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	<title>aventuras &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>No Coração das Trevas &#8211; Review</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 12:23:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Apresentamos hoje mais um review de um produto da linha O Chamado de Cthulhu da editora New Order. O cenário No Coração das Trevas. No Coração das Trevas foi uma das inúmeras metas extras do financiamento coletivo da 7ª edição de O Chamado de Cthulhu no Brasil. O livro foi entregue já [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Apresentamos hoje mais um review de um produto da linha <strong>O Chamado de Cthulhu</strong> da editora <strong>New Order</strong>. O cenário <strong>No Coração das Trevas</strong>.</p>
<p><strong>No Coração das Trevas</strong> foi uma das inúmeras metas extras do <a href="https://www.catarse.me/chamado_de_cthulhu" target="_blank" rel="noopener noreferrer">financiamento coletivo</a> da 7ª edição de <strong>O Chamado de Cthulhu</strong> no Brasil. O livro foi entregue já há alguns meses, em forma impressa (o PDF deve ser liberado em algum momento). E, antes tarde do que nunca, vamos a um review (livre de spoilers) desse interessante cenário para o RPG mais querido da equipe do <strong>UniversoRPG</strong>.</p>
<h2>A Apresentação</h2>
<p>O livro possui 38 páginas, com miolo em P&amp;B, capa colorida e excelente qualidade de impressão. As ilustrações internas são dos brasileiros Walter Pax e Odmir Fortes (sendo que esse último também foi responsável pela capa), e são de boa qualidade, embora ainda com a &#8220;pegada&#8221; da 6ª edição (não é uma crítica, apenas uma observação).</p>
<div id="attachment_3480" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-3480 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-791x1024.png" alt="" width="791" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-791x1024.png 791w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-232x300.png 232w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-768x994.png 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas.png 975w" sizes="(max-width: 791px) 100vw, 791px" /><p class="wp-caption-text">A capa estilo filmes pub ficou demais. | Fonte: Editora New Order</p></div>
<p>Um ponto a se destacar é que o cenário não tem apenas as ilustrações feitas por brasileiros, mas é 100% brazuca, tendo sido escrito por ninguém menos que <strong>Luciano Giehl</strong> do blog <a href="http://mundotentacular.blogspot.com/">Mundo Tentacular</a>, com certeza a melhor fonte em português a respeito dos Mythos e de Chamado de Cthulhu. Alias, o Luciano é muito provavelmente, o maior especialista do Brasil em <strong>O Chamado de Cthulhu</strong>, tendo sido consultor das traduções da 6ª e 7ª edições do jogo para o português brasileiro.</p>
<h2>O Cenário</h2>
<p>A ideia para este cenário surgiu lá em 2010, como uma aventura para o chamado <strong>Torneio Tentacular</strong>, evento que acontecia durante o <strong>EIRPG</strong> e <strong>RPGCon</strong>, os maiores eventos de RPG que aconteciam em São Paulo.</p>
<p>Ao contrário das tradicionais ocupações que aparecem nas aventuras prontas, como professores universitários e investigadores particulares, <strong>No Coração das Trevas</strong> coloca os jogadores interpretando um grupo de criminosos trabalhando para um chefão da máfia em Arkham (a famosa cidade fictícia criada por Lovecraft, e principal localidade da chamada <strong><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lovecraft_Country.svg">Lovecraftian Country</a></strong>). Esse chefão os convoca para descobrir que assassinou seu amigo de longa data (e ainda pior, profanou o corpo enquanto estava no necrotério). Nem todas as motivações são reveladas de cara, no entanto. E o que começa como uma aventura investigativa no submundo do crime organizado, logo vai se tornando algo mais misteriosos e aterrorizante. Logo os jogadores irão descobrir que existem coisas piores do que as furiosas metralhadoras Thompson.</p>
<div id="attachment_3483" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3483 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-no-coracao-das-trevas-cthulhu.jpeg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-no-coracao-das-trevas-cthulhu.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-no-coracao-das-trevas-cthulhu-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A perigosa máfia italiana dos anos 20. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>A aventura desse cenário foi concebida para ser uma típica oneshot, ou seja, uma aventura com início, meio e fim definidos. Porém, isso não impede que ela seja usada em conjunto com outras aventuras. O próprio Luciano sugere que No Coração das Trevas pode ser jogado como uma continuação direta do cenário <strong>Blackwater Creek</strong> (que faz parte do Escudo do Mestre, e também entrou no financiamento da 7ª edição de <strong>O Chamado de Cthulhu</strong>), mas só funciona se em <strong>Blackwater Creek</strong> os personagens já eram capangas da máfia. Contudo, nada impede que <strong>No Coração das Trevas</strong> seja jogada de forma 100% independente, entretanto, já que todo o pano de fundo necessário é fornecido.</p>
<p>A aventura segue de forma mais ou menos linear, sendo que um Guardião novato, ou iniciante no RPG, não terá dificuldades em conduzir a sessão de jogo. A estrutura é bem clássica inclusive. Espere encontrar arquétipos e monstros clássicos das histórias de Lovecraft nessa aventura. E como não poderia deixar de ser, dependendo das decisões (e sorte!) dos jogadores, o final pode não ser tão feliz para os personagens.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>No fim das contas, trata-se de um cenário que pode ser rapidamente lido e assimilado pelo Guardião, simples de mestrar, desafiador para os jogadores (sim, a mortalidade de personagens tende a ser bem alta), e ainda melhor quando jogado como continuação de <strong>Blackwater Creek</strong>, com os jogadores já imersos no contexto da trama.</p>
<p><strong>No Coração das Trevas</strong> está disponível em versão física (e, a rigor, também em pdf, mas esse último está voltado apenas para apoiadores do financiamento coletivo da 7ª edição) na loja da <strong><a href="https://newordereditora.com/loja/rpg/chamado-de-cthulhu/no-coracao-das-trevas-chamado-de-cthulhu-7a-edicao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">New Order Editora</a>.</strong></p>
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		<title>Pedra do Ingá &#8211; Um dos Lugares Mais Misteriosos do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2020 12:05:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!! Hoje vamos com um post um pouco diferente. Já ouviram falar da Pedra do Ingá? Não? Pois ouvirão agora. A Pedra do Ingá é um sítio arqueológico brasileiro localizado na Paraíba, mais precisamente ao lado da cidade de Ingá, que fica a pouco mais de 100 km da capital João Pessoa. Se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!</p>
<p>Hoje vamos com um post um pouco diferente. Já ouviram falar da Pedra do Ingá? Não? Pois ouvirão agora.</p>
<p>A Pedra do Ingá é um sítio arqueológico brasileiro localizado na Paraíba, mais precisamente ao lado da cidade de Ingá, que fica a pouco mais de 100 km da capital João Pessoa. Se você quiser se localizar melhor, separei aqui um link no Google Maps: <strong><a href="https://goo.gl/maps/FVwp1Mmq2wvcpFj28" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://goo.gl/maps/FVwp1Mmq2wvcpFj28</a></strong></p>
<p>Mas não se trata de um sítio arqueológico qualquer. Trata-se de um dos mais importantes e estudados do Brasil e, ainda assim, um dos mais misteriosos.</p>
<h2>Afinal, o que é a Pedra do Ingá?</h2>
<p>É uma (dã!) pedra repleta de inscrições de diversos tipos. Há pelo menos 400 símbolos diferentes de uma escrita nunca decifrada. Também é chamada de Itacoatiara (que significa &#8220;pedra marcada&#8221; em Tupi).</p>
<div id="attachment_3270" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3270 size-full" title="Trajetos atá a Pedra do Ingá" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade.jpg" alt="Trajetos atá a Pedra do Ingá" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Trajetos atá a Pedra do Ingá | Fonte: Google Maps</p></div>
<h2>O que sabemos sobre ela?</h2>
<p>Um dos poucos consensos é que as inscrições teriam sido talhadas com cinzéis de pedra há cerca de 6.000 anos. Além disso, muito pouca coisa. Alguns pesquisadores afirmam que se trata de algum tipo de escrita fenícia. Inclusive o padre Inácio Rolim que viveu durante o século XIX, e se não foi um dos primeiros a pesquisar a pedra, é o registro mais antigo que encontrei em pesquisas nos principais sites que a mencionam. Foi o primeiro sítio arqueológico brasileiro a ser tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 30 de novembro de 1944.</p>
<p>A pedra em si é dividida em três painéis, sendo que o maior deles tem quase 20m de largura, com altura variando entre 1 e 2,5m.</p>
<p>Há cavernas e outras pedras entalhadas na mesma região, mas nenhuma chega nem perto de ter a complexidade dos símbolos da Pedra do Ingá.</p>
<div id="attachment_3272" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3272 size-full" title="Pedra do Ingá em detalhes" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1.jpg" alt="Pedra do Ingá em detalhes" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Detalhe das iconografias encontradas na pedra. | Fonte: Wikipedia</p></div>
<p>Embora o significado da maioria dos símbolos seja bastante obscuro, é mais ou menos aceito que ali estão representados alguns corpos celestes (dois deles em especial sendo muito semelhantes à Via Láctea e ao Cinturão de Orion &#8211; que no Brasil é mais conhecido como As Três Marias).</p>
<p>Uma outra hipótese atesta que uma das funções da pedra seria como calendário, já que que os chamados &#8220;Pontos Capsulares&#8221;, um dos formatos mais repetidos nos entalhes. São em número de 114, e esse número multiplicado por 3 resulta em 342, que é quase  o número de dias de um ano solar.</p>
<p><em>(<strong>Nota do autor:</strong> os entalhes poderiam até servir de calendário, mas jamais da maneira descrita acima. Um calendário com apenas 342 dias ficaria defasado muitíssimo rápido &#8211; quase um mês por ano &#8211; o que o tornaria inútil para qualquer aplicação prática. Lembrando que a aplicação prática de calendários para povos primitivos era saber com antecedência as melhores épocas para plantar, colher, caçar e pescar.).</em></p>
<p>Como em tantos outros assuntos onde a ciência falha ao dar explicações concretas, tornou-se um prato cheio para &#8220;<em>conspirólogos</em>&#8221; de todos os tipos, especialmente <strong>ufólogos</strong>. Alguns dizem que os símbolos representam equações matemáticas complexas, apresentando distâncias entre corpos celestes.</p>
<div id="attachment_3271" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3271 size-full" title="History - Ancient Aliens" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens.jpg" alt="History - Ancient Aliens" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sim senhoras e senhoras, já estivemos lá. | Fonte: Reprodução.</p></div>
<h2>E como usar isso no meu RPG?</h2>
<p>Rá! É aqui que queríamos chegar. Como praticamente qualquer lugar misterioso, as possibilidades de uso no nosso amado hobby são muitas:</p>
<p><strong>Fantasia Medieval</strong> &#8211; A Pedra pode ser o registro de uma civilização antiga e há muito esquecida. Os escritos podem indicar a localização de tesouros guardados, de perigos na região, instruções de como convocar seres extra-dimensionais (os mesmos que teriam causado a extinção desta civilização? Ou teriam tentado salvá-la?).</p>
<p><strong>Horror Moderno/Lovecraftiano (Chamado ou Rastro de Cthulhu)</strong> &#8211;  Os desenho na pedra contém as instruções para a  invocação de um dos Grandes Antigos. Um culto secreto vem atuando há décadas com base na capital paraibana, e conseguiu decifrar a escrita. A data propícia para o ritual será em breve, e outra oportunidade apenas daqui a 6 mil anos.</p>
<p>Qualquer um que ficar no caminho do culto (que tem tentáculos na cidade de Campina Grande, na própria Ingá e &#8211; talvez &#8211; até mesmo no Museu de História Natural que existe no sítio onde se encontra a pedra) terá que ser eliminado para garantir o sucesso do ritual. O mesmo pano de fundo poderia ser adaptado para uma sessão de Delta Green, talvez combinando com o plot <strong>Moderno/Investigativo</strong> (abaixo).</p>
<p><strong>Cultos Inomináveis &#8211;</strong> Variante do plot anterior, mas com os personagens dos jogadores precisando agir discretamente para conseguir decifrar a pedra e invocar o Grande Antigo em questão em troca de poder ou favores. Conforme chegam mais perto de reunir as peças necessárias do quebra-cabeça, a polícia pode começar a apertar o cerco com investigações e batidas surpresa, furto de alguma denúncia anônima talvez.</p>
<p><strong>Moderno/Investigativo (com uma pegada à lá Arquivo-X)</strong> &#8211; Os personagens jogadores são investigadores da Seção 18, divisão secreta da Polícia Federal que investiga casos sobrenaturais (uma versão tupiniquim dos Arquivos-X do FBI). Tem havido relatos de luzes misteriosas e desaparecimentos de pessoas na região de Ingá. Os agentes são enviados para investigar, mas até que ponto o governo brasileiro realmente quer que a verdade venha à tona? Um bom tempero nesse cenário seria colocar agentes disfarçados da ABIN contra os jogadores, e até mesmo insinuar ligações com autoridades norte-americanas (mensagens cifradas trocadas com o FBI?).</p>
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		<title>Coronavirus, epidemias e pandemias diretamente para o seu RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 12:30:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>COVID-19. Nos últimos meses nenhum termo tem sido tão buscado e pesquisado pelas pessoas. Trata-se de uma nova doença, até então inédita em seres humanos. O nome coronavírus representa, na verdade, toda uma família do vírus que se espalha hoje pelo mundo. Como exemplos temos também a SARS (China, 2002) e o MERS (Oriente Médio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>COVID-19. Nos últimos meses nenhum termo tem sido tão buscado e pesquisado pelas pessoas. Trata-se de uma nova doença, até então inédita em seres humanos. O nome coronavírus representa, na verdade, toda uma família do vírus que se espalha hoje pelo mundo. Como exemplos temos também a SARS (China, 2002) e o MERS (Oriente Médio, 2012).</p>
<p>O novo coronavirus é irmão do Sars-Cov-1, que apareceu na China em 2002. Seu nome vem de um termo em inglês que significa <i>&#8220;severe acute respiratory syndrome coronavirus 1&#8221;</i>, que numa tradução direta seria algo como Síndrome Respiratória Aguda Grave do Coronavírus 1.</p>
<p>Já o termo <b>COVID-19</b>, também vem do inglês, <b>CO</b>rona <b>VI</b>rus <b>D</b>isease e o número 19 vem do ano da sua descoberta, ou seja, 2019.</p>
<p>Ainda vamos ouvir falar muito desse vírus e seu impacto no mundo, seja ele social ou econômico. O mundo que você conhecia no início de 2020 nunca mais será o mesmo.</p>
<p>A despeito de todo o impacto e caos que isso vem gerando, aumentou também o interesse das pessoas em outros tipos de <b>pandemias</b> e <b>epidemias</b>, além é claro, de suas consequências. Então, antes de mais nada, vale estabelecer alguns conceitos aqui.</p>
<div id="attachment_3135" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3135 size-full" title="A Peste Negra ou Peste Bubônica" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra.jpg" alt="Pandemias" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A humanidade já enfrentou outras doenças no passado, como a Peste Bubônica. | Fonte: Artstation.</p></div>
<h3>Surto</h3>
<p>Quando um determinado tipo de doença afeta apenas uma região específica e o número de casos registrados é maior do que o previsto pelas autoridades sanitárias, dizemos que está ocorrendo um surto daquela doença. No Brasil, talvez o exemplo mais atual seja a dengue.</p>
<h3>Epidemia</h3>
<p>Quando um surto ocorre em mais de uma região, falamos em epidemia. Ela pode ser municipal, ocorrendo em diversos bairros, ou ela pode ter um nível estadual, quando é identificada em várias cidades. Já quando a epidemia começa a ocorrer em vários estados, dizemos que ela alcançou o nível nacional.</p>
<h3>Pandemia</h3>
<p>Pandemia é o que enfrentamos hoje com novo coronavírus ou que já enfrentamos no passado com a &#8220;gripe suína&#8221;, mais conhecida como H1N1. A gripe começou como uma epidemia e, quando começou a ser registrada em outros países, passou para o status de pandemia.</p>
<p>Existe ainda um quarto tipo de manifestação das doenças que é a <b>Endemia</b>. Uma doença é dita endêmica, quando ela costuma ocorrer com muita frequência num mesmo local, não sendo registrada em outros. A malária, por exemplo, pode ser considerada uma doença endêmica da África.</p>
<h2>Vida real e ficção</h2>
<p>Esclarecidas as diferenças, vamos as fontes de informação e inspiração para que você possa entender um pouco mais como epidemias e pandemias funcionam. Do paciente zero até a cura, muita coisa pode dar errado.</p>
<h3>Gripe Espanhola</h3>
<p>Originada em 1918, ao contrário do que muitos imaginam, a Gripe Espanhola não teve origem na Espanha. Sua real origem nunca foi determinada, mas os indícios históricos apontam para EUA ou China.</p>
<p>Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época, foram infectadas. Já no número de mortes, a divergência de dados é maior. Algumas fontes citam  de 17 milhões a 50 milhões, e outras que possivelmente, o número de mortos passou de 100 milhões. Data a época em que a doença ocorreu, os registros oficiais nem sempre eram fáceis de se conseguir. Se você não se atentou à data, estamos falando da<b> Primeira Guerra Mundial</b>, ou a <b>Grande Guerra</b>, como era conhecida na época.</p>
<div id="attachment_3136" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3136 size-full" title="Hospital de campanha da Gripe Espanhola" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Retrato de um hospital de campanha durante a Gripe Espanhola nos EUA. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>O fato é que o primeiro caso registrado da doença foi o do cozinheiro <b>Albert Gitchell</b>. Ele foi internado, com sintomas de gripe, na enfermaria de Fort Riley (Kansas), em 4 de março de 1918. Uma semana depois já haviam indícios do vírus no Queens (Nova York).</p>
<p>A <b>Gripe Espanhola</b> foi uma variação do vírus Influenza, causador da gripe comum. Uma segunda pandemia do mesmo vírus seria vista por nós em 2009, onde a sigla <b>H1N1</b> ganhou mais notoriedade. Sim, o vírus da Gripe Espanhola também foi o H1N1, numa época em que a população mundial ainda não tinha imunização contra ele.</p>
<p>O vírus ganhou o mundo quando os soldados americanos, portadores e assintomáticos, embarcaram em navios com destino a Europa. As medidas de diagnóstico e isolamento vieram muito tarde em algumas regiões, causando um verdadeiro estrago, tando do lado social quanto econômico.</p>
<p>Da mesma forma que surgiu, a gripe perdeu a sua força no final de 1918, com os números de casos ficando cada vez menos frequentes. Alguns especialistas dizem que isso de deve ao vírus ter sofrido mutações que o deixaram menos letal, já que os hospedeiros da primeira variante, acabavam morrendo no processo.</p>
<p>E por que <b>Gripe Espanhola</b>? Bom, na época de Guerra, com medo criar o pânico entre as pessoas e desmotivar os soldados, muito da informação sobre a doença foi censurado pelos países participantes. Porém, como a Espanha não participava da guerra, não havia censura em seus meios de comunicação e ela acabou virando a referência em divulgações sobre a doença.</p>
<h3>Nova Gripe A</h3>
<p>Também conhecida como <b>Gripe Suína</b>, <b>Gripe Mexicana</b> ou apenas <b>Gripe A</b>, ela veio em 2009 e como eu mencionei antes, ela é uma nova variação (ou cepa) do Influenza <b>H1N1</b> de 1918.</p>
<div id="attachment_3138" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3138 size-full" title="Mapa da Gripe A em 2009" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Panorama mundial da Gripe A no final de 2009. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>Um detalhe que chama atenção aqui é o fato de que essa variante havia sido erradicada, ou pelo menos assim se pensava. Amostras do vírus só existiam em laboratório e ao que tudo indica, em algum momento dos anos 70 ele foi reintroduzido. Conspiração? Talvez.</p>
<p>O <b>paciente zero</b> foi o menino Edgar Hernandez (de 5 anos), morador de La Gloria, distrito de Perote que fica cerca de 10 km da criação de porcos das granjas <i>Carroll</i>, subsidiária da <i>Smithfield Foods,</i> e 250 km a leste da Cidade do México. Ele foi diagnosticado em março, em 25 de abril a OMS alertava para &#8220;Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional&#8221; e no dia 29 ela elevou para 5 o nível de alerta, pois já haviam relatos de transmissão entre pessoas.</p>
<p>Assim a Gripe Espanhola, não demorou muito para que a nova gripe ganhasse o mundo. Porém, desta vez, parte da população humana já se encontrava com alguma imunização, mesmo que em menor grau. Uma vacina também não demorou muito para aparecer, sendo que as primeiras amostras vieram em outubro do mesmo ano.</p>
<p>Outro diferencial, foi o fato de algumas medicações já existentes se mostraram eficazes no combate ao vírus. O <b>H1N1</b> se mostrou sensível aos compostos <i>zanamivir</i> e <i>oseltamivir</i>, sendo que este último ficou muito popular no Brasil, conhecido pelo seu nome comercial, <b>Tamiflu</b>.</p>
<p>Os números de óbitos oficiais são de 18,5 mil pessoas ao redor do mundo, mas em função do novo coronavírus, novos estudos de revisão estão sendo feitos. Alguns estudos já estimam que esse número esteja entre 151,7 mil e 575,4 mil.</p>
<h2>Medidas de controle</h2>
<div id="attachment_3140" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3140 size-full" title="Medias de contenção da pandemia" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Conforme a doença avança, as medidas de controle vão ficando extremas. | Fonte: BBC News</p></div>
<p>Olhando o cenário em que cada pandemia (ou epidemia) se desenrolou, é possível notar que alguns padrões de comportamento se mantiveram ao longo da história. Na tentativa de controlar a disseminação, o isolamento entre as pessoas parece ser uma peça importante no início do combate a doença.</p>
