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	<title>personagens &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>Além do Estereótipo &#8211; Bárbaros</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 02:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Todos sabemos o que é um estereótipo, certo? Uma ideia preconcebida sobre alguém ou sobre algo que vem de generalizações sobre esse objeto ou sujeito (muitas vezes resultando no que chamamos de preconceito, mas não é esse o ponto do artigo). Uma coisa muito comum em jogos de RPG são as classes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Todos sabemos o que é um estereótipo, certo? Uma ideia preconcebida sobre alguém ou sobre algo que vem de generalizações sobre esse objeto ou sujeito (muitas vezes resultando no que chamamos de preconceito, mas não é esse o ponto do artigo).</p>
<p>Uma coisa muito comum em jogos de RPG são as classes de personagem. Nem sempre elas recebem esse nome. Em &#8220;Chamado de Cthulhu&#8221;, por exemplo, temos as Ocupações que, no fundo, são meio que a mesma coisa. O ponto é:  as classes de personagem definem o que o seu personagem faz.</p>
<p>Em D&amp;D, de longe o RPG mais famoso do mundo, as classes básicas são Bárbaro, Bardo, Bruxo, Guerreiro, Clérigo, Druida, Feiticeiro, Ladino, Mago, Monge, Paladino e Patrulheiro.</p>
<p>Para cada uma dessas classes existe um estereótipo, que parece &#8220;agarrado&#8221; na mente das pessoas. Em alguns casos é mais fraco, como por exemplo o Bruxo, onde a diferença entre ele, o Feiticeiro e o Mago está longe de ser óbvia para quem está tendo contato com o jogo pela primeira vez.Porém, em outros casos o estereótipo é mais forte, mais &#8220;evidente&#8221; ou mais simples de visualizar e entender, como o Guerreiro, ainda que com ressalvas. Porém, provavelmente nenhum estereótipo é tão forte quando o do Bárbaro, normalmente sendo tratado como sinônimo de &#8220;burro&#8221;.</p>
<h2>Os bárbaros da história</h2>
<p>Antes de seguir com a classe de D&amp;D vamos dar uma checada no bárbaro histórico. Quem eram esses caras?</p>
<p>O termo &#8220;Bárbaro&#8221; tem origem grega, e era usado para definir povos que falavam idiomas ininteligíveis para os povos helênicos/homéricos (uma maneira mais correta de se referir aos &#8220;antigos gregos&#8221;, já que a Grécia &#8211; como um território unificado &#8211; só passou a existir a partir de 1832). Diz-se que a origem do termo vem justamente do fato de esses idiomas estrangeiros soarem como &#8220;<em>bar bar bar</em>&#8221; para esses povos (nunca consegui uma comprovação dessa anedota, entretanto).</p>
<div id="attachment_3409" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-3409 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-povos-barbaros.jpeg" alt="Os povos Bárbaros" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-povos-barbaros.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-povos-barbaros-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Os romanos tinham uma visão muito peculiar sobre os demais povos. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Com o passar do tempo &#8220;Bárbaro&#8221; virou sinônimo de &#8220;estrangeiro&#8221;, e havia uma certa carga de preconceito/xenofobia no uso da palavra. O conceito foi posteriormente absorvido pelos romanos, e passou a se referir a qualquer povo que não praticasse a cultura greco-romana.</p>
<p>Notem que nada disso indica que um povo bárbaro era necessariamente iletrado, muito embora a maior parte deles não tenha chegado a desenvolver um alfabeto nos mesmo moldes que usamos no mundo ocidental. Desenvolveram, no máximo, &#8220;proto-alfabetos&#8221;, como as runas vikings, que transmitiam conceitos e avisos, mas eram insuficientes para coisa mais complexas (como um livro, por exemplo).</p>
<p>Nessa categoria podemos incluir os próprios vikings (povos nórdicos), os povos germânicos (Vândalos, Godos, Visigodos, etc&#8230;), mongóis (hunos) e muitos outros. Notem que, mesmo sem um alfabeto, haviam culturas complexas, com direito a mitologias bem desenvolvidas.</p>
<h2>Quadrinhos, TV e Filmes</h2>
<p>Com o passar das décadas a cultura pop &#8211; especialmente quadrinhos e, posteriormente, o cinema &#8211; nos brindou com dezenas de personagens com o conceito de Bárbaro. O mais clássico deles talvez seja o cimério Conan, também conhecido como Conan, o Bárbaro. Criação de Robert E. Howard e eternizado nos cinemas pelo nosso querido Arnold Schwarzenegger.</p>
<p>Mas podemos incluir nessa lista outros nomes como Wolff (de Esteban Maroto, para a revista Dracula), Sláine (Pat Mills e Angela Kincaid, para 2000 AD), Brakan (do brasileiro Mozart Couto, para a revista também chamada de Brakan) e outros.</p>
<p>Além desses temos o muito mais que clássico <strong>&#8220;</strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Groo_the_Wanderer" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Groo, o Errante</strong></a>&#8220;, a brilhante paródia do Conan criada por <a href="https://amzn.to/2Y8shwh" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Sergio Aragonés</strong></a> e que teve alguns números publicados em português (se tiverem a oportunidade de ler, seja em encontrando em algum sebo ou por outras fontes, vão fundo! Não vão se arrepender!).</p>
<div id="attachment_3388" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3388 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/Groo-Marvel-Pinterest-e1629750036362.jpg" alt="Groo, o Errante" width="450" height="690" /><p class="wp-caption-text">O sensacional &#8220;Groo, o Errante&#8221;. Fonte: Wikipedia</p></div>
<p>No cinema e na TV a lista é ainda mais longa. Muita gente assistia no SBT o desenho &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0181262/?ref_=ext_shr_lnk">Thundarr, o Bárbaro</a></strong>&#8221; (que aliás daria uma bela adaptação para D&amp;D&#8230; vamos pensar a respeito). Nos filmes tivemos &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0119484/?ref_=ext_shr_lnk" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Kull, O Conquistador</a></strong>&#8221; (baseado no personagem de Robert E. Howard, que terminou sendo uma espécie de &#8220;rascunho&#8221; para o Conan, criação seguinte do autor) e as <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0087078/?ref_=ext_shr_lnk" target="_blank" rel="noopener noreferrer">diversas</a> <a href="https://www.imdb.com/title/tt0816462/?ref_=ext_shr_lnk">adaptações</a></strong> do próprio <strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0082198/?ref_=ext_shr_lnk">Conan</a> </strong>para o cinema. &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0120657/?ref_=ext_shr_lnk">O 13° Guerreiro</a></strong>&#8221; (1999, com o astro Antonio Banderas) e o obscuro &#8220;<strong><a href="https://www.imdb.com/title/tt0092615/?ref_=ext_shr_lnk">Os Bárbaros</a></strong>&#8221; (1987) ajudam a encorpar a lista.</p>
<h2>RPGs</h2>
<p>Focando em Dungeons&amp;Dragons a classe bárbaro apareceu pela primeira vez na revista Dragon n° 63 (julho/82) como uma classe opcional para AD&amp;D 1ª Edição. Em AD&amp;D 2ª Edição apareceu como um kit no suplemento &#8220;<em>The Complete Fighter´s Handbook</em>&#8221; e depois como classe básica no &#8220;<em>The Complete Barbarians´ Handbook</em>&#8220;. A partir da 3ª edição foi uma classe disponível já nos livros básicos.</p>
<p>O ponto é que a esmagadora maioria dos jogadores enxerga o Bárbaro como nada além de um guerreiro grande, forte e, na maioria das vezes, com baixa inteligência.</p>
<p>Embora às vezes divertido, esse conceito, como generalização não poderia estar mais errado.</p>
<div id="attachment_3406" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3406 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-vikings.jpeg" alt="Assassins Creed Valhalla" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-vikings.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-vikings-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Com essa pose, pode até parecer um bárbaro. | Fonte: Ubisoft</p></div>
<p>Como citado mais acima, os povos chamados de &#8220;Bárbaros&#8221; tinham culturas complexas, muito embora a ausência de registros escritos feitos pelos próprios nos tenha deixado poucas pistas sobre os detalhes dessas culturas.</p>
<p>Oras, um dos principais fatores da queda do poderoso Império Romano foi exatamente o conjunto de invasões bárbaras. Será que o exército mais organizado e poderoso de sua época foi derrotado apenas por um bando de &#8220;idiotas&#8221;? Certamente não. Os povos bárbaros aprenderam a superar as táticas sofisticadas das Legiões Romanas e, assim, derrotá-las (sim, houve outros fatores para a decadência de Roma, mas o objetivo aqui não é tecer uma tese sobre tudo o que levou o Império ao seu fim).</p>
<p>Adicionalmente, <strong><a href="https://www.nationalgeographic.com/history/article/160331-viking-discovery-north-america-canada-archaeology" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Vikings visitaram o continente americano séculos antes das Grandes Navegações</a></strong>, usando <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dracar" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Drakkars</a>.</strong> Eles tinham técnicas de navegação sofisticadas e eficientes. Simplesmente não dá para chamar essas pessoas de &#8220;um povo burro&#8221;.</p>
<p>Dentro das próprias ambientações oficiais de D&amp;D (e seus predecessores) o conceito do bárbaro burro é negado. Em Dragonlance (cujos romances foram publicados pela Devir anos atrás, e recentemente foram <strong><a href="https://amzn.to/2UUuqu9" target="_blank" rel="noopener noreferrer">relançados com uma nova tradução pela Editora Jambô</a></strong>) temos Lua Dourada e Ventania. Esse último é um bárbaro &#8220;puro&#8221; e Lua Dourada, embora a rigor seja uma clériga, vem de um povo bárbaro.</p>
<div id="attachment_3389" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3389 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/riverwindandgoldmoon_featured-e1629751075246.jpg" alt="Ventania e Lua Dourada. Créditos: Wizards of the Coast" width="750" height="450" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/riverwindandgoldmoon_featured-e1629751075246.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/riverwindandgoldmoon_featured-e1629751075246-300x180.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ventania e Lua Dourada. Créditos: Wizards of the Coast</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Não se prenda ao padrão</h2>
<p>Não nenhuma regra que diga como você deve interpretar o seu personagem. Portanto, o seu bárbaro não precisa, de forma alguma, ser apenas um lutador nato, extremamente forte e com limitações intelectuais (leia-se: tapado). Por isso, aqui vão algumas dicas de como fugir da tradicional &#8220;máquina-de-combate-sem-inteligência&#8221;.</p>
<p>Ele pode muito bem ser um guerreiro altivo e orgulhoso, conhecedor de táticas de combate, especialmente de guerrilha. Ele pode ser o líder ou o representante máximo de uma tribo distante e que está em busca de conhecer outros povos e suas táticas de combate. Ou seja, ele ainda continua sendo muito bom no que faz, mas sua motivação vai além do simples combate.</p>
