&#8230; para os efeitos desse artigo basta dizer que Mystra manteve sua palavra mesmo com Halaster não tendo sido bem-sucedido na missão).</p>
<p>Mas Halaster não estava 100% livre de sua loucura e esta, por sua vez, parecia intimamente ligada à Undermountain. Nas raríssimas vezes em que saía de lá, recuperava sua lucidez, mas continuava intrinsecamente maligno e manipulador.</p>
<div id="attachment_3088" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3088 size-full" title="Halaster Manto Negro" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Até parece um deus do panteão grego, só que não. | Fonte: Artstation</p></div>
<p>Em um dado momento a cidade de Águas Profundas foi acometida de um terremoto e muitos de seus habitantes tiveram visões do Mago Louco gritando, com chamas no lugar de seus olhos. Alguns arcanistas tiveram visões também de cenas de destruição no vasto labirinto da Undermountain, com direito a colapso de estruturas e abertura de abismos.</p>
<p>Um grupo de aventureiros corajoso o bastante para investigar as misteriosas visões, descobriu que Halaster tinha morrido durante uma execução mal-sucedida de um ritual e que sua morte fora responsável pelas visões que as pessoas tiveram.</p>
<p>Posteriormente foi descoberto que na verdade Halaster não havia morrido, apenas sua essência tinha sido diluída entre os muitos planos de existência. Em algum momento, ele foi capaz de reconstruir seu corpo e prosseguir com suas atividades como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>5. Acererak</h2>
<p>Outro que entrou nessa lista devido ao aumento recente em sua popularidade. Sim, sabemos que ele é a capa do <strong>Livro do Mestre</strong> da 5ª Edição, mas até aí o Rei Gigante de Fogo Snurre está na capa do <strong>Livro do Jogador</strong>, e ninguém liga muito para ele, não é mesmo?</p>
<div id="attachment_3082" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3082 size-full" title="Capa do Livro do Mestre de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Capa do Livro do Mestre da 5ª edição do D&amp;D. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p><strong>Acererak</strong> foi o criador da <strong>Tumba dos Horrores</strong> ou <em>Tomb of Horrors</em>, no original em inglês. A masmorra de uma aventura clássica da 1ª edição de Advanced Dungeons&amp;Dragons. Tão clássica e tão famosa que ganhou continuações e outras roupagens ao longo dos anos. O seu símbolo clássico já foi estampado em diversas mídias, como por exemplo no filme Jogador Nº 1, onde aparece na van de um dos protagonistas. Talvez essa aparição tenha despertado a recente fama do vilão. A verdade é que, já mais saberemos&#8230;</p>
<div id="attachment_3072" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3072 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg.jpg" alt="" width="780" height="438" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg.jpg 780w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg-300x168.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px" /><p class="wp-caption-text">Reparou no detalhe no furgão? | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Basicamente, é impossível falar de Acererak sem falar da Tumba dos Horrores. A aventura original foi escrita por <strong>Gary Gygax</strong> (um dos criadores do D&amp;D) para a convenção Origins 1, de 1975.</p>
<p>A ideia era exatamente a de desafiar jogadores experientes, com zero necessidade de interpretação. Tudo bem que interpretação ainda era um detalhe nessa época, em que o RPG ainda engatinhava. Ela também tinha poucos combates, a Tumba dos Horrores era basicamente uma sequência de salas com armadilhas mortais e uma série de becos sem saída que, não raramente, guardavam portas secretas.</p>
<p>Poços com espinhos no fundo, arcas do tesouro que atiravam flechas, salas com gás venenoso e até uma Esfera da Aniquilação engastada em uma parede, dando origem à imagem clássica associada à Tumba dos Horrores e que também é um dos milhares de <em>easter eggs</em> do filme Jogador n° 1. A tumba inteira, inclusive, é parte bem importante da história no livro que deu origem ao filme.</p>
<p>A aventura foi publicada comercialmente em 1977, republicada em 1981 e novamente em 1987, dessa vez como parte da compilação &#8220;Realms of Horror&#8221;. Em 1998 ganhou uma reimpressão e expansão no módulo &#8220;Return to the Tomb of Horrors&#8221;, dessa vez com as regras da 2ª edição de AD&amp;D. Em 2005 foi lançada uma versão do módulo original com as regras da então recente 3ª edição de D&amp;D e em 2010 dois lançamentos distintos: uma versão da original e outra expandida, ambas com as regras da 4ª edição (honestamente, acho que nenhuma aventura dos quase 50 anos de D&amp;D era mais adequada para a 4ª edição). Finalmente, em 2017, 40 anos depois da publicação original, tivemos a <strong>Tomb of Annihilation</strong>, presente no livro <strong>Tales from the Yawning Portal</strong>, baseada na Tomb of Horrors original.</p>
<div id="attachment_3083" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3083 size-full" title="Tomb of Annihilation" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tomb of Annihilation, diretamente inspirada no original. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>O background da masmorra mortal era que ela havia sido criada por um Lich, Acererak, com o único objetivo de se alimentar das almas de aventureiros incautos que morressem na masmorra. O histórico do próprio Acererak foi construído ao longo dos anos, com as diversas versões publicadas da aventura (inclusive um romance adaptado, em 2002).</p>
<p>Filho de uma humana com um lord demônio (que obviamente não ficou para ajudar a criar a criança), Acererak viu, aos 10 anos de idade, a sua casa ser queimada (com ele e sua mãe dentro) por uma turba de aldeões apavorados com o pequeno demônio que crescia em sua vizinhança. O próprio Acererak só sobreviveu ao incêndio devido à sua ascendência demoníaca, que o tornava resistente ao fogo. Conta-se que foi após esse episódio que ele adquiriu gosto pelo estudo das artes arcanas da necromancia.</p>
<p>Algumas versões dizem que o mundo original do lich era Oerth (o cenário de Greyhawk) e que ele teria sido aprendiz do próprio Vecna durante um certo período de sua vida (o que não seria de se estranhar, visto que ambos guardam certas semelhanças entre si, no que tange a suas ambições e modos de vida).</p>
<p>Os estudos de Acererak para estender seu tempo de vida terminaram por levá-lo à transformação em um Lich. Ao longo dos séculos, como é tão comum entre essas criaturas, sua sede de poder e de prolongar sua existência só aumentavam. Nessa época, ao invés de se limitar a caçar novas almas para se alimentar ele se dedicou a um período de pesquisas e, em paralelo, ordenou a seus servos a construção da Tumba dos Horrores. Foram mais de 80 anos de trabalho até o término da tumba. Ao final do processo, Acererak reuniu todos os seus servos ali presentes, e os matou sem piedade.</p>
<p>O plano dele teve sucesso, mas de uma maneira não muito intencional. Ao se retirar para o fundo da Tumba dos Horrores, ele não conseguiu manter um fluxo de almas suficiente para sustentar sua existência. Assim, seu corpo terminou sendo reduzido a um monte de poeira e um crânio incrustado de pedras preciosas. Acererak havia se tornado um <em>demilich</em>.</p>
<p>O que poderia significar uma enorme limitação, na verdade, libertou seu espírito para ser projetado pelo multiverso. Acererak explorou múltiplos mundos e coletou artefatos poderosos, sempre com o objetivo de tornar sua masmorra mais mortal e assim, seguir coletando almas para alimentar seu filactério.</p>
<p>A jornada pelo multiverso o levou até a Cidade Proibida de Omu, no meio das selvas de Chult, em Toril (mundo de Forgotten Realms), onde os sacerdotes eram mortos com frequência em armadilhas, com o objetivo de agradar seus nove deuses. Acererak não pensou duas vezes: matou os nove deuses, escravizou o povo da cidade e os forçou a construir uma masmorra, que seria chamada de <strong>A Tumba dos Nove Deuses</strong> (Tomb of the Nine Gods).</p>
<p>Como de costume, após o término da construção Acererak matou todos os escravos, usando-os para testar a letalidade da nova masmorra. Alguns deles foram transformados em mortos-vivos e golens de carne, permanecendo na construção. Acererak retornava de vez em quando para melhorar a masmorra e coletar as almas dos incautos que tivessem perecido por ali.</p>
<p>Com toda essa atividade Acererak terminou por atrair a atenção de um culto ao seu redor. Esse culto estabeleceu o que ficou conhecido como Cidade da Caveira (&#8220;Skull City&#8221;), que chegou a ter 500 pessoas e cerca de 1000 servos mortos-vivos, além de uma série de outras criaturas.</p>
<div id="attachment_3084" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3084 size-full" title="A Tumba dos Horrores adaptada para as regras do AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A Tumba dos Horrores adaptada para as regras do AD&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em algum momento Acererak estabeleceu um plano extremamente ambicioso: unir a sua consciência com o Plano Negativo, o que daria a ele a habilidade de controlar cada morto-vivo em todo o multiverso. Para atingir esse objetivo a ideia era atrair aventureiros extremamente poderosos, matá-los em suas masmorras e absorver suas valorosas almas (sujeito pretensioso, não?).</p>
<p>Obviamente que o demilich subestimou o poder desses aventureiros, Acererak terminou tendo seu corpo destruído e seu plano frustrado. Porém, isso não significou sua destruição permanente, obviamente. Um vestígio de sua essência seguiu consciente e conseguiu retornar décadas depois com um plano ainda mais mirabolante: construir um engenho arcano capaz de absorver o poder de cada deus morto e esquecido do multiverso. A máquina incluía até uma pedra preciosa roubada da coroa de Nerull, o deus da morte (no panteão de Greyhawk).</p>
<p>E mais uma vez Acererak foi morto por aventureiros, que destruíram o golem de cristal possuído pela alma do Lich, bem como o poderoso artefato.</p>
<p>Mesmo assim a força vital do poderoso morto-vivo seguiu ativa, retornando à Tumba dos Horrores original e substituindo uma das gemas no lugar dos olhos do crânio pelo <strong>Olho de Vecna</strong>, reassumindo o trono. Novamente, seria destruído por aventureiros.</p>
<p>Não se sabe se o filactério não foi realmente destruído ou se de alguma maneira Acererak foi capaz de reconstruí-lo, mas pela primeira vez em décadas ele reassumiu a antiga forma de Lich. Após descobrir os restos de um Atropal (uma espécie de deus natimorto) no plano negativo e levá-lo para a Tumba dos Nove Deuses, em Chult, Acererak criou uma nova máquina, chamada de Soulmonger. A máquina era capaz de absorver as almas de todos os que morressem no continente de Faerûn. A ideia era alimentar o Atropal até que ele tivesse o poder equivalente a um deus e então libertá-lo no continente para causar um genocídio. O que Acererak ganharia com isso exatamente, nunca ficou muito claro.</p>
<p>Novamente o Lich foi detido por um grupo de aventureiros, mas seu filactério permaneceu intacto em um semiplano particular e oculto até mesmo dos deuses. Isso significa que Acererak pode retornar a qualquer momento&#8230;</p>
<p>Por hoje é só aventureiros!!! Em breve publicaremos a última parte, com os quatro vilões mais icônicos de D&amp;D. Quem você acha que estará nessa lista?</p>
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		<title>Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 17:03:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&#38;D. Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&amp;D.</p>
<p>Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham provocado (ou estejam envolvidos) em grandes mudanças nos seus respectivos mundos (ou até mesmo em outros). Em geral eles são antagonistas de aventuras ou campanhas clássicas de D&amp;D, e muitos deles dão as caras desde edições bem antigas do nosso jogo tão amado.</p>
<p>Não estamos nos prendendo a estatísticas de combate, então não se surpreenda se encontrar em posições mais baixas na lista um vilão com nível de desafio bem maior que outros que está várias posições acima. Estamos levando em conta a &#8220;popularidade&#8221;, o charme e a influência.</p>
<p>Ah sim! E apenas vilões únicos e inteligentes. Nada de raças (ou seja, não espere encontrar &#8220;os drow&#8221; na lista) ou bestas-fera sem controle (ou seja, o Tarrasque também está fora).</p>
<p>Então, sem mais delongas, vamos à lista!</p>
<h2>12. Iuz, o Maligno</h2>
<p>Na lanterna da nossa lista vem <strong>Iuz, o maligno</strong>. Hoje em dia ele anda meio sumido, mas já aprontou poucas e boas no mundo de Oerth.</p>
<p><strong>Iuz</strong> chegou a ter um livro (<em>Iuz the Evil</em>) dedicado apenas à sua história, influência e poderes (bem como a descrição de seus domínios), publicado para AD&amp;D 2ª Edição.</p>
<div id="attachment_3052" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3052 size-full" title="Suplemento Iuz the Evil" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Iuz, o maligno teve até um suplemento pra chamar de seu. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>É um semi-deus, filho de Graz&#8217;zt, um lorde demônio do Abismo com Iggwilv, uma bruxa humana. Acontece que essa bruxa fez o príncipe das Howling Hills (Colinas Uivantes, em uma tradução livre) pensar que <strong>Iuz</strong> era filho dele. Quando esse príncipe morreu, <strong>Iuz</strong> assumiu o comando de seu feudo e de seus exércitos. Em poucos anos no trono <strong>Iuz</strong> multiplicou a área do principado e, durante essa expansão, ele usava um ritual maligno para roubar poder e vitalidade de muitas vítimas capturadas entre seus inimigos derrotados. O aumento de seu poder somado aos rumores que começaram a surgir de que ele seria filho de um demônio e sua mãe seria uma necromante fizeram com que <strong>Iuz</strong> atingisse o status de semi-deus.</p>
<p>Em um determinado momento <strong>Iuz</strong> desapareceu. As legiões de orcs que lhe eram fiéis pensaram que ele tinha ascendido à condição de divindade completa, e começaram a adorá-lo como tal. Na verdade, Iuz havia sido aprisionado por Zagig Yragerne, um arquimago louco que estava, ele mesmo, em busca de se tornar um semi-deus, no Castelo Greyhawk. <strong>Iuz</strong> só seria libertado de seu cativeiro após 75 anos, por um grupo de aventureiros malignos ajudado por <strong>Mordenkainen</strong>.</p>
<p><strong>Iuz</strong> seria novamente aprisionado por ninguém menos do que <strong>Vecna, o Lich</strong>, que queria absorver a alma de <strong>Iuz</strong> com o objetivo de aumentar seu poder. De fato, <strong>Vecna</strong> foi bem-sucedido, tornando-se uma divindade no processo. Em algum momento Vecna foi derrotado por aventureiros, com a consequente libertação de <strong>Iuz</strong>. O fato é que <strong>Iuz</strong> jamais esqueceu o ocorrido e por isso, Vecna segue sendo seu inimigo mortal até hoje.</p>
<p>Com isso <strong>Iuz</strong> renovou seus domínios, influenciando tribos bárbaras do norte e conquistando, com seus exércitos recém-reunidos, vastas quantidades de terras. Uma cruzada chegou a ser organizada com o objetivo de expulsar <strong>Iuz</strong> das terras do norte, mas cada um de seus membros terminou sendo massacrado e reerguido como morto-vivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>11. Lolth, A Rainha das Aranhas</h2>
<p><strong>Lolth</strong> (também conhecida como <em>Lloth</em>, especialmente na cidade de <em>Menzoberranzan</em>), a Rainha das Aranhas e Rainha do Abismo de Teias Demonícas é a principal divindade Drow em <strong>Forgotten Realms</strong>.</p>
<p>Entretanto, isso nem sempre foi assim.</p>
<p>A <strong>Rainha das Aranhas</strong> era originalmente conhecida como Araushnee, deusa élfica menor do Destino, dos artesãos e dos elfos negros, diferentes dos Drow (nessa época eles nem existiam!). Além de tudo isso, ela era consorte de <strong>Corellon Larethian</strong>, o criador da raça dos elfos, que fique registrado.</p>