<p>Muitos estudos mostraram uma queda significativa no número de casos (novos ou reincidentes) quando respeitadas essas medidas. O tempo de duração do isolamento varia de local para local e depende também de outros componentes, geralmente sócio-econômicos e políticos.</p>
<p>Além disso, surgem novos hábitos na população em decorrência das novas medidas sanitárias. O uso de máscaras e luvas pode ser visto como um exemplo disso. Porém, outros hábitos menos evidentes também puderam ser percebidos como mudanças no consumo de alimentos em geral e até mesmo o comparecimento a alguns lugares no país.</p>
<h2>Medicamentos e Vacinas</h2>
<p>Outro ponto a se observar é que, na maioria das vezes, o desenvolvimento de uma cura é algo extremamente demorado. A exemplo disso, tanto a <b>SARS-CoV</b> (<i>Síndrome Respiratória Aguda Grave</i>) quanto a <b>MERS-CoV</b> (<i>Síndrome Respiratória do Oriente Médio</i>) seguem sem vacina conhecida. Os medicamentos desenvolvidos servem apenas para o chamado, <b>tratamento de suporte</b>, ao paciente.</p>
<p>O Brasil é referência em mundial em vacinação (apesar das aparências) e também é autossuficiente na produção de imunobiológicos, fabricados pela <b>Fundação Oswaldo Cruz</b> (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e pelo <b>Instituto Butantan</b>, em São Paulo.</p>
<p>O complexo processo de fabricação pode variar de vacina para vacina, depende de pesquisas e estudos realizados sobre as mesmas e ainda precisa levar em consideração a tecnologia necessária a sua fabricação. A vacina contra a gripe, por exemplo, começa a ser elaborada cerca de 18 meses antes da entrega das primeiras doses e a sua fabricação leva em torno de 9 meses.</p>
<h2>Uso em Jogo</h2>
<p>Certo, agora que você já sabe um pouco mais sobre pandemias, medidas preventivas e produção de uma cura/vacina, como você pode utilizar isso em sua sessão de jogo?</p>
<p>Separei 4 temas que seriam bons plots para aventuras (na minha opinião). Elas servem tanto para aventuras one-shot (aventuras de uma tarde) quanto para pequenas campanhas com 3 a 4 aventuras interligadas.</p>
<h3>Em busca do paciente zero</h3>
<div id="attachment_3142" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3142 size-full" title="Paciente Zero da COVID-19" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Esteja preparado para fortes emoções ao buscar a origem da pandemia. | Fonte: BBC News</p></div>
<p>Em todos os casos, sempre há um paciente que deu origem a tudo, o primeiro indivíduo a se contaminar ou ser contaminado. A busca por essa pessoa pode ser a chave que falta para o desenvolvimento de uma cura ou para entender um padrão de dispersão, por exemplo.</p>
<p>Uma aventura com cunho investigativo casa muito bem com esse tipo de situação, onde os personagens precisam viajar muito em busca de informações.</p>
<p>Imagine que os primeiros casos são em locais próximos aos jogadores. Em seguida eles descobrem que algumas dessas pessoas vieram ou estavam em outro local, quem sabe até mesmo em outra cidade/província/estado/reino/país.</p>
<p>Nesse outro local, os jogadores descobrem que essa pessoa (ou grupo de pessoas) estava envolvido em algo ilegal, como contrabando de obras de arte, por exemplo. Então aqui você tem o primeiro desdobramento da aventura. Enquanto buscam por indícios da contaminação, os jogadores também precisam se infiltrar no esquema para conseguir informações ou até mesmo impedir alguns crimes.</p>
<p>A história vai avançar mais um pouco, levando os jogadores a outras regiões até encontrarem o local de início do contágio, que pode já estar fechado, com entrada somente mediante a autorização, quem sabe?</p>
<p>E por último a descoberta do paciente zero. O fluxo pode ser simples como achar um endereço, seguir pra lá e encontrar a pessoa, como também pode ter várias camadas interligadas. Um exemplo disso talvez seja o fato do indivíduo já estar morto e necessitar de uma autópsia ou ainda uma autorização para que determinando procedimento seja feito.</p>
<p>Se o final vai ser feliz ou não, só cabe ao mestre decidir.</p>
<h3>Vírus de Laboratório</h3>
<div id="attachment_3141" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3141 size-full" title="Ethan Hunt de Missão Impossível" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">E se Ethan Hunt estivesse buscando outra coisa em suas missões? | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>O clássico vírus criado em laboratório aparece aqui. Esse tipo de aventura ou campanha pode se iniciar de várias formas. Talvez os jogadores tem sido contratados para roubar esse vírus e acabam acidentalmente liberando ele. Os jogadores também podem ser enganados, achando que estão buscando uma vacina, quando na verdade estão resgatando um vírus mortal.</p>
<p>O oposto também pode ser usando, com os jogadores tentando impedir um roubo que pode ou não já estar em andamento. Os filmes da série <b>Missão Impossível</b> são muito bons para inspiração com esse tipo de abordagem.</p>
<p>Acredito que este tipo de aventura seja mais adequada para one-shot. Eu mesmo tenho uma aventura que costumo usar em eventos ou para apresentar o RPG para novas jogadores. O fluxo é mais ou menos linear e segue a seguinte estrutura:</p>
<ul>
<li>Os jogadores recebem a missão através de um contato ou informante;</li>
<li>Sofrem um contra tempo, geralmente um ataque surpresa, mostrando que há mais pessoas interessadas;</li>
<li>Fazem os preparativos para a missão, ou melhor, invasão ao laboratório;</li>
<li>Percorrem as salas do laboratório, um mapa com 10 cômodos que sempre carrego comigo;</li>
<li>Vencem os desafios do laboratório (armadilhas, guardas e monstros);</li>
<li>Marcam o local e entregam o objeto do contrato.</li>
</ul>
<p>Claro que nem sempre as coisas saem como o esperado, mas em linhas gerais essa seria uma típica aventura de missão de invasão. Os efeitos do vírus, seu poder de destruição e/ou contaminação podem ser usados pelo mestre como pano de fundo, dando a devia importância e peso a missão.</p>
<h3>Contra o tempo</h3>
<div id="attachment_3139" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3139 size-full" title="Teste positivo para um vírus." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Todos infectados, um bom plot para uma aventura &#8220;one shot&#8221;. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Um outro tipo de aventura que gosto também é quando os personagens precisam enfrentar um inimigo intangível, o tempo. Nessa abordagem, os personagens estão infectados e precisam buscar uma cura ou morrem. Uma variação dessa aventura coloca algum familiar ou amigo próximo como alvo da infeção. Porém, dependendo do grupo, essa situação não tem muito sucesso. Já tive jogadores que simplesmente não se importaram com o fato da família inteira estar doente (vai entender!).</p>
<p>A maior dificuldade está na administração do tempo que resta aos jogadores. Dificilmente eu coloco alguma regra pra isso, deixando tudo de maneira mais implícita e com o tempo de alguns dias. Assim fica mais fácil controlar as ações dos jogadores.</p>
<p>Outra coisa que costumo fazer também é colocar os personagens sem memórias dos últimos acontecimentos, deixando o tom de mistério no ar. Geralmente eles acordam todos juntos  ou pelo menos no mesmo local, tipo uma casa ou um hotel. Também forneço algumas pistas iniciais para que eles possam ter opções de onde começar a aventura.</p>
<p>Geralmente a linha da aventura segue mais ou menos essa trilha:</p>
<ul>
<li>Descobrir várias informações;</li>
<li>Ser perseguido;</li>
<li>Encontrar outros como ele, mas em situação pior (internado em sanatórios ou vivendo nas ruas, por exemplo);</li>
<li>Tentar provar que foi vítima de uma conspiração ou similar;</li>
<li>Falar na tentativa anterior;</li>
<li>Receber uma ajuda inesperada;</li>
<li>Ser confrontado ou confrontar aqueles que fizeram tudo acontecer.</li>
</ul>
<p>O desfecho aqui também pode ser algo bom ou ruim, dependendo do clima que se quer criar ou como estão os ânimos dos jogadores ao final da partida. Já tive jogadores que receberam a cura e foram &#8220;dispensados&#8221;, assim como já tive jogadores onde todos acabaram ferrados. Novamente, o nível de maturidade do seu grupo vai dizer como o mestre pode conduzir as coisas.</p>
<h2>A Vacina</h2>
<div id="attachment_3144" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3144 size-full" title="Buscando um cura para a pandemia." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A busca pela cura é um plot clássico de filmes e seriados. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Nesse modelo, a pandemia pode já ter se instaurado e começado a mostrar os seus efeitos, sejam eles sociais, econômicos ou qualquer outra coisa. A busca por uma vacina, ou melhor, pelos ingredientes dela é que são o objetivo desse jogo.</p>
<p>Por ingredientes, considere um pouco de tudo. Podem ser componentes químicos e biológicos, por exemplo; mas também pode ser uma determinada pessoa ou grupo de pessoas. Imagine que para chegar a uma cura você precise reunir um conjunto de cientistas, cujos experimentos e reputação não são muito bem vistos pela comunidade científica.</p>
<p>Quem é mais velho talvez se lembre do seriado <b>Fringe</b>, onde um dos protagonistas era um cientista muito a frente do seu tempo, mas como ética e teorias duvidosas. E onde estava esse cientista no ínicio do seriado? Internado em um manicômio!</p>
<p>A resposta para uma vacina também pode estar fora do nosso planeta, com uma aventura estilo <b>Interstellar</b> ou <b>Armageddon</b> (sim, aquele com o Bruce Willis e sua equipe de mineradores). No melhor estilo dos filmes de Hollywood, os jogadores &#8220;civis&#8221; são enviados junto com uma equipe de especialistas para captação de recursos no espaço, quem sabe em Marte ou Júpiter.</p>
<p>E novamente aqui o contexto da pandemia serve como pano de fundo para as motivações dos personagens ou da própria aventura.</p>
<h3>Tudo junto e misturado</h3>
<p>E por fim, você pode misturar tudo e criar um contexto mais logo (e até mais absurdo) para salvar toda a humanidade. Começando com a descoberta do paciente zero, roubando uma vacina da concorrência, descobrindo que ela não passava de uma jogada publicitária no final e ainda tendo que viajar para os confins do mundo (dentro ou fora dele) para montar uma cura, tudo isso antes que a sociedade sucumba e desapareça. Ufa!!!!</p>
<p>Lembre-se apenas de passar o tom de urgência que a aventura merece e quando os personagens empacarem em algum ponto, faça com que outros eventos ocorram e, se necessário, dê dicas sobre os próximos passos. O que não pode acontecer em aventuras desse estilo, ao meu ver, é o ritmo da narrativa ser lento.</p>
<h3>Realidade ou Ficção</h3>
<p>Para finalizar, o mestre precisa decidir qual será o tom da aventura ou campanha que irá conduzir. O foco será mais realista, baseado em fatos reais e locais existentes? Quais serão as verdadeiras consequências caso a pandemia atinja níveis críticos? Por mais que o mestre não vá usar essas informações diretamente em jogo, é sempre bom ter algo planejado, nem que seja uma ou duas linhas de texto.</p>
<p>Se as cosias forem para o lado da ficção, bom, aí o céu é o limite. Filmes como a saga <b>Resident Evil</b> e <b>Guerra Mundial Z</b> são bom exemplos de tudo pode (ou não) ser feito. E se você acha que apenas aventuras modernas poderiam dar certo com esse contexto, saiba que você pode estar ligeiramente enganado.</p>
<p>Uma praga ou doença mágica pode estar afligindo uma região ou todo um reino. Sua cura não pode ser alcançada por meios mágicos, talvez nem mesmo pelos Deuses daquele mundo. Com pequenos ajustes, todos os contextos apresentados podem ser usados em uma aventura medieval.</p>
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		<title>Vilões Icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 12:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! E seguimos com a segunda parte da nossa lista com os doze vilões mais icônicos de D&#38;D. Se você perdeu a primeira parte, pode acessar ela nesse link aqui. E se prepara que o post é grande 😜. 8. O Demogorgon O nome ganhou bastante popularidade nos últimos tempos devido uma famosa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>E seguimos com a segunda parte da nossa lista com os doze vilões mais icônicos de D&amp;D. Se você perdeu a primeira parte, pode acessar ela <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/"><strong>nesse link aqui</strong></a>. E se prepara que o post é grande <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f61c.png" alt="😜" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />.</p>
<h2>8. O Demogorgon</h2>
<p>O nome ganhou bastante popularidade nos últimos tempos devido uma famosa série de TV, de um ainda mais famoso serviço de streaming.</p>
<p><strong>Demogorgon</strong>, presente desde a 1ª Edição de D&amp;D, é o autoproclamado príncipe dos demônios. Não se trata de apenas uma criatura, mas de dois seres fundidos em um só: Aaemul (um tanar&#8217;ri, ou simplesmente demônio nas edições mais recentes do jogo) e Hethrediah, um obyrith (uma linhagem de demônios anterior aos tanar&#8217;ri).</p>
<div id="attachment_3086" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3086 size-full" title="Demogorgon de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon.jpg" alt="" width="750" height="442" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-demogorgon-300x177.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você já ter visto ele por aí. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>A maneira como essas duas entidades se fundiram não é muito clara, mas parece ter ocorrido após uma rebelião incitada por Aaemul contra a Rainha do Caos (por sinal, a criadora dos tanar&#8217;ri). O que é certo é que a fusão não foi completa, de modo que tanto Aemul como Hethrediah continuam com suas consciências individuais: uma em cada cabeça do Demogorgon.</p>
<p>Essa dualidade gera um traço bem interessante da criatura (e talvez sua maior fraqueza): cada cabeça está o tempo todo conspirando para matar a outra, mesmo não podendo fazer isso, pois a vida dos dois é única. Caso um deles morra, o outro morre também. Não é possível matar apenas uma cabeça do Demogorgon.</p>
<p>A aparência do príncipe dos demônios é, no mínimo, ímpar: um corpo reptiliano, sinuoso como uma cobra mas musculoso como um gorila, com quase 6 metros de altura. No lugar dos braços, longos tentáculos (em algumas representações cada um dos tentáculos se divide em dois, na altura do que seria o antebraço). As cabeças são muito semelhantes a cabeças de babuínos.</p>
<p>O culto ao Demogorgon é bem menor do que a um deus &#8220;comum&#8221; de D&amp;D, mas bem maior do que a maioria dos cultos a outros demônios/diabos, e abrange não apenas humanos (na verdade minoria entre seus adoradores), mas também aboleths, krakens e ixitxachitls.</p>
<p>A <strong>Besta Sibilante</strong> (outro de seus títulos) também foi responsável pela corrupção do Paladino Sir Kargoth (originário de Oerth, o mundo de Greyhawk) e 13 dos seus companheiros, os Cavaleiros Protetores do Grande Reino, criando assim os Cavaleiros da Morte originais. Mas talvez sua aparição mais digna de nota seja na aventura épica &#8220;Out of Abyss&#8221;, na qual é um dos principais antagonistas (Hey! Sem spoilers aqui! Ele está na imagem de capa da aventura. Pensaram que o principal antagonista seria quem? O <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Pirata">Barbosa, da TV Pirata</a></strong>?)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>7. Lorde Soth, o Cavaleiro da Rosa Negra</h2>
<p><strong>Lord Loren Soth</strong> nem sempre foi um vilão. Muito pelo contrário, começou sua carreira como um valoroso cavaleiro de Solamnia, chegando até a Ordem da Rosa. Apenas a título de curiosidade, os <strong>Cavaleiros de Solamnia</strong> se dividem em três sub-ordens. Os Cavaleiros da Coroa, os mais jovens e inexperientes. Em seguida os Cavaleiros da Espada, um ranking intermediário e por fim, os Cavaleiros da Rosa, aqueles que já provaram seu valor inúmeras vezes.</p>
<div id="attachment_3090" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3090 size-full" title="Lord Soth de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Versão final de Lord Soth, depois de ter seu corpo queimado. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em uma dada situação, quando se dirigia para um encontro dos Cavaleiros, Soth e seus companheiros encontraram um grupo de elfos sendo atacado por Ogres. A atitude não poderia ser outra e os nobres cavaleiros salvaram o grupo de elfos do ataque. Ocorre que entre esses elfos estava a donzela Isolde Denissa, por quem Soth se apaixonou assim que a viu. Convenientemente ele levou a elfa para a fortaleza Dargaard (lar de Soth) para que ela fosse tratada de seus ferimentos.</p>
<p>Claro, a vida nem sempre é fácil (na verdade, raramente é). Soth já era casado, mas seu caso com Isolde prosseguiu mesmo depois que Korinne, sua esposa, engravidou (por meios mágicos).</p>
<p>O filho de Soth e Korinne nasceu completamente deformado. Em um acesso de fúria, e culpando a esposa pela aparência repulsiva do filho, Soth matou ambos. A versão oficial que correu pelos seus domínios (chamados de Knightlund), entretanto, é que ambos haviam morrido durante o parto.</p>
<p>Após apenas seis meses, Soth casou-se com Isolde e, no ano seguinte, nasceu o filho do casal, Peradur Soth.</p>
<p>Mas nem tudo continuaria bem. Istvan, o curandeiro pessoal e de confiança do Lorde (e que havia tratado dos ferimentos de Isolde) denunciou seu senhor aos Calvaleiros de Solamnia, que o convocaram apenas um mês após o nascimento de seu filho. Lá chegando, o Lorde foi julgado por um conclave de Cavaleiros, considerado culpado pelos seus crimes e condenado à decapitação. A sentença não chegou a ser cumprida, pois foi salvo por um grupo de seus leais cavaleiros. A Ordem os perseguiu, mas não queriam atacar a fortaleza, então a sentença foi trocada para o banimento. Soth estaria para sempre confinado em Knightlung, e se um Cavaleiro de Solamnia o visse fora de lá, deveria matá-lo imediatamente.</p>
<p>O confinamento rapidamente começou a afetar o Lorde, que caiu em uma forte depressão. Isolde, no afã de ajudá-lo, realizou preces a Mishakal (deusa da cura, em Dragonlance). Mishakal, então, deu uma missão a Soth: ele deveria se dirigir a Istar, e garantir que o Rei-Sacerdote não despertasse a fúria dos deuses, que traria o Cataclismo ao mundo de Krynn. Essa missão, caso bem-sucedida, restauraria sua honra. Sem ver outra opção, Soth a aceitou e rumou para Istar junto de alguns de seus cavaleiros mais fiéis.</p>
<p>Antes de atingir seu destino, entretanto, Soth encontrou o mesmo grupo de elfos que acompanhava Isolde no dia em que se conheceram. As elfas disseram a Soth que Isolde era infiel, e que Peradur não era filho dele. O Lorde deu meia volta, e cheio de fúria, cavalgou novamente para a fortaleza Dargaard. Lá chegando confrontou Isolde e, durante a discussão, começou o Cataclismo (sim, aquele que ele poderia ter impedido). Um enorme lustre caiu sobre Isolde, matando Peradur instantaneamente e a ferindo mortalmente. Em seu último suspiro, Isolde amaldiçoou seu marido, dizendo que ele deveria &#8220;viver uma vida para cada vida perdida&#8221;.</p>
<p>Soth morreu nas mesmas chamas que consumiram seu castelo, mas a maldição de Isolde foi atendida pelos deuses. O lorde despertou da morte com sua carne completamente queimada, se despedaçando a cada passo dado, até que não restasse nada além de um esqueleto coberto pela armadura dos Cavaleiros da Rosa, queimada e enegrecida. Seus mais leais seguidores, que o haviam salvo da condenação à morte pelo Conclave, tiveram o mesmo destino. As elfas que envenenaram sua mente também foram condenadas à pós-vida como Banshees, assombrando o próprio Soth, cantando todas as noites sobre seus malfeitos e relembrando-o da destruição que poderia ter sido evitada, não fosse seu ciúme e sua fúria.</p>
<div id="attachment_3089" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3089 size-full" title="O exército de Lord Soth" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-lord-soth-cavaleiros-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O exército de fieis seguidores. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Após alguns séculos de sofrimento em sua fortaleza, Soth foi procurado por ninguém menos que Takhisis, a maior deusa do Mal de Krynn. Apesar de recusar a aliança em um primeiro momento, Soth terminou por permitir que Kitiara, uma líder do exército de draconianos, utilizasse Dargaard como sua fortaleza. Juntos, sequestraram a General Laurana (já na época da Guerra da Lança), com a condição que a alma de Laurana seria de Soth após sua morte. Laurana foi resgatada pelo seu então amante, Tanis Meio-Elfo. Frustrada, Kitiara, com a ajuda de Soth, matou os demais líderes do exército draconiano e se tornou sua única comandante.</p>
<p>Soth terminou por se apaixonar por Kitiara e, secretamente, planejava capturar a alma dela após a sua morte, para que os dois pudessem passar a eternidade juntos. Durante a invasão de Palanthas pelos exércitos de Kitiara (que incluiam as legiões de mortos-vivos comandados pelo Cavaleiros da Rosa Negra), Soth terminou por encontrar sua amada à beira da morte, nas Torres da Alta Magia. Durante a tentativa de capturar sua alma, Soth chamou a atenção dos Poderes Sombrios, e terminou sendo sugado para o Semi-Plano de <strong>Ravenloft</strong>, onde foi &#8220;presenteado&#8221; com um domínio.</p>
<p>Claro, os Poderes Sombrios não são conhecidos por dar paz aos Lordes do semiplano do pavor. O simulacro de fortaleza Dargaard, em Sithicus (nome do domínio de Soth em Ravenloft) mudava de forma constantemente, atormentando o cavaleiro acostumado há séculos com a mesma estrutura. Além disso, Sithicus era habitado basicamente por elfos, um povo pelo qual Soth nutria desprezo. Não satisfeito, havia um falso fantasma de Kitiara, que sempre aprecia apenas o suficiente para que Soth mantivesse a esperança de encontrá-la.</p>
<p>Eventualmente, Soth tomou consciência de todos os seus atos, e terminou sendo devolvido a Krynn, em sua fortaleza, mas sem seus guerreiros esqueleto. Mina, uma guerreira enviada por Takhisis, procurou pelo Lorde morto-vivo, oferecendo a ele o comando de um exército de mortos-vivos. A recusa de Soth provocou a ira de Takhisis, que o transformou novamente em humano, devolvendo a capacidade de sentir dor, e incendiou (novamente) sua fortaleza, ameaçando matá-lo. O que Takhisis não havia percebido é que a transformação em humano seria uma dádiva para o arrependido Soth, que morreu em chamas, prometendo em seu último suspiro que encontraria Isolde e Peradur no pós-vida.</p>