<p>Outra possiblidade, o bárbaro que conhece muito bem as leis da natureza de um determinado local ou região. Isso o torna um especialista sobre as lendas &#8220;xamânicas&#8221; de seu povo, sem precisar ser um xamã propriamente dito. Conforme mencionei antes, muitos povos considerados bárbaros não chegaram a desenvolver um idioma escrito. Logo, suas tradições precisam ser transmitidas de forma oral e guardadas na memória. Um bom ouvinte de uma tribo bárbara seria quase uma enciclopédia da cultura de seu povo.</p>
<div id="attachment_3407" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3407 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-conan-frazetta.jpeg" alt="Conan de Frank Frazetta" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-conan-frazetta.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2021/08/img-barbaros-conan-frazetta-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Fuja do estereótipo padrão. Até mesmo o Conan já atuou como ladrão em suas aventuras. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Seu personagem pode ser o representante legal de uma civilização inteira e que vive isolada das demais (você pode definir os motivos do isolamento mais tarde). Contudo, algo fez com sua civilização precisasse interagir com as demais e agora, você foi escolhido como um emissário do seu povo. Como complemento a esse background, seu personagem poderia ser alfabetizado e versado em mais de um idioma, algo incomum para personagens bárbaros. Além disso (e com a permissão do mestre), ele poderia ter uma ou duas perícias diferentes, mas que representassem essa preparação para viajar pelo mundo.</p>
<p>Como você pode ver, seu bárbaro não precisa ser o alívio cômico do grupo e nem o personagem sem noção que sai chutando a porta em momentos nos quais discrição é fundamental. Com um pouco de trabalho e paciência, você pode construir algo fora do estereótipo padrão.</p>
<p>E claro que, se você quiser, o seu personagem pode continuar sendo o oposto de tudo isso que falamos. Afinal de contas, ele é seu e a proposta é sempre se divertir. Apenas tenha consciência de que esse &#8220;modelo pronto de personagem&#8221; está muito longe de ser a única opção. E, da próxima vez que construir um bárbaro, tente fugir do estereótipo. Pode ser bem divertido interpretar o personagem confuso com os costumes da cidade grande, e ainda mais divertido interpretá-lo como alguém que conhece os segredos das terras selvagens do seu mundo de jogo.</p>
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		<title>Coronavirus, epidemias e pandemias diretamente para o seu RPG</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/coronavirus-epidemias-e-pandemias-diretamente-para-o-seu-rpg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 12:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>COVID-19. Nos últimos meses nenhum termo tem sido tão buscado e pesquisado pelas pessoas. Trata-se de uma nova doença, até então inédita em seres humanos. O nome coronavírus representa, na verdade, toda uma família do vírus que se espalha hoje pelo mundo. Como exemplos temos também a SARS (China, 2002) e o MERS (Oriente Médio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>COVID-19. Nos últimos meses nenhum termo tem sido tão buscado e pesquisado pelas pessoas. Trata-se de uma nova doença, até então inédita em seres humanos. O nome coronavírus representa, na verdade, toda uma família do vírus que se espalha hoje pelo mundo. Como exemplos temos também a SARS (China, 2002) e o MERS (Oriente Médio, 2012).</p>
<p>O novo coronavirus é irmão do Sars-Cov-1, que apareceu na China em 2002. Seu nome vem de um termo em inglês que significa <i>&#8220;severe acute respiratory syndrome coronavirus 1&#8221;</i>, que numa tradução direta seria algo como Síndrome Respiratória Aguda Grave do Coronavírus 1.</p>
<p>Já o termo <b>COVID-19</b>, também vem do inglês, <b>CO</b>rona <b>VI</b>rus <b>D</b>isease e o número 19 vem do ano da sua descoberta, ou seja, 2019.</p>
<p>Ainda vamos ouvir falar muito desse vírus e seu impacto no mundo, seja ele social ou econômico. O mundo que você conhecia no início de 2020 nunca mais será o mesmo.</p>
<p>A despeito de todo o impacto e caos que isso vem gerando, aumentou também o interesse das pessoas em outros tipos de <b>pandemias</b> e <b>epidemias</b>, além é claro, de suas consequências. Então, antes de mais nada, vale estabelecer alguns conceitos aqui.</p>
<div id="attachment_3135" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3135 size-full" title="A Peste Negra ou Peste Bubônica" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra.jpg" alt="Pandemias" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-peste-negra-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A humanidade já enfrentou outras doenças no passado, como a Peste Bubônica. | Fonte: Artstation.</p></div>
<h3>Surto</h3>
<p>Quando um determinado tipo de doença afeta apenas uma região específica e o número de casos registrados é maior do que o previsto pelas autoridades sanitárias, dizemos que está ocorrendo um surto daquela doença. No Brasil, talvez o exemplo mais atual seja a dengue.</p>
<h3>Epidemia</h3>
<p>Quando um surto ocorre em mais de uma região, falamos em epidemia. Ela pode ser municipal, ocorrendo em diversos bairros, ou ela pode ter um nível estadual, quando é identificada em várias cidades. Já quando a epidemia começa a ocorrer em vários estados, dizemos que ela alcançou o nível nacional.</p>
<h3>Pandemia</h3>
<p>Pandemia é o que enfrentamos hoje com novo coronavírus ou que já enfrentamos no passado com a &#8220;gripe suína&#8221;, mais conhecida como H1N1. A gripe começou como uma epidemia e, quando começou a ser registrada em outros países, passou para o status de pandemia.</p>
<p>Existe ainda um quarto tipo de manifestação das doenças que é a <b>Endemia</b>. Uma doença é dita endêmica, quando ela costuma ocorrer com muita frequência num mesmo local, não sendo registrada em outros. A malária, por exemplo, pode ser considerada uma doença endêmica da África.</p>
<h2>Vida real e ficção</h2>
<p>Esclarecidas as diferenças, vamos as fontes de informação e inspiração para que você possa entender um pouco mais como epidemias e pandemias funcionam. Do paciente zero até a cura, muita coisa pode dar errado.</p>
<h3>Gripe Espanhola</h3>
<p>Originada em 1918, ao contrário do que muitos imaginam, a Gripe Espanhola não teve origem na Espanha. Sua real origem nunca foi determinada, mas os indícios históricos apontam para EUA ou China.</p>
<p>Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época, foram infectadas. Já no número de mortes, a divergência de dados é maior. Algumas fontes citam  de 17 milhões a 50 milhões, e outras que possivelmente, o número de mortos passou de 100 milhões. Data a época em que a doença ocorreu, os registros oficiais nem sempre eram fáceis de se conseguir. Se você não se atentou à data, estamos falando da<b> Primeira Guerra Mundial</b>, ou a <b>Grande Guerra</b>, como era conhecida na época.</p>
<div id="attachment_3136" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3136 size-full" title="Hospital de campanha da Gripe Espanhola" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-espanhola-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Retrato de um hospital de campanha durante a Gripe Espanhola nos EUA. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>O fato é que o primeiro caso registrado da doença foi o do cozinheiro <b>Albert Gitchell</b>. Ele foi internado, com sintomas de gripe, na enfermaria de Fort Riley (Kansas), em 4 de março de 1918. Uma semana depois já haviam indícios do vírus no Queens (Nova York).</p>
<p>A <b>Gripe Espanhola</b> foi uma variação do vírus Influenza, causador da gripe comum. Uma segunda pandemia do mesmo vírus seria vista por nós em 2009, onde a sigla <b>H1N1</b> ganhou mais notoriedade. Sim, o vírus da Gripe Espanhola também foi o H1N1, numa época em que a população mundial ainda não tinha imunização contra ele.</p>
<p>O vírus ganhou o mundo quando os soldados americanos, portadores e assintomáticos, embarcaram em navios com destino a Europa. As medidas de diagnóstico e isolamento vieram muito tarde em algumas regiões, causando um verdadeiro estrago, tando do lado social quanto econômico.</p>
<p>Da mesma forma que surgiu, a gripe perdeu a sua força no final de 1918, com os números de casos ficando cada vez menos frequentes. Alguns especialistas dizem que isso de deve ao vírus ter sofrido mutações que o deixaram menos letal, já que os hospedeiros da primeira variante, acabavam morrendo no processo.</p>
<p>E por que <b>Gripe Espanhola</b>? Bom, na época de Guerra, com medo criar o pânico entre as pessoas e desmotivar os soldados, muito da informação sobre a doença foi censurado pelos países participantes. Porém, como a Espanha não participava da guerra, não havia censura em seus meios de comunicação e ela acabou virando a referência em divulgações sobre a doença.</p>
<h3>Nova Gripe A</h3>
<p>Também conhecida como <b>Gripe Suína</b>, <b>Gripe Mexicana</b> ou apenas <b>Gripe A</b>, ela veio em 2009 e como eu mencionei antes, ela é uma nova variação (ou cepa) do Influenza <b>H1N1</b> de 1918.</p>
<div id="attachment_3138" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3138 size-full" title="Mapa da Gripe A em 2009" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-gripe-suina-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Panorama mundial da Gripe A no final de 2009. | Fonte: Wikipedia.</p></div>
<p>Um detalhe que chama atenção aqui é o fato de que essa variante havia sido erradicada, ou pelo menos assim se pensava. Amostras do vírus só existiam em laboratório e ao que tudo indica, em algum momento dos anos 70 ele foi reintroduzido. Conspiração? Talvez.</p>
<p>O <b>paciente zero</b> foi o menino Edgar Hernandez (de 5 anos), morador de La Gloria, distrito de Perote que fica cerca de 10 km da criação de porcos das granjas <i>Carroll</i>, subsidiária da <i>Smithfield Foods,</i> e 250 km a leste da Cidade do México. Ele foi diagnosticado em março, em 25 de abril a OMS alertava para &#8220;Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional&#8221; e no dia 29 ela elevou para 5 o nível de alerta, pois já haviam relatos de transmissão entre pessoas.</p>
<p>Assim a Gripe Espanhola, não demorou muito para que a nova gripe ganhasse o mundo. Porém, desta vez, parte da população humana já se encontrava com alguma imunização, mesmo que em menor grau. Uma vacina também não demorou muito para aparecer, sendo que as primeiras amostras vieram em outubro do mesmo ano.</p>
<p>Outro diferencial, foi o fato de algumas medicações já existentes se mostraram eficazes no combate ao vírus. O <b>H1N1</b> se mostrou sensível aos compostos <i>zanamivir</i> e <i>oseltamivir</i>, sendo que este último ficou muito popular no Brasil, conhecido pelo seu nome comercial, <b>Tamiflu</b>.</p>
<p>Os números de óbitos oficiais são de 18,5 mil pessoas ao redor do mundo, mas em função do novo coronavírus, novos estudos de revisão estão sendo feitos. Alguns estudos já estimam que esse número esteja entre 151,7 mil e 575,4 mil.</p>
<h2>Medidas de controle</h2>
<div id="attachment_3140" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3140 size-full" title="Medias de contenção da pandemia" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-medidas-prevencao-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Conforme a doença avança, as medidas de controle vão ficando extremas. | Fonte: BBC News</p></div>
<p>Olhando o cenário em que cada pandemia (ou epidemia) se desenrolou, é possível notar que alguns padrões de comportamento se mantiveram ao longo da história. Na tentativa de controlar a disseminação, o isolamento entre as pessoas parece ser uma peça importante no início do combate a doença.</p>