<p>Ocorre que, como em tantos outros casos assim, a ambição de Araushnee começou a crescer e ela começou a tramar contra Corellon. Primeiro em conjunto com Gruumsh (deus dos orcs e meio-orcs), e depois com Malar (o senhor das bestas, deus da caça), ambas sem sucesso.</p>
<p>A última tentativa de Araushnee contra Corellon envolveu um pequeno exército de deuses. Após uma batalha complicada, na qual Corellon terminou ferido, Araushnee tentou envenená-lo (fingindo que o veneno era água do Elysium, que deveria curá-lo). A tentativa foi impedida por Sehanine Moonbow (deusa élfica dos sonhos, filha e aliada de Corellon).</p>
<p>Após Corellon se curar de sus ferimentos, Araushnee foi submetida a julgamento. Sua pena foi uma combinação de exílio e sua transformação numa tanar&#8217;ri (como eram chamados os demônios em AD&amp;D).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3054 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Inconformada com sua derrota e com a sentença, tentou mais uma vez matar Corellon, transformando-se em uma aranha monstruosa, mas novamente sem sucesso. Apesar de tudo, Corellon não a matou e acabou optando por permitir sua fuga. Depois do exílio, e agora utilizando o nome de <strong>Lolth</strong>, Araushnee conquistou um pedaço do Abismo, mais especificamente a região conhecida como <em>Demonweb Pit (</em>Abismo das Teias Demoníacas, em uma tradução livre).</p>
<p>Tendo assegurado seu domínio, <strong>Lolth</strong> voltou a conspirar contra Corellon. Como não podia atacá-lo abertamente, seu plano era ser adorada pelo elfos e assim trazer angústia para esse povo, atingindo o criador deles por tabela.</p>
<p>As maquinações de Lolth provocaram diversas guerras entre povos élficos, enquanto sua igreja ganha cada vez mais influência entre os elfos negros (calma! Ainda não são os Drow&#8230;). Após diversas dessas guerras, os outros elfos se uniram na <strong>Corte Élfica</strong> e invocaram o poder de todo o panteão da raça para amaldiçoar os elfos negros e transformá-los, assim nasciam os Drow. Todos, inclusive os inocentes e aqueles que nunca aceitaram Lolth, foram transformados (conta-se que antes da maldição os elfos negros não tinham os cabelos brancos). As forças combinadas das demais nações élficas perseguiram a nova raça formada e os expulsaram para o subterrâneo.</p>
<p>No início os Drow eram bastante primitivos, mas se espalharam pela <strong>Umbreterna</strong> (ou Underdark, no original), o dominaram e construíram grandes cidades, abrangendo um domínio que ocupa quase todo o subterrâneo de <strong>Faerûn</strong>.</p>
<div id="attachment_3055" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3055 size-full" title="Drows, os elfos negros" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Agora sim, os famosos elfos negros de D&amp;D. | Fonte: DnD Wizards</p></div>
<p>Houve um evento em Forgotten Realms, que ficou conhecido como o <strong>Tempo das Perturbações</strong>. Nesse período, os avatares dos deuses andaram sobre Toril. Caso o avatar fosse morto, o deus equivalente também morreria e foi nesse período que <strong>Lolth</strong> ganhou mais poder.</p>
<p>Ironicamente, a <strong>Rainha das Aranhas </strong>assassinou o avatar de <em>Zinzerena</em>, a deusa do assassinato de um outro mundo, absorvendo todo o seu poder no processo. Posteriormente ela tornou seu domínio no Abismo um plano completamente independente e com isso, ascendeu a condição de deusa maior.</p>
<p>Atualmente <strong>Lolth</strong> não é a única deusa entre os Drow, mas é sem dúvida a divindade mais influente entre esse povo. Sempre maquinando, é muito difícil prever qual (e quando) será o próximo plano de <strong>Lolth</strong> para aumentar sua influência em Toril.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>10. Kas, o traidor</h2>
<p>Também conhecido como Kas de Tycheron; Kas, o terrível; Kas, o traidor; Kas, o odioso e Kas, o destruidor (dentre outros títulos), foi o lacaio de mais confiança do arqui-Lich Vecna (um nome que você verá outra vez nesta lista, pode ter certeza).</p>
<p><strong>Kas</strong> era um guerreiro valoroso e dizia-se que era capaz entrar um campo de batalha, na mais completa desvantagem e mesmo assim sair, não apenas vitorioso, mas também sem um único arranhão em sua armadura. Essa habilidade em batalha atraiu a atenção de ninguém menos do que Vecna, que o convidou para ser eu general. Sedento por batalhas, ele aceitou com a condição que Vecna o apontasse para o campo de batalha e não desse mais ordens, até que a luta fosse vencida.</p>
<p>Os anos de lealdade e eficiência de <strong>Kas</strong> fizeram com que Vecna o presenteasse com uma espada poderosíssima, que ficaria conhecida como a <strong>Espada de Kas</strong> (sim, um dos artefatos mais famosos de D&amp;D).</p>
<p>A influência de Vecna, entretanto, fez com que <strong>Kas</strong> abandonasse sua devoção a <strong>Pêlor</strong> (deus do sol e da cura) e se tornasse seguidor de <strong>Nerull</strong>, o deus da morte.</p>
<p>Durante a <strong>Batalha dos Mil Olhos</strong>, Nerull sussurrou para que Kas traísse seu mestre em troca de um favor divino. Kas, com sua sede de poder, aceitou e atacou Vecna usando a espada que havia ganho de seu mestre. O combate custou a mão esquerda e um dos olhos de Vecna, mas este terminou subjugando <strong>Kas</strong>.</p>
<div id="attachment_3056" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3056 size-full" title="Kas na batalha contra Vecna" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Kas e sua eterna batalha contra Vecna. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Nerull decidiu mesmo assim conceder um favor menor a <strong>Kas</strong>. Sua alma recebeu força e velocidade, mas acompanhadas de uma insaciável sede de sangue, o que seria conhecido como a <strong>Maldição Vampírica</strong>. <strong>Kas</strong> foi o primeiro vampiro de Oerth (o nome do planeta que abriga o cenário de campanha Greyhawk).</p>
<p>Algumas versões ignoram a participação de Nerull<strong>.</strong> Dizem que o que transformou <strong>Kas</strong> em um vampiro, na verdade, foi o longo tempo que sua alma passou em contato com energia negativa no <em>Plano Quasielemental das Cinzas</em>, mas a versão do sussurro de Nerull parece mais factível, fornecendo uma motivação &#8220;razoável&#8221; para o traidor.</p>
<p>Após séculos preso aos domínios de Nerull, <strong>Kas</strong> conseguiu escapar construindo um Golem de carne e o imbuindo com a sua própria alma. De volta ao <em>Plano Material Primário</em>, espalhou fúria e destruição, tendo sido novamente derrotado no que ficou conhecido como <strong>A Batalha da Cidadela de Carne</strong>. A alma de <strong>Kas</strong> estava, finalmente, livre.</p>
<p>Mas não por muito tempo.</p>
<p>A malignidade do traidor despertou a atenção das <strong>Brumas de Ravenloft</strong>, e o vampiro recobrou a consciência como mestre do domínio de Tovag que, em uma mostra da ironia das Brumas, fazia fronteira com o domínio de Cavitius, cujo Lorde era ninguém menos do que o próprio Vecna. Travou-se uma guerra sem fim das tropas de <strong>Kas</strong> tentando recuperar sua espada da cidadela de Vecna, onde ele, erroneamente, presumia que a espada estava.</p>
<p>Quando Vecna finalmente conseguiu escapar de Ravenloft a explosão resultante destruiu tanto Cavitius quanto Tovag, e o corpo de <strong>Kas</strong> foi obliterado, reduzindo-o a um vestígio de alma perdido fora do espaço e do tempo.</p>
<p>Rumores recentes, entretanto, dizem que <strong>Kas</strong> de alguma forma sobreviveu à explosão e mantém um novo reino no semiplano do pavor.</p>
<p>Uma curiosidade: um Cavaleiro da Morte chamado &#8220;Kas, o mão sangrenta&#8221; servia Vecna no seu palácio em Ravenloft. Não se tratava do verdadeiro <strong>Kas</strong>, mas acreditava sê-lo, e servia Vecna como uma maneira de redimir sua traição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>9. Asmodeus</h2>
<p>O lorde máximo dos <strong>Nove Infernos</strong> e senhor de todos os diabos, a forma original de <strong>Asmodeus</strong> era a de uma serpente com milhares de quilômetros de comprimento. Como tratava-se de uma forma pouco prática para se comunicar, <strong>Asmodeus</strong> tratou de criar avatares, sendo o mais comum deles uma forma humanóide com cerca de quatro metros de altura, pele vermelha e chifres, além de um carisma inesperado para alguém com essa aparência. A localização exata de seu corpo verdadeiro sempre foi um segredo muito bem guardado, e qualquer um que a descobrisse seria rapidamente morto.</p>
<p>Não há consenso sobre sua origem. Algumas versões estabelecem que ele já estava presente na aurora dos tempos, tendo surgido diretamente do Caos Primordial, juntamente com Jazirian (outra divindade da Ordem, porém benevolente, ao contrário de <strong>Asmodeus</strong>). Após uma briga entre essas duas divindades (durante uma disputa sobre qual seria o centro do Multiverso), <strong>Asmodeus</strong> caiu sobre o plano de Baator, quebrando-o em seus nove níveis e parando apenas ao chegar na camada conhecida como Nessus, que passaria a ser o local de seu trono.</p>
<div id="attachment_3057" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3057 size-full" title="Asmodeus em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das representações de Asmodeus. | Fonte: Forgotten Realms Fandom</p></div>
<p>Baator, entretanto, não era um lugar desabitado. <strong>Asmodeus</strong> pessoalmente matou o que seria a &#8220;aristocracia&#8221; do lugar, tendo apenas um pouco de dificuldade para matar Zargon, o antigo governante, que continuava se regenerando a partir de seu chifre indestrutível, até que Asmodeus arrancou esse chifre e o jogou no Plano Material Primário.</p>
<p>Dizem que do sangue de seus ferimentos nasceram os primeiros Baatezu, nome com o qual os diabos eram conhecidos no <strong>AD&amp;D 2ª edição</strong>.</p>
<h3>O Julgamento de Asmodeus</h3>
<p><strong>Asmodeus</strong>, então, passou a tentar e corromper os mortais (especialmente humanos) e assim colecionar suas almas, em um modo de ação tão vil que enojou até os anjos, que por sua vez, terminaram por tentar condená-lo. O <em>arquidiabo</em>, então, solicitou que fosse feito um julgamento justo e que o juiz fosse uma entidade neutra. Os anjos concordaram e Primus, o imortal governante do Nirvana Tecnológico de <em>Mecânus</em> e entidade máxima da ordem e neutralidade, foi escolhido como juiz e tendo o acordo de ambas as partes.</p>
<p>O argumento de defesa de <strong>Asmodeus</strong> era que ele nunca tinha obrigado nenhum mortal a nada. Todos eles tinham a escolha de recusar sua oferta &#8211; sendo que havia, de fato, os que recusavam &#8211; e aqueles que a aceitavam não poderiam reclamar de cumprir sua parte no contrato.</p>
<p>Aqui cabe uma explicação: a coleta de almas tinha como objetivo final, aumentar as fileiras do exército dos Diabos em sua eterna <strong>Guerra Sangrenta</strong> (<em>Blood War</em>) contra os Demônios do Abismo.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> também argumentava quando um mortal encontrava uma inconsistência no contrato que o invalidasse, isso era respeitado.</p>
<p>Os anjos apresentaram seus casos um de cada vez, o que rapidamente esgotou a paciência de Primus. Então o juiz disse que ouviria apenas mais um caso. Enquanto os anjos tentavam se organizar para ver qual seria esse caso, Zariel (então ainda um anjo de Celestia) passou por cima de todos, o que acabou por deflagar uma briga que se espalhou por todos os anjos presentes. Primus deu uma tremenda bronca em todos os anjos presentes pelo caos formado na corte e absolveu <strong>Asmodeus</strong>, considerando que ele tinha o direito de continuar coletando almas da maneira como vinha fazendo.</p>
<p>Zariel prosseguiu como observadora da <strong>Guerra Sangrenta</strong>, mas seu desejo de interferir no conflito chegou a tal ponto que ela simplesmente ignorou as ordens de seus superiores e desceu para lutar. Seu corpo quase sem vida foi resgatado por diabos a mando do próprio <strong>Asmodeus</strong>, que providenciou que suas feridas fossem curadas em Nessus e a nomeou como <strong>Arquidiabo de Avernus</strong>, a primeira camada dos Nove Infernos.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> segue sendo o lorde máximo dos Nove Infernos, coletando almas dos mortais e acumulando mais e mais poder.</p>
<p>E então, o que achou dessa lista? Se você concorda, discorda ou sentiu falta de outros nomes, não deixei de comentar em nossas redes sociais. No próximo post traremos a segunda parte do artigo, com mais vilões icônicos de D&amp;D.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Pathfinder: o que esperar da segunda edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2019 01:28:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[d&d]]></category>
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		<category><![CDATA[new order]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitando que o financiamento coletivo de Pathfinder 2ª Edição está a todo vapor (trazido pela Editora New Order no Catarse), vamos hoje conhecer um pouco das principais mudanças que vieram atualizar o RPG que, por um tempo, já superou o clássico D&#38;D em popularidade. Um pouco de história A Editora Paizo surgiu no início dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando que o financiamento coletivo de <i><a href="https://paizo.com/pathfinder" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Pathfinder</a> 2ª Edição</i> está a todo vapor (trazido pela <a href="https://newordereditora.com.br/">Editora New Order</a> no <a href="https://www.catarse.me/pathfinder2e" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Catarse)</a>, vamos hoje conhecer um pouco das principais mudanças que vieram atualizar o RPG que, por um tempo, já superou o clássico D&amp;D em popularidade.</p>
<h3>Um pouco de história</h3>
<p>A Editora Paizo surgiu no início dos anos 2000, aproveitando a onda de jogos d20 que tiraram proveito da licença flexível criada com a 3ª edição do <i>Dungeons and Dragons</i>. No início a Paizo era responsável pela publicação das revistas <i>Dungeon </i>e <i>Dragon</i>, que haviam sido licenciadas pela Wizards of the Coast (você não leu errado: estamos falando de duas revistas diferentes e não do jogo de RPG). Embora as duas revistas contivessem conteúdo voltado para o D&amp;D, uma era mais focada em artigos (a Dragon) enquanto a outra era quase que exclusivamente dedicada a aventuras (a Dungeon).</p>
<p>Em 2007 a Wizards anunciou que estava trabalhando na 4ª edição do D&amp;D, que teria uma licença bem mais restritiva que a edição anterior. Além disso, a Paizo perdeu a licença para publicação das revistas. A alternativa que a editora teve foi continuar publicando aventuras para o D&amp;D 3.5 numa revista própria, a <i>Pathfinder</i>. Com o lançamento do D&amp;D 4 em 2008, a Paizo resolveu continuar dando suporte para os fãs do sistema anterior através do seu próprio RPG, o <i>Pathfinder Roleplaying Game</i>, que era uma versão modificada do D&amp;D 3.5, utilizando a licença OGL lá do início dos anos 2000.</p>
<p>A Wizards provavelmente não contava com a enorme fidelidade dos fãs ao D&amp;D 3.5. O resultado foi que de 2011 a 2014 o Pathfinder foi o RPG mais vendido nos EUA, desbancando o D&amp;D, que detinha esse título desde seu surgimento em 1974 até 2010. Em 2015 o D&amp;D voltou a conquistar seu lugar no topo com a 5ª edição, lançada no ano anterior.</p>
<div id="attachment_2707" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2707 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd.jpg" alt="" width="720" height="405" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Estará a nova edição de Pathfinder à altura do D&amp;D 5ed? | Fonte: Divulgação</p></div>
<h3>Surge uma nova edição</h3>