<p>O paradeiro final de Soth não é conhecido, e não se sabe se sua promessa foi cumprida ou se sua alma finalmente encontrou a paz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>6. Halaster Manto Negro (O Mago Louco)</h2>
<p>Ninguém mais, ninguém menos que o criador da masmorra de <strong>Undermountain</strong>, simplesmente a maior masmorra já criada em um jogo de RPG. <strong>Halaster Manto Negro</strong> (ou <em>Halaster Blackcloack</em>, no original) não foi o único mago a ser consumido pela loucura em sua busca pelo poder arcano.</p>
<div id="attachment_3087" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3087 size-full" title="Halaster Manto Negro" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-cover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Outra capa famosa que você já deve ter visto por aí. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Em sua juventude, então conhecido como Hilather, era bastante ativo em sua comunidade, disseminando conhecimentos sobre magia e tendo sob sua tutela vários aprendizes.</p>
<p>À medida em que seu conhecimento aumentava, entretanto, Halaster foi sendo dominado pela paranóia e pela insanidade. Levou seus aprendizes ao pé do monte Águas Profundas (<em>Waterdeep</em>, no original) e junto com eles, convocou uma horda de demônios e seres extraplanares para construir sua fortaleza.</p>
<p>Com a obra terminada, Halaster simplesmente se recusou a deixar seus &#8220;operários&#8221; partirem de volta aos respectivos planos de origem, ou mesmo a cessar o controle sobre eles, e os enviou para a Umbreterna (Underdark), &#8220;liberando&#8221; uma imensa área dos Drow e dos Duergar, no que ficou conhecido como &#8220;As Caçadas de Halaster&#8221;. Em poucos anos Halaster conseguiu domínio completo sobre a rede de túneis que viria ser conhecida como a Undermountain.</p>
<p>A essa altura Halaster já havia sido completamente consumido pela loucura e já não dava a mínima para o mundo exterior.</p>
<p>A sanidade de Halaster viria a ser parcialmente restaurada por Mystra (deusa da magia em Forgotten Realms), após um acordo feito com objetivo de resgatar o arquimago Elminster dos Nove Infernos (é uma longa história&#8230; para os efeitos desse artigo basta dizer que Mystra manteve sua palavra mesmo com Halaster não tendo sido bem-sucedido na missão).</p>
<p>Mas Halaster não estava 100% livre de sua loucura e esta, por sua vez, parecia intimamente ligada à Undermountain. Nas raríssimas vezes em que saía de lá, recuperava sua lucidez, mas continuava intrinsecamente maligno e manipulador.</p>
<div id="attachment_3088" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3088 size-full" title="Halaster Manto Negro" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-halaster-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Até parece um deus do panteão grego, só que não. | Fonte: Artstation</p></div>
<p>Em um dado momento a cidade de Águas Profundas foi acometida de um terremoto e muitos de seus habitantes tiveram visões do Mago Louco gritando, com chamas no lugar de seus olhos. Alguns arcanistas tiveram visões também de cenas de destruição no vasto labirinto da Undermountain, com direito a colapso de estruturas e abertura de abismos.</p>
<p>Um grupo de aventureiros corajoso o bastante para investigar as misteriosas visões, descobriu que Halaster tinha morrido durante uma execução mal-sucedida de um ritual e que sua morte fora responsável pelas visões que as pessoas tiveram.</p>
<p>Posteriormente foi descoberto que na verdade Halaster não havia morrido, apenas sua essência tinha sido diluída entre os muitos planos de existência. Em algum momento, ele foi capaz de reconstruir seu corpo e prosseguir com suas atividades como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>5. Acererak</h2>
<p>Outro que entrou nessa lista devido ao aumento recente em sua popularidade. Sim, sabemos que ele é a capa do <strong>Livro do Mestre</strong> da 5ª Edição, mas até aí o Rei Gigante de Fogo Snurre está na capa do <strong>Livro do Jogador</strong>, e ninguém liga muito para ele, não é mesmo?</p>
<div id="attachment_3082" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3082 size-full" title="Capa do Livro do Mestre de D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-cover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Capa do Livro do Mestre da 5ª edição do D&amp;D. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p><strong>Acererak</strong> foi o criador da <strong>Tumba dos Horrores</strong> ou <em>Tomb of Horrors</em>, no original em inglês. A masmorra de uma aventura clássica da 1ª edição de Advanced Dungeons&amp;Dragons. Tão clássica e tão famosa que ganhou continuações e outras roupagens ao longo dos anos. O seu símbolo clássico já foi estampado em diversas mídias, como por exemplo no filme Jogador Nº 1, onde aparece na van de um dos protagonistas. Talvez essa aparição tenha despertado a recente fama do vilão. A verdade é que, já mais saberemos&#8230;</p>
<div id="attachment_3072" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3072 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg.jpg" alt="" width="780" height="438" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg.jpg 780w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg-300x168.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/tomb-of-horrors-1522322092-Easter-Egg-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px" /><p class="wp-caption-text">Reparou no detalhe no furgão? | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Basicamente, é impossível falar de Acererak sem falar da Tumba dos Horrores. A aventura original foi escrita por <strong>Gary Gygax</strong> (um dos criadores do D&amp;D) para a convenção Origins 1, de 1975.</p>
<p>A ideia era exatamente a de desafiar jogadores experientes, com zero necessidade de interpretação. Tudo bem que interpretação ainda era um detalhe nessa época, em que o RPG ainda engatinhava. Ela também tinha poucos combates, a Tumba dos Horrores era basicamente uma sequência de salas com armadilhas mortais e uma série de becos sem saída que, não raramente, guardavam portas secretas.</p>
<p>Poços com espinhos no fundo, arcas do tesouro que atiravam flechas, salas com gás venenoso e até uma Esfera da Aniquilação engastada em uma parede, dando origem à imagem clássica associada à Tumba dos Horrores e que também é um dos milhares de <em>easter eggs</em> do filme Jogador n° 1. A tumba inteira, inclusive, é parte bem importante da história no livro que deu origem ao filme.</p>
<p>A aventura foi publicada comercialmente em 1977, republicada em 1981 e novamente em 1987, dessa vez como parte da compilação &#8220;Realms of Horror&#8221;. Em 1998 ganhou uma reimpressão e expansão no módulo &#8220;Return to the Tomb of Horrors&#8221;, dessa vez com as regras da 2ª edição de AD&amp;D. Em 2005 foi lançada uma versão do módulo original com as regras da então recente 3ª edição de D&amp;D e em 2010 dois lançamentos distintos: uma versão da original e outra expandida, ambas com as regras da 4ª edição (honestamente, acho que nenhuma aventura dos quase 50 anos de D&amp;D era mais adequada para a 4ª edição). Finalmente, em 2017, 40 anos depois da publicação original, tivemos a <strong>Tomb of Annihilation</strong>, presente no livro <strong>Tales from the Yawning Portal</strong>, baseada na Tomb of Horrors original.</p>
<div id="attachment_3083" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3083 size-full" title="Tomb of Annihilation" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-annihilation-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tomb of Annihilation, diretamente inspirada no original. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>O background da masmorra mortal era que ela havia sido criada por um Lich, Acererak, com o único objetivo de se alimentar das almas de aventureiros incautos que morressem na masmorra. O histórico do próprio Acererak foi construído ao longo dos anos, com as diversas versões publicadas da aventura (inclusive um romance adaptado, em 2002).</p>
<p>Filho de uma humana com um lord demônio (que obviamente não ficou para ajudar a criar a criança), Acererak viu, aos 10 anos de idade, a sua casa ser queimada (com ele e sua mãe dentro) por uma turba de aldeões apavorados com o pequeno demônio que crescia em sua vizinhança. O próprio Acererak só sobreviveu ao incêndio devido à sua ascendência demoníaca, que o tornava resistente ao fogo. Conta-se que foi após esse episódio que ele adquiriu gosto pelo estudo das artes arcanas da necromancia.</p>
<p>Algumas versões dizem que o mundo original do lich era Oerth (o cenário de Greyhawk) e que ele teria sido aprendiz do próprio Vecna durante um certo período de sua vida (o que não seria de se estranhar, visto que ambos guardam certas semelhanças entre si, no que tange a suas ambições e modos de vida).</p>
<p>Os estudos de Acererak para estender seu tempo de vida terminaram por levá-lo à transformação em um Lich. Ao longo dos séculos, como é tão comum entre essas criaturas, sua sede de poder e de prolongar sua existência só aumentavam. Nessa época, ao invés de se limitar a caçar novas almas para se alimentar ele se dedicou a um período de pesquisas e, em paralelo, ordenou a seus servos a construção da Tumba dos Horrores. Foram mais de 80 anos de trabalho até o término da tumba. Ao final do processo, Acererak reuniu todos os seus servos ali presentes, e os matou sem piedade.</p>
<p>O plano dele teve sucesso, mas de uma maneira não muito intencional. Ao se retirar para o fundo da Tumba dos Horrores, ele não conseguiu manter um fluxo de almas suficiente para sustentar sua existência. Assim, seu corpo terminou sendo reduzido a um monte de poeira e um crânio incrustado de pedras preciosas. Acererak havia se tornado um <em>demilich</em>.</p>
<p>O que poderia significar uma enorme limitação, na verdade, libertou seu espírito para ser projetado pelo multiverso. Acererak explorou múltiplos mundos e coletou artefatos poderosos, sempre com o objetivo de tornar sua masmorra mais mortal e assim, seguir coletando almas para alimentar seu filactério.</p>
<p>A jornada pelo multiverso o levou até a Cidade Proibida de Omu, no meio das selvas de Chult, em Toril (mundo de Forgotten Realms), onde os sacerdotes eram mortos com frequência em armadilhas, com o objetivo de agradar seus nove deuses. Acererak não pensou duas vezes: matou os nove deuses, escravizou o povo da cidade e os forçou a construir uma masmorra, que seria chamada de <strong>A Tumba dos Nove Deuses</strong> (Tomb of the Nine Gods).</p>
<p>Como de costume, após o término da construção Acererak matou todos os escravos, usando-os para testar a letalidade da nova masmorra. Alguns deles foram transformados em mortos-vivos e golens de carne, permanecendo na construção. Acererak retornava de vez em quando para melhorar a masmorra e coletar as almas dos incautos que tivessem perecido por ali.</p>
<p>Com toda essa atividade Acererak terminou por atrair a atenção de um culto ao seu redor. Esse culto estabeleceu o que ficou conhecido como Cidade da Caveira (&#8220;Skull City&#8221;), que chegou a ter 500 pessoas e cerca de 1000 servos mortos-vivos, além de uma série de outras criaturas.</p>
<div id="attachment_3084" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3084 size-full" title="A Tumba dos Horrores adaptada para as regras do AD&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-2-acererak-tomb-horror-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A Tumba dos Horrores adaptada para as regras do AD&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Em algum momento Acererak estabeleceu um plano extremamente ambicioso: unir a sua consciência com o Plano Negativo, o que daria a ele a habilidade de controlar cada morto-vivo em todo o multiverso. Para atingir esse objetivo a ideia era atrair aventureiros extremamente poderosos, matá-los em suas masmorras e absorver suas valorosas almas (sujeito pretensioso, não?).</p>
<p>Obviamente que o demilich subestimou o poder desses aventureiros, Acererak terminou tendo seu corpo destruído e seu plano frustrado. Porém, isso não significou sua destruição permanente, obviamente. Um vestígio de sua essência seguiu consciente e conseguiu retornar décadas depois com um plano ainda mais mirabolante: construir um engenho arcano capaz de absorver o poder de cada deus morto e esquecido do multiverso. A máquina incluía até uma pedra preciosa roubada da coroa de Nerull, o deus da morte (no panteão de Greyhawk).</p>
<p>E mais uma vez Acererak foi morto por aventureiros, que destruíram o golem de cristal possuído pela alma do Lich, bem como o poderoso artefato.</p>
<p>Mesmo assim a força vital do poderoso morto-vivo seguiu ativa, retornando à Tumba dos Horrores original e substituindo uma das gemas no lugar dos olhos do crânio pelo <strong>Olho de Vecna</strong>, reassumindo o trono. Novamente, seria destruído por aventureiros.</p>
<p>Não se sabe se o filactério não foi realmente destruído ou se de alguma maneira Acererak foi capaz de reconstruí-lo, mas pela primeira vez em décadas ele reassumiu a antiga forma de Lich. Após descobrir os restos de um Atropal (uma espécie de deus natimorto) no plano negativo e levá-lo para a Tumba dos Nove Deuses, em Chult, Acererak criou uma nova máquina, chamada de Soulmonger. A máquina era capaz de absorver as almas de todos os que morressem no continente de Faerûn. A ideia era alimentar o Atropal até que ele tivesse o poder equivalente a um deus e então libertá-lo no continente para causar um genocídio. O que Acererak ganharia com isso exatamente, nunca ficou muito claro.</p>
<p>Novamente o Lich foi detido por um grupo de aventureiros, mas seu filactério permaneceu intacto em um semiplano particular e oculto até mesmo dos deuses. Isso significa que Acererak pode retornar a qualquer momento&#8230;</p>
<p>Por hoje é só aventureiros!!! Em breve publicaremos a última parte, com os quatro vilões mais icônicos de D&amp;D. Quem você acha que estará nessa lista?</p>
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		<title>Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 17:03:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&#38;D. Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Mais um dia, mais um dos nossos tão adorados posts com listas. Dessa vez colocamos aqui para vocês a parte 1 dos 12 Vilões (com V maiúsculo mesmo!) mais icônicos de D&amp;D.</p>
<p>Os critérios que usamos não são 100% obejtivos (nem jamais poderiam ser), mas de forma geral escolhemos vilões que tenham provocado (ou estejam envolvidos) em grandes mudanças nos seus respectivos mundos (ou até mesmo em outros). Em geral eles são antagonistas de aventuras ou campanhas clássicas de D&amp;D, e muitos deles dão as caras desde edições bem antigas do nosso jogo tão amado.</p>
<p>Não estamos nos prendendo a estatísticas de combate, então não se surpreenda se encontrar em posições mais baixas na lista um vilão com nível de desafio bem maior que outros que está várias posições acima. Estamos levando em conta a &#8220;popularidade&#8221;, o charme e a influência.</p>
<p>Ah sim! E apenas vilões únicos e inteligentes. Nada de raças (ou seja, não espere encontrar &#8220;os drow&#8221; na lista) ou bestas-fera sem controle (ou seja, o Tarrasque também está fora).</p>
<p>Então, sem mais delongas, vamos à lista!</p>
<h2>12. Iuz, o Maligno</h2>
<p>Na lanterna da nossa lista vem <strong>Iuz, o maligno</strong>. Hoje em dia ele anda meio sumido, mas já aprontou poucas e boas no mundo de Oerth.</p>
<p><strong>Iuz</strong> chegou a ter um livro (<em>Iuz the Evil</em>) dedicado apenas à sua história, influência e poderes (bem como a descrição de seus domínios), publicado para AD&amp;D 2ª Edição.</p>
<div id="attachment_3052" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3052 size-full" title="Suplemento Iuz the Evil" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-iuz-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Iuz, o maligno teve até um suplemento pra chamar de seu. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>É um semi-deus, filho de Graz&#8217;zt, um lorde demônio do Abismo com Iggwilv, uma bruxa humana. Acontece que essa bruxa fez o príncipe das Howling Hills (Colinas Uivantes, em uma tradução livre) pensar que <strong>Iuz</strong> era filho dele. Quando esse príncipe morreu, <strong>Iuz</strong> assumiu o comando de seu feudo e de seus exércitos. Em poucos anos no trono <strong>Iuz</strong> multiplicou a área do principado e, durante essa expansão, ele usava um ritual maligno para roubar poder e vitalidade de muitas vítimas capturadas entre seus inimigos derrotados. O aumento de seu poder somado aos rumores que começaram a surgir de que ele seria filho de um demônio e sua mãe seria uma necromante fizeram com que <strong>Iuz</strong> atingisse o status de semi-deus.</p>
<p>Em um determinado momento <strong>Iuz</strong> desapareceu. As legiões de orcs que lhe eram fiéis pensaram que ele tinha ascendido à condição de divindade completa, e começaram a adorá-lo como tal. Na verdade, Iuz havia sido aprisionado por Zagig Yragerne, um arquimago louco que estava, ele mesmo, em busca de se tornar um semi-deus, no Castelo Greyhawk. <strong>Iuz</strong> só seria libertado de seu cativeiro após 75 anos, por um grupo de aventureiros malignos ajudado por <strong>Mordenkainen</strong>.</p>
<p><strong>Iuz</strong> seria novamente aprisionado por ninguém menos do que <strong>Vecna, o Lich</strong>, que queria absorver a alma de <strong>Iuz</strong> com o objetivo de aumentar seu poder. De fato, <strong>Vecna</strong> foi bem-sucedido, tornando-se uma divindade no processo. Em algum momento Vecna foi derrotado por aventureiros, com a consequente libertação de <strong>Iuz</strong>. O fato é que <strong>Iuz</strong> jamais esqueceu o ocorrido e por isso, Vecna segue sendo seu inimigo mortal até hoje.</p>
<p>Com isso <strong>Iuz</strong> renovou seus domínios, influenciando tribos bárbaras do norte e conquistando, com seus exércitos recém-reunidos, vastas quantidades de terras. Uma cruzada chegou a ser organizada com o objetivo de expulsar <strong>Iuz</strong> das terras do norte, mas cada um de seus membros terminou sendo massacrado e reerguido como morto-vivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>11. Lolth, A Rainha das Aranhas</h2>
<p><strong>Lolth</strong> (também conhecida como <em>Lloth</em>, especialmente na cidade de <em>Menzoberranzan</em>), a Rainha das Aranhas e Rainha do Abismo de Teias Demonícas é a principal divindade Drow em <strong>Forgotten Realms</strong>.</p>
<p>Entretanto, isso nem sempre foi assim.</p>
<p>A <strong>Rainha das Aranhas</strong> era originalmente conhecida como Araushnee, deusa élfica menor do Destino, dos artesãos e dos elfos negros, diferentes dos Drow (nessa época eles nem existiam!). Além de tudo isso, ela era consorte de <strong>Corellon Larethian</strong>, o criador da raça dos elfos, que fique registrado.</p>
<p>Ocorre que, como em tantos outros casos assim, a ambição de Araushnee começou a crescer e ela começou a tramar contra Corellon. Primeiro em conjunto com Gruumsh (deus dos orcs e meio-orcs), e depois com Malar (o senhor das bestas, deus da caça), ambas sem sucesso.</p>
<p>A última tentativa de Araushnee contra Corellon envolveu um pequeno exército de deuses. Após uma batalha complicada, na qual Corellon terminou ferido, Araushnee tentou envenená-lo (fingindo que o veneno era água do Elysium, que deveria curá-lo). A tentativa foi impedida por Sehanine Moonbow (deusa élfica dos sonhos, filha e aliada de Corellon).</p>
<p>Após Corellon se curar de sus ferimentos, Araushnee foi submetida a julgamento. Sua pena foi uma combinação de exílio e sua transformação numa tanar&#8217;ri (como eram chamados os demônios em AD&amp;D).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3054 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-lolth-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Inconformada com sua derrota e com a sentença, tentou mais uma vez matar Corellon, transformando-se em uma aranha monstruosa, mas novamente sem sucesso. Apesar de tudo, Corellon não a matou e acabou optando por permitir sua fuga. Depois do exílio, e agora utilizando o nome de <strong>Lolth</strong>, Araushnee conquistou um pedaço do Abismo, mais especificamente a região conhecida como <em>Demonweb Pit (</em>Abismo das Teias Demoníacas, em uma tradução livre).</p>
<p>Tendo assegurado seu domínio, <strong>Lolth</strong> voltou a conspirar contra Corellon. Como não podia atacá-lo abertamente, seu plano era ser adorada pelo elfos e assim trazer angústia para esse povo, atingindo o criador deles por tabela.</p>
<p>As maquinações de Lolth provocaram diversas guerras entre povos élficos, enquanto sua igreja ganha cada vez mais influência entre os elfos negros (calma! Ainda não são os Drow&#8230;). Após diversas dessas guerras, os outros elfos se uniram na <strong>Corte Élfica</strong> e invocaram o poder de todo o panteão da raça para amaldiçoar os elfos negros e transformá-los, assim nasciam os Drow. Todos, inclusive os inocentes e aqueles que nunca aceitaram Lolth, foram transformados (conta-se que antes da maldição os elfos negros não tinham os cabelos brancos). As forças combinadas das demais nações élficas perseguiram a nova raça formada e os expulsaram para o subterrâneo.</p>
<p>No início os Drow eram bastante primitivos, mas se espalharam pela <strong>Umbreterna</strong> (ou Underdark, no original), o dominaram e construíram grandes cidades, abrangendo um domínio que ocupa quase todo o subterrâneo de <strong>Faerûn</strong>.</p>
<div id="attachment_3055" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3055 size-full" title="Drows, os elfos negros" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-drows-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Agora sim, os famosos elfos negros de D&amp;D. | Fonte: DnD Wizards</p></div>
<p>Houve um evento em Forgotten Realms, que ficou conhecido como o <strong>Tempo das Perturbações</strong>. Nesse período, os avatares dos deuses andaram sobre Toril. Caso o avatar fosse morto, o deus equivalente também morreria e foi nesse período que <strong>Lolth</strong> ganhou mais poder.</p>