<p>Muitos estudos mostraram uma queda significativa no número de casos (novos ou reincidentes) quando respeitadas essas medidas. O tempo de duração do isolamento varia de local para local e depende também de outros componentes, geralmente sócio-econômicos e políticos.</p>
<p>Além disso, surgem novos hábitos na população em decorrência das novas medidas sanitárias. O uso de máscaras e luvas pode ser visto como um exemplo disso. Porém, outros hábitos menos evidentes também puderam ser percebidos como mudanças no consumo de alimentos em geral e até mesmo o comparecimento a alguns lugares no país.</p>
<h2>Medicamentos e Vacinas</h2>
<p>Outro ponto a se observar é que, na maioria das vezes, o desenvolvimento de uma cura é algo extremamente demorado. A exemplo disso, tanto a <b>SARS-CoV</b> (<i>Síndrome Respiratória Aguda Grave</i>) quanto a <b>MERS-CoV</b> (<i>Síndrome Respiratória do Oriente Médio</i>) seguem sem vacina conhecida. Os medicamentos desenvolvidos servem apenas para o chamado, <b>tratamento de suporte</b>, ao paciente.</p>
<p>O Brasil é referência em mundial em vacinação (apesar das aparências) e também é autossuficiente na produção de imunobiológicos, fabricados pela <b>Fundação Oswaldo Cruz</b> (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e pelo <b>Instituto Butantan</b>, em São Paulo.</p>
<p>O complexo processo de fabricação pode variar de vacina para vacina, depende de pesquisas e estudos realizados sobre as mesmas e ainda precisa levar em consideração a tecnologia necessária a sua fabricação. A vacina contra a gripe, por exemplo, começa a ser elaborada cerca de 18 meses antes da entrega das primeiras doses e a sua fabricação leva em torno de 9 meses.</p>
<h2>Uso em Jogo</h2>
<p>Certo, agora que você já sabe um pouco mais sobre pandemias, medidas preventivas e produção de uma cura/vacina, como você pode utilizar isso em sua sessão de jogo?</p>
<p>Separei 4 temas que seriam bons plots para aventuras (na minha opinião). Elas servem tanto para aventuras one-shot (aventuras de uma tarde) quanto para pequenas campanhas com 3 a 4 aventuras interligadas.</p>
<h3>Em busca do paciente zero</h3>
<div id="attachment_3142" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3142 size-full" title="Paciente Zero da COVID-19" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-paciente-zero-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Esteja preparado para fortes emoções ao buscar a origem da pandemia. | Fonte: BBC News</p></div>
<p>Em todos os casos, sempre há um paciente que deu origem a tudo, o primeiro indivíduo a se contaminar ou ser contaminado. A busca por essa pessoa pode ser a chave que falta para o desenvolvimento de uma cura ou para entender um padrão de dispersão, por exemplo.</p>
<p>Uma aventura com cunho investigativo casa muito bem com esse tipo de situação, onde os personagens precisam viajar muito em busca de informações.</p>
<p>Imagine que os primeiros casos são em locais próximos aos jogadores. Em seguida eles descobrem que algumas dessas pessoas vieram ou estavam em outro local, quem sabe até mesmo em outra cidade/província/estado/reino/país.</p>
<p>Nesse outro local, os jogadores descobrem que essa pessoa (ou grupo de pessoas) estava envolvido em algo ilegal, como contrabando de obras de arte, por exemplo. Então aqui você tem o primeiro desdobramento da aventura. Enquanto buscam por indícios da contaminação, os jogadores também precisam se infiltrar no esquema para conseguir informações ou até mesmo impedir alguns crimes.</p>
<p>A história vai avançar mais um pouco, levando os jogadores a outras regiões até encontrarem o local de início do contágio, que pode já estar fechado, com entrada somente mediante a autorização, quem sabe?</p>
<p>E por último a descoberta do paciente zero. O fluxo pode ser simples como achar um endereço, seguir pra lá e encontrar a pessoa, como também pode ter várias camadas interligadas. Um exemplo disso talvez seja o fato do indivíduo já estar morto e necessitar de uma autópsia ou ainda uma autorização para que determinando procedimento seja feito.</p>
<p>Se o final vai ser feliz ou não, só cabe ao mestre decidir.</p>
<h3>Vírus de Laboratório</h3>
<div id="attachment_3141" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3141 size-full" title="Ethan Hunt de Missão Impossível" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-missao-impossivel-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">E se Ethan Hunt estivesse buscando outra coisa em suas missões? | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>O clássico vírus criado em laboratório aparece aqui. Esse tipo de aventura ou campanha pode se iniciar de várias formas. Talvez os jogadores tem sido contratados para roubar esse vírus e acabam acidentalmente liberando ele. Os jogadores também podem ser enganados, achando que estão buscando uma vacina, quando na verdade estão resgatando um vírus mortal.</p>
<p>O oposto também pode ser usando, com os jogadores tentando impedir um roubo que pode ou não já estar em andamento. Os filmes da série <b>Missão Impossível</b> são muito bons para inspiração com esse tipo de abordagem.</p>
<p>Acredito que este tipo de aventura seja mais adequada para one-shot. Eu mesmo tenho uma aventura que costumo usar em eventos ou para apresentar o RPG para novas jogadores. O fluxo é mais ou menos linear e segue a seguinte estrutura:</p>
<ul>
<li>Os jogadores recebem a missão através de um contato ou informante;</li>
<li>Sofrem um contra tempo, geralmente um ataque surpresa, mostrando que há mais pessoas interessadas;</li>
<li>Fazem os preparativos para a missão, ou melhor, invasão ao laboratório;</li>
<li>Percorrem as salas do laboratório, um mapa com 10 cômodos que sempre carrego comigo;</li>
<li>Vencem os desafios do laboratório (armadilhas, guardas e monstros);</li>
<li>Marcam o local e entregam o objeto do contrato.</li>
</ul>
<p>Claro que nem sempre as coisas saem como o esperado, mas em linhas gerais essa seria uma típica aventura de missão de invasão. Os efeitos do vírus, seu poder de destruição e/ou contaminação podem ser usados pelo mestre como pano de fundo, dando a devia importância e peso a missão.</p>
<h3>Contra o tempo</h3>
<div id="attachment_3139" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3139 size-full" title="Teste positivo para um vírus." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-infectados-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Todos infectados, um bom plot para uma aventura &#8220;one shot&#8221;. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Um outro tipo de aventura que gosto também é quando os personagens precisam enfrentar um inimigo intangível, o tempo. Nessa abordagem, os personagens estão infectados e precisam buscar uma cura ou morrem. Uma variação dessa aventura coloca algum familiar ou amigo próximo como alvo da infeção. Porém, dependendo do grupo, essa situação não tem muito sucesso. Já tive jogadores que simplesmente não se importaram com o fato da família inteira estar doente (vai entender!).</p>
<p>A maior dificuldade está na administração do tempo que resta aos jogadores. Dificilmente eu coloco alguma regra pra isso, deixando tudo de maneira mais implícita e com o tempo de alguns dias. Assim fica mais fácil controlar as ações dos jogadores.</p>
<p>Outra coisa que costumo fazer também é colocar os personagens sem memórias dos últimos acontecimentos, deixando o tom de mistério no ar. Geralmente eles acordam todos juntos  ou pelo menos no mesmo local, tipo uma casa ou um hotel. Também forneço algumas pistas iniciais para que eles possam ter opções de onde começar a aventura.</p>
<p>Geralmente a linha da aventura segue mais ou menos essa trilha:</p>
<ul>
<li>Descobrir várias informações;</li>
<li>Ser perseguido;</li>
<li>Encontrar outros como ele, mas em situação pior (internado em sanatórios ou vivendo nas ruas, por exemplo);</li>
<li>Tentar provar que foi vítima de uma conspiração ou similar;</li>
<li>Falar na tentativa anterior;</li>
<li>Receber uma ajuda inesperada;</li>
<li>Ser confrontado ou confrontar aqueles que fizeram tudo acontecer.</li>
</ul>
<p>O desfecho aqui também pode ser algo bom ou ruim, dependendo do clima que se quer criar ou como estão os ânimos dos jogadores ao final da partida. Já tive jogadores que receberam a cura e foram &#8220;dispensados&#8221;, assim como já tive jogadores onde todos acabaram ferrados. Novamente, o nível de maturidade do seu grupo vai dizer como o mestre pode conduzir as coisas.</p>
<h2>A Vacina</h2>
<div id="attachment_3144" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3144 size-full" title="Buscando um cura para a pandemia." src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/04/img-pandemias-vacinas-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A busca pela cura é um plot clássico de filmes e seriados. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Nesse modelo, a pandemia pode já ter se instaurado e começado a mostrar os seus efeitos, sejam eles sociais, econômicos ou qualquer outra coisa. A busca por uma vacina, ou melhor, pelos ingredientes dela é que são o objetivo desse jogo.</p>
<p>Por ingredientes, considere um pouco de tudo. Podem ser componentes químicos e biológicos, por exemplo; mas também pode ser uma determinada pessoa ou grupo de pessoas. Imagine que para chegar a uma cura você precise reunir um conjunto de cientistas, cujos experimentos e reputação não são muito bem vistos pela comunidade científica.</p>
<p>Quem é mais velho talvez se lembre do seriado <b>Fringe</b>, onde um dos protagonistas era um cientista muito a frente do seu tempo, mas como ética e teorias duvidosas. E onde estava esse cientista no ínicio do seriado? Internado em um manicômio!</p>
<p>A resposta para uma vacina também pode estar fora do nosso planeta, com uma aventura estilo <b>Interstellar</b> ou <b>Armageddon</b> (sim, aquele com o Bruce Willis e sua equipe de mineradores). No melhor estilo dos filmes de Hollywood, os jogadores &#8220;civis&#8221; são enviados junto com uma equipe de especialistas para captação de recursos no espaço, quem sabe em Marte ou Júpiter.</p>
<p>E novamente aqui o contexto da pandemia serve como pano de fundo para as motivações dos personagens ou da própria aventura.</p>
<h3>Tudo junto e misturado</h3>
<p>E por fim, você pode misturar tudo e criar um contexto mais logo (e até mais absurdo) para salvar toda a humanidade. Começando com a descoberta do paciente zero, roubando uma vacina da concorrência, descobrindo que ela não passava de uma jogada publicitária no final e ainda tendo que viajar para os confins do mundo (dentro ou fora dele) para montar uma cura, tudo isso antes que a sociedade sucumba e desapareça. Ufa!!!!</p>
<p>Lembre-se apenas de passar o tom de urgência que a aventura merece e quando os personagens empacarem em algum ponto, faça com que outros eventos ocorram e, se necessário, dê dicas sobre os próximos passos. O que não pode acontecer em aventuras desse estilo, ao meu ver, é o ritmo da narrativa ser lento.</p>
<h3>Realidade ou Ficção</h3>
<p>Para finalizar, o mestre precisa decidir qual será o tom da aventura ou campanha que irá conduzir. O foco será mais realista, baseado em fatos reais e locais existentes? Quais serão as verdadeiras consequências caso a pandemia atinja níveis críticos? Por mais que o mestre não vá usar essas informações diretamente em jogo, é sempre bom ter algo planejado, nem que seja uma ou duas linhas de texto.</p>
