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	<title>d&amp;d &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>Além do Estereótipo: Explorando o Guerreiro em Dungeons &#038; Dragons</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2024 01:59:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[classe de personagem]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos na classe Guerreiro em Dungeons &#38; Dragons (D&#38;D), é comum imaginarmos o típico soldado de armadura brilhante e espada em punho, pronto para enfrentar qualquer inimigo de frente. No entanto, essa visão simplista muitas vezes limita o potencial que essa classe oferece. Dando continuidade à nossa série de posts &#8220;Além do Estereótipo&#8221;, depois [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensamos na classe <strong>Guerreiro</strong> em <strong>Dungeons &amp; Dragons (D&amp;D)</strong>, é comum imaginarmos o típico soldado de armadura brilhante e espada em punho, pronto para enfrentar qualquer inimigo de frente. No entanto, essa visão simplista muitas vezes limita o potencial que essa classe oferece. Dando continuidade à nossa série de posts <strong>&#8220;Além do Estereótipo&#8221;</strong>, depois de explorarmos os <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/alem-do-estereotipo-barbaros/"><strong>Bárbaros</strong></a> e <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/alem-do-estereotipo-bardos/"><strong>Bardos</strong></a>, hoje vamos mergulhar nas profundezas do Guerreiro, mostrando como é possível criar personagens ricos, complexos e memoráveis em suas campanhas de <strong>RPG</strong>.</p>
<p>A classe Guerreiro é uma das mais antigas e versáteis em D&amp;D. Embora seja frequentemente associada ao combate físico direto, o Guerreiro pode assumir inúmeros papéis dentro de uma história. Ele pode ser um <strong>duelista sofisticado</strong>, um <strong>mercenário estrategista</strong>, um <strong>gladiador brutal</strong>, um <strong>comandante inspirador</strong> ou até mesmo um <strong>protetor silencioso</strong>. Suas motivações pessoais, histórico de vida e habilidades específicas podem torná-lo único, afastando-o do estereótipo do &#8220;cara que bate e apanha&#8221;.</p>
<h2>A evolução do guerreiro de D&amp;D</h2>
<h3>D&amp;D Clássico e as Primeiras Versões</h3>
<p>Nas primeiras edições de <strong>Dungeons &amp; Dragons</strong>, o Guerreiro era uma classe essencialmente voltada para o combate corpo a corpo. As habilidades eram simples, e o foco principal era enfrentar monstros e proteger aliados. No entanto, mesmo nessas versões iniciais, havia espaço para personalização através de <strong>títulos</strong> que os personagens podiam adquirir conforme avançavam de nível. Por exemplo, um Guerreiro poderia ser chamado de <strong>Espadachim</strong>, <strong>Cavaleiro</strong> ou <strong>Senhor da Guerra</strong>, dependendo de suas conquistas e reputação.</p>
<p>Esses títulos não eram apenas cosméticos; eles adicionavam profundidade ao personagem, permitindo que os jogadores explorassem diferentes facetas e construíssem uma narrativa mais rica em torno de suas ações e escolhas.</p>
<div id="attachment_6481" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-6481 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-guerreiro-oldschool.jpg" alt="Guerreiro clássico em D&amp;D" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-guerreiro-oldschool.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-guerreiro-oldschool-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As clássicas imagens das primeiras versões nunca saem de moda. | Fonte: <a href="https://www.tribality.com/2017/08/03/the-fighter-class-part-one/" target="_blank" rel="noopener">Tribality</a></p></div>
<h3>AD&amp;D 1ª e 2ª Edições</h3>
<p>Com a chegada do <strong>Advanced Dungeons &amp; Dragons (AD&amp;D)</strong>, a classe Guerreiro começou a ganhar mais opções. Na <strong>1ª edição</strong>, embora ainda fosse uma classe voltada principalmente para combate, os Guerreiros começaram a se diferenciar através de habilidades específicas e estilos de luta.</p>
<p>Na <strong>2ª edição</strong>, a introdução dos <strong>kits de personagens</strong> revolucionou a forma como os Guerreiros podiam ser interpretados. Esses kits ofereciam temas e habilidades especiais que permitiam aos jogadores personalizar ainda mais seus personagens. Alguns exemplos notáveis incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Gladiador &#8211; </strong>Um lutador treinado para entreter multidões, utilizando armas exóticas e táticas de combate chamativas.</li>
<li><strong>Duelista &#8211; </strong>Um especialista em combate um contra um, valorizando a precisão e a elegância sobre a força bruta.</li>
<li><strong>Corsário &#8211; </strong>Um pirata ou marinheiro habilidoso em combates navais e táticas marítimas.</li>
</ul>
<p>Esses kits permitiam que os jogadores explorassem novas narrativas e estilos de jogo, enriquecendo a experiência e permitindo que o Guerreiro se tornasse mais do que apenas um combatente.</p>
<h3>D&amp;D 3ª Edição e o guerreiro &#8220;personalizável&#8221;</h3>
<p>A <strong>3ª edição de D&amp;D</strong> trouxe uma revolução na personalização de personagens com a introdução dos <strong>talentos (feats)</strong>. Isso permitiu que os Guerreiros se especializassem em uma ampla variedade de estilos de combate e habilidades, como:</p>
<ul>
<li><strong>Especialista em Armas de Longo Alcance</strong>: Focado em arcos, bestas e outras armas de distância.</li>
<li><strong>Combatente Montado</strong>: Habilidoso em combate a cavalo ou em outras montarias.</li>
<li><strong>Mestre de Duas Armas</strong>: Utilizando uma arma em cada mão para maximizar o dano e a versatilidade.</li>
<li><strong>Defensor</strong>: Especializado em proteção, usando escudos e táticas defensivas para proteger aliados.</li>
</ul>
<p>Essa edição também permitiu que os Guerreiros multiclasse ficassem com mais facilidade, combinando suas habilidades com outras classes para criar personagens únicos, como um Guerreiro/Rogue especializado em furtividade e combate.</p>
<div id="attachment_6483" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-6483 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-anao-guerreiro.jpg" alt="Anão Guerreiro em D&amp;D" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-anao-guerreiro.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-anao-guerreiro-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Jogar de Anão Guerreiro, um clássico dos clássicos. | Fonte: Pinterest</p></div>
<h3>D&amp;D 5ª Edição: o guerreiro moderno</h3>
<p>Na <a href="https://amzn.to/3BiYrbV" target="_blank" rel="noopener"><strong>5ª edição de D&amp;D</strong></a>, o Guerreiro se estabeleceu como uma classe extremamente versátil e personalizável. Com a introdução dos <strong>Arquétipos Marciais</strong>, os jogadores podem escolher caminhos que moldam não apenas as habilidades de combate, mas também a personalidade e a história do personagem.</p>
<p>Alguns dos arquétipos mais populares incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Campeão</strong>: Focado em aprimorar suas habilidades físicas ao máximo, tornando-se um combatente eficiente e resistente.</li>
<li><strong>Mestre de Batalha (Battle Master)</strong>: Utiliza manobras táticas para controlar o campo de batalha, apoiando aliados e desestabilizando inimigos.</li>
<li><strong>Cavaleiro Arcano (Eldritch Knight)</strong>: Combina maestria marcial com magia arcana, permitindo lançar feitiços e lutar corpo a corpo.</li>
<li><strong>Cavaleiro Púrpura</strong>: Um defensor dedicado a uma causa ou reino, incorporando honra e dever em suas ações.</li>
</ul>
<p>Além disso, a 5ª edição enfatiza a importância da história e das motivações dos personagens, incentivando os jogadores a desenvolverem backgrounds detalhados que influenciam diretamente o jogo.</p>
<h2>Novas abordagens para o guerreiro</h2>
<h3>O Estrategista e Comandante</h3>
<p>Uma abordagem interessante é interpretar o Guerreiro como um <strong>estrategista</strong> ou <strong>comandante militar</strong>. Esse personagem não apenas luta, mas também planeja batalhas, coordena tropas e toma decisões que afetam o destino de nações. Suas habilidades podem incluir:</p>
<ul>
<li><strong>Conhecimento em História Militar</strong>: Permite compreender táticas e estratégias antigas, aplicando-as no presente.</li>
<li><strong>Liderança Inspiradora</strong>: Utiliza discursos e ações para motivar aliados, concedendo bônus em combate.</li>
<li><strong>Planejamento Tático</strong>: Capaz de analisar o campo de batalha e posicionar aliados para maximizar a eficiência.</li>
</ul>
<h3>O Duelista Sofisticado</h3>
<p>Ao invés de um soldado genérico, o Guerreiro pode ser um <strong>duelista sofisticado</strong>, talvez um nobre ou um membro da alta sociedade que participa de duelos para resolver disputas de honra. Características desse personagem podem incluir:</p>
<ul>
<li><strong>Habilidades Sociais Elevadas</strong>: Sabe navegar em círculos sociais complexos, entender etiqueta e política.</li>
<li><strong>Combate Preciso</strong>: Foca em ataques precisos e elegantes, valorizando a técnica sobre a força.</li>
<li><strong>Código de Honra</strong>: Segue princípios rígidos que guiam suas ações dentro e fora do combate.</li>
</ul>
<h3>O Gladiador Brutal</h3>
<p>Inspirado nos arenas antigas, o Guerreiro pode ser um <strong>gladiador</strong> que luta não apenas pela sobrevivência, mas também pela glória e pela liberdade. Aspectos desse personagem incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Showmanship</strong>: Sabe entreter o público, utilizando movimentos chamativos e personalidades marcantes.</li>
<li><strong>Versatilidade em Armas</strong>: Treinado em uma variedade de armas exóticas e improvisadas.</li>
<li><strong>Resiliência Física</strong>: Capaz de suportar danos significativos e continuar lutando.</li>
</ul>
<h3>O Protetor Silencioso</h3>
<p>Um Guerreiro pode ser alguém que prefere ações a palavras, protegendo os outros de forma silenciosa e eficaz. Características desse tipo de personagem são:</p>
<ul>
<li><strong>Foco na Defesa</strong>: Especializado em proteger aliados, usando escudos e táticas defensivas.</li>
<li><strong>Observador</strong>: Percebe ameaças antes que elas se manifestem, graças a uma atenção aguçada.</li>
<li><strong>Motivação Interna</strong>: Movido por um juramento pessoal ou uma missão secreta.</li>
</ul>
<h2>Guerreiros não convencionais na ficção</h2>
<p>Para inspirar ainda mais a criação de personagens, vamos analisar alguns <strong>guerreiros não convencionais</strong> da ficção que podem servir de modelo.</p>
<div id="attachment_6485" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-6485 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-kratos-guerreiro-nao-convencional.jpg" alt="Kratos como Guerreiro" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-kratos-guerreiro-nao-convencional.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-kratos-guerreiro-nao-convencional-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A ideia é ser não convencional, certo Kratos? | Fonte; Playstation</p></div>
<h3>Geralt de Rivia (<a href="https://amzn.to/3XCBwzJ" target="_blank" rel="noopener"><strong>The Witcher</strong></a>)</h3>
<ul>
<li><strong>Combate e Magia</strong>: Como um <strong>Cavaleiro Arcano</strong>, Geralt combina habilidades marciais com sinais mágicos.</li>
<li><strong>Caçador de Monstros</strong>: Especializado em enfrentar criaturas perigosas, usando conhecimentos específicos.</li>
<li><strong>Moral Ambígua</strong>: Suas decisões são guiadas por um código pessoal, muitas vezes enfrentando dilemas morais.</li>
</ul>
<h3>Mulan (<strong>Mulan</strong>)</h3>
<ul>
<li><strong>Quebra de Estereótipos</strong>: Desafia as normas sociais ao se disfarçar para proteger sua família.</li>
<li><strong>Estratégia e Inteligência</strong>: Usa astúcia para superar inimigos mais fortes.</li>
<li><strong>Desenvolvimento Pessoal</strong>: Evolui de uma jovem insegura para uma guerreira confiante.</li>
</ul>
<h3>Kratos (<a href="https://amzn.to/3MWGQcg" target="_blank" rel="noopener"><strong>God of War</strong></a>)</h3>
<ul>
<li><strong>Força Descomunal</strong>: Representa o arquétipo do <strong>Campeão</strong>, com poder físico impressionante.</li>
<li><strong>Busca por Redenção</strong>: Luta contra seus próprios demônios internos enquanto enfrenta desafios externos.</li>
<li><strong>Combate Diversificado</strong>: Utiliza uma variedade de armas e habilidades, incluindo magia.</li>
</ul>
<h3>Beatrix Kiddo (<strong>Kill Bill</strong>)</h3>
<ul>
<li><strong>Especialização em Combate</strong>: Mestre em artes marciais e combate com espadas.</li>
<li><strong>Motivação Forte</strong>: Impulsionada por vingança pessoal, o que adiciona profundidade emocional.</li>
<li><strong>Adaptabilidade</strong>: Capaz de enfrentar diferentes adversários e situações, usando criatividade.</li>
</ul>
<h3>Sarah Connor (<strong>O Exterminador do Futuro</strong>)</h3>
<ul>
<li><strong>Preparação e Sobrevivência</strong>: Transforma-se de uma civil comum em uma guerreira treinada.</li>
<li><strong>Proteção</strong>: Sua principal motivação é proteger seu filho e o futuro da humanidade.</li>
<li><strong>Resiliência Mental</strong>: Enfrenta situações extremas mantendo o foco e a determinação.</li>
</ul>
<h2>Dicas práticas para criar um guerreiro único</h2>
<p><b>DEFINA MOTIVAÇÕES CLARAS</b></p>
<p>O que move seu personagem? Definir uma motivação clara ajuda a guiar as ações do personagem e fornece material para o Mestre incorporar na campanha. Alguns aqui vão alguns exemplos com mais contexto:</p>
<ul>
<li><strong>Vingança</strong>: Seu personagem pode ter perdido alguém querido devido a um conflito ou traição e agora busca justiça. Por exemplo, um Guerreiro cujo vilarejo foi destruído por bandidos pode ter como objetivo caçar e eliminar esse grupo criminoso.</li>
<li><strong>Honra</strong>: Talvez ele pertença a uma ordem de cavaleiros com um código de conduta estrito. Sua motivação é manter a honra da ordem e agir conforme seus princípios, mesmo em situações difíceis.</li>
<li><strong>Dever</strong>: Um soldado que jurou proteger o reino contra ameaças. Mesmo diante de desafios pessoais, ele coloca o bem maior acima de seus próprios interesses.</li>
<li><strong>Redenção</strong>: Um ex-mercenário que cometeu atos terríveis e agora busca redenção ajudando aqueles que prejudicou ou lutando contra forças malignas.</li>
<li><strong>Proteção</strong>: Movido pelo desejo de proteger uma pessoa específica ou grupo. Por exemplo, um irmão mais velho que jurou proteger sua irmã em um mundo perigoso.</li>
</ul>
<p><strong>EXPLORE O PASSADO DO SEU PERSONAGEM </strong></p>
<p>Um passado bem elaborado enriquece o personagem e oferece oportunidades para desenvolvimento e interação com a história.</p>
<ul>
<li><strong>Trauma de Guerra</strong>: O personagem pode ter servido em uma guerra brutal, sofrendo perdas que o deixaram marcado. Isso pode afetar como ele lida com conflitos atuais, talvez evitando violência desnecessária ou sendo impiedoso contra certos inimigos.</li>
<li><strong>Herança Familiar</strong>: Talvez ele seja descendente de uma linhagem de guerreiros renomados ou mal vistos. Isso pode influenciar como outros personagens o percebem e como ele lida com expectativas ou preconceitos.</li>
<li><strong>Mentor Misterioso</strong>: Ter sido treinado por um mentor cujas motivações não eram claras. Descobrir a verdade sobre esse mentor pode ser uma subtrama interessante.</li>
<li><strong>Passado Criminoso</strong>: Um ex-membro de gangues que decidiu mudar de vida. Seu conhecimento das ruas pode ser útil, mas antigos aliados ou inimigos podem reaparecer.</li>
<li><strong>Evento Sobrenatural</strong>: Ter sobrevivido a um encontro com o sobrenatural, como um dragão ou demônio, que o deixou com cicatrizes físicas ou emocionais.</li>
</ul>
<div id="attachment_6487" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-6487 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-guerreira-com-estilo.jpg" alt="Guerreira medieval com estilo" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-guerreira-com-estilo.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/09/img-guerreira-com-estilo-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Background e habilidades bem consruídas também contam. | Fonte: <a href="https://br.pinterest.com/">Pintrest</a></p></div>
<p><strong>PERSONALIZE SUAS HABILIDADES</strong></p>
<p>Use os arquétipos e talentos para moldar habilidades que reflitam a personalidade e o estilo de combate do seu Guerreiro.</p>
<ul>
<li><strong>Especialista em Armas Exóticas</strong>: Em vez das armas comuns, o personagem pode usar armas menos convencionais, como uma corrente com lâminas, um chicote ou armas de culturas específicas, refletindo sua origem ou treinamento especial.</li>
<li><strong>Combate com Estilo Próprio</strong>: Talvez ele tenha desenvolvido um estilo de luta único, combinando acrobacias com ataques, similar a um capoeirista ou um dançarino de batalha.</li>
<li><strong>Multiclasse</strong>: Combinar níveis de Guerreiro com outra classe, como Mago ou Monge, para criar um personagem que reflita habilidades variadas. Por exemplo, um Guerreiro/Monge que usa técnicas marciais para desarmar inimigos.</li>
<li><strong>Talentos Temáticos</strong>: Escolher talentos que reflitam a personalidade. Um Guerreiro protetor pode escolher talentos focados em defesa e proteção de aliados, como o talento &#8220;Intervenção Protetora&#8221;.</li>
<li><strong>Uso de Magia</strong>: Mesmo sem ser um Cavaleiro Arcano, o personagem pode usar itens mágicos ou ter um familiar que o auxilia, adicionando um elemento místico ao Guerreiro.</li>
</ul>
<p><strong>ADICIONE ALGUNS CONFLITOS INTERNOS</strong></p>
<p>Conflitos internos adicionam profundidade e oferecem oportunidades para desenvolvimento do personagem ao longo da campanha.</p>
<ul>
<li><strong>Dividido entre Dever e Desejo</strong>: Um Guerreiro que deve escolher entre cumprir uma ordem que vai contra seus princípios ou desobedecer a autoridade que respeita.</li>
<li><strong>Lutando contra um Destino Profetizado</strong>: Talvez haja uma profecia sobre ele que não deseja cumprir, criando um conflito entre o que ele quer e o que outros esperam dele.</li>
<li><strong>Dependência ou Vício</strong>: O personagem pode estar lutando contra um vício, como álcool ou uma substância mágica, afetando seu desempenho e relações.</li>
<li><strong>Culpa por Ações Passadas</strong>: Ter cometido um erro grave no passado, como causar a morte de um aliado, e agora lida com a culpa, afetando sua confiança e decisões.</li>
<li><strong>Conflito Cultural</strong>: Um Guerreiro de uma cultura que está em conflito com a sociedade atual, enfrentando preconceito ou tentando conciliar tradições antigas com o mundo moderno.</li>
</ul>
<p><strong>INTERAJA COM O MUNDO DE JOGO</strong></p>
<p>Pensar em como o Guerreiro se relaciona com o mundo ao redor enriquece a narrativa e cria oportunidades para o Mestre inserir elementos ligados ao personagem na história.</p>
<ul>
<li><strong>Líder Carismático</strong>: O personagem pode assumir o papel de líder do grupo, coordenando estratégias e sendo a voz nas interações com NPCs importantes.</li>
<li><strong>Solitário Misterioso</strong>: Prefere trabalhar sozinho, mas aprende a confiar no grupo ao longo do tempo, criando dinâmicas interessantes.</li>
<li><strong>Mentor para Outros</strong>: Pode assumir o papel de mentor para um membro mais jovem ou inexperiente do grupo, compartilhando conhecimento e experiência.</li>
<li><strong>Conexões com Facções</strong>: Ter ligação com uma guilda, ordem ou família influente, o que pode trazer aliados ou conflitos dependendo da situação.</li>
<li><strong>Amigo dos Pobres</strong>: Talvez ele tenha um relacionamento próximo com as classes mais baixas da sociedade, lutando por justiça social e interagindo com NPCs que outros personagens podem ignorar.</li>
<li><strong>Relação com Outras Classes</strong>: Talvez tenha uma rivalidade amistosa com um Mago do grupo, levando a interações divertidas, ou um respeito mútuo com o Clérigo devido a crenças compartilhadas.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O <strong>Guerreiro</strong> em Dungeons &amp; Dragons é uma classe repleta de possibilidades para jogadores que desejam ir além do combate direto. Ao explorar diferentes arquétipos, motivações e estilos de jogo, é possível criar personagens que são não apenas eficientes em batalha, mas também profundos e memoráveis.</p>
<p>Lembre-se de que a riqueza de um personagem não está apenas em suas habilidades mecânicas, mas também em sua história, personalidade e interações com o mundo ao seu redor. Use a versatilidade que o Guerreiro oferece para criar histórias emocionantes e contribuir de forma significativa para a narrativa da sua campanha de RPG.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/alem-do-estereotipo-explorando-o-guerreiro-em-dnd/">Além do Estereótipo: Explorando o Guerreiro em Dungeons &#038; Dragons</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Além do Estereótipo &#8211; Bardos</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Mar 2023 17:33:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Seguindo a nossa série de posts Além do Estereótipo, iniciada com um post sobre Bárbaros e que você pode conferir aqui, vamos dar uma olhada nos Bardos. Não são exatamente a classe mais popular de D&#38;D (ou similares), mas a classe tem despertado a atenção de muitos jogadores (principalmente os mais novos) [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/alem-do-estereotipo-bardos/">Além do Estereótipo &#8211; Bardos</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Seguindo a nossa série de posts <strong>Além do Estereótipo, </strong>iniciada com um post sobre Bárbaros e <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/alem-do-estereotipo-barbaros/"><strong>que você pode conferir aqui</strong></a>, vamos dar uma olhada nos Bardos. Não são exatamente a classe mais popular de D&amp;D (ou similares), mas a classe tem despertado a atenção de muitos jogadores (principalmente os mais novos) devido ao personagem Jaskier/Dandelion, da série <a href="https://amzn.to/3tju0M0" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>The Witcher</strong></a>, disponível na Netflix.</p>