<p>Ironicamente, a <strong>Rainha das Aranhas </strong>assassinou o avatar de <em>Zinzerena</em>, a deusa do assassinato de um outro mundo, absorvendo todo o seu poder no processo. Posteriormente ela tornou seu domínio no Abismo um plano completamente independente e com isso, ascendeu a condição de deusa maior.</p>
<p>Atualmente <strong>Lolth</strong> não é a única deusa entre os Drow, mas é sem dúvida a divindade mais influente entre esse povo. Sempre maquinando, é muito difícil prever qual (e quando) será o próximo plano de <strong>Lolth</strong> para aumentar sua influência em Toril.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>10. Kas, o traidor</h2>
<p>Também conhecido como Kas de Tycheron; Kas, o terrível; Kas, o traidor; Kas, o odioso e Kas, o destruidor (dentre outros títulos), foi o lacaio de mais confiança do arqui-Lich Vecna (um nome que você verá outra vez nesta lista, pode ter certeza).</p>
<p><strong>Kas</strong> era um guerreiro valoroso e dizia-se que era capaz entrar um campo de batalha, na mais completa desvantagem e mesmo assim sair, não apenas vitorioso, mas também sem um único arranhão em sua armadura. Essa habilidade em batalha atraiu a atenção de ninguém menos do que Vecna, que o convidou para ser eu general. Sedento por batalhas, ele aceitou com a condição que Vecna o apontasse para o campo de batalha e não desse mais ordens, até que a luta fosse vencida.</p>
<p>Os anos de lealdade e eficiência de <strong>Kas</strong> fizeram com que Vecna o presenteasse com uma espada poderosíssima, que ficaria conhecida como a <strong>Espada de Kas</strong> (sim, um dos artefatos mais famosos de D&amp;D).</p>
<p>A influência de Vecna, entretanto, fez com que <strong>Kas</strong> abandonasse sua devoção a <strong>Pêlor</strong> (deus do sol e da cura) e se tornasse seguidor de <strong>Nerull</strong>, o deus da morte.</p>
<p>Durante a <strong>Batalha dos Mil Olhos</strong>, Nerull sussurrou para que Kas traísse seu mestre em troca de um favor divino. Kas, com sua sede de poder, aceitou e atacou Vecna usando a espada que havia ganho de seu mestre. O combate custou a mão esquerda e um dos olhos de Vecna, mas este terminou subjugando <strong>Kas</strong>.</p>
<div id="attachment_3056" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3056 size-full" title="Kas na batalha contra Vecna" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-kas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Kas e sua eterna batalha contra Vecna. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Nerull decidiu mesmo assim conceder um favor menor a <strong>Kas</strong>. Sua alma recebeu força e velocidade, mas acompanhadas de uma insaciável sede de sangue, o que seria conhecido como a <strong>Maldição Vampírica</strong>. <strong>Kas</strong> foi o primeiro vampiro de Oerth (o nome do planeta que abriga o cenário de campanha Greyhawk).</p>
<p>Algumas versões ignoram a participação de Nerull<strong>.</strong> Dizem que o que transformou <strong>Kas</strong> em um vampiro, na verdade, foi o longo tempo que sua alma passou em contato com energia negativa no <em>Plano Quasielemental das Cinzas</em>, mas a versão do sussurro de Nerull parece mais factível, fornecendo uma motivação &#8220;razoável&#8221; para o traidor.</p>
<p>Após séculos preso aos domínios de Nerull, <strong>Kas</strong> conseguiu escapar construindo um Golem de carne e o imbuindo com a sua própria alma. De volta ao <em>Plano Material Primário</em>, espalhou fúria e destruição, tendo sido novamente derrotado no que ficou conhecido como <strong>A Batalha da Cidadela de Carne</strong>. A alma de <strong>Kas</strong> estava, finalmente, livre.</p>
<p>Mas não por muito tempo.</p>
<p>A malignidade do traidor despertou a atenção das <strong>Brumas de Ravenloft</strong>, e o vampiro recobrou a consciência como mestre do domínio de Tovag que, em uma mostra da ironia das Brumas, fazia fronteira com o domínio de Cavitius, cujo Lorde era ninguém menos do que o próprio Vecna. Travou-se uma guerra sem fim das tropas de <strong>Kas</strong> tentando recuperar sua espada da cidadela de Vecna, onde ele, erroneamente, presumia que a espada estava.</p>
<p>Quando Vecna finalmente conseguiu escapar de Ravenloft a explosão resultante destruiu tanto Cavitius quanto Tovag, e o corpo de <strong>Kas</strong> foi obliterado, reduzindo-o a um vestígio de alma perdido fora do espaço e do tempo.</p>
<p>Rumores recentes, entretanto, dizem que <strong>Kas</strong> de alguma forma sobreviveu à explosão e mantém um novo reino no semiplano do pavor.</p>
<p>Uma curiosidade: um Cavaleiro da Morte chamado &#8220;Kas, o mão sangrenta&#8221; servia Vecna no seu palácio em Ravenloft. Não se tratava do verdadeiro <strong>Kas</strong>, mas acreditava sê-lo, e servia Vecna como uma maneira de redimir sua traição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>9. Asmodeus</h2>
<p>O lorde máximo dos <strong>Nove Infernos</strong> e senhor de todos os diabos, a forma original de <strong>Asmodeus</strong> era a de uma serpente com milhares de quilômetros de comprimento. Como tratava-se de uma forma pouco prática para se comunicar, <strong>Asmodeus</strong> tratou de criar avatares, sendo o mais comum deles uma forma humanóide com cerca de quatro metros de altura, pele vermelha e chifres, além de um carisma inesperado para alguém com essa aparência. A localização exata de seu corpo verdadeiro sempre foi um segredo muito bem guardado, e qualquer um que a descobrisse seria rapidamente morto.</p>
<p>Não há consenso sobre sua origem. Algumas versões estabelecem que ele já estava presente na aurora dos tempos, tendo surgido diretamente do Caos Primordial, juntamente com Jazirian (outra divindade da Ordem, porém benevolente, ao contrário de <strong>Asmodeus</strong>). Após uma briga entre essas duas divindades (durante uma disputa sobre qual seria o centro do Multiverso), <strong>Asmodeus</strong> caiu sobre o plano de Baator, quebrando-o em seus nove níveis e parando apenas ao chegar na camada conhecida como Nessus, que passaria a ser o local de seu trono.</p>
<div id="attachment_3057" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3057 size-full" title="Asmodeus em D&amp;D" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-viloes-dnd-parte-1-asmodeus-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das representações de Asmodeus. | Fonte: Forgotten Realms Fandom</p></div>
<p>Baator, entretanto, não era um lugar desabitado. <strong>Asmodeus</strong> pessoalmente matou o que seria a &#8220;aristocracia&#8221; do lugar, tendo apenas um pouco de dificuldade para matar Zargon, o antigo governante, que continuava se regenerando a partir de seu chifre indestrutível, até que Asmodeus arrancou esse chifre e o jogou no Plano Material Primário.</p>
<p>Dizem que do sangue de seus ferimentos nasceram os primeiros Baatezu, nome com o qual os diabos eram conhecidos no <strong>AD&amp;D 2ª edição</strong>.</p>
<h3>O Julgamento de Asmodeus</h3>
<p><strong>Asmodeus</strong>, então, passou a tentar e corromper os mortais (especialmente humanos) e assim colecionar suas almas, em um modo de ação tão vil que enojou até os anjos, que por sua vez, terminaram por tentar condená-lo. O <em>arquidiabo</em>, então, solicitou que fosse feito um julgamento justo e que o juiz fosse uma entidade neutra. Os anjos concordaram e Primus, o imortal governante do Nirvana Tecnológico de <em>Mecânus</em> e entidade máxima da ordem e neutralidade, foi escolhido como juiz e tendo o acordo de ambas as partes.</p>
<p>O argumento de defesa de <strong>Asmodeus</strong> era que ele nunca tinha obrigado nenhum mortal a nada. Todos eles tinham a escolha de recusar sua oferta &#8211; sendo que havia, de fato, os que recusavam &#8211; e aqueles que a aceitavam não poderiam reclamar de cumprir sua parte no contrato.</p>
<p>Aqui cabe uma explicação: a coleta de almas tinha como objetivo final, aumentar as fileiras do exército dos Diabos em sua eterna <strong>Guerra Sangrenta</strong> (<em>Blood War</em>) contra os Demônios do Abismo.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> também argumentava quando um mortal encontrava uma inconsistência no contrato que o invalidasse, isso era respeitado.</p>
<p>Os anjos apresentaram seus casos um de cada vez, o que rapidamente esgotou a paciência de Primus. Então o juiz disse que ouviria apenas mais um caso. Enquanto os anjos tentavam se organizar para ver qual seria esse caso, Zariel (então ainda um anjo de Celestia) passou por cima de todos, o que acabou por deflagar uma briga que se espalhou por todos os anjos presentes. Primus deu uma tremenda bronca em todos os anjos presentes pelo caos formado na corte e absolveu <strong>Asmodeus</strong>, considerando que ele tinha o direito de continuar coletando almas da maneira como vinha fazendo.</p>
<p>Zariel prosseguiu como observadora da <strong>Guerra Sangrenta</strong>, mas seu desejo de interferir no conflito chegou a tal ponto que ela simplesmente ignorou as ordens de seus superiores e desceu para lutar. Seu corpo quase sem vida foi resgatado por diabos a mando do próprio <strong>Asmodeus</strong>, que providenciou que suas feridas fossem curadas em Nessus e a nomeou como <strong>Arquidiabo de Avernus</strong>, a primeira camada dos Nove Infernos.</p>
<p><strong>Asmodeus</strong> segue sendo o lorde máximo dos Nove Infernos, coletando almas dos mortais e acumulando mais e mais poder.</p>
<p>E então, o que achou dessa lista? Se você concorda, discorda ou sentiu falta de outros nomes, não deixei de comentar em nossas redes sociais. No próximo post traremos a segunda parte do artigo, com mais vilões icônicos de D&amp;D.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/viloes-iconicos-de-dd-parte-1/">Vilões icônicos de D&#038;D &#8211; Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>As Estrelas se Alinharam! Tudo o que recebemos na caixa de Chamado de Cthulhu</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 03:44:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!! Sim! Finalmente as estrelas se alinharam! As entregas do financiamento coletivo da 7ª Edição de &#8220;O Chamado de Cthulhu&#8221;, que chega no Brasil pela editora New Order, começaram. Já havíamos feito um preview com os materiais liberados pela editora. E como prometemos um hands-on assim que recebêssemos o pacote, mostramos aqui o resultado. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!</p>
<p>Sim! Finalmente as estrelas se alinharam! As entregas do financiamento coletivo da 7ª Edição de &#8220;O Chamado de Cthulhu&#8221;, que chega no Brasil pela editora New Order, começaram. Já havíamos feito um <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/resenhas/preview-chamado-de-cthulhu-em-portugues/">preview com os materiais liberados pela editora.</a> </strong>E como prometemos um <em>hands-on</em> assim que recebêssemos o pacote, mostramos aqui o resultado.</p>
<div id="attachment_2744" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-2744 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo-768x1024.jpeg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo-225x300.jpeg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo.jpeg 960w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><p class="wp-caption-text">Todo o conteúdo do pacote! Muitos livros.</p></div>
<h2>O Livro</h2>
<p>O pacote que adquirimos veio com dois livros: a versão comum e a versão de luxo. O miolo é exatamente o mesmo, deferindo apenas na capa. E que capa a da versão de luxo, amigos! Com um vermelho forte adornada com o símbolo ancestral no centro e colunas gregas na laterais (em dourado), ela passa a impressão de ser um antigo tomo de enciclopédia, ou uma encadernação que era comum até meados do século XX.</p>
<p>Por falar em encadernação, aqui ela parece bastante firme, capaz de resistir a muitas e muitas sessões de jogo. Se tem uma coisa que me frustra é quando a encadernação do livro passa a aparência de frágil, exigindo muito cuidado na manipulação. ponto para a New Order aqui!</p>
<h2>Os Outros Livros</h2>
<p><strong><a href="https://universorpg.com/sem-categoria/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/">Como já havíamos informado na notícia sobre o sucesso do financiamento coletivo</a></strong>, uma série de outros livros foi garantida, e no primeiro pacote já vieram vários deles. A saber:</p>
<h3>Jogo Rápido</h3>
<p>Um livreto com o resumo das principais regras, além da clássica aventura &#8220;A Assombração&#8221;, para você sair jogando logo.</p>
<h3>Colheita Fria</h3>
<p>Cenário que se passa na União Soviética do anos 30. Uma ambientação bastante diferente do que costumamos ver em O Chamado de Cthulhu. 64 páginas em preto e branco, com capa mole colorida.</p>
<h3>Cobrando Dívidas &amp; Blackwater Creek</h3>
<p>Dois cenários (ambos em 1922) feitos especialmente para a 7ª Edição de OCdC. Um livro com apresentação bem acima do que costumam ser os cenários do sistema: 94 páginas em papel couchê, preto e branco, com capa mole colorida.</p>
<h3>Luz Morta</h3>
<p>Mais um cenário passado na região de Providence, Nova Inglaterra, no início da década de 20. São 32 páginas em preto e branco, com capa mole colorida.</p>
<h3>Guia de Campo de S. Petersen para Horrores Lovecraftianos</h3>
<p>Um dos meus volumes preferidos até agora. É algo como um bestiário lovecraftiano, mas sem estatísticas de jogo. O livro apresenta características descritivas detalhadas para 53 criaturas comuns nos cenários de OCdC, com descrições físicas, hábitos, habitat, comparação de tamanhos e uma arte belíssima! 132 páginas, colorido em papel couchê e capa dura. Um livro digno de constar em todas as bibliotecas de narradores apaixonados pelo jogo.</p>
<h2>Os Outros Extras</h2>
<p>Pois é! Além de todos esses volumes (e diversos outros que ainda estão por vir), a New Order incluiu uma série de outros extras no financiamento:</p>
<h3>Caixa de Luxo</h3>
<div id="attachment_2724" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2724" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148.jpg 1536w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A caixa por dentro</p></div>
<p>Caixa contendo basicamente todo o kit descrito aqui. Em madeira com acabamento externo preto, adornado com um símbolo ancestral. Por dentro madeira envernizada, apresentando o símbolo da editora New Order e fundo acolchoado em vermelho. Lindona!</p>
<h3>Escudo do Mestre</h3>
<div id="attachment_2725" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2725" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422.jpg" alt="" width="750" height="563" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422.jpg 3264w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O escudo nacional em primeiro plano. Importado logo atrás. Jogo rápido ao fundo para dar noção de escala.</p></div>
<p>Esse item rendeu uma certa polêmica nas <em>interwebs</em>, com alguns falando que ele é muito baixo. Na verdade ele é só uns 5 mm mais baixo que altura padrão dos escudos da Chaosium, e é dobrado em quatro partes (ao invés de três), tornando-o mais portátil. Pessoalmente gostei bastante. Não deixa o mestre tão escondido dos jogadores, e mesmo assim oculta anotações e jogadas de dados.</p>
<h3>Mapas de Pano</h3>
<p>Três mapas de pano. Um retrata a cidade fictícia de Arkham, outro é um mapa-múndi estilizado e o terceiro mostra a Lovecraftian County (traduzido como Terras Lovecraftianas), a região que abrange Arkham e outras localizações comumente citadas nos contos de Lovecraft.</p>
<p>Os mapas são realmente muito bonitos, e com um bom acabamento (embora eu tenha encontrado um ou outro defeitinho menor na costura da borda, nada que desabone). Acharia mais legal se fosse um tecido mais grosso, mas nada que comprometa. Não sei se serão muito úteis em jogo, mas ficariam belíssimos em uma utópica sala de jogos que sonho em um dia ter em casa.</p>
<div id="attachment_2726" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2726" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722.jpg 1536w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As Terras de Lovecraft</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2728" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2728" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225.jpg 1536w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Detalhes de Arkham, presente em muitos contos de Lovecraft.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2727" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2727" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419.jpg" alt="" width="750" height="563" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419.jpg 3264w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Mapa-múndi de Call of Cthulhu</p></div>
<h2>Caderneta de Anotações</h2>
<p>Uma pequena caderneta, estilo &#8220;repórter&#8221;, com folhas pautadas. A capa tem escrito &#8220;Chamado de Cthulhu&#8221; em baixo relevo e uma efígie do clássico monstro. É do tipo que um personagem utilizaria para anotações rápidas ou para guardar números de telefone e endereços.</p>
<h3>Bloco de Anotações</h3>
<p>Um bloco de anotações com folhas pautadas. Bem bonito!</p>
<h3>Lápis e Caneta personalizados</h3>
<p>Para uso em conjunto (ou não) com o bloco e a caderneta supracitados</p>
<h3>Marcador de Páginas</h3>
<div id="attachment_2729" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2729" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416.jpg" alt="" width="750" height="563" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416.jpg 3264w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Marcador de páginas (repararam na chavinha?)</p></div>
<p>Esse item realmente me surpreendeu! Um absolutamente impressionante marcador de páginas feito em fita de tecido vermelho, com um belo detalhe na ponta. Nitidamente feito com muito cuidado e carinho. De novo, ponto para a New Order!</p>
<h3>Camiseta</h3>
<div id="attachment_2730" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2730" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Estampa da camiseta!</p></div>
<p>Uma bela camiseta com a imagem do Grande Cthulhu. Excelente para usar em eventos de RPG, no dia-a-dia ou mesmo em um eventual culto de banimento (ou convocação?) de um Grande Antigo. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>É isso aí, pessoal! Nas próximas semanas faremos a resenha completa de cada livro contido na caixa, com imagens mais detalhadas. No geral, podemos dizer que foi uma tremenda bola dentro da New Order, que já tem uma série de outros títulos de OCdC garantidos (do próprio financiamento), e torcemos para que lancem muitos outros!</p>
<p>Um forte abraço e até logo mais.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/do-alem/resenhas/as-estrelas-se-alinharam-tudo-o-que-recebemos-na-caixa-de-chamado-de-cthulhu/">As Estrelas se Alinharam! Tudo o que recebemos na caixa de Chamado de Cthulhu</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/elaborando-campanhas-para-suas-aventuras-de-rpg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2019 16:46:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!! Falamos sobre como fazer suas próprias aventuras, sobre como utilizar aventuras prontas, algumas complementações do tema, como sobre mestrar de improviso, e até publicamos uma aventura pronta para D&#38;D. situada em nosso mundo de Averum. Hoje daremos mais um passo nessa jornada: como estruturar e mestrar longas campanhas? Sabemos que se trata [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/elaborando-campanhas-para-suas-aventuras-de-rpg/">Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!!</p>
<p>Falamos sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/como-fazer-suas-proprias-aventuras/"><strong>como fazer suas próprias aventuras</strong></a>, sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/"><strong>como utilizar aventuras prontas</strong></a>, algumas complementações do tema, como sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/mestrando-de-improviso-ou-a-arte-de-improvisar/">mestrar de improviso</a></strong>, e até publicamos uma <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/o-ultimo-templo-de-mekthor-uma-aventura-pronta-em-averum/"><strong>aventura pronta para D&amp;D</strong></a>. situada em <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>nosso mundo de Averum</strong></a>.</p>
<p>Hoje daremos mais um passo nessa jornada: <strong>como estruturar e mestrar longas campanhas?</strong></p>
<p>Sabemos que se trata de um assunto vasto, e não temos pretensão nenhuma de esgotar o assunto (mesmo por que, não achamos que seja possível esgotar). Então a ideia hoje é dar um grande <em>overview</em> sobre as coisas que devem ser levadas em consideração para a sua campanha.</p>
<p>Ah! Antes de continuar, tente ler os artigos linkados ali no primeiro parágrafo. Todas aquelas dicas se aplicam para a discussão (e não vamos ficar repetindo se não for para aprofundar).</p>
<h2>Abordagem: episódica, novelizada ou mista?</h2>
<p>Essa provavelmente será a primeira grande questão a ser respondida antes de planejar e mestrar a sua campanha: a abordagem da história. Existem duas abordagens básicas e uma intermediária (que pode ter muitas variantes).</p>
<h3><strong>Abordagem episódica (ou procedural)</strong></h3>
<p>Aqui cada aventura terá os mesmos protagonistas (os heróis), que evoluirão de uma história para outra, ganhando mais habilidades e enfrentando monstros cada vez mais poderosos.</p>
<p>As séries de antigamente (desde, sei lá, anos 60 até os anos 90, excetuando-se Dr. Who) adotavam esse modelo ao extremo de os personagens sequer aprenderem coisas novas. <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0075488/?ref_=nv_sr_1?ref_=nv_sr_1"><em>Chips</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0052451/?ref_=nv_sr_1?ref_=nv_sr_1"><em>Bonanza</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0057798/?ref_=ttqt_qt_tt"><em>Viagem ao Fundo do Mar</em></a></strong>, <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0060028/?ref_=nv_sr_4?ref_=nv_sr_4"><em>Jornada nas Estrelas</em></a></strong>, <a href="https://www.imdb.com/title/tt0088559/?ref_=nv_sr_2?ref_=nv_sr_2"><em><strong>Profissão Perigo</strong></em></a> (<em>a primeira versão, não o remake</em>), e até o clássico <a href="https://www.imdb.com/title/tt0085011/?ref_=nv_sr_2?ref_=nv_sr_2"><em><strong>Caverna do Dragão</strong></em></a>. Isso quer dizer que, basicamente, você podia assistir os episódios em basicamente qualquer ordem. Coisas que aconteciam em um não influenciariam nos próximos (sequer seriam citadas, na maioria dos casos). Aliás, <em>Viagem ao Fundo do Mar</em> é um extremo: os episódios invariavelmente terminavam com o Almirante Nelson dizendo algo como &#8220;-Oras, Crane, vai me dizer que você acredita em monstros?&#8221;, sendo que em quase todos os episódios eles enfrentavam um monstro!</p>