<p>Se as cosias forem para o lado da ficção, bom, aí o céu é o limite. Filmes como a saga <b>Resident Evil</b> e <b>Guerra Mundial Z</b> são bom exemplos de tudo pode (ou não) ser feito. E se você acha que apenas aventuras modernas poderiam dar certo com esse contexto, saiba que você pode estar ligeiramente enganado.</p>
<p>Uma praga ou doença mágica pode estar afligindo uma região ou todo um reino. Sua cura não pode ser alcançada por meios mágicos, talvez nem mesmo pelos Deuses daquele mundo. Com pequenos ajustes, todos os contextos apresentados podem ser usados em uma aventura medieval.</p>
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		<title>Criando personagens de RPG com background</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 19:42:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[background]]></category>
		<category><![CDATA[criação de personagem]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[personagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Abro meu editor de texto e começo a digitar as primeiras palavras: &#8220;passado, família, relacionamentos, interesses&#8221;&#8230; Pausa. Apago tudo e começo novamente. &#8220;Kruvic nasceu pobre. Seus pais são uma lembrança borrada e distante&#8221;… Não, clichê demais. Outra tentativa, &#8220;A guilda era formada somente por membros que já haviam passado em algum tipo de teste, mas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abro meu editor de texto e começo a digitar as primeiras palavras: <i>&#8220;passado, família, relacionamentos, interesses&#8221;</i>&#8230; Pausa. Apago tudo e começo novamente. <i>&#8220;Kruvic nasceu pobre. Seus pais são uma lembrança borrada e distante&#8221;</i>… Não, clichê demais. Outra tentativa, <i>&#8220;A guilda era formada somente por membros que já haviam passado em algum tipo de teste, mas para Kruvic, esse seria o seu primeiro desafio. Estatura mais baixa que média, mancava levemente da perna esquerda, um acidente quando criança&#8221;</i>&#8230; Desisto! Melhor começar com com a ficha e depois penso no resto.</p>
<p>Quem nunca passou por uma situação semelhante, que atire o primeiro dado! Pode não parecer, mas para alguns jogadores, escrever um background para o seu personagem pode ser mais desafiador do que enfrentar o chefe final na última parte de uma campanha. Porém, fique sabendo que você não está sozinho(a) nessa jornada.</p>
<h2>Background pra quê?</h2>
<p>A palavra background vem do inglês e como muitas palavras desse idioma, ela pode ter vários significados, mas para nós o significado que interessa é esse:</p>
<p><strong><i>A totalidade dos elementos (antecedentes familiares, classe social, educação, experiência etc.) que contribuíram para a formação de um indivíduo, moldaram sua personalidade e influenciam seus rumos.</i></strong></p>
<p>Transportando isso para o nosso hobby, o background nada mais é do que o passado do seu personagem. Tudo o que ele ou ela fazia antes de se tornar um aventureiro ou investigador, por exemplo.</p>
<p>Apesar do seu personagem ser o resultado de um conjunto de números e regras, o que amarra tudo isso e dá forma ao mesmo, é o seu background. O que levou o seu personagem a escolher sua atual profissão? E suas armas, há um motivo por trás dessa escolha? Por que ele se veste dessa forma? Todas essas perguntas poderiam ser respondidas montando um background interessante e que tanto o mestre quanto o jogador podem se beneficiar disso. Mas por onde começar?</p>
<div id="attachment_2937" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2937 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-games.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-games.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-games-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um personagem sem background é quase como um personagem de vídeo game. | Fonte: <a href="https://www.vermintide.com/news" target="_blank" rel="noopener noreferrer">vermintide.com</a></p></div>
<h2>Método 1: Perguntas e respostas</h2>
<p>Infelizmente não existe uma regra padrão para montar um bom background nem uma técnica matadora. Cada sistema traz dicas e exemplos de como proceder e/ou o que levar em consideração. Eu costumo usar um sistema definido perguntas para montar um background de maneira mais rápida e fácil. Esse sistema não é meu, mas sim do <a href="https://www.daemon.com.br/home/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Sistema Daemon</strong></a>, presente em todos os livros da editora. Abaixo segue o modelo:</p>
<p><b>História</b></p>
<ul>
<li>Qual é o nome dele?</li>
<li>Quantos anos ele tem?</li>
<li>Quando e onde ele nasceu e cresceu?</li>
<li>Ele conheceu seus pais? Como foi sua infância?</li>
<li>O que sente sobre eles?</li>
<li>Os pais dele ainda estão vivos?</li>
<li>Se sim, como e onde eles vivem?</li>
<li>Ele tem irmãos ou irmãs? Sabe onde eles estão e o que estão fazendo? (válido para outros tipos de parentes).</li>
<li>Ele teve amigos em sua juventude? Descreva-os.</li>
<li>Ele é casado (ou noivo ou viúvo)? Se for, como aconteceu?</li>
<li>Ele tem filhos? Se tem, como eles são?</li>
<li>Ele recebeu educação formal? Se teve até onde ela foi?</li>
<li>Como ele aprendeu o que ele faz hoje e a ser o que ele é?</li>
<li>O que seu Personagem faz para viver?</li>
<li>Por que ele escolheu essa profissão?</li>
<li>Como ele é fisicamente em detalhes?</li>
<li>Qual é o aspecto da aparência física dele que é mais distintiva ou mais facilmente notada?</li>
</ul>
<p><b>Objetivos / Motivação</b></p>
<ul>
<li>Ele tem algum objetivo? Se tem, qual é?</li>
<li>E por que ele tenta fazer isso?</li>
<li>O que ele vai fazer quando conseguir cumprir seu objetivo?</li>
<li>O que ele vai fazer se falhar?</li>
<li>O que ele considera seu maior obstáculo no seu sucesso?</li>
<li>O que ele faz para sobrepujar esses obstáculos?</li>
<li>Se ele pudesse mudar alguma coisa no mundo, o que seria?</li>
<li>Se ele pudesse mudar alguma coisa em si mesmo, o que seria?</li>
<li>Ele tem medo de alguma coisa?</li>
</ul>
<p><b>Personalidade</b></p>
<ul>
<li>Como as outras pessoas descrevem seu Personagem?</li>
<li>Como ele se auto-descreveria?</li>
<li>Qual é a atitude de seu Personagem em relação ao mundo?</li>
<li>Qual é a atitude dele em relação as outras pessoas?</li>
<li>Ele tem atitudes diferenciadas para certos grupos de pessoas?</li>
</ul>
<p><b>Gostos e preferências</b></p>
<ul>
<li>Como ele passa suas horas de lazer?</li>
<li>Que coisas ele gosta de vestir?</li>
<li>O que ele gosta mais no trabalho / ocupação?</li>
<li>O que ele gosta de comer?</li>
<li>Ele coleciona algo ou tem algum passatempo?</li>
<li>Ele tem algum animal de estimação?</li>
<li>Que tipo de companhia ele prefere?</li>
<li>E que tipo de amante?</li>
</ul>
<p><b>Ambiente</b></p>
<ul>
<li>Onde ele mora e como é esse lugar?</li>
<li>Como é o clima/atmosfera?</li>
<li>Por que ele mora lá? Quais são os problemas comuns lá?</li>
<li>Como é sua rotina diária?</li>
</ul>
<p>Sim, são 46 perguntas! Quanto mais perguntas respondidas, mais rico será o seu background, mas com apenas algumas respostas já é possível seguir em frente e ter uma personagem interessante.</p>
<h2>Método 2: Escolhas aleatórias</h2>
<p>Outra abordagem válida, e que gosto bastante, é ter tabelas prontas com itens sobre comportamento, aparência física e outras coisas. O jogador apenas tem que rolar alguns dados e depois preencher as poucas lacunas que ficarem.</p>
<div id="attachment_2938" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2938 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-personagens.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-personagens.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-personagens-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Escolhas aleatórias também ajudam a criar personagens únicos. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Quem usa isso muito bem é o rpg <strong>Shadow of The Demon Lord</strong> com suas ancestralidades. O livro trás a seguinte definição:</p>
<p><i>Uma ancestralidade dá noções sobre a terra natal, cultura, inclinação religiosa e aparência do personagem. Ela também indica as áreas nas quais o personagem se destaca e nas quais ele ainda tem dificuldade. Ancestralidades fornecem indicações de histórias para guiar o jogador sobre como interpretar seu personagem e apresentam quais são suas características iniciais.</i></p>
<p>Aqui temos todos os elementos necessários para construir um background elaborado. Usando a Ancestralidade dos Humanos como exemplo, você rola dados para definir traços da sua <b>personalidade</b>, <b>religião</b>, <b>idade</b>, <b>estatura</b>, <b>aparência</b> e o <b>antecedente</b> (coisas que aconteceram antes da aventura iniciar).</p>
<p><em><small>Tabela – Personalidade</small></em></p>
<table class="table table-bordered table-striped table-condensed">
<tbody>
<tr>
<td width="10%"><strong>3d6</strong></td>
<td><strong>PERSONALIDADE</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>O personagem é cruel, maldoso e egoísta. Ele gosta de fazer outros sofrerem.</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>O personagem é errático e imprevisível. Ele tem dificuldades para manter sua palavra e tende a ter comportamentos inconstantes.</td>
</tr>
<tr>
<td>5-6</td>
<td>O poder é o que importa. Obediência à autoridade é seu maior ideal.</td>
</tr>
<tr>
<td>7-8</td>
<td>O personagem cuida de si mesmo antes de tudo. Ele consideraria trair seus amigos.</td>
</tr>
<tr>
<td>9-12</td>
<td>O personagem coloca os seus interesses e os dos seus amigos acima de tudo.</td>
</tr>
<tr>
<td>13-14</td>
<td>O personagem ajuda os outros porque é a coisa certa a se fazer.</td>
</tr>
<tr>
<td>15-16</td>
<td>O personagem tenta fazer o que acha certo, mesmo que quebre leis e convenções sociais.</td>
</tr>
<tr>
<td>17</td>
<td>Sua honra e dever guiam tudo que faz.</td>
</tr>
<tr>
<td>18</td>
<td>O personagem está comprometido com causas nobres e boas. Ele nunca se separa de suas crenças mesmo que a recusa custe sua vida.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em><small>Tabela – Antecedente</small></em></p>
<table class="table table-bordered table-striped table-condensed">
<tbody>
<tr>
<td width="10%"><strong>d20</strong></td>
<td><strong>ANTECEDENTE</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>1</td>
<td>O personagem morreu e voltou a vida. Ele começa o jogo com 1d6 de Insanidade.</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>O personagem foi brevemente possuído por um demônio. Ele começa o jogo com 1 de Corrupção.</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>O personagem passou 1d6 anos como prisioneiro de uma masmorra.</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>O personagem matou alguém a sangue frio. Ele começa o jogo com 1 de Corrupção.</td>
</tr>
<tr>
<td>5</td>
<td>O personagem contraiu e se recuperou de uma doença terrível.</td>
</tr>
<tr>
<td>6</td>
<td>O personagem pertencia a um culto estranho e viu muitas coisas estranhas. Ele começa o jogo com 1 de Insanidade.</td>
</tr>
<tr>
<td>7</td>
<td>As fadas o mantiveram prisioneiro por 1d20 anos.</td>
</tr>
<tr>
<td>8</td>
<td>O personagem perdeu um ente querido e essa perda ainda o assombra.</td>
</tr>
<tr>
<td>9</td>
<td>O personagem perdeu um dedo, ou alguns dentes, ou uma orelha, ou possui uma cicatriz.</td>
</tr>
<tr>
<td>10</td>
<td>O personagem ganha a vida trabalhando em uma profissão.</td>