<p>Ainda que o Pathfinder venha mantendo a segunda posição dos RPGs mais vendidos, o sistema têm mostrado sinais de envelhecimento. Uma das grandes reclamações dos novos jogadores de Pathfinder é justamente o quebra-cabeças matemático que se tornou a criação de personagens, com suas infindáveis combinações de talentos, habilidades, classes de prestígio e multiclasses. Já o principal motivo do sucesso do D&amp;D 5 foi um certo “retorno às origens”, que trouxe a simplificação, sobretudo das regras de criação de personagens, ainda mantendo a consistência, diversidade e balanceamento do sistema.</p>
<p>Assim a Paizo começou a trabalhar em 2016 na segunda edição de seu consagrado sistema, tendo liberado em 2018 o material para playtest, que ainda pode ser baixado na <a href="https://paizo.com/pathfinderplaytest#downloads" target="_blank" rel="noopener noreferrer">página oficial</a>. O sistema sofreu grandes modificações, com o objetivo principal de facilitar a criação de personagens sem perder sua essência, que sempre foi a enorme gama de possibilidades de customização (algo que foi bastante limitado no D&amp;D 5).</p>
<p>Embora o sistema tenha sofrido algumas mudanças nas mecânicas em geral (nas regras de combate, por exemplo), vamos nos concentrar aqui no que mudou na criação de personagens. As regras discutidas a seguir se baseiam na atualização 1.6 do playtest (de 05 Out 2018) e podem não ser as mesmas da versão final, pois o sistema ainda está sofrendo alguns ajustes. Por exemplo, a polêmica Regra de Ressonância, que limita o acesso a itens mágicos, não deve estar presente na versão final, ainda que apareça no material de playtest.</p>
<h3>Um sistema mais modular</h3>
<p>O Pathfinder original, assim como o D&amp;D 3.5, são sistemas extremamente flexíveis, que permitem ao jogador criar personagens bastante diversos, por meio de uma combinação de talentos, características, habilidades, raças e uma ou mais classes. O problema desta diversidade é a grande complexidade para se encontrar combinações que sejam úteis, eficientes e ainda reflitam a imagem que um jogador faz de seu personagem.</p>
<div id="attachment_2711" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2711 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable.jpg" alt="" width="720" height="426" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable-300x178.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Criar um personagem de Pathfinder pode ser uma tarefa desafiadora | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A proposta do novo Pathfinder é simplificar as escolhas que o jogador pode fazer no processo de criação de personagens, de modo a ainda permitir uma boa diversidade. A principal solução foi unificar os talentos genéricos, poderes e características num novo sistema, que possui talentos específicos associados a cada classe e ancestral (veremos mais adiante esse novo conceito). Isso não só facilita a vida do jogador, como também diminui a possibilidade de criação de “combos”, e acaba sendo muito parecido com os sistemas de escolha de “árvores de habilidades” que encontramos em muitos MMOs.</p>
<p>Não só os talentos, mas também os próprios atributos agora podem ser computados com base em ampliações (<i>boosts</i>) e reduções (<i>flaws</i>), que também são definidas pela escolha de classe, ancestral e antecedentes (outro novo conceito que veremos adiante). Todos os atributos começam com o valor base 10 e vão sendo ajustados. Por exemplo, um personagem recebe +2 em constituição e força se escolher um anão, +2 em força ou destreza se escolher um guerreiro e +2 em força  ou carisma se escolher o antecedente gladiador. Além dessas ampliações em atributos específicos, esse personagem ainda teria disponível duas ampliações de +2 para colocar em qualquer atributo desejado.</p>
<h3>O fim das raças</h3>
<p>Sim, é isso mesmo: as raças, um dos conceitos mais tradicionais dos jogos de RPG de fantasia, foi substituído por outro conceito ligeiramente diferente e mais abrangente. Tratam-se dos “Ancestrais” (<i>Ancestries</i> no original) , que abrangem as mecânicas das raças originais (dados de vida, ampliação/redução de atributos, línguas, etc) mas incluem também o conceito de herança. Significa que os personagens “herdam” características de seus ancestrais, que vão se manifestando ao longo do tempo. Mecanicamente essas características são representadas por talentos, adquiridos à medida que o personagem avança de nível. A resistência inata dos anões à magia, por exemplo, agora é um talento que pode ou não ser adquirido como parte de sua evolução hereditária.</p>
<p>Trata-se de um conceito que pode parecer estranho num primeiro momento, mas abre um leque de possibilidades de customização dos personagens. Em alguns casos, os talentos de ancestrais podem ser encarados mais como um “legado” do que algo estritamente genético. Um exemplo é a familiaridade dos elfos com armas elegantes, tais como arcos e espadas longas, que é mais uma tradição dos elfos do que um habilidade física</p>
<p>Para complementar os Ancestrais, foi criada também uma nova mecânica aproveitando a história do personagem. Claramente inspirada na regra homônima do D&amp;D 5, temos agora também “Antecedentes” (<i>Backgrounds</i> no original) em Pathfinder. É um pequeno “pacote” de características pensadas para valorizar o histórico do personagem, definindo aumentos de atributos, alguns talentos e perícias específicas. Alguns exemplos são acólito, gladiador, nobre, estudioso e caçador. Embora pareçam estar bastante associadas com certas classes, um uso interessante é justamente combiná-las com classes que não tem nenhuma relação: um acólito pode ser o antecedente, por exemplo, de um mago. Imagine os antecedentes como “proto-classes”, que representam a vida do personagem antes dele estudar/treinar/praticar para adquirir uma classe.</p>
<div id="attachment_2713" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2713 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins.jpg" alt="" width="720" height="467" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins-300x195.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Os clássicos goblins de Pathfinder agora são uma nova raça jogável | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>E finalmente, outra grande novidade relacionada com os Ancestrais é a possibilidade dos personagens jogarem com Goblins! Essas pequenas e irritantes criaturinhas sempre foram uma espécie de mascote de Pathfinder e agora podem ser utilizadas pelos jogadores como uma desafiadora alternativa de “alívio cômico” para os grupos, que tem tudo para desbancar esse título dos halflings e gnomos.</p>
<h3>Uma nova classe e o fim da multiclasse</h3>
<p>Logo de início podemos notar duas grandes mudanças no sistema de classes de Pathfinder, que foram ideias surgidas nos suplementos Guia de Classes Avançado (<i>Advanced Class Guide</i>) e Guia do Jogador Avançado (<em>Advanced Player&#8217;s Guide</em>), agora adaptadas e incorporadas no livro básico.</p>
<p>A primeira é uma nova classe base, o Alquimista (<i>Alchemist</i>), que era originalmente uma classe opcional do Guia do Jogador Avançado. Trata-se de mais uma alternativa interessante de classe arcana, ao lado do Mago e do Feiticeiro. No caso do alquimista, o foco da sua magia está em suas criações alquímicas, que vão desde poções explosivas (alguém aí pensou em coquetel molotov?) até poções mais convencionais, como as poções de cura e de melhoria de atributos. Enquanto um mago precisa diariamente memorizar suas magias e um clérigo orar para a sua divindade, o alquimista vai precisar gastar um tempo elaborando as poções que ele terá a sua disposição. Essa rapidez de preparação e versatilidade é basicamente o que diferencia a classe alquimista de um mago alquimista convencional. E é claro que o alquimista também precisa de uma boa pontaria quando se trata de arremessar seus preparados explosivos (alguns talentos melhoram o alcance ou precisão do alquimista).</p>
<p>A segunda grande mudança é a extinção do conceito de multiclasse. Essa regra tradicional, nascida no D&amp;D, permitia que um personagem de uma determinada classe, digamos um guerreiro, suspendesse a evolução na sua classe original e ganhasse níveis em outra classe, como por exemplo ladino, o que incluía todas as características de evolução da nova classe, como dado de vida, habilidades específicas e espaços de magia. Existiam ainda as classes de prestígio, que tinham como objetivo substituir completamente a classe original por uma nova classe, que funcionava como um aprimoramento ou especialização.</p>
<h3>Os arquétipos</h3>
<p>O novo conceito de Pathfinder 2e que substitui a multiclasse é o arquétipo. Embora já existisse na edição anterior, ele foi agora aprimorado para permitir uma melhor diversificação e especialização das classes tradicionais, sem alterar drasticamente o caminho de evolução do personagem. Tanto que temos arquétipos de multiclasse (que permitem a aquisição de talentos de uma classe distinta da original) e os arquétipos de prestígio ( que permitem a aquisição de talentos que aperfeiçoam a classe original).</p>
<p>Um exemplo de arquétipo de multiclasse é o Arquétipo Clérigo. Suponhamos que a classe do personagem seja  guerreiro. Se ele possuir Sabedoria 16 e adquirir treinamento em religião, então ele pode adotar o arquétipo clérigo. Com esse arquétipo ele tem acesso a novos talentos, que permitirão ao longo do tempo que ele possa, entre outras habilidades, lançar magias divinas. Embora o personagem agora tenha acesso a talentos de clérigo, sua progressão de pontos de vida e de proficiências continuam como a de um guerreiro.</p>
<p>Já um exemplo de arquétipo de prestígio é o Arquétipo Cavaleiro. Novamente, tomemos como exemplo o nosso guerreiro. Ao adquirir esse arquétipo ele continua sendo um personagem focado em combate armado, porém agora ele também é especializado, por meio de novo talentos, no combate montado. Mais uma vez, sua base de evolução continua a mesma, somente com o acesso a um novo conjunto de talentos de classe.</p>
<div id="attachment_2714" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2714 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage.jpg" alt="" width="720" height="553" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage-300x230.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Não só as artes foram aprimoradas, mas todas as classes sofreram alguma melhoria | Fonte: Paizo</p></div>
<h3>Outras mudanças nas classes</h3>
<p>Além dessas grandes mudanças, tivemos também diversas mudanças menores em todas as classes, seja com o objetivo de melhor caracterizá-las ou de trazer um balanceamento.</p>
<p>Alguns exemplos: <b>bárbaros </b>agora possuem acesso a Totens (olá Guerreiro Totêmico do D&amp;D 5ed); <b>bardos </b>ganharam sua própria classe de magias (as Magias do Oculto &#8211; <i>Occult Spells</i>); <b>monges </b>deixaram de ser simples máquinas de pancada e passaram a ter distintos estilos de combate marcial, dependendo do tipo de instância adotada (da Garça, do Lobo, do Tigre ou do Dragão); <b>paladinos </b>também ganharam mais personalidade, deixando de ser clérigos guerreiros leais, adquirindo seus próprios “Poderes de Campeão” (ao invés de invocarem magias divinas tradicionais); e <b>rangers </b>agora são mais versáteis, pois não possuem apenas um conjunto limitado de inimigos favorecidos, podendo usar sua habilidade para marcar qualquer alvo para terem vantagem sobre ele em um combate.</p>
<h3>Perícias e proficiência</h3>
<p>Um última mudança digna de nota é quanto ao Sistema de Proficiência, que influencia principalmente como ocorre a evolução do nível das perícias. Originalmente, a cada nível de personagem você ganhava “pontos de perícia” que poderiam ser usados para aumentar o nível de uma perícia ou para o aprendizado de uma nova.</p>
<p>Na nova edição, as perícias que você escolhe inicialmente são aquelas em que você é proficiente (treinado). Existem 5 níveis de proficiência*: sem treinamento(-4), treinado (0), especialista (+1), mestre (+2) e lendário (+3). A medida que avança de nível, o personagem vai adquirindo “incrementos de perícia”, que podem ser utilizados para aumentar o nível de proficiência numa perícia ou adquirir treinamento em uma nova.</p>
<p>A grande diferença agora é que o nível de personagem também entra no cálculo do valor final de teste de uma perícia. Por exemplo, um personagem de nível 10, com o nível mestre (+2) em Diplomacia (Car) e Carisma 16 (+3), possuirá um valor de teste igual a +15 (10+2+3). Esse personagem teria sucesso quase garantido em qualquer teste com DC 15 ou menos. Ou seja, personagens de alto nível treinados em uma perícia passam a ter sucesso praticamente automático em testes regulares, mesmo que não invistam na melhoria de sua proficiência.</p>
<p><em><strong>*ATUALIZAÇÃO: </strong>no financiamento coletivo foi disponibilizada uma ficha de personagem que apresenta novos modificadores de proficiência: Destreinado (0), Treinado (+2), Especialista (+4), Mestre (+6) e Lendário (+8).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sistemas Complexos e a Regra de Ouro do RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Feb 2019 18:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um grupo lá no Facebook, um usuário fez a seguinte pergunta: &#8220;Para um narrador iniciante, é mais difícil dominar um sistema com muitas regras ou saber aplicar a Regra de Ouro num sistema simples?&#8221; Antes de responder, precisamos estabelecer o que é um &#8220;sistema com muitas regras&#8220;, um &#8220;sistema simples&#8221; e a &#8220;Regra de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um grupo lá no Facebook, um usuário fez a seguinte pergunta:</p>
<p><strong><em>&#8220;Para um narrador iniciante, é mais difícil dominar um sistema com muitas regras ou saber aplicar a Regra de Ouro num sistema simples?&#8221;</em></strong></p>
<p>Antes de responder, precisamos estabelecer o que é um &#8220;<b>sistema com muitas regras</b>&#8220;, um &#8220;<b>sistema simples</b>&#8221; e a &#8220;<b>Regra de Ouro</b>&#8220;.</p>
<h2>A Regra de Ouro do RPG</h2>
<p>Presente em muitos livros, a <strong>Regra de Ouro</strong> tem muito a ver com a diversão do jogo. No meio de uma cena narrativa ou combate por exemplo, ao invés de consultar o livro de regras, o mestre é incentivado improvisar para não cortar o fluxo do jogo. <em>&#8220;Qual era mesmo a regra para lançar Bola de Fogo?&#8221;</em> ou ainda <em>&#8220;Como eu calculo mesmo o incremento de distância do meu tiro com rifle?&#8221;</em>.</p>
<p>Perguntas assim podem quebrar completamente o clima da aventura, pois alguém vai parar para abrir o livro, ficar pesquisando por algum tempo, para só depois dizer: &#8220;<em>ah, soma mais 1 em destreza e  vamos em frente.</em>&#8221;</p>
<p>Se essa rolagem não for decisiva para o desfecho da aventura ou para o destino de algum personagem ou NPC importante, improvise. Depois, com calma você pode consultar o livro e tirar as dúvidas de todos. Na próxima sessão vocês vão lembrar como aquela regra funciona (ou não).</p>
<p>Portanto, a <strong>Regra de Ouro</strong> tem muito a ver com improvisação, com conhecer as regras para, depois, quebrar, modificar ou ignorar em prol da narrativa.</p>
<h2>Sistemas Simples</h2>
<p>O que torna um sistema simples? Responder essa pergunta já é um desafio. Não existe um consenso ou definição gravada em pedra, mas podemos dizer de maneira geral, que um sistema é simples quando ele tem um conjunto de regras bem enxuto. Ele não vai prever todas as situações que podem acontecer durante um jogo, mas vai te dar orientações de como resolver situações mais genéricas.</p>
<p>Pra mim, um bom exemplo de sistema simples é o <a href="https://amzn.to/2TNGM1q" target="_blank" rel="noopener"><strong>3D&amp;T da Jambô Editora</strong></a>. O sistema criado por <strong>Marcelo Cassaro</strong> e cia tem pouquíssimas regras, usa apenas um dado de 6 lados (1D6) e você consegue ler ele tranquilamente em uma tarde chuvosa de sábado, sem muito esforço. Simples e rápido de aprender. Para você ter ideia, as primeiras versões do 3D&amp;T vinham junto com a antiga revista Dragão Brasil e tinham poucas páginas!</p>
<h2>Sistemas Com Muitas Regras</h2>