<p>Não por acaso, essa abordagem é conhecida como &#8220;Monstro da Semana&#8221;.</p>
<div id="attachment_2686" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2686 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-viagem-ao-fundo-do-mar-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um clássico dos anos 60. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>A grande vantagem aqui é que você não precisa se preocupar com uma história a longo prazo. Basta pensar em um monstro a cada semana, resolver a história dentro da própria aventura e bola para a frente.</p>
<p>A grande desvantagem é que seus jogadores podem se ver enjoados após algumas sessões, uma vez que a estrutura é repetitiva e não há grandes descobertas ou um grande antagonista. E mesmo se você for o mestre, também terminará enjoando. Muito provavelmente aquela <strong>coceirinha de criatividade</strong> que mestres de RPG costumam ter vai fazer você querer algo mais.</p>
<p>Também pode haver um problema de consistência aqui. Pensando no cenário medieval (preferido pela maioria dos RPGistas), os personagens podem enfrentar kobolds na primeira aventura, goblins na segunda, orcs na terceira&#8230; e quando chegar o dragão? Esses monstros estavam fazendo fila no vilarejo onde os heróis moram? Por algum motivo bizarro eles chegaram exatamente na ordem conveniente para os heróis enfrentarem? Se eles estiverem viajando, não é MUITO conveniente que eles encontrem ameaças exatamente na ordem adequada para sua evolução?</p>
<p>Nas séries de antigamente os heróis praticamente não ganhavam habilidades novas, então as ameaças eram sempre &#8220;do mesmo nível&#8221;. Em RPG pode até funcionar, mas não por muito tempo. De qualquer modo, pode ser uma excelente maneira de começar a sua própria campanha.</p>
<h3><strong>Abordagem seriada (ou contínua)</strong></h3>
<p>Aqui temos o extremo oposto da abordagem anterior. Nessa abordagem a história toda segue uma linha de crescimento dos personagens e do cenário, e tudo o que acontece em uma sessão influenciará nas próximas.</p>
<p>O melhor exemplo atualmente é Game of Thrones (ou era, sei lá). Cada episódio é uma continuação direta do anterior. <a href="https://amzn.to/2XoRRb2" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Breaking Bad</strong></a> seguia essa linha também, mas teve um ou outro episódio mais ou menos independente (como o famigerado <a href="https://www.imdb.com/title/tt1615550/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>episódio da mosca</strong></a>, que avançou muito pouco a história, e serviu mais como um interlúdio).</p>
<div id="attachment_2685" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2685 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-breaking-bad-fly-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O emblemático episódio da mosca. | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>O desafio aqui é muito maior. O mestre deve estar sempre pensando várias sessões adiante, antecipando ao máximo as ações do jogadores (e já comentamos aqui mais de uma vez o quanto isso pode ser difícil!) e pronto para mexer profundamente na estrutura da história com base nas ações dos jogadores, o que requer um desapego bem difícil &#8211; mas não impossível &#8211; de se atingir. Afinal, você pode se ver obrigado a descartar aquele NPC ou cenário bacanudo que você tinha bolado, apenas por que as ações dos jogadores na última sessão levaram a história para um rumo bem diferente.</p>
<h3><strong>Abordagem mista (ou semi-episódica, ou semi-procedural, ou semi-seriada&#8230; enfim, vocês entenderam!)</strong></h3>
<p>Como tudo na vida, não precisamos escolher um extremo. Podemos nos posicionar em algum ponto do infinito espectro intermediário. E, na maioria das vezes, isso é o ideal.</p>
<p>A abordagem mista tem inúmeras variações, mas pode ser resumida como &#8220;nem-tanto-ao-céu-nem-tanto-à-terra&#8221;.</p>
<p>Aqui temos uma história maior, desenvolvida ao longo de diversas sessões, mas com episódios semi-independentes. O grau de independência pode variar bastante.</p>
<p>De novo, vamos recorrer a séries de TV como exemplo. Láááá nos anos 90 (sim, somos todos velhos saudosistas) existia uma série muito maneira chamada <a href="https://amzn.to/2XwAWDw" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Arquivo-X</strong></a>. A série pegava a receita de &#8220;dupla de dois tiras&#8221; (quem pegou a referência comenta aí embaixo!!!), mas acrescentava um toque extra: sobrenatural, OVNIs e teorias da conspiração.</p>
<p>A dupla em questão era o agente <strong>Fox Mulder</strong> e <strong>Dana Scully</strong>, ambos do FBI. Mulder cuidava da divisão Arquivos-X (casos que envolviam qualquer coisa supostamente sobrenatural) e era visto como esquisito pelos seus colegas, que meio que desdenhavam dele por cuidar desse tipo de caso (e acreditar piamente neles). Já sua colega era médica forense, cientista e&#8230; absolutamente cética! Inclusive ela havia sido designada para a divisão Arquivos-X exatamente com o objetivo de frear Mulder e suas teorias malucas que colocavam o governo dos EUA como ciente da existência de alienígenas, etc, etc.. e escondendo tudo da população.</p>
<div id="attachment_2687" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2687 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-x-files-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Como eles eram novinhos!!!! | Fonte: Fox</p></div>
<p>Arquivo-X foi um fenômeno em sua época. Só que nos anos 90 poucas pessoas tinhas TV a cabo aqui no Brasil (pergunte a seus pais!), e o canal aberto que passava era a Record. A audiência da Record explodia quando passava Arquivo-X, e eles passaram a adotar uma estratégia bem canalha: atrasar a transmissão (às vezes durante horas!) para manter a audiência cativa, ou mudar o dia e hora de exibição sem aviso prévio. O chato é que isso funcionou. Por um tempo. Depois o pessoal largou mão (preferiu assinar TV a cabo ou, &#8220;contrabandear&#8221; VHS pirata. De novo, pergunte a seus pais&#8230;).</p>
<p>No começo Arquivo-X tinha uma estrutura bem episódica, era bem &#8220;monstro da semana&#8221;, mesmo. Mas como as pessoas começaram a ser fiéis à série, os produtores começaram a usar uma abordagem cada vez mais contínua: personagens secundários que reapareciam, &#8220;monstros&#8221; aparentemente derrotados que retornavam, episódios duplos, elementos apresentados em um episódios tinhas suas consequências mostradas vários capítulos adiante.</p>
<p>Ao longo da série foi construída uma espécie de história maior, que só quem acompanhava desde o começo compreendia completamente.</p>
<p>Outro exemplo dessa abordagem mista são as séries <em>super sentai</em> de antigamente (Changeman, Flashman, etc&#8230; ou Power Rangers para quem é mais novo). A cada semana um monstro diferente era mandado pelos vilões da série, mas nos últimos episódios a coisa se aproxima muito de uma novelização, por vezes com vilões traindo suas organizações, seja por que viram que estavam fazendo coisas erradas ou por que perderam o medo &#8211; alguns desses &#8220;vilões&#8221; eram, na verdade, coagidos, como Shima e Gaata, de Changeman (quem viu vai lembrar do que estou falando).</p>
<div id="attachment_2689" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2689 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-changeman_1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Saudades das tardes da TV Manchete! | Fonte: <a href="https://tvefamosos.uol.com.br/listas/trinta-anos-de-changeman-veja-7-curiosidades-sobre-o-fenomeno-japones.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UOL</a></p></div>
<p>O ponto aqui é que você pode variar o grau de serialização ou episodificação da sua campanha. Uma boa ideia pode ser começar com ela completamente procedural, e depois evoluir para algo serializado, introduzindo um vilão recorrente (ou vilão &#8220;maior&#8221;), que pode ou não estar por trás dos acontecimentos aparentemente independentes das primeiras aventuras/sessões de jogo.</p>
<h2>Mundo de Campanha: Pronto x Próprio</h2>
<p>Aqui é outra decisão importante: sua campanha será feita em um mundo fantástico pré-existente ou você vai criar seu próprio mundo?</p>
<p>Utilizar um mundo próprio tem suas vantagens. Criar o seu próprio também tem. Pincelamos um pouco desse ponto no artigo sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/">como usar aventuras prontas</a></strong>, mas achamos por bem desenvolver melhor aqui.</p>
<p>Desenvolver sua campanha em um mundo já publicado tem suas facilidades. <strong>Tormenta</strong>, <strong>Forgotten Realms</strong>, <strong>7° Mar</strong>, <strong>The Strange</strong>, são todos boas opções. Você tem toneladas de NPCs, problemas e mistérios a serem resolvidos e ganchos para boas histórias.</p>
<p>Uma desvantagem aqui é que você, como mestre, pode se sentir obrigado a manter a coerência com material já publicado. Minha dica aqui é: DESOPILE. Sério! Forgotten Realms, por exemplo, é um cenário absolutamente gigantesco. É impossível ficar 100% coerente a TUDO o que já foi publicado (se você conseguir, aconselho seriamente a buscar tratamento&#8230; você sofre de algum tipo de obsessão!). Uma certa coerência ainda é fundamental, mas a exemplo de Forgotten (e outros cenários também) já teve TANTA coisa publicada que duvido muito que seja 100% coerente consigo mesmo, ou que haja alguém no cosmos que conheça a fundo o cenário todo.</p>
<p>Aliás, aqui é importante ter cuidado com o <strong>jogador-sabichão</strong>. Sempre tem aquele que leu mais (e conhece mais) sobre o cenário do que os outros jogadores. Nesse momento é muito importante manter uma postura mais firme: lembre-se você é o mestre, e modifica o mundo de jogo como bem entender. A história está sendo contada sobre o seu ponto de vista.</p>
<p>A outra opção é criar seu próprio mundo de campanha. Isso por si só é assunto para toda uma série de posts, mas vamos citar duas opções básicas:</p>
<h3><strong>Seu próprio mundo: do micro para o macro</strong></h3>
<p>Nessa abordagem você começa seu mundo com uma porção bastante pequena: uma pequena vila e seus arredores, com as grandes cidades sendo algo distante para seu jogadores (ou eles já começam em uma cidade grande, e você tem apenas os detalhes dos arredores dela, sem se preocupar com coisas além de uns 100 km de distância).</p>
<p>Aqui você vai detalhar o máximo possível a região do início da campanha, e ir aumentando os detalhes apenas conforme a necessidade.</p>
<p>Não pense que precisará de menos habilidade para isso do que em outras abordagens: você precisará sempre estar um passo (ou vários!) à frente dos seus jogadores. Afinal, você não quer ficar sem resposta caso eles perguntem quem é o Rei, quem são os próximos na linha de sucessão, a quem o senhor feudal da região responde, etc. E acredite, os jogadores devem ter um gene específico só pra fazer isso nas horas mais inoportunas!</p>
<p>Se optar por esse caminho, é bem interessante detalhar o máximo possível a região de início. NPCs importantes, relações diplomáticas e comerciais (ainda que com regiões que você detalhará ao longo da campanha), história&#8230;. A vantagem é que você pode deixar um monte de pontas soltas propositalmente, para preencher ao longo da campanha. Se seus jogadores começarem a perguntar demais, apenas argumente que seus personagens cresceram isolados da civilização, e não sabem dessas coisas. É uma excelente tática para ganhar tempo! Anote essas perguntas e responda-as para você mesmo depois, com a devida calma.</p>
<h3><strong>Seu próprio mundo: do macro para o micro</strong></h3>
<p>Essa é uma abordagem &#8220;semi-oposta&#8221; à dos parágrafos anteriores. Aqui você tem um overview do seu mundo, e irá preenchê-lo com detalhes à medida em que for necessário.</p>
<p>Um bom exemplo (ainda que meio enviesado) dessa abordagem é o mundo de <strong>Tormenta</strong>. A primeira publicação (que, por sinal, fez 20 anos agora em 2019), apesar de ser uma &#8220;colcha de retalhos&#8221; (muito bem) costurada de diversos artigos da antiga <strong>Dragão Brasil</strong>, apresentava apenas uma visão macro do mundo, com muitos e muitos pontos a serem detalhados e preenchidos. E muitos deles foram explicados ao longo desses 20 anos de cenário, seja nas revistas dedicadas, seja nos livros (romances ou livros de RPG, mesmo) lançados desde então.</p>
<div id="attachment_2690" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2690 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-tormenta-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tormenta é um excelente exemplo de criação de cenário. | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>Uma vantagem desse caminho é que você, como mestre, já tem uma série de estradas abertas, bastando asfaltá-las à medida que os jogadores forem fazendo seu caminho dentro da história. O &#8220;clima&#8221; de cada região já estará definido, veja <a href="https://amzn.to/2WI5WmT" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Forgotten Realms</strong></a> como exemplo: a Costa da Espada é um cenário de (alta) fantasia medieval padrão;  a região de Al-Qadim é baseada na Arábia das Mil e Uma Noites; o distante continente de Kara-Tur é inspirado no Japão medieval, Maztica nas civilizações da América Pré-Colombiana, e assim por diante.</p>
<p>Você pode adotar uma abordagem semelhante no seu mundo, inspirando diferentes regiões dele em diferentes cenários de fantasia ou históricos. Sabem qual série de sucesso fez isso? <strong>Game of Thrones</strong>. Porto Real e Winterfell são baseados em cenários medievais padrão, as Ilhas de Ferro tem um toque meio viking, meio cthulhiano (o Deus Afogado é uma claríssima referência a Cthulhu.), os reinos de Dorne tem uma pegada mais Aragão e Castela (alguns dos feudos que ficavam na região que hoje conhecemos como Portugal e Espanha), e assim por diante. Garantia de aventuras em cenários bem diferentes, bastando algumas semanas de viagem dos personagens.</p>
<h2>Antagonista: Um ou vários?</h2>
<p>Outro assunto que renderia um artigo só para ele. Sua campanha terá apenas um antagonista ou vários deles? O antagonista será claro desde o início ou será revelado ao longo das sessões de jogo?</p>
<p>Ambas as estratégias tem vantagens e desvantagens, como sempre. A abordagem de antagonista único facilita o clima de ameaça constante. Ao longo de <a href="https://amzn.to/2K4Vdwz" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>O Senhor dos Anéis</strong></a> Frodo e companhia estão o tempo todo conscientes da ameaça que Sauron representa, o que mantém a tensão necessária para o desenrolar da história.</p>
<p>Antagonistas variados representam um desafio maior nesse sentido. Errar a mão pode significar colocar os jogadores em situações muito mais perigosas do que eles acham que os personagens podem lidar, e isso pode culminar com uma sensação de desânimo coletivo.</p>
<p>Uma vantagem clara dessa abordagem é que os antagonistas se tornam &#8220;descartáveis&#8221;, podendo ser substituídos com muita facilidade. Dessa forma se você &#8220;der mole&#8221; e cair em uma situação na qual os personagens dos jogadores podem dar cabo definitivamente de um vilão, pode deixar acontecer sem remorso (lembre-se: não se apegue muito aos NPCs. Eles não podem ser os protagonistas da sua mesa de jogo).</p>
<div id="attachment_2692" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2692 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/06/img-sauron-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O Senhor do Escuro, um antagonista de peso. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Outra variante possível é ter uma organização (ou várias delas) como antagonista. A campanha pronta <a href="https://amzn.to/2EYrPEd" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Tyranny of Dragons</strong></a> para D&amp;D 5º edição tem o <strong>Culto do Dragão</strong> como antagonista (<em>Ei! Sem spoilers aqui!!! O Culto do Dragão é uma das organizações mais clássicas de Forgotten Realms, e uma das mais usadas para dar dor de cabeça aos personagens</em>). Optando por esse caminho você tem um oponente claro e, ao mesmo tempo, muito difícil de ser eliminado completamente. O Culto do Dragão tem bases e membros em vários pontos de Faerun, e cresceu e encolheu diversas vezes (inclusive sendo dada como extinta mais de uma vez). Mesmo que os jogadores consigam dar fim no atual líder, sempre haverá tentáculos prontos a ressurgir em outros locais.</p>
<p>Mais um ponto potencialmente interessante de usar uma organização como antagonista: você pode fazer com que alguns dos oficiais mais altos dessa organização mudem de lado e se juntem aos jogadores ao longo da campanha. As séries japonesas <em>tokusatsu</em> utilizavam bastante esse recurso. Nos episódios finais de &#8220;Changeman&#8221;, por exemplo, vemos mudar de lado: Shima (ela trabalhava para o Senhor Bazoo sob a promessa de ter seu mundo restaurado. Mundo esse que havia sido destruído pelo próprio Senhor Bazoo), Gaata (quando descobre que sua esposa estava grávida, e que Bazoo planejava destruir a cidade em que ela se encontrava) e Gyodai (resgatado pelos Changeman após ser abandonado para morrer em uma nave prestes a explodir). Um aliado assim pode ser extremamente valioso para os heróis, dando informações que poderiam ser impossíveis de conseguir de outra maneira.</p>
<h2>Novamente, o antagonista: presença constante ou uma sombra?</h2>
<p>Outros aspecto para levar em conta ao planejar sua campanha: o antagonista dos jogadores estará presente e próximo desde o começo? Ou será uma sombra que tomará forma e corpo aos poucos?</p>
<p>De novo, vamos olhar obras clássicas de fantasia: em <strong>O Senhor dos Anéis</strong> Sauron é uma ameaça clara desde os primeiros capítulos (ou desde o primeiro filme, conforme a sua preferência), mas mesmo assim ele é uma &#8220;sombra&#8221;. Algo pouco concreto. Por esse motivo a história conta com os Espectros do Anel, próximos e presentes também desde o começo.</p>
<p>Já em <strong>Game of Thrones</strong> a ameaça do Rei da Noite começa etérea: uma lenda e um desertor (que nem sequer fala do Rei da Noite.. ele menciona apenas os Caminhantes Brancos e, mesmo esses, são considerados apenas lendas até mesmo pelos Patrulheiros da Noite).</p>
<p>Pessoalmente gosto muito dessa segunda abordagem. Os personagens estão lá, vivendo suas vidas e, de repente, algo um pouco estranho acontece (o desertor da Patrulha da Noite, em pânico, jurando ter viso um Caminhante Branco). Depois, coisas um pouco mais estranhas acontecem (membros da Patrulha da Noite encontram Mortos-Vivos, até então considerados lendas; conflitos com os Povos Selvagens se tornam mais constantes, por que eles estão sendo forçados a ir cada vez mais ao sul). Apenas depois de um longo tempo a ameaça se torna clara e mesmo assim povos de cidades mais distantes podem não acreditar. Em um caso extremo, você pode revelar a verdadeira identidade/natureza do antagonista apenas na última aventura.</p>
<p>Uma das campanhas mais divertidas que mestrei (palavra dos meus jogadores!) envolveu um mundo sendo envolto em trevas sem motivo aparente. Apenas estava &#8220;anoitecendo&#8221;. Uma sombra vinda do leste tomava o horizonte e se aproximava aos poucos. Pessoas fugiam da &#8220;noite eterna&#8221; que tomava seus povoados, fazendo com que coisas horríveis acontecessem (plantações fossem perdidas, os mortos se levantassem, essas coisas&#8230; ). Depois de muita investigação os jogadores descobriram que, de alguma forma, uma outra dimensão, uma dimensão de trevas, estava &#8220;vazando&#8221; para o mundo deles, conseguiram um teleporte para lá (um mago? Hehe.. nada tão simples&#8230; precisaram atravessar uma longa masmorra para chegar ao portal que poderia ser aberto). O &#8220;lá&#8221;, em questão, era o mundo de <a href="https://amzn.to/2In27dv" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Ravenloft</strong></a>, por sinal.</p>
<p>Depois de muita investigação e uma série de apuros &#8211; ainda sem um antagonista claro, ou mesmo sem saber que havia um antagonista &#8211; chegaram no &#8220;vilão&#8221; da história e a cada de espanto dos meus jogadores foi impagável!!!. Se quiser saber maiores detalhes, manda uma mensagem em uma de nossas redes sociais. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Por hoje é só, aventureiros! Espero que as dicas sejam úteis para que planejem suas campanhas.</p>
<p>E conte para a gente: o que mais gostariam de ver publicado no UniversoRPG? Estamos sempre prontos a ouvi-los.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/elaborando-campanhas-para-suas-aventuras-de-rpg/">Elaborando campanhas para suas aventuras de RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>O Último Templo de Mekthor, uma aventura pronta em Averum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2019 18:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Averum]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[d20]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nosso cenário Averum ganha mais uma aventura (confira no final do post) e agora um mini-conto introdutório, revelando um pouco mais sobre o conturbado passado do cenário. Não sabe o que Averum? Sem problemas, você pode conferir um pouco mais aqui: Averum, seu cenário de RPG medieval pós-apocalíptico A Magia em Averum Loucura em Abadir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso cenário <strong>Averum</strong> ganha mais uma aventura (confira no final do post) e agora um mini-conto introdutório, revelando um pouco mais sobre o conturbado passado do cenário. Não sabe o que Averum? Sem problemas, você pode conferir um pouco mais aqui:</p>
<p><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>Averum, seu cenário de RPG medieval pós-apocalíptico</strong></a></p>
<p><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/magia-em-averum/"><strong>A Magia em Averum</strong></a></p>
<p><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/loucura-em-abadir-uma-aventura-pronta-para-sua-mesa-de-rpg/"><strong>Loucura em Abadir – Uma aventura pronta para sua mesa de RPG</strong></a></p>
<hr />
<h2></h2>
<h2 style="text-align: center;">Último Templo de Mekthor</h2>