<p>Além disso, Bardos tem um estereótipo muito comum em mesas de RPG e nos grupos de Facebook sobre o nosso hobby: o Bardo sedutor.</p>
<p>Sim, com certeza você já viu isso por aí. Lendas sobre o Bardo do grupo seduzindo o dragão (e qualquer um ou qualquer coisa que interaja com o grupo) e coisas assim.</p>
<p>O Bardo é muito mais do que um tocador de instrumentos também. Um Bardo pode acompanhar uma companhia de teatro, ser um contador de histórias, o &#8220;bobo da corte&#8221;, um conselheiro da realeza (e/ou um conspirador infiltrado).</p>
<p>Deixando claro que cada um joga da maneira que preferir, mas aqui no <strong>UniversoRPG</strong> estamos sempre buscando (e mostrando) opções que vão além do óbvio para que você fuja do feijão-com-arroz em suas sessões e surpreenda o mestre (ou os jogadores) com personagens únicos.</p>
<p>Vejamos um pouco do Bardo ao longo das edições de D&amp;D.</p>
<div id="attachment_3501" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3501 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-jaskier-the-witcher.jpeg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-jaskier-the-witcher.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-jaskier-the-witcher-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Jaskier, o clássico Bardo sedutor (ou não). | Fonte: Netflix</p></div>
<h2>D&amp;D</h2>
<p>A primeira aparição do bardo como classe de personagem em D&amp;D foi ainda na primeira edição do jogo, como classe opcional, em uma edição da revista <strong>The Strategic Review</strong> (na verdade pouco mais que um fanzine), uma publicação mensal da finada <strong>TSR</strong> (para quem não sabe, a editora original de D&amp;D) que seria sucedida pela clássica revista <strong>Dragon</strong>.</p>
<p>Nessa primeira aparição, ainda em fevereiro de 1976, o Bardo já era considerado um &#8220;<em>Jack of all trades</em>&#8221; (ou &#8220;Pau para toda obra&#8221; em uma tradução para lá de livre), e já tinha seus poderes básicos, inclusive o de <strong>Encantar Pessoas</strong>, que culminou com a atual fama da classe de seduzir até estátuas de pedra.</p>
<p>Uma coisa muito legal nessas edições mais antigas de D&amp;D é que os personagens tinham títulos conforme sua classe e nível. O Bardo de nível 1, por exemplo, era chamado de <strong>Rhymer</strong> (Rimador), enquanto o de nível 10 era chamado de <strong>Lore Master</strong> (Mestre do Conhecimento). Obviamente o uso não era obrigatório, mas era uma maneira interessante de um personagem se apresentar e dar indício do quão experiente ou poderoso ele era sem recorrer a números que só fazem sentido em off-game (fica esse dica para você implementar em sua mesa de jogo).</p>
<h2></h2>
<h2>AD&amp;D 1ª Edição</h2>
<p>Na primeira edição de <strong>Advanced Dungeons &amp; Dragons</strong> o Bardo também não estava entre as classes básicas, mas era possível tornar-se um através do cumprimento de complicados pré-requisitos: evoluir alguns níveis como Guerreiro, depois alguns como Ladino e, finalmente, como Clérigo (sob tutela de um druida. Sim, era bem maluco).</p>
<p>Essa versão do Bardo era bem pouco parecida com o clássico menestrel que vemos em outras edições do jogo, e se aproximava muito mais de um sábio &#8220;selvagem&#8221;, quase um druida detentor de conhecimento mágico e ancestral. Definitivamente um ponto fora da curva na evolução da classe.</p>
<h2></h2>
<h2>AD&amp;D 2ª Edição</h2>
<p>Na provavelmente versão mais clássica do RPG criado por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dungeons_%26_Dragons#Hist%C3%B3ria_do_jogo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Arneson</strong></a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dungeons_%26_Dragons#Hist%C3%B3ria_do_jogo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Gygax</strong></a>, o Bardo já aparecia entre as classes básicas e se tratava de um personagem bastante versátil. Alguma competência em combate, algumas habilidades de Ladino e acesso limitado a magias arcanas (além da habilidade de Encantar Pessoas). Uma escolha estrategicamente interessante em grupos com poucos personagens, de forma a ter acesso a um rol maior de habilidades. Inclusive a capacidade de identificar itens mágicos era, por vezes, muito útil.</p>
<p>O maior problema aqui eram os elevados pré-requisitos de classe, Des 12+, Int 12+ e Car 15+, em uma época na qual dificilmente um jogador &#8220;desperdiçaria&#8221; um alto valor de habilidade em Carisma.</p>
<div id="attachment_3503" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3503 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-na-taverna.jpeg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-na-taverna.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-na-taverna-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O melhor local para se encontrar um Bardo, tavernas. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<h2></h2>
<h2>D&amp;D 3/3.5 e posteriores</h2>
<p>A partir das 3ª edição de D&amp;D o Bardo consolidou a posição como classe versátil, com algumas habilidades de Ladino, mas mais focada em interações sociais (mais uma pedra que ajudou a construir a fama de seduzir até uma árvore&#8230;). O Bardo se diferencia cada vez mais de um tipo de &#8220;ladrão&#8221; e oferece recursos bem interessantes nas mãos de bons jogadores e mestres, muito além clássico do Bardo da taverna, que cantava sobre lendas que faziam os heróis irem em busca de aventuras.</p>
<h2></h2>
<h2>Habilidades sociais e versatilidade</h2>
<p>O foco do Bardo em habilidades sociais o torna uma classe muito mais interessante em aventuras urbanas e repletas de intriga e mistério do que em um <em>Dungeon Crawling</em> clássico. Aqui cabe uma observação, o <em>Dungeon Crawling</em> pode ser um excelente incentivo ao bardo estereotipado e caricato mencionado lá em cima, já que nessa situação, suas habilidades de sedução poderão ter pouca (ou quase nenhuma) utilidade.</p>
<p>Ainda sobre as habilidades sociais, elas permitem ao personagem manipular NPCs (não somente através de magia), obter informações (seja no submundo, seja fazendo uma verdadeira engenharia social).</p>
<p>Identificar itens mágicos agora é uma magia (em edições anteriores chegou a ser uma habilidade especial), e sua utilidade é um pouco menor na 5ª edição (já que quem faz sintonia com o item mágico consegue deduzir suas propriedades), mas ainda assim pode acelerar um pouco as coisas nessa hora.</p>
<p>O Bardo também pode agir como um conselheiro do grupo. Aliás, sabe o estereótipo do &#8220;sábio da aldeia&#8221;? Na edição 3/3.5 havia a classe &#8220;Especialista&#8221;, que servia bem a esse propósito. Já na 5ª edição não temos algo parecido, de forma que o Bardo se mostra mais adequado.</p>
<p>Esse conhecimento amplo também coloca a classe como um explorador/estudioso perfeito. Que tal um equivalente a &#8220;arqueólogo&#8221; na mesa de D&amp;D? Alguém buscando conhecimento de civilizações antigas e perdidas? Tendemos a pensar nisso como um mago mas, de novo, o Bardo se mostra mais adequado a esse papel, pois o foco do estudo de magia é bem diferente. Talvez esse sábio seja um bardo já aposentado de aventuras, que viu muita coisa, e agora quer sossegar (um pouco de mau humor pode ser um tempero interessante).</p>
<div id="attachment_3507" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3507 size-full" title="Além do Estereótipo – Bardos, os diferentes tipos e estilos" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-diferentes-estilos.jpg" alt="Além do Estereótipo – Bardos, os diferentes tipos e estilos" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-diferentes-estilos.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-diferentes-estilos-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Diferentes estilos e propósitos diferentes. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>E o Bardo espião? Com seu acesso a magias se torna um espião muito mais interessante e eficaz do que um Ladino seria. Obtendo informações na corte de um reino rival/inimigo, disfarçado. E frisando que na vida real espiões são muito diferentes de James Bond. Sua rotina é discreta, e procuram passar tão despercebidos quanto possível (em tempo: uma das minhas histórias de espionagem reais preferidas é a do <a href="http://netleland.net/tecnologia/uma-copiadora-a-servico-da-guerra-fria.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>espião disfarçado de técnico da Xerox</strong></a>. Ia uma vez por semana na embaixada fazer a manutenção da máquina e trocar o filme da câmera oculta que fotografava TODOS os documentos fotocopiados&#8230;.).</p>
<p>Também não há necessidade de o personagem ser um especialista em música. Que tal um Bardo poeta? E quer adicionar uma camada de exclusividade a mais? Faça-o surdo (converse com o mestre sobre as implicações e possíveis compensações. Saber ler lábios pode ser uma habilidade muito útil&#8230;.).</p>
<p>E o trabalho com as diferentes raças disponíveis? É muito raro ver um Bardo que não seja humano, elfo ou meio-elfo, mas música é algo universal. Todas as civilizações na nossa história desenvolveram música de alguma forma. E antes mesmo de termos civilização propriamente dita, hominídeos primitivos faziam flautas (igualmente primitivas) com ossos de animais. Que tal um meio-orc especialista em tambores de guerra? Ou um anão Bardo que usa kilt e é extremamente orgulhoso de seu clã? Já temos um colorido a mais.</p>
<p>E mesmo fazendo o Bardo clássico, que toca habilmente seu alaúde para inspirar os companheiros em batalha, você pode trabalhar a aparência do personagem, afastando-o das roupas espalhafatosas e chapéu com penacho. Que tal uma armadura negra, um alaúde invocado ou alguns efeitos especiais?</p>
<div id="attachment_3504" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3504 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-mad-max.jpeg" alt="The Doof Warrior em Mad Max: Estrada da Fúria" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-mad-max.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-mad-max-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">The Doof Warrior e sua guitarra lança-chamas (que funciona de verdade). | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>No fim das contas o Bardo é uma classe bastante versátil e com excelente potencial de diversão especialmente em mesas voltadas mais para a interpretação. Nas mãos de um jogador empolgado a mesa vai se lembrar do Bardo durante anos. Novamente, ninguém vai te impedir de fazer o Bardo sedutor, mas se você acha que essa é a única opção para a classe, pode estar perdendo bastante diversão.</p>
<h2></h2>
<h2>Bardos não óbvios na fantasia e ficção</h2>
<p>Separei uma pequena lista para que você possa ver (ou rever) certos personagens sob outra ótica.</p>
<h3>Língua-de-Cobra (<a href="https://amzn.to/3IX0ZLH" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Senhor dos Anéis</a>)</h3>
<div id="attachment_3510" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3510 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-grima-lingua-de-cobra.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-grima-lingua-de-cobra.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-grima-lingua-de-cobra-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tá aí um Bardo pouco convencional (polêmica#01). | Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Sim, seria a classe mais adequada para uma adaptação desse personagem para D&amp;D. Está tudo lá, inclusive: acesso limitado a magias, habilidades sociais para manipulação.</p>
<h3>Elrond (<a href="https://amzn.to/3IX0ZLH" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Senhor dos Anéis</a>)</h3>
<div id="attachment_3508" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3508 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-elrond-senhor-dos-aneis.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-elrond-senhor-dos-aneis.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-elrond-senhor-dos-aneis-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Bardo do conhecimento e agente da Matrix (polêmica#02). | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Por algum motivo poucos associam Elrond a um Bardo, mesmo ele sendo provavelmente o mais próximo do Bardo clássico presente nessa lista. Enorme conhecimento geral? Sim. Acesso a magia? Também. Alguma habilidade em combate? Pode apostar. Elrond certamente seria um Bardo voltado ao conhecimento.</p>
<h3>Tyrion Lannister (<a href="https://amzn.to/3t0XsGD" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Game of Thrones</a>)</h3>
<div id="attachment_3516" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3516 size-full" title="Tyrion Lannister, de Game of Thrones" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-tyrion-lannister-game-of-thrones.jpg" alt="Tyrion Lannister, de Game of Thrones" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-tyrion-lannister-game-of-thrones.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-tyrion-lannister-game-of-thrones-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um Bardo &#8220;modafoka&#8221;. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p><em>&#8220;Eu bebo e sei coisas&#8221;</em>. Conhecimento geral é uma das bases da classe, e Tyrion tinha de sobra. Aliás, sua capacidade de manipulação beirava o ridículo, tendo conseguido coroar o Rei com aqueles argumentos estapafúrdios do último episódio.</p>
<h3>O Charada (<a href="https://amzn.to/3hYXQiC" target="_blank" rel="noopener noreferrer">trocentos quadrinhos do Batman</a>)</h3>
<div id="attachment_3506" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3506 size-full" title="O Charada, do Batman, interpretado pelo Jim Carrey" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-charada-batman-jim-carrey.jpg" alt="O Charada, do Batman, interpretado pelo Jim Carrey" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-charada-batman-jim-carrey.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-charada-batman-jim-carrey-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sem dúvidas o melhor Charada de todos os tempos (ou não). | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Sim. Um dos inimigos do homem-morcego, e que tenta sempre desafiá-lo intelectualmente ao invés de entrar em combate direto, pode perfeitamente se enquadrar na classe Bardo. Uma adaptação dele para D&amp;D, por sinal, não seria mecanicamente difícil, mas exigiria bastante do mestre ao elaborar os Enigmas (se não houverem fãs assíduos do Batman na mesa, você pode surrupiar um ou outro <a href="https://www.pensador.com/autor/edward_nygma_charada_gotham/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>enigma diretamente dos quadrinhos</strong></a>).</p>
<h3>O Rei dos Goblins (<a href="https://amzn.to/37nCZUb" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Labirinto: A Magia do Tempo</a>)</h3>
<div id="attachment_3512" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3512 size-full" title="David Bowie, o Bardo e Rei dos Goblins, em o Labirinto" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-labirinto-david-bowie.jpg" alt="David Bowie, o Bardo e Rei dos Goblins, em o Labirinto" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-labirinto-david-bowie.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-labirinto-david-bowie-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Além de Rei ele também é Bardo nas horas vagas. | Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Brilhantemente interpretado por <a href="https://amzn.to/3I2U5Dx" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>David Bowie</strong></a> nesse clássico dos anos 80 (que também foi o filme de estreia da belíssima Jennifer Connely) é um excelente exemplo de Bardo com tendência não usual (provavelmente maligno e neutro ou maligno e ordeiro), com habilidades de canto, dança e prestidigitação, além do acesso a magia e altíssimo carisma (se bem que até um saco de batatas, se interpretado por David Bowie, seria carismático). O filme é bem datado, principalmente em efeitos visuais, mas fica a dica para assistir.</p>
<h3>El Mariachi (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Trilogia_Mariachi">Trilogia Mariachi</a>)</h3>
<div id="attachment_3509" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3509 size-full" title="Era uma vez no México, um clássico da Sessão da Tarde" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-era-uma-vez-no-mexico.jpg" alt="Era uma vez no México, um clássico da Sessão da Tarde" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-era-uma-vez-no-mexico.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-era-uma-vez-no-mexico-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Era uma vez no México, um clássico da Sessão da Tarde. | Fonte: Amazon Prime Video.</p></div>
<p>Não entra exatamente como um Bardo não óbvio, mas foge um tanto do estereótipo. Carregando um porta-violão cujo conteúdo não é um violão. Sabe utilizar diversas armas e sim, tem aquela pegada sedutora (olhos do autor revirando nesse momento).</p>
<h3>Star Lord/Senhor das Estrelas (<a href="https://amzn.to/3MDI62H" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Marvel</a>)</h3>
<div id="attachment_3515" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3515 size-full" title="Peter Quill, o Star Lord e sua habilidade para encrencas." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-star-lord-guardioes-da-galaxia.jpg" alt="Peter Quill, o Star Lord e sua habilidade para encrencas." width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-star-lord-guardioes-da-galaxia.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-alem-do-estereotipo-bardos-star-lord-guardioes-da-galaxia-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Nem só de RPG vivem os Bardos. | Fonte: YouTube.</p></div>
<p>E não é que até no MCU temos um Bardo? Sim, sabemos que o Senhor das Estrelas existia nos quadrinhos muito antes de fazer sucesso ao som da <em>mixtape Awesome Mix Vol. 1</em>, mas foi depois do filme que o personagem alcançou enorme popularidade. Peter Quill não sabe tocar nenhum instrumento, mas sabe dançar. E uma de suas habilidades é o Conhecimento Universal (amplo conhecimento sobre as mais variadas sociedades alienígenas). Além disso sabe atirar bem, pilotar bem, e se vira em combate corpo-a-corpo. Definitivamente, um Bardo.</p>
<h2>Personagem Pronto</h2>
<p>E pra fechar com chave de ouro, depois de todo esse discurso sobre fugir do estereotipo, fiquem com dois personagens criados com as dicas deste artigo, prontinhos para usar na sua sessão. Eles foram feitos pensando na ambientação de <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>Averum</strong></a>, mas podem ser usados em qualquer cenário de D&amp;D.</p>
<h3><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-3518 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-lerissa.jpg" alt="" width="220" height="220" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-lerissa.jpg 220w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-lerissa-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" />Lerissa, a barda das sombras</h3>
<p>Lerissa, nossa Barda do Colégio dos Sussurros (3lvl). Lerissa é uma tiferina filha de pai tiferino e mãe diaba. Para sua construção, usamos o suplemento <a href="https://amzn.to/3qeeQGh" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Guia de Xanathar sobre todas as Coisas</strong></a>, mostrando como podemos aproveitar as novas opções disponíveis em suplementos.</p>
<p><a href="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/ficha_barda_tiferina_3lvl_lerissa_dnd5e.pdf">[<strong>Ficha para Download]</strong></a></p>
<hr />
<h3><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-3519 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-brottor-weisegeist.jpg" alt="" width="220" height="220" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-brottor-weisegeist.jpg 220w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-brottor-weisegeist-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" />Brottor Weisegeist, o sábio local da vila</h3>
<p>Brottor Weisegeist, bardo Anão já aposentado de aventuras. Brottor foi construído usando apenas o Livro do Jogador, mostrando que sim, é possível fugir do estereótipo apenas com os materiais básicos.</p>
<p><a href="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/ficha_bardo_anao_3lvl_brottor_weisegeist_dnd5e.pdf"><strong>[Ficha para Download]</strong></a></p>
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		<title>Além do Estereótipo &#8211; Bárbaros</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 02:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Todos sabemos o que é um estereótipo, certo? Uma ideia preconcebida sobre alguém ou sobre algo que vem de generalizações sobre esse objeto ou sujeito (muitas vezes resultando no que chamamos de preconceito, mas não é esse o ponto do artigo). Uma coisa muito comum em jogos de RPG são as classes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Todos sabemos o que é um estereótipo, certo? Uma ideia preconcebida sobre alguém ou sobre algo que vem de generalizações sobre esse objeto ou sujeito (muitas vezes resultando no que chamamos de preconceito, mas não é esse o ponto do artigo).</p>
<p>Uma coisa muito comum em jogos de RPG são as classes de personagem. Nem sempre elas recebem esse nome. Em &#8220;Chamado de Cthulhu&#8221;, por exemplo, temos as Ocupações que, no fundo, são meio que a mesma coisa. O ponto é:  as classes de personagem definem o que o seu personagem faz.</p>
<p>Em D&amp;D, de longe o RPG mais famoso do mundo, as classes básicas são Bárbaro, Bardo, Bruxo, Guerreiro, Clérigo, Druida, Feiticeiro, Ladino, Mago, Monge, Paladino e Patrulheiro.</p>
<p>Para cada uma dessas classes existe um estereótipo, que parece &#8220;agarrado&#8221; na mente das pessoas. Em alguns casos é mais fraco, como por exemplo o Bruxo, onde a diferença entre ele, o Feiticeiro e o Mago está longe de ser óbvia para quem está tendo contato com o jogo pela primeira vez.Porém, em outros casos o estereótipo é mais forte, mais &#8220;evidente&#8221; ou mais simples de visualizar e entender, como o Guerreiro, ainda que com ressalvas. Porém, provavelmente nenhum estereótipo é tão forte quando o do Bárbaro, normalmente sendo tratado como sinônimo de &#8220;burro&#8221;.</p>
<h2>Os bárbaros da história</h2>
<p>Antes de seguir com a classe de D&amp;D vamos dar uma checada no bárbaro histórico. Quem eram esses caras?</p>
<p>O termo &#8220;Bárbaro&#8221; tem origem grega, e era usado para definir povos que falavam idiomas ininteligíveis para os povos helênicos/homéricos (uma maneira mais correta de se referir aos &#8220;antigos gregos&#8221;, já que a Grécia &#8211; como um território unificado &#8211; só passou a existir a partir de 1832). Diz-se que a origem do termo vem justamente do fato de esses idiomas estrangeiros soarem como &#8220;<em>bar bar bar</em>&#8221; para esses povos (nunca consegui uma comprovação dessa anedota, entretanto).</p>
<div id="attachment_3409" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3409 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-povos-barbaros.jpeg" alt="Os povos Bárbaros" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-povos-barbaros.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-povos-barbaros-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Os romanos tinham uma visão muito peculiar sobre os demais povos. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Com o passar do tempo &#8220;Bárbaro&#8221; virou sinônimo de &#8220;estrangeiro&#8221;, e havia uma certa carga de preconceito/xenofobia no uso da palavra. O conceito foi posteriormente absorvido pelos romanos, e passou a se referir a qualquer povo que não praticasse a cultura greco-romana.</p>
<p>Notem que nada disso indica que um povo bárbaro era necessariamente iletrado, muito embora a maior parte deles não tenha chegado a desenvolver um alfabeto nos mesmo moldes que usamos no mundo ocidental. Desenvolveram, no máximo, &#8220;proto-alfabetos&#8221;, como as runas vikings, que transmitiam conceitos e avisos, mas eram insuficientes para coisa mais complexas (como um livro, por exemplo).</p>
<p>Nessa categoria podemos incluir os próprios vikings (povos nórdicos), os povos germânicos (Vândalos, Godos, Visigodos, etc&#8230;), mongóis (hunos) e muitos outros. Notem que, mesmo sem um alfabeto, haviam culturas complexas, com direito a mitologias bem desenvolvidas.</p>
<h2>Quadrinhos, TV e Filmes</h2>
<p>Com o passar das décadas a cultura pop &#8211; especialmente quadrinhos e, posteriormente, o cinema &#8211; nos brindou com dezenas de personagens com o conceito de Bárbaro. O mais clássico deles talvez seja o cimério Conan, também conhecido como Conan, o Bárbaro. Criação de Robert E. Howard e eternizado nos cinemas pelo nosso querido Arnold Schwarzenegger.</p>
<p>Mas podemos incluir nessa lista outros nomes como Wolff (de Esteban Maroto, para a revista Dracula), Sláine (Pat Mills e Angela Kincaid, para 2000 AD), Brakan (do brasileiro Mozart Couto, para a revista também chamada de Brakan) e outros.</p>
<p>Além desses temos o muito mais que clássico <strong>&#8220;</strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Groo_the_Wanderer" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Groo, o Errante</strong></a>&#8220;, a brilhante paródia do Conan criada por <a href="https://amzn.to/2Y8shwh" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Sergio Aragonés</strong></a> e que teve alguns números publicados em português (se tiverem a oportunidade de ler, seja em encontrando em algum sebo ou por outras fontes, vão fundo! Não vão se arrepender!).</p>
<div id="attachment_3388" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3388 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/Groo-Marvel-Pinterest-e1629750036362.jpg" alt="Groo, o Errante" width="450" height="690" /><p class="wp-caption-text">O sensacional &#8220;Groo, o Errante&#8221;. Fonte: Wikipedia</p></div>
<p>No cinema e na TV a lista é ainda mais longa. Muita gente assistia no SBT o desenho &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0181262/?ref_=ext_shr_lnk">Thundarr, o Bárbaro</a></strong>&#8221; (que aliás daria uma bela adaptação para D&amp;D&#8230; vamos pensar a respeito). Nos filmes tivemos &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0119484/?ref_=ext_shr_lnk" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Kull, O Conquistador</a></strong>&#8221; (baseado no personagem de Robert E. Howard, que terminou sendo uma espécie de &#8220;rascunho&#8221; para o Conan, criação seguinte do autor) e as <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0087078/?ref_=ext_shr_lnk" target="_blank" rel="noopener noreferrer">diversas</a> <a href="https://www.imdb.com/title/tt0816462/?ref_=ext_shr_lnk">adaptações</a></strong> do próprio <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0082198/?ref_=ext_shr_lnk">Conan</a> </strong>para o cinema. &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0120657/?ref_=ext_shr_lnk">O 13° Guerreiro</a></strong>&#8221; (1999, com o astro Antonio Banderas) e o obscuro &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0092615/?ref_=ext_shr_lnk">Os Bárbaros</a></strong>&#8221; (1987) ajudam a encorpar a lista.</p>
<h2>RPGs</h2>
<p>Focando em Dungeons&amp;Dragons a classe bárbaro apareceu pela primeira vez na revista Dragon n° 63 (julho/82) como uma classe opcional para AD&amp;D 1ª Edição. Em AD&amp;D 2ª Edição apareceu como um kit no suplemento &#8220;<em>The Complete Fighter´s Handbook</em>&#8221; e depois como classe básica no &#8220;<em>The Complete Barbarians´ Handbook</em>&#8220;. A partir da 3ª edição foi uma classe disponível já nos livros básicos.</p>
<p>O ponto é que a esmagadora maioria dos jogadores enxerga o Bárbaro como nada além de um guerreiro grande, forte e, na maioria das vezes, com baixa inteligência.</p>
<p>Embora às vezes divertido, esse conceito, como generalização não poderia estar mais errado.</p>
<div id="attachment_3406" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3406 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-vikings.jpeg" alt="Assassins Creed Valhalla" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-vikings.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-vikings-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Com essa pose, pode até parecer um bárbaro. | Fonte: Ubisoft</p></div>
<p>Como citado mais acima, os povos chamados de &#8220;Bárbaros&#8221; tinham culturas complexas, muito embora a ausência de registros escritos feitos pelos próprios nos tenha deixado poucas pistas sobre os detalhes dessas culturas.</p>
<p>Oras, um dos principais fatores da queda do poderoso Império Romano foi exatamente o conjunto de invasões bárbaras. Será que o exército mais organizado e poderoso de sua época foi derrotado apenas por um bando de &#8220;idiotas&#8221;? Certamente não. Os povos bárbaros aprenderam a superar as táticas sofisticadas das Legiões Romanas e, assim, derrotá-las (sim, houve outros fatores para a decadência de Roma, mas o objetivo aqui não é tecer uma tese sobre tudo o que levou o Império ao seu fim).</p>
<p>Adicionalmente, <strong><a href="https://www.nationalgeographic.com/history/article/160331-viking-discovery-north-america-canada-archaeology" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Vikings visitaram o continente americano séculos antes das Grandes Navegações</a></strong>, usando <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dracar" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Drakkars</a>.</strong> Eles tinham técnicas de navegação sofisticadas e eficientes. Simplesmente não dá para chamar essas pessoas de &#8220;um povo burro&#8221;.</p>
<p>Dentro das próprias ambientações oficiais de D&amp;D (e seus predecessores) o conceito do bárbaro burro é negado. Em Dragonlance (cujos romances foram publicados pela Devir anos atrás, e recentemente foram <strong><a href="https://amzn.to/2UUuqu9" target="_blank" rel="noopener noreferrer">relançados com uma nova tradução pela Editora Jambô</a></strong>) temos Lua Dourada e Ventania. Esse último é um bárbaro &#8220;puro&#8221; e Lua Dourada, embora a rigor seja uma clériga, vem de um povo bárbaro.</p>
<div id="attachment_3389" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3389 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/riverwindandgoldmoon_featured-e1629751075246.jpg" alt="Ventania e Lua Dourada. Créditos: Wizards of the Coast" width="750" height="450" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/riverwindandgoldmoon_featured-e1629751075246.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/riverwindandgoldmoon_featured-e1629751075246-300x180.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ventania e Lua Dourada. Créditos: Wizards of the Coast</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Não se prenda ao padrão</h2>
<p>Não nenhuma regra que diga como você deve interpretar o seu personagem. Portanto, o seu bárbaro não precisa, de forma alguma, ser apenas um lutador nato, extremamente forte e com limitações intelectuais (leia-se: tapado). Por isso, aqui vão algumas dicas de como fugir da tradicional &#8220;máquina-de-combate-sem-inteligência&#8221;.</p>
<p>Ele pode muito bem ser um guerreiro altivo e orgulhoso, conhecedor de táticas de combate, especialmente de guerrilha. Ele pode ser o líder ou o representante máximo de uma tribo distante e que está em busca de conhecer outros povos e suas táticas de combate. Ou seja, ele ainda continua sendo muito bom no que faz, mas sua motivação vai além do simples combate.</p>
<p>Outra possiblidade, o bárbaro que conhece muito bem as leis da natureza de um determinado local ou região. Isso o torna um especialista sobre as lendas &#8220;xamânicas&#8221; de seu povo, sem precisar ser um xamã propriamente dito. Conforme mencionei antes, muitos povos considerados bárbaros não chegaram a desenvolver um idioma escrito. Logo, suas tradições precisam ser transmitidas de forma oral e guardadas na memória. Um bom ouvinte de uma tribo bárbara seria quase uma enciclopédia da cultura de seu povo.</p>
<div id="attachment_3407" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3407 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-conan-frazetta.jpeg" alt="Conan de Frank Frazetta" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-conan-frazetta.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-conan-frazetta-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Fuja do estereótipo padrão. Até mesmo o Conan já atuou como ladrão em suas aventuras. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Seu personagem pode ser o representante legal de uma civilização inteira e que vive isolada das demais (você pode definir os motivos do isolamento mais tarde). Contudo, algo fez com sua civilização precisasse interagir com as demais e agora, você foi escolhido como um emissário do seu povo. Como complemento a esse background, seu personagem poderia ser alfabetizado e versado em mais de um idioma, algo incomum para personagens bárbaros. Além disso (e com a permissão do mestre), ele poderia ter uma ou duas perícias diferentes, mas que representassem essa preparação para viajar pelo mundo.</p>
<p>Como você pode ver, seu bárbaro não precisa ser o alívio cômico do grupo e nem o personagem sem noção que sai chutando a porta em momentos nos quais discrição é fundamental. Com um pouco de trabalho e paciência, você pode construir algo fora do estereótipo padrão.</p>
<p>E claro que, se você quiser, o seu personagem pode continuar sendo o oposto de tudo isso que falamos. Afinal de contas, ele é seu e a proposta é sempre se divertir. Apenas tenha consciência de que esse &#8220;modelo pronto de personagem&#8221; está muito longe de ser a única opção. E, da próxima vez que construir um bárbaro, tente fugir do estereótipo. Pode ser bem divertido interpretar o personagem confuso com os costumes da cidade grande, e ainda mais divertido interpretá-lo como alguém que conhece os segredos das terras selvagens do seu mundo de jogo.</p>
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		<title>Multiclasse em D&#038;D 5ª Edição</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2020 21:48:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Há alguns anos, quando migrei da 3ª para a 5ª edição de D&#38;D a comparação de regras foi inevitável. E uma das que mais incomodou (já naquela época) foi a de multiclasse. E eis que há poucos dias resolvi publicar um pergunta em um grande grupo do Facebook dedicado à 5ª edição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Há alguns anos, quando migrei da 3ª para a 5ª edição de D&amp;D a comparação de regras foi inevitável. E uma das que mais incomodou (já naquela época) foi a de multiclasse. E eis que há poucos dias resolvi publicar um pergunta em um grande grupo do Facebook dedicado à 5ª edição em português:</p>
<p><em>&#8220;Vocês usam a regra como está no Livro do Jogador? Ou tornam o multiclasse mais acessível de alguma forma?&#8221;.</em></p>
<p>As respostas foram bem interessantes, mas antes de chegar nelas, vamos fazer um review de como o multiclasse funcionava nas edições mais antigas:</p>
<h2>D&amp;D</h2>
<p>Não existia. Simples assim. Nem se falava nesse conceito. Na verdade, o D&amp;D original tinha &#8220;classe&#8221; e &#8220;raça&#8221; como um conceito único. Ou você era um elfo ou era um mago (humano). Ou jogava como anão ou como guerreiro (humano). Nem há muito sobre o que falar aqui, já que simplesmente não era permitido ter níveis em mais de uma classe diferente.</p>
<h2>AD&amp;D (1ª e 2ª edições)</h2>
<p>Aqui as coisas começa a ficar meio malucas. Já existe a distinção entre classes e raças (ou seja, você joga com um humano mago, halfling ladino e etc&#8230;), mas as combinações são limitadas. Todas as classes estão disponíveis para humanos, muitas para meio-elfos, e apenas algumas para elfos, anões, halflings e gnomos.</p>
<p>E havia dois conceitos diferentes: Dupla-classe (dual-class), que se aplicava exclusivamente a humanos, e multi-classe (multi-class), disponível apenas para outras raças (chamadas, então, de semi-humanos.)</p>
<div id="attachment_3167" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3167 size-full" title="Personagens em AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Na segunda edição, jogar de Mago era complicado. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>As opções multi-classe eram limitadas por raça também, e precisavam ser escolhidas no momento da criação do personagem, e a evolução se dava em todas as classes em paralelo.</p>
<p>Por exemplo, você poderia escolher jogar com um meio-elfo mago/guerreiro/ladino (uma das opções disponíveis),mas essa decisão precisava ser tomada na criação dos personagens. Os pontos de experiência ganhos eram distribuídos igualmente entre as três classes. Dessa forma você evoluiria passaria de nível em cada uma em momentos próximos, mas não exatamente iguais. Os pontos de vida iniciais seriam a média entre as três classes, e a cada nível ganho em uma delas, 1/3 dos pontos de vida que a classe ganharia. Demais características eram basicamente inalteradas.</p>
<p>No caso de humanos a coisa era um pouco mais esquisita. Você não poderia evoluir classes em paralelo de nenhuma forma. Você começava como uma classe e, em algum momento, passaria a evoluir em outra, sendo que nunca mais poderia ganhar níveis na classe original. Na verdade, caso usasse os poderes dessa classe, não ganharia novos pontos de experiência.</p>
<p>Isso era bem mal-explicado, na verdade. Suponhamos que eu começasse como um Guerreiro humano (e, digamos, evoluísse até o 5° nível) e depois quisesse evoluir como ladrão. Levando as regras ao pé da letra significa que em um combate, por exemplo, eu precisaria usar as estatísticas de um Ladrão 1 (exceto pontos de vida, que o LdJ deixa bem claro que são mantidos), mas estaria enfrentando perigos adequados a um personagem de nível 6!</p>
<div id="attachment_3169" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3169 size-full" title="Capa do AD&amp;D 2ª edição" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-add.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-add.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-add-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Bárbaro/Paladino? Por que não? | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>Ah sim! Os pré-requisitos de todas as classes escolhidas precisavam ser satisfeitos (natural, e nem tão difícil no caso de AD&amp;D, já que as classes básicas tinham pré-requisitos relativamente baixos (não estamos falando de Paladinos aqui, ok? Classes básicas. Guerreiro, Mago, Clérigo e Ladino).</p>
<p>Isso era um fator extremamente desencorajador para jogar com mais de uma classe. Seja qual fosse a raça escolhida.</p>
<h2>D&amp;D 3ª Edição (e 3.5)</h2>
<p>Aqui liberou geral. Quando você ganhava um novo nível podia escolher qualquer classe (tanto as básicas como de prestígio &#8211; conceito que marcou a 3ª Edição), bastando apenas satisfazer os pré-requisitos da classe escolhida. Esses pré-requisitos precisavam ser satisfeitos independente de ser a sua primeira, segunda ou enésima classe.</p>
<div id="attachment_3170" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3170 size-full" title="Classes de D&amp;D na 3ª edição" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-3ed.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-3ed.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-3ed-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As classes de prestígio da 3ª edição permitiam combos infinitos. | Fonte: I-GUYJIN-I &#8211; Devianart</p></div>
<p>Esses pré-requisitos normalmente eram apenas relativos à tendência nas classes básicas (era impossível ser um bardo/paladino, por exemplo, pois um pré-requisito de Bardo era ter qualquer tendência não-leal, e um pré-requisito para jogar como Paladino era ter tendência Leal e Bondosa), mas nas classes de prestígio em geral era preciso ter um bônus de ataque mínimo de um certo valor, um certo número de ataques por turno, um talento específico ou mesmo ter passado por uma experiência específica, de modo que essas classes só ficavam acessíveis para personagens de níveis mais altos (mas eram em geral ligeiramente mais poderosas que as classes básicas).</p>
<p>A liberdade era deliciosa, mas com a licença aberta e a tremenda popularidade que a 3ª edição atingiu, criou-se um campo fértil para combinações bem desequilibradas, especialmente quando se misturava materiais criados por editoras diferentes.</p>
<h2>D&amp;D 5ª Edição</h2>
<p>Aqui  as coisas ficaram um pouco estranhas na minha opinião. Não há nenhum tipo de pré-requisito para nenhuma das classes, mas para evoluir em uma segunda classe você precisa ter no mínimo 13 no &#8220;atributo principal&#8221; tanto da sua classe original como na nova classe.</p>
<p>Por exemplo: estou evoluindo um Mago já há alguns níveis. Caso queira passar a evoluí-lo como bardo, preciso ter tanto Inteligência como Carisma maiores ou iguais a 13.</p>
<p>Foi nesse momento que fiz a pergunta no grupo, e confesso até uma certa surpresa com as respostas.</p>
<div id="attachment_3168" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3168 size-full" title="Aventureiros da Costa da Espada" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Na 5ª edição as coisas ficaram menos apelativas, mas também menos atraentes (ou não). | Fonte: Wizards of the Coast</p></div>
<p>O comentário mais comum foi que se você pretende aprender uma nova profissão, então deve ter uma certa habilidade nata para isso. Até faz um certo sentido, mas por que essa habilidade não é exigida na sua primeira profissão (no caso de D&amp;D)? Voltando ao Mago de dois parágrafos atrás, eu não seria impedido de criá-lo com Inteligência 9, mas não poderia fazer o multiclasse com Bardo nem mesmo se o Carisma fosse 18!</p>
<p>Simplesmente não consigo ver sentido nessa regra.</p>
<p>Uma justificativa comum foi &#8220;limitar combinações&#8221; para &#8220;evitar personagens desequilibrados&#8221;. Também não consigo engolir essa justificativa. A versatilidade de habilidades em D&amp;D cobra um preço BEM alto.</p>
<p>Pegando um exemplo um pouco diferente: digamos que estou evoluindo um Mago já há alguns níveis (quatro, apenas para efeitos didáticos). Suponhamos que ele tem tanto Inteligência quanto Destreza acima de 13 e quero começar a evoluir como Guerreiro.</p>
<p>A primeira punição vem no mesmo momento: ao invés de evoluir para o 5° nível de Mago (e ganhar acesso às magias de 3° nível, inclusive a emblemática Bola de Fogo), optei por melhorar um pouco as estatísticas de combate, mas até que ponto isso é útil?</p>
<p>Em termos de jogada de ataque continuo jogando com Bônus de Proficiência + Força (ou Destreza, nos devidos casos). Claro, ganho as habilidade de um guerreiro de primeiro nível e, entre elas, treinamento em todos os tipos de armadura (o que dá um belo ganho em termos de defesa para um mago).</p>
<div id="attachment_3172" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3172 size-full" title="Guerreiros famosos de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-classes.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-classes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-classes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Lembre-se de observar os pré-requisitos da multiclasse já no hora de montar o personagem. | Fonte: Artstation.</p></div>