<div id="attachment_2547" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2547 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-lutas-epicas.jpg" alt="Lutas Épicas" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-lutas-epicas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-lutas-epicas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Defesa contra baforada de dragão, você sabe como funciona? | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Podem atirar as pedras, mas vou citar o <strong>D&amp;D 3.5</strong> (sim sou velho). Começando com regras para criar personagens, regras para criação de itens mágicos, regras para combates, regras para criar mundos, monstros e por aí vai. Se formos olhar a quantidade de suplementos que foram publicados no Brasil, a coisa fica ainda mais interessante (alguém falou classes de prestígio?).</p>
<p>Mesmo na sua atual versão, <strong>D&amp;D</strong> continua tendo um livro destinado ao jogadores (<a href="https://amzn.to/2SQcLRi" target="_blank" rel="noopener"><strong>Player&#8217;s Handbook</strong></a>) e outro para o mestre (<a href="https://amzn.to/2Ec76wx" target="_blank" rel="noopener"><strong>Dungeon Master&#8217;s Guide</strong></a>), aprofundando (bastante) o que é mostrado para o mestre no livro do jogador. Cada livro tem mais de 200 páginas e se você quer virar um perito em magias, boa sorte. Vai passar um bom tempo lendo muito.</p>
<p>Isso não é necessariamente ruim. O fato é que você precisa dedicar um pouco mais de tempo para aprender o sistema a ponto de começar a jogar. Dominá-lo vai levar um pouquinho mais de tempo.</p>
<h2>Começando (e se frustrando) como mestre</h2>
<p>Muito bem, definições feitas, vamos voltar a nossa questão inicial. O que é mais fácil para quem está começando, improvisar com regras mais simples ou dominar um sistema mais complexo? Vejamos&#8230;</p>
<p>Sempre que encontro alguém que já jogou RPG, pergunto como foi sua experiência. O que jogou, com qual tipo de personagem e como era o mestre ou narrador. Essa última pergunta geralmente vem com algumas queixas, ou por que não tiveram uma boa experiência como jogador(a) ou por que se frustraram quando foram mestrar.</p>
<p>A frustração como jogador(a) muitas vezes está relacionada ao mestre que conduzia o jogo. A história era estranha, não sabia direito as regras, ficava olhando o livro toda vez, entre outras coisas.</p>
<p>Quando a pessoa tentou mestrar e depois desistiu, foi porque os jogadores sumiram ou porque achou o desafio alto demais. E quando questiono qual o sistema era usado/jogado, geralmente era um sistema tido com muitas regras (D&amp;D, GURPS, Vampiro, etc&#8230;).</p>
<p>Geralmente quando estamos na posição de jogadores, não precisamos nos preocupar com várias regras e os detalhes delas, logo, temos a impressão que mestrar é fácil e está focado muito mais em como contar uma história do que lidar com um sistema inteiro. Para os veteranos essa premissa, muitas vezes, é verdadeira, mas muitos novatos acabam se apegando muito mais as regras do que deveriam e ainda por cima acabam esquecendo tudo o viram e ouviram quando eram jogadores.</p>
<p>Por isso, começar com um <strong>sistema mais enxuto em termos de regras</strong> pode ser mais proveitoso para quem está começando. São menos coisas para lembrar, menos contas para fazer e tudo fica mais fácil de consultar quando surge a dúvida. E mesmo assim, quando uma dúvida surgir, você deve se perguntar se vale mesmo a pena interromper a sessão para um consulta ao livro. Pare e pense no seu antigo mestre de RPG faria numa situação dessas ou apenas use o bom senso.</p>
<h2>Keep it simple</h2>
<p>Uma máxima que aprendi com o tempo é que as regras nem sempre resolvem tudo. Por mais que o seu sistema tenha regras para <b>cavar buracos</b> ou <b>atacar usando um taco de golfe</b> (o GURPS manda lembranças!), acredite, você não precisa delas na maioria das vezes.</p>
<p>Os jogadores sempre vão tentar alguma coisa maluca e inesperada que o sistema não previu. E o que você faz? Senta e chora? Abandona tudo e vai jogar video-game? Qualquer uma dessas opções seria extremamente confortável, mas que tal tentar imaginar como se resolveria isso usando o mínimo de regras possível? Quer um exemplo prático? Quando comecei a mestrar D&amp;D, eu nunca tinha lido sobre ataques desarmados (socos, chutes e similares) em D&amp;D. Sabia que era possível, mas não fazia ideia do que tinha que rolar até que precisei fazer. E o que eu fiz? &#8220;<i>Rola um D20 e soma seu bônus de Força. Se acertou já joga um 1d4&#8243;</i>.</p>
<p>Só fui ler essas regras de combate muito tempo depois e vi que meu raciocínio estava quase correto. Para o meu grupo aquilo fazia sentido e por isso ninguém foi atrás da resposta correta também naquela época (éramos todos jovens!!!).</p>
<div id="attachment_2548" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2548 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-enfrentado-perigos.jpg" alt="Enfrentando Perigos" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-enfrentado-perigos.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-enfrentado-perigos-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Os encontros podem ser grandiosos e não precisam ser complexos. | Fonte: Bioware</p></div>
<p>Lançar magias? Eu só pergunto para o jogador se a magia dele tem algum aspecto visível ou se ele tem algum &#8220;<em>modus operandi</em>&#8221; para isso e deixo ele lançar, respeitando apenas o limite/quantidade. Prefiro mais, me divertir vendo meus jogadores criando efeitos mirabolantes para suas magias, do que ficar procurando no livro se tal magia tinha componente material ou gestual. O foco aqui não são as magias em si, mas se meus jogadores estão se divertindo com o jogo.</p>
<p>Simplificar alguns processos permite que você se concentre em outros aspectos do seu jogo. Com o passar do tempo, você vai acabar lendo mais regras (acredite), vai entendendo melhor como algumas mecânicas funcionam e pode, gradativamente, ir incrementando o seu modo ou estilo de mestrar.</p>
<p>Por isso, não se sinta frustrado se você não conseguir encarar aquele livrão de 300 e poucas páginas. Isso é mais normal do que você imagina. E se esse for o seu caso, tente começar só com as regras mais básicas do sistema. Ou você pode optar por um sistema mais simples, até pegar o jeito de conduzir o seu jogo e depois migrar.</p>
<p>Tudo é possível quando se trata de jogar RPG.</p>
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		<title>Retrospectiva 2018 &#8211; os posts mais lidos e acessados do universoRPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 16:10:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[d20]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Antes de mais nada, um feliz 2019 a todos, que ainda dá tempo (afinal, a primeira semana do ano ainda não terminou). E já que ainda estamos no clima de ano novo, por que não fazer uma retrospectiva de 2018, relembrando os posts do UniversoRPG que vocês mais acessaram? Vamos a mais [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/retrospectiva-2018-os-posts-mais-lidos-e-acessados-do-universorpg/">Retrospectiva 2018 &#8211; os posts mais lidos e acessados do universoRPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Antes de mais nada, um <strong>feliz 2019</strong> a todos, que ainda dá tempo (afinal, a primeira semana do ano ainda não terminou).</p>
<p>E já que ainda estamos no clima de <strong>ano novo</strong>, por que não fazer uma retrospectiva de 2018, relembrando os posts do <strong>UniversoRPG</strong> que vocês mais acessaram?</p>
<p>Vamos a mais uma das nossas famosas listas de <strong>Top 5</strong>!</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-os-monstros-de-um-lugar-silencioso-para-dd-5e/">5 &#8211;  Estatísticas para tudo: Os monstros de &#8220;Um Lugar Silencioso&#8221; para D&amp;D 5a Edição</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive aligncenter wp-image-2079 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso.jpg" alt="Monstro de Um Lugar Silencioso para sua mesa de D&amp;D 5ed" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-monstro-de-um-lugar-silencioso-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>O quinto lugar da lista foi uma grata surpresa para nós. Nosso primeiro artigo traduzido, originalmente publicado no <strong><a href="https://dmdave.com/" target="_blank" rel="noopener">Dungeon Master Dave</a></strong>, fez bastante sucesso aqui e nas nossas divulgações pelo <strong><a href="https://www.facebook.com/universorpg/?ref=br_rs" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a></strong> (por falar nisso, já entrou <a href="https://www.facebook.com/groups/252231742283396/?ref=br_rs" target="_blank" rel="noopener"><strong>no nosso grupo</strong></a>, lá?).</p>
<p>O artigo, como o próprio título deixa bem claro, trás uma adaptação dos monstros do filme &#8220;<a href="https://www.imdb.com/title/tt6644200/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Um Lugar Silencioso</strong></a>&#8221; para D&amp;D 5ª edição. Só que não se trata apenas de jogar os números na cara do leitor. As habilidades do monstro são analisadas conforme as cenas do filme, sendo uma adaptação bastante criteriosa.</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/novo-antecedente-para-dnd-o-aventureiro/">4 &#8211; Novo antecedente para D&amp;D 5a Edição &#8211; O Aventureiro</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1604 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro.jpg" alt="Antecedente: O Aventureiro para D&amp;D 5ed" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/capa-antecedente-aventureiro-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>A quarta posição dos nossos artigos mais populares de 2018 traz um <strong>novo antecedente</strong> bastante inusitado para seu personagem de D&amp;D 5ª edição: <strong>O Aventureiro</strong>.</p>
<p>Com essa nova opção, seu personagem é a quintessência do explorador clássico de dungeons. Antes de ser um aventureiro profissional ele era um aventureiro amador.</p>
<p>Não tem como ser mais especialista do que isso.</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/">3 &#8211; Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&amp;D</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1721 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg" alt="" width="900" height="720" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg 900w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-300x240.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-768x614.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>Já em posição de pódio, trazemos a velha e, extremamente polêmica, discussão sobre o uso das tendências em D&amp;D. Uma análise histórica da regra, vindo desde a primeira edição até sua presença discreta, praticamente opcional na quinta, e opiniões sobre seu uso, seus benefícios e malefícios.</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">2 &#8211; 5 Mundos clássicos de campanha para D&amp;D</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive aligncenter wp-image-1386 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd.jpg" alt="5 Mundos Clássicos de D&amp;D" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/capa-5-mundos-classicos-dnd-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>Seguindo firme nos artigos sobre D&amp;D, nosso segundo mais popular de 2018 foi um review relâmpago de cinco cenários clássicos de campanha para o RPG mais famoso de todos os tempos. Relembre <strong>Forgotten Realms</strong>, <strong>Dragonlance</strong>, <strong>Ravenloft</strong>, <strong>Greyhawk</strong> e <strong>Mystara</strong>, veja suas principais características e saiba por que alguns deles continuam por aí até hoje (e outros nem tanto).</p>
<h2><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/">1 &#8211; As 4 melhores aventuras de D&amp;D de todos os tempos</a></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive aligncenter wp-image-1970 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd.jpg" alt="capa-4-melhores-aventuras-de-dnd" width="1200" height="675" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd.jpg 1200w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-768x432.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-1024x576.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/capa-4-melhores-aventuras-de-dnd-960x540.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>E o nosso artigo de 2018 mais lido ao longo do ano não poderia ter outro tema: <strong>aventuras prontas de D&amp;D</strong>. Nesse rápido review relembramos os clássicos:</p>
<ul>
<li>Tomb of Horrors</li>
<li>The Keep on the Borderlands</li>
<li>Ravenloft (sim! Para quem não sabia, Ravenloft começou como uma aventura pronta)</li>
<li>The Temple of Elemental Evil</li>
</ul>
<p>Clássicos dos clássicos da história de D&amp;D, cada uma dessas aventuras tem uma &#8220;personalidade&#8221; única, a maioria delas com grau de dificuldade elevado (proveniente de uma era em que RPG ainda eram MUITO ligados a jogos de estratégia de tabuleiro) e um charme inigualável.</p>
<h2>A lista completa</h2>
<p>E se você está chegando agora ou não conseguiu acompanhar tudo que o postamos em 2018, não se desespere. Separamos uma lista com todos os post dos ano para facilitar a sua leitura =D (<em>os post estão em ordem de publicação, do mais novo para o mais antigo</em>).</p>
<p><b>1. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/o-kit-do-jogador-de-rpg/">O Kit do Jogador de RPG</a></b></p>
<p><b>2. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/a-colmeia-the-hive-para-o-bestiario-de-destiny-em-dd-5a-edicao/">A Colmeia (The Hive) para o bestiário de Destiny em D&amp;D 5ª edição</a></b></p>
<p><b>3. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/dicas-para-manter-a-atencao-dos-seus-jogadores/">Dicas para manter a atenção dos seus jogadores</a></b></p>
<p><b>4. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/sera-que-da-pra-jogar-the-handmaids-tale/">Será que da pra jogar The Handmaid’s Tale?</a></b></p>
<p><b>5. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/call-of-cthulhu-e-a-ficcao-cientifica/">Call of Cthulhu e a ficção científica</a></b></p>
<p><b>6. <a href="https://universorpg.com/do-alem/resenhas/review-call-of-cthulhu-the-official-video-game/">Review – Call of Cthulhu: The Official Video Game</a></b></p>
<p><b>7. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/financiamentos/fifth-edition-fantasy-aventuras-fantasticas-para-quinta-edicao5e/">Fifth Edition Fantasy – Aventuras fantásticas para Quinta Edição(5E)</a></b></p>
<p><b>8. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-a-terra-flutuante/">Argentea: A Terra Flutuante</a></b></p>
<p><b>9. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/financiamentos/starfinder-em-financiamento-coletivo-pela-new-order/">Starfinder em financiamento coletivo pela New Order</a></b></p>
<p><b>10. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/stan-lee-icone-dos-quadrinhos-da-marvel-morre-aos-95-anos/">Stan Lee, ícone dos quadrinhos da Marvel, morre aos 95 anos</a></b></p>
<p><b>11. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/festival-de-games-e-e-sports-curitiba/">Festival de Games e e-Sports Curitiba</a></b></p>
<p><b>12. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/diferencas-entre-racas-e-classes-no-seu-rpg-de-mesa/">Diferenças entre raças e classes no seu RPG de mesa</a></b></p>
<p><b>13. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/o-cavaleiro-sem-cabeca-dd-5e/">O Cavaleiro sem Cabeça – D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>14. <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/5-escritores-de-horror-e-suas-principais-obras/">5 Escritores de Horror e suas principais obras</a></b></p>
<p><b>15. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/loucura-em-abadir-uma-aventura-pronta-para-sua-mesa-de-rpg/">Loucura em Abadir – Uma aventura pronta para sua mesa de RPG</a></b></p>
<p><b>16. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/maldicao-itens-amaldicoados-no-dd/">Maldição! Itens amaldiçoados no D&amp;D</a></b></p>
<p><b>17. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/">Argentea: um modo simples de jogar RPG</a></b></p>
<p><b>18. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/jogando-rpg-com-livros-jogos-e-a-serie-aventuras-fantasticas/">Jogando RPG com Livros Jogos e a série Aventuras Fantásticas</a></b></p>
<p><b>19. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/adaptacoes/pier-gerlofs-donia-personagem-para-dd-5e/">Pier Gerlofs Donia – Personagem para D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>20. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/shinobi-spirit-2018-muito-k-pop-rpg-e-cosplay/">Shinobi Spirit 2018, muito K-pop, RPG e Cosplay</a></b></p>
<p><b>21. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-excalibur-para-dd-5e/">Estatísticas para Tudo: Excalibur para D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>22. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/resenhas/preview-chamado-de-cthulhu-em-portugues/">Preview: Chamado de Cthulhu em Português.</a></b></p>
<p><b>23. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-os-monstros-de-um-lugar-silencioso-para-dd-5e/">Estatísticas para tudo: Os monstros de “Um Lugar Silencioso” para D&amp;D 5e</a></b></p>
<p><b>24. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/os-cabais-cabal-agora-no-seu-bestiario-de-destiny-dd-5ed/">Os Cabais (Cabal) agora no seu bestiário de Destiny D&amp;D 5ed</a></b></p>
<p><b>25. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/world-rpg-fest-2018-wrf2018-dia-2/">World RPG Fest 2018 (WRF2018): Dia 2</a></b></p>
<p><b>26. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/world-rpg-fest-2018-dia-1/">World RPG Fest 2018: Dia 1</a></b></p>
<p><b>27. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/diga-meu-nome-como-escolher-um-bom-nome-para-o-seu-personagem/">Say my name! Como escolher um bom nome para o seu personagem</a></b></p>
<p><b>28. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/adam-episodes-um-novo-cenario-para-seu-rpg/">Adam Episodes, um novo cenário para seu RPG</a></b></p>
<p><b>29. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/">As 4 melhores aventuras de D&amp;D de todos os tempos</a></b></p>
<p><b>30. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/geek-city-dia-3-o-saudosismo-nunca-morre/">Geek City Dia 3: O saudosismo nunca morre</a></b></p>
<p><b>31. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/geek-city-dia-2-guilherme-briggs-jovem-nerd-kiko-e-muito-mais/">Geek City Dia 2: Guilherme Briggs, Jovem Nerd, Kiko e muito mais</a></b></p>
<p><b>32. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/geek-city-dia-1-saiba-tudo-o-que-rolou-por-la/">Geek City Dia 1: Saiba tudo o que rolou por lá</a></b></p>
<p><b>33. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/conheca-os-decaidos-the-fallen-seus-novos-inimigos-para-destiny-rpg/">Conheça os Decaídos (The Fallen), seus novos inimigos para Destiny RPG</a></b></p>
<p><b>34. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/usando-as-ideias-e-o-cenario-de-altered-carbon-no-seu-rpg/">Usando as ideias e o cenário de Altered Carbon no seu RPG</a></b></p>
<p><b>35. <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/fichas-prontas-de-vampiro-a-mascara-para-sua-cronica/">Fichas prontas de Vampiro: A Máscara para sua crônica</a></b></p>
<p><b>36. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/em-busca-do-sistema-de-rpg-perfeito/">Em busca do sistema de RPG perfeito</a></b></p>
<p><b>37. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/">Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&amp;D</a></b></p>
<p><b>38. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/armas-e-equipamento-de-destiny-para-sua-aventura-de-dd-5a-edicao/">Armas, Armaduras e Equipamentos de Destiny para sua aventura de D&amp;D 5ª edição</a></b></p>
<p><b>39. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/eu-ouvi-explosao-de-gatinhos/">Eu ouvi explosão de gatinhos?</a></b></p>
<p><b>40. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-arcano/">As classes de Destiny para D&amp;D – O Arcano</a></b></p>
<p><b>41. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-cacador/">As classes de Destiny para D&amp;D – O Caçador</a></b></p>
<p><b>42. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-tita/">As classes de Destiny para D&amp;D – O Titã</a></b></p>
<p><b>43. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/descricoes-como-temperar-sua-sessao-de-jogo/">Descrições – Como temperar sua sessão de jogo</a></b></p>
<p><b>44. <a href="https://universorpg.com/do-alem/adaptacoes/usando-superpoderes-no-mundo-das-trevas/">Usando superpoderes no Mundo das Trevas</a></b></p>
<p><b>45. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/destiny-dos-consoles-para-sua-mesa-de-rpg/">Destiny: dos consoles para sua mesa de RPG</a></b></p>
<p><b>46. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/novo-antecedente-para-dnd-o-aventureiro/">Novo antecedente para D&amp;D 5 edição: O Aventureiro</a></b></p>
<p><b>47. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-alternativos-de-dd/">5 Mundos Alternativos de D&amp;D</a></b></p>
<p><b>48. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/dicas/a-vacina-de-nikolai-um-roteiro-para-sua-aventura-de-zumbis/">A vacina de Nikolai – Um roteiro para sua aventura de zumbis</a></b></p>
<p><b>49. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/adaptacoes/5-armas-famosas-do-cinema-para-o-seu-rpg-promocao/">5 armas famosas do cinema para o seu RPG + Promoção Airsoft</a></b></p>
<p><b>50. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/ovni-o-jogo-de-board-game/">O.V.N.I – O jogo de board game</a></b></p>
<p><b>51. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/dicas/armas-de-fogo-e-zumbis/">Armas de Fogo e Zumbis</a></b></p>
<p><b>52. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/dicas/mitos-do-cinema-x-realidade-combate-com-armas-de-fogo-em-rpg/">Mitos do Cinema x Realidade: Combate com armas de fogo em RPG</a></b></p>
<p><b>53. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/a-historia-do-dd-basico/">A história do D&amp;D básico</a></b></p>
<p><b>54. <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/resenhas/7-mar-icem-a-bujarrona/">7° Mar – Icem a bujarrona!</a></b></p>
<p><b>55. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/noticias/international-tabletop-day-2018/">International Tabletop Day 2018</a></b></p>
<p><b>56. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/aventura-pronta-para-shadow-of-the-demon-lord-a-ilha-do-deus-lagarto/">Aventura pronta para Shadow of The Demon Lord – A Ilha do Deus Lagarto</a></b></p>
<p><b>57. <a href="https://universorpg.com/do-alem/cenarios/castelo-falkenstein-uma-maneira-diferente-de-jogar/">Castelo Falkenstein – Uma Maneira Diferente de Jogar</a></b></p>
<p><b>58. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/fotossintese-o-jogo-de-board-game/">Fotossíntese, o jogo de board game</a></b></p>
<p><b>59. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">5 mundos clássicos de campanha para D&amp;D</a></b></p>
<p><b>60. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/terra-media-cwb-o-que-rolou-por-la/">Terra Média CWB – O que rolou por lá?</a></b></p>
<p><b>61. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/noticias/ja-pensou-em-jogar-street-fighter-no-tabuleiro/">Já pensou em jogar Street Fighter no tabuleiro?</a></b></p>
<p><b>62. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/o-livro-mystico/">O livro Mystico: um novo artefato para suas aventuras</a></b></p>
<p><b>63. <a href="https://universorpg.com/meeple-e-cards/resenhas/dungeon-fighter-aposte-nesse-jogo/">Dungeon Fighter: aposte nesse jogo!</a></b></p>
<p><b>64. <a href="https://universorpg.com/do-alem/adaptacoes/ex-herois-da-literatura-para-sua-mesa-de-storyteller/">Ex-Heróis, da literatura para sua mesa de Storyteller</a></b></p>
<p><b>65. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/um-breve-estudo-sobre-o-tempo/">Um Breve Estudo Sobre o Tempo</a></b></p>
<p><b>66. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/4-de-marco-dia-internacional-do-mestre-de-rpg/">4 de Março – Dia Internacional do Mestre de RPG</a></b></p>
<p><b>67. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/literatura-para-inspirar-o-seu-jogo-de-rpg/">Literatura para inspirar o seu jogo de RPG</a></b></p>
<p><b>68. <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/dia-nacional-do-rpg/">Dia Nacional do RPG</a></b></p>
<p><b>69. <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/noticias/conan-o-barbaro-na-literatura-cinema-e-rpg/">Conan, o Bárbaro. Na literatura, cinema e RPG</a></b></p>
<p><b>70. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/cenarios/micro-ambiente-de-informacao-autonoma-maia/">Micro Ambiente de Interação Autônoma – MAIA</a></b></p>
<p><b>71. <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/evolua-suas-armas/">Evolua suas armas</a></b></p>
<p><b>72. <a href="https://universorpg.com/sem-categoria/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/">Cthulhu no Brasil – de novo, e ainda mais aterrorizante!</a></b></p>
<p>E aí, quais os temas que você gostaria ver publicados aqui no UniversoRPG em 2019? Vai que sua sugestão entra na nossa retrospectiva daqui a um ano? Conte aí nos comentários!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/retrospectiva-2018-os-posts-mais-lidos-e-acessados-do-universorpg/">Retrospectiva 2018 &#8211; os posts mais lidos e acessados do universoRPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/retrospectiva-2018-os-posts-mais-lidos-e-acessados-do-universorpg/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Estatísticas para Tudo: Excalibur para D&#038;D 5e</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ernesto Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 13:36:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[armas]]></category>
		<category><![CDATA[excalibur]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[itens mágicos]]></category>
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		<category><![CDATA[Rei Arthur]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itens mágicos nunca são de mais em uma aventura. E que tal um item mágico que (quase) todo mundo conhece? Com vocês a lendária Excalibur, a espada do Rei Arthur, com estatísticas para D&#038;D 5ª edição.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-excalibur-para-dd-5e/">Estatísticas para Tudo: Excalibur para D&#038;D 5e</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui estamos com a primeira entrada da Segunda Temporada de “Estatísticas para Tudo”, onde eu recebo as sugestões de meus leitores e seguidores do Instagram e as transformo em personagens, lugares e coisas para Dungeons &amp; Dragons 5e. É hora de ‘colocar em estatísticas’ a legendária espada do Rei Arthur, <strong>Excalibur</strong>.</p>
<h2>O que é a Excalibur?</h2>
<p>Segundo a Wikipédia: <em>Excalibur</em> (/ɛkˈskæləbər/) ou <b>Caliburn</b> é a lendária espada do <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_Artur" target="_blank" rel="noopener">Rei Artur</a></strong> nas histórias do <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_Arturiano" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Arturiano</a></strong> da <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mat%C3%A9ria_da_Bretanha" target="_blank" rel="noopener">Matéria da Bretanha</a></strong>, à qual às vezes são atribuídos poderes mágicos ou está associada à soberania legítima da Grã-Bretanha.</p>
<h3>Outras curiosidades sobre a <em>Excalibur</em>:</h3>
<p><em>Excalibur</em> é normalmente chamada de “A Espada na Pedra”, sendo a espada que Arthur retirou de uma bigorna sobre uma pedra em um cemitério de igreja, provando sua linhagem. Não apenas esta é uma crença popular, como também é uma lenda divertida.</p>
<p>Obviamente a <em>Excalibur</em> é uma Espada Longa +3, mas o que mais ela é capaz de fazer?</p>
<p>Segundo as lendas, ela podia cegar os inimigos de Arthur também! “<em>E então ele sacou sua Excalibur, e seu brilho era de tal forma intenso que aos olhos de seus inimigos refletia com a luz de trinta tochas!</em>” escreveu Sir Thomas Malory em “<strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Morte_d%27Arthur" target="_blank" rel="noopener">A Morte de Artur</a></strong>” (1485).</p>
<p>Sua bainha possuia propriedades mágicas também. Enquanto Arthur estivesse com a bainha em sua posse, ele não poderia ser ferido. Me parece muito como Imunidade!</p>
<p>(Nota do Tradutor: Segundo algumas lendas, inclusive na obra de Marion Zimmer Bradley, a bainha da <em>Excalibur</em> concedia imunidade a sangramentos, não a ferimentos.)</p>
<div id="attachment_2098" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2098 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-excalibur.jpg" alt="Excalibur para D&amp;D 5ed" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-excalibur.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-excalibur-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Excalibur, a famosa espada do Rei Arthur | Fonte: Pinterest</p></div>
<h2>A Excalibur e sua Bainha (em regras)</h2>
<p><strong>Excalibur</strong>: Item Maravilhoso, Artefato (exige Sintonização).</p>
<p>A <em>Excalibur</em> é uma espada longa mágica que concede um bônus de +3 em rolagens de ataque e dano efetuados com ela, e causa 3d10 de dano extra (Radiante) em demônios e mortos-vivos. A espada só pode ser empunhada pelo herdeiro legítimo ao trono da Grã-Bretanha.</p>
<p>Propriedades Aleatórias: A <em>Excalibur</em> com sua bainha possuem as seguintes propriedades aleatórias:</p>
<p>2 propriedades benéficas menores.</p>
<p>1 propriedade benéfica maior.</p>
<p>1 propriedade prejudicial menor.</p>
<p><strong>Carisma Elevado:</strong> Após passar ao menos 10 dias sintonizado com a espada, seu valor básico de Carisma aumenta em 2 pontos, e seu valor máximo chega a 22 pontos. Você não pode receber este benefício da espada mais de uma vez.</p>
<p><strong>Herdeiro Legítimo/Herdeira Legítima:</strong> Enquanto você empunhar e continuar sintonizado com a <em>Excalibur</em>, você será reconhecido como o legítimo Rei/Rainha da Grã-Bretanha. Você recebe vantagem em rolagens de Carisma (Persuasão) sobre aqueles que o/a reconhecem como tal, e em rolagens de Carisma (Intimidação) contra inimigos da Grã-Bretanha. Adicionalmente, você também recebe vantagem em rolagens de ataque contra inimigos da Grã-Bretanha.</p>
<p><strong>O Brilho de Trinta Tochas:</strong> Uma vez por dia você pode utilizar esta habilidade para que a espada emita uma esfera de luz ofuscante com 36 metros de raio centrada em você. Cada criatura hostil dentro da área de efeito e possa ver a espada deverá ser bem sucedida em um teste de resistência (Constituição &#8211; CD 17) ou ficará permanentemente cega.</p>
<p><strong>Propriedades da Bainha da <em>Excalibur</em>:</strong> Enquanto você permanecer sintonizado com a <em>Excalibur</em> e estiver com sua bainha com você, você recebe os seguintes benefícios:</p>
<p>Imunidade a dano não mágico (Concussão, Perfuração e Corte).</p>
<p>Sua Constituição se torna 20, exceto se já for 20 ou maior (não reduz para 20 nestes casos).</p>
<p>Todos os seus testes de resistência de Força, Constituição e Destreza são feitos com vantagem.</p>
<p><strong>Destruindo a Bainha:</strong> Enquanto a <em>Excalibur</em> existir, sua bainha não poderá ser destruída. Entretanto, se alguém devolver a bainha para a Dama do Lago, todas as suas propriedades deixarão de funcionar. A Dama só devolverá a bainha para o portador da <em>Excalibur</em>.</p>
<p><strong>Destruindo a <em>Excalibur</em>:</strong> Enquanto a Inglaterra e a coroa (sua família real) existam, a <em>Excalibur</em> não poderá ser destruída. Entretanto, se alguém a devolver para a Dama do Lago ela desaparecerá da existência temporariamente (1d100 anos).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo originalmente publicado no site <strong><a href="https://dmdave.com/" target="_blank" rel="noopener">Dungeon Master Dave</a></strong>, <a href="https://dmdave.com/stat-anything-excalibur-for-dungeons-dragons-fifth-edition/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Stat Anything: Excalibur for Dungeons &amp; Dragons Fifth Edition</strong></a>.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/adaptacoes/estatisticas-para-tudo-excalibur-para-dd-5e/">Estatísticas para Tudo: Excalibur para D&#038;D 5e</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Say my name! Como escolher um bom nome para o seu personagem</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/diga-meu-nome-como-escolher-um-bom-nome-para-o-seu-personagem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Sep 2018 05:16:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[criação de personagem]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cyberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[nome]]></category>
		<category><![CDATA[NPC]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nomes são tão importantes quanto o conceito do seu personagem e um não poderia existir sem o outro. O problema é que nem sempre é fácil encontrar ou criar um nome do zero. Por isso separamos essas dicas para facilitar o seu trabalho e ajudar você ter um personagem único e memorável.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca perguntou o nome de um <strong>NPC</strong> (personagem não-jogador) aleatório durante a sessão de jogo, que atire o primeiro dado.</p>
<p>Para alguns jogadores (e mestres também) a parte mais complexa/divertida pode ser montar uma ficha. Para os veteranos, os números e bônus saem quase que automaticamente e em poucos minutos, a ficha está completa. Já para os novatos, as coisas podem ser um pouco mais complexas ou demoradas, mas consultando algumas regras, e com a ajuda dos colegas tudo se resolve.</p>
<p>Porém, existe um item da ficha que não exige regra e que, às vezes, chega a ser tão complexo quanto a própria ficha. A escolha do <strong>nome do personagem</strong>.</p>
<p>Faz anos que jogo RPG e quase sempre tive um bloqueio na hora de escolher os nomes dos meus personagens, sejam eles NPCs ou não. Para alguns abençoados com o dom da criatividade, este é um processo natural, mas para muitos (assim como eu), esse processo é longo, tortuoso e no final, o resultado pode sempre deixar a desejar.</p>
<p>Pensando nisso, separei algumas dicas que encontrei ao longo dos anos, bem como algumas utilizadas por escritores para elaborar os personagens e antagonistas dos seus livros. Bora lá conferir?</p>
<h2>Conceito e Origem</h2>
<div id="attachment_1999" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1999 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-conceito-e-origem.jpg" alt="Conceito e Origem" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-conceito-e-origem.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-conceito-e-origem-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O conceito inicial do personagem é tão importante quanto o nome. | Fonte: <a href="https://www.deviantart.com/louisgreen/art/character-concepts-368938007" target="_blank" rel="noopener">LouisGreen -Deviantart</a></p></div>
<p>O primeiro passo é pensar no conceito geral do personagem e qual a sua origem/etnia/raça, antes do seu nome, ou se já tiver um nome em mente, tentar &#8220;casar&#8221; ele com o conceito do personagem.</p>
<p>Digamos que o seu personagem se chama Thorin &#8220;<em>Quebra Queixo</em>&#8220;. A primeira vista me parece um nome típico de <strong>Anão</strong> ou um <strong>Bárbaro</strong>, o que seria legal para esse conceito de personagem. Agora, se você estava pensando em fazer um elfo, ou até mesmo um humano mago, talvez você precise de uma boa história para sustentar esse nome.</p>
<p>Por isso, pensar em coisas como raça, terra ou país de origem, e até mesmo a evolução da sua classe, lhe fornece muito mais subsídios para criar um nome mais convincente. O mesmo vale para RPGs que não são de fantasia medieval. Pense em como soaria estranho (ou até mesmo engraçado) você encontrar um assassino da máfia chinesa, de origem oriental e depois descobrir que ele se chamava <em>John Smith</em>.</p>
<h2>Sonoridade e Significado</h2>
<div id="attachment_2000" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2000 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-king-arthur-camelot.jpg" alt="King Arthur of Camelot" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-king-arthur-camelot.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-king-arthur-camelot-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Arthur: &#8220;homem urso&#8221;, &#8220;rei urso&#8221;, &#8220;forte&#8221;, &#8220;nobre&#8221; ou &#8220;corajoso&#8221;. | Fonte: <a href="https://www.artstation.com/artwork/WXKaE" target="_blank" rel="noopener">Galan Pang &#8211; Artstation</a></p></div>
<p>Outra dica é buscar nomes que tenham haver com a sonoridade das letras. Quer um exemplo? Para personagens com muita força de vontade e teimosia, sons fortes como “K” e “P” funcionarão muito bem. Por outro lado, para um personagem mais tímido ou vaidoso, sons mais suaves como &#8220;F&#8221; e &#8220;S&#8221; se sairiam melhor.</p>
<p>Alguns nomes também trazem consigo <strong>significados e analogias</strong>, o que nos ajuda a completar a primeira dica sobre <strong>Conceito e Origem</strong>. Pode até parecer piada, mas sabe aqueles livros com nomes para bebês? Pois é, eles são ótimas referências para isso, ou até mesmo esses sites com o <a href="https://www.significadodonome.com/marcelo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>significado dos nomes</strong></a>. Faça uma pesquisa rápida para alguns nomes que você já tem em mente e veja quais os significados que eles trazem. Se eles se aproximarem da ideia original que você tinha para o seu personagem, já é meio caminho andado.</p>
<h2>Conhecimento e Fama</h2>
<div id="attachment_2002" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2002 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-john-connor.jpg" alt="John Connor" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-john-connor.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-john-connor-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Cuidado ao usar referências famosas. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Uma vez usei o nome <strong>Connor</strong> para um personagem em uma <strong><a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/">aventura de ação</a></strong> moderna. Se arrependimento matasse, definitivamente estaria <em>morto e enterrado</em>, como diz o ditado. A primeira vista, nomes famosos podem ser uma boa opção para dar um toque especial para o seu personagem. Porém, tome cuidado para não criar confusão ou ficar frustrado quando as comparações aparecerem.</p>
<p>No meu caso, sempre que meu personagem conhecia alguém, o mestre fazia questão de soltar alguma frase sobre o <strong>Exterminador do Futuro</strong>: &#8220;<em>Você não é aquele cara famoso daquele filme?</em>&#8221; ou &#8220;<em>Esse não era o sobrenome daquela mulher que lutava contra as máquinas?</em>&#8221; e por aí vai, ou melhor, foi.</p>
<p>No caso de nomes para fantasia medieval, creio que o problema seja mais brando. Afinal, existem dezenas de livros com esse tema e mais de um número sem fim de personagens. Combinar um ou dois nomes &#8220;conhecidos&#8221; podem dar um toque especial ao seu personagem, desde que sejam respeitados os conceitos e origens do mesmo.</p>
<h2>O Famoso Xightzthorllignatrrr</h2>
<div id="attachment_599" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-599 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft.jpg" alt="As melhores obras de H. P. Lovecraft" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p class="wp-caption-text">Lovecraft deu nome a criatura mais impronunciável de todos os tempos. Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Em alguma edição antiga da <strong><a href="https://apoia.se/dragaobrasil" target="_blank" rel="noopener">Dragão Brasil</a></strong>, um dos editores (Marcelo Cassaro ou J.M. Trevisan, agora não me lembro) usava uma técnica que consistia em, digitar aleatoriamente no teclado e depois, acrescentar algumas vogais as letras digitadas. Com isso criava-se um nome novo, exótico e ao mesmo tempo único.</p>
<p>OK, também acho essa &#8220;técnica&#8221; válida. Contudo, de nada adianta você ter aquele nome super descolado que ninguém, nem mesmo você, consegue pronunciar direito ou é muito difícil de guardar. O primeiro exemplo que me vem à cabeça é <strong>Cthulhu</strong>. Com certeza você já leu esse nome em algum lugar e também já viu ao menos umas 3 maneiras diferentes de se pronunciar. Se não fosse pelo <strong><a href="https://amzn.to/2p1OIhG" target="_blank" rel="noopener">conjunto da obra de H. P. Lovecraft</a></strong>, não tenho certeza se o nome do <strong>Grande Antigo</strong> mais famoso teria sobrevivido ao tempo.</p>
<h2>E se tudo mais falhar</h2>
<div id="attachment_2004" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2004 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-commander-sendak.jpg" alt="Comandante Sendak" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-commander-sendak.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-commander-sendak-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sendak, um dos nomes típicos dos Galras. Fonte: Netflix</p></div>
<p>Sempre existe o jeito mais fácil de descolar um nome legal, usar um <strong>gerador de nomes</strong>. Existem vários geradores por aí, basta uma rápida busca no Google para encontrar alguns. Talvez o mais famoso seja o <strong><a href="http://www.fantasynamegenerators.com/" target="_blank" rel="noopener">Fantasy Name Generators</a></strong>. Nesse cara aí você encontra de tudo um pouco, e quando eu digo de tudo, é tudo mesmo.</p>
<p>Tem nomes em <strong>Na&#8217;vi</strong>, do filme Avatar, do game <strong>Halo</strong> do Xbox e até nomes baseados no novo desenho do <strong>Voltron</strong> da Netflix. Quer nomes para sua aventura de fantasia medieval, moderna, de ficção científica ou cyberpunk, você vai encontrar inspiração lá, basta fazer uma busca e ter paciência para encontrar o nome perfeito.</p>
<p>E lembre-se de que um nome é muito mais do que um amontoado de letras (e números). Ele deve carregar consigo todo o significado e origem daquele personagem, deve ser fácil de ser lembrado, pronunciado e escrito. Se você conseguir atender a esses requisitos, terá um personagem memorável, pelo menos no nome.</p>
<p>Abraço e até a próxima.</p>
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		<title>Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&#038;D</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Aug 2018 12:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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		<category><![CDATA[caos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Depois (ou seria no meio?) de uma série de posts com a nossa adaptação de Destiny para D&#38;D 5e (Não faz ideia do que estou falando? A adaptação está fazendo o maior sucesso! Veja a Parte 1 &#8211; O cenário, Parte 2 &#8211; O Titã, Parte 3 &#8211; O Caçador,  Parte 4 &#8211; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Depois (ou seria no meio?) de uma série de posts com a nossa adaptação de Destiny para D&amp;D 5e (Não faz ideia do que estou falando? A adaptação está fazendo o maior sucesso! Veja a <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/destiny-dos-consoles-para-sua-mesa-de-rpg/">Parte 1 &#8211; O cenário</a></strong>, <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-tita/">Parte 2 &#8211; O Titã</a></strong>, <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-cacador/">Parte 3 &#8211; O Caçador</a></strong>,  <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/as-classes-de-destiny-para-dd-o-arcano/">Parte 4 &#8211; O Arcano</a></strong> e <strong><a href="http://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/armas-e-equipamento-de-destiny-para-sua-aventura-de-dd-5a-edicao/">Parte 5 &#8211; Equipamentos</a></strong>), chegamos com um artigo mais tradicional, sobre uma das regras mais antigas &#8211; e polêmicas! &#8211; de D&amp;D: Tendências (ou alinhamentos, em algumas traduções).</p>
<h2>O início dos Alinhamentos/Tendências</h2>
<p>Tudo começou lááááá na primeira edição de D&amp;D, e havia apenas três tendências (abandonarei o equivalente &#8220;alinhamentos&#8221; daqui para a frente, para simplificar): Leal (ou Ordeiro), Neutro e Caótico.</p>
<p>A raça do personagem (ou do monstro) determinava a tendência que ele poderia ter (ou as tendências, caso pudesse ter mais de uma). Elfos eram caóticos, anões eram leais, humanos poderiam ter qualquer tendência (sempre a raça mais flexível).</p>
<p>Não havia (como não há hoje) uma correlação entre Bem/Mal e Ordem/Caos, ou seja, o vilão da campanha (estamos falando de tempos mais inocentes) poderia ser maligno e, mesmo assim, ordeiro, mas essa informação não estaria escrita na sua descrição. Isso gerava uma certa confusão, e a regra tinha uma aparência de &#8220;solta&#8221;, sem muitos efeitos práticos no jogo.</p>
<p>Curiosamente, mesmo assim a Dungeons and Dragons Boxed Set trazia um esquema que era praticamente um embrião da futura regra de tendência.</p>
<div id="attachment_1701" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1701 size-full" title="Diagrama de tendências em D&amp;D" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png" alt="Diagrama de tendências em D&amp;D" width="365" height="373" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png 365w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1-294x300.png 294w" sizes="auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px" /><p class="wp-caption-text">Uma primeira versão explicativa sobre Tendências. | Fonte: Google Images</p></div>
<h2>AD&amp;D/AD&amp;D 2a Edição</h2>
<div id="attachment_1764" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1764 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-a-tendencia-de-um-guerreiro.jpg" alt="As tendências de um Paladino são imutáveis." width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-a-tendencia-de-um-guerreiro.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-a-tendencia-de-um-guerreiro-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Paladinos são sempre Bons e Leais!? | Fonte: Bethesda</p></div>
<p>Quando D&amp;D &#8220;evoluiu&#8221; para sua forma mais complexa, o AD&amp;D, foi criado um novo &#8220;eixo&#8221; de tendências, e o que era linear passou a ser bidimensional (e bem parecido com a figura acima).</p>
<p>Agora os personagens não eram apenas Leais ou Caóticos, eram também Bondosos ou Malignos, o que adicionou toda uma nova camada na interpretação (e toda uma nova polêmica).</p>
<p>Pessoalmente, fui um grande fã de AD&amp;D nos anos 90, e joguei muitas e muitas horas da versão traduzida pela editora Abril, mas precisamos ser francos: era um conjunto de regras bastante quadrado, e cheio de coisas que faziam pouco sentido. Muita coisa foi costurada ao longo dos anos da evolução do sistema, mas sem ter realmente uma uniformidade.</p>
<p>Aqui cabe uma curiosidade interessante: na tradução de AD&amp;D 2ª Edição feita no Brasil pela editora Abril Jovem cada um dos nove alinhamentos ganhou um nome próprio, uma espécie de título que resume a personalidade geral. Ficava desse jeito:</p>
<div id="attachment_1762" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1762 size-full" title="Matriz de Tendências" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-matrix-de-tendencias.jpg" alt="Matriz de Tendências" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-matrix-de-tendencias.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-matrix-de-tendencias-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma matriz de Tendências para ajudar a elucidar as coisas.</p></div>
<p>Pessoalmente, achava esses nomes nomes bastante interessantes. Era muito mais legal ter um personagem &#8220;Honrado&#8221; do que &#8220;Caótico e Bom&#8221;, ou &#8220;Justo&#8221; do que &#8220;Leal e Bom&#8221;.</p>
<p>O papel da tendência em AD&amp;D era muito mais íntimo da mecânica de jogo. Quer jogar com um Paladino? Vai TER que interpretar uma tendência Leal e Boa. Druida? Obrigatoriamente Neutro nos dois eixos. Ladino? Nada de tendência Leal, e assim por diante.</p>
<p>Um dos meus trechos preferidos do Livro do Mestre da 2ª edição é o que fala sobre Tendências em sociedades (página 37, na tradução da Abril). Ditaduras, por exemplo, seriam de Tendência Leal e Má, via de regras. Sociedades prósperas, com leis que visem o bem comum, sem serem excessivamente burocráticas, seriam o exemplo Leal e Bom. Esse mesmo tema viria a ser abordado em outros livros.</p>
<h2>D&amp;D 3ª Edição (3.5)</h2>
<div id="attachment_1765" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1765 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-mudando-de-tendencia.jpg" alt="Paladinos mudam de tendência?" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-mudando-de-tendencia.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-mudando-de-tendencia-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">E quando o Paladino muda de lado? O que acontece com sua Tendência? | Fonte: Blizzard</p></div>
<p>Da segunda para a terceira edição a regra sofreu pouca ou virtualmente nenhuma mudança. Seguimos com dois eixos, seguimos com restrição de tendência para diversas classes (sim, paladinos continuam precisando ter tendência Leal e Boa)</p>
<p>Algumas coisas ainda não faziam sentido, entretanto. Se Ladinos podiam ter qualquer tendência, por que cargas d&#8217;água Bardos não podem ser leais? Curiosamente, ao mesmo tempo, Druidas podiam ser mais flexíveis em sua tendência, bastando ter um componente neutro nela (ou seja: leal e neutro, neutro e bom, neutro e mau, etc&#8230; enquanto na segunda edição apenas a tendência Neutra era permitida, sob a justificativa de que o Druida sempre busca o equilíbrio).</p>
<p><del>Aqui deveria ser o parágrafo sobre Tendências da 4ª edição, mas como ela nunca existiu, vamos direto para&#8230;.</del></p>
<hr />
<p style="text-align: center; padding-bottom: 0;"><em><strong>Nota do Editor:</strong> Pedimos desculpas. Nós tentamos. Muito. Só que o maluco do <a href="http://universorpg.com/autor/henrik-ghost-chaves/">Ghost</a> insiste em dizer que jamais houve uma quarta edição e, quando ele começou a se tornar agressivo, achamos melhor que outro autor escrevesse sobre a 4ª edição. </em></p>
<hr />
<h2>D&amp;D 4ª Edição</h2>
<p><span style="color: #000000;">Apesar do Ghost insistir em negar a existência da 4ª Edição do D&amp;D, nós nos sentimos na obrigação de fazer uma média com a meia dúzia de fãs da edição Voldemort e explicar o que aconteceu com o esquema de tendências clássico, consolidado há mais de 20 anos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Houve uma espécie de retrocesso desse esquema, pois os alinhamentos possíveis foram reduzidos de 9 para apenas 5 (Bom, Leal e Bom, Mau, Caótico e Mau e Sem alinhamento)</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em primeiro lugar, foram suprimidas as tendências neutras, pois se considerou que personagens que agem com uma boa dose de livre arbítrio simplesmente não precisam de uma tendência e podiam ser considerados “sem alinhamento”. Além disso, o eixo que definia a “lealdade” também praticamente desapareceu, refletindo uma perda da importância em como os personagens encaram as leis do seu mundo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Assim, essa edição se aproximou mais da dualidade do D&amp;D original, onde tínhamos Ordem x Caos. E para enfatizar os extremos, pouco realistas mas clássicos em mundos de fantasia (o paladino irrepreensível versus o vilão louco), foram mantidos os alinhamentos Leal e Bom e Caótico e Mau.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas qual a razão dessa mudança drástica? O que ocorreu basicamente foi uma ruptura entre mecânicas e interpretação, que se perpetuou na quinta edição. A justificativa era que as tendências como mecânica acabavam atrapalhando e limitando a interpretação de certos tipos de personagens. Em alguns casos também desbalanceavam certas classes ao lhes darem vantagens ou desvantagens ao enfrentar oponentes de alinhamento contrário. No fim das contas, os jogadores acabavam escolhendo a tendência “neutra verdadeira” para fugir desses problemas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O resultado é que as tendências se tornaram a partir de então numa regra meramente “cosmética”, voltada mais para uma orientação básica de comportamento para personagens de jogadores inexperientes ou personagens do mestre genéricos. Caso queira saber mais, no próprio <strong><a style="color: #000000;" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd%2F4ex%2F20080602a"><span style="color: #0000ff;">site da Wizards</span></a></strong> você encontrará uma descul… err, digo, explicação mais detalhada.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: center; padding-bottom: 0;"><em><strong>Nota do Editor:</strong> De volta à programação normal&#8230;</em></p>
<hr />
<h2>D&amp;D 5ª Edição</h2>
<p>Na 5ª edição do clássico jogo temos, provavelmente, a mudança mais radical de todos os tempos na regra. Enquanto nas primeiras edições as tendências eram parte do núcleo do sistema, na 5ª é pouco mais do que uma nota de rodapé.</p>
<p>Ocupando apenas quatro parágrafos curtos na página 122 do Player&#8217;s Handbook, e não tendo NENHUM destaque em toda a parte de criação de personagem e classes, não é exagero afirmar que se tornou uma regra opcional. Na verdade, para ser honesto, precisei fuçar bastante para encontrar a parte do livro que falava de tendências, e confesso que fiquei um pouco chocado quando encontrei. Na 5ª edição os antecedentes e algumas outras regras mais específicas (como o Voto do Paladino) parecem fazer o papel da Tendência.</p>
<p>De qualquer modo, temos de volta as nove tendências &#8220;clássicas&#8221;, com os eixos Bem/Mal e Leal/Caótico, além de Sem Tendência (Unaligned) para designar criaturas nas quais não faz sentido ter um padrão de comportamento (essencialmente seres com baixa inteligência ou autonomia).</p>
<p>Não duvido nada que, quando for lançada uma 6ª Edição, a regra simplesmente suma.</p>
<h2>Mas e daí?</h2>
<p>Certo. Até agora comentamos basicamente os aspectos históricos da regra, em uma abordagem muito mais técnica do que qualquer outra coisa. Acontece que a regra de Tendências, como comentamos lá em cima, sempre foi rodeada de polêmicas, gerando debates acaloradíssimos em basicamente qualquer fórum/comunidade/grupo que tenha D&amp;D como foco.</p>
<p>Há quem <strong><a href="http://rpgista.com.br/2018/07/03/tendencia-por-que-eu-as-detesto/">odeie profundamente a regra</a></strong>, há quem a defenda (faço parte desse último grupo, inclusive), mas o debate é tanto, e é uma característica tão profundamente atrelada ao D&amp;D que virou meme, dos mais abrangentes:</p>
<div id="attachment_1721" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1721" title="As tendências do cinema." src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg" alt="As tendências do cinema." width="750" height="600" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso.jpg 900w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-300x240.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Completo-e-Diverso-768x614.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Comparações sempre são ótimas saídas para explicar tendências a seus jogadores. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Ou um pouco mais específicos:</p>
<div id="attachment_1725" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1725 size-full" title="Super-Heróis sempre são ótimas referências." src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/ComicsSuperheroes-e1532657731572.jpg" alt="Super-Heróis sempre são ótimas referências." width="750" height="602" /><p class="wp-caption-text">Nota do Editor: Faltou o Wolverine aí nessa lista, hein!? | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>ou, às vezes, INCRIVELMENTE específicos:</p>
<div id="attachment_1724" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1724 size-full" title="As faces do Batman" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Batman-e1532657792989.jpg" alt="As faces do Batman" width="750" height="600" /><p class="wp-caption-text">Batman, bem&#8230; o Batman é&#8230; ah deixa pra lá. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Algumas coisas são mais ou menos consenso: o eixo Bom/Mau determina como seu personagem se comporta em relação às pessoas, o quão altruísta ele é, e o quanto ele coloca o grupo (não apenas o grupo de personagens, mas a a sociedade em geral) acima de seus próprios interesses. Não à toa, a Tendência Neutro e Mau na tradução da Abril se chamava Egoísta (ou seja, alguém que pensa apenas em si mesmo). Analogamente, o eixo Leal/Caótico determina como o personagem se comporte em relação às regras, ou seja, o quanto ele valoriza e se esforça para seguir leis e códigos de conduta (como o código do Paladino).</p>
<p>O que gera a discórdia é, basicamente, o quanto um personagem está atrelado a essa &#8220;caixinha&#8221; que foi escolhida para descrever seu comportamento geral.</p>
<p>Antes de prosseguir é importante ter em mente que a regra foi pensada, principalmente, para jogadores iniciantes (não que não possa ajudar veteranos também), afinal, D&amp;D foi o primeiro RPG &#8220;formal&#8221; criado. A evolução da regra certamente sofreu um pouco com o fato de a evolução do D&amp;D até o AD&amp;D 2ª edição ter sido basicamente a costura de uma colcha de retalhos (sim! A primeira vez que o sistema passou por uma &#8220;limpa&#8221; nas regras foi mesmo na 3ª edição, e isso é um fato científico).</p>
<p>Ocorre que muitos jogadores (mesmo os mais experientes) encaram a Tendência como um grilhão, um trilho, quando ela é, de fato, uma ferramenta, ou uma trilha.</p>
<p>O fato de seu personagem ser Leal e Bom não quer dizer que ele vai se comportar como o &#8220;Sr. Certinho&#8221; o tempo <strong>todo</strong>. Ele é um humano (ou elfo, ou halfling, ou anão, enfim&#8230; vocês entenderam), e ninguém se comporta como um perfeito santo o tempo inteiro. Nada impede um personagem Leal e Bom de ter um acesso de raiva e dizimar um grupo de goblins que já se rendeu (mas que antes disso matou a pessoa que o grupo estava escoltando). Acontece que, se o personagem for Leal e Bom, ele muito provavelmente vai carregar a culpa disso (e o que isso quer dizer em termos de mecânica de jogo? Absolutamente nada. É um efeito 100% interpretativo).</p>
<p>Explicando um pouco melhor: lembram da primeira imagem do post? Não precisam voltar lá, eu coloco ela aqui de novo:</p>
<div id="attachment_1701" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1701 size-full" title="Um diagrama de tendências" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png" alt="Um diagrama de tendências" width="365" height="373" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1.png 365w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/07/Tendências-DD-1-294x300.png 294w" sizes="auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px" /><p class="wp-caption-text">Uma primeira versão explicativa sobre Tendências. | Fonte: Google Images.</p></div>
<p>Veja como os campos que representam cada tendência são amplos, e criaturas ocupam diferentes regiões dele. Tanto um Beholder como um Dragão Azul são Leais e Maus, mas os Dragões Azuis são MAIS Leais e Maus. Os Dragões Azuis, <strong>de maneira geral</strong>, terão um comportamento mais extremo do que Beholders. Eles <strong>tendem</strong> a ser assim (tendem ==&gt; Tendência. Sacaram?). E, da mesma forma que espécies diferentes podem ocupar espectros diferentes dentro do mesmo campo de tendência, indivíduos também podem.</p>
<p>Isso significa que personagens Leais e Bons não são todos exatamente iguais, nem se comportam todos da mesma maneira (o que, convenhamos, não faria sentido nenhum certo?). Um personagem de uma determinada tendência pode ser muito mais extremo em seu comportamento do que outro do mesmo campo.</p>
<p>Isso leva a personagens cuja tendência pode ser mais cinza do que o próprio sistema de regras prevê. Em alguns casos pode ser difícil mesmo determinar a <span style="text-decoration: underline;">tendência exata</span> do personagem, e não há nada de errado com isso.</p>
<p>Mas, então, meu personagem pode ser de qualquer tendência e se comportar de qualquer maneira independente disso?</p>
<p>Calma, gafanhoto! Não foi o que eu disse. Seu personagem é Leal e Bom, mas desde o começo da campanha planeja trair o grupo? Ele provavelmente não é Leal e Bom. Ele está sendo chantageado por um vilão (talvez com a família do personagem em cativeiro e ameaçada)? Então ele pode, sim, ser Leal e Bom. Aliás, eis aí um bom conflito típico de uma tendência &#8220;extrema&#8221; como essa. O &#8220;Leal&#8221; seria procurar ajuda com as autoridades (ou com o grupo de personagens), mesmo com a família correndo risco de ser executada, mas fazer inocentes morrerem por causa do que é &#8220;Leal&#8221; não é, definitivamente, uma atitude &#8220;Bondosa&#8221;. Em um caso desses o personagem se vê obrigado a valorizar mais um eixo de sua tendência do que o outro. Extrapolando, seria bem bobo dizer que há apenas 9 tipos de comportamento entre todos os personagens de um mundo de D&amp;D, certo?</p>
<p>Elaborando um pouco mais, quando nomeamos a tendência de um personagem que não está no extremo desta tendência, podemos ter uma bela surpresa. Sabe aquele bully da escola? Que bate nas crianças menores para tirar o dinheiro do lanche? Diria com tranquilidade que é um personagem Neutro e Mau, ainda que não seja exatamente um vilão de histórias de fantasia (por mais trauma que possa causar, convenhamos que roubar lanche não é uma vilania épica).</p>
<h2>A abordagem comparativa</h2>
<div id="attachment_1766" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1766 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-say-may-name.jpg" alt="As tendências de Walter White" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-say-may-name.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-say-may-name-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Walter White, mudança de tendência ou distúrbio de personalidade? | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Da mesma forma, é muito comum o exercício de procurar tendências em personagens de filmes, séries e livros (pessoalmente acho um exercício delicioso, e até saudável, mas pouco prático). O post &#8220;<strong><a href="https://losargonauts.blogspot.com/2018/07/como-d-um-dia-me-fez-ver-o-mundo-meio.html">Como D&amp;D um dia me fez ver o mundo meio torto</a></strong>&#8220;, do blog<strong> <a href="https://losargonauts.blogspot.com/">Los Argonauts</a></strong>, discorre (com foco em outras regras) sobre o problema de tentar enxergar a realidade (ou obras de ficção que não sejam diretamente derivadas de D&amp;D) sob o prisma das regras.</p>
<p>Nos filmes vemos Dragões serem mortos com uma flechada certeira (coisa que em D&amp;D é impossível de acontecer), guerreiros experientes morrendo após sofrer um golpe de espada bem dado (de novo, em D&amp;D é impossível matar um personagem de alto nível com um único golpe). Do mesmo modo, vemos personagens com poderes que não se enquadram exatamente nas classes de D&amp;D (sim, estou ciente de que a própria existência das classes de personagem é discussão para um post bastante longo).</p>
<p>Aragorn, em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; tem quantos níveis de Guerreiro? E de Ranger? Em certo momento do livro ele cura ferimentos de Frodo com a Erva do Rei, em um procedimento escancaradamente mágico. Será que ele tem níveis de clérigo? Ou de mago? Magias Arcanas em D&amp;D não curam, mas não há nenhuma evidência de que Aragorn seja um sacerdote. O ponto é: se as regras de combate de D&amp;D, ou mesmo uma regra tão intrínseca do sistema como as classes de personagem, não são 100% adequadas para descrever um personagem de filme ou livro que não tenha sido baseado em D&amp;D, por quer cargas d&#8217;água a Tendência teria essa capacidade toda?</p>
<p>Dito isto, enquanto debatia com os colegas aqui do UniversoRPG sobre esse artigo, surgiu uma pergunta interessante. Qual seria a tendência de Walther White, da série &#8220;<a href="https://amzn.to/2Mi7Vpl" target="_blank" rel="noopener"><strong>Breaking Bad</strong></a>&#8220;?</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>[SPOILERS &#8211; START]</strong><br />
</span><em>Ele já começa Mau? Ou muda de Tendência ao longo da série? Em minha humilde opinião, ele muda de tendência. Começa Bom e Leal (ele sente dificuldade em quebrar leis, e só quer o bem da família), passa para Caótico e Bom (começa a produzir drogas para deixar uma boa herança para sua esposa e filhos, para que eles possam seguir vivendo e fazer uma faculdade), e termina a série como Caótico e Mau (danem-se as regras, dane-se a família, dane-se o sócio. A &#8220;arte&#8221; é muito mais importante que qualquer uma dessas coisas, e ele faria qualquer coisa para continuar subindo no mundo do tráfico).</em><br />
<strong><span style="color: #ff0000;">[SPOILERS &#8211; END]</span></strong></p>
<p>Outra pessoa pode argumentar que ele começa Neutro e Bom, ou que termina Neutro e Mau. O ponto é: assim como há áreas cinzentas entre as tendências, a própria fronteira entre uma e outra é difusa, e o momento exato em que um personagem transitaria de uma tendência para outra é totalmente subjetivo. Seria como tentar determinar a frequência exata em que vermelho se torna laranja, no espectro da luz visível.</p>
<h2>Colocando lenha na fogueira</h2>
<div id="attachment_1769" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1769 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-lenha-na-fogueira.jpg" alt="A discussão continua" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-lenha-na-fogueira.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/img-lenha-na-fogueira-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Acho que a discussão tinha acabado? Achou errado! | Fonte: Gerador de Memes</p></div>
<p>Já falamos algumas vezes em extremos de tendência, então é momento de abordar a questão de tendências como restrições nas classes de personagem. Esse terreno é um pouco pantanoso, e as observações daqui para a frente são bastante pessoais.</p>
<p>Como cria do RPG Old School e fã incondicional da 3ª edição de D&amp;D, vejo a necessidade de o Paladino ser Leal e Bom como uma característica intrínseca da classe. Sempre os vi como os grandes campeões da Justiça e da Bondade, seguidores de um código de comportamento rígido (e, portanto, não podendo ter outra Tendência que não Leal). Paladinos estariam no extremo da tendência.</p>
<p>Mas, eles deveriam perder seus poderes a qualquer escorregada? A minha resposta pessoal a essa pergunta é um sonoro &#8220;depende&#8221;. Paladinos iniciantes poderiam falhar em seus códigos de conduta, mas o deus que concede seus poderes seria mais rígido com Paladinos de alto nível já que, afinal de contas, esses guerreiros seriam seus maiores representantes no Plano Material Primário. Frisando que os deuses de D&amp;D não são, necessariamente, oniscientes.</p>
<p>No caso de outras classes tendo a ser ainda mais flexível. Por quê um Bardo não poderia ser Leal? Ou um Ladino? Aliás, são excelentes formas de fugir do estereótipo da classe de personagem.</p>
<p>Nada impede um personagem de ser um especialista em disfarce, escalada, furtividade, armadilhas e prestidigitação e MESMO assim ser honesto, duvida? Veja os ilusionistas do nosso mundo real. Muitos deles &#8211; talvez todos &#8211; têm as mão tão leves e ágeis que poderiam roubar sua carteira de um bolso interno da jaqueta sem que você nem perceba, e isso não os impede de serem respeitadores da lei (na verdade há um código de conduta entre os próprios ilusionistas, e quem o quebra costuma ficar bem mal visto).</p>
<p>Druidas? Novamente, na minha opinião, a 3ª edição acertou em cheio. A busca pela neutralidade pode ser representada com apenas um aspecto neutro na tendência, não precisando esse aspecto estar presente nos dois eixos. Flexibilidade, uma grande zona cinzenta e, ainda assim, a busca pelo equilíbrio.</p>
<p>No final das contas, vejo a Tendências como uma excelente ferramenta para descrever rapidamente o comportamento geral do personagem, ainda que não seja 100% precisa. Do mesmo modo que Guerreiro nível 12 não deixa claro de que tipo de guerreiro estamos falando (Um samurai? Um arqueiro? Um especialista em espada de duas mãos? Ou, talvez, um especialista em combate com duas armas?), afirmar que o Guerreiro é Leal e Bom não deveria deixar claro sobre que tipo de Leal e Bom estamos falando (um fanático absurdamente focado? Ou apenas alguém que se esforça para não quebrar regras e não fazer mal a ninguém?).</p>
<p>Por esse motivo não pretendo abandonar a regra na 5ª edição, mesmo que sua importância prática tenha diminuído.</p>
<p>E sempre vou achar que as magias de Detectar o Mal/Bem fazem muita falta.</p>
<p>E você? O que acha? Usa a regra de tendência na sua mesa? Com qual enfoque? Conte para a gente aí nos comentários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://amzn.to/2nrY8T1"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1794 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/banner-breaking-bad.jpg" alt="Promo Amazon Breaking Bad" width="750" height="220" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/banner-breaking-bad.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/08/banner-breaking-bad-300x88.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/">Interpretando (ou não) os alinhamentos (tendências) em D&#038;D</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>O que muda na nova edição de Chamado de Cthulhu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 00:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[Call of Cthulhu 7th]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[New Order Editora]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitando o recente anúncio do lançamento em português da 7ª Edição do Chamado de Cthulhu, pela editora New Order, trazemos um pequeno overview sobre o que muda com a nova edição. Ainda não temos detalhes de como será o formato desta edição em português. Talvez a principal mudança seja o fato de que agora temos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando o recente anúncio do lançamento em português da 7ª Edição do <strong>Chamado de Cthulhu</strong>, pela editora <em>New Order</em>, trazemos um pequeno overview sobre o que muda com a nova edição. Ainda não temos detalhes de como será o formato desta edição em português.</p>
<p>Talvez a principal mudança seja o fato de que agora temos 2 livros básicos, o <i>Keeper Rulebook </i>para o guardião e <i>Investigator Handbook </i>destinado aos jogadores. A justificativa para isso é que muitos conceitos e regras das outras edições foram expandidas, detalhadas e melhor explicadas, ficando melhor distribuídas desta forma.</p>
<p>Lá fora, a 7ª Edição conta com capa dura e miolo colorido para ambos os livros. Se a editora seguir a qualidade dos outros financiamentos anteriores, podemos esperar livros tão bons quanto os originais.</p>
<div id="attachment_1082" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1082 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-versao-gringa.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-versao-gringa.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-versao-gringa-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A caixa que os apoiadores da sétima edição receberam | Fonte: Divulgação</p></div>
<h2>Características</h2>
<p>Ao contrário das edições anteriores, na 7ª edição foi unificado o modo de representar características e habilidades. Agora todos esses valores são representados em percentuais, de modo a diminuir a necessidade de cálculos durante o jogo e facilitar rolagens resistidas, onde pode existir mistura de características e habilidades. Desse modo você não encontrará mais na planilha KNOW e IDEA, que eram as representações percentuais de EDU e INT, respectivamente.</p>
<p>A maior parte das características ainda segue as mesmas regras de rolagem de dados: 3D6 para STR, CON, DEX, APP e POW e 2D6+6 para INT e SIZ. A diferença é que agora você registra na ficha de personagem esses valores multiplicados por (5). Assim, o valor inicial de SAN é agora igual ao valor de POW e os Pontos de Magia são um quinto do valor de POW.</p>
<p>Já EDU é rolado com 2D6+6 x5 (antes era 3D6+6). LUCK, que era calculado como POW x5 agora é rolado de modo independente, como 3D6 x5,  para definir os pontos de Sorte do personagem.</p>
<p>Os pontos de vida são calculados como CON+SIZ dividido por 10, o que pode resultar em alguns casos em 1 ponto de vida a menos do que nas edições anteriores. A tabela de bônus de dano é praticamente a mesma (baseada em STR+SIZ), com uma pequena redução nos valores mais baixos (o que antes era -1D4 e -1D6 agora é -1 e -2). A 7ª edição também introduziu um novo atributo que aparece nesta tabela: é o valor de “<i>Build</i>” (que vai de -2 até 6) e é usado em manobras de combate e perseguições.</p>
<p>A velocidade de deslocamento (MOV), que antes era de 8 para qualquer personagem, agora varia entre 7 e 9, dependendo da relação entre STR, DEX e SIZ. A idade do personagem também pode reduzir o valor de MOV (-1 para cada dez 10 anos acima de 30).</p>
<div id="attachment_1079" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1079 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-interna-1.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-interna-1.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-interna-1-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das artes internas | Fonte: Divulgação</p></div>
<h2>Habilidades e Ocupações</h2>
<p>Os pontos de habilidade de ocupação eram sempre EDU x20 nas edições anteriores. Agora, dependendo de cada ocupação o cálculo pode ser diferente, de modo a refletir que nem sempre as habilidades do personagem dependem de seu grau de estudo. Por exemplo, um soldado pode ter muito pouco estudo e ainda assim ser extremamente proficiente em habilidades de combate. Nesse exemplo, ele calcularia seus pontos de habilidade como EDU x2 + STR x2 ou DEX x2. Em comparação, um professor universitário teria EDU x4 pontos de habilidades.</p>
<p>Os pontos de  habilidades relacionadas com os interesses pessoais do personagem (hobbies) são ainda baseados em INT, calculados como INT x2. Já o valor inicial da habilidade <i>Credit Rating </i>(Crédito, na versão em português) não é mais comprada com pontos e sim definida de acordo com  a ocupação do personagem, que também limita o valor máximo que ela pode atingir e ainda fazer sentido com a condição financeiro / social do personagem. Por exemplo, um diletante começa com 50% e pode ir até 99%. Já um fazendeiro começa com 9% e pode ir até 30%.</p>
<p>A lista de habilidades sofreu uma significativa alteração. Apareceram algumas novas habilidades sociais (<i>Appraise</i>, <i>Charm </i>e <i>Intimidate</i>) e uma outra habilidade bastante útil e comum em outros RPGs &#8211; <i>Survival.</i> Outra habilidade apenas mudou de nome: <i>Natural History</i> se chama agora <i>Natural World</i>.</p>
<p>Algumas habilidades que formavam grupos muito similares, foram condensadas em uma única habilidade:</p>
<ul>
<li>As habilidades de combate corporal (<i>Fist/Punch, Head Butt, Kick, Knife </i>e<i> Martial Arts</i>) viraram  <i>Fighting (Brawl)</i></li>
<li>As habilidades de combate armado (<i>Rifle</i> e <i>Shotgun</i>) viraram <i>Firearms (Rifle/Shotgun) </i></li>
<li>As habilidades “influenciadoras” (<i>Debate, Bargain </i>e<i> Oratory</i>) viraram  <i>Persuade</i></li>
<li>As habilidades “ladinas” (<i>Conceal</i> e <i>Pick Pocket</i>) viraram <i>Sleight of Hand</i></li>
<li>As habilidades “furtivas” (<i>Hide</i> e <i>Sneak</i>) viraram <i>Stealth</i></li>
</ul>
<p>Além disso, temos agora especializações de habilidades mais genéricas. As habilidades científicas, por exemplo, tais  como arqueologia, química e farmácia agora são especializações da habilidade <i>Science</i>. O mesmo aconteceu com as habilidades genéricas <i>Fighting</i>, <i>Art/Craft</i> e <i>Firearms</i>, que só podem ser compradas com uma especialização apropriada.</p>
<h2>Rolagens de habilidades e características</h2>
<p>A primeira novidade quanto às rolagens é que agora existe o conceito de “dificuldade”. Se a tarefa é normal, a rolagem é feita contra o valor atual da habilidade ou característica. Porém se a tarefa for considerada difícil, a jogada é feita contra metade do valor original. E ainda, se a tarefa for extremamente difícil, a jogada é feita contra um quinto do valor original.</p>
<p>Existe agora também uma regra chamada de “<i>pushing the roll</i>”. Quando um jogador falha em uma rolagem o guardião pode lhe dar a chance de repetir a jogada. Essa segunda chance porém deve ser justificada por meio de interpretação. Ou seja, se o jogador quiser fazer uma nova tentativa ele deve descrever que ações ou esforços que seu personagem vai tomar para tentar forçar um novo resultado. E nesses casos, mesmo que o guardião aceite uma nova jogada, ele pode agravar as consequências de uma nova falha, de modo a refletir os riscos que o jogador está assumindo.</p>
<p>Aquela tabela de resistência que existia nas edições anteriores também sumiu. Quando um jogador precisa fazer uma jogada que pode ser resistida por um adversário, ambos fazem uma jogada contra suas respectivas características ou habilidades (que não precisam necessariamente ser as mesmas &#8211; uma rolagem de <i>Persuade </i>pode ser oposta por uma rolagem de POW, por exemplo). O vencedor é determinado por quem obtiver a maior margem de sucesso na rolagem de dados.</p>
<p>E finalmente temos os “dados bônus” e “dados de penalidade”. É uma regra muito semelhante a regra de vantagem / desvantagem do D&amp;D 5ed. Dependendo das circunstâncias, o guardião pode dificultar ou facilitar uma rolagem, principalmente se ela for resistida. Em ambos os casos o jogador fará sua rolagem com um dado de dezenas adicional. Se o guardião conceder um dado bônus para o jogador, ele poderá escolher o melhor resultado para as dezenas. No caso de dado de penalidade, o jogador deverá escolher o pior resultado dentre os dois dados de dezenas. Como esse dado adicional altera drasticamente as probabilidades, o guardião deve usar essa regra somente em condições realmente excepcionais ou dramáticas.</p>
<div id="attachment_1080" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1080 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-screen.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-screen.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-screen-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A arte do escudo do guardião, o que dizer!? | Fonte: Divulgação</p></div>
<h2>Outras regras</h2>
<p>Existem também algumas outras pequenas mudanças de regras, menos significativas mas que ainda assim vieram para ampliar as possibilidades de jogo.</p>
<p>Num combate corporal, por exemplo, um oponente pode optar por se “esquivar” de um ataque ou “contra atacar”, o que, se for bem sucedido, resulta em dano contra o atacante.</p>
<p>Já as regras básicas de sanidade continuam as mesmas, porém existem tabelas expandidas de insanidades, que contemplam duas “fases de insanidade”. A primeira é momentânea, e o guardião dita o que acontece com o personagem. A segunda, mais prolongada, fica a cargo do jogador interpretar como a insanidade adquirida vai afetar seu personagem. E como se não bastasse toda essa loucura, temos também duas tabelas extensas com exemplos de novas fobias e manias.</p>
<p>Outra novidade que vale mencionar foi a criação de um novo capítulo dedicado a regras para perseguições (<i>chases</i>). Embora não seja muito comum nas aventuras investigativas de Cthulhu, parece que os autores quiseram enfatizar um pouco mais esse aspecto <i>pulp </i>do jogo, bem ilustrado pela perseguição que ocorre no conto <i>A Sombra de Innsmouth</i>.</p>
<p>E fique ligado, no próximo mês devemos ter mais alguma notícia sobre o lançamento/financiamento da 7ª Edição.</p>
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