</tr>
<tr>
<td>11</td>
<td>O personagem se apaixonou e o relacionamento terminou bem ou ainda existe.</td>
</tr>
<tr>
<td>12</td>
<td>O personagem tem um cônjuge e 1d6-2 filhos (mínimo 0).</td>
</tr>
<tr>
<td>13</td>
<td>O personagem viajou muito. Ele fala um idioma adicional.</td>
</tr>
<tr>
<td>14</td>
<td>O personagem recebeu educação. Ele sabe ler a língua comum.</td>
</tr>
<tr>
<td>15</td>
<td>O personagem salvou sua cidade de monstros terríveis.</td>
</tr>
<tr>
<td>16</td>
<td>O personagem frustrou um plano para matar alguém importante e levou o assassino à justiça.</td>
</tr>
<tr>
<td>17</td>
<td>O personagem executou um grande feito e é um herói para as pessoas de sua cidade natal.</td>
</tr>
<tr>
<td>18</td>
<td>O personagem encontrou um velho mapa do tesouro.</td>
</tr>
<tr>
<td>19</td>
<td>Alguém importante e poderoso deve um favor ao personagem.</td>
</tr>
<tr>
<td>20</td>
<td>O personagem conseguiu algum dinheiro e começa o jogo com 2d6 cc.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Perceba que até mesmo essa abordagem aleatória ainda permite que você role outros tipos dados para outras situações.</p>
<p>A grande vantagem desse método é que você consegue montar um background em poucos minutos e as tabelas são altamente reutilizáveis. A desvantagem aqui é construir tais tabelas. Por sorte já existem várias coisas prontas na web, basta um pouquinho de paciência na sua busca.</p>
<h2>Método 3: Todo mundo se conhece</h2>
<p>Quem já mestrou em eventos sabe como as coisas precisam ser mais otimizadas nessas situações. Uma abordagem que uso em quase todas as aventuras é que todo o grupo já se conhece de longa data e que já trabalham juntos a algum tempo.</p>
<p>Isso tem 2 propósitos. O primeiro é evitar que os jogadores fiquem desconfiando uns dos outros (sim, isso corre às vezes). Assim, sempre que as coisas começam a sair um pouco dos eixos eu digo: <i>&#8220;lembrem-se, vocês já se conhecem a um bom tempo, e isso não seria um problema, blá, blá, blá&#8230;&#8221;</i>. O segundo motivo é ajudar o jogador que tem alguma dificuldade em elaborar um passado para o seu personagem.</p>
<p>Se mesmo assim o jogador quiser que o seu personagem tenha um passado, tudo bem. Ele ainda é livre para inventar a história que quiser, contanto que não vá contra os interesses do grupo.</p>
<p>Porém, mesmo aqui, eu costumo usar a mesma mecânica que o <a href="https://www.rpgnoticias.com.br/post/usando-verdades-para-deixar-seu-jogo-de-rpg-mais-interessante" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>LendroPug do RPG Notícias</strong></a> chama de <strong>VERDADES</strong>. Trazendo aqui a explicação dele:</p>
<p><strong><i>&#8220;De modo prático, VERDADES são frases ou palavras que os jogadores usam para descrever detalhes de algo que estão conhecendo ou se lembrando no começo ou durante o meio da aventura de RPG&#8221;.</i></strong></p>
<p>Essa &#8220;metodologia&#8221; ajuda a dar coesão ao grupo, fazendo com que eles criem coisas em comum a respeito do cenário, NPCs ou da própria história do jogo. Também ajuda a criar um relacionamento entre o grupo, compartilhando locais e pessoas.</p>
<h2>Método 4: A folha em branco</h2>
<p>A outra abordagem que eu gosto é a do personagem com amnésia. O personagem realmente não se lembra de quase nada de sua vida pregressa e fica a critério do mestre preencher as lacunas faltantes. Muitos mestres podem odiar essa abordagem, assim como muitos jogadores podem adorar, mas eu sempre escolho esse caminho com cuidado.</p>
<p>Quando estou mestrando e o jogador faz um background com essa premissa, eu já deixo claro que vou usar isso a favor da históra da aventura ou campanha. Na primeira sessão, eu coloco um redutor em todos os testes que o jogador for realizar, a final de contas, ele não se lembra se sabe ou não fazer determinada ação, correto?</p>
<div id="attachment_2941" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2941 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-em-branco.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-em-branco.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/03/img-personagens-com-background-em-branco-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Deixar background na mão do mestre pode não ser uma boa ideia. | Fonte: Elder Scrolls Online.</p></div>
<p>Imagine o jogador que escolhe jogar como um ladrão. Será que o personagem dele realmente era um ladrão no passado?</p>
<p>Partindo desse ponto, sempre descrevo as cenas e ações desse jogador como se o personagem sempre estivesse em dúvida se aquilo é certo ou errado. Se ele for manejar uma arma por exemplo, ela poderá não lhe parecer familiar. Ao tentar comprar itens na taverna mais próxima, o vendedor pode se recusar a vender pra ele, e assim por diante.</p>
<p>A ideia é deixar o jogador um pouco desconfortável no início do jogo, por não saber exatamente o que está acontecendo. Dependendo de como for a resposta do seu jogador, frente a essas situações, você como mestre pode continuar a construir a história em torno desse passado esquecido.</p>
<p>Outro truque que uso é, sempre que surge alguma pista na aventura, como um NPC interessante, tento vincular o personagem sem background a ele. Isso acrescenta um &#8220;tempero a mais&#8221; a história. Lembro-me de uma situação onde os jogadores deveriam encontrar um informante em uma local secreto. Quando eles chegaram, o informante entrou em pânico e começou a falar coisas sem sentido, apontando para o  personagem sem background. Em seguida fugiu correndo, deixando o grupo sem respostas. Isso levou todo mundo a se questionar o que diabos havia acontecido com o personagem do jogador.</p>
<p>Outro exemplo foi quando, lá pela quinta sessão da campanha, o vilão que vinha aterrorizando os personagens se revela irmão do personagem sem background. Na hora da revelação o jogador chegou a protestar, dizendo que ele não tinha parentes próximos e que aquilo não fazia sentido. Eu apenas o lembrei da nossa primeira sessão de jogo onde eu disse: <i>&#8220;Certeza que não quer escrever nem duas linhas sobre o passado do seu personagem? Talvez eu use isso como parte da trama, tudo bem?&#8221;.</i></p>
<p>A malandragem aqui foi fazer os jogadores esquecerem que isso era relevante e usar esse fato depois de algumas sessões.</p>
<h2>Mas posso jogar sem isso?</h2>
<p>A resposta mais óbvia é sim, afinal de contas, jogar RPG é, antes de mais nada, se divertir. Se você fica estressado cada vez que precisa montar um personagem, alguma coisa está errada. Ou você precisa mudar de grupo/sistema ou dar um tempo no RPG.</p>
<p>A verdade é que você pode sim, jogar sem criar um passado para o seu personagem. Você provavelmente vai conseguir interagir com todos os NPCs e situações que o mestre colocar, mas pode ter certeza que tudo fica mais interessante quando o seu personagem tem sua própria identidade dentro do mundo de jogo.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/criando-personagens-de-rpg-com-background/">Criando personagens de RPG com background</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>A melhor forma de utilizar aventuras prontas</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 02:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<category><![CDATA[NPC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Recentemente escrevi um post sobre como fazer suas próprias aventuras e, ainda mais recentemente, tivemos um sobre improvisação na mesa de jogo. Mais ou menos na mesma linha editorial, hoje vamos dar umas dicas bem legais sobre como utilizar aventuras prontas na sua mesa. O que são aventuras-prontas? Caso você tenha caído [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/">A melhor forma de utilizar aventuras prontas</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Recentemente escrevi um post sobre <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/como-fazer-suas-proprias-aventuras/">como fazer suas próprias aventuras</a></strong> e, ainda mais recentemente, tivemos um sobre <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/mestrando-de-improviso-ou-a-arte-de-improvisar/"><strong>improvisação na mesa de jogo</strong></a>.</p>
<p>Mais ou menos na mesma linha editorial, hoje vamos dar umas dicas bem legais sobre como utilizar aventuras prontas na sua mesa.</p>
<h2>O que são aventuras-prontas?</h2>
<p>Caso você tenha caído de para-quedas, ou tenha começado a jogar RPG ontem à noite, aventuras prontas são aventuras, histórias ou cenários prontos para serem usados e que supostamente (já, já vamos entender esse &#8220;supostamente&#8221;) dão pouco trabalho para o mestre; uma vez que já tem a história, gancho, NPCs, etc. Inclusive já falamos de algumas delas <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>aqui</strong></a>, <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/revisitando-aventuras-prontas-de-dd/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>aqui</strong></a>, e <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/financiamentos/fifth-edition-fantasy-aventuras-fantasticas-para-quinta-edicao5e/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>nesse post</strong></a> aqui também.</p>
<p>Mas, será que é tão simples?</p>
<p>A resposta para essa pergunta, assim como para tantas outras coisas na vida, é um sonoro &#8220;<strong>depende</strong>&#8220;.</p>
<p>Depende da qualidade da aventura, de quem escreveu, de como a história ou background é contato (quanto tem um, é claro), se as informações estão claras e fáceis de encontrar. Depende também do uso que será dado, já que você pode usá-la de forma isolada ou colocar como parte daquela campanha maior que você está mestrando.</p>
<p>Ou seja, poderia ficar aqui enumerando uma série de &#8220;depende disso ou daquilo&#8221;, mas vocês captaram a ideia. Então sem mais delongas, vamos ver algumas dicas e formas práticas de usar isso.</p>
<h2>Método 1 &#8211; One-shot puro</h2>
<div id="attachment_2603" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2603 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventura-pronta-call-of-cthulhu.jpg" alt="Aventuras One Shot" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventura-pronta-call-of-cthulhu.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-aventura-pronta-call-of-cthulhu-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Aventuras de terror são sempre boas pedidas para One Shots. | Fonte: Devianart</p></div>
<p>Essa é a forma mais simples de usar uma aventura pronta. Sem nenhuma relação com a sua campanha em curso, pode funcionar bem como uma pausa. Levando ao extremo, pode nem ser no mesmo sistema habitual (aliás, recentemente fiz uma pausa em uma campanha de D&amp;D mestrando para o mesmo grupo um cenário pronto de <a href="https://newordereditora.com.br/loja/rpg/chamado-de-cthulhu-7a-edicao-jogo-rapido/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Chamado de Cthulhu</strong></a>).</p>
<p>A grande vantagem é que o mestre pode se preocupar apenas com a aventura em si, sem grandes adaptações ou preocupações em vincular a uma campanha ou ao mundo utilizado.</p>
<p>Mesmo assim requer certos cuidados. E o primeiro deles (se não o mais importante) é:</p>
<h3>LEIA A P*%&amp;&amp;A DA AVENTURA</h3>
<p>Assim mesmo. Em caixa alta. Falo muito sério e por experiência própria. Já tentei mestrar uma aventura-pronta sem fazer a leitura prévia. Isso não dá certo. Não tem como dar. Você precisa ter uma boa noção da trama geral, dos NPCs, das armadilhas (se for o caso), das pistas, dos segredos&#8230; se você improvisar completamente a chance de estragar a sessão (ou, no mínimo, ficar muito aquém do desejado e esperado) é de quase 100%. Você quase certamente vai:</p>
<ul>
<li>Dar spoilers da trama sem querer;</li>
<li>Colocar NPCs fora da hora;</li>
<li>Esquecer de apresentar algum NPC importante;</li>
<li>Deixar passar alguma pista ou acontecimento importante e ser ver obrigado a &#8220;rebobinar&#8221; parte da sessão (isso é MUITO chato).</li>
</ul>
<p>Então, vamos lá e repita comigo: &#8220;<em>Lerei <strong>TODA</strong> a aventura pronta antes de mestrar</em>&#8220;.</p>
<p>Resolvido isso, ainda aconselho a preparar alguns <strong>esquemas de auxílio</strong> e procurar furos na aventura (acredite, eles frequentemente existirão).</p>
<h2>Esquemas de Auxílio</h2>
<div id="attachment_2605" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2605 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-mapa-mental-da-aventura.jpg" alt="Ferramenta online de mapa mental" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-mapa-mental-da-aventura.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-mapa-mental-da-aventura-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Use (e abuse) de ferramentas online para te ajudar na organização das ideias. | Fonte: Realtimeboard</p></div>
<p>Sim, <strong>esquemas</strong>. Tente fazer uma linha do tempo dos acontecimentos da aventura (especialmente os que não dependem das ações dos jogadores). Pode fazer, também, uma lista de &#8220;gatilhos&#8221;, ou seja, ações dos jogadores que disparam certos eventos. A lista de gatilhos pode se tornar um fluxograma, com a devidas ramificações do que acontece se os jogadores tomam a decisão &#8220;A&#8221; ou &#8220;B&#8221;.</p>
<p>Um exemplo de evento que acontece ou não, a depender da atitude dos jogadores: o grupo está viajando junto com uma caravana comercial por uma estrada. A caravana se depara com um sujeito enterrado até o pescoço, apenas com a cabeça de fora. Na testa dele está escrito (Tatuado? Marcado a faca? Ou apenas com tinta?) a palavra &#8220;traidor&#8221;. Um exame de perto revelará que a pessoa está apenas desacordada (mas em breve estará morta de fome e/ou desidratação, e isso se não aparecer nenhum animal selvagem). O grupo pode ajudá-lo ou simplesmente passar reto. Ajudá-lo é o gatilho para um evento: a pessoa pode se revelar um aliado (ele tinha sido enterrado e deixado para morrer exatamente pela organização que os personagens estão perseguindo) ou um ladrão, conforme estiver descrito no texto (ou conforme a vontade do mestre).</p>
<h3>Inconsistências ou lacunas</h3>
<p>Pois é. Muitas aventuras publicadas, mesmo por editoras de renome, terão falhas, na forma de inconsistências ou lacunas. Inconsistências são itens conflitantes dentro da aventura. Lacunas são quando algum aspecto importante simplesmente não é trabalhado.</p>
<p>De novo, vamos a exemplos. No cenário de <strong>Chamado de Cthulhu</strong> que mestrei recentemente (vou omitir o nome e o livro de origem para limitar os spoilers e não prejudicar o jogo de alguém, mas afirmo que foi escrito por um dos principais autores da <strong>Chaosium</strong>, que é justamente famosa pela qualidade dos seus cenários prontos).</p>
<p>O cenário se passava em um hotel isolado no interiorzão do Canadá, e uma lacuna escancarada eram as rotas de acesso ao hotel. O cenário simplesmente não informava.</p>
<p>No mapa não tinha nenhuma representação de estradas. A primeira cena do cenário era já no hotel (sem uma introdução real). Como os personagens chegaram lá? De carro? Barco? Helicóptero? Na história o hotel estava abandonado há muitos anos, e o gancho era justamente reformar o hotel (convenientemente recebido como herança).</p>
<p>Precisei &#8220;criar&#8221; algumas estradas de acesso, com o cuidado de manter a cidade mais próxima a 6 horas de carro por uma estrada ruim e mal-sinalizada, contribuindo para o isolamento e deixando bem claro que sair do hotel para buscar suprimentos significaria dormir na cidade ou voltar dirigindo à noite. E funcionou lindamente, diga-se de passagem.</p>
<p>Nessa pegada é importante ler a aventura com olhos de jogador, pensando no que você faria, nas informações que você buscaria. Isso ajuda muito a perceber lacunas e corrigi-las.</p>
<p>Inconsistências são mais raras, mas de certa forma mais complicadas. Elas vem na forma, por exemplo, de um NPC que age de forma X em um momento e Y em outro sem nenhum motivo aparente (ou apenas para avançar a história). Perceber e corrigir isso é muito importante. Seus jogadores perceberão durante o jogo. Pode apostar.</p>
<h2>Método 2 &#8211; One-shot fora da campanha, mas no mesmo mundo ou cenário.</h2>
<div id="attachment_2606" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2606 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tales-of-the-yawning-portal.jpg" alt="Aventuras prontas de DnD" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tales-of-the-yawning-portal.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-tales-of-the-yawning-portal-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma excelente coletânea de aventuras interligadas. | Fonte: DnD Wizards</p></div>
<p>Esse é um método intermediário. Você está lá mestrando <a href="https://amzn.to/2HzP62f" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Hoard of the Dragon Queen</strong></a>, mas quer dar uma pausa e mestrar uma das aventuras de <a href="https://amzn.to/2U1amDJ" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Tales of the Yawning Portal</strong></a>, para o mesmo grupo, mas usando personagens diferentes.</p>
<p>Antes de mais nada, tenha em mente que <strong>ABSOLUTAMENTE TODAS</strong> as dicas do item anterior se aplicam, e mais algumas.</p>
<p>Se você vai mestrar uma aventura no mesmo mundo e época em que está mestrando uma campanha para o mesmo grupo, ainda que com personagens diferentes, já é importante se preocupar com a coerência.</p>
<p>No exemplo citado, tanto <strong>&#8220;TotYP&#8221;</strong> como &#8220;<strong>HotDQ</strong>&#8221; se passam em Forgotten Realms, o que facilita um pouco. Mesmo assim se atente para certos detalhes: cuide para que um NPC morto na campanha não apareça para os personagens na one-shot. Cuide para que aquela vila destruída e/ou saqueada permaneça assim na one-shot. Caso contrário, prepare-se para ouvir coisas assim:</p>
<p><em>&#8220;Ei! Mas, Greenest não tinha sido destruída no ataque do Dragão Negro?&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;As notícias do avanço do Culto do Dragão não estão se espalhando? Jurava que sim.&#8221;</em></p>
<p>Você pode ir ainda mais longe, e colocar (com bastante cuidado) insights da campanha na aventura one-shot. Colocar aquele mago vermelho de Thay que sumiu ou um membro do Culto do Dragão na one-shot do exemplo acima (ainda que apenas como <em>Easter Egg</em>). Isso pode dar uma tremenda sensação de coerência para os jogadores e eles vão sentir que aquele mundo é real.</p>
<h2>Método 3 &#8211; One-shot como pausa de campanha, mas com os mesmos personagens</h2>
<p>Ok. Aqui temos o caso mais complicado de todos.</p>
<p>Você está mestrando aquela campanha caprichada de sua autoria, mas teve um bloqueio criativo ou simplesmente não teve tempo de planejar a próxima sessão, e o improviso iria além do que está disposto a aceitar.</p>
<p>Parece a oportunidade perfeita de usar aquela aventura-pronta bacanuda (que você já leu várias vezes e está 100% pronto para mestrar). Parece uma excelente ideia, e é mesmo! Mas requer certos cuidados.</p>
<p>Aqui a preocupação com a coerência precisa ser imensa. Especialmente se você está usando uma aventura-pronta de um mundo específico em outro, ou uma de um mundo genérico em um mundo específico, seja de sua criação, seja um Forgotten Realms da vida.</p>
<p><strong>Primeiro ponto:</strong> veja a localização geográfica. Se o grupo está em deserto no meio do continente, a milhares de quilômetros da costa, não faz sentido nenhum que a one-shot se passe no mar (a menos que você tenha uma excelente desculpa para o deslocamento e o retorno).</p>
<p><strong>Segundo ponto:</strong> ainda ligado à geografia, verifique se é melhor usar aquela vila, floresta, montanha ou seja lá o que for da aventura genérica ou se é melhor adaptar para locais que já existem no mundo onde a campanha principal se passa. Lembre-se: a geografia nova que você inserir vai ter que continuar existindo no mundo de campanha e, justamente por isso, no longo prazo se torna mais fácil usar algo que já tenha no mundo, ainda que no momento de preparar/mestrar a aventura, dê mais trabalho.</p>
<p><strong>Terceiro ponto:</strong> NPCs. Troque alguns NPCs da aventura-pronta por NPCs que já apareceram na sua campanha se possível. Aquele contato misterioso que dará as pistas pode ser trocado por um antigo aliado dos jogadores. Parece simples, mas pode dar BEM mais trabalho do que parece. Se na aventura pronta há, por exemplo, um rei cruel e mal-humorado, mas na região onde os personagens dos jogadores normalmente se aventuram não há ninguém com essa personalidade, a adaptação pode ser até inviável (se os personagens já conhecem o rei e/ou a fama dele, e se essa característica for fundamental para a história).</p>
<div id="attachment_2604" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2604 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-loucura-em-porto-livre.jpg" alt="Trilogia Porto Livre" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-loucura-em-porto-livre.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/03/img-loucura-em-porto-livre-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Essa trilogia é muito boa para dar uma &#8220;pausa&#8221; nos demais jogos. | Fonte: Jambô Editora</p></div>
<p>Algumas aventuras são escritas pensando justamente em serem inseridas em um mundo qualquer. Um exemplo que me vem à cabeça é a excelente <strong>Trilogia de Porto Livre</strong> (que por sinal, no momento em que escrevo esta matéria, <a href="https://jamboeditora.com.br/produto/pacote-porto-livre/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>está em uma bela promoção no site da Jambô</strong></a>), que se passa em uma cidade costeira que pode ser facilmente incluída em qualquer mundo de fantasia medieval. Pode ser jogada como mini-campanha, isolada da sua campanha principal, ou mesmo integrada a uma história maior (o clima da narrativa e algumas pontas soltas deixadas facilitam esse último caso).</p>
<h2>Uma última alternativa</h2>
<p>Uma última possibilidade é pegar uma aventura pronta e utilizar apenas a ideia principal, adaptando todo o resto para o seu mundo de campanha. Funciona bem para casos em que há um jogador veterano na mesa que provavelmente já leu o material (nesse caso a dica é nem mesmo mencionar a fonte da ideia. Aumenta bastante a chance de funcionar).</p>
<p>Na mesma pegada, você pode pegar uma campanha que seja dividida em capítulos e utilizar apenas um deles como &#8220;recheio&#8221; da sua própria. Um que funcionam muito bem é o capítulo da viagem com a caravana, de &#8220;Hoard of the Dragon Queen&#8221;, por exemplo. O grupo de personagens basicamente vai do ponto A ao ponto B acompanhando uma caravana de comerciantes com muitos NPCs interessantes.</p>
<p>E é isso aí, aventureiros. Por hoje é só. Espero que tenha gostado das dicas, e que elas ajudem vocês a melhorar a sua mesa de jogo.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/a-melhor-forma-de-utilizar-aventuras-prontas/">A melhor forma de utilizar aventuras prontas</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Loucura em Abadir &#8211; Uma aventura pronta para sua mesa de RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Oct 2018 13:11:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[Averum]]></category>
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		<category><![CDATA[savage worlds]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vocês pediram aventuras prontas, então aqui está. Loucura em Abadir é uma aventura one-shot para 3 a 5 jogadores, ideal para jogadores iniciantes, mas que também pode ser usada em uma campanha já em andamento. Ela se passa em nosso cenário oficial, o pós-apocalíptico mundo medieval de Averum. É só baixar e jogar!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/loucura-em-abadir-uma-aventura-pronta-para-sua-mesa-de-rpg/">Loucura em Abadir &#8211; Uma aventura pronta para sua mesa de RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Loucura em Abadir é uma aventura que se passa no <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/"><strong>mundo de Averum</strong></a>, nosso cenário de RPG medieval apocalíptico. Inicialmente planejada para D&amp;D 5ª edição, a aventura teve uma adaptação de última hora para o sistema <strong>Savage Worlds</strong>. O motivo? Nosso cenário foi um dos selecionados para participar do concurso &#8220;<a href="http://retropunk.net/editora/concurso-varios-mundos-de-savage-worlds/" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>Os Vários Mundos de Savage Worlds</em></strong></a>&#8220;.</p>
<p>A segunda etapa do concurso pedia uma aventura curta (one shot), para personagens iniciantes e que deveria servir como introdução do cenário. Pois bem, após a apresentação da aventura para o comitê avaliador, passamos para a próxima fase do concurso. Com isso, decidimos compartilhar com vocês esta pequena vitória e nada melhor do que disponibilizar a aventura na íntegra. Futuramente ela será devidamente adaptada para o D&amp;D 5ª edição (que era o plano original), mas no momento todos os nossos esforços relacionados a <strong>Averum</strong> estão voltados para o concurso.</p>
<p>Porém, com um poucos ajustes essa aventura pode ser facilmente adaptada, não só para D&amp;D, mas para qualquer sistema de jogo, uma vez que quase todo o material da aventura é descritivo.</p>
<h2>Um vilarejo envolto em névoas</h2>
<div id="attachment_2194" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2194 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-zared-o-mago.jpg" alt="Zared, o mago corrompido" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-zared-o-mago.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-zared-o-mago-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Zared, o mago corrompido, um dos inimigos da aventura. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Para esta aventura, recomenda-se de 3 a 5 jogadores, com personagens Novatos. Pelo menos um dos personagens deve possuir <strong>Antecedente Arcano (Magia)</strong> e outro deve possuir <strong>Antecedente Arcano (Milagres)</strong>.</p>
<p>Os personagens já começam todos juntos, presos em uma carroça, sem os seus equipamentos e a menor ideia de como foram parar nessa situação. Cabem a eles descobrir o que aconteceu bem como desvendar o mistério que envolve a vila de <strong>Abadir</strong>, que dá nome a aventura.</p>
<p>A aventura traz ainda as estatísticas de todos os NPCs e mapas para ambientar os jogadores. Os mapas são uma cortesia do <strong><a href="https://dysonlogos.blog/" target="_blank" rel="noopener">Dyson Logos</a></strong>.</p>
<p>Esperamos que vocês gostem tanto da aventura quanto do plot do cenário. Qualquer comentário (elogio ou crítica) é bem-vindo.</p>
<p>Abraço.</p>
<h2>Links para Download</h2>
<div class="link-download"><a href="https://goo.gl/zbYkXD" target="_blank" rel="noopener">Loucura em Abadir &#8211; PDF<i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
<p></p>
<div class="link-download"><a href="https://goo.gl/AbLzSP" target="_blank" rel="noopener">Loucura em Abadir &#8211; Mapa do Castelo<i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
<p></p>
<div class="link-download"><a href="https://goo.gl/FceLJD" target="_blank" rel="noopener">Loucura em Abadir &#8211; Mapa da Masmora <i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
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		<title>Pier Gerlofs Donia &#8211; Personagem para D&#038;D 5e</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/adaptacoes/pier-gerlofs-donia-personagem-para-dd-5e/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2018 18:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[5e]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[personagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pier Gerlofs Donia foi pirata que aterrorizou os mares holandês no século 16. Trazemos um pouco da sua lenda e também sua fica para D&#038;D 5ed.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve aventureiros!!!</p>
<p>Hoje temos mais uma adaptação para D&amp;D. Desta vez um NPC para situações diversas que, obviamente, pode ser usado como personagem jogador com a devida permissão do Mestre.</p>
<p>A essa altura vocês já devem estar pensando em quem diabos é esse cara, e de que série, filme ou livro ele saiu, mas não dessa vez. Dessa vez trazemos um personagem real, histórico e relativamente pouco conhecido, mas bastante interessante. Um guerreiro e pirata que atuou não no Caribe, mas no mar do Norte, e aterrorizou a marinha holandesa entre 1515 e 1520 (sim, ele atuou por apenas 5 anos, e mesmo assim tornou-se lendário).</p>
<p>Sem mais enrolação&#8230;.</p>
<h2>Pier Gerlofs do mundo real</h2>
<p>Pier nasceu em em 1480, em Kimswerd, na região conhecida como Frísia, uma faixa litorânea de cerca de 60 km de largura que se estende pelo norte das atuais Holanda e Alemanha, chegando quase até a Dinamarca.</p>
<div id="attachment_2095" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2095 size-full" title="Frísia" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/Frísia.png" alt="Frísia" width="483" height="413" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/Frísia.png 483w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/Frísia-300x257.png 300w" sizes="auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px" /><p class="wp-caption-text">Frísia, sim esse lugar realmente existiu. | Fonte: <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Frisia" target="_blank" rel="noopener">Wikipedia</a></p></div>
<p>Consta que em 1515 um regimento a serviço do duque Jorge da Saxônia, O Batalhão Negro (um regimento mercenário particularmente violento e cruel) pilhou a aldeia de Donia, supostamente estuprando e matando Rintze Syrtsema, sua esposa, além de queimar completamente a igreja da vila.</p>
<p>Em busca de vingança Pier Gerlofs (ou Grutte Pier &#8211; Grande Pedro) aliou-se ao duque Carlos de Egmond, e formou uma milícia batizada de &#8220;O Bando Negro de Arum&#8221; (Arumer Zwarte Hoop), que atuava como um grupo pirata no Mar do Norte. Sob a liderança de Grutte Pier os ataques e saques do Bando causaram severos prejuízos aos ingleses e, principalmente, holandeses, sendo que em sua maior batalha foram capturados nada menos que 25 navios holandeses, o que imputou a Grutte Pier a alcunha de &#8220;Cruz dos Holandeses&#8221;.</p>
<p>Em 1517 o Bando Negro dominou a cidade de <strong><a href="https://goo.gl/maps/h6PXF9kKUF72" target="_blank" rel="noopener">Asperen</a></strong>, dizimando praticamente todos os habitantes no processo, e passou a utilizar a cidade fortificada como como base, até serem expulsos pelos holandeses.</p>
<p>Apesar do sucesso de suas investidas, Grutte Pier não foi capaz de conter as invasões da Borgonha e Habsburgo, tendo se aposentado em 1519, aos 39 anos de idade. Pier morreu no ano seguinte, de forma pacífica, em sua cama.</p>
<p>A vida de Grutte Pier é rodeada de lendas. Estima-se que o guerreiro tivesse cerca de 2,15 m de altura e, segundo relatos de época, tinha uma força sobre-humana, sendo capaz de, com um único golpe de espada, separar vários homens ao meio. Não apenas isso, mas Pier teria sido capaz de brandir sua imensa arma com apenas uma mão.</p>
<div id="attachment_2115" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2115 size-full" title="A &quot;pequena&quot; espada de Grutte Pier" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/02-Espada.jpg" alt="A &quot;pequena&quot; espada de Grutte Pier" width="460" height="622" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/02-Espada.jpg 460w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/02-Espada-222x300.jpg 222w" sizes="auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px" /><p class="wp-caption-text">A impressionante espada de Grutte Pier! (Em exibição no museu de Leeuwarden, na Holanda). | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Parece um excelente personagem para uso em D&amp;D, não é mesmo?</p>
<p>Então comecemos a adaptação.</p>
<h2>Classe</h2>
<p>Apesar de brutal, Pier não parece preencher os pré-requisitos para um bárbaro. Embora seja de um vilarejo pequeno, já se tratava de um lugar razoavelmente civilizado para a sua época, e nada na história conhecida indica que Pier tivesse uma grande intimidade com a natureza. Então, vamos de guerreiro.</p>
<h2>Nível</h2>
<p>O Player&#8217;s Handbook separa os níveis de personagens em <em>tiers</em>, ou camadas. A primeira camada (níveis 1-4) é definida como &#8220;aventureiros aprendizes&#8221;. Definitivamente não é o caso. A segunda camada (níveis 5-10) diz que são personagens &#8220;autônomos&#8221;, já de certa importância, e capazes de enfrentar ameaças a cidades e reinos. Parece bom, mas ainda não bom o suficiente. A terceira camada (níveis 11-16) diz que &#8220;os personagens adquiriram um nível de poder que os torna especiais mesmo entre aventureiros&#8221;. Agora sim! Pier Gerlofs é um guerreiro em algum ponto entre o nível 11 e o 16 (vamos definir em detalhes mais tarde).</p>
<h2>Atributos</h2>
<p>Há muitos relatos sobre a força sobre-humana de Grutte Pier, então certamente esse atributo será tão alto quanto possível. Partindo do rol tradicional de habilidades (15, 14, 13, 12, 10, 8), certamente 15 vai na Força. Como se trata de um humano, 16 (todos os atributos são aumentados em 1, lembrem-se). Mas estamos falando de um sujeito com força sobre-humana, então 20 seria o mínimo aceitável. Para atingir esse valor, precisamos de, no mínimo, nível 12. Mas queremos uma outra habilidade, também, então, nível 14 (mais ou menos no meio da camada indicada anteriormente).</p>
<p>Para os demais atributos não há grandes registros. Podemos presumir que seu Carisma não era pequeno (já que foi capaz de liderar um grande bando de guerreiros), ou podemos assumir que sua grande Força os intimidava. Inteligência e Sabedoria também não seriam baixos (há necessidade de uma boa capacidade estratégica para realizar os feitos atribuídos a Pier). Por outro lado, um homem desse tamanho muito provavelmente seria um pouco desajeitado.</p>
<p>Resumindo, teríamos o seguinte:  For 20, Des 9, Con 15, Int 13, Sab 11, Car 14.</p>
<p><em>[EDITADO EM 12/10/2018] Pessoal, uma coisa que não ficou muito clara e algumas pessoas perguntaram: os atributos acima <strong>não são</strong> os definitivos. 20 em força é um número alvo, e os demais vêm da distribuição inicial. Os atributos definitivos, após os devidos ganhos pelo avanço do nível 1 ao 14 são os da ficha abaixo.</em></p>
<h3>Pier Gerlofs Donia</h3>
<p>Medium Humanoid (Human) Fighter 14</p>
<p><strong>Armor Class</strong> 16 (Scale Mail)</p>
<p><strong>Hit Points</strong> 108</p>
<p><strong>Speed</strong> 30 ft</p>
<p><strong>STR</strong> 20 (+5)   <strong>DEX</strong> 12 (+1)  <strong>CON</strong> 17 (+3)   <strong>INT</strong> 14 (+2)   <strong>WIS</strong> 13 (+1)   <strong>CHA</strong> 15 (+2)</p>
<p><strong>Saving Throws:</strong> Str +10; Con +8</p>
<p><strong>Skills</strong> Athletics +10; Intimidation +7</p>
<p><strong>Senses</strong> Passive Perception 11</p>
<p><strong>Languages</strong> Common, Giant</p>
<p><strong>Challenge</strong> 14 (11.500 xp)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Actions:</strong></span></p>
<p><strong>Multiattack</strong>. Grutte Pier ataca 3 vezes/rodada</p>
<p><strong>Greatsword</strong>. Melee weapon attack. +10 to hit, 2d6+5 damage</p>
<p><strong>Handaxe</strong>. Melee weapon attack. +10 to hit, 1d6+5 damage</p>
<h2>Como usar Grutte Pier?</h2>
<p>A ficha de personagem que apresentamos abaixo pode ser usada como um NPC em sua aventura ou campanha. Talvez com Pier já aposentado, dando &#8220;dicas&#8221; a aventureiros mais jovens. Ou, talvez, ele ainda esteja na ativa, liderando uma milícia em algum lugar do seu mundo de campanha. E, evidentemente, caso se trate de uma aventura de alto nível, nada impede que ele seja usado como personagem de um dos jogadores, já que foi criado usado estritamente as regras disponíveis. Obviamente o mestre é livre para modificar seus poderem como convier para a campanha.</p>
<p>Abraço e até a próxima!</p>
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		<title>Como se joga RPG?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2017 00:33:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[como se joga]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[personagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agora que você já sabe o que é RPG, vamos falar sobre como se joga RPG. A primeira coisa que você precisa saber é: não existe jeito certo ou errado de jogar. Cada jogador e mestre desenvolve o seu estilo e não há nada de errado com isso. A única regra que recomendamos que todos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que você já sabe <a href="http://universorpg.com/dicas/o-que-e-o-rpg/">o que é RPG</a>, vamos falar sobre como se joga <strong>RPG</strong>.</p>
<p>A primeira coisa que você precisa saber é: não existe jeito certo ou errado de jogar. Cada jogador e mestre desenvolve o seu estilo e não há nada de errado com isso. A única regra que recomendamos que todos sigam é a diversão.</p>
<p>Mas se não existe certo ou errado, como eu jogo RPG?</p>
<p>Vamos abordar aqui primeiramente o jogador e no próximo post vamos falar sobre o papel do Mestre.</p>
<p>Quando convidamos alguém para começar a jogar, explicamos um pouco sobre a aventura e o cenário onde ela ocorre. Passamos rapidamente pelas regras principais, jogadas de dados e a ficha do personagem, ou seja, o básico para que a pessoa não se sinta perdida em meio a tanta informação.</p>
<p>Alguns mestres gostam de explicar em detalhes toda a ficha de personagem e as rolagens de dados relacionadas. Outros preferem simplesmente explicar esses conceitos conforme o jogo anda, deixando a imersão acontecer aos poucos. As duas abordagens funcionam e tem seus prós e contras.</p>
<p>Porém, a coisa mais difícil nesse primeiro momento é a interpretação do personagem. Muitos jogadores se sentem perdidos logo nos primeiros minutos da aventura e quando dizemos que ele tem que interpretar uma outra pessoa as próximas perguntas são:</p>
<p>“<em>Mas preciso sair andando por aí fazendo gestos?</em>”;</p>
<p>“<em>Tem que se fantasiar ou usar uma roupa diferente ou algo do gênero?</em>”</p>
<p>“<em>É interpretar… tipo… no teatro?</em>”</p>
<p>E por aí vai. São todas perguntas normais de quem está começando e não há nada de errado nisso, ok?</p>
<h3>Dando vida ao personagem</h3>
<p>Quando jogamos, pegamos a ficha de personagem, que pode estar pronta ou não, e transformamos aquele amontoado de números em algo com significado.</p>
<p>Por exemplo, o mestre lhe entrega uma ficha pronta e diz: “<em>esse personagem é um policial veterano prestes a se aposentar. Ele tem dificuldades em usar a tecnologia do pessoal mais novo e gosta de fazer as coisas à moda antiga, como interrogar as pessoas ao invés de buscar informações nos computadores da delegacia.</em>”</p>
<p>A primeira vista parece um grande desafio dar vida a um personagem assim, mas será mesmo?</p>
<p>O cinema e as séries de TV estão cheios de referências como esta. Você não precisa criar algo do zero, você pode pegar emprestado algumas coisas ou o personagem inteiro que você viu num filme, por exemplo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-303 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/01/img-true-detective-frame.jpg" alt="" width="960" height="394" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/01/img-true-detective-frame.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/01/img-true-detective-frame-300x123.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/01/img-true-detective-frame-768x315.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>Essa inclusive é uma boa dica para quem está começando, busque referências. Uma maneira de falar ou de vestir, uma mania ou um tique nervoso. Você pode usar qualquer característica na hora de interpretar ou descrever seu personagem.</p>
<p>Voltando ao exemplo do policial veterano, ele pode ser alto, baixo, gordo, magro, pode mancar de uma perna, pode ser fumante ou amante de comida mexicana. Ele pode ter um sotaque por se estrangeiro ou pode sempre falar baixinho. As possibilidades são infinitas.</p>
<h3>Bancando o ator</h3>
<p>Outro fator que considero importante é a forma como as pessoas interpretam, ou seja, como elas fazem o “<em>roleplay</em>” na hora do jogo. Algumas conseguem se colocar no papel do personagem e falam como se ele estivesse ali, naquele momento na mesa de jogo. Outras preferem descrever as ações do seu personagem, falando em terceira pessoa. Vejamos outro exemplo.</p>
<p>O mestre descreve uma cena e pede uma ação: “<em>Você chega ao endereço do bilhete em suas mãos. É uma casa simples como outra qualquer. Você percebe que a luz da sala está acesa e consegue perceber algum movimento lá dentro. Não há portões ou muros, a porta da casa dá acesso direto à rua. O que você faz?</em>”</p>
<p>Resposta do jogador: “<em>Olho para os lados para me certificar que não tem ninguém me seguindo e vou até perto da janela dar uma espiada.</em>”</p>
<p>Resposta do jogador: “<em>Meu personagem olha ao redor para ver se não foi seguido e depois vai até a janela dar uma espiada</em>”.</p>
<p>A diferença pode parecer sutil, mas muitos jogadores se sentem perdidos ao ter que interpretar certas ações de seus personagens. A situação complica mais quando essas ações não são comuns a realidade do jogador, como escalar um muro, seguir uma pessoa na multidão sem ser notado ou puxar papo com um estranho em busca de informações.</p>
<p>O importante é saber que tudo isso é normal. Com o tempo e observação você vai melhorando a forma como joga e criando um estilo próprio. E na dúvida você sempre pode perguntar ao mestre e aos demais jogadores o que eles fariam numa situação dessa.</p>
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		<title>O que é o RPG?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jan 2017 00:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[como se joga]]></category>
		<category><![CDATA[jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[personagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RPG vem do inglês Role Playing Game, que numa tradução livre seria jogo de interpretação de papéis ou personagens. Cada participante, que costumamos chamar de jogador, interpreta o papel de um “personagem” que faz parte de uma aventura imaginária. O tipo de aventura é definido por um árbitro chamado Mestre. Ele define o cenário e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RPG</strong> vem do inglês <em><strong>R</strong>ole <strong>P</strong>laying <strong>G</strong>ame</em>, que numa tradução livre seria jogo de interpretação de papéis ou personagens.</p>
<p>Cada participante, que costumamos chamar de jogador, interpreta o papel de um “personagem” que faz parte de uma aventura imaginária. O tipo de aventura é definido por um árbitro chamado Mestre. Ele define o cenário e interpreta o papel das outras pessoas que os personagens encontrarão durante a aventura.</p>
<p>A aventura pode ter um objetivo fixo — salvar a princesa, encontrar um tesouro perdido, deter uma invasão alienígena — ou pode não ter um final planejado, levando sempre os personagens de uma aventura para a próxima. Quando ligamos várias aventuras em sequência uma da outra, temos uma campanha de RPG. Ela pode ter um final fechado, assim como num seriado por exemplo ou ter um final aberto e durar mais tempo onde os personagens (e jogadores) vêm e vão. Só depende do Mestre e dos jogadores.</p>
<p>Não há necessidade de tabuleiro para um RPG — embora alguns sistemas incluam regras opcionais de combate em “tabuleiro”. O RPG é jogado verbalmente. O Mestre descreve uma situação e diz aos jogadores o que seus personagens vêem e ouvem. Os jogadores, por sua vez, descrevem o que seus personagens estão fazendo diante dessa situação. O Mestre então descreve o resultado das ações dos personagens&#8230; e assim por diante.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-293 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/tipos-de-aventuras.jpg" alt="" width="960" height="540" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/tipos-de-aventuras.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/tipos-de-aventuras-300x169.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/tipos-de-aventuras-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>Dependendo da situação, o Mestre pode decidir o resultado arbitrariamente (com o objetivo de tornar a aventura mais interessante), fazer referência a uma regra específica do jogo (para decidir o que é possível) ou exigir uma jogada de dados (para obter um resultado aleatório, o que pode ser interessante).</p>
<p>Parte do objetivo do RPG é fazer com que os jogadores enfrentem uma situação como seus personagens o fariam. O RPG permite que o jogador interprete um samurai japonês implacável, um padre sensato, um bufão medieval ou um garoto de rua fazendo, clandestinamente, sua primeira viagem espacial&#8230; ou qualquer outra possibilidade.</p>
<p>Outro aspecto importante do RPG é que ele não precisa ser competitivo. Na maioria das situações, o grupo conseguirá ou não realizar seu intento em conjunto, dependendo do quanto eles cooperaram entre si. Além disso, a maior recompensa por ter jogado bem não é a “vitória”, mas sim o desenvolvimento do personagem. Quanto mais um jogador interpretar seu personagem e participar da aventura (a critério do Mestre), mais pontos ele receberá para aprimorar as características do seu personagem.</p>
<p>O RPG é também uma das formas de entretenimento mais criativas que existe. A maior parte das formas de diversão é passiva: a audiência senta e assiste sem tomar parte no processo criativo. No RPG, a “audiência” participa do processo de criação. