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	<title>jogadores &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>Além do Estereótipo &#8211; Bardos</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Mar 2023 17:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Seguindo a nossa série de posts Além do Estereótipo, iniciada com um post sobre Bárbaros e que você pode conferir aqui, vamos dar uma olhada nos Bardos. Não são exatamente a classe mais popular de D&#38;D (ou similares), mas a classe tem despertado a atenção de muitos jogadores (principalmente os mais novos) [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/alem-do-estereotipo-bardos/">Além do Estereótipo &#8211; Bardos</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Seguindo a nossa série de posts <strong>Além do Estereótipo, </strong>iniciada com um post sobre Bárbaros e <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/alem-do-estereotipo-barbaros/"><strong>que você pode conferir aqui</strong></a>, vamos dar uma olhada nos Bardos. Não são exatamente a classe mais popular de D&amp;D (ou similares), mas a classe tem despertado a atenção de muitos jogadores (principalmente os mais novos) devido ao personagem Jaskier/Dandelion, da série <a href="https://amzn.to/3tju0M0" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>The Witcher</strong></a>, disponível na Netflix.</p>
<p>Além disso, Bardos tem um estereótipo muito comum em mesas de RPG e nos grupos de Facebook sobre o nosso hobby: o Bardo sedutor.</p>
<p>Sim, com certeza você já viu isso por aí. Lendas sobre o Bardo do grupo seduzindo o dragão (e qualquer um ou qualquer coisa que interaja com o grupo) e coisas assim.</p>
<p>O Bardo é muito mais do que um tocador de instrumentos também. Um Bardo pode acompanhar uma companhia de teatro, ser um contador de histórias, o &#8220;bobo da corte&#8221;, um conselheiro da realeza (e/ou um conspirador infiltrado).</p>
<p>Deixando claro que cada um joga da maneira que preferir, mas aqui no <strong>UniversoRPG</strong> estamos sempre buscando (e mostrando) opções que vão além do óbvio para que você fuja do feijão-com-arroz em suas sessões e surpreenda o mestre (ou os jogadores) com personagens únicos.</p>
<p>Vejamos um pouco do Bardo ao longo das edições de D&amp;D.</p>
<div id="attachment_3501" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-3501 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-jaskier-the-witcher.jpeg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-jaskier-the-witcher.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-jaskier-the-witcher-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Jaskier, o clássico Bardo sedutor (ou não). | Fonte: Netflix</p></div>
<h2>D&amp;D</h2>
<p>A primeira aparição do bardo como classe de personagem em D&amp;D foi ainda na primeira edição do jogo, como classe opcional, em uma edição da revista <strong>The Strategic Review</strong> (na verdade pouco mais que um fanzine), uma publicação mensal da finada <strong>TSR</strong> (para quem não sabe, a editora original de D&amp;D) que seria sucedida pela clássica revista <strong>Dragon</strong>.</p>
<p>Nessa primeira aparição, ainda em fevereiro de 1976, o Bardo já era considerado um &#8220;<em>Jack of all trades</em>&#8221; (ou &#8220;Pau para toda obra&#8221; em uma tradução para lá de livre), e já tinha seus poderes básicos, inclusive o de <strong>Encantar Pessoas</strong>, que culminou com a atual fama da classe de seduzir até estátuas de pedra.</p>
<p>Uma coisa muito legal nessas edições mais antigas de D&amp;D é que os personagens tinham títulos conforme sua classe e nível. O Bardo de nível 1, por exemplo, era chamado de <strong>Rhymer</strong> (Rimador), enquanto o de nível 10 era chamado de <strong>Lore Master</strong> (Mestre do Conhecimento). Obviamente o uso não era obrigatório, mas era uma maneira interessante de um personagem se apresentar e dar indício do quão experiente ou poderoso ele era sem recorrer a números que só fazem sentido em off-game (fica esse dica para você implementar em sua mesa de jogo).</p>
<h2></h2>
<h2>AD&amp;D 1ª Edição</h2>
<p>Na primeira edição de <strong>Advanced Dungeons &amp; Dragons</strong> o Bardo também não estava entre as classes básicas, mas era possível tornar-se um através do cumprimento de complicados pré-requisitos: evoluir alguns níveis como Guerreiro, depois alguns como Ladino e, finalmente, como Clérigo (sob tutela de um druida. Sim, era bem maluco).</p>
<p>Essa versão do Bardo era bem pouco parecida com o clássico menestrel que vemos em outras edições do jogo, e se aproximava muito mais de um sábio &#8220;selvagem&#8221;, quase um druida detentor de conhecimento mágico e ancestral. Definitivamente um ponto fora da curva na evolução da classe.</p>
<h2></h2>
<h2>AD&amp;D 2ª Edição</h2>
<p>Na provavelmente versão mais clássica do RPG criado por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dungeons_%26_Dragons#Hist%C3%B3ria_do_jogo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Arneson</strong></a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dungeons_%26_Dragons#Hist%C3%B3ria_do_jogo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Gygax</strong></a>, o Bardo já aparecia entre as classes básicas e se tratava de um personagem bastante versátil. Alguma competência em combate, algumas habilidades de Ladino e acesso limitado a magias arcanas (além da habilidade de Encantar Pessoas). Uma escolha estrategicamente interessante em grupos com poucos personagens, de forma a ter acesso a um rol maior de habilidades. Inclusive a capacidade de identificar itens mágicos era, por vezes, muito útil.</p>
<p>O maior problema aqui eram os elevados pré-requisitos de classe, Des 12+, Int 12+ e Car 15+, em uma época na qual dificilmente um jogador &#8220;desperdiçaria&#8221; um alto valor de habilidade em Carisma.</p>
<div id="attachment_3503" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3503 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-na-taverna.jpeg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-na-taverna.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-na-taverna-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O melhor local para se encontrar um Bardo, tavernas. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<h2></h2>
<h2>D&amp;D 3/3.5 e posteriores</h2>
<p>A partir das 3ª edição de D&amp;D o Bardo consolidou a posição como classe versátil, com algumas habilidades de Ladino, mas mais focada em interações sociais (mais uma pedra que ajudou a construir a fama de seduzir até uma árvore&#8230;). O Bardo se diferencia cada vez mais de um tipo de &#8220;ladrão&#8221; e oferece recursos bem interessantes nas mãos de bons jogadores e mestres, muito além clássico do Bardo da taverna, que cantava sobre lendas que faziam os heróis irem em busca de aventuras.</p>
<h2></h2>
<h2>Habilidades sociais e versatilidade</h2>
<p>O foco do Bardo em habilidades sociais o torna uma classe muito mais interessante em aventuras urbanas e repletas de intriga e mistério do que em um <em>Dungeon Crawling</em> clássico. Aqui cabe uma observação, o <em>Dungeon Crawling</em> pode ser um excelente incentivo ao bardo estereotipado e caricato mencionado lá em cima, já que nessa situação, suas habilidades de sedução poderão ter pouca (ou quase nenhuma) utilidade.</p>
<p>Ainda sobre as habilidades sociais, elas permitem ao personagem manipular NPCs (não somente através de magia), obter informações (seja no submundo, seja fazendo uma verdadeira engenharia social).</p>
<p>Identificar itens mágicos agora é uma magia (em edições anteriores chegou a ser uma habilidade especial), e sua utilidade é um pouco menor na 5ª edição (já que quem faz sintonia com o item mágico consegue deduzir suas propriedades), mas ainda assim pode acelerar um pouco as coisas nessa hora.</p>
<p>O Bardo também pode agir como um conselheiro do grupo. Aliás, sabe o estereótipo do &#8220;sábio da aldeia&#8221;? Na edição 3/3.5 havia a classe &#8220;Especialista&#8221;, que servia bem a esse propósito. Já na 5ª edição não temos algo parecido, de forma que o Bardo se mostra mais adequado.</p>
<p>Esse conhecimento amplo também coloca a classe como um explorador/estudioso perfeito. Que tal um equivalente a &#8220;arqueólogo&#8221; na mesa de D&amp;D? Alguém buscando conhecimento de civilizações antigas e perdidas? Tendemos a pensar nisso como um mago mas, de novo, o Bardo se mostra mais adequado a esse papel, pois o foco do estudo de magia é bem diferente. Talvez esse sábio seja um bardo já aposentado de aventuras, que viu muita coisa, e agora quer sossegar (um pouco de mau humor pode ser um tempero interessante).</p>
<div id="attachment_3507" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3507 size-full" title="Além do Estereótipo – Bardos, os diferentes tipos e estilos" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-diferentes-estilos.jpg" alt="Além do Estereótipo – Bardos, os diferentes tipos e estilos" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-diferentes-estilos.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-diferentes-estilos-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Diferentes estilos e propósitos diferentes. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>E o Bardo espião? Com seu acesso a magias se torna um espião muito mais interessante e eficaz do que um Ladino seria. Obtendo informações na corte de um reino rival/inimigo, disfarçado. E frisando que na vida real espiões são muito diferentes de James Bond. Sua rotina é discreta, e procuram passar tão despercebidos quanto possível (em tempo: uma das minhas histórias de espionagem reais preferidas é a do <a href="http://netleland.net/tecnologia/uma-copiadora-a-servico-da-guerra-fria.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>espião disfarçado de técnico da Xerox</strong></a>. Ia uma vez por semana na embaixada fazer a manutenção da máquina e trocar o filme da câmera oculta que fotografava TODOS os documentos fotocopiados&#8230;.).</p>
<p>Também não há necessidade de o personagem ser um especialista em música. Que tal um Bardo poeta? E quer adicionar uma camada de exclusividade a mais? Faça-o surdo (converse com o mestre sobre as implicações e possíveis compensações. Saber ler lábios pode ser uma habilidade muito útil&#8230;.).</p>
<p>E o trabalho com as diferentes raças disponíveis? É muito raro ver um Bardo que não seja humano, elfo ou meio-elfo, mas música é algo universal. Todas as civilizações na nossa história desenvolveram música de alguma forma. E antes mesmo de termos civilização propriamente dita, hominídeos primitivos faziam flautas (igualmente primitivas) com ossos de animais. Que tal um meio-orc especialista em tambores de guerra? Ou um anão Bardo que usa kilt e é extremamente orgulhoso de seu clã? Já temos um colorido a mais.</p>
<p>E mesmo fazendo o Bardo clássico, que toca habilmente seu alaúde para inspirar os companheiros em batalha, você pode trabalhar a aparência do personagem, afastando-o das roupas espalhafatosas e chapéu com penacho. Que tal uma armadura negra, um alaúde invocado ou alguns efeitos especiais?</p>
<div id="attachment_3504" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3504 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-mad-max.jpeg" alt="The Doof Warrior em Mad Max: Estrada da Fúria" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-mad-max.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-mad-max-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">The Doof Warrior e sua guitarra lança-chamas (que funciona de verdade). | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>No fim das contas o Bardo é uma classe bastante versátil e com excelente potencial de diversão especialmente em mesas voltadas mais para a interpretação. Nas mãos de um jogador empolgado a mesa vai se lembrar do Bardo durante anos. Novamente, ninguém vai te impedir de fazer o Bardo sedutor, mas se você acha que essa é a única opção para a classe, pode estar perdendo bastante diversão.</p>
<h2></h2>
<h2>Bardos não óbvios na fantasia e ficção</h2>
<p>Separei uma pequena lista para que você possa ver (ou rever) certos personagens sob outra ótica.</p>
<h3>Língua-de-Cobra (<a href="https://amzn.to/3IX0ZLH" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Senhor dos Anéis</a>)</h3>
<div id="attachment_3510" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3510 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-grima-lingua-de-cobra.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-grima-lingua-de-cobra.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-grima-lingua-de-cobra-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tá aí um Bardo pouco convencional (polêmica#01). | Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Sim, seria a classe mais adequada para uma adaptação desse personagem para D&amp;D. Está tudo lá, inclusive: acesso limitado a magias, habilidades sociais para manipulação.</p>
<h3>Elrond (<a href="https://amzn.to/3IX0ZLH" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Senhor dos Anéis</a>)</h3>
<div id="attachment_3508" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3508 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-elrond-senhor-dos-aneis.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-elrond-senhor-dos-aneis.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-elrond-senhor-dos-aneis-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Bardo do conhecimento e agente da Matrix (polêmica#02). | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Por algum motivo poucos associam Elrond a um Bardo, mesmo ele sendo provavelmente o mais próximo do Bardo clássico presente nessa lista. Enorme conhecimento geral? Sim. Acesso a magia? Também. Alguma habilidade em combate? Pode apostar. Elrond certamente seria um Bardo voltado ao conhecimento.</p>
<h3>Tyrion Lannister (<a href="https://amzn.to/3t0XsGD" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Game of Thrones</a>)</h3>
<div id="attachment_3516" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3516 size-full" title="Tyrion Lannister, de Game of Thrones" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-tyrion-lannister-game-of-thrones.jpg" alt="Tyrion Lannister, de Game of Thrones" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-tyrion-lannister-game-of-thrones.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-tyrion-lannister-game-of-thrones-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um Bardo &#8220;modafoka&#8221;. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p><em>&#8220;Eu bebo e sei coisas&#8221;</em>. Conhecimento geral é uma das bases da classe, e Tyrion tinha de sobra. Aliás, sua capacidade de manipulação beirava o ridículo, tendo conseguido coroar o Rei com aqueles argumentos estapafúrdios do último episódio.</p>
<h3>O Charada (<a href="https://amzn.to/3hYXQiC" target="_blank" rel="noopener noreferrer">trocentos quadrinhos do Batman</a>)</h3>
<div id="attachment_3506" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3506 size-full" title="O Charada, do Batman, interpretado pelo Jim Carrey" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-charada-batman-jim-carrey.jpg" alt="O Charada, do Batman, interpretado pelo Jim Carrey" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-charada-batman-jim-carrey.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-charada-batman-jim-carrey-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sem dúvidas o melhor Charada de todos os tempos (ou não). | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Sim. Um dos inimigos do homem-morcego, e que tenta sempre desafiá-lo intelectualmente ao invés de entrar em combate direto, pode perfeitamente se enquadrar na classe Bardo. Uma adaptação dele para D&amp;D, por sinal, não seria mecanicamente difícil, mas exigiria bastante do mestre ao elaborar os Enigmas (se não houverem fãs assíduos do Batman na mesa, você pode surrupiar um ou outro <a href="https://www.pensador.com/autor/edward_nygma_charada_gotham/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>enigma diretamente dos quadrinhos</strong></a>).</p>
<h3>O Rei dos Goblins (<a href="https://amzn.to/37nCZUb" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Labirinto: A Magia do Tempo</a>)</h3>
<div id="attachment_3512" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3512 size-full" title="David Bowie, o Bardo e Rei dos Goblins, em o Labirinto" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-labirinto-david-bowie.jpg" alt="David Bowie, o Bardo e Rei dos Goblins, em o Labirinto" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-labirinto-david-bowie.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-labirinto-david-bowie-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Além de Rei ele também é Bardo nas horas vagas. | Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Brilhantemente interpretado por <a href="https://amzn.to/3I2U5Dx" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>David Bowie</strong></a> nesse clássico dos anos 80 (que também foi o filme de estreia da belíssima Jennifer Connely) é um excelente exemplo de Bardo com tendência não usual (provavelmente maligno e neutro ou maligno e ordeiro), com habilidades de canto, dança e prestidigitação, além do acesso a magia e altíssimo carisma (se bem que até um saco de batatas, se interpretado por David Bowie, seria carismático). O filme é bem datado, principalmente em efeitos visuais, mas fica a dica para assistir.</p>
<h3>El Mariachi (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Trilogia_Mariachi">Trilogia Mariachi</a>)</h3>
<div id="attachment_3509" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3509 size-full" title="Era uma vez no México, um clássico da Sessão da Tarde" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-era-uma-vez-no-mexico.jpg" alt="Era uma vez no México, um clássico da Sessão da Tarde" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-era-uma-vez-no-mexico.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-era-uma-vez-no-mexico-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Era uma vez no México, um clássico da Sessão da Tarde. | Fonte: Amazon Prime Video.</p></div>
<p>Não entra exatamente como um Bardo não óbvio, mas foge um tanto do estereótipo. Carregando um porta-violão cujo conteúdo não é um violão. Sabe utilizar diversas armas e sim, tem aquela pegada sedutora (olhos do autor revirando nesse momento).</p>
<h3>Star Lord/Senhor das Estrelas (<a href="https://amzn.to/3MDI62H" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Marvel</a>)</h3>
<div id="attachment_3515" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3515 size-full" title="Peter Quill, o Star Lord e sua habilidade para encrencas." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-star-lord-guardioes-da-galaxia.jpg" alt="Peter Quill, o Star Lord e sua habilidade para encrencas." width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-star-lord-guardioes-da-galaxia.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-star-lord-guardioes-da-galaxia-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Nem só de RPG vivem os Bardos. | Fonte: YouTube.</p></div>
<p>E não é que até no MCU temos um Bardo? Sim, sabemos que o Senhor das Estrelas existia nos quadrinhos muito antes de fazer sucesso ao som da <em>mixtape Awesome Mix Vol. 1</em>, mas foi depois do filme que o personagem alcançou enorme popularidade. Peter Quill não sabe tocar nenhum instrumento, mas sabe dançar. E uma de suas habilidades é o Conhecimento Universal (amplo conhecimento sobre as mais variadas sociedades alienígenas). Além disso sabe atirar bem, pilotar bem, e se vira em combate corpo-a-corpo. Definitivamente, um Bardo.</p>
<h2>Personagem Pronto</h2>
<p>E pra fechar com chave de ouro, depois de todo esse discurso sobre fugir do estereotipo, fiquem com dois personagens criados com as dicas deste artigo, prontinhos para usar na sua sessão. Eles foram feitos pensando na ambientação de <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>Averum</strong></a>, mas podem ser usados em qualquer cenário de D&amp;D.</p>
<h3><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-3518 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-lerissa.jpg" alt="" width="220" height="220" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-lerissa.jpg 220w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-lerissa-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" />Lerissa, a barda das sombras</h3>
<p>Lerissa, nossa Barda do Colégio dos Sussurros (3lvl). Lerissa é uma tiferina filha de pai tiferino e mãe diaba. Para sua construção, usamos o suplemento <a href="https://amzn.to/3qeeQGh" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Guia de Xanathar sobre todas as Coisas</strong></a>, mostrando como podemos aproveitar as novas opções disponíveis em suplementos.</p>
<p><a href="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/ficha_barda_tiferina_3lvl_lerissa_dnd5e.pdf">[<strong>Ficha para Download]</strong></a></p>
<hr />
<h3><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-3519 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-brottor-weisegeist.jpg" alt="" width="220" height="220" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-brottor-weisegeist.jpg 220w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-brottor-weisegeist-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" />Brottor Weisegeist, o sábio local da vila</h3>
<p>Brottor Weisegeist, bardo Anão já aposentado de aventuras. Brottor foi construído usando apenas o Livro do Jogador, mostrando que sim, é possível fugir do estereótipo apenas com os materiais básicos.</p>
<p><a href="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/ficha_bardo_anao_3lvl_brottor_weisegeist_dnd5e.pdf"><strong>[Ficha para Download]</strong></a></p>
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		<title>3 dicas para mestrar aventuras com sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 00:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Volta e meia e tenho visto em alguns lugares, pessoas pedindo dicas de como melhorar as suas sessões de jogo para ter partidas memoráveis. Conversando com meus jogadores a respeito e revisitando aventuras passadas que consideremos épicas, chegamos a 3 pontos em comum. E agora eu vou compartilhar com vocês essa receita de sucesso! Prepare-se [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Volta e meia e tenho visto em alguns lugares, pessoas pedindo dicas de como melhorar as suas sessões de jogo para ter partidas memoráveis.</p>
<p>Conversando com meus jogadores a respeito e revisitando aventuras passadas que consideremos épicas, chegamos a 3 pontos em comum. E agora eu vou compartilhar com vocês essa receita de sucesso!</p>
<h2>Prepare-se com antecedência</h2>
<p>Essa dica pode parecer óbvia, mas certamente não é. Preparar-se com antecedência não é ler aquela aventura pronta, 1 dia antes de mestrar para o seu grupo. Tão pouco significa ler apenas uma vez cada um dos seus livros básicos do sistema.</p>
<p>Sempre que possível, estou lendo (relendo) os livros dos sistemas que eu costumo utilizar. Isso faz com que eu tenha as regras mais usadas, sempre &#8220;frescas&#8221; na minha memória e assim, não preciso ficar consultando o livro a cada momento ou quando surge uma dúvida na mesa. Isso torna o jogo mais agilizado e dá mais ritmo a sua narrativa.</p>
<p>Outro truque que eu utilizo, principalmente com aventuras prontas, é fazer um sumário com os principais pontos da aventura como nomes dos NPCs, locais importantes, principais cenas e principalmente estatísticas das criaturas. Deixo esses itens anotados em um local de fácil consulta, uma folha separada ou uma aba aberta no computador. O grupo vai combater um esqueleto? Sem problemas, já tenho a ficha dele em mãos.</p>
<div id="attachment_3359" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3359 size-full" title="Separe tempo para se preparar" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-prepare-se.jpg" alt="Separe tempo para se preparar" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-prepare-se.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-prepare-se-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Separe um tempo para se preparar melhor para suas aventuras. | Fonte: Freepik</p></div>
<p>Esse tipo de abordagem faz com que você não perca tempo procurando informações pelo livro da aventura ou do cenário. Além disso, seus jogadores ficam mais focados na aventura, pois tudo parece estar preparado e a qualquer momento eles podem ser surpreendidos.</p>
<p>Quanto mais você pratica esse hábito de preparação prévia, mais fácil fica improvisar quando necessário. Vejo muitos mestres, principalmente iniciantes, comentando que é muito difícil improvisar. Acho que falta apenas um pouco mais de preparação, apenas isso. Claro que nem sempre você vai ter uma ideia genial para lidar com certas situações, mas se você tiver tudo anotado e fácil de consultar, seu improviso vai passar despercebido, pode confiar.</p>
<p>Outro ponto que me ajuda a estar sempre preparado é o que eu chamo de ter bagagem cultural. Estou sempre lendo, assistindo e consumindo produtos que não estão diretamente ligados ao RPG, mas que podem ser boas fontes de ideias. Um exemplo clássico são notícias envolvendo missões espaciais e avistamento de objetos não identificados. Adoro essas notícias e sempre que possível estou usando alguma coisa em minhas aventuras, como por exemplo uma luz misteriosa no céu que só algumas poucas pessoas viram ou a suposta passagem de um cometa, ou seria um disco voador?</p>
<p>Estar antenado e tomar nota de vez enquando, me ajuda a manter viva a inspiração para aventuras ou cenas específicas dentro das minhas sessões.</p>
<h2>Tenha listas de nomes prontas</h2>
<p>Algo que acontece em 10 de cada 10 sessões é o jogador que pergunta o nome de alguma coisa na sua aventura, geralmente um NPC. E se tem algo que quebra o clima da coisa toda é ver o mestre parando a aventura para criar um nome ou até mesmo inventar um. Veja, não há nada de errado nisso, mas você pode se precaver de coisas assim tendo uma lista de nomes pronta para uso.</p>
<p>Eu fui montando uma lista ao longo do tempo. Depois fui separando por tipo de jogo, tenho uma para RPG medieval, uma para RPG cyberpunk, tenho até uma para mestrar Star Wars!</p>
<div id="attachment_3360" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3360 size-full" title="Crie listas de nomes para seus jogos" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-listas-de-nomes.jpg" alt="Crie listas de nomes para seus jogos" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-listas-de-nomes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-listas-de-nomes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O Fantasy Name Generator serve para nomes de todos os tipos. | Fonte: Fantasy Name Generator</p></div>
<p>Listas de nomes, locais, cidades, templos, comidas, bebidas, etc, ajudam a dar credibilidade a sua história e também deixa os jogadores com a pulga atrás da orelha. Um exemplo é a típica sessão onde um dos jogadores pergunta o nome do taverneiro(a). Isso sempre acontece, ou pelo menos acontecia na minha mesa com certa frequência. Quando comecei a usar lista de nomes, meus jogadores pararam de perguntar porque já não sabiam mais se aquele NPC era realmente importante na sessão de jogo e partir do princípio que se eu não falei nada, não era importante.</p>
<p>Hoje em dia é bem fácil de encontrar e/ou montar essas listas. Existem vários geradores randômicos na internet. Talvez, um dos mais famosos seja o <b>Fantasy Names Generator</b>. Com ele você pode gerar tudo o que precisa para sua aventura ou campanha. Depois, com o tempo, basta ir organizando suas anotações para criar um mundo muito mais rico e detalhado.</p>
<h2>Tenha as estatísticas dos inimigos a mão</h2>
<p>Outra coisa que acaba sendo frustrante é quando o mestre precisa parar o jogo, procurar e depois consultar alguma estatística de um inimigo, seja ele importante ou não. Fazer a leitura prévia desses dados e ter uma anotação básica ajuda a economizar tempo e torna o seu jogo mais ágil.</p>
<p>Se você já sabe que os jogadores vão enfrentar esqueletos no primeiro encontro, tire um tempo para ler e anotar os principais pontos para esse combate. Coisas como imunidades ou vulnerabilidades são sempre importantes. Quanto mais fácil forem consultas a essas informações, mais fluida será a partida. Novamente, pode parecer óbvio, mas perdi a conta de quantas vezes eu vi um simples combate tomar conta da sessão inteira, só por conta das interrupções que eram feitas por conta das dúvidas a respeito de estatísticas e poderes de determinados inimigos.</p>
<p>E aqui cabe um adendo, o mesmo vale para magias ou itens mágicos. Se for algo com o qual o seu personagem já começa, tire um tempo para estudar o que aquele item ou magia faz, quais seus efeitos e regras.</p>
<div id="attachment_3361" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3361 size-full" title="Monster Manual no Roll20" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-estatisticas.jpg" alt="Monster Manual no Roll20" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-estatisticas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-estatisticas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Leia e separe as estatísticas mais importantes dos seus antagonistas. | Fonte: Roll20</p></div>
<p>Em minhas mesas presenciais, eu costumo entregar pequenos cartões aos jogadores com o resumo de artefatos, poderes, magias e afins. Do meu lado, anoto quem possui cada item e lembro os jogadores sempre que eles tem alguma dificuldade ou esquecem de usar seus poderes. Já tive na minha mesa (e vi muitos relatos) jogadores que se sentiram frustrados porque não conseguiram usar direto seus personagens simplesmente porque esqueciam o que ele podia fazer durante o jogo.</p>
<h2>Aventura parada, jogadores frustrados</h2>
<p>Essa última dica tem mais a ver com a forma como você mestra e conta a sua história. Em minhas mesas já tive todo tipo de jogador e grupos. Jogadores iniciantes que não sabiam exatamente o que fazer em determinado momento, jogadores experientes que já tinham em mente toda uma sequência de ações, grupos só de iniciantes, só de veteranos e grupos mistos (a maioria).</p>
<p>Em algum momento das minhas sessões, ambos os grupos tinham algo em comum, ficavam parados em determinada cena e a aventura não andava. Os motivos eram os mais diversos possíveis, como por exemplo, jogadores discutindo sobre qual caminho seguir ou tentando entender uma determinada pista. Em outra partida, ficaram divagando sobre determinados NPCs que iam aparecendo durante a aventura, sem saber se confiavam ou não neles.</p>
<p>Para todas essas situações, o que geralmente acontece é o mestre esperar até que os jogadores cheguem a uma decisão conjunta sobre o próximo passo. O problema é que essa decisão pode demorar tempo demais. Nessas horas eu costumo prestar atenção em todos os jogadores da mesa. Se eu percebo que alguém está muito quieto ou incomodado pela demora, faço algo acontecer. Um NPC aparece para fornecer novas informações, um grupo de inimigos se aproxima, um aparelho começa a dar defeito, em fim, qualquer coisa que quebre o &#8220;momento&#8221; daquela cena e coloque os jogadores em movimento novamente.</p>