<p>Um mago com treinamento em combate de guerreiro parece bem interessante, mas só até olharmos mais de perto. No exemplo que acabei de citar, até que ponto vale a pena expôr um mago a um combate de perto (mesmo que agora ele esteja debaixo de uma armadura completa) sendo que os perigos enfrentados são para um grupo de 5° nível, mas as habilidades de combate do mago são as de um guerreiro de 1° nível (sim, eu sei. Ele não perde as habilidade de Mago 4, mas vocês me entenderam.)?</p>
<h2>Combinações Muito Poderosas</h2>
<p>Na maior parte das combinações multiclasse não haverá sinergia, ou seja, a combinação será menos poderosa do que qualquer uma das duas classes sozinha (um jogador mais preocupado com o conceito do personagem não se importará muito com isso).</p>
<p>Entre as poucas exceções por consenso estão o Feiticeiro/Bruxo e Paladino/Bruxo (aqui uma dica interessante para quem quer otimizar seu personagem multiclasse: classes com o mesmo atributo principal &#8211; carisma, nos exemplos que demos &#8211; tendem a performar melhor. Aliás, esse é um dos motivos de ser tão difícil fazer multi-classe com um Mago).</p>
<h2>Conceito</h2>
<p>Outra coisa abordada foi o conceito de personagem multi-classe. Alguns disseram se tratar de um conceito <em>&#8220;cagado&#8221;</em>, enquanto outros deram a entender que não fazia sentido um personagem começar a evoluir em outra classe.</p>
<p>Oras, como assim não faz sentido? O que impede um guerreiro de começar a estudar artes arcanas? Ou um bárbaro de refinar suas técnicas de combate e começar a evoluir como guerreiro?</p>
<p><em>&#8220;Ah! Mas o feiticeiro tem a magia inata! Se começar em outra classe não pode evoluir como feiticeiro depois!&#8221;</em>. Aqui também nada demais. Nada impede o poder do feiticeiro de ter ficado adormecido por mais alguns meses ou anos. E no caso do bruxo pode até render uma <em>sidequest</em> bem legal para o grupo (ou uma aventura-solo para o jogador em questão).</p>
<p>E na ficção temos uma série de exemplos de personagens que poderiam ser classificados como multi-classe. Um dos mais clássicos inclusive seria o Conan, com níveis de ladino, bárbaro e guerreiro, e um exemplo brazuca, na série em quadrinho Holy Avenger, seria o Sandro Galtran (Guerreiro/Ladino).</p>
<h2>E daí?</h2>
<p>No final disso tudo, o que decidi adotar na minha mesa é que os pré-requisitos mostrados na tabela da página 163 do Livro do jogador (ou também na 163 do Player&#8217;s Handbook original) aplicam-se desde a primeira classe escolhida. Quer jogar com um monge? Então trate de ter Destreza 13 e Sabedoria 13 já no começo do jogo. Mago? Inteligência 13, no mínimo.</p>
<p>A partir daí é pura questão de role-play. Um jogador esperto, que pense no médio/longo prazo vai colocar dicas do multi-classe já no histórico do personagem. Um guerreiro que sempre teve curiosidade pelas artes arcanas, mas frequentou uma escola de combate por pressão da família. Um estudante de magia que nunca entendeu por que ele manifestava algumas magias menores quando criança/adolescente, etc, etc&#8230;</p>
<div id="attachment_3173" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3173 size-full" title="D&amp;D 5ª edição" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-opcoes.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-opcoes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/05/img-personagens-multiclasse-dnd-5ed-novas-opcoes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um background de multiclasse pode gerar algumas aventuras extras. | Fonte: Wizards of the Coast.</p></div>
<p>Em uma primeira olhada algumas variações podem até parecer estranhas após o primeiro nível (Como assim fazer um pacto com um entidade e virar um bruxo quando você já tem 2 níveis de outra classe?!?! COMO VOCÊ VAI FAZER ISSO?!?!)</p>
<p>Dica: se foi fácil para o personagem fazer antes mesmo do 1° nível, não deveria ser difícil se ele já está no 2° ou 3°&#8230; Evidentemente isso não é desculpa para não fazer o devido role-play (afinal, esse é o nome do estilo do jogo). Poderia até se tornar uma boa aventura solo para o personagem como já mencionei antes.</p>
<p>Por hoje é só aventureiros! Zero pretensão de esgotar o assunto aqui, até por que certamente seria possível escrever um livro inteiro sobre o assunto (&#8220;O Guia Completo do Multi-classe&#8221;?). Conte para a gente: qual a combinação que você teria dificuldade em aceitar? E por quê? E qual a combinação mais &#8220;combada&#8221; que você já viu? O que ela tinha de tão especial?</p>
<p>Abraço e boas rolagens!</p>
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		<title>Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 3 e final!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 13:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
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		<category><![CDATA[d20]]></category>
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		<category><![CDATA[Xanathar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Chegamos hoje para a terceira &#8211; e derradeira &#8211; parte da nossa lista com os vilões mais icônicos de D&#38;D! Se você perdeu os artigos anteriores, pode encontrar a primeira parte e a segunda parte nos links abaixo: Vilões icônicos de D&#38;D – Parte 1 Vilões icônicos de D&#38;D – Parte 2 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Chegamos hoje para a terceira &#8211; e derradeira &#8211; parte da nossa lista com os vilões mais icônicos de D&amp;D!</p>
<p>Se você perdeu os artigos anteriores, pode encontrar a primeira parte e a segunda parte nos links abaixo:</p>
<p><strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&amp;D – Parte 1</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-2/">Vilões icônicos de D&amp;D – Parte 2</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>4.Xanathar</h2>
<div id="attachment_3125" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3125 size-full" title="O Beholder Xanathar" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-alternative.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-alternative.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-alternative-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das muitas versões de Xanathar. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Ninguém mais, ninguém menos que o <strong>Senhor do Crime da Guilda de Ladrões de Xanathar,</strong> em Skullport (&#8220;Porto dos Crânios&#8221;, ainda sem tradução oficial).</p>
<p>Mais um caso de vilão sobre o qual é impossível falar sem antes comentar sobre seus comandos. A <strong>Guilda dos Ladrões de Xanathar</strong> é uma das maiores, mais poderosas e influentes organizações criminosas de Faerûn, estendendo por toda a Costa da Espada (&#8220;Sword Coast&#8221;, no original), largamente ativa em Águas Profundas (&#8220;Waterdeep&#8221;) e basicamente dominando Skullport (onde contam com uma fortaleza massiva). As atividades da Guilda incluem (mas não se limitam a) tráfico de escravos, roubos (sejam por encomenda ou iniciativa própria), chantagem, venda de &#8220;proteção&#8221; e assassinato sob encomenda.</p>
<p>Há cerca de 300 anos, chegou em Skullport um Observador (ou <em>Beholder</em>, como queiram) conhecido como &#8220;<strong>O Olho</strong>&#8220;. Ele já era um traficante de escravos em larga escala nessa época, mas em Skullport fez seu negócio crescer ainda mais, transformando-o em um rede semi-autônoma e passando a operar, ele mesmo, das sombras. Em menos de 100 anos os &#8220;Agentes do Olho&#8221; já não eram mais associados a Observadores.</p>
<p>Nesse ínterim, O Olho estava investigando a atividade da Guilda de Ladrões de Xanathar, uma guilda já poderosa na região, e depois que descobriu que ela era liderada por um outro Observador (chamado&#8230; Xanathar!!!), passou a descobrir o máximo possível sobre seu concorrente. E aqui vai um adendo: Observadores, apesar de extremamente inteligentes, não são lá muito saudáveis da cabeça, sendo em geral extremamente paranoicos, e não costumam tolerar bem a presença de seus pares.</p>
<div id="attachment_3118" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3118 size-full" title="Xanathar em AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-guilda.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-guilda.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-guilda-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Xanathar, em algum ponto do passado do D&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Depois de muito estudar o comportamento de Xanathar, O Olho manipulou um outro Observador que vivia em Skullport, chamado <strong>Uthh</strong>, e fez com que ele decidisse que precisava confrontar e matar Xanathar. O confronto ocorreu, e Xanathar saiu vitorioso, mas ficou bastante enfraquecido com o combate. Antes que pudesse se recuperar, O Olho o atacou de surpresa matou facilmente o combalido Xanathar, assumindo o seu lugar na liderança da Guilda.</p>
<p>Após tanto estudo sobre o comportamento de sua vítima, O Olho conseguia se passar por Xanathar facilmente, mas decidiu assumir que &#8220;Xanathar&#8221; não seria um nome, mas sim um título. Quem comandasse a Guilda de Ladrões seria conhecido como Xanathar.</p>
<p>Em algum momento O Olho foi morto em uma luta contra a <strong>Lich Avaereene</strong> (uma ex-agente da própria Guilda de Xanathar).</p>
<p>O Olho foi sucedido por diversos outros Observadores no cargo.</p>
<div id="attachment_3113" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3113 size-full" title="O peixinho dourado de Xanathar" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-xanathar-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Jamais roube o peixinho dourado de um Observador. | Fonte: Artstation.</p></div>
<p>Uma das características mais peculiares do atual Xanathar é Sylgar, seu peixinho dourado. Provavelmente a única criatura na existência com a qual ele se importa (além, é claro, de si mesmo), Sylgar é substituído por um peixinho dourado novo sempre que ele morre por um dos capangas a serviço direto de Xanathar, Ott Steeltoes. Isso é feito antes que o chefe da Guilda perceba a morte do seu pet. Ninguém sabe quais seriam as consequências de ele descobrir que seu amado peixinho morreu.</p>
<p>Xanathar é um vilão terrível não apenas pelas atividades criminosas de sua guilda, mas principalmente por atuar nas sombras, estendendo seus tentáculos na forma de seus asseclas. Chegar até Xanathar é uma tarefa das mais difíceis, e derrotá-lo em combate seria um feito para poucos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>3. Tiamat</h2>
<div id="attachment_3114" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3114 size-full" title="Tiamat em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A Rainha dos Dragões foi uma das nossas inspirações para o blog. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p><strong>Tiamat</strong>. Um dos nomes mais conhecidos de toda mitologia de D&amp;D. Era um personagem recorrente no antigo desenho baseado no jogo, que ficou conhecido no Brasil como <strong>Caverna do Dragão</strong>.</p>
<p>Também conhecida como <strong>Rainha dos Dragões Cromáticos</strong>, A Perdição de Bahamut, Criadora dos Dragões Malignos, Rainha do Caos, Rainha Imortal, entre outros. Algumas fontes dizem que também é uma manifestação da Deusa Takhisis, do cenário de <a href="https://amzn.to/2RZ5Fbq" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Dragonlance</strong></a>.</p>
<p>Embora durante muitas eras não houvesse consenso completo entre estudiosos se Tiamat é realmente uma deusa (estaria no panteão de Forgotten Realms, nesse caso) ou &#8220;apenas&#8221; um arqui-demônio extremamente poderoso. Porém, sua condição de divindade é, atualmente, inquestionável. Inclusive, ela é adorada por dragões cromáticos como tal. Sua forma principal é a de um dragão de cinco cabeças, sendo em geral uma de cada cor dos dragões cromáticos (vermelho, verde, azul, branco e negro), mas podendo apresentar qualquer combinação que lhe for conveniente no momento.</p>
<p>Embora a origem de Tiamat tenha lá suas controvérsias, ela é, definitivamente, um ser antiquíssimo e irmã de <strong>Bahamut</strong> (o Dragão de Platina, deus dos dragões metálicos), tendo-o também como arqui-inimigo.</p>
<div id="attachment_3119" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3119 size-full" title="A Rainha dos Dragões Cromáticos" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-5ed.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-5ed.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-tiamat-5ed-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A nova versão de Tiamat na 5ª edição. | Fonte: Wizards of the Coast.</p></div>
<p>Durante o Tempo das Perturbações (um período no qual os deuses de Faerûn andaram sobre Toril com a forma de seus avatares, e se o avatar fosse morto o respectivo deus também morreria) Tiamat chegou a ser morta por Gilgeam (um antigo deus do panteão Unthérico, conhecido por ser ciumento, cruel e orgulhoso).</p>
<p>A essência de Tiamat, entretanto, não foi destruída, tendo sido dividida em três partes e passado a habitar os corpos de <strong>Tchazzar</strong>, <strong>Gestaniius</strong> e <strong>Skuthosiin</strong>. Tchazzar devorou os outros dois com o objetivo de tornar a essência de Tiamat única novamente e permitindo assim, seu renascimento. Ironicamente (ou não), um de seus primeiros atos após ressurgir foi tratar de matar Gilgeam.</p>
<p>Com seu poder restaurado, Tiamat se viu envolvida em diversos conflitos com seu irmão Bahamut, com vitórias revezadas para cada um dos lados (entre as consequências destes conflitos estão a influência de Tiamat sobre o Culto do Dragão, que cresceu bastante, e a recriação dos draconatos de Bahamut). Foi logo após essa época que Tiamat começou a construir seu reino nas montanhas de Avernus.</p>
<p>Em certo momento <strong>Asmodeus</strong> (já falamos um pouco sobre ele <strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">aqui</a></strong>) ofereceu a ela a o governo de Avernus mas, com medo de desapontá-lo (já havia acontecido antes) e também para evitar um conflito com Bel (o arqui-demônio então governante de Avernus), Tiamat recusou a oferta e fez uma contra-proposta: ela se tornaria uma espécie de campeã de Asmodeus, devorando aqueles que a ele se opusessem.</p>
<p>No entanto, ainda que os acordos no inferno não sejam quebrados, Tiamat foi posta sob o jugo de Bel. Durante sua breve, e mal-sucedida, tentativa de resistência, ela conseguiu ler os pensamentos do arqui-demônio e descobriu as instruções dadas por Asmodeus, no sentido de aprisioná-la em Avernus e prevenir que se tornasse excessivamente ambiciosa.</p>
<p>Traída, profundamente magoada e furiosa, Tiamat instruiu seus seguidores do Culto do Dragão a forjarem a <strong>Máscara da Rainha dos Dragões</strong> (&#8220;Mask of the Dragon Queen&#8221;, no original), que permitiria que ela escapasse dos Nove Infernos e ressurgisse em Toril. Embora o sumo-sacerdote do culto tenha tido sucesso na forja da Máscara, ele e suas forças terminaram sendo derrotadas antes que o retorno de Tiamat fosse efetivado, de modo que ela segue aprisionado no Abismo.</p>
<p>Claro, é apenas uma questão de tempo para que ela faça uma nova tentativa de se ver livre.</p>
<p>A campanha <strong>Tirania dos Dragões</strong>, que é composta de <a href="https://amzn.to/3cJEtVY" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Hoard of the Dragon Queen</strong></a> e <a href="https://amzn.to/3527lGD" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Rise of Tiamat</strong></a>, conta um pouco da história de ascensão de Tiamat.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>2. Conde Strahd Von Zarovich</h2>
<div id="attachment_3115" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3115 size-full" title="Ravenloft de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-ravenloft.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-ravenloft.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-ravenloft-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um dos clássicos de D&amp;D e que sobreviveu as edições. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>O lorde morto-vivo da Baróvia. Se alguém nesta lista (além de Lord Soth) tem uma história trágica, este alguém é <strong>Strahd Von Zarovich</strong>.</p>
<p>Um príncipe e conquistador, quando jovem, Strahd lutou e saiu vencedor de diversas guerras. Quando começou a sentir o peso da meia-idade o conde comandou a construção de um castelo no vale da Baróvia (uma região recém conquistada, e que o agradava de sobremaneira). O castelo, batizado de <strong>Ravenloft</strong> em homenagem à mãe de Strahd (a baronesa Ravenovia von Zarovich) passou a servir de morada também para seu irmão, Sergei von Zarovich.</p>
<p>Acontece que Strahd se apaixonou perdidamente pela esposa de Sergei, Tatyana Federovna. Como não era correspondido, e incapaz de tolerar a rejeição, Strahd forjou um pacto com os <strong>Dark Powers</strong> (&#8220;Poderes Sombrios&#8221;, em uma tradução livre, e ainda sem confirmação da tradução oficial). O pacto envolvia o assassinato de Sergei, mas as coisas não saíram como previsto.</p>
<p>Ao ver seu marido morto, Tatyana se jogou de cima das amuradas do Castelo Ravenloft. Como se isso não bastasse, os pais de Strahd o amaldiçoaram, de forma que ele ficaria para sempre preso no Vale da Barovia e nem mesmo a morte seria capaz de libertá-lo desta prisão. Os guardas do conde se voltaram contra ele e o crivaram de flechas, mas devido à maldição (ou devido a um efeito colateral do pacto com os Dark Powers), Strahd não morreu, mas sim, se tornou o primeiro vampiro.</p>
<p>(Nota: <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/"><strong>na primeira parte deste artigo falamos sobre Kas</strong>,</a> que também é conhecido como &#8220;O Primeiro Vampiro&#8221;. Nenhuma confusão aqui. Ambos são provenientes de mundos diferentes).</p>
<div id="attachment_3120" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3120 size-full" title="Curse of Strahd" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-aventura.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-aventura.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-aventura-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A maldição do sr. da Baróvia. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>Após a tragédia, os Dark Powers tragarm Strahd, seu castelo e as imediações, levando-os para um semiplano no plano de Sombral (&#8220;Shadowfell&#8221;, no orginal). A Barovia seria o primeiro domínio do que viria a ser conhecido como o <strong>Semiplano do Pavor</strong> (&#8220;Demiplane of Dread&#8221;).</p>
<p>Aqui cabe uma explicação, caso você que está lendo não conheça a &#8220;cosmologia&#8221; de D&amp;D: os mundos de aventuras que conhecemos (ou, ao menos a maioria deles), como <strong>Toril</strong>, de Forgotten Realms, ou <strong>Oerth</strong>, de Greyhawk, se localizam no que chamamos de Plano Material (ou Plano Primordial da Matéria, ou ainda Plano Material Primário, dependendo da tradução). Esse seria o plano onde vivemos também. Acontece que também existem muitos outros planos, como os quatro Planos Elementais (Água, Terra, Fogo e Ar), o Plano Astral, o Plano Etéreo e muitos outros.</p>
<p>Nem todos esses planos são sólidos. Em edições anteriores de D&amp;D o Semiplano do Pavor era uma ilha de material sólido localizada no Plano Etéreo. Na 5a Edição trata-se de uma &#8220;ilha&#8221; no Plano Sombral (&#8220;Shadowfell&#8221;, no original). Essa ilha foi criada pelos Dark Powers, e eles tem supremacia sobre o local, ainda que concedam uma série de poderes aos Darklords (&#8220;Lordes Sombrios&#8221;, em uma tradução livre).</p>
<p>Strahd tem um imenso controle sobre seus domínios. É capaz de perceber quando estranhos entram nele, sabe a localização aproximada deles o tempo todo e, na verdade, ocasionalmente faz com que pessoas de diversos mundos do Plano Material sejam transportadas para Barovia, apenas para brincar com o desespero destas pessoas ao perceberem que não são capazes de retornar para seu mundo de origem. A maior parte delas tem seu destino final ao tentar.</p>
<p>Há quem diga que o terrível Conde pode ser redimido e que isso libertaria não só a sua alma, mas também aqueles que estão presos em seus domínios. Todavia, não há nenhuma confirmação disto.</p>
<p>Com o passar dos anos o Semiplano do Pavor foi crescendo, e outros domínios (com seus respectivos Darklords) foram sendo incluídos ao redor da Barovia. Embora guerras tenhas sido travadas (uma das mais irônicas entre <strong>Kas</strong> e <strong>Vecna</strong>, inimigos mortais que se descobriram &#8220;vizinhos&#8221; por lá), dificilmente há um lado vencedor, uma vez que cada Darklord é basicamente imortal dentro de seus domínios e impedido pelos Dark Powers de cruzar suas fronteiras.</p>
<p>Strahd é um marco em D&amp;D não apenas por sua história, mas principalmente por que o módulo onde surgiu pela primeira vez (I6 &#8211; Ravenloft) foi a primeira aventura publicada para o jogo onde havia efetivamente um enredo mais complexo, com um antagonista tridimensional, com motivações próprias. Até então as aventuras publicadas eram basicamente um <em>entrar-na-dungeon-matar-pilhar-destruir-ir-embora-com-o-tesouro</em>.</p>
<div id="attachment_3121" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3121 size-full" title="Castle Ravenloft Board Game" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-boardgame.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-boardgame.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-strahd-boardgame-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Castle Ravenloft, o Borad Game. | Fonte: Wizards of the Coast.</p></div>
<p>O módulo fez TANTO sucesso que anos depois levaria à publicação de Ravenloft, um cenário de campanha com uma pegada de horror gótico (e algumas outras variantes dentro) que conquistou um grupos de fãs bastante leal (pessoalmente, é uma das minhas ambientações preferidas de D&amp;D&#8230; sempre que mestro uma campanha dou um jeito de os personagens ao menos darem uma passada por lá em algum momento).</p>
<p>Ravenloft ganhou versões para todas as edições de D&amp;D (exceto para a infame 4ª), e embora ainda não tenha aparecido na 5ª como um mundo específico, temos uma bela repaginada da aventura original <strong>Castle Ravenloft</strong> na forma da campanha épica <a href="https://amzn.to/3bB8zuD" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Curse of Strahd</strong></a>, que leva os personagens do 1° ao 10° nível enquanto eles exploram as terras da Baróvia e tentam escapar de lá, ao mesmo tempo em que evitam cair nas garras do terrível vampiro.</p>
<p>Aliás, uma excelente notícia é que essa campanha, que foi extremamente elogiada, já está confirmada no idioma de Camões na próxima leva de traduções da Galápagos.</p>
<p>Ah, e Castle of Ravenloft também virou um <a href="https://amzn.to/2VUDI5S" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>board game</strong></a> pela própria Wizards of the Coast.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>1. Vecna</h2>
<div id="attachment_3116" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3116 size-full" title="Vecna em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As várias interpretações de Vecna. | Fonte: Pinteres.</p></div>
<p>E eis que chegamos ao topo da lista. Obviamente que é bastante discutível quem é o dono do título de &#8220;Vilão mais icônico de D&amp;D&#8221; e, se perguntado para 10 pessoas diferentes, não é de se duvidar que 10 respostas diferentes sejam ouvidas.</p>
<p>Mas na humilde opinião deste que vos escreve, <strong>Vecna</strong> é Vecna. O Lich em questão é antagonista em algumas das mais épicas aventuras já publicadas para D&amp;D, tem seu próprio domínio em Ravenloft, foi mestre (ou asssociado ) de mais de um nome que apareceu nessa lista, ascendeu ao status de divindade e ainda foi a fonte de não um e não dois, mas três dos artefatos mais épicos de D&amp;D (presentes no <strong>Livro do Mestre</strong> há trocentas edições).</p>
<p>Nascido no mundo de Oerth (Greyhawk), mais especificamente na cidade de Fleeth, na região de Flan, conhecida pelo domínio que seus habitantes tinham sobre magia, Vecna foi treinado desde muito pequeno nas artes arcanas pela sua mãe, Mazzel.</p>
<p>Em algum momento Mazzel foi executada pelo governo de Fleeth (os motivos não são muito claros, embora seja provável que o tipo de magia que ela praticava &#8211; e ensinava &#8211; não fosse muito bem aceito). Seu filho jurou vingança sobre todos aqueles responsáveis pelo acontecido. Vecna aperfeiçoou suas habilidades sob a tutela de Mok&#8217;slyk, a Serpente. E nesse ponto sua história já começa a ficar ainda mais nublada, uma vez que não há nenhum consenso sobre a existência de Mok&#8217;slyk. Na verdade não há nenhuma outra menção a respeito exceto as feitas pelo próprio Vecna. Alguns dizem que Mok&#8217;slyk seria, de alguma forma, uma personalização das energias mágicas.</p>
<p>Cerca de mil anos mais tarde, Vecna já era um dos magos mais poderosos do mundo (talvez da história) e, como em outras histórias semelhantes, prolongou sua vida por meios mágicos e terminou por se tornar um Lich. Durante essa época ele escreveu alguns tomos sobre magia, sendo os de maior destaque o <strong>Ordinary Necromancy</strong> (&#8220;Necromancia Básica&#8221;, em uma tradução livre, e ainda sem tradução oficial) e o <strong>Book of Vile Darkness</strong> (&#8220;Livro da Escuridão Perversa&#8221; em traduções anteriores, ainda sem tradução oficial para a 5ª edição), sendo que no caso deste último teria havido contribuições posteriores de outros autores.</p>
<div id="attachment_3130" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3130 size-full" title="Vecna miniature" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-miniature-v2.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-miniature-v2.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-miniature-v2-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Vecna ganhou até uma miniatura pra chamar de sua. | Fonte: Critical Role.</p></div>
<p>Vecna tentou conquistar a cidade de Fleeth com a ajuda de um exército de mortos-vivos, mas quase foi destruídos pelos clérigos da cidade, que canalizaram o poder de Pholtus &#8211; o deus da luz &#8211; diretamente contra o Lich, que foi salvo por um de seus aprendizes e generais, ninguém menos que <strong>Acererak</strong> (que viria a se tornar um Lich ele próprio. Já falamos dele na <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-2/"><strong>parte 2 deste artigo</strong></a>).</p>
<p>Após algum tempo (apenas o suficiente para se recuperar), Vecna marchou novamente sobre a cidade. Dessa vez os governantes imploraram por clemência, oferecendo riquezas em troca da vida de seus cidadãos. Com a recusa da proposta, ofereceram suas próprias vidas em troca das dos habitantes da cidade. A resposta do Lich foi entregar um desses governantes, Artau (bem como toda a família dele) para que <strong>Kas, o Terrível</strong>, os torturasse durante o maior tempo possível antes de executá-los. Isso foi feito na frente do restante do conselho. Apenas após esse horror Vecna demonstrou alguma piedade, permitindo que os demais partissem.</p>
<p>(Se o nome de Kas lhe é familiar, não é à toa. Também falamos sobre ele na <strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">parte 1 deste artigo</a></strong>).</p>
<p>À medida em que seu poder crescia e seu corpo enfraquecia, Vecna perdia o interesse nos assuntos do dia-a-dia de seu reino, e Kas se tornava seu principal instrumento de governo. Era Kas que pronunciava os julgamentos de Vecna, presidia o conselho em seu nome, e recebia os relatórios de seu exército. Vecna chegou a criar pessoalmente a espada de seu general favorito, que ficou conhecida como Espada de Kas. Esse artefato, ironicamente, seria a fonte de sua ruína.</p>
<p>A espada, dotada de inteligência e com objetivos próprios, começou a influenciar Kas para este traísse seu mestre. Com o tempo o guerreiro terminou sucumbindo à sedução das palavras da espada e terminou por atacar Vecna.</p>
<p>É dito que ninguém viu a batalha, mas no final a torre de Vecna tinha sido reduzida a um monte de escombros e poeira. Nada do corpo de Kas foi encontrado e tudo o que restou de Vecna foram uma mão e um olho.</p>
<p>Vecna e Kas ressurgiram em <strong>Ravenloft</strong>, o Semiplano do Pavor, com seus respectivos domínios fazendo fronteira um com o outro. Claro que os dois acabaram travando recorrentes batalhas. Nesse momento Vecna já era um semideus, embora a maneira exata como esta ascensão ocorreu nunca tenha sido bem explicada.</p>
<p>Enquanto estava preso em Ravenloft (o semiplano, não o castelo), Vecna conseguiu enganar Iuz (o maligno, na época também um semideus. Lembra dele? Foi assunto na <strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">parte 1 do artigo</a></strong>&#8230;) e absorvê-lo completamente, ascendendo à condição de divindade. Os Dark Powers de Ravenloft não foram poderosos o suficiente para aprisionar um deus em seus domínios, então Vecna foi capaz de se livrar das Brumas e surgir em Sigil, a cidade dos portais.</p>
<div id="attachment_3122" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3122 size-full" title="Die, Vecne Die AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-oldschool.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-oldschool.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-3-parte-vecna-oldschool-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Vecna teve sua própria aventura épica na 2ª edição do D&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em Sigil, tendo acesso a basicamente qualquer ponto do multiverso, Vecna planejava rearranjá-lo completamente, moldando-o à sua vontade. Ele teria conseguido, não tivesse sido impedido por um audacioso (e poderosíssimo!) grupo de aventureiros (essa história é o plot central da aventura <strong>Die Vecna, Die!</strong>, publicada no crepúsculo da 2ª edição de Ad&amp;D). No processo de expulsão de Sigil, Vecna terminou sendo separado de Iuz (que se viu livre novamente) e caiu à condição de deus menor. Tendo ressurgido em novamente Oerth, Vecna segue sendo objeto de culto de seitas malignas.</p>
<p>A <strong>Espada de Kas</strong>, <strong>O Olho e a Mão de Vecna </strong>e o <strong>Livro da Escuridão Perversa</strong> são todos artefatos descritos no <a href="https://amzn.to/3eQnQKq" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Livro do Mestre</strong></a> e podem servir como objetos centrais em uma campanha épica.</p>
<p>Por isso tudo Vecna é considerado o mais poderoso Lich da história do multiverso.</p>
<p>Por hoje é só, aventureiros! Finalmente chegamos ao fim da nossa lista. E na sua opinião? Quem faltou ser mencionado aqui? Que posições você mudaria na lista?</p>
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		<title>Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 17:03:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&#38;D. Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&amp;D.</p>
<p>Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham provocado (ou estejam envolvidos) em grandes mudanças nos seus respectivos mundos (ou até mesmo em outros). Em geral eles são antagonistas de aventuras ou campanhas clássicas de D&amp;D, e muitos deles dão as caras desde edições bem antigas do nosso jogo tão amado.</p>
<p>Não estamos nos prendendo a estatísticas de combate, então não se surpreenda se encontrar em posições mais baixas na lista um vilão com nível de desafio bem maior que outros que está várias posições acima. Estamos levando em conta a &#8220;popularidade&#8221;, o charme e a influência.</p>
<p>Ah sim! E apenas vilões únicos e inteligentes. Nada de raças (ou seja, não espere encontrar &#8220;os drow&#8221; na lista) ou bestas-fera sem controle (ou seja, o Tarrasque também está fora).</p>
<p>Então, sem mais delongas, vamos à lista!</p>
<h2>12. Iuz, o Maligno</h2>
<p>Na lanterna da nossa lista vem <strong>Iuz, o maligno</strong>. Hoje em dia ele anda meio sumido, mas já aprontou poucas e boas no mundo de Oerth.</p>
<p><strong>Iuz</strong> chegou a ter um livro (<em>Iuz the Evil</em>) dedicado apenas à sua história, influência e poderes (bem como a descrição de seus domínios), publicado para AD&amp;D 2ª Edição.</p>
<div id="attachment_3052" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3052 size-full" title="Suplemento Iuz the Evil" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Iuz, o maligno teve até um suplemento pra chamar de seu. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>É um semi-deus, filho de Graz&#8217;zt, um lorde demônio do Abismo com Iggwilv, uma bruxa humana. Acontece que essa bruxa fez o príncipe das Howling Hills (Colinas Uivantes, em uma tradução livre) pensar que <strong>Iuz</strong> era filho dele. Quando esse príncipe morreu, <strong>Iuz</strong> assumiu o comando de seu feudo e de seus exércitos. Em poucos anos no trono <strong>Iuz</strong> multiplicou a área do principado e, durante essa expansão, ele usava um ritual maligno para roubar poder e vitalidade de muitas vítimas capturadas entre seus inimigos derrotados. O aumento de seu poder somado aos rumores que começaram a surgir de que ele seria filho de um demônio e sua mãe seria uma necromante fizeram com que <strong>Iuz</strong> atingisse o status de semi-deus.</p>
<p>Em um determinado momento <strong>Iuz</strong> desapareceu. As legiões de orcs que lhe eram fiéis pensaram que ele tinha ascendido à condição de divindade completa, e começaram a adorá-lo como tal. Na verdade, Iuz havia sido aprisionado por Zagig Yragerne, um arquimago louco que estava, ele mesmo, em busca de se tornar um semi-deus, no Castelo Greyhawk. <strong>Iuz</strong> só seria libertado de seu cativeiro após 75 anos, por um grupo de aventureiros malignos ajudado por <strong>Mordenkainen</strong>.</p>
<p><strong>Iuz</strong> seria novamente aprisionado por ninguém menos do que <strong>Vecna, o Lich</strong>, que queria absorver a alma de <strong>Iuz</strong> com o objetivo de aumentar seu poder. De fato, <strong>Vecna</strong> foi bem-sucedido, tornando-se uma divindade no processo. Em algum momento Vecna foi derrotado por aventureiros, com a consequente libertação de <strong>Iuz</strong>. O fato é que <strong>Iuz</strong> jamais esqueceu o ocorrido e por isso, Vecna segue sendo seu inimigo mortal até hoje.</p>
<p>Com isso <strong>Iuz</strong> renovou seus domínios, influenciando tribos bárbaras do norte e conquistando, com seus exércitos recém-reunidos, vastas quantidades de terras. Uma cruzada chegou a ser organizada com o objetivo de expulsar <strong>Iuz</strong> das terras do norte, mas cada um de seus membros terminou sendo massacrado e reerguido como morto-vivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>11. Lolth, A Rainha das Aranhas</h2>
<p><strong>Lolth</strong> (também conhecida como <em>Lloth</em>, especialmente na cidade de <em>Menzoberranzan</em>), a Rainha das Aranhas e Rainha do Abismo de Teias Demonícas é a principal divindade Drow em <strong>Forgotten Realms</strong>.</p>
<p>Entretanto, isso nem sempre foi assim.</p>
<p>A <strong>Rainha das Aranhas</strong> era originalmente conhecida como Araushnee, deusa élfica menor do Destino, dos artesãos e dos elfos negros, diferentes dos Drow (nessa época eles nem existiam!). Além de tudo isso, ela era consorte de <strong>Corellon Larethian</strong>, o criador da raça dos elfos, que fique registrado.</p>
<p>Ocorre que, como em tantos outros casos assim, a ambição de Araushnee começou a crescer e ela começou a tramar contra Corellon. Primeiro em conjunto com Gruumsh (deus dos orcs e meio-orcs), e depois com Malar (o senhor das bestas, deus da caça), ambas sem sucesso.</p>
<p>A última tentativa de Araushnee contra Corellon envolveu um pequeno exército de deuses. Após uma batalha complicada, na qual Corellon terminou ferido, Araushnee tentou envenená-lo (fingindo que o veneno era água do Elysium, que deveria curá-lo). A tentativa foi impedida por Sehanine Moonbow (deusa élfica dos sonhos, filha e aliada de Corellon).</p>
<p>Após Corellon se curar de sus ferimentos, Araushnee foi submetida a julgamento. Sua pena foi uma combinação de exílio e sua transformação numa tanar&#8217;ri (como eram chamados os demônios em AD&amp;D).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3054 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Inconformada com sua derrota e com a sentença, tentou mais uma vez matar Corellon, transformando-se em uma aranha monstruosa, mas novamente sem sucesso. Apesar de tudo, Corellon não a matou e acabou optando por permitir sua fuga. Depois do exílio, e agora utilizando o nome de <strong>Lolth</strong>, Araushnee conquistou um pedaço do Abismo, mais especificamente a região conhecida como <em>Demonweb Pit (</em>Abismo das Teias Demoníacas, em uma tradução livre).</p>
<p>Tendo assegurado seu domínio, <strong>Lolth</strong> voltou a conspirar contra Corellon. Como não podia atacá-lo abertamente, seu plano era ser adorada pelo elfos e assim trazer angústia para esse povo, atingindo o criador deles por tabela.</p>
<p>As maquinações de Lolth provocaram diversas guerras entre povos élficos, enquanto sua igreja ganha cada vez mais influência entre os elfos negros (calma! Ainda não são os Drow&#8230;). Após diversas dessas guerras, os outros elfos se uniram na <strong>Corte Élfica</strong> e invocaram o poder de todo o panteão da raça para amaldiçoar os elfos negros e transformá-los, assim nasciam os Drow. Todos, inclusive os inocentes e aqueles que nunca aceitaram Lolth, foram transformados (conta-se que antes da maldição os elfos negros não tinham os cabelos brancos). As forças combinadas das demais nações élficas perseguiram a nova raça formada e os expulsaram para o subterrâneo.</p>
<p>No início os Drow eram bastante primitivos, mas se espalharam pela <strong>Umbreterna</strong> (ou Underdark, no original), o dominaram e construíram grandes cidades, abrangendo um domínio que ocupa quase todo o subterrâneo de <strong>Faerûn</strong>.</p>
<div id="attachment_3055" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3055 size-full" title="Drows, os elfos negros" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Agora sim, os famosos elfos negros de D&amp;D. | Fonte: DnD Wizards</p></div>
<p>Houve um evento em Forgotten Realms, que ficou conhecido como o <strong>Tempo das Perturbações</strong>. Nesse período, os avatares dos deuses andaram sobre Toril. Caso o avatar fosse morto, o deus equivalente também morreria e foi nesse período que <strong>Lolth</strong> ganhou mais poder.</p>
<p>Ironicamente, a <strong>Rainha das Aranhas </strong>assassinou o avatar de <em>Zinzerena</em>, a deusa do assassinato de um outro mundo, absorvendo todo o seu poder no processo. Posteriormente ela tornou seu domínio no Abismo um plano completamente independente e com isso, ascendeu a condição de deusa maior.</p>
<p>Atualmente <strong>Lolth</strong> não é a única deusa entre os Drow, mas é sem dúvida a divindade mais influente entre esse povo. Sempre maquinando, é muito difícil prever qual (e quando) será o próximo plano de <strong>Lolth</strong> para aumentar sua influência em Toril.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>10. Kas, o traidor</h2>
<p>Também conhecido como Kas de Tycheron; Kas, o terrível; Kas, o traidor; Kas, o odioso e Kas, o destruidor (dentre outros títulos), foi o lacaio de mais confiança do arqui-Lich Vecna (um nome que você verá outra vez nesta lista, pode ter certeza).</p>
<p><strong>Kas</strong> era um guerreiro valoroso e dizia-se que era capaz entrar um campo de batalha, na mais completa desvantagem e mesmo assim sair, não apenas vitorioso, mas também sem um único arranhão em sua armadura. Essa habilidade em batalha atraiu a atenção de ninguém menos do que Vecna, que o convidou para ser eu general. Sedento por batalhas, ele aceitou com a condição que Vecna o apontasse para o campo de batalha e não desse mais ordens, até que a luta fosse vencida.</p>
<p>Os anos de lealdade e eficiência de <strong>Kas</strong> fizeram com que Vecna o presenteasse com uma espada poderosíssima, que ficaria conhecida como a <strong>Espada de Kas</strong> (sim, um dos artefatos mais famosos de D&amp;D).</p>
<p>A influência de Vecna, entretanto, fez com que <strong>Kas</strong> abandonasse sua devoção a <strong>Pêlor</strong> (deus do sol e da cura) e se tornasse seguidor de <strong>Nerull</strong>, o deus da morte.</p>
<p>Durante a <strong>Batalha dos Mil Olhos</strong>, Nerull sussurrou para que Kas traísse seu mestre em troca de um favor divino. Kas, com sua sede de poder, aceitou e atacou Vecna usando a espada que havia ganho de seu mestre. O combate custou a mão esquerda e um dos olhos de Vecna, mas este terminou subjugando <strong>Kas</strong>.</p>
<div id="attachment_3056" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3056 size-full" title="Kas na batalha contra Vecna" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Kas e sua eterna batalha contra Vecna. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Nerull decidiu mesmo assim conceder um favor menor a <strong>Kas</strong>. Sua alma recebeu força e velocidade, mas acompanhadas de uma insaciável sede de sangue, o que seria conhecido como a <strong>Maldição Vampírica</strong>. <strong>Kas</strong> foi o primeiro vampiro de Oerth (o nome do planeta que abriga o cenário de campanha Greyhawk).</p>
<p>Algumas versões ignoram a participação de Nerull<strong>.</strong> Dizem que o que transformou <strong>Kas</strong> em um vampiro, na verdade, foi o longo tempo que sua alma passou em contato com energia negativa no <em>Plano Quasielemental das Cinzas</em>, mas a versão do sussurro de Nerull parece mais factível, fornecendo uma motivação &#8220;razoável&#8221; para o traidor.</p>
<p>Após séculos preso aos domínios de Nerull, <strong>Kas</strong> conseguiu escapar construindo um Golem de carne e o imbuindo com a sua própria alma. De volta ao <em>Plano Material Primário</em>, espalhou fúria e destruição, tendo sido novamente derrotado no que ficou conhecido como <strong>A Batalha da Cidadela de Carne</strong>. A alma de <strong>Kas</strong> estava, finalmente, livre.</p>
<p>Mas não por muito tempo.</p>
<p>A malignidade do traidor despertou a atenção das <strong>Brumas de Ravenloft</strong>, e o vampiro recobrou a consciência como mestre do domínio de Tovag que, em uma mostra da ironia das Brumas, fazia fronteira com o domínio de Cavitius, cujo Lorde era ninguém menos do que o próprio Vecna. Travou-se uma guerra sem fim das tropas de <strong>Kas</strong> tentando recuperar sua espada da cidadela de Vecna, onde ele, erroneamente, presumia que a espada estava.</p>
<p>Quando Vecna finalmente conseguiu escapar de Ravenloft a explosão resultante destruiu tanto Cavitius quanto Tovag, e o corpo de <strong>Kas</strong> foi obliterado, reduzindo-o a um vestígio de alma perdido fora do espaço e do tempo.</p>
<p>Rumores recentes, entretanto, dizem que <strong>Kas</strong> de alguma forma sobreviveu à explosão e mantém um novo reino no semiplano do pavor.</p>
<p>Uma curiosidade: um Cavaleiro da Morte chamado &#8220;Kas, o mão sangrenta&#8221; servia Vecna no seu palácio em Ravenloft. Não se tratava do verdadeiro <strong>Kas</strong>, mas acreditava sê-lo, e servia Vecna como uma maneira de redimir sua traição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>9. Asmodeus</h2>
<p>O lorde máximo dos <strong>Nove Infernos</strong> e senhor de todos os diabos, a forma original de <strong>Asmodeus</strong> era a de uma serpente com milhares de quilômetros de comprimento. Como tratava-se de uma forma pouco prática para se comunicar, <strong>Asmodeus</strong> tratou de criar avatares, sendo o mais comum deles uma forma humanóide com cerca de quatro metros de altura, pele vermelha e chifres, além de um carisma inesperado para alguém com essa aparência. A localização exata de seu corpo verdadeiro sempre foi um segredo muito bem guardado, e qualquer um que a descobrisse seria rapidamente morto.</p>
<p>Não há consenso sobre sua origem. Algumas versões estabelecem que ele já estava presente na aurora dos tempos, tendo surgido diretamente do Caos Primordial, juntamente com Jazirian (outra divindade da Ordem, porém benevolente, ao contrário de <strong>Asmodeus</strong>). Após uma briga entre essas duas divindades (durante uma disputa sobre qual seria o centro do Multiverso), <strong>Asmodeus</strong> caiu sobre o plano de Baator, quebrando-o em seus nove níveis e parando apenas ao chegar na camada conhecida como Nessus, que passaria a ser o local de seu trono.</p>
<div id="attachment_3057" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3057 size-full" title="Asmodeus em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das representações de Asmodeus. | Fonte: Forgotten Realms Fandom</p></div>
<p>Baator, entretanto, não era um lugar desabitado. <strong>Asmodeus</strong> pessoalmente matou o que seria a &#8220;aristocracia&#8221; do lugar, tendo apenas um pouco de dificuldade para matar Zargon, o antigo governante, que continuava se regenerando a partir de seu chifre indestrutível, até que Asmodeus arrancou esse chifre e o jogou no Plano Material Primário.</p>
<p>Dizem que do sangue de seus ferimentos nasceram os primeiros Baatezu, nome com o qual os diabos eram conhecidos no <strong>AD&amp;D 2ª edição</strong>.</p>
<h3>O Julgamento de Asmodeus</h3>
<p><strong>Asmodeus</strong>, então, passou a tentar e corromper os mortais (especialmente humanos) e assim colecionar suas almas, em um modo de ação tão vil que enojou até os anjos, que por sua vez, terminaram por tentar condená-lo. O <em>arquidiabo</em>, então, solicitou que fosse feito um julgamento justo e que o juiz fosse uma entidade neutra. Os anjos concordaram e Primus, o imortal governante do Nirvana Tecnológico de <em>Mecânus</em> e entidade máxima da ordem e neutralidade, foi escolhido como juiz e tendo o acordo de ambas as partes.</p>
<p>O argumento de defesa de <strong>Asmodeus</strong> era que ele nunca tinha obrigado nenhum mortal a nada. Todos eles tinham a escolha de recusar sua oferta &#8211; sendo que havia, de fato, os que recusavam &#8211; e aqueles que a aceitavam não poderiam reclamar de cumprir sua parte no contrato.</p>
<p>Aqui cabe uma explicação: a coleta de almas tinha como objetivo final, aumentar as fileiras do exército dos Diabos em sua eterna <strong>Guerra Sangrenta</strong> (<em>Blood War</em>) contra os Demônios do Abismo.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> também argumentava quando um mortal encontrava uma inconsistência no contrato que o invalidasse, isso era respeitado.</p>
<p>Os anjos apresentaram seus casos um de cada vez, o que rapidamente esgotou a paciência de Primus. Então o juiz disse que ouviria apenas mais um caso. Enquanto os anjos tentavam se organizar para ver qual seria esse caso, Zariel (então ainda um anjo de Celestia) passou por cima de todos, o que acabou por deflagar uma briga que se espalhou por todos os anjos presentes. Primus deu uma tremenda bronca em todos os anjos presentes pelo caos formado na corte e absolveu <strong>Asmodeus</strong>, considerando que ele tinha o direito de continuar coletando almas da maneira como vinha fazendo.</p>
<p>Zariel prosseguiu como observadora da <strong>Guerra Sangrenta</strong>, mas seu desejo de interferir no conflito chegou a tal ponto que ela simplesmente ignorou as ordens de seus superiores e desceu para lutar. Seu corpo quase sem vida foi resgatado por diabos a mando do próprio <strong>Asmodeus</strong>, que providenciou que suas feridas fossem curadas em Nessus e a nomeou como <strong>Arquidiabo de Avernus</strong>, a primeira camada dos Nove Infernos.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> segue sendo o lorde máximo dos Nove Infernos, coletando almas dos mortais e acumulando mais e mais poder.</p>
<p>E então, o que achou dessa lista? Se você concorda, discorda ou sentiu falta de outros nomes, não deixei de comentar em nossas redes sociais. No próximo post traremos a segunda parte do artigo, com mais vilões icônicos de D&amp;D.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Pathfinder: o que esperar da segunda edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2019 01:28:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[d20]]></category>
		<category><![CDATA[new order]]></category>
		<category><![CDATA[paizo]]></category>
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		<category><![CDATA[Wizards of the Coast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitando que o financiamento coletivo de Pathfinder 2ª Edição está a todo vapor (trazido pela Editora New Order no Catarse), vamos hoje conhecer um pouco das principais mudanças que vieram atualizar o RPG que, por um tempo, já superou o clássico D&#38;D em popularidade. Um pouco de história A Editora Paizo surgiu no início dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando que o financiamento coletivo de <i><a href="https://paizo.com/pathfinder" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Pathfinder</a> 2ª Edição</i> está a todo vapor (trazido pela <a href="https://newordereditora.com.br/">Editora New Order</a> no <a href="https://www.catarse.me/pathfinder2e" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Catarse)</a>, vamos hoje conhecer um pouco das principais mudanças que vieram atualizar o RPG que, por um tempo, já superou o clássico D&amp;D em popularidade.</p>
<h3>Um pouco de história</h3>
<p>A Editora Paizo surgiu no início dos anos 2000, aproveitando a onda de jogos d20 que tiraram proveito da licença flexível criada com a 3ª edição do <i>Dungeons and Dragons</i>. No início a Paizo era responsável pela publicação das revistas <i>Dungeon </i>e <i>Dragon</i>, que haviam sido licenciadas pela Wizards of the Coast (você não leu errado: estamos falando de duas revistas diferentes e não do jogo de RPG). Embora as duas revistas contivessem conteúdo voltado para o D&amp;D, uma era mais focada em artigos (a Dragon) enquanto a outra era quase que exclusivamente dedicada a aventuras (a Dungeon).</p>
<p>Em 2007 a Wizards anunciou que estava trabalhando na 4ª edição do D&amp;D, que teria uma licença bem mais restritiva que a edição anterior. Além disso, a Paizo perdeu a licença para publicação das revistas. A alternativa que a editora teve foi continuar publicando aventuras para o D&amp;D 3.5 numa revista própria, a <i>Pathfinder</i>. Com o lançamento do D&amp;D 4 em 2008, a Paizo resolveu continuar dando suporte para os fãs do sistema anterior através do seu próprio RPG, o <i>Pathfinder Roleplaying Game</i>, que era uma versão modificada do D&amp;D 3.5, utilizando a licença OGL lá do início dos anos 2000.</p>
<p>A Wizards provavelmente não contava com a enorme fidelidade dos fãs ao D&amp;D 3.5. O resultado foi que de 2011 a 2014 o Pathfinder foi o RPG mais vendido nos EUA, desbancando o D&amp;D, que detinha esse título desde seu surgimento em 1974 até 2010. Em 2015 o D&amp;D voltou a conquistar seu lugar no topo com a 5ª edição, lançada no ano anterior.</p>
<div id="attachment_2707" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2707 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd.jpg" alt="" width="720" height="405" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Estará a nova edição de Pathfinder à altura do D&amp;D 5ed? | Fonte: Divulgação</p></div>
<h3>Surge uma nova edição</h3>
<p>Ainda que o Pathfinder venha mantendo a segunda posição dos RPGs mais vendidos, o sistema têm mostrado sinais de envelhecimento. Uma das grandes reclamações dos novos jogadores de Pathfinder é justamente o quebra-cabeças matemático que se tornou a criação de personagens, com suas infindáveis combinações de talentos, habilidades, classes de prestígio e multiclasses. Já o principal motivo do sucesso do D&amp;D 5 foi um certo “retorno às origens”, que trouxe a simplificação, sobretudo das regras de criação de personagens, ainda mantendo a consistência, diversidade e balanceamento do sistema.</p>
<p>Assim a Paizo começou a trabalhar em 2016 na segunda edição de seu consagrado sistema, tendo liberado em 2018 o material para playtest, que ainda pode ser baixado na <a href="https://paizo.com/pathfinderplaytest#downloads" target="_blank" rel="noopener noreferrer">página oficial</a>. O sistema sofreu grandes modificações, com o objetivo principal de facilitar a criação de personagens sem perder sua essência, que sempre foi a enorme gama de possibilidades de customização (algo que foi bastante limitado no D&amp;D 5).</p>
<p>Embora o sistema tenha sofrido algumas mudanças nas mecânicas em geral (nas regras de combate, por exemplo), vamos nos concentrar aqui no que mudou na criação de personagens. As regras discutidas a seguir se baseiam na atualização 1.6 do playtest (de 05 Out 2018) e podem não ser as mesmas da versão final, pois o sistema ainda está sofrendo alguns ajustes. Por exemplo, a polêmica Regra de Ressonância, que limita o acesso a itens mágicos, não deve estar presente na versão final, ainda que apareça no material de playtest.</p>
<h3>Um sistema mais modular</h3>
<p>O Pathfinder original, assim como o D&amp;D 3.5, são sistemas extremamente flexíveis, que permitem ao jogador criar personagens bastante diversos, por meio de uma combinação de talentos, características, habilidades, raças e uma ou mais classes. O problema desta diversidade é a grande complexidade para se encontrar combinações que sejam úteis, eficientes e ainda reflitam a imagem que um jogador faz de seu personagem.</p>
<div id="attachment_2711" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2711 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable.jpg" alt="" width="720" height="426" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable-300x178.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Criar um personagem de Pathfinder pode ser uma tarefa desafiadora | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A proposta do novo Pathfinder é simplificar as escolhas que o jogador pode fazer no processo de criação de personagens, de modo a ainda permitir uma boa diversidade. A principal solução foi unificar os talentos genéricos, poderes e características num novo sistema, que possui talentos específicos associados a cada classe e ancestral (veremos mais adiante esse novo conceito). Isso não só facilita a vida do jogador, como também diminui a possibilidade de criação de “combos”, e acaba sendo muito parecido com os sistemas de escolha de “árvores de habilidades” que encontramos em muitos MMOs.</p>
<p>Não só os talentos, mas também os próprios atributos agora podem ser computados com base em ampliações (<i>boosts</i>) e reduções (<i>flaws</i>), que também são definidas pela escolha de classe, ancestral e antecedentes (outro novo conceito que veremos adiante). Todos os atributos começam com o valor base 10 e vão sendo ajustados. Por exemplo, um personagem recebe +2 em constituição e força se escolher um anão, +2 em força ou destreza se escolher um guerreiro e +2 em força  ou carisma se escolher o antecedente gladiador. Além dessas ampliações em atributos específicos, esse personagem ainda teria disponível duas ampliações de +2 para colocar em qualquer atributo desejado.</p>
<h3>O fim das raças</h3>
<p>Sim, é isso mesmo: as raças, um dos conceitos mais tradicionais dos jogos de RPG de fantasia, foi substituído por outro conceito ligeiramente diferente e mais abrangente. Tratam-se dos “Ancestrais” (<i>Ancestries</i> no original) , que abrangem as mecânicas das raças originais (dados de vida, ampliação/redução de atributos, línguas, etc) mas incluem também o conceito de herança. Significa que os personagens “herdam” características de seus ancestrais, que vão se manifestando ao longo do tempo. Mecanicamente essas características são representadas por talentos, adquiridos à medida que o personagem avança de nível. A resistência inata dos anões à magia, por exemplo, agora é um talento que pode ou não ser adquirido como parte de sua evolução hereditária.</p>
<p>Trata-se de um conceito que pode parecer estranho num primeiro momento, mas abre um leque de possibilidades de customização dos personagens. Em alguns casos, os talentos de ancestrais podem ser encarados mais como um “legado” do que algo estritamente genético. Um exemplo é a familiaridade dos elfos com armas elegantes, tais como arcos e espadas longas, que é mais uma tradição dos elfos do que um habilidade física</p>
<p>Para complementar os Ancestrais, foi criada também uma nova mecânica aproveitando a história do personagem. Claramente inspirada na regra homônima do D&amp;D 5, temos agora também “Antecedentes” (<i>Backgrounds</i> no original) em Pathfinder. É um pequeno “pacote” de características pensadas para valorizar o histórico do personagem, definindo aumentos de atributos, alguns talentos e perícias específicas. Alguns exemplos são acólito, gladiador, nobre, estudioso e caçador. Embora pareçam estar bastante associadas com certas classes, um uso interessante é justamente combiná-las com classes que não tem nenhuma relação: um acólito pode ser o antecedente, por exemplo, de um mago. Imagine os antecedentes como “proto-classes”, que representam a vida do personagem antes dele estudar/treinar/praticar para adquirir uma classe.</p>
<div id="attachment_2713" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2713 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins.jpg" alt="" width="720" height="467" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins-300x195.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Os clássicos goblins de Pathfinder agora são uma nova raça jogável | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>E finalmente, outra grande novidade relacionada com os Ancestrais é a possibilidade dos personagens jogarem com Goblins! Essas pequenas e irritantes criaturinhas sempre foram uma espécie de mascote de Pathfinder e agora podem ser utilizadas pelos jogadores como uma desafiadora alternativa de “alívio cômico” para os grupos, que tem tudo para desbancar esse título dos halflings e gnomos.</p>
<h3>Uma nova classe e o fim da multiclasse</h3>
<p>Logo de início podemos notar duas grandes mudanças no sistema de classes de Pathfinder, que foram ideias surgidas nos suplementos Guia de Classes Avançado (<i>Advanced Class Guide</i>) e Guia do Jogador Avançado (<em>Advanced Player&#8217;s Guide</em>), agora adaptadas e incorporadas no livro básico.</p>
<p>A primeira é uma nova classe base, o Alquimista (<i>Alchemist</i>), que era originalmente uma classe opcional do Guia do Jogador Avançado. Trata-se de mais uma alternativa interessante de classe arcana, ao lado do Mago e do Feiticeiro. No caso do alquimista, o foco da sua magia está em suas criações alquímicas, que vão desde poções explosivas (alguém aí pensou em coquetel molotov?) até poções mais convencionais, como as poções de cura e de melhoria de atributos. Enquanto um mago precisa diariamente memorizar suas magias e um clérigo orar para a sua divindade, o alquimista vai precisar gastar um tempo elaborando as poções que ele terá a sua disposição. Essa rapidez de preparação e versatilidade é basicamente o que diferencia a classe alquimista de um mago alquimista convencional. E é claro que o alquimista também precisa de uma boa pontaria quando se trata de arremessar seus preparados explosivos (alguns talentos melhoram o alcance ou precisão do alquimista).</p>
<p>A segunda grande mudança é a extinção do conceito de multiclasse. Essa regra tradicional, nascida no D&amp;D, permitia que um personagem de uma determinada classe, digamos um guerreiro, suspendesse a evolução na sua classe original e ganhasse níveis em outra classe, como por exemplo ladino, o que incluía todas as características de evolução da nova classe, como dado de vida, habilidades específicas e espaços de magia. Existiam ainda as classes de prestígio, que tinham como objetivo substituir completamente a classe original por uma nova classe, que funcionava como um aprimoramento ou especialização.</p>
<h3>Os arquétipos</h3>
<p>O novo conceito de Pathfinder 2e que substitui a multiclasse é o arquétipo. Embora já existisse na edição anterior, ele foi agora aprimorado para permitir uma melhor diversificação e especialização das classes tradicionais, sem alterar drasticamente o caminho de evolução do personagem. Tanto que temos arquétipos de multiclasse (que permitem a aquisição de talentos de uma classe distinta da original) e os arquétipos de prestígio ( que permitem a aquisição de talentos que aperfeiçoam a classe original).</p>
<p>Um exemplo de arquétipo de multiclasse é o Arquétipo Clérigo. Suponhamos que a classe do personagem seja  guerreiro. Se ele possuir Sabedoria 16 e adquirir treinamento em religião, então ele pode adotar o arquétipo clérigo. Com esse arquétipo ele tem acesso a novos talentos, que permitirão ao longo do tempo que ele possa, entre outras habilidades, lançar magias divinas. Embora o personagem agora tenha acesso a talentos de clérigo, sua progressão de pontos de vida e de proficiências continuam como a de um guerreiro.</p>
<p>Já um exemplo de arquétipo de prestígio é o Arquétipo Cavaleiro. Novamente, tomemos como exemplo o nosso guerreiro. Ao adquirir esse arquétipo ele continua sendo um personagem focado em combate armado, porém agora ele também é especializado, por meio de novo talentos, no combate montado. Mais uma vez, sua base de evolução continua a mesma, somente com o acesso a um novo conjunto de talentos de classe.</p>
<div id="attachment_2714" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2714 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage.jpg" alt="" width="720" height="553" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage-300x230.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Não só as artes foram aprimoradas, mas todas as classes sofreram alguma melhoria | Fonte: Paizo</p></div>
<h3>Outras mudanças nas classes</h3>
<p>Além dessas grandes mudanças, tivemos também diversas mudanças menores em todas as classes, seja com o objetivo de melhor caracterizá-las ou de trazer um balanceamento.</p>
<p>Alguns exemplos: <b>bárbaros </b>agora possuem acesso a Totens (olá Guerreiro Totêmico do D&amp;D 5ed); <b>bardos </b>ganharam sua própria classe de magias (as Magias do Oculto &#8211; <i>Occult Spells</i>); <b>monges </b>deixaram de ser simples máquinas de pancada e passaram a ter distintos estilos de combate marcial, dependendo do tipo de instância adotada (da Garça, do Lobo, do Tigre ou do Dragão); <b>paladinos </b>também ganharam mais personalidade, deixando de ser clérigos guerreiros leais, adquirindo seus próprios “Poderes de Campeão” (ao invés de invocarem magias divinas tradicionais); e <b>rangers </b>agora são mais versáteis, pois não possuem apenas um conjunto limitado de inimigos favorecidos, podendo usar sua habilidade para marcar qualquer alvo para terem vantagem sobre ele em um combate.</p>
<h3>Perícias e proficiência</h3>
<p>Um última mudança digna de nota é quanto ao Sistema de Proficiência, que influencia principalmente como ocorre a evolução do nível das perícias. Originalmente, a cada nível de personagem você ganhava “pontos de perícia” que poderiam ser usados para aumentar o nível de uma perícia ou para o aprendizado de uma nova.</p>
<p>Na nova edição, as perícias que você escolhe inicialmente são aquelas em que você é proficiente (treinado). Existem 5 níveis de proficiência*: sem treinamento(-4), treinado (0), especialista (+1), mestre (+2) e lendário (+3). A medida que avança de nível, o personagem vai adquirindo “incrementos de perícia”, que podem ser utilizados para aumentar o nível de proficiência numa perícia ou adquirir treinamento em uma nova.</p>
<p>A grande diferença agora é que o nível de personagem também entra no cálculo do valor final de teste de uma perícia. Por exemplo, um personagem de nível 10, com o nível mestre (+2) em Diplomacia (Car) e Carisma 16 (+3), possuirá um valor de teste igual a +15 (10+2+3). Esse personagem teria sucesso quase garantido em qualquer teste com DC 15 ou menos. Ou seja, personagens de alto nível treinados em uma perícia passam a ter sucesso praticamente automático em testes regulares, mesmo que não invistam na melhoria de sua proficiência.</p>
<p><em><strong>*ATUALIZAÇÃO: </strong>no financiamento coletivo foi disponibilizada uma ficha de personagem que apresenta novos modificadores de proficiência: Destreinado (0), Treinado (+2), Especialista (+4), Mestre (+6) e Lendário (+8).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2019 16:46:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Falamos sobre como fazer suas próprias aventuras, sobre como utilizar aventuras prontas, algumas complementações do tema, como sobre mestrar de improviso, e até publicamos uma aventura pronta para D&#38;D. situada em nosso mundo de Averum. Hoje daremos mais um passo nessa jornada: como estruturar e mestrar longas campanhas? Sabemos que se trata [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Falamos sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/como-fazer-suas-proprias-aventuras/"><strong>como fazer suas próprias aventuras</strong></a>, sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/"><strong>como utilizar aventuras prontas</strong></a>, algumas complementações do tema, como sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/mestrando-de-improviso-ou-a-arte-de-improvisar/">mestrar de improviso</a></strong>, e até publicamos uma <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/o-ultimo-templo-de-mekthor-uma-aventura-pronta-em-averum/"><strong>aventura pronta para D&amp;D</strong></a>. situada em <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>nosso mundo de Averum</strong></a>.</p>
<p>Hoje daremos mais um passo nessa jornada: <strong>como estruturar e mestrar longas campanhas?</strong></p>
<p>Sabemos que se trata de um assunto vasto, e não temos pretensão nenhuma de esgotar o assunto (mesmo por que, não achamos que seja possível esgotar). Então a ideia hoje é dar um grande <em>overview</em> sobre as coisas que devem ser levadas em consideração para a sua campanha.</p>
<p>Ah! Antes de continuar, tente ler os artigos linkados ali no primeiro parágrafo. Todas aquelas dicas se aplicam para a discussão (e não vamos ficar repetindo se não for para aprofundar).</p>
<h2>Abordagem: episódica, novelizada ou mista?</h2>
<p>Essa provavelmente será a primeira grande questão a ser respondida antes de planejar e mestrar a sua campanha: a abordagem da história. Existem duas abordagens básicas e uma intermediária (que pode ter muitas variantes).</p>
<h3><strong>Abordagem episódica (ou procedural)</strong></h3>
<p>Aqui cada aventura terá os mesmos protagonistas (os heróis), que evoluirão de uma história para outra, ganhando mais habilidades e enfrentando monstros cada vez mais poderosos.</p>
<p>As séries de antigamente (desde, sei lá, anos 60 até os anos 90, excetuando-se Dr. Who) adotavam esse modelo ao extremo de os personagens sequer aprenderem coisas novas. <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0075488/?ref_=nv_sr_1?ref_=nv_sr_1"><em>Chips</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0052451/?ref_=nv_sr_1?ref_=nv_sr_1"><em>Bonanza</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0057798/?ref_=ttqt_qt_tt"><em>Viagem ao Fundo do Mar</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0060028/?ref_=nv_sr_4?ref_=nv_sr_4"><em>Jornada nas Estrelas</em></a></strong>, <a href="https://www.imdb.com/title/tt0088559/?ref_=nv_sr_2?ref_=nv_sr_2"><em><strong>Profissão Perigo</strong></em></a> (<em>a primeira versão, não o remake</em>), e até o clássico <a href="https://www.imdb.com/title/tt0085011/?ref_=nv_sr_2?ref_=nv_sr_2"><em><strong>Caverna do Dragão</strong></em></a>. Isso quer dizer que, basicamente, você podia assistir os episódios em basicamente qualquer ordem. Coisas que aconteciam em um não influenciariam nos próximos (sequer seriam citadas, na maioria dos casos). Aliás, <em>Viagem ao Fundo do Mar</em> é um extremo: os episódios invariavelmente terminavam com o Almirante Nelson dizendo algo como &#8220;-Oras, Crane, vai me dizer que você acredita em monstros?&#8221;, sendo que em quase todos os episódios eles enfrentavam um monstro!</p>
<p>Não por acaso, essa abordagem é conhecida como &#8220;Monstro da Semana&#8221;.</p>
<div id="attachment_2686" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2686 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um clássico dos anos 60. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>A grande vantagem aqui é que você não precisa se preocupar com uma história a longo prazo. Basta pensar em um monstro a cada semana, resolver a história dentro da própria aventura e bola para a frente.</p>
<p>A grande desvantagem é que seus jogadores podem se ver enjoados após algumas sessões, uma vez que a estrutura é repetitiva e não há grandes descobertas ou um grande antagonista. E mesmo se você for o mestre, também terminará enjoando. Muito provavelmente aquela <strong>coceirinha de criatividade</strong> que mestres de RPG costumam ter vai fazer você querer algo mais.</p>
<p>Também pode haver um problema de consistência aqui. Pensando no cenário medieval (preferido pela maioria dos RPGistas), os personagens podem enfrentar kobolds na primeira aventura, goblins na segunda, orcs na terceira&#8230; e quando chegar o dragão? Esses monstros estavam fazendo fila no vilarejo onde os heróis moram? Por algum motivo bizarro eles chegaram exatamente na ordem conveniente para os heróis enfrentarem? Se eles estiverem viajando, não é MUITO conveniente que eles encontrem ameaças exatamente na ordem adequada para sua evolução?</p>
<p>Nas séries de antigamente os heróis praticamente não ganhavam habilidades novas, então as ameaças eram sempre &#8220;do mesmo nível&#8221;. Em RPG pode até funcionar, mas não por muito tempo. De qualquer modo, pode ser uma excelente maneira de começar a sua própria campanha.</p>
<h3><strong>Abordagem seriada (ou contínua)</strong></h3>
<p>Aqui temos o extremo oposto da abordagem anterior. Nessa abordagem a história toda segue uma linha de crescimento dos personagens e do cenário, e tudo o que acontece em uma sessão influenciará nas próximas.</p>
<p>O melhor exemplo atualmente é Game of Thrones (ou era, sei lá). Cada episódio é uma continuação direta do anterior. <a href="https://amzn.to/2XoRRb2" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Breaking Bad</strong></a> seguia essa linha também, mas teve um ou outro episódio mais ou menos independente (como o famigerado <a href="https://www.imdb.com/title/tt1615550/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>episódio da mosca</strong></a>, que avançou muito pouco a história, e serviu mais como um interlúdio).</p>
<div id="attachment_2685" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2685 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O emblemático episódio da mosca. | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>O desafio aqui é muito maior. O mestre deve estar sempre pensando várias sessões adiante, antecipando ao máximo as ações do jogadores (e já comentamos aqui mais de uma vez o quanto isso pode ser difícil!) e pronto para mexer profundamente na estrutura da história com base nas ações dos jogadores, o que requer um desapego bem difícil &#8211; mas não impossível &#8211; de se atingir. Afinal, você pode se ver obrigado a descartar aquele NPC ou cenário bacanudo que você tinha bolado, apenas por que as ações dos jogadores na última sessão levaram a história para um rumo bem diferente.</p>
<h3><strong>Abordagem mista (ou semi-episódica, ou semi-procedural, ou semi-seriada&#8230; enfim, vocês entenderam!)</strong></h3>
<p>Como tudo na vida, não precisamos escolher um extremo. Podemos nos posicionar em algum ponto do infinito espectro intermediário. E, na maioria das vezes, isso é o ideal.</p>
<p>A abordagem mista tem inúmeras variações, mas pode ser resumida como &#8220;nem-tanto-ao-céu-nem-tanto-à-terra&#8221;.</p>
<p>Aqui temos uma história maior, desenvolvida ao longo de diversas sessões, mas com episódios semi-independentes. O grau de independência pode variar bastante.</p>
<p>De novo, vamos recorrer a séries de TV como exemplo. Láááá nos anos 90 (sim, somos todos velhos saudosistas) existia uma série muito maneira chamada <a href="https://amzn.to/2XwAWDw" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Arquivo-X</strong></a>. A série pegava a receita de &#8220;dupla de dois tiras&#8221; (quem pegou a referência comenta aí embaixo!!!), mas acrescentava um toque extra: sobrenatural, OVNIs e teorias da conspiração.</p>
<p>A dupla em questão era o agente <strong>Fox Mulder</strong> e <strong>Dana Scully</strong>, ambos do FBI. Mulder cuidava da divisão Arquivos-X (casos que envolviam qualquer coisa supostamente sobrenatural) e era visto como esquisito pelos seus colegas, que meio que desdenhavam dele por cuidar desse tipo de caso (e acreditar piamente neles). Já sua colega era médica forense, cientista e&#8230; absolutamente cética! Inclusive ela havia sido designada para a divisão Arquivos-X exatamente com o objetivo de frear Mulder e suas teorias malucas que colocavam o governo dos EUA como ciente da existência de alienígenas, etc, etc.. e escondendo tudo da população.</p>
<div id="attachment_2687" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2687 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Como eles eram novinhos!!!! | Fonte: Fox</p></div>
<p>Arquivo-X foi um fenômeno em sua época. Só que nos anos 90 poucas pessoas tinhas TV a cabo aqui no Brasil (pergunte a seus pais!), e o canal aberto que passava era a Record. A audiência da Record explodia quando passava Arquivo-X, e eles passaram a adotar uma estratégia bem canalha: atrasar a transmissão (às vezes durante horas!) para manter a audiência cativa, ou mudar o dia e hora de exibição sem aviso prévio. O chato é que isso funcionou. Por um tempo. Depois o pessoal largou mão (preferiu assinar TV a cabo ou, &#8220;contrabandear&#8221; VHS pirata. De novo, pergunte a seus pais&#8230;).</p>
<p>No começo Arquivo-X tinha uma estrutura bem episódica, era bem &#8220;monstro da semana&#8221;, mesmo. Mas como as pessoas começaram a ser fiéis à série, os produtores começaram a usar uma abordagem cada vez mais contínua: personagens secundários que reapareciam, &#8220;monstros&#8221; aparentemente derrotados que retornavam, episódios duplos, elementos apresentados em um episódios tinhas suas consequências mostradas vários capítulos adiante.</p>
<p>Ao longo da série foi construída uma espécie de história maior, que só quem acompanhava desde o começo compreendia completamente.</p>
<p>Outro exemplo dessa abordagem mista são as séries <em>super sentai</em> de antigamente (Changeman, Flashman, etc&#8230; ou Power Rangers para quem é mais novo). A cada semana um monstro diferente era mandado pelos vilões da série, mas nos últimos episódios a coisa se aproxima muito de uma novelização, por vezes com vilões traindo suas organizações, seja por que viram que estavam fazendo coisas erradas ou por que perderam o medo &#8211; alguns desses &#8220;vilões&#8221; eram, na verdade, coagidos, como Shima e Gaata, de Changeman (quem viu vai lembrar do que estou falando).</p>
<div id="attachment_2689" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2689 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Saudades das tardes da TV Manchete! | Fonte: <a href="https://tvefamosos.uol.com.br/listas/trinta-anos-de-changeman-veja-7-curiosidades-sobre-o-fenomeno-japones.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UOL</a></p></div>
<p>O ponto aqui é que você pode variar o grau de serialização ou episodificação da sua campanha. Uma boa ideia pode ser começar com ela completamente procedural, e depois evoluir para algo serializado, introduzindo um vilão recorrente (ou vilão &#8220;maior&#8221;), que pode ou não estar por trás dos acontecimentos aparentemente independentes das primeiras aventuras/sessões de jogo.</p>
<h2>Mundo de Campanha: Pronto x Próprio</h2>
<p>Aqui é outra decisão importante: sua campanha será feita em um mundo fantástico pré-existente ou você vai criar seu próprio mundo?</p>
<p>Utilizar um mundo próprio tem suas vantagens. Criar o seu próprio também tem. Pincelamos um pouco desse ponto no artigo sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/">como usar aventuras prontas</a></strong>, mas achamos por bem desenvolver melhor aqui.</p>
<p>Desenvolver sua campanha em um mundo já publicado tem suas facilidades. <strong>Tormenta</strong>, <strong>Forgotten Realms</strong>, <strong>7° Mar</strong>, <strong>The Strange</strong>, são todos boas opções. Você tem toneladas de NPCs, problemas e mistérios a serem resolvidos e ganchos para boas histórias.</p>
<p>Uma desvantagem aqui é que você, como mestre, pode se sentir obrigado a manter a coerência com material já publicado. Minha dica aqui é: DESOPILE. Sério! Forgotten Realms, por exemplo, é um cenário absolutamente gigantesco. É impossível ficar 100% coerente a TUDO o que já foi publicado (se você conseguir, aconselho seriamente a buscar tratamento&#8230; você sofre de algum tipo de obsessão!). Uma certa coerência ainda é fundamental, mas a exemplo de Forgotten (e outros cenários também) já teve TANTA coisa publicada que duvido muito que seja 100% coerente consigo mesmo, ou que haja alguém no cosmos que conheça a fundo o cenário todo.</p>
<p>Aliás, aqui é importante ter cuidado com o <strong>jogador-sabichão</strong>. Sempre tem aquele que leu mais (e conhece mais) sobre o cenário do que os outros jogadores. Nesse momento é muito importante manter uma postura mais firme: lembre-se você é o mestre, e modifica o mundo de jogo como bem entender. A história está sendo contada sobre o seu ponto de vista.</p>
<p>A outra opção é criar seu próprio mundo de campanha. Isso por si só é assunto para toda uma série de posts, mas vamos citar duas opções básicas:</p>
<h3><strong>Seu próprio mundo: do micro para o macro</strong></h3>
<p>Nessa abordagem você começa seu mundo com uma porção bastante pequena: uma pequena vila e seus arredores, com as grandes cidades sendo algo distante para seu jogadores (ou eles já começam em uma cidade grande, e você tem apenas os detalhes dos arredores dela, sem se preocupar com coisas além de uns 100 km de distância).</p>
<p>Aqui você vai detalhar o máximo possível a região do início da campanha, e ir aumentando os detalhes apenas conforme a necessidade.</p>
<p>Não pense que precisará de menos habilidade para isso do que em outras abordagens: você precisará sempre estar um passo (ou vários!) à frente dos seus jogadores. Afinal, você não quer ficar sem resposta caso eles perguntem quem é o Rei, quem são os próximos na linha de sucessão, a quem o senhor feudal da região responde, etc. E acredite, os jogadores devem ter um gene específico só pra fazer isso nas horas mais inoportunas!</p>
<p>Se optar por esse caminho, é bem interessante detalhar o máximo possível a região de início. NPCs importantes, relações diplomáticas e comerciais (ainda que com regiões que você detalhará ao longo da campanha), história&#8230;. A vantagem é que você pode deixar um monte de pontas soltas propositalmente, para preencher ao longo da campanha. Se seus jogadores começarem a perguntar demais, apenas argumente que seus personagens cresceram isolados da civilização, e não sabem dessas coisas. É uma excelente tática para ganhar tempo! Anote essas perguntas e responda-as para você mesmo depois, com a devida calma.</p>
<h3><strong>Seu próprio mundo: do macro para o micro</strong></h3>
<p>Essa é uma abordagem &#8220;semi-oposta&#8221; à dos parágrafos anteriores. Aqui você tem um overview do seu mundo, e irá preenchê-lo com detalhes à medida em que for necessário.</p>
<p>Um bom exemplo (ainda que meio enviesado) dessa abordagem é o mundo de <strong>Tormenta</strong>. A primeira publicação (que, por sinal, fez 20 anos agora em 2019), apesar de ser uma &#8220;colcha de retalhos&#8221; (muito bem) costurada de diversos artigos da antiga <strong>Dragão Brasil</strong>, apresentava apenas uma visão macro do mundo, com muitos e muitos pontos a serem detalhados e preenchidos. E muitos deles foram explicados ao longo desses 20 anos de cenário, seja nas revistas dedicadas, seja nos livros (romances ou livros de RPG, mesmo) lançados desde então.</p>
<div id="attachment_2690" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2690 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tormenta é um excelente exemplo de criação de cenário. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Uma vantagem desse caminho é que você, como mestre, já tem uma série de estradas abertas, bastando asfaltá-las à medida que os jogadores forem fazendo seu caminho dentro da história. O &#8220;clima&#8221; de cada região já estará definido, veja <a href="https://amzn.to/2WI5WmT" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Forgotten Realms</strong></a> como exemplo: a Costa da Espada é um cenário de (alta) fantasia medieval padrão;  a região de Al-Qadim é baseada na Arábia das Mil e Uma Noites; o distante continente de Kara-Tur é inspirado no Japão medieval, Maztica nas civilizações da América Pré-Colombiana, e assim por diante.</p>
<p>Você pode adotar uma abordagem semelhante no seu mundo, inspirando diferentes regiões dele em diferentes cenários de fantasia ou históricos. Sabem qual série de sucesso fez isso? <strong>Game of Thrones</strong>. Porto Real e Winterfell são baseados em cenários medievais padrão, as Ilhas de Ferro tem um toque meio viking, meio cthulhiano (o Deus Afogado é uma claríssima referência a Cthulhu.), os reinos de Dorne tem uma pegada mais Aragão e Castela (alguns dos feudos que ficavam na região que hoje conhecemos como Portugal e Espanha), e assim por diante. Garantia de aventuras em cenários bem diferentes, bastando algumas semanas de viagem dos personagens.</p>
<h2>Antagonista: Um ou vários?</h2>
<p>Outro assunto que renderia um artigo só para ele. Sua campanha terá apenas um antagonista ou vários deles? O antagonista será claro desde o início ou será revelado ao longo das sessões de jogo?</p>
<p>Ambas as estratégias tem vantagens e desvantagens, como sempre. A abordagem de antagonista único facilita o clima de ameaça constante. Ao longo de <a href="https://amzn.to/2K4Vdwz" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>O Senhor dos Anéis</strong></a> Frodo e companhia estão o tempo todo conscientes da ameaça que Sauron representa, o que mantém a tensão necessária para o desenrolar da história.</p>
<p>Antagonistas variados representam um desafio maior nesse sentido. Errar a mão pode significar colocar os jogadores em situações muito mais perigosas do que eles acham que os personagens podem lidar, e isso pode culminar com uma sensação de desânimo coletivo.</p>
<p>Uma vantagem clara dessa abordagem é que os antagonistas se tornam &#8220;descartáveis&#8221;, podendo ser substituídos com muita facilidade. Dessa forma se você &#8220;der mole&#8221; e cair em uma situação na qual os personagens dos jogadores podem dar cabo definitivamente de um vilão, pode deixar acontecer sem remorso (lembre-se: não se apegue muito aos NPCs. Eles não podem ser os protagonistas da sua mesa de jogo).</p>
<div id="attachment_2692" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2692 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O Senhor do Escuro, um antagonista de peso. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Outra variante possível é ter uma organização (ou várias delas) como antagonista. A campanha pronta <a href="https://amzn.to/2EYrPEd" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Tyranny of Dragons</strong></a> para D&amp;D 5º edição tem o <strong>Culto do Dragão</strong> como antagonista (<em>Ei! Sem spoilers aqui!!! O Culto do Dragão é uma das organizações mais clássicas de Forgotten Realms, e uma das mais usadas para dar dor de cabeça aos personagens</em>). Optando por esse caminho você tem um oponente claro e, ao mesmo tempo, muito difícil de ser eliminado completamente. O Culto do Dragão tem bases e membros em vários pontos de Faerun, e cresceu e encolheu diversas vezes (inclusive sendo dada como extinta mais de uma vez). Mesmo que os jogadores consigam dar fim no atual líder, sempre haverá tentáculos prontos a ressurgir em outros locais.</p>
<p>Mais um ponto potencialmente interessante de usar uma organização como antagonista: você pode fazer com que alguns dos oficiais mais altos dessa organização mudem de lado e se juntem aos jogadores ao longo da campanha. As séries japonesas <em>tokusatsu</em> utilizavam bastante esse recurso. Nos episódios finais de &#8220;Changeman&#8221;, por exemplo, vemos mudar de lado: Shima (ela trabalhava para o Senhor Bazoo sob a promessa de ter seu mundo restaurado. Mundo esse que havia sido destruído pelo próprio Senhor Bazoo), Gaata (quando descobre que sua esposa estava grávida, e que Bazoo planejava destruir a cidade em que ela se encontrava) e Gyodai (resgatado pelos Changeman após ser abandonado para morrer em uma nave prestes a explodir). Um aliado assim pode ser extremamente valioso para os heróis, dando informações que poderiam ser impossíveis de conseguir de outra maneira.</p>
<h2>Novamente, o antagonista: presença constante ou uma sombra?</h2>
<p>Outros aspecto para levar em conta ao planejar sua campanha: o antagonista dos jogadores estará presente e próximo desde o começo? Ou será uma sombra que tomará forma e corpo aos poucos?</p>
<p>De novo, vamos olhar obras clássicas de fantasia: em <strong>O Senhor dos Anéis</strong> Sauron é uma ameaça clara desde os primeiros capítulos (ou desde o primeiro filme, conforme a sua preferência), mas mesmo assim ele é uma &#8220;sombra&#8221;. Algo pouco concreto. Por esse motivo a história conta com os Espectros do Anel, próximos e presentes também desde o começo.</p>
<p>Já em <strong>Game of Thrones</strong> a ameaça do Rei da Noite começa etérea: uma lenda e um desertor (que nem sequer fala do Rei da Noite.. ele menciona apenas os Caminhantes Brancos e, mesmo esses, são considerados apenas lendas até mesmo pelos Patrulheiros da Noite).</p>
<p>Pessoalmente gosto muito dessa segunda abordagem. Os personagens estão lá, vivendo suas vidas e, de repente, algo um pouco estranho acontece (o desertor da Patrulha da Noite, em pânico, jurando ter viso um Caminhante Branco). Depois, coisas um pouco mais estranhas acontecem (membros da Patrulha da Noite encontram Mortos-Vivos, até então considerados lendas; conflitos com os Povos Selvagens se tornam mais constantes, por que eles estão sendo forçados a ir cada vez mais ao sul). Apenas depois de um longo tempo a ameaça se torna clara e mesmo assim povos de cidades mais distantes podem não acreditar. Em um caso extremo, você pode revelar a verdadeira identidade/natureza do antagonista apenas na última aventura.</p>
<p>Uma das campanhas mais divertidas que mestrei (palavra dos meus jogadores!) envolveu um mundo sendo envolto em trevas sem motivo aparente. Apenas estava &#8220;anoitecendo&#8221;. Uma sombra vinda do leste tomava o horizonte e se aproximava aos poucos. Pessoas fugiam da &#8220;noite eterna&#8221; que tomava seus povoados, fazendo com que coisas horríveis acontecessem (plantações fossem perdidas, os mortos se levantassem, essas coisas&#8230; ). Depois de muita investigação os jogadores descobriram que, de alguma forma, uma outra dimensão, uma dimensão de trevas, estava &#8220;vazando&#8221; para o mundo deles, conseguiram um teleporte para lá (um mago? Hehe.. nada tão simples&#8230; precisaram atravessar uma longa masmorra para chegar ao portal que poderia ser aberto). O &#8220;lá&#8221;, em questão, era o mundo de <a href="https://amzn.to/2In27dv" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Ravenloft</strong></a>, por sinal.</p>
<p>Depois de muita investigação e uma série de apuros &#8211; ainda sem um antagonista claro, ou mesmo sem saber que havia um antagonista &#8211; chegaram no &#8220;vilão&#8221; da história e a cada de espanto dos meus jogadores foi impagável!!!. Se quiser saber maiores detalhes, manda uma mensagem em uma de nossas redes sociais. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Por hoje é só, aventureiros! Espero que as dicas sejam úteis para que planejem suas campanhas.</p>
<p>E conte para a gente: o que mais gostariam de ver publicado no UniversoRPG? Estamos sempre prontos a ouvi-los.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/elaborando-campanhas-para-suas-aventuras-de-rpg/">Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Dicas de Game of Thrones para sua mesa de RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2019 13:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitando todo o clima de discussões e teorias que têm cercado a última temporada da série Game of Thrones, nada melhor do que nos debruçarmos sobre essa incrível criação literária de George R. R. Martin para analisarmos as ideias e recursos narrativos empregados nessa história, que podem ser úteis para aventuras de RPG. A ideia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando todo o clima de discussões e teorias que têm cercado a última temporada da série Game of Thrones, nada melhor do que nos debruçarmos sobre essa incrível criação literária de George R. R. Martin para analisarmos as ideias e recursos narrativos empregados nessa história, que podem ser úteis para aventuras de RPG.</p>
<p>A ideia aqui não é ensinarmos você a criar uma história ambientada em <a href="https://gameofthrones.fandom.com/pt-br/wiki/Westeros" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Westeros</strong></a>. Se você quiser utilizar esse cenário em suas aventuras, recomendamos o RPG <strong>Guerra dos Tronos</strong>, disponibilizado em português pela <a href="https://jamboeditora.com.br/produto/guerra-dos-tronos-rpg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Jambô Editora</strong></a>.</p>
<p>A proposta é explorar elementos e conceitos típicos das Crônicas de Gelo e Fogo, porém que não são muito comuns na maioria dos cenários de RPG. Embora as ideias discutidas aqui possam ser utilizadas em qualquer tipo de cenário, vamos nos concentrar em exemplos de fantasia medieval.</p>
<div id="attachment_2652" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2652 size-full" title="Guerra dos Tronos RPG" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-guerra-dos-tronos-rpg-1.jpg" alt="Você também pode jogar o RPG oficial. | Fonte: Jambô Editora" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-guerra-dos-tronos-rpg-1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-guerra-dos-tronos-rpg-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você também pode jogar o RPG oficial. | Fonte: Jambô Editora</p></div>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong><i>Atenção: se você não assistiu a série (até a sétima temporada) ou não leu os livros, poderá encontrar spoilers adiante</i>.</strong></p>
<hr />
<h2>Diferentes facções em conflito</h2>
<p>O tema central que movimenta a maior parte dos eventos em <i>Game of Thrones</i> são as casas nobres, com seus conflitos de interesses, que motivam todo tido de alianças, traições, guerras, disputas políticas, assassinatos e sequestros.</p>
<p>Esse conceito de facções rivais, que são o motor narrativo das histórias, é na verdade bastante recorrente nos jogos de RPG do Mundo das Trevas. Os maiores exemplos são os Clãs de Vampiro, as Tribos de Lobisomem e as Tradições de Mago. Cada um desses grupos possui suas próprias regras, hierarquia, interesses, inimigos, aliados e eventualmente uma ou mais áreas de domínio.</p>
<p>Porém quando pensamos em jogos no “estilo D&amp;D”, esse é um tipo de conceito muito pouco explorado, quando não totalmente ignorado. Na maioria desses cenários temos sempre algum tipo de divisão em reinos, feudos, países ou impérios. Por outro lado, suas descrições costumam se limitar a aspectos mais estáticos, como língua, costumes, povoações e área territorial.</p>
<p>Questões políticas, alianças, rixas e eventos mais dinâmicos, tais como conflitos armados e guerras “não declaradas” geralmente são tratados apenas como um pano de fundo para as aventuras. Outros tipos de grupos que podem gerar esse tipo de dinâmica em campanhas de fantasia medieval são as guildas, as escolas de magia e as ordens divinas.</p>
<p>Um dos poucos exemplos que se aproxima do que vemos nas Crônicas de Gelo e Fogo é o cenário <a href="http://www.birthright.net" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><i>Birthright</i></strong></a>, de AD&amp;D 2ed. Nele temos o continente de Cerilia, dividido em diversos domínios (que podem ser reinos, guildas, templos ou domínios mágicos). Cada domínio é controlado por um Regente, que na maioria dos casos pode ser um personagem jogador. Para tornar tudo ainda mais épico, os regentes são descendentes de diferentes Linhagens, que representam uma descendência divina de antigos heróis.</p>
<div id="attachment_2654" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2654 size-full" title="Casas rivais em Guerra dos Tronos" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-diferentes-faccoes-em-conflito.jpg" alt="Casas rivais se enfrentam o tempo em Guerra dos Tronos" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-diferentes-faccoes-em-conflito.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-diferentes-faccoes-em-conflito-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Casas rivais se enfrentam o tempo em Guerra dos Tronos. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Então como criar facções interessantes para o seu cenário favorito? Existem duas opções: você pode criar novas ou detalhar / modificar as existentes. Responder a três perguntas básicas já o ajudará bastante nesse processo.</p>
<p><strong><i>Qual o domínio ou área de influência da facção? </i></strong>Pode ser tão extenso quanto um vasto Império (Os Sete Reinos) ou restrito como um bairro de uma cidade. Essa influência não precisa necessariamente estar associada ao governo / posse de terras, podendo estar ligada na verdade ao controle de alguma atividade realizada numa região, como é o caso das guildas, escolas de magia e ordens religiosas (A Guilda do Homem Sem Rosto).</p>
<p><strong><i>Quais os recursos ou fontes de poder que ela controla</i>?</strong> Pode ser algum tipo de riqueza material (o ouro de Rochedo Casterly), uma posição estratégica (A Travessia no rio Ramo Verde) ou mesmo conhecimento (a biblioteca da Cidadela). O tipo de recurso aqui obviamente determinará o quão poderosa e influente será uma facção. Um reino que possui diversas minas de ouro provavelmente conseguirá mais poder que um reino que é basicamente um feudo agrícola.</p>
<p><strong><i>Qual a sua relação com outras facções</i>?</strong> Ao responder essa pergunta, não pense apenas em respostas claras como inimigos, aliados e neutros. Tente criar relações mais “obscuras” e complexas entre as facções. Por exemplo, as casas A e B são historicamente rivais, porém em uma eventual guerra entre A e C, A poderia forjar uma aliança temporária com B, explorando um ódio antigo entre B e C. Um exemplo assim em <i>Game of Thrones</i> você tem com A = Lannister, B = Bolton e C = Stark. No escudo do mestre da caixa de <i>Planescape</i> (outro excelente cenário de AD&amp;D 2ed) existe uma tabela de reações entre as diversas facções de <i>Sigil</i> (ao todo são 16 facções, com reações classificadas em cauteloso, amigável, hostil, neutro e ameaçador).</p>
<h2>Morte de personagens importantes</h2>
<p>Outra marca registrada das histórias de George R. R. Martin é a morte recorrente de personagens considerados importantes para a trama como um todo. O resultado é que geralmente essas mortes são absolutamente inesperadas e acabam sempre causando grandes reviravoltas (Eddard Stark, Tywin Lannister e Margaery Tyrell são alguns exemplos emblemáticos).</p>
<p>Já discutimos em um <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/os-personagens-morreram-e-agora/"><strong>outro artigo</strong></a> algumas opções que envolvem a morte dos personagens jogadores. Porém, a proposta aqui não é acabar com os personagens dos jogadores e sim com outros personagens que possuem alguma forte influência na aventura e que os jogadores não esperam que tenham um destino trágico.</p>
<div id="attachment_2659" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2659 size-full" title="Ned Stark" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-morte-de-personagens-importantes.jpg" alt="Por essa ninguém esperava!" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-morte-de-personagens-importantes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-morte-de-personagens-importantes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Por essa ninguém esperava! | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Os desafortunados podem ser personagens muitos próximos e familiares: um parente de um dos PJs, o taverneiro, um mentor, um aliado de outras aventuras etc. O choque nesse caso ocorrerá, pois, são personagens com os quais os jogadores estão acostumados a conviver e dependiam de alguma forma. Porém, matar esse tipo de personagem não costuma ser algo tão incomum, já que o impacto na aventura geralmente é mais psicológico do que prático.</p>
<p>As coisas começam a ficar mais surpreendentes quando um personagem extremamente poderoso ou vital para o andamento da aventura morre. A imaginação (ou insanidade) do mestre aqui é o limite: quanto maior o impacto e/ou reviravolta provocado, melhor.</p>
<p>Os aventureiros foram contratados para resgatar a princesa? Infelizmente ela foi assassinada. O general que iria comandar o exército numa batalha decisiva foi apunhalado pelas costas. Quem vai assumir o comando? O rei que tinha dado salvo-conduto para os personagens morreu envenenado. Não só a passagem deles pelo reino agora não está garantida, como eles podem ter se tornado suspeitos. O único mago que conhecia a cura para uma doença mágica foi morto por um rival. Onde os personagens irão buscar a cura agora?</p>
<h2>Personalidades cinzentas</h2>
<p>E finalmente vamos abordar aqui outra característica pouco comum em <i>Dungeons e Dragons</i> e seus derivados, sobretudo nas edições mais antigas. Esses jogos de fantasia sempre foram tradicionalmente bastante maniqueístas em seus conceitos, já discutimos inclusive, <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/sistemas/interpretando-tendencias-ou-alinhamentos-em-dd/"><strong>a interpretação das tendências aqui</strong></a>.</p>
<p>É comum o grupo de aventureiros (representado a bondade e a justiça, ainda que alguns possam ser mais egoístas) ser enviado em algum tipo de missão que tenha como objetivo acabar com algum grande mal (um feiticeiro maligno, um bando de ladrões, um culto perverso, um dragão ameaçador, etc.). Dificilmente temos o oposto (onde os personagens são inerentemente malignos) ou mesmo histórias mais cinzentas, onde não existe uma distinção clara entre bem e mal e os personagens não possuem um “alinhamento” definido ou que muda ao longo da aventura. Mesmo a sistemática de “backgrounds” da quinta edição, que flexibilizou o uso dos alinhamentos acaba sendo algo que amarra um pouco o comportamento dos personagens.</p>
<p>Em <i>Game of Thrones</i> é extremamente comum não termos certeza do que é o certo ou errado e também é muito difícil prever o comportamento de diversos personagens, pois eles estão em constante evolução ao longo da história, influenciados por diversos eventos. Temos algumas exceções, principalmente malignas (obviamente é o caso da Rainha Cersei e do Rei da Noite), mas em geral as personalidades de GoT são bastante cinzentas e mutáveis.</p>
<div id="attachment_2658" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2658 size-full" title="Tyrion Lannister" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-tyrion-lannister.jpg" alt="Difícil saber em que lado ele realmente está" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-tyrion-lannister.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/05/img-tyrion-lannister-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Difícil saber em que lado ele realmente está. | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Por exemplo, Tyrion Lannister começa como um personagem extremamente egoísta, que comete atos malignos (assassina o próprio pai), passa por diversas provações e acaba se tornando um personagem bastante honrado e justo como Mão da Rainha Daenerys. E por falar em Daenerys, essa personagem é um poço de controvérsias – começou sofrendo imensamente sob a tutela de seu irmão e acabou por se tornar uma rainha impiedosa que, apesar de ter um grande senso de justiça, raramente poupou seus inimigos. Essa personalidade difícil e obstinada continua evoluindo pela fixação no <strong>Trono de Ferro</strong> e a torna uma personagem com a moral cada vez mais questionável. Outro personagem que possui um arco de história extremamente dramático na série é Theon Greyjoy. Ele começa como um “prisioneiro” dos Stark, se torna o algoz deles, sofre terrivelmente na mão dos Bolton e acaba por se reencontrar com sua família, o que culmina com a sua redenção, num desfecho absolutamente heróico para o personagem.</p>
<p>Criar uma aventura ou campanha com esse aspecto “cinzento” pode ser um grande desafio tanto para mestres quanto para jogadores. O jogo certamente adquirirá um clima maior de incerteza e tensão, pois não será trivial identificar inimigos e aliados. O fluxo da história poderá ser alterado bruscamente devido a ações inesperadas de personagens dos jogadores ou do mestre. Porém, não confunda isso com caos ou total livre arbítrio – a menos que os personagens sejam totalmente loucos, eles ainda serão pautados por objetivos – o que ocorre é que esses objetivos podem não ser claros, podem ser conflitantes ou podem mudar com o tempo, fruto da interação com outros personagens ou da ocorrência de eventos (geralmente traumáticos).</p>
<p>A sugestão final aqui é tentar trazer um pouco do clima de jogos mais focados na narração e interpretação do que no combate e exploração. Criar um histórico complexo e aprofundado para os personagens poderá ajudar, mas acima de tudo a ideia é não se ater a conceitos rígidos para guiar as ações dos personagens. Faça com que eles se envolvam de modo pessoal com a trama e sejam sujeitos a influências externas.</p>
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		<title>O Último Templo de Mekthor, uma aventura pronta em Averum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2019 18:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Averum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nosso cenário Averum ganha mais uma aventura (confira no final do post) e agora um mini-conto introdutório, revelando um pouco mais sobre o conturbado passado do cenário. Não sabe o que Averum? Sem problemas, você pode conferir um pouco mais aqui: Averum, seu cenário de RPG medieval pós-apocalíptico A Magia em Averum Loucura em Abadir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso cenário <strong>Averum</strong> ganha mais uma aventura (confira no final do post) e agora um mini-conto introdutório, revelando um pouco mais sobre o conturbado passado do cenário. Não sabe o que Averum? Sem problemas, você pode conferir um pouco mais aqui:</p>
<p><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>Averum, seu cenário de RPG medieval pós-apocalíptico</strong></a></p>
<p><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/magia-em-averum/"><strong>A Magia em Averum</strong></a></p>
<p><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/loucura-em-abadir-uma-aventura-pronta-para-sua-mesa-de-rpg/"><strong>Loucura em Abadir – Uma aventura pronta para sua mesa de RPG</strong></a></p>
<hr />
<h2></h2>
<h2 style="text-align: center;">Último Templo de Mekthor</h2>
<p>As montanhas Arat formam uma extensa cordilheira, que separa os reinos de Sur-Akan (ao sul) e Nir-Akan (ao norte). Embora seus picos estejam permanentemente envoltos em neve, suas encostas costumavam ser cobertas por uma manto verde de vegetação no verão. Mas algo está mudando: os invernos são cada vez mais longos e já praticamente não se vê nenhuma folha verde nas montanhas. Ventos gélidos sopram constantemente do norte, mantendo o topo da cordilheira sempre envolto em nuvens de aspecto ameaçador.</p>
<p>No cume de uma dessas montanhas está localizado um inóspito refúgio, que fora outrora o maior Templo do Império Akanita, uma imponente construção feita de blocos maciços de mármore e granito. Dedicado a Mekthor, o Senhor das Armas, Guardião da Paz e da Justiça, ele já foi a muito tempo atrás o destino de muitos peregrinos de todos os cantos do Império. Sua localização era também estratégica, pois ele se situa praticamente a meio caminho das capitais de Sur-Akan e Nir-Akan, numa estrada que segue de norte a sul, cortando a cordilheira num dos pontos mais acessíveis para os viajantes.</p>
<p>Embora tenha contribuído para a desolação da região, o clima extremo não foi o maior motivo do fim das peregrinações para o templo. Sucessivas guerras que eclodiram por todo o Império acabaram provocando a sua queda, inclusive com a destruição das capitais de seus reinos. Reinos que já foram vastos e esplendorosos hoje são apenas uma sombra do passado, formados por feudos fragmentados sem nenhum poder central. Nessa realidade onde sobreviver é o que importa, o nome de Mekthor passou a ser apenas um apelo para os desesperados.</p>
<p>Numa pequena sala localizada na ala sul do templo, modestamente decorada, porém dotada de uma magnífica vista do vale abaixo, encontramos duas figuras importantes. O alto sacerdote Sarus está contemplando a vista do vale coberto de neve, quando chega um visitante.</p>
<p>&#8211; Vossa Eminência mandou me chamar?</p>
<p>&#8211; Sim Mordred, se aproxime por favor.</p>
<p>O clérigo gesticula para a paisagem gélida e fala lentamente, como se os anos pesassem sobre cada palavra:</p>
<p>&#8211; A Luz de Mekthor está se extinguindo e tempos escuros se aproximam … nós ficamos tempo demais inertes, apenas assistindo a ruína de nossa ordem e a corrupção que se alastra pelas terras ao nosso redor …</p>
<p>&#8211; O senhor então acredita que nós fomos responsáveis pelos infortúnios que nos tem atingido? Seria falta de fé ou dedicação à ordem? Eu sinceramente &#8230;</p>
<p>Sarus interrompe bruscamente se voltado para o paladino:</p>
<p>&#8211; Claro que não! Você, mais do que ninguém aqui é um perfeito exemplo de devoção à Mekthor! E tampouco creio ser culpa dos fiéis. Acredito que algo maior, uma corrupção insidiosa que tem se infiltrado em todos os lugares, trazendo a discórdia e a ruína, que vem lentamente eclipsando a Luz de Mekthor.</p>
<p>O paladino suspira e fala com certa cautela:</p>
<p>&#8211; Isso parece com as lendas sobre Zakanon … seria um indício de que ele está crescendo em poder e influência? Fazem alguns anos que não ouvimos falar do Culto da Espiral Negra…</p>
<p>&#8211; Não posso afirmar isso ainda, meu caro Mordred, porém tenho uma certeza: não podemos mais ficar parados, assistindo ao fim do legado do Guardião da Justiça. Temos de fazer valer a confiança que foi depositada em nós. Deixe eu lhe mostrar uma coisa &#8230;</p>
<p>Sarus se aproxima de um antigo baú, ricamente adornado com símbolos que remetem a alguma língua antiga. Ele o abre cuidadosamente e retira de seu interior uma espada longa, de uma qualidade incrível: apesar de ser obviamente uma relíquia de outras eras, ela brilha como se tivesse sido recentemente forjada. Se destaca também um engaste vazio no seu cabo, que parece destinado a uma gema de grande tamanho.</p>
<p>&#8211; Está é Farlond, também conhecida como a Chama Branca &#8211; comenta com reverência o velho sacerdote.</p>
<p>&#8211; É uma das maiores relíquias de nossa ordem. Uma arma de perfeito equilíbrio, com uma lâmina extremamente resistente, que nunca se desgasta.Dizem que ela já foi empunhada por um dos Campeões da Luz &#8211; heróis que supostamente possuíam sangue divino. Na mão de um desses heróis essa arma era ainda mais impressionante, tornando o seu portador praticamente invencível em combate.</p>
<p>Enquanto examina atentamente o artefato, Mordred pergunta:</p>
<p>&#8211; Parece-me que ela possuia uma jóia engastada, o que aconteceu? Ela se perdeu?</p>
<p>&#8211; A era dos heróis chegou a um fim e então esta arma se tornou um perigoso artefato se caísse em mãos erradas. Nossa ordem foi encarregada de guardá-la e protegê-la separando a gema da espada. Sem a gema, conhecida como O Olho de Farlond, ela não passa de uma arma comum, ainda que de qualidade excepcional. Assim a espada foi guardada aqui e a gema está no Templo de Ankor-Zarum, onde hoje é a Floresta da Brumas.</p>
<p>&#8211; Achei que Ankor-Zarum fosse apenas ruínas esquecidas … imagino que esse templo não tenha sobrevivido ao fim da cidade</p>
<p>&#8211; De fato, há muito tempo não temos notícias do templo e temo pelo pior, mas &#8230;</p>
<p>Sarus entrega de modo quase cerimonial a espada nas mãos de Mordred e continua:</p>
<p>&#8211; Agnus Mordred, Paladino de Mekthor, é chegada a hora de restaurarmos a glória de Mekthor! Devemos completar Farlond e procurar um dos descendentes dos Campeões da Luz, que ainda possuem o sangue divino! Só assim conseguiremos enfrentar as trevas que se aproximam!</p>
<hr />
<p>Você está preparado para descobrir o destino da Chama Branca? Então pegue seus dados, chame seus amigos e embarque na aventura <strong>O Último Templo de Mekthor</strong>!</p>
<h2>Link para Download</h2>
<div class="link-download"><a href="https://drive.google.com/open?id=1jTnX9BqRTZGEOKoqtltwcq8mPXkUL6_h" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Último Templo de Mekthor &#8211; PDF<i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/o-ultimo-templo-de-mekthor-uma-aventura-pronta-em-averum/">O Último Templo de Mekthor, uma aventura pronta em Averum</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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