<p>As montanhas Arat formam uma extensa cordilheira, que separa os reinos de Sur-Akan (ao sul) e Nir-Akan (ao norte). Embora seus picos estejam permanentemente envoltos em neve, suas encostas costumavam ser cobertas por uma manto verde de vegetação no verão. Mas algo está mudando: os invernos são cada vez mais longos e já praticamente não se vê nenhuma folha verde nas montanhas. Ventos gélidos sopram constantemente do norte, mantendo o topo da cordilheira sempre envolto em nuvens de aspecto ameaçador.</p>
<p>No cume de uma dessas montanhas está localizado um inóspito refúgio, que fora outrora o maior Templo do Império Akanita, uma imponente construção feita de blocos maciços de mármore e granito. Dedicado a Mekthor, o Senhor das Armas, Guardião da Paz e da Justiça, ele já foi a muito tempo atrás o destino de muitos peregrinos de todos os cantos do Império. Sua localização era também estratégica, pois ele se situa praticamente a meio caminho das capitais de Sur-Akan e Nir-Akan, numa estrada que segue de norte a sul, cortando a cordilheira num dos pontos mais acessíveis para os viajantes.</p>
<p>Embora tenha contribuído para a desolação da região, o clima extremo não foi o maior motivo do fim das peregrinações para o templo. Sucessivas guerras que eclodiram por todo o Império acabaram provocando a sua queda, inclusive com a destruição das capitais de seus reinos. Reinos que já foram vastos e esplendorosos hoje são apenas uma sombra do passado, formados por feudos fragmentados sem nenhum poder central. Nessa realidade onde sobreviver é o que importa, o nome de Mekthor passou a ser apenas um apelo para os desesperados.</p>
<p>Numa pequena sala localizada na ala sul do templo, modestamente decorada, porém dotada de uma magnífica vista do vale abaixo, encontramos duas figuras importantes. O alto sacerdote Sarus está contemplando a vista do vale coberto de neve, quando chega um visitante.</p>
<p>&#8211; Vossa Eminência mandou me chamar?</p>
<p>&#8211; Sim Mordred, se aproxime por favor.</p>
<p>O clérigo gesticula para a paisagem gélida e fala lentamente, como se os anos pesassem sobre cada palavra:</p>
<p>&#8211; A Luz de Mekthor está se extinguindo e tempos escuros se aproximam … nós ficamos tempo demais inertes, apenas assistindo a ruína de nossa ordem e a corrupção que se alastra pelas terras ao nosso redor …</p>
<p>&#8211; O senhor então acredita que nós fomos responsáveis pelos infortúnios que nos tem atingido? Seria falta de fé ou dedicação à ordem? Eu sinceramente &#8230;</p>
<p>Sarus interrompe bruscamente se voltado para o paladino:</p>
<p>&#8211; Claro que não! Você, mais do que ninguém aqui é um perfeito exemplo de devoção à Mekthor! E tampouco creio ser culpa dos fiéis. Acredito que algo maior, uma corrupção insidiosa que tem se infiltrado em todos os lugares, trazendo a discórdia e a ruína, que vem lentamente eclipsando a Luz de Mekthor.</p>
<p>O paladino suspira e fala com certa cautela:</p>
<p>&#8211; Isso parece com as lendas sobre Zakanon … seria um indício de que ele está crescendo em poder e influência? Fazem alguns anos que não ouvimos falar do Culto da Espiral Negra…</p>
<p>&#8211; Não posso afirmar isso ainda, meu caro Mordred, porém tenho uma certeza: não podemos mais ficar parados, assistindo ao fim do legado do Guardião da Justiça. Temos de fazer valer a confiança que foi depositada em nós. Deixe eu lhe mostrar uma coisa &#8230;</p>
<p>Sarus se aproxima de um antigo baú, ricamente adornado com símbolos que remetem a alguma língua antiga. Ele o abre cuidadosamente e retira de seu interior uma espada longa, de uma qualidade incrível: apesar de ser obviamente uma relíquia de outras eras, ela brilha como se tivesse sido recentemente forjada. Se destaca também um engaste vazio no seu cabo, que parece destinado a uma gema de grande tamanho.</p>
<p>&#8211; Está é Farlond, também conhecida como a Chama Branca &#8211; comenta com reverência o velho sacerdote.</p>
<p>&#8211; É uma das maiores relíquias de nossa ordem. Uma arma de perfeito equilíbrio, com uma lâmina extremamente resistente, que nunca se desgasta.Dizem que ela já foi empunhada por um dos Campeões da Luz &#8211; heróis que supostamente possuíam sangue divino. Na mão de um desses heróis essa arma era ainda mais impressionante, tornando o seu portador praticamente invencível em combate.</p>
<p>Enquanto examina atentamente o artefato, Mordred pergunta:</p>
<p>&#8211; Parece-me que ela possuia uma jóia engastada, o que aconteceu? Ela se perdeu?</p>
<p>&#8211; A era dos heróis chegou a um fim e então esta arma se tornou um perigoso artefato se caísse em mãos erradas. Nossa ordem foi encarregada de guardá-la e protegê-la separando a gema da espada. Sem a gema, conhecida como O Olho de Farlond, ela não passa de uma arma comum, ainda que de qualidade excepcional. Assim a espada foi guardada aqui e a gema está no Templo de Ankor-Zarum, onde hoje é a Floresta da Brumas.</p>
<p>&#8211; Achei que Ankor-Zarum fosse apenas ruínas esquecidas … imagino que esse templo não tenha sobrevivido ao fim da cidade</p>
<p>&#8211; De fato, há muito tempo não temos notícias do templo e temo pelo pior, mas &#8230;</p>
<p>Sarus entrega de modo quase cerimonial a espada nas mãos de Mordred e continua:</p>
<p>&#8211; Agnus Mordred, Paladino de Mekthor, é chegada a hora de restaurarmos a glória de Mekthor! Devemos completar Farlond e procurar um dos descendentes dos Campeões da Luz, que ainda possuem o sangue divino! Só assim conseguiremos enfrentar as trevas que se aproximam!</p>
<hr />
<p>Você está preparado para descobrir o destino da Chama Branca? Então pegue seus dados, chame seus amigos e embarque na aventura <strong>O Último Templo de Mekthor</strong>!</p>
<h2>Link para Download</h2>
<div class="link-download"><a href="https://drive.google.com/open?id=1jTnX9BqRTZGEOKoqtltwcq8mPXkUL6_h" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Último Templo de Mekthor &#8211; PDF<i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
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		<title>A melhor forma de utilizar aventuras prontas</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 02:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<category><![CDATA[NPC]]></category>
		<category><![CDATA[personagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Recentemente escrevi um post sobre como fazer suas próprias aventuras e, ainda mais recentemente, tivemos um sobre improvisação na mesa de jogo. Mais ou menos na mesma linha editorial, hoje vamos dar umas dicas bem legais sobre como utilizar aventuras prontas na sua mesa. O que são aventuras-prontas? Caso você tenha caído [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/">A melhor forma de utilizar aventuras prontas</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Recentemente escrevi um post sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/como-fazer-suas-proprias-aventuras/">como fazer suas próprias aventuras</a></strong> e, ainda mais recentemente, tivemos um sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/mestrando-de-improviso-ou-a-arte-de-improvisar/"><strong>improvisação na mesa de jogo</strong></a>.</p>
<p>Mais ou menos na mesma linha editorial, hoje vamos dar umas dicas bem legais sobre como utilizar aventuras prontas na sua mesa.</p>
<h2>O que são aventuras-prontas?</h2>
<p>Caso você tenha caído de para-quedas, ou tenha começado a jogar RPG ontem à noite, aventuras prontas são aventuras, histórias ou cenários prontos para serem usados e que supostamente (já, já vamos entender esse &#8220;supostamente&#8221;) dão pouco trabalho para o mestre; uma vez que já tem a história, gancho, NPCs, etc. Inclusive já falamos de algumas delas <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>aqui</strong></a>, <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/revisitando-aventuras-prontas-de-dd/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>aqui</strong></a>, e <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/financiamentos/fifth-edition-fantasy-aventuras-fantasticas-para-quinta-edicao5e/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>nesse post</strong></a> aqui também.</p>
<p>Mas, será que é tão simples?</p>
<p>A resposta para essa pergunta, assim como para tantas outras coisas na vida, é um sonoro &#8220;<strong>depende</strong>&#8220;.</p>
<p>Depende da qualidade da aventura, de quem escreveu, de como a história ou background é contato (quanto tem um, é claro), se as informações estão claras e fáceis de encontrar. Depende também do uso que será dado, já que você pode usá-la de forma isolada ou colocar como parte daquela campanha maior que você está mestrando.</p>
<p>Ou seja, poderia ficar aqui enumerando uma série de &#8220;depende disso ou daquilo&#8221;, mas vocês captaram a ideia. Então sem mais delongas, vamos ver algumas dicas e formas práticas de usar isso.</p>
<h2>Método 1 &#8211; One-shot puro</h2>
<div id="attachment_2603" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2603 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventura-pronta-call-of-cthulhu.jpg" alt="Aventuras One Shot" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventura-pronta-call-of-cthulhu.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventura-pronta-call-of-cthulhu-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Aventuras de terror são sempre boas pedidas para One Shots. | Fonte: Devianart</p></div>
<p>Essa é a forma mais simples de usar uma aventura pronta. Sem nenhuma relação com a sua campanha em curso, pode funcionar bem como uma pausa. Levando ao extremo, pode nem ser no mesmo sistema habitual (aliás, recentemente fiz uma pausa em uma campanha de D&amp;D mestrando para o mesmo grupo um cenário pronto de <a href="https://newordereditora.com.br/loja/rpg/chamado-de-cthulhu-7a-edicao-jogo-rapido/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Chamado de Cthulhu</strong></a>).</p>
<p>A grande vantagem é que o mestre pode se preocupar apenas com a aventura em si, sem grandes adaptações ou preocupações em vincular a uma campanha ou ao mundo utilizado.</p>
<p>Mesmo assim requer certos cuidados. E o primeiro deles (se não o mais importante) é:</p>
<h3>LEIA A P*%&amp;&amp;A DA AVENTURA</h3>
<p>Assim mesmo. Em caixa alta. Falo muito sério e por experiência própria. Já tentei mestrar uma aventura-pronta sem fazer a leitura prévia. Isso não dá certo. Não tem como dar. Você precisa ter uma boa noção da trama geral, dos NPCs, das armadilhas (se for o caso), das pistas, dos segredos&#8230; se você improvisar completamente a chance de estragar a sessão (ou, no mínimo, ficar muito aquém do desejado e esperado) é de quase 100%. Você quase certamente vai:</p>
<ul>
<li>Dar spoilers da trama sem querer;</li>
<li>Colocar NPCs fora da hora;</li>
<li>Esquecer de apresentar algum NPC importante;</li>
<li>Deixar passar alguma pista ou acontecimento importante e ser ver obrigado a &#8220;rebobinar&#8221; parte da sessão (isso é MUITO chato).</li>
</ul>
<p>Então, vamos lá e repita comigo: &#8220;<em>Lerei <strong>TODA</strong> a aventura pronta antes de mestrar</em>&#8220;.</p>
<p>Resolvido isso, ainda aconselho a preparar alguns <strong>esquemas de auxílio</strong> e procurar furos na aventura (acredite, eles frequentemente existirão).</p>
<h2>Esquemas de Auxílio</h2>
<div id="attachment_2605" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2605 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-mapa-mental-da-aventura.jpg" alt="Ferramenta online de mapa mental" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-mapa-mental-da-aventura.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-mapa-mental-da-aventura-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Use (e abuse) de ferramentas online para te ajudar na organização das ideias. | Fonte: Realtimeboard</p></div>
<p>Sim, <strong>esquemas</strong>. Tente fazer uma linha do tempo dos acontecimentos da aventura (especialmente os que não dependem das ações dos jogadores). Pode fazer, também, uma lista de &#8220;gatilhos&#8221;, ou seja, ações dos jogadores que disparam certos eventos. A lista de gatilhos pode se tornar um fluxograma, com a devidas ramificações do que acontece se os jogadores tomam a decisão &#8220;A&#8221; ou &#8220;B&#8221;.</p>
<p>Um exemplo de evento que acontece ou não, a depender da atitude dos jogadores: o grupo está viajando junto com uma caravana comercial por uma estrada. A caravana se depara com um sujeito enterrado até o pescoço, apenas com a cabeça de fora. Na testa dele está escrito (Tatuado? Marcado a faca? Ou apenas com tinta?) a palavra &#8220;traidor&#8221;. Um exame de perto revelará que a pessoa está apenas desacordada (mas em breve estará morta de fome e/ou desidratação, e isso se não aparecer nenhum animal selvagem). O grupo pode ajudá-lo ou simplesmente passar reto. Ajudá-lo é o gatilho para um evento: a pessoa pode se revelar um aliado (ele tinha sido enterrado e deixado para morrer exatamente pela organização que os personagens estão perseguindo) ou um ladrão, conforme estiver descrito no texto (ou conforme a vontade do mestre).</p>
<h3>Inconsistências ou lacunas</h3>
<p>Pois é. Muitas aventuras publicadas, mesmo por editoras de renome, terão falhas, na forma de inconsistências ou lacunas. Inconsistências são itens conflitantes dentro da aventura. Lacunas são quando algum aspecto importante simplesmente não é trabalhado.</p>
<p>De novo, vamos a exemplos. No cenário de <strong>Chamado de Cthulhu</strong> que mestrei recentemente (vou omitir o nome e o livro de origem para limitar os spoilers e não prejudicar o jogo de alguém, mas afirmo que foi escrito por um dos principais autores da <strong>Chaosium</strong>, que é justamente famosa pela qualidade dos seus cenários prontos).</p>
<p>O cenário se passava em um hotel isolado no interiorzão do Canadá, e uma lacuna escancarada eram as rotas de acesso ao hotel. O cenário simplesmente não informava.</p>
<p>No mapa não tinha nenhuma representação de estradas. A primeira cena do cenário era já no hotel (sem uma introdução real). Como os personagens chegaram lá? De carro? Barco? Helicóptero? Na história o hotel estava abandonado há muitos anos, e o gancho era justamente reformar o hotel (convenientemente recebido como herança).</p>
<p>Precisei &#8220;criar&#8221; algumas estradas de acesso, com o cuidado de manter a cidade mais próxima a 6 horas de carro por uma estrada ruim e mal-sinalizada, contribuindo para o isolamento e deixando bem claro que sair do hotel para buscar suprimentos significaria dormir na cidade ou voltar dirigindo à noite. E funcionou lindamente, diga-se de passagem.</p>
<p>Nessa pegada é importante ler a aventura com olhos de jogador, pensando no que você faria, nas informações que você buscaria. Isso ajuda muito a perceber lacunas e corrigi-las.</p>
<p>Inconsistências são mais raras, mas de certa forma mais complicadas. Elas vem na forma, por exemplo, de um NPC que age de forma X em um momento e Y em outro sem nenhum motivo aparente (ou apenas para avançar a história). Perceber e corrigir isso é muito importante. Seus jogadores perceberão durante o jogo. Pode apostar.</p>
<h2>Método 2 &#8211; One-shot fora da campanha, mas no mesmo mundo ou cenário.</h2>
<div id="attachment_2606" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2606 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tales-of-the-yawning-portal.jpg" alt="Aventuras prontas de DnD" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tales-of-the-yawning-portal.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tales-of-the-yawning-portal-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma excelente coletânea de aventuras interligadas. | Fonte: DnD Wizards</p></div>
<p>Esse é um método intermediário. Você está lá mestrando <a href="https://amzn.to/2HzP62f" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Hoard of the Dragon Queen</strong></a>, mas quer dar uma pausa e mestrar uma das aventuras de <a href="https://amzn.to/2U1amDJ" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Tales of the Yawning Portal</strong></a>, para o mesmo grupo, mas usando personagens diferentes.</p>
<p>Antes de mais nada, tenha em mente que <strong>ABSOLUTAMENTE TODAS</strong> as dicas do item anterior se aplicam, e mais algumas.</p>
<p>Se você vai mestrar uma aventura no mesmo mundo e época em que está mestrando uma campanha para o mesmo grupo, ainda que com personagens diferentes, já é importante se preocupar com a coerência.</p>
<p>No exemplo citado, tanto <strong>&#8220;TotYP&#8221;</strong> como &#8220;<strong>HotDQ</strong>&#8221; se passam em Forgotten Realms, o que facilita um pouco. Mesmo assim se atente para certos detalhes: cuide para que um NPC morto na campanha não apareça para os personagens na one-shot. Cuide para que aquela vila destruída e/ou saqueada permaneça assim na one-shot. Caso contrário, prepare-se para ouvir coisas assim:</p>
<p><em>&#8220;Ei! Mas, Greenest não tinha sido destruída no ataque do Dragão Negro?&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;As notícias do avanço do Culto do Dragão não estão se espalhando? Jurava que sim.&#8221;</em></p>
<p>Você pode ir ainda mais longe, e colocar (com bastante cuidado) insights da campanha na aventura one-shot. Colocar aquele mago vermelho de Thay que sumiu ou um membro do Culto do Dragão na one-shot do exemplo acima (ainda que apenas como <em>Easter Egg</em>). Isso pode dar uma tremenda sensação de coerência para os jogadores e eles vão sentir que aquele mundo é real.</p>
<h2>Método 3 &#8211; One-shot como pausa de campanha, mas com os mesmos personagens</h2>
<p>Ok. Aqui temos o caso mais complicado de todos.</p>
<p>Você está mestrando aquela campanha caprichada de sua autoria, mas teve um bloqueio criativo ou simplesmente não teve tempo de planejar a próxima sessão, e o improviso iria além do que está disposto a aceitar.</p>
<p>Parece a oportunidade perfeita de usar aquela aventura-pronta bacanuda (que você já leu várias vezes e está 100% pronto para mestrar). Parece uma excelente ideia, e é mesmo! Mas requer certos cuidados.</p>
<p>Aqui a preocupação com a coerência precisa ser imensa. Especialmente se você está usando uma aventura-pronta de um mundo específico em outro, ou uma de um mundo genérico em um mundo específico, seja de sua criação, seja um Forgotten Realms da vida.</p>
<p><strong>Primeiro ponto:</strong> veja a localização geográfica. Se o grupo está em deserto no meio do continente, a milhares de quilômetros da costa, não faz sentido nenhum que a one-shot se passe no mar (a menos que você tenha uma excelente desculpa para o deslocamento e o retorno).</p>
<p><strong>Segundo ponto:</strong> ainda ligado à geografia, verifique se é melhor usar aquela vila, floresta, montanha ou seja lá o que for da aventura genérica ou se é melhor adaptar para locais que já existem no mundo onde a campanha principal se passa. Lembre-se: a geografia nova que você inserir vai ter que continuar existindo no mundo de campanha e, justamente por isso, no longo prazo se torna mais fácil usar algo que já tenha no mundo, ainda que no momento de preparar/mestrar a aventura, dê mais trabalho.</p>
<p><strong>Terceiro ponto:</strong> NPCs. Troque alguns NPCs da aventura-pronta por NPCs que já apareceram na sua campanha se possível. Aquele contato misterioso que dará as pistas pode ser trocado por um antigo aliado dos jogadores. Parece simples, mas pode dar BEM mais trabalho do que parece. Se na aventura pronta há, por exemplo, um rei cruel e mal-humorado, mas na região onde os personagens dos jogadores normalmente se aventuram não há ninguém com essa personalidade, a adaptação pode ser até inviável (se os personagens já conhecem o rei e/ou a fama dele, e se essa característica for fundamental para a história).</p>
<div id="attachment_2604" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2604 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-loucura-em-porto-livre.jpg" alt="Trilogia Porto Livre" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-loucura-em-porto-livre.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-loucura-em-porto-livre-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Essa trilogia é muito boa para dar uma &#8220;pausa&#8221; nos demais jogos. | Fonte: Jambô Editora</p></div>
<p>Algumas aventuras são escritas pensando justamente em serem inseridas em um mundo qualquer. Um exemplo que me vem à cabeça é a excelente <strong>Trilogia de Porto Livre</strong> (que por sinal, no momento em que escrevo esta matéria, <a href="https://jamboeditora.com.br/produto/pacote-porto-livre/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>está em uma bela promoção no site da Jambô</strong></a>), que se passa em uma cidade costeira que pode ser facilmente incluída em qualquer mundo de fantasia medieval. Pode ser jogada como mini-campanha, isolada da sua campanha principal, ou mesmo integrada a uma história maior (o clima da narrativa e algumas pontas soltas deixadas facilitam esse último caso).</p>
<h2>Uma última alternativa</h2>
<p>Uma última possibilidade é pegar uma aventura pronta e utilizar apenas a ideia principal, adaptando todo o resto para o seu mundo de campanha. Funciona bem para casos em que há um jogador veterano na mesa que provavelmente já leu o material (nesse caso a dica é nem mesmo mencionar a fonte da ideia. Aumenta bastante a chance de funcionar).</p>
<p>Na mesma pegada, você pode pegar uma campanha que seja dividida em capítulos e utilizar apenas um deles como &#8220;recheio&#8221; da sua própria. Um que funcionam muito bem é o capítulo da viagem com a caravana, de &#8220;Hoard of the Dragon Queen&#8221;, por exemplo. O grupo de personagens basicamente vai do ponto A ao ponto B acompanhando uma caravana de comerciantes com muitos NPCs interessantes.</p>
<p>E é isso aí, aventureiros. Por hoje é só. Espero que tenha gostado das dicas, e que elas ajudem vocês a melhorar a sua mesa de jogo.</p>
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		<title>Mestrando de improviso ou a Arte de Improvisar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 00:56:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cedo ou tarde, todo grupo de RPG acaba passando por essa situação, o mestre avisa em cima da hora que não vai poder comparecer e cabe a um dos jogadores mestrar alguma coisa… de improviso. Outra situação é quando você combina a sessão com antecedência, mas não consegue preparar nada a tempo e, por isso, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cedo ou tarde, todo grupo de RPG acaba passando por essa situação, o mestre avisa em cima da hora que não vai poder comparecer e cabe a um dos jogadores mestrar alguma coisa… de improviso.</p>



<p>Outra situação é quando você combina a sessão com antecedência, mas não consegue preparar nada a tempo e, por isso, acaba cancelando ou adiando o jogo da galera.</p>



<p>Para alguns isso pode parecer muita loucura ou até mesmo uma certa negligência com os jogadores, mas saiba que o improviso faz parte da arte de contar uma boa história. E a boa notícia é que existem algumas formas e técnicas para você poder improvisar sem ter medo de errar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Esteja sempre preparado</h2>



<div id="attachment_2576" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2576 size-full" title="Aventura pronta de Call of Cthulhu" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventuras-prontas-em-eventos.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventuras-prontas-em-eventos.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventuras-prontas-em-eventos-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Aventura pronta de Call of Cthulhu que recebemos da Chaosium para usar em eventos. | Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>Minha primeira dica é tenha sempre à mão uma aventura pronta. Sim, uma aventura pronta. Ela não precisa ser do mesmo tema que seu grupo está acostumado a jogar nem do mesmo sistema. Existem boas aventuras prontas no estilo &#8220;One Shot&#8221;, as famosas aventuras de uma tarde. Essas aventuras geralmente tem início, meio e fim bem definidos, já trazem estatísticas de NPCs, locais e monstros.</p>



<p>Porém, para um uso eficiente desse modelo de aventura, você precisa necessariamente conhecer ela antes. Saber sobre o que se trata a aventura, para quantos personagens são, qual o nível de desafio oferecido e outros detalhes mais. Logo, não adianta você baixar uma aventura dessas momentos antes da sessão começar e querer mestrar esperando que tudo saia como planejado.</p>



<p>Por isso, tenha sempre à mão uma aventura pronta que você já leu e releu várias e várias vezes, algo que você possa conduzir de forma fácil por saber de todos os detalhes. Isso é quase como mestrar de improviso.</p>



<p>Eu tenho uma aventura que criei, muito tempo atrás, mas que sempre mestro em eventos ou para um grupo que está começando no RPG. Como já mestrei ela várias e várias vezes, ficou fácil conduzir uma sessão de jogo, mesmo não tendo acesso as minhas anotações originais. Contudo, sempre que possível, volto a reler a aventura e as anotações para ter certeza de que não esqueci nenhum detalhe.</p>



<p>Você pode encontrar várias aventuras prontas pesquisando na web. O site <a href="https://www.dungeonist.com/marketplace/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Dungeonist</strong></a> possui um bom número de aventuras, algumas pagas, outras free. No portal da <a href="https://www.rederpg.com.br/2019/03/05/dd-5a-edicao-a-caverna-de-cristal-minicenario-traduzido-para-download-gratuito/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Rede RPG</strong></a> você também encontra um bom material oficial de D&amp;D traduzido pela equipe. E se você é assinante da <a href="https://apoia.se/dragaobrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Dragão Brasil</strong></a>, todo mês eles trazem pequenas aventuras prontas para serem utilizadas. Não esqueça também que muitos livros básicos de RPG contém uma aventura introdutória para o sistema, como a clássica aventura &#8220;A Assombração&#8221;, que acompanha o Chamado de Cthulhu.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tenha ideias prontas</h2>



<div id="attachment_2578" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2578 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tome-nota.jpg" alt="Tome Nota" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tome-nota.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tome-nota-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Assim que suas ideias surgirem, tome nota! | Fonte: Pexels</p></div>
<p>Essa é minha segunda dica. Tenha sempre à mão um local para anotar suas ideias de aventuras. Como elas podem surgir a qualquer momento, eu costumo usar o <a href="https://keep.google.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Google Keep</strong></a> para fazer anotações rápidas, pois posso acessar ele do celular ou do desktop, já que ele sincroniza as anotações na nuvem. Outra vantagem é que você pode fazer anotações em áudio e ele transcreve para texto. Não fica 100% fiel, mas ajuda muito. Depois é só sentar e revisar o que você &#8220;anotou&#8221;.</p>
<p>Porém, você pode usar qualquer aplicativo ou site que tiver mais afinidade, vale até o bloco de notas.</p>



<p>E se você não é muito adepto da tecnologia e gosta de coisas mais analógicas, que te tal usar um caderno ou bloco de anotações?  Existem aqueles <strong><a href="https://www.google.com/search?q=moleskines&amp;oq=moleskines&amp;aqs=chrome..69i57j0l5.551j0j1&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">moleskines</a></strong> estilosos que você pode facilmente carregar no bolso e sacar sempre que for anotar alguma coisa.</p>



<p>O importante aqui é não deixar de registrar suas ideias, mesmo que elas não tenham conexão direta com as anotações anteriores ou com o sistema/tema/campanha que você está jogando atualmente.</p>



<p>Eu costumo anotar tudo na forma de tópicos, com referências às aventuras que estou participando ou a livros, filmes e seriados que esteja vendo no momento.</p>
<p>Aqui vão alguns exemplos de anotações que fiz para uma das aventuras que mestrei e para a qual ainda estou criando conteúdo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Criar item mágico que se teletransporta para outro usuário sempre que o acerto é uma falha crítica;</li>
<li>Procurar imagens de um cubo, ao estilo Tesseract, para mostrar aos jogadores;</li>
<li>Anões construíram uma passagem segura até o topo da montanha mais alta do reino. Essa construção levou décadas. Por isso, o número de famílias anãs na cidade (criar um nome para cidade) é muito grande;</li>
<li>A rainha foi enfeitiçada ao fazer uma viagem ao reino vizinho;</li>
<li>A rainha foi infectada ao fazer uma viagem ao exterior (determinar para onde ela foi).</li>
<li>O elfo que os jogadores confiam na verdade é um doppelganger.</li>
</ul>



<p>Criar essas listas de tópicos ajuda a manter as ideias em dia, além de ser uma ótima fonte de inspiração quando meus jogadores tomam atitudes inesperadas e preciso improvisar em suas consequências.</p>



<p>Se fizer esse exercício com regularidade, com o passar do tempo você verá que tem elementos suficientes para montar uma aventura inteira de forma quase instantânea.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tenha sempre à mão listas prontas</h2>



<div id="attachment_2580" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2580 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-homebrews.jpg" alt="DnD Homebrews" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-homebrews.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-homebrews-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Homebrews de D&amp;D são uma ótima fonte de inspiração. | Fonte: <a href="https://dnd-5e-homebrew.tumblr.com/post/147748567344/frozen-heart-sorcerer-by-belithioben" target="_blank" rel="noopener noreferrer">DnD 5e Homebrew</a></p></div>
<p>Todo tipo de lista vale. Lista de monstros, lista de NPCs prontos, lista de nomes, lista de locais, lista de datas festivas e por aí vai. Você não precisa se esforçar tanto, existem várias dessas coisas prontas por aí, basta uma pesquisa rápida no Google e você vai achar várias delas. Uma boa referência para joga D&amp;D são os <a href="https://br.pinterest.com/pin/407716572497294468/?lp=true" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Homebrew</strong></a> disponíveis no Pinterest. Existem muita coisa boa criada por fãs.</p>



<p>Uma lista de nomes sempre ajuda também. Tenho dúzia delas, uma para cada tipo de jogo. Todo jogador tem a mania de perguntar o nome daquele NPC que não tem importância alguma para a trama (eu me incluo nessa categoria), mas esquece o nome do vilão principal.</p>



<p>A lista ajuda você a dar a devida importância aos seus NPCs e deixar os jogadores mais atentos aos detalhes. Quando você utilizar o mesmo NPC em outra situação, se ele tinha um nome próprio, ao invés da &#8220;moça da taverna que pediu ajuda&#8221;, sua aventura vai ficar muito mais rica e verossímil.</p>



<p>E quando eu falo de listas, quero dizer também dados estatísticos de alguma coisa. A ficha do guarda do acampamento, dados da arma ultra tecnológica que os jogadores encontraram, a força necessária para derrubar uma porta e por aí vai. Quanto mais você conhecer os seus jogadores, mas fácil vai ser criar esse catálogo com coisas relevantes para o seu jogo. Afinal, você verá que varias coisas se repetem ao longo das sessões de jogo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Busque inspiração sempre que possível</h2>



<div id="attachment_2577" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2577 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tenha-ideias-prontas.jpg" alt="Busque Inspiração para seu RPG" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tenha-ideias-prontas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tenha-ideias-prontas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Busque inspiração em outras mídias além do RPG. | Fonte: Seven: The Days Long Gone.</p></div>
<p>Durante um bom tempo em que passei jogando RPG como jogador, tive alguns episódios do chamado bloqueio criativo. Queria muito mestrar, mas nenhuma ideia boa me vinha à cabeça. Se vinha, não conseguia dar sequência e criar algo legal. Acredito que todo mundo acaba passando por isso, vez ou outra.</p>



<p>O que me ajudou muito foi mudar o meu foco e buscar outra coisa pra fazer. Parei de pensar naquilo e voltei a ler. A literatura sempre acabava me inspirando de alguma forma, seja pela história em si, um personagem, um vilão, um plot twist. Depois, eu acabava &#8220;roubando&#8221; alguns elementos e incorporando nos meus jogos.</p>



<p>Lembro quando estava lendo <a href="https://amzn.to/2TviAEW" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>O Nome do Vento</strong></a>, de Patrick Rothfuss, minha cabeça não parava de me presentear com ideias sobre como inserir aquele modelo de magia apresentado no livro.</p>
<p>Nem sempre as ideias eram realmente boas, mas não importava, eu anotava tudo e de tempos em tempos, revisitava essas anotações. De uma dessas listas, saiu quase uma campanha inteira.</p>



<p>Recentemente tenho lido os quadrinhos de <a href="https://amzn.to/2UsPdQ0" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Hora de Aventura</strong></a> para poder usar em conjunto com o <a href="https://amzn.to/2ENaRYB" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>RPG publicado pela Retropunk</strong></a>. O que era pra ser uma simples fonte de consulta e inspiração para montar um personagem, acabou virando um caldeirão de ideias para usar em outros RPGs (meus jogadores não perdem por esperar).</p>



<p>Enfim, o que quero dizer é: busque inspiração em outras mídias que não sejam só RPG. <strong>HQs</strong>, <strong>livros</strong>, <strong>seriados</strong>, tudo pode ser aproveitado e adaptado. Não tenha medo de copiar alguma coisa ou ideia que você achou legal. Ter essa ideia ou conceito, junto com toda a informação que você já possui, te torna mais qualificado para improvisar quando for preciso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tudo junto e misturado</h2>



<div id="attachment_2581" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2581 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-dead-space-2.jpg" alt="Dead Space 2" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-dead-space-2.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-dead-space-2-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Dead Space serviu de inspiração inicial para minha aventura espacial. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Por último, mas não menos importante, quando você achar que já tem informações suficientes, tente dar sentido a elas criando um linha narrativa, como se fosse uma história completa mesmo. Você vai ver que interligar tudo e preencher as lacunas daquela sua ideia principal vai ficar bem mais fácil. Foi assim que eu montei minha aventura padrão que utilizo em eventos e afins.</p>
<p>O plot principal dessa aventura é: <em>Um grupo de mercenários, em busca de seu último grande trabalho, aceita ir buscar um artefato que está localizado numa nave à deriva no espaço</em>.</p>



<p>Nessa aventura os jogadores sempre passam por algumas cenas que já considero clássicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Teste de pilotagem e perseguição;</li>
<li>Briga de bar;</li>
<li>Busca por informações extras da missão com a opção de serem abordados por algum concorrente direto;</li>
<li>Encontro com o sobrenatural;</li>
<li>Encontram uma arma de tecnologia desconhecida, mas que causa um grande estrago e tem um efeito colateral.</li>
</ul>



<p>Mesmo essa fórmula tem variantes, como por exemplo, a aventura pode se passar totalmente na Terra, sem a necessidade dos jogadores irem ao espaço ou o encontro com o sobrenatural às vezes não ocorre. Porém, isso só foi possível por ter feito minha lição de casa e ter vários itens e situações anotados. E de tanto ler essas anotações, consigo mestrar e improvisar tudo de olho fechado.</p>



<p>Espero que essas dicas ajudem você a mestrar com um pouco mais de preparo, quando o mestre faltar a próxima sessão e você for o escolhido para improvisar algo.</p>



<p>Até a próxima!</p>
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