<div id="attachment_3362" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3362 size-full" title="Maze Runner - Correr ou Morrer" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-movimento.jpg" alt="Maze Runner - Correr ou Morrer" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-movimento.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/01/img-3-dicas-para-mestrar-movimento-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Faça a sua aventura se movimentar sempre que necessário. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Isso acaba gerando o senso de urgência e movimento em meus jogos, além de conferir um certo ritmo à narrativa. Até o momento, o feedback dos meus jogadores tem sido positivo e o comentário final deles é: <i>&#8220;&#8230; ficamos com a impressão de que a gente fez muito mais coisas nessa aventura&#8221;</i>.</p>
<p>Para colocar algo assim em prática, minha dica é: se possível, conheça as pessoas com quem você está jogando. Saber o estilo de cada jogador na mesa ajuda (e muito) a perceber em que momentos você precisa intervir para que a história avance ou para resolver maus entendidos e obstáculos.</p>
<p>A segunda dica é, saiba quais são os pontos mais importantes da sua história. Decidir se os jogadores vão viajar a pé ou a cavalo pode ser menos importante do que entender como o ritual de banimento funciona. Sabendo quais pontos são realmente importantes, você pode acelerar alguns deles, caso você julgue que os jogadores estão gastando tempo demais neles.</p>
<p>Espero que essas dicas ajudem você e o seu grupo a terem aventuras memoráveis nas próximas partidas!</p>
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		<title>O que preciso para começar a jogar RPG?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 03:59:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[como se joga]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Hoje o tema é um pouco mais light, e responde uma pergunta que volta e meia recebemos em nossas redes sociais aqui no UniversoRPG: o que preciso para começar a jogar RPG? (Ah, e só um adendo&#8230; para quem não sabe, temos a nossa página no Facebook, um grupo no Facebook, estamos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Hoje o tema é um pouco mais light, e responde uma pergunta que volta e meia recebemos em nossas redes sociais aqui no <strong>UniversoRPG</strong>: <em>o que preciso para começar a jogar RPG?</em></p>
<p>(Ah, e só um adendo&#8230; para quem não sabe, temos a nossa página no <a href="https://www.facebook.com/universorpg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Facebook</strong></a>, um grupo no <a href="https://www.facebook.com/groups/252231742283396/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Facebook</strong></a>, estamos no <a href="https://www.instagram.com/universorpg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Instagram</strong></a> e também no <a href="https://twitter.com/UniversoRPG" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Twitter</strong></a>).</p>
<p>Mas, voltando ao assunto principal, claro que nem sempre a pergunta vem nesse exato formato, mas é uma dúvida bem comum entre pessoas que nunca jogaram RPG, tendo apenas ouvido falar no nosso amado hobby.</p>
<p>Então a missão de hoje é desmistificar essa dúvida simples, mas que tanto incomoda quem ainda não joga.</p>
<p>Basicamente o que você precisa para começar a jogar é:</p>
<ul>
<li>Um grupo de amigos (ou interessados)</li>
<li>Um sistema de jogo</li>
<li>Acessórios de jogo</li>
</ul>
<p>Em linhas simples, esses são os três itens que você precisa para começar a jogar RPG.</p>
<h2>O Grupo de Amigos (ou interessados)</h2>
<p>Esse tende a ser o item mais simples da lista (ou não!). Se você tiver alguns amigos interessados em aprender, já é meio caminho andado. E note que o termo &#8220;grupo&#8221; aqui tem um significado bem flexível: o próprio grupo da <strong>UniversoRPG</strong> na maior parte dos quase 25 anos que jogamos juntos teve apenas três integrantes fixos, com presença ocasional de mais uma ou, no máximo, duas pessoas.</p>
<p>Na maioria dos casos o grupo &#8220;ideal&#8221; tem cinco pessoas: o mestre e quatro jogadores. Não tenho certeza de quantos grupos chegam a ter esse tamanho (grupos maiores são raros), e não é um requisito chave, na verdade. Sei de casos de pessoas que jogaram durante anos em apenas dois: o mestre e um jogador.</p>
<p>Caso você não tenha amigos interessados em aprender a jogar (ou, melhor ainda, que já joguem), então pode utilizar as redes sociais para encontrar grupos e jogar online (coisa que provavelmente você faria mesmo com seu grupo próximo de amigos, já que estamos em tempos de pandemia). Existem vários grupos voltados para RPG no Facebook, e lá volta e meia surgem tanto jogadores quanto mestres procurando por grupos para poder jogar.</p>
<p>E a dica extra aqui, caso você ainda não tenha um grupo de amigos formado, é experimente grupos e jogos diferentes. Nem sempre você vai acertar de primeira e a experimentação faz parte do aprendizado.</p>
<div id="attachment_3251" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3251 size-full" title="Mestre de RPG" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/09/img-o-que-preciso-dungeon-master.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/09/img-o-que-preciso-dungeon-master.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/09/img-o-que-preciso-dungeon-master-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O mestre do jogo, também conhecido como DM ou Narrador. | Fonte: Imgur</p></div>
<h3>O Mestre de Jogo</h3>
<p>Já temos artigos específicos aqui sobre como mestrar, como o <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/conselhos-para-um-mestre-iniciante-de-rpg/">Conselhos para um mestre iniciante</a></strong> e <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/arte-de-mestrar/">A arte de mestrar</a></strong>, de modo que não vou me alongar nessa parte. Só frisar um ponto importante: não se intimide com a tarefa. Mestrar um jogo é sim mais difícil do que participar da partida como jogador, mas não requer mais experiência ou habilidade, apenas um pouco mais de dedicação e esforço.</p>
<h2>O Sistema de Jogo</h2>
<p>Aqui temos opções quase infinitas. Se você lê em inglês existem literalmente centenas de opções de sistemas, com as mais variadas características e preços, indo desde o gratuito até livros que custam várias dezenas de dólares. Infelizmente, na atual situação do nosso câmbio (no momento em que escrevo esse artigo o dólar está a R$ 5,28) o acesso a alguns sistemas de jogo torna-se proibitivo para muita gente (e rende um post só pra falar sobre isso).</p>
<p>O sistema de jogo (ou sistema de regras) é o conjunto de mecânicas do jogo que serão usadas para resolver as ações dos personagens. Funciona assim: quando você joga um jogo de vídeo-game do gênero RPG ou RPG/Ação, um algoritmo embutido no jogo decide quando suas ações são bem-sucedidas ou não.</p>
<div id="attachment_231" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-231 size-full" title="Livros de RPG" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/role-playing-games-1.png" alt="" width="800" height="400" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/role-playing-games-1.png 800w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/role-playing-games-1-300x150.png 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/role-playing-games-1-768x384.png 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p class="wp-caption-text">Comece pelos livros básicos do sistema escolhido. | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Então quando você tenta furtivamente atacar o guarda, ou roubar as chaves da prisão de um carcereiro, ou persuadir alguém a fazer algo, ou mesmo realiza um ataque simples, o programa do jogo usa os atributos/habilidades do seu personagem, compara com os atributos/habilidades do alvo (ou apenas um dificuldade intrínseca da tarefa, quando não há um oponente envolvido), adiciona um número aleatório e devolve a resposta da ação, que nos exemplos citados pode ser um ataque bem sucedido ou o sucesso em roubar as chaves sem chamar a atenção do carcereiro.</p>
<p>Quando estamos na mesa de RPG (seja ela presencial ou virtual) precisamos de mecanismos que façam isso. O conjunto desses mecanismos é exatamente o sistema de jogo ou como o pessoal costuma falar, o sistema de Regras. E como eu mencionei anteriormente, elas podem ser bem simples e rápidas de aprender como em <a href="https://jamboeditora.com.br/produto/manual-3dt-alpha-edicao-revisada/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>3D&amp;T</strong></a> ou um pouco mais complexo, como <a href="https://amzn.to/2RbMKt2" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>D&amp;D</strong></a>, por exemplo.</p>
<p>Também vale dizer que cada sistema pode ter um ou mais livros básicos. Para jogar a <strong>5º edição do D&amp;D</strong>, por exemplo, você pode começar apenas com o <a href="https://amzn.to/2RbMKt2" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Livro do Jogador</strong></a>, mas se quiser uma experiência mais completa, vai acabar precisando do <a href="https://amzn.to/2R9syIr" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Livro do Mestre</strong></a> e também do <a href="https://amzn.to/2ZpByhc" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Livro dos Monstros</strong></a>. Ambos muito úteis, mas a rigor, opcionais (na minha opinião).</p>
<p>A maioria dos outros sistemas possui apenas um manual básico, sendo todos os outros <strong>livros suplementos</strong> totalmente opcionais, que serão mais ou menos úteis conforme o perfil do seu grupo.</p>
<p>Eis aqui alguns sistemas disponíveis hoje em português:</p>
<h3>D&amp;D (Dungeons and Dragons) [<a href="https://asmodee.galapagosjogos.com.br/dnd-consulte-o-grimorio" target="_blank" rel="noopener noreferrer">link</a>]</h3>
<p>O RPG mais famoso &#8211; e antigo &#8211; do mundo com temática medieval. Como comentei, o sistema todo é composto por 3 livros: Livro do Jogador (Player&#8217;s Hanbook),  o Livro do Mestre (Dungeon Master&#8217;s Guide) e o Livro dos Monstros (Monster Manual).</p>
<h3>Chamado de Cthulhu [<a href="https://newordereditora.com.br/loja/rpg/chamado-de-cthulhu/chamado-de-cthulhu-7a-edicao-jogo-rapido/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">link</a>]</h3>
<p>RPG de horror que toma por base a criação de H. P. Lovecraft. No livro básico encontramos as regras para jogar na Era Vitoriana, nos Anos 20 e na época atual. E ainda existem suplementos que tratam do tema desde a Roma Antiga até cenários de Ficção Científica. Inclusive ele possui um guia rápido gratuito para você conhecer as regras do sistema.</p>
<h3>Rastro de Cthulhu [<a href="https://retropunk.com.br/editora/roleplaying/rastro_de_cthulhu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">link</a>]</h3>
<p>Utiliza o mesmo pano de fundo de <strong>O Chamado de Cthulhu</strong>, mas com um sistema de regras diferente e mais narrativo. <a href="https://universorpg.com/do-alem/sistemas/cthulhu-o-chamado-x-o-rastro/"><strong>Já publicamos aqui um artigo explicando as diferenças entre os dois</strong></a>.</p>
<h3>3D&amp;T [<a href="https://jamboeditora.com.br/produto/manual-3dt-alpha-edicao-revisada/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">link</a>]</h3>
<p>Um clássico RPG introdutório que iniciou muita gente no hobby, até por ter sido vendido em bancas de revistas durante muito tempo. Bastante simples e amigável, além de ser genérico (ou seja, permite jogar em praticamente qualquer época/ambientação).</p>
<h3>Espadas Afiadas e Feitiços Sinistros [<a href="http://www.pensamentocoletivo.com.br/categoria-produto/r-p-g/espadas-afiadas-feiticos-sinistros/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">link</a>]</h3>
<p>RPG também com temática medieval, porém, com uma pegada mais old school. Se você ficou perdido com o termo old school, <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/o-que-e-o-rpg-old-school/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>também já falamos dele em outro post aqui no UniversoRPG</strong></a>.</p>
<h3>Karyu Densetsu [<a href="http://www.pensamentocoletivo.com.br/categoria-produto/r-p-g/karyu-densetsu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">link</a>]</h3>
<p>RPG 100% nacional para jogar com temática de animês/mangás de ação, principalmente os seinen. É um jogo sobre combates táticos, conversas filosóficas e ideais apaixonados. É um jogo sobre a alma humana, sobre como ela é o combustível de paixões e a arma mais poderosa de todas.</p>
<h3>Old Dragon [<a href="https://loja.burobrasil.com/rpg/old-dragon/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">link</a>]</h3>
<p>Mais uma opção medieval (preferência de boa parte dos RPGistas por aí). Usa uma mescla de regras de AD&amp;D com D&amp;D 3ª Edição e possui um versão gratuita em PDF. Ótimo para que está começando.</p>
<p>Essa lista não é de modo algum exclusiva. Existem muitos outros sistemas em português, muitos mais em inglês. Acima são apenas algumas das opções disponíveis hoje no mercado nacional.</p>
<h2>Os Acessórios</h2>
<p>Aqui é (quase) basicamente floreio. O que você realmente precisa é de lápis (ou caneta, ou lapiseira, ou um pedaço de carvão, sei lá&#8230;), papel e dados adequados para o sistema escolhido (alguns sistemas usam cartas de baralho comuns para resolver as jogadas, mas são bem raros).</p>
<p>Um outro item presente em quase todas as mesas, é o <strong>Escudo (ou Divisória) do Mestre</strong>. Eu digo quase porque já vi mesas e mestres sem ele e e não existem um consenso da comunidade sobre o seu uso, digamos, obrigatório. Os escudos geralmente trazem informações resumidas (ou detalhadas) de regras do sistema, para ajudar o Mestre com consultas rápidas. Geralmente cada sistema de jogo possui o seu escudo, mas há jogadores e mestres que preferem algo mais customizado, chegando a fazer seus próprios escudos.</p>
<div id="attachment_3253" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3253 size-full" title="Escudo do Mestre de RPG" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/09/img-o-que-preciso-escudo-do-mestre.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/09/img-o-que-preciso-escudo-do-mestre.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/09/img-o-que-preciso-escudo-do-mestre-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O escudo do mestre, suas anotações e apetrechos. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Daí para a frente é apenas por sua conta. Acho que quase todo mundo usa as fichas de personagem incluídas no sistema escolhido (que sempre têm cópia livre para uso pessoal). Alguns gostam de personalizar essas fichas (fazia muito isso quando era jovem e tinha bastante tempo sobrando). Outros gostam de dados super estilizados (tenho alguns conjuntos de metal maciço que acho sensacionais, e uso mesmo jogando online). E há quem faça configurações inacreditáveis, chegando a embutir uma TV grande na mesa para projetar mapas para as aventuras. O céu (ou a conta bancária) é o limite.</p>
<p>Por hoje é só aventureiros! Espero que a missão esteja cumprida e tenhamos ajudado a sanar as dúvidas sobre o que é realmente necessário para jogar RPG, senão todas, pelo menos algumas.</p>
<p>Gostaram? Então, por favor, mandem esse artigo para quem vocês acham que poderá se beneficiar dele. Toda a ajuda é super bem-vinda.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/o-que-preciso-para-comecar-a-jogar-rpg/">O que preciso para começar a jogar RPG?</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Coronavirus, epidemias e pandemias diretamente para o seu RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 12:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>COVID-19. Nos últimos meses nenhum termo tem sido tão buscado e pesquisado pelas pessoas. Trata-se de uma nova doença, até então inédita em seres humanos. O nome coronavírus representa, na verdade, toda uma família do vírus que se espalha hoje pelo mundo. Como exemplos temos também a SARS (China, 2002) e o MERS (Oriente Médio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>COVID-19. Nos últimos meses nenhum termo tem sido tão buscado e pesquisado pelas pessoas. Trata-se de uma nova doença, até então inédita em seres humanos. O nome coronavírus representa, na verdade, toda uma família do vírus que se espalha hoje pelo mundo. Como exemplos temos também a SARS (China, 2002) e o MERS (Oriente Médio, 2012).</p>
<p>O novo coronavirus é irmão do Sars-Cov-1, que apareceu na China em 2002. Seu nome vem de um termo em inglês que significa <i>&#8220;severe acute respiratory syndrome coronavirus 1&#8221;</i>, que numa tradução direta seria algo como Síndrome Respiratória Aguda Grave do Coronavírus 1.</p>
<p>Já o termo <b>COVID-19</b>, também vem do inglês, <b>CO</b>rona <b>VI</b>rus <b>D</b>isease e o número 19 vem do ano da sua descoberta, ou seja, 2019.</p>
<p>Ainda vamos ouvir falar muito desse vírus e seu impacto no mundo, seja ele social ou econômico. O mundo que você conhecia no início de 2020 nunca mais será o mesmo.</p>
<p>A despeito de todo o impacto e caos que isso vem gerando, aumentou também o interesse das pessoas em outros tipos de <b>pandemias</b> e <b>epidemias</b>, além é claro, de suas consequências. Então, antes de mais nada, vale estabelecer alguns conceitos aqui.</p>
<div id="attachment_3135" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3135 size-full" title="A Peste Negra ou Peste Bubônica" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra.jpg" alt="Pandemias" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A humanidade já enfrentou outras doenças no passado, como a Peste Bubônica. | Fonte: Artstation.</p></div>
<h3>Surto</h3>
<p>Quando um determinado tipo de doença afeta apenas uma região específica e o número de casos registrados é maior do que o previsto pelas autoridades sanitárias, dizemos que está ocorrendo um surto daquela doença. No Brasil, talvez o exemplo mais atual seja a dengue.</p>
<h3>Epidemia</h3>
<p>Quando um surto ocorre em mais de uma região, falamos em epidemia. Ela pode ser municipal, ocorrendo em diversos bairros, ou ela pode ter um nível estadual, quando é identificada em várias cidades. Já quando a epidemia começa a ocorrer em vários estados, dizemos que ela alcançou o nível nacional.</p>
<h3>Pandemia</h3>
<p>Pandemia é o que enfrentamos hoje com novo coronavírus ou que já enfrentamos no passado com a &#8220;gripe suína&#8221;, mais conhecida como H1N1. A gripe começou como uma epidemia e, quando começou a ser registrada em outros países, passou para o status de pandemia.</p>
<p>Existe ainda um quarto tipo de manifestação das doenças que é a <b>Endemia</b>. Uma doença é dita endêmica, quando ela costuma ocorrer com muita frequência num mesmo local, não sendo registrada em outros. A malária, por exemplo, pode ser considerada uma doença endêmica da África.</p>
<h2>Vida real e ficção</h2>
<p>Esclarecidas as diferenças, vamos as fontes de informação e inspiração para que você possa entender um pouco mais como epidemias e pandemias funcionam. Do paciente zero até a cura, muita coisa pode dar errado.</p>
<h3>Gripe Espanhola</h3>
<p>Originada em 1918, ao contrário do que muitos imaginam, a Gripe Espanhola não teve origem na Espanha. Sua real origem nunca foi determinada, mas os indícios históricos apontam para EUA ou China.</p>
<p>Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época, foram infectadas. Já no número de mortes, a divergência de dados é maior. Algumas fontes citam  de 17 milhões a 50 milhões, e outras que possivelmente, o número de mortos passou de 100 milhões. Data a época em que a doença ocorreu, os registros oficiais nem sempre eram fáceis de se conseguir. Se você não se atentou à data, estamos falando da<b> Primeira Guerra Mundial</b>, ou a <b>Grande Guerra</b>, como era conhecida na época.</p>
<div id="attachment_3136" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3136 size-full" title="Hospital de campanha da Gripe Espanhola" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Retrato de um hospital de campanha durante a Gripe Espanhola nos EUA. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>O fato é que o primeiro caso registrado da doença foi o do cozinheiro <b>Albert Gitchell</b>. Ele foi internado, com sintomas de gripe, na enfermaria de Fort Riley (Kansas), em 4 de março de 1918. Uma semana depois já haviam indícios do vírus no Queens (Nova York).</p>
<p>A <b>Gripe Espanhola</b> foi uma variação do vírus Influenza, causador da gripe comum. Uma segunda pandemia do mesmo vírus seria vista por nós em 2009, onde a sigla <b>H1N1</b> ganhou mais notoriedade. Sim, o vírus da Gripe Espanhola também foi o H1N1, numa época em que a população mundial ainda não tinha imunização contra ele.</p>
<p>O vírus ganhou o mundo quando os soldados americanos, portadores e assintomáticos, embarcaram em navios com destino a Europa. As medidas de diagnóstico e isolamento vieram muito tarde em algumas regiões, causando um verdadeiro estrago, tando do lado social quanto econômico.</p>
<p>Da mesma forma que surgiu, a gripe perdeu a sua força no final de 1918, com os números de casos ficando cada vez menos frequentes. Alguns especialistas dizem que isso de deve ao vírus ter sofrido mutações que o deixaram menos letal, já que os hospedeiros da primeira variante, acabavam morrendo no processo.</p>
<p>E por que <b>Gripe Espanhola</b>? Bom, na época de Guerra, com medo criar o pânico entre as pessoas e desmotivar os soldados, muito da informação sobre a doença foi censurado pelos países participantes. Porém, como a Espanha não participava da guerra, não havia censura em seus meios de comunicação e ela acabou virando a referência em divulgações sobre a doença.</p>
<h3>Nova Gripe A</h3>
<p>Também conhecida como <b>Gripe Suína</b>, <b>Gripe Mexicana</b> ou apenas <b>Gripe A</b>, ela veio em 2009 e como eu mencionei antes, ela é uma nova variação (ou cepa) do Influenza <b>H1N1</b> de 1918.</p>
<div id="attachment_3138" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3138 size-full" title="Mapa da Gripe A em 2009" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Panorama mundial da Gripe A no final de 2009. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>Um detalhe que chama atenção aqui é o fato de que essa variante havia sido erradicada, ou pelo menos assim se pensava. Amostras do vírus só existiam em laboratório e ao que tudo indica, em algum momento dos anos 70 ele foi reintroduzido. Conspiração? Talvez.</p>
<p>O <b>paciente zero</b> foi o menino Edgar Hernandez (de 5 anos), morador de La Gloria, distrito de Perote que fica cerca de 10 km da criação de porcos das granjas <i>Carroll</i>, subsidiária da <i>Smithfield Foods,</i> e 250 km a leste da Cidade do México. Ele foi diagnosticado em março, em 25 de abril a OMS alertava para &#8220;Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional&#8221; e no dia 29 ela elevou para 5 o nível de alerta, pois já haviam relatos de transmissão entre pessoas.</p>
<p>Assim a Gripe Espanhola, não demorou muito para que a nova gripe ganhasse o mundo. Porém, desta vez, parte da população humana já se encontrava com alguma imunização, mesmo que em menor grau. Uma vacina também não demorou muito para aparecer, sendo que as primeiras amostras vieram em outubro do mesmo ano.</p>
<p>Outro diferencial, foi o fato de algumas medicações já existentes se mostraram eficazes no combate ao vírus. O <b>H1N1</b> se mostrou sensível aos compostos <i>zanamivir</i> e <i>oseltamivir</i>, sendo que este último ficou muito popular no Brasil, conhecido pelo seu nome comercial, <b>Tamiflu</b>.</p>
<p>Os números de óbitos oficiais são de 18,5 mil pessoas ao redor do mundo, mas em função do novo coronavírus, novos estudos de revisão estão sendo feitos. Alguns estudos já estimam que esse número esteja entre 151,7 mil e 575,4 mil.</p>
<h2>Medidas de controle</h2>
<div id="attachment_3140" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3140 size-full" title="Medias de contenção da pandemia" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Conforme a doença avança, as medidas de controle vão ficando extremas. | Fonte: BBC News</p></div>
<p>Olhando o cenário em que cada pandemia (ou epidemia) se desenrolou, é possível notar que alguns padrões de comportamento se mantiveram ao longo da história. Na tentativa de controlar a disseminação, o isolamento entre as pessoas parece ser uma peça importante no início do combate a doença.</p>
<p>Muitos estudos mostraram uma queda significativa no número de casos (novos ou reincidentes) quando respeitadas essas medidas. O tempo de duração do isolamento varia de local para local e depende também de outros componentes, geralmente sócio-econômicos e políticos.</p>
<p>Além disso, surgem novos hábitos na população em decorrência das novas medidas sanitárias. O uso de máscaras e luvas pode ser visto como um exemplo disso. Porém, outros hábitos menos evidentes também puderam ser percebidos como mudanças no consumo de alimentos em geral e até mesmo o comparecimento a alguns lugares no país.</p>
<h2>Medicamentos e Vacinas</h2>
<p>Outro ponto a se observar é que, na maioria das vezes, o desenvolvimento de uma cura é algo extremamente demorado. A exemplo disso, tanto a <b>SARS-CoV</b> (<i>Síndrome Respiratória Aguda Grave</i>) quanto a <b>MERS-CoV</b> (<i>Síndrome Respiratória do Oriente Médio</i>) seguem sem vacina conhecida. Os medicamentos desenvolvidos servem apenas para o chamado, <b>tratamento de suporte</b>, ao paciente.</p>
<p>O Brasil é referência em mundial em vacinação (apesar das aparências) e também é autossuficiente na produção de imunobiológicos, fabricados pela <b>Fundação Oswaldo Cruz</b> (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e pelo <b>Instituto Butantan</b>, em São Paulo.</p>
<p>O complexo processo de fabricação pode variar de vacina para vacina, depende de pesquisas e estudos realizados sobre as mesmas e ainda precisa levar em consideração a tecnologia necessária a sua fabricação. A vacina contra a gripe, por exemplo, começa a ser elaborada cerca de 18 meses antes da entrega das primeiras doses e a sua fabricação leva em torno de 9 meses.</p>
<h2>Uso em Jogo</h2>
<p>Certo, agora que você já sabe um pouco mais sobre pandemias, medidas preventivas e produção de uma cura/vacina, como você pode utilizar isso em sua sessão de jogo?</p>
<p>Separei 4 temas que seriam bons plots para aventuras (na minha opinião). Elas servem tanto para aventuras one-shot (aventuras de uma tarde) quanto para pequenas campanhas com 3 a 4 aventuras interligadas.</p>
<h3>Em busca do paciente zero</h3>
<div id="attachment_3142" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3142 size-full" title="Paciente Zero da COVID-19" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Esteja preparado para fortes emoções ao buscar a origem da pandemia. | Fonte: BBC News</p></div>
<p>Em todos os casos, sempre há um paciente que deu origem a tudo, o primeiro indivíduo a se contaminar ou ser contaminado. A busca por essa pessoa pode ser a chave que falta para o desenvolvimento de uma cura ou para entender um padrão de dispersão, por exemplo.</p>
<p>Uma aventura com cunho investigativo casa muito bem com esse tipo de situação, onde os personagens precisam viajar muito em busca de informações.</p>
<p>Imagine que os primeiros casos são em locais próximos aos jogadores. Em seguida eles descobrem que algumas dessas pessoas vieram ou estavam em outro local, quem sabe até mesmo em outra cidade/província/estado/reino/país.</p>
<p>Nesse outro local, os jogadores descobrem que essa pessoa (ou grupo de pessoas) estava envolvido em algo ilegal, como contrabando de obras de arte, por exemplo. Então aqui você tem o primeiro desdobramento da aventura. Enquanto buscam por indícios da contaminação, os jogadores também precisam se infiltrar no esquema para conseguir informações ou até mesmo impedir alguns crimes.</p>
<p>A história vai avançar mais um pouco, levando os jogadores a outras regiões até encontrarem o local de início do contágio, que pode já estar fechado, com entrada somente mediante a autorização, quem sabe?</p>
<p>E por último a descoberta do paciente zero. O fluxo pode ser simples como achar um endereço, seguir pra lá e encontrar a pessoa, como também pode ter várias camadas interligadas. Um exemplo disso talvez seja o fato do indivíduo já estar morto e necessitar de uma autópsia ou ainda uma autorização para que determinando procedimento seja feito.</p>
<p>Se o final vai ser feliz ou não, só cabe ao mestre decidir.</p>
<h3>Vírus de Laboratório</h3>
<div id="attachment_3141" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3141 size-full" title="Ethan Hunt de Missão Impossível" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">E se Ethan Hunt estivesse buscando outra coisa em suas missões? | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>O clássico vírus criado em laboratório aparece aqui. Esse tipo de aventura ou campanha pode se iniciar de várias formas. Talvez os jogadores tem sido contratados para roubar esse vírus e acabam acidentalmente liberando ele. Os jogadores também podem ser enganados, achando que estão buscando uma vacina, quando na verdade estão resgatando um vírus mortal.</p>
<p>O oposto também pode ser usando, com os jogadores tentando impedir um roubo que pode ou não já estar em andamento. Os filmes da série <b>Missão Impossível</b> são muito bons para inspiração com esse tipo de abordagem.</p>
<p>Acredito que este tipo de aventura seja mais adequada para one-shot. Eu mesmo tenho uma aventura que costumo usar em eventos ou para apresentar o RPG para novas jogadores. O fluxo é mais ou menos linear e segue a seguinte estrutura:</p>
<ul>
<li>Os jogadores recebem a missão através de um contato ou informante;</li>
<li>Sofrem um contra tempo, geralmente um ataque surpresa, mostrando que há mais pessoas interessadas;</li>
<li>Fazem os preparativos para a missão, ou melhor, invasão ao laboratório;</li>
<li>Percorrem as salas do laboratório, um mapa com 10 cômodos que sempre carrego comigo;</li>
<li>Vencem os desafios do laboratório (armadilhas, guardas e monstros);</li>
<li>Marcam o local e entregam o objeto do contrato.</li>
</ul>
<p>Claro que nem sempre as coisas saem como o esperado, mas em linhas gerais essa seria uma típica aventura de missão de invasão. Os efeitos do vírus, seu poder de destruição e/ou contaminação podem ser usados pelo mestre como pano de fundo, dando a devia importância e peso a missão.</p>
<h3>Contra o tempo</h3>
<div id="attachment_3139" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3139 size-full" title="Teste positivo para um vírus." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Todos infectados, um bom plot para uma aventura &#8220;one shot&#8221;. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Um outro tipo de aventura que gosto também é quando os personagens precisam enfrentar um inimigo intangível, o tempo. Nessa abordagem, os personagens estão infectados e precisam buscar uma cura ou morrem. Uma variação dessa aventura coloca algum familiar ou amigo próximo como alvo da infeção. Porém, dependendo do grupo, essa situação não tem muito sucesso. Já tive jogadores que simplesmente não se importaram com o fato da família inteira estar doente (vai entender!).</p>
<p>A maior dificuldade está na administração do tempo que resta aos jogadores. Dificilmente eu coloco alguma regra pra isso, deixando tudo de maneira mais implícita e com o tempo de alguns dias. Assim fica mais fácil controlar as ações dos jogadores.</p>
<p>Outra coisa que costumo fazer também é colocar os personagens sem memórias dos últimos acontecimentos, deixando o tom de mistério no ar. Geralmente eles acordam todos juntos  ou pelo menos no mesmo local, tipo uma casa ou um hotel. Também forneço algumas pistas iniciais para que eles possam ter opções de onde começar a aventura.</p>
<p>Geralmente a linha da aventura segue mais ou menos essa trilha:</p>
<ul>
<li>Descobrir várias informações;</li>
<li>Ser perseguido;</li>
<li>Encontrar outros como ele, mas em situação pior (internado em sanatórios ou vivendo nas ruas, por exemplo);</li>
<li>Tentar provar que foi vítima de uma conspiração ou similar;</li>
<li>Falar na tentativa anterior;</li>
<li>Receber uma ajuda inesperada;</li>
<li>Ser confrontado ou confrontar aqueles que fizeram tudo acontecer.</li>
</ul>
<p>O desfecho aqui também pode ser algo bom ou ruim, dependendo do clima que se quer criar ou como estão os ânimos dos jogadores ao final da partida. Já tive jogadores que receberam a cura e foram &#8220;dispensados&#8221;, assim como já tive jogadores onde todos acabaram ferrados. Novamente, o nível de maturidade do seu grupo vai dizer como o mestre pode conduzir as coisas.</p>
<h2>A Vacina</h2>
<div id="attachment_3144" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3144 size-full" title="Buscando um cura para a pandemia." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A busca pela cura é um plot clássico de filmes e seriados. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Nesse modelo, a pandemia pode já ter se instaurado e começado a mostrar os seus efeitos, sejam eles sociais, econômicos ou qualquer outra coisa. A busca por uma vacina, ou melhor, pelos ingredientes dela é que são o objetivo desse jogo.</p>
<p>Por ingredientes, considere um pouco de tudo. Podem ser componentes químicos e biológicos, por exemplo; mas também pode ser uma determinada pessoa ou grupo de pessoas. Imagine que para chegar a uma cura você precise reunir um conjunto de cientistas, cujos experimentos e reputação não são muito bem vistos pela comunidade científica.</p>
<p>Quem é mais velho talvez se lembre do seriado <b>Fringe</b>, onde um dos protagonistas era um cientista muito a frente do seu tempo, mas como ética e teorias duvidosas. E onde estava esse cientista no ínicio do seriado? Internado em um manicômio!</p>
<p>A resposta para uma vacina também pode estar fora do nosso planeta, com uma aventura estilo <b>Interstellar</b> ou <b>Armageddon</b> (sim, aquele com o Bruce Willis e sua equipe de mineradores). No melhor estilo dos filmes de Hollywood, os jogadores &#8220;civis&#8221; são enviados junto com uma equipe de especialistas para captação de recursos no espaço, quem sabe em Marte ou Júpiter.</p>
<p>E novamente aqui o contexto da pandemia serve como pano de fundo para as motivações dos personagens ou da própria aventura.</p>
<h3>Tudo junto e misturado</h3>
<p>E por fim, você pode misturar tudo e criar um contexto mais logo (e até mais absurdo) para salvar toda a humanidade. Começando com a descoberta do paciente zero, roubando uma vacina da concorrência, descobrindo que ela não passava de uma jogada publicitária no final e ainda tendo que viajar para os confins do mundo (dentro ou fora dele) para montar uma cura, tudo isso antes que a sociedade sucumba e desapareça. Ufa!!!!</p>
<p>Lembre-se apenas de passar o tom de urgência que a aventura merece e quando os personagens empacarem em algum ponto, faça com que outros eventos ocorram e, se necessário, dê dicas sobre os próximos passos. O que não pode acontecer em aventuras desse estilo, ao meu ver, é o ritmo da narrativa ser lento.</p>
<h3>Realidade ou Ficção</h3>
<p>Para finalizar, o mestre precisa decidir qual será o tom da aventura ou campanha que irá conduzir. O foco será mais realista, baseado em fatos reais e locais existentes? Quais serão as verdadeiras consequências caso a pandemia atinja níveis críticos? Por mais que o mestre não vá usar essas informações diretamente em jogo, é sempre bom ter algo planejado, nem que seja uma ou duas linhas de texto.</p>
<p>Se as cosias forem para o lado da ficção, bom, aí o céu é o limite. Filmes como a saga <b>Resident Evil</b> e <b>Guerra Mundial Z</b> são bom exemplos de tudo pode (ou não) ser feito. E se você acha que apenas aventuras modernas poderiam dar certo com esse contexto, saiba que você pode estar ligeiramente enganado.</p>
<p>Uma praga ou doença mágica pode estar afligindo uma região ou todo um reino. Sua cura não pode ser alcançada por meios mágicos, talvez nem mesmo pelos Deuses daquele mundo. Com pequenos ajustes, todos os contextos apresentados podem ser usados em uma aventura medieval.</p>
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		<title>Sistemas Complexos e a Regra de Ouro do RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Feb 2019 18:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um grupo lá no Facebook, um usuário fez a seguinte pergunta: &#8220;Para um narrador iniciante, é mais difícil dominar um sistema com muitas regras ou saber aplicar a Regra de Ouro num sistema simples?&#8221; Antes de responder, precisamos estabelecer o que é um &#8220;sistema com muitas regras&#8220;, um &#8220;sistema simples&#8221; e a &#8220;Regra de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um grupo lá no Facebook, um usuário fez a seguinte pergunta:</p>
<p><strong><em>&#8220;Para um narrador iniciante, é mais difícil dominar um sistema com muitas regras ou saber aplicar a Regra de Ouro num sistema simples?&#8221;</em></strong></p>
<p>Antes de responder, precisamos estabelecer o que é um &#8220;<b>sistema com muitas regras</b>&#8220;, um &#8220;<b>sistema simples</b>&#8221; e a &#8220;<b>Regra de Ouro</b>&#8220;.</p>
<h2>A Regra de Ouro do RPG</h2>
<p>Presente em muitos livros, a <strong>Regra de Ouro</strong> tem muito a ver com a diversão do jogo. No meio de uma cena narrativa ou combate por exemplo, ao invés de consultar o livro de regras, o mestre é incentivado improvisar para não cortar o fluxo do jogo. <em>&#8220;Qual era mesmo a regra para lançar Bola de Fogo?&#8221;</em> ou ainda <em>&#8220;Como eu calculo mesmo o incremento de distância do meu tiro com rifle?&#8221;</em>.</p>
<p>Perguntas assim podem quebrar completamente o clima da aventura, pois alguém vai parar para abrir o livro, ficar pesquisando por algum tempo, para só depois dizer: &#8220;<em>ah, soma mais 1 em destreza e  vamos em frente.</em>&#8221;</p>
<p>Se essa rolagem não for decisiva para o desfecho da aventura ou para o destino de algum personagem ou NPC importante, improvise. Depois, com calma você pode consultar o livro e tirar as dúvidas de todos. Na próxima sessão vocês vão lembrar como aquela regra funciona (ou não).</p>
<p>Portanto, a <strong>Regra de Ouro</strong> tem muito a ver com improvisação, com conhecer as regras para, depois, quebrar, modificar ou ignorar em prol da narrativa.</p>
<h2>Sistemas Simples</h2>
<p>O que torna um sistema simples? Responder essa pergunta já é um desafio. Não existe um consenso ou definição gravada em pedra, mas podemos dizer de maneira geral, que um sistema é simples quando ele tem um conjunto de regras bem enxuto. Ele não vai prever todas as situações que podem acontecer durante um jogo, mas vai te dar orientações de como resolver situações mais genéricas.</p>
<p>Pra mim, um bom exemplo de sistema simples é o <a href="https://amzn.to/2TNGM1q" target="_blank" rel="noopener"><strong>3D&amp;T da Jambô Editora</strong></a>. O sistema criado por <strong>Marcelo Cassaro</strong> e cia tem pouquíssimas regras, usa apenas um dado de 6 lados (1D6) e você consegue ler ele tranquilamente em uma tarde chuvosa de sábado, sem muito esforço. Simples e rápido de aprender. Para você ter ideia, as primeiras versões do 3D&amp;T vinham junto com a antiga revista Dragão Brasil e tinham poucas páginas!</p>
<h2>Sistemas Com Muitas Regras</h2>
<div id="attachment_2547" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2547 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-lutas-epicas.jpg" alt="Lutas Épicas" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-lutas-epicas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-lutas-epicas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Defesa contra baforada de dragão, você sabe como funciona? | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Podem atirar as pedras, mas vou citar o <strong>D&amp;D 3.5</strong> (sim sou velho). Começando com regras para criar personagens, regras para criação de itens mágicos, regras para combates, regras para criar mundos, monstros e por aí vai. Se formos olhar a quantidade de suplementos que foram publicados no Brasil, a coisa fica ainda mais interessante (alguém falou classes de prestígio?).</p>
<p>Mesmo na sua atual versão, <strong>D&amp;D</strong> continua tendo um livro destinado ao jogadores (<a href="https://amzn.to/2SQcLRi" target="_blank" rel="noopener"><strong>Player&#8217;s Handbook</strong></a>) e outro para o mestre (<a href="https://amzn.to/2Ec76wx" target="_blank" rel="noopener"><strong>Dungeon Master&#8217;s Guide</strong></a>), aprofundando (bastante) o que é mostrado para o mestre no livro do jogador. Cada livro tem mais de 200 páginas e se você quer virar um perito em magias, boa sorte. Vai passar um bom tempo lendo muito.</p>
<p>Isso não é necessariamente ruim. O fato é que você precisa dedicar um pouco mais de tempo para aprender o sistema a ponto de começar a jogar. Dominá-lo vai levar um pouquinho mais de tempo.</p>
<h2>Começando (e se frustrando) como mestre</h2>
<p>Muito bem, definições feitas, vamos voltar a nossa questão inicial. O que é mais fácil para quem está começando, improvisar com regras mais simples ou dominar um sistema mais complexo? Vejamos&#8230;</p>
<p>Sempre que encontro alguém que já jogou RPG, pergunto como foi sua experiência. O que jogou, com qual tipo de personagem e como era o mestre ou narrador. Essa última pergunta geralmente vem com algumas queixas, ou por que não tiveram uma boa experiência como jogador(a) ou por que se frustraram quando foram mestrar.</p>
<p>A frustração como jogador(a) muitas vezes está relacionada ao mestre que conduzia o jogo. A história era estranha, não sabia direito as regras, ficava olhando o livro toda vez, entre outras coisas.</p>
<p>Quando a pessoa tentou mestrar e depois desistiu, foi porque os jogadores sumiram ou porque achou o desafio alto demais. E quando questiono qual o sistema era usado/jogado, geralmente era um sistema tido com muitas regras (D&amp;D, GURPS, Vampiro, etc&#8230;).</p>
<p>Geralmente quando estamos na posição de jogadores, não precisamos nos preocupar com várias regras e os detalhes delas, logo, temos a impressão que mestrar é fácil e está focado muito mais em como contar uma história do que lidar com um sistema inteiro. Para os veteranos essa premissa, muitas vezes, é verdadeira, mas muitos novatos acabam se apegando muito mais as regras do que deveriam e ainda por cima acabam esquecendo tudo o viram e ouviram quando eram jogadores.</p>
<p>Por isso, começar com um <strong>sistema mais enxuto em termos de regras</strong> pode ser mais proveitoso para quem está começando. São menos coisas para lembrar, menos contas para fazer e tudo fica mais fácil de consultar quando surge a dúvida. E mesmo assim, quando uma dúvida surgir, você deve se perguntar se vale mesmo a pena interromper a sessão para um consulta ao livro. Pare e pense no seu antigo mestre de RPG faria numa situação dessas ou apenas use o bom senso.</p>
<h2>Keep it simple</h2>
<p>Uma máxima que aprendi com o tempo é que as regras nem sempre resolvem tudo. Por mais que o seu sistema tenha regras para <b>cavar buracos</b> ou <b>atacar usando um taco de golfe</b> (o GURPS manda lembranças!), acredite, você não precisa delas na maioria das vezes.</p>
<p>Os jogadores sempre vão tentar alguma coisa maluca e inesperada que o sistema não previu. E o que você faz? Senta e chora? Abandona tudo e vai jogar video-game? Qualquer uma dessas opções seria extremamente confortável, mas que tal tentar imaginar como se resolveria isso usando o mínimo de regras possível? Quer um exemplo prático? Quando comecei a mestrar D&amp;D, eu nunca tinha lido sobre ataques desarmados (socos, chutes e similares) em D&amp;D. Sabia que era possível, mas não fazia ideia do que tinha que rolar até que precisei fazer. E o que eu fiz? &#8220;<i>Rola um D20 e soma seu bônus de Força. Se acertou já joga um 1d4&#8243;</i>.</p>
<p>Só fui ler essas regras de combate muito tempo depois e vi que meu raciocínio estava quase correto. Para o meu grupo aquilo fazia sentido e por isso ninguém foi atrás da resposta correta também naquela época (éramos todos jovens!!!).</p>
<div id="attachment_2548" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2548 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-enfrentado-perigos.jpg" alt="Enfrentando Perigos" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-enfrentado-perigos.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/02/img-enfrentado-perigos-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Os encontros podem ser grandiosos e não precisam ser complexos. | Fonte: Bioware</p></div>
<p>Lançar magias? Eu só pergunto para o jogador se a magia dele tem algum aspecto visível ou se ele tem algum &#8220;<em>modus operandi</em>&#8221; para isso e deixo ele lançar, respeitando apenas o limite/quantidade. Prefiro mais, me divertir vendo meus jogadores criando efeitos mirabolantes para suas magias, do que ficar procurando no livro se tal magia tinha componente material ou gestual. O foco aqui não são as magias em si, mas se meus jogadores estão se divertindo com o jogo.</p>
<p>Simplificar alguns processos permite que você se concentre em outros aspectos do seu jogo. Com o passar do tempo, você vai acabar lendo mais regras (acredite), vai entendendo melhor como algumas mecânicas funcionam e pode, gradativamente, ir incrementando o seu modo ou estilo de mestrar.</p>
<p>Por isso, não se sinta frustrado se você não conseguir encarar aquele livrão de 300 e poucas páginas. Isso é mais normal do que você imagina. E se esse for o seu caso, tente começar só com as regras mais básicas do sistema. Ou você pode optar por um sistema mais simples, até pegar o jeito de conduzir o seu jogo e depois migrar.</p>
<p>Tudo é possível quando se trata de jogar RPG.</p>
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		<title>O Kit do Jogador de RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 21:19:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[como se joga]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[kit]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vários RPGs tem seus Kits de jogo, geralmente compostos por livros, escudo, algumas fichas prontas e às vezes até um conjunto de dados. As famosas caixas básicas, nada mais são do que kits introdutórios ao sistema de jogo. Só o D&#38;D teve várias delas, com direito a algumas caixas comemorativas inclusive. Recentemente uma seguidora da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vários RPGs tem seus Kits de jogo, geralmente compostos por livros, escudo, algumas fichas prontas e às vezes até um conjunto de dados. As famosas caixas básicas, nada mais são do que kits introdutórios ao sistema de jogo. Só o D&amp;D teve várias delas, com direito a algumas caixas comemorativas inclusive.</p>
<p>Recentemente uma seguidora da nossa conta do <a href="https://www.instagram.com/universorpg/"><strong>Instagram</strong></a> enviou a seguinte pergunta:</p>
