O que é o RPG?

06/01/2017 | Baú do Mestre | Por: Zamboman

RPG vem do inglês Role Playing Game, que numa tradução livre seria jogo de interpretação de papéis ou personagens.

Cada participante, que costumamos chamar de jogador, interpreta o papel de um “personagem” que faz parte de uma aventura imaginária. O tipo de aventura é definido por um árbitro chamado Mestre. Ele define o cenário e interpreta o papel das outras pessoas que os personagens encontrarão durante a aventura.

A aventura pode ter um objetivo fixo — salvar a princesa, encontrar um tesouro perdido, deter uma invasão alienígena — ou pode não ter um final planejado, levando sempre os personagens de uma aventura para a próxima. Quando ligamos várias aventuras em sequência uma da outra, temos uma campanha de RPG. Ela pode ter um final fechado, assim como num seriado por exemplo ou ter um final aberto e durar mais tempo onde os personagens (e jogadores) vêm e vão. Só depende do Mestre e dos jogadores.

Não há necessidade de tabuleiro para um RPG — embora alguns sistemas incluam regras opcionais de combate em “tabuleiro”. O RPG é jogado verbalmente. O Mestre descreve uma situação e diz aos jogadores o que seus personagens vêem e ouvem. Os jogadores, por sua vez, descrevem o que seus personagens estão fazendo diante dessa situação. O Mestre então descreve o resultado das ações dos personagens… e assim por diante.

Dependendo da situação, o Mestre pode decidir o resultado arbitrariamente (com o objetivo de tornar a aventura mais interessante), fazer referência a uma regra específica do jogo (para decidir o que é possível) ou exigir uma jogada de dados (para obter um resultado aleatório, o que pode ser interessante).

Parte do objetivo do RPG é fazer com que os jogadores enfrentem uma situação como seus personagens o fariam. O RPG permite que o jogador interprete um samurai japonês implacável, um padre sensato, um bufão medieval ou um garoto de rua fazendo, clandestinamente, sua primeira viagem espacial… ou qualquer outra possibilidade.

Outro aspecto importante do RPG é que ele não precisa ser competitivo. Na maioria das situações, o grupo conseguirá ou não realizar seu intento em conjunto, dependendo do quanto eles cooperaram entre si. Além disso, a maior recompensa por ter jogado bem não é a “vitória”, mas sim o desenvolvimento do personagem. Quanto mais um jogador interpretar seu personagem e participar da aventura (a critério do Mestre), mais pontos ele receberá para aprimorar as características do seu personagem.

O RPG é também uma das formas de entretenimento mais criativas que existe. A maior parte das formas de diversão é passiva: a audiência senta e assiste sem tomar parte no processo criativo. No RPG, a “audiência” participa do processo de criação. O Mestre é o contador de histórias principal, mas os jogadores são responsáveis pela condução de seus personagens. Utilizando as regras de um sistema de RPG os jogadores podem criar seus próprios personagens ou podem ainda utilizar personagens prontos, criados pelo Mestre ou disponibilizados junto com algumas aventuras. Se quiserem que alguma coisa aconteça na história, os jogadores farão com que ela aconteça, pois seus personagens são parte integrante dela.

Os outros tipos de diversão são produzidos em série para agradar a maior audiência possível, mas cada aventura de RPG é uma jóia distinta, lapidada por aqueles que tomaram parte nela. O Mestre fornece o material bruto, mas o acabamento final é dado pelos próprios jogadores.

Adaptado de GURPS 4ª Edição – Módulo Básico – Personagens

Compartilhe:
Top