<p><strong><em>&#8220;Como vocês imaginam ser o kit do RPGista, o jogador? E o do Mestre?&#8221;</em></strong></p>
<p>Se voltarmos ao exemplo anterior, as caixas básicas podem ser consideradas, com certa ressalva, como um kit do mestre e do jogador também. Mas será que é só isso que temos?</p>
<p>Quando comecei a jogar RPG, tudo que eu tinha era a vontade de jogar. Só isso bastava, para mim na época. Meus amigos combinavam o dia, horário e local e eu simplesmente comparecia para jogar. Como geralmente a gente tirava a primeira sessão de jogo para montar os personagens, eu não precisava me preocupar em ter os livros, suplementos ou algum acessório comigo, pois o mestre já tinha tudo isso.</p>
<p>Ao final de cada sessão nosso mestre ficava com minha ficha e anotações, com medo que eu as perdesse (obrigado mestre!) e eu voltava para casa de mãos vazias. Meu contato com o RPG seria apenas na sessão seguinte. Porém, com o passar do tempo, só isso não bastava mais.</p>
<p>Eu sempre acabava esquecendo alguma coisa entre uma sessão e outra (quem nunca?!). Seja quais itens estavam com meu personagem ou como funcionava uma habilidade específica da minha classe.</p>
<p>O que acontecia com frequência é que eu deixava para ler sobre essas coisas no dia da sessão e, invariavelmente, acabava &#8220;perdendo&#8221; parte da diversão.</p>
<p>Com o passar dos anos, passei por várias mesas, mestres e RPGs diferentes. Conheci muita gente também. Era interessante ver como cada jogador (ou mestre) se organizava para a sessão de jogo. Algumas dicas eram realmente boas e uso até hoje.</p>
<h2>O Básico</h2>
<div id="attachment_2464" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2464 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-procure-um-grupo.jpg" alt="Kit do Jogador - Encontre um grupo" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-procure-um-grupo.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-procure-um-grupo-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O primeiro passo é encontrar (ou montar) um grupo. | Fonte: Netflix.</p></div>
<p>Como eu havia dito lá em cima, para começar a jogar você precisa apenas querer jogar. Você não precisa ter um conjunto de dados maneiro ou comprar todos os livros de algum sistema. Não há nada de errado nisso ao meu ver.</p>
<p>Primeiramente procure por uma mesa e jogadores que aceitem você para uma partida, mesmo que seja um jogo descompromissado. Se você não experimentar vários estilos e passar por algumas mesas diferentes, como você vai saber qual estilo de jogo e de abordagem você gosta mais?</p>
<p>E lembre-se, assim como várias coisas na vida, o &#8220;não&#8221; você já tem. Logo, o que vier depois disso é lucro.</p>
<h2>Montando o seu kit</h2>
<p>Agora, se você já participa regularmente de algum grupo (presencial ou online), você pode ter alguns itens que podem tornar a sua jornada no mundo do RPG mais agradável.</p>
<h3>Dados</h3>
<div id="attachment_2461" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2461 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-dados.jpg" alt="Kit de Dados" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-dados.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-dados-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Aprenda logo, dados nunca são demais. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Apesar de não ser um item obrigatório para jogadores, você pode ter o seu próprio kit de dados. Talvez esse seja o primeiro item que a maioria dos jogadores de RPG compra, mesmo antes de comprar um livro.</p>
<p>Hoje existem várias opções disponíveis para compra. As lojas especializadas estão mais acessíveis e opção na internet é o que não falta. Há 10 anos atrás a conversa era outra.</p>
<p>Não há uma quantidade certa para o número de dados que você deve ter. Um único kit com todos os modelos (D4, D6, D8, D10, D12, D20 e D10%) já são suficientes. E se você não tiver pressa em adquirir o seu kit, o Alixepress é uma boa pedida.</p>
<h3>Caderno de Anotações</h3>
<div id="attachment_2466" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2466 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-caderno-de-anotacoes.jpg" alt="Caderno de anotações" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-caderno-de-anotacoes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-caderno-de-anotacoes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Deixar as anotações em um único local facilita muito a vida. | Fonte: Imgur</p></div>
<p>Boa parte dos grupos pelos quais passei, usam folhas comuns para fazer suas fazer anotações e rabiscos sobre a aventura. Alguns levam consigo, enquanto outros deixam a cargo do mestre.</p>
<p>Sempre que possível eu uso um caderno pequeno para as minhas anotações, independente da aventura. Os motivos são basicamente 2: o primeiro, e mais óbvio, é perder as anotações (me julguem). O segundo é o fato de poder consultar posteriormente minhas anotações e ter elas de forma fácil e &#8220;organizada&#8221;. Dependendo da quantidade de sessões, o gerenciamento de papéis torna-se praticamente impossível, a não ser é claro que você use um fichário ou similar.</p>
<h3>Fichas personalizadas</h3>
<div id="attachment_2462" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2462 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-fichas.jpg" alt="Fichas Personalizadas" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-fichas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-fichas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você pode usar as oficiais ou fazer as suas próprias fichas. | Fonte: <a href="http://www.r-n-w.net/" target="_blank" rel="noopener">r-n-w</a></p></div>
<p>Depois de um certo tempo jogando com o mesmo personagem, provavelmente sua ficha vai estar meio gasta e será preciso trocá-la por uma nova. Você poderia solicitar ao mestre uma nova, mas também poderia ter a sua própria ficha personalizada ou customizada para a sua classe.</p>
<p>Existem várias delas disponíveis nos sites oficiais das editoras ou na própria web. Uma busca rápida no Google e você vai encontrar muita coisa legal.</p>
<p>Quando eu jogava D&amp;D 3.5, meu personagem favorito era um Ranger meio-elfo e um Bárbaro meio-orc. Para ambos eu tinha algumas cópias das fichas específicas para cada classe para usar sempre que necessário, sem ficar na dependência do mestre ou dos livros.</p>
<h3>Livros Básicos</h3>
<div id="attachment_2463" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2463 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-livros-em-pdf.jpg" alt="Livros em PDF" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-livros-em-pdf.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-livros-em-pdf-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Comece com livros em PDF mesmo. Depois você pode ir investindo mais. | Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Dependendo do seu grau de engajamento com o sistema que seu grupo joga, pode ser que você sinta vontade de entender melhor como algumas mecânicas de jogo funcionam ou simplesmente para conhecer um pouco mais sobre as outras raças e classes. Seja qual for o motivo, você pode sim ter o livro básico do seu sistema predileto, mesmo que não vá mestrar (pelo menos a princípio).</p>
<p>Você não precisa investir na versão física, por exemplo. Compre primeiro a versão em PDF que é mais acessível e depois, se você realmente sentir necessidade, passe para o físico. Essa é, inclusive, um ótima maneira de conhecer outros sistemas sem gastar rios de dinheiro.</p>
<h3>Cards (ou cartas) Resumo</h3>
<div id="attachment_2460" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2460 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-cards-de-magia.jpg" alt="Cards customizados" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-cards-de-magia.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/12/img-kit-do-jogador-cards-de-magia-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Essa versão é online, mas você pode imprimir e fazer os seus cards. | Fonte: <a href="http://avribacki.gitlab.io/magias5e/" target="_blank" rel="noopener">Avribacki</a></p></div>
<p>Hoje, como mestre, eu costumo entregar aos meus jogadores pequenos cards com um resumo das coisas que eles podem fazer. Por exemplo, seu um dos meus jogadores vai jogar com um Clérigo Humano, eu faço pequenos resumos dos poderes disponíveis para a aquela classe, principalmente no que diz respeito à magias.</p>
<p>Isso facilita não só a vida do jogador como a minha de mestre, pois não preciso ficar parando a sessão toda vez para consultar os detalhes ou como funciona determinada magia ou habilidade. Para o jogador, esse artifício também o ajuda a lembrar tudo o que seu personagem pode ou não fazer em jogo.</p>
<p>Já passei por várias mesas que, ao final da sessão, alguns jogadores reclamavam que esqueceram de usar determinada habilidade anotada na ficha. Quando fiz os primeiros cards para minha aventura de Star Wars Saga, percebi que os jogadores tentaram usar suas habilidade especiais com muito mais interesse.</p>
<p>Apesar de ser um dica mais voltada para mestres, nada impede de você preparar o seu próprio conjunto de cards. E isso vale para qualquer coisa relacionada que o seu personagem sabe fazer ou que você usa com certa frequência em jogo, mas tem alguma mecânica mais complexa.</p>
<p>Espero que essas dicas tem sido úteis e ajudem você a começar a jogar RPG com o &#8220;pé direito&#8221;. Porém, lembre-se da regra de ouro do RPG: <strong><em>&#8220;Se você não está se divertindo, está fazendo isso errado&#8221;</em></strong>.</p>
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		<title>Say my name! Como escolher um bom nome para o seu personagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Sep 2018 05:16:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[criação de personagem]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cyberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[nome]]></category>
		<category><![CDATA[NPC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nomes são tão importantes quanto o conceito do seu personagem e um não poderia existir sem o outro. O problema é que nem sempre é fácil encontrar ou criar um nome do zero. Por isso separamos essas dicas para facilitar o seu trabalho e ajudar você ter um personagem único e memorável.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca perguntou o nome de um <strong>NPC</strong> (personagem não-jogador) aleatório durante a sessão de jogo, que atire o primeiro dado.</p>
<p>Para alguns jogadores (e mestres também) a parte mais complexa/divertida pode ser montar uma ficha. Para os veteranos, os números e bônus saem quase que automaticamente e em poucos minutos, a ficha está completa. Já para os novatos, as coisas podem ser um pouco mais complexas ou demoradas, mas consultando algumas regras, e com a ajuda dos colegas tudo se resolve.</p>
<p>Porém, existe um item da ficha que não exige regra e que, às vezes, chega a ser tão complexo quanto a própria ficha. A escolha do <strong>nome do personagem</strong>.</p>
<p>Faz anos que jogo RPG e quase sempre tive um bloqueio na hora de escolher os nomes dos meus personagens, sejam eles NPCs ou não. Para alguns abençoados com o dom da criatividade, este é um processo natural, mas para muitos (assim como eu), esse processo é longo, tortuoso e no final, o resultado pode sempre deixar a desejar.</p>
<p>Pensando nisso, separei algumas dicas que encontrei ao longo dos anos, bem como algumas utilizadas por escritores para elaborar os personagens e antagonistas dos seus livros. Bora lá conferir?</p>
<h2>Conceito e Origem</h2>
<div id="attachment_1999" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1999 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-conceito-e-origem.jpg" alt="Conceito e Origem" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-conceito-e-origem.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-conceito-e-origem-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O conceito inicial do personagem é tão importante quanto o nome. | Fonte: <a href="https://www.deviantart.com/louisgreen/art/character-concepts-368938007" target="_blank" rel="noopener">LouisGreen -Deviantart</a></p></div>
<p>O primeiro passo é pensar no conceito geral do personagem e qual a sua origem/etnia/raça, antes do seu nome, ou se já tiver um nome em mente, tentar &#8220;casar&#8221; ele com o conceito do personagem.</p>
<p>Digamos que o seu personagem se chama Thorin &#8220;<em>Quebra Queixo</em>&#8220;. A primeira vista me parece um nome típico de <strong>Anão</strong> ou um <strong>Bárbaro</strong>, o que seria legal para esse conceito de personagem. Agora, se você estava pensando em fazer um elfo, ou até mesmo um humano mago, talvez você precise de uma boa história para sustentar esse nome.</p>
<p>Por isso, pensar em coisas como raça, terra ou país de origem, e até mesmo a evolução da sua classe, lhe fornece muito mais subsídios para criar um nome mais convincente. O mesmo vale para RPGs que não são de fantasia medieval. Pense em como soaria estranho (ou até mesmo engraçado) você encontrar um assassino da máfia chinesa, de origem oriental e depois descobrir que ele se chamava <em>John Smith</em>.</p>
<h2>Sonoridade e Significado</h2>
<div id="attachment_2000" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2000 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-king-arthur-camelot.jpg" alt="King Arthur of Camelot" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-king-arthur-camelot.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-king-arthur-camelot-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Arthur: &#8220;homem urso&#8221;, &#8220;rei urso&#8221;, &#8220;forte&#8221;, &#8220;nobre&#8221; ou &#8220;corajoso&#8221;. | Fonte: <a href="https://www.artstation.com/artwork/WXKaE" target="_blank" rel="noopener">Galan Pang &#8211; Artstation</a></p></div>
<p>Outra dica é buscar nomes que tenham haver com a sonoridade das letras. Quer um exemplo? Para personagens com muita força de vontade e teimosia, sons fortes como “K” e “P” funcionarão muito bem. Por outro lado, para um personagem mais tímido ou vaidoso, sons mais suaves como &#8220;F&#8221; e &#8220;S&#8221; se sairiam melhor.</p>
<p>Alguns nomes também trazem consigo <strong>significados e analogias</strong>, o que nos ajuda a completar a primeira dica sobre <strong>Conceito e Origem</strong>. Pode até parecer piada, mas sabe aqueles livros com nomes para bebês? Pois é, eles são ótimas referências para isso, ou até mesmo esses sites com o <a href="https://www.significadodonome.com/marcelo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>significado dos nomes</strong></a>. Faça uma pesquisa rápida para alguns nomes que você já tem em mente e veja quais os significados que eles trazem. Se eles se aproximarem da ideia original que você tinha para o seu personagem, já é meio caminho andado.</p>
<h2>Conhecimento e Fama</h2>
<div id="attachment_2002" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2002 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-john-connor.jpg" alt="John Connor" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-john-connor.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-john-connor-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Cuidado ao usar referências famosas. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Uma vez usei o nome <strong>Connor</strong> para um personagem em uma <strong><a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/">aventura de ação</a></strong> moderna. Se arrependimento matasse, definitivamente estaria <em>morto e enterrado</em>, como diz o ditado. A primeira vista, nomes famosos podem ser uma boa opção para dar um toque especial para o seu personagem. Porém, tome cuidado para não criar confusão ou ficar frustrado quando as comparações aparecerem.</p>
<p>No meu caso, sempre que meu personagem conhecia alguém, o mestre fazia questão de soltar alguma frase sobre o <strong>Exterminador do Futuro</strong>: &#8220;<em>Você não é aquele cara famoso daquele filme?</em>&#8221; ou &#8220;<em>Esse não era o sobrenome daquela mulher que lutava contra as máquinas?</em>&#8221; e por aí vai, ou melhor, foi.</p>
<p>No caso de nomes para fantasia medieval, creio que o problema seja mais brando. Afinal, existem dezenas de livros com esse tema e mais de um número sem fim de personagens. Combinar um ou dois nomes &#8220;conhecidos&#8221; podem dar um toque especial ao seu personagem, desde que sejam respeitados os conceitos e origens do mesmo.</p>
<h2>O Famoso Xightzthorllignatrrr</h2>
<div id="attachment_599" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-599 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft.jpg" alt="As melhores obras de H. P. Lovecraft" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/03/capa-as-melhores-obras-de-lovecraft-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p class="wp-caption-text">Lovecraft deu nome a criatura mais impronunciável de todos os tempos. Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Em alguma edição antiga da <strong><a href="https://apoia.se/dragaobrasil" target="_blank" rel="noopener">Dragão Brasil</a></strong>, um dos editores (Marcelo Cassaro ou J.M. Trevisan, agora não me lembro) usava uma técnica que consistia em, digitar aleatoriamente no teclado e depois, acrescentar algumas vogais as letras digitadas. Com isso criava-se um nome novo, exótico e ao mesmo tempo único.</p>
<p>OK, também acho essa &#8220;técnica&#8221; válida. Contudo, de nada adianta você ter aquele nome super descolado que ninguém, nem mesmo você, consegue pronunciar direito ou é muito difícil de guardar. O primeiro exemplo que me vem à cabeça é <strong>Cthulhu</strong>. Com certeza você já leu esse nome em algum lugar e também já viu ao menos umas 3 maneiras diferentes de se pronunciar. Se não fosse pelo <strong><a href="https://amzn.to/2p1OIhG" target="_blank" rel="noopener">conjunto da obra de H. P. Lovecraft</a></strong>, não tenho certeza se o nome do <strong>Grande Antigo</strong> mais famoso teria sobrevivido ao tempo.</p>
<h2>E se tudo mais falhar</h2>
<div id="attachment_2004" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2004 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-commander-sendak.jpg" alt="Comandante Sendak" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-commander-sendak.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-commander-sendak-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sendak, um dos nomes típicos dos Galras. Fonte: Netflix</p></div>
<p>Sempre existe o jeito mais fácil de descolar um nome legal, usar um <strong>gerador de nomes</strong>. Existem vários geradores por aí, basta uma rápida busca no Google para encontrar alguns. Talvez o mais famoso seja o <strong><a href="http://www.fantasynamegenerators.com/" target="_blank" rel="noopener">Fantasy Name Generators</a></strong>. Nesse cara aí você encontra de tudo um pouco, e quando eu digo de tudo, é tudo mesmo.</p>
<p>Tem nomes em <strong>Na&#8217;vi</strong>, do filme Avatar, do game <strong>Halo</strong> do Xbox e até nomes baseados no novo desenho do <strong>Voltron</strong> da Netflix. Quer nomes para sua aventura de fantasia medieval, moderna, de ficção científica ou cyberpunk, você vai encontrar inspiração lá, basta fazer uma busca e ter paciência para encontrar o nome perfeito.</p>
<p>E lembre-se de que um nome é muito mais do que um amontoado de letras (e números). Ele deve carregar consigo todo o significado e origem daquele personagem, deve ser fácil de ser lembrado, pronunciado e escrito. Se você conseguir atender a esses requisitos, terá um personagem memorável, pelo menos no nome.</p>
<p>Abraço e até a próxima.</p>
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		<title>World RPG Fest 2017  &#8211; Parte II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Sep 2017 01:56:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[encontro]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bom pessoal, voltamos para mais um dia de evento e nesse domingo, também madrugamos no portão de entrada. Já tinha gente jogando e algumas mesas oficiais já não estavam disponíveis. Por isso fomos correndo direto para a palestra sobre Financiamentos Coletivos com o Thiago Rosa, do RPG Notícias, e Fernando Del Angeles, da Retropunk. Muito [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bom pessoal, voltamos para mais um dia de evento e nesse domingo, também madrugamos no portão de entrada.</p>
<p><img decoding="async" class="img-responsive aligncenter" src="https://media.giphy.com/media/xlGYf1RUbYYes/giphy.gif" alt="" width="480" height="auto" /></p>
<p>Já tinha gente jogando e algumas mesas oficiais já não estavam disponíveis. Por isso fomos correndo direto para a palestra sobre <strong>Financiamentos Coletivos</strong> com o Thiago Rosa, do RPG Notícias, e Fernando Del Angeles, da Retropunk.</p>
<p><img decoding="async" class="img-responsive aligncenter" src="https://media.giphy.com/media/4IAkqUnP2XfWg/giphy.gif" alt="" width="480" height="auto" /></p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-980 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/IMG_20170924_122446545-1024x676.jpg" alt="WRF2017 - Parte 2" width="1024" height="676" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/IMG_20170924_122446545-1024x676.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/IMG_20170924_122446545-300x198.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/IMG_20170924_122446545-768x507.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/IMG_20170924_122446545.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">Entendendo um pouco melhor o cenário Brasil de financiamento coletivo.</p></div>
<p>Muito interessante por sinal. Ajudou a entender alguns paradigmas e o atual cenário brasileiro dos financiamentos.</p>
<p>Voltamos para o pavilhão central onde estávamos novamente com nossas mesas de <strong>Cthulhu</strong> e <strong>Vampiro</strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="img-responsive aligncenter" src="https://media.giphy.com/media/sOj3hyPMdCr0Q/giphy.gif" alt="" width="480" height="auto" /></p>
<div id="attachment_981" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-981 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2953-1024x633.jpg" alt="WRF2017 Parte 2" width="1024" height="633" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2953-1024x633.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2953-300x185.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2953-768x475.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2953.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">Mais mesas ocupadas nesse segundo dia.</p></div>
<p>Mas desta vez, por algum alinhamento planetário sinistro, não conseguimos jogadores. E notamos que mais pessoas que estavam disponíveis para mestrar, passaram pela mesa situação.</p>
<p><img decoding="async" class="img-responsive aligncenter" src="https://media.giphy.com/media/ISOckXUybVfQ4/giphy.gif" alt="" width="480" height="auto" /></p>
<p>De qualquer forma, aproveitamos o máximo possível do evento. Batemos um papo com alguns amigos que encontramos por lá, passamos em alguns stands com mais calma desta vez e aproveitamos para tirar mais algumas fotos.</p>
<div id="attachment_983" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-983 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2937-1024x768.jpg" alt="WRF2017 Parte 2" width="1024" height="768" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2937-1024x768.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2937-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2937-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2937.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">Umas das várias mesas do evento.</p></div>
<div id="attachment_984" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2946-1024x768.jpg" alt="WRF2017 Parte 2" width="1024" height="768" class="size-large wp-image-984 img-responsive" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2946-1024x768.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2946-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2946-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2946.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">Esse grid transparente ficou muito show.</p></div>
<div id="attachment_985" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2972-1024x574.jpg" alt="WRF2017 - Parte 2" width="1024" height="574" class="size-large wp-image-985 img-responsive" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2972-1024x574.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2972-300x168.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2972-768x431.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2972.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">E não poderia faltar o pessoal do Card Game&#8230;</p></div>
<div id="attachment_987" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2978-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" class="size-large wp-image-987 img-responsive" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2978-1024x768.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2978-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2978-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">&#8230; e a oficina de pintura de miniaturas.</p></div>
<div id="attachment_982" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-982 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2935-1024x866.jpg" alt="" width="1024" height="866" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2935-1024x866.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2935-300x254.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2935-768x650.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/09/DSCF2935.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">O Diogo Braga acabou fazendo alguns amigos em Curitiba.</p></div>
<h2>Resumindo&#8230;</h2>
<p>O que deixou a desejar realmente foi a falta de uma ficha de inscrição para determinadas mesas. Nesse domingo, novamente tentamos jogar uma mesa de Hora da Aventura. Quando chegamos na sala, não havia ninguém para informar se a mesa já estava fechada ou não. Saímos para dar mais volta e quando chegamos a mesa já havia começado e não havia mais lugar. Uma pena.</p>
<p>Porém, acreditamos que o saldo final foi positivo. Os eventos sempre tiveram mais jogadores do que mestres disponíveis e nesse evento não podemos reclamar deste quesito, mesmo com nossas mesas não emplacando no domingo (quem sabe nos próximos eventos?). O público também compareceu e como o espaço era grande e bem dividido, não deu pra ter uma noção de quantas pessoas compareceram.</p>
<p>Esperamos que vocês tem aproveitado tanto ou mais que nós. E que venham os próximos eventos de RPG!</p>
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		<title>A arte de mestrar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2017 01:12:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Certo, então você já sabe o que é RPG. Jogou algumas partidas, aprendeu o que é ser um jogador de RPG, leu algumas páginas de um livro ou outro e acabou decidindo comprar um livro só pra você ou pegou emprestado aquele módulo básico do sistema que você tanto joga. Se você já passou por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Certo, então você já sabe <a href="http://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/o-que-e-o-rpg/">o que é RPG</a>. Jogou algumas partidas, aprendeu o que é <a href="http://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/como-se-joga-rpg/">ser um jogador de RPG</a>, leu algumas páginas de um livro ou outro e acabou decidindo comprar um livro só pra você ou pegou emprestado aquele módulo básico do sistema que você tanto joga.</p>
<p>Se você já passou por algumas das situações acima, você já está pronto para dar o próximo passo: <strong>mestrar</strong>.</p>
<p>Eu diria que esse é um processo natural para alguns. Muitos acham que basta ler as regras do sistema, pegar uma aventura pronta (ou criar uma) e pronto, basta sair jogando. Na verdade, de forma simples, seria isso mesmo. Porém o papel do mestre vai muito além do simples fato de contar uma boa história.</p>
<h2>O gerenciamento é chave</h2>
<div id="attachment_882" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-882 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/07/img-a-arte-de-mestrar-capa-dnd.jpg" alt="Capa livro Dungeon Master Guide" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/07/img-a-arte-de-mestrar-capa-dnd.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/07/img-a-arte-de-mestrar-capa-dnd-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Quem joga D&amp;D conheçe essa imagem | Fonte: Wizards</p></div>
<p>No meu trabalho atuo como gerente de projetos digitais. Resumidamente, faço a ponte entre o cliente e as equipes internas (planejamento, design, desenvolvimento). Entender o produto a ser desenvolvido, levantar riscos e requisitos, fazer acompanhamentos, em fim, essas são algumas das atividades que desempenho ao logo do dia.</p>
<p>Ao meu ver, o mestre de RPG é quase como um gerente de projetos. Ele precisa conhecer a história que vai contar e suas implicações, saber aonde ele quer chegar com isso, reunir o grupo de jogadores, organizar o local da partida, definir horários, os materiais de apoio (lápis, papel, tablet, acesso wi-fi, etc.) e por aí vai.</p>
<p>Muito mais do que contar uma boa história e fazer os demais se divertirem, o mestre precisa ser o gestor desse grupo, precisa saber como está a expectativa do seu grupo e conhecer seus jogadores. Saber se todos estão à vontade e gerenciar as possíveis crises/discussões na mesa. Lembre-se que agora você é o porto seguro dos seus jogadores, todos e quaisquer problemas que eles tenham serão dirigidos a você.</p>
<p>Tudo bem se você não souber lidar com todas as situações que aparecem, é normal. Esse nível de maturidade vem com o tempo, é claro, mas você pode dar uma acelerada nesse processo de aprendizagem. Separei aqui algumas dicas que podem ajudar você nessa jornada.</p>
<h3>Continue jogando como jogador e se possível, em outra mesa</h3>
<p>Depois que você começa a mestrar, você passa a observar as sessões de jogo de outra forma. Sempre que tenho a oportunidade participo de outras mesas para, além de me divertir, ver com outros mestres conduzem seus jogos.</p>
<h3>Espelhe-se em alguém que você admira</h3>
<p>Geralmente aprendemos com amigos próximos. Leva um certo tempo até criarmos nosso próprio estilo. Até lá, não tenha medo em imitar o estilo de narrativa/condução da pessoa que mestrava para você antes. Você pode até pedir uma ajuda depois em algumas situações.</p>
<h3>Assista a outras partidas, sempre que possível</h3>
<p>Hoje com vários canais disponíveis no YouTube, não tem mais desculpa para não acompanhar uma ou outra mesa de jogo. Mesmo que não seja o seu estilo de jogo, todo aprendizado é válido, mesmo que seja para descobrir o que não fazer em sua mesa.</p>
<h3>Peça feedback dos seus jogadores</h3>
<p>Você só vai saber se está acertando ou errando se parar para ouvir seus jogadores. Se você não se sente confortável em falar em grupo, você pode falar em particular com cada jogador, por exemplo. Eu costumo criar um formulário simples no Google Forms com algumas perguntas sobre a aventura, envio por e-email e todos responde anonimamente.</p>
<p>Espero que essas dicas básicas ajudem você a se tornar um mestre melhor. Lembre-se apenas que existe uma regra que não pode ser violada: divirta-se! Se você está dedicando tempo e esforço e no final nem você nem seus amigos estão se divertido, você precisa rever seus conceitos sobre ser mestre de RPG.</p>
<p>Abraço e até a próxima.</p>
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		<title>Storyteller &#8211; Narrando o Medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ernesto Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 May 2017 21:21:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[como jogar]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 15 de Março foi o aniversário de 80 anos da morte do escritor H. P. Lovecraft (nascido em 20 de Agosto de 1890, falecido em 15 de Março de 1937), conhecido por revolucionar o gênero da literatura de terror e famoso no mundo do RPG. Admirador dos trabalhos de Edgar Allan Poe e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No dia 15 de Março foi o aniversário de 80 anos da morte do escritor H. P. Lovecraft (nascido em 20 de Agosto de 1890, falecido em 15 de Março de 1937), conhecido por revolucionar o gênero da literatura de terror e famoso no mundo do RPG. Admirador dos trabalhos de Edgar Allan Poe e correspondente de vários autores famosos para a comunidade dos jogadores de RPG (especialmente Robert. E. Howard, criador de Conan e basicamente o fundador do gênero Espada e Magia), ele criou no decorrer de sua vida aquilo que chamamos de os Mitos de Cthulhu &#8211; uma série de contos interligados em um mundo sem esperanças, onde a humanidade convive com uma gigantesca gama de criaturas extra-terrestres, extra-dimensionais e absolutamente inumanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus trabalhos foram transformados eventualmente em um sistema de RPG pela Chaosium, o Call of Cthulhu (mesmo nome do mais famoso conto do autor), que depois foi adaptado para o sistema D20. Suas criaturas, magias e rituais, bem como a enorme gama de ‘livros de magia proibida’ que Lovecraft criou para seus contos fornecem material rico para qualquer jogo de horror. Já ouviu falar no Necronomicon? Criação dele (e lenda urbana desde então).</span></p>
<div id="attachment_756" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-756 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_necronomicon.jpg" alt="Narrando o Medo - O Necronomicon" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_necronomicon.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_necronomicon-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O Necronomicon | Fonte: Uma Noite Alucinante (Divulgação)</p></div>
<h2>Entendendo o Medo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A razão pela qual seus contos geram um efeito tremendo em seus leitores é o conhecimento de Lovecraft sobre o medo. O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado tanto fisicamente quanto psicologicamente. A ênfase do medo é chamada de Pavor. O medo é também uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica &#8211; se algo lhe causou traumas físicos ou mentais, seu corpo e sua mente tentarão evitar este ‘algo’ novamente por meio do que conhecemos por medo. Aquilo que vem antes do medo é a ansiedade, onde o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que possa lhe causar algum mal. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, indo da leve ansiedade até o abjeto pavor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então para utilizar o medo, temos que entender o medo. Os personagens devem sentir aquela sensação de que algo pode lhes acontecer &#8211; de certa forma o oposto ao terror ‘gore’, onde mostramos o que acontece para gerar a sensação de sofrimento por empatia. O segredo é criar o ambiente de insegurança, aquele clima de medo que leva o leitor a antecipar a conclusão das ações, temendo aquilo que ele irá ver ou encontrar, mas incapaz de desviar os olhos. O conhecimento é perigoso, como o próprio Lovecraft diria: A ignorância é a maior benção da humanidade, pois ela lhes permite viver sem estar consciente dos horrores que nos cercam. A mesma fórmula funciona perfeitamente em jogos de RPG.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Vocês entram em uma sala ampla e abafada, cheia de estantes cobertas de livros. As lombadas antigas de couro deixam a sala &#8211; que vocês percebem que é uma biblioteca antiga &#8211; com um forte cheiro de mofo e poeira. A luz entra fracamente pelas grandes janelas, cujos vitrais retratam paisagens de pesadelo e criaturas negras e disformes. Quando a porta se fecha atrás de vocês, todos os sons exteriores simplesmente somem. O silêncio só é quebrado pela sua respiração. O quê vocês fazem?” </span></i></p>
<div id="attachment_757" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-757 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_biblioteca_abandonada.jpg" alt="Narrando o Medo - Biblioteca abandonada" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_biblioteca_abandonada.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_biblioteca_abandonada-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma biblioteca abandonada pode ser um bom achado&#8230; ou não. | Fonte: Pinterest</p></div>
<h2>Dando o Clima Certo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior dificuldade de se fazer uma boa aventura de terror (ou mesmo uma campanha) está na criação do clima correto, que afete os jogadores e não apenas os personagens. Os jogadores sempre podem desconsiderar completamente aquilo que seus personagens deveriam estar sentindo e partirem para ações perigosas ou valentes. Mas com o clima correto na mesa, os </span><b>jogadores </b><span style="font-weight: 400;">estarão com medo de tomar decisões apressadas. Descrições detalhadas demais não servem &#8211; pois dispersam a atenção dos jogadores. Descrições superficiais também não, pois não servem para criar uma imagem mental do lugar e dos seres que eles encontram. É necessário um equilíbrio dos estímulos.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Conforme vocês exploram a biblioteca o silêncio começa a ficar mais e mais pesado, abafado. O chão, coberto por um tapete grosso e escondido pelo pó de anos, engole o som de seus passos conforme vocês andam. O contato na casa de leilões afirmou que o livro que vocês procuram, aquele que pode conter um relato sobre o ‘senhor das eras’, havia sido comprado pelo falecido proprietário desta mansão, Mathias Damon. Mas ele deixou bem claro que este não havia sido o único tomo de magia comprado. E que seja lá o que havia assassinado o velho Mathias poderia muito bem ainda estar aqui, preso na biblioteca trancada.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ser humano tem a tendência a temer aquilo que ele desconhece, ou o que ele não entende. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Subitamente, de trás de uma das estantes, aparece diante de você um vampiro.” </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma frase comum em jogos de RPG, que poderia muito bem ser usada sem grandes problemas. O personagem poderia muito bem ficar apavorado com a situação, mas ela evoca pouco medo em jogadores. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ao se aprofundar na biblioteca você percebe em um canto escuro uma figura olhando em sua direção. Ele não é nenhum de seus companheiros: é um homem de pele pálida e olhos vermelhos, vestido com roupas antigas e mofadas que já foram caras um dia. Ele olha em sua direção e você percebe que há sangue fresco em seus lábios, descendo em gotas grossas e lentas pelo seu rosto.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona melhor. Ela evoca a imagem de algo perigoso, algo que devora humanos &#8211; e toca no instinto de sobrevivência do jogador. Incluir sons ou cheiros na descrição ajuda ainda mais:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “A sala toda passa a emanar um odor forte e metálico de sangue novo, e o adocicado e enjoativo cheiro de sangue antigo.”</span></i></p>
<div id="attachment_758" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-758 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_dracula.jpg" alt="Narrando o Medo - Conde Drácula" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_dracula.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_dracula-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Encontrar Drácula numa sala vazia? Melhor não! | Fonte: Drácula (Divulgação)</p></div>
<h2>O Desconhecido</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, se você deseja realmente deixar seus jogadores com o coração nas mãos, que tal jogar com o desconhecido? </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ao olhar por trás de uma das estantes, seus olhos bateram em uma forma estranha no chão. Ela parece humana, mas as trevas não lhe permitem ver muito mais do que alguns trapos do que foi uma bela roupa. Um forte cheiro de sangue fresco e antigo se misturam no ar, uma nuvem que emana da criatura. Ela então se move, com o som de unhas arranhando a madeira da estante conforme ela vira em sua direção. Seus olhos brilhavam vermelhos na escuridão.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Note, ainda é um vampiro. Se os jogadores pensarem um pouco eles entenderão isso pelos detalhes. Mas, e se não for? Eles não teriam como ter certeza, se não houveram dicas anteriormente. Jogar a imagem de um jeito que mantenha a incerteza cria o medo que os personagens devem sentir, mas nos jogadores. E se eles já esperavam o vampiro, mesmo assim não há como se ter certeza do que pode acontecer, correto?</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Narrador, meu personagem se lembra de ter visto marcas de presas no corpo do Mathias quando investigamos o necrotério. Ele pega a cruz de seu bolso com uma mão, e grita para os outros </span></i><b><i>Cuidado, um vampiro! </i></b><i><span style="font-weight: 400;">enquanto se afasta.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A semente do medo já está ali, incomodando os jogadores. Mas a sensação de saber o que está acontecendo, de se ter o controle da situação ainda é presente. Os jogadores sabem das regras, conhecem as estatísticas. Sabem o que esperar de um vampiro. A solução mais simples para contornar isso é usar o inesperado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ótimo. Ele se afasta de vocês, cobrindo os olhos com a mão para fugir da cruz. Ao chegar no canto da sala ele parece apavorado por um instante. </span></i><b><i>E então ele dissolve nas sombras, derretendo no nada até desaparecer diante de seus olhos.</i></b><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste caso eu imagino que jogadores tentarão iluminar o local, procurando o vampiro ou traços dele no chão. Não adianta. O vampiro </span><b>dissolveu </b><span style="font-weight: 400;">nas sombras, mas se ele foi destruído ou não é incerto. O incerto gera a ansiedade. Ele está na escuridão? Ele foi destruído ou apenas usou algum truque? Vampiros podem entrar em sombras? Qualquer jogador com um pouco de juízo entenderá que se o vampiro está nas sombras, seu personagem pode ser atacado de qualquer sombra da casa! À partir daí, qualquer descrição do narrador que cite as sombras, cheiro de sangue, ruídos estranhos… tudo deixará os jogadores preocupados. Um rato que corra em um corredor os fará saltar. Uma sombra que se mova aparentemente sozinha ou um som de arranhar terão um efeito muito maior para eles. Você criou o clima certo.</span></p>
<div id="attachment_759" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-759 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_casa_assombrada.jpg" alt="Narrando o Medo - Casa Assombrada" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_casa_assombrada.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_casa_assombrada-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma típica casa abandonada (e assombrada com certeza). | Fonte: Google Imagens</p></div>
<h2>Pense fora da caixa</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ajuda quando os personagens são normais, humanos colocados diante de situações inesperadas. O típico filme de terror na cabana usa este tipo de efeito. Como não ter medo quando você é só uma pessoa, diante de forças além da compreensão? Os Mitos de Cthulhu contém dezenas de situações semelhantes para o narrador utilizar. Que tal usar o livro </span><b>Caçadores Caçados</b><span style="font-weight: 400;"> e fazer uma aventura na mansão antiga que um dos personagens herdou de um tio esquecido? Durante a noite o som de arranhões vindo das paredes de pedra, noite após noite os fará querer derrubar tudo. Encontrar uma passagem secreta no porão &#8211; ou masmorra &#8211; que leva para um lugar ainda mais bizarro piora a situação. Quando as criaturas finalmente aparecerem, rastejando por pedaços antigos de corpos humanos e de animais semi-devorados e fungos de cores e cheiros que não são deste mundo, dificilmente os jogadores decidirão atacar sem hesitação. É muito mais provável que eles tentem fugir, desesperadamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Use a imaginação. Surpreenda os jogadores. Descreva bem as cenas, de modo a deixar os jogadores com ‘receio’. Um quarto sombrio e com teias de aranha, cheio de bichos de pelúcia e bonecas pode deixar alguém preocupado. Entretanto:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Seu personagem entra no quarto da jovem desaparecida, procurando pistas. A cama é rosa, como as paredes e o guarda-roupa. Uma penteadeira coberta de pequenos frascos de perfumes e maquiagem. Em todos os lugares estão pilhas e mais pilhas de bichos de pelúcia.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um quarto normal, fácil de imaginar. Aliás, na cultura Pop do mundo este é o quarto padrão das jovens garotas. Não há o que temer ali, certo?</span></p>
<div id="attachment_760" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-760 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_quarto_inocente.jpg" alt="Narrando o Medo - Quarto Rosa" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_quarto_inocente.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/05/img_narrando_o_medo_quarto_inocente-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Quarto de uma adolescente, sem muitos perigos. Será!? | Fonte: Google Imagens</p></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Eu procuro nas gavetas da escrivaninha, olho no guarda-roupa, nas pilhas de pelúcias.” </span></i><span style="font-weight: 400;">O jogador sabe o que esperar, e procura algo que ele sabe que deveria estar lá. Ele espera um diário com pistas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Certo. Um coelho maior do que os outros sobre a cama dela parece ter algo duro dentro dele, no formato aproximado de um livro.” “Eu abro ele, para pegar este livro.”</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Quando você abre o zíper na parte de trás do coelho, a pelúcia começa a sangrar, emitindo um choro de agonia e dor. As luzes começam a piscar, e a porta se fecha. Logo todas as pelúcias gritam em conjunto, e o tapete felpudo parece boiar em sangue no chão.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inesperado, assustador, simples. Se ele não ficar receoso, dê para seu jogador a qualidade </span><b>Nervos de Aço</b><span style="font-weight: 400;">. Ele merece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bom jogo para vocês e até a próxima!</span></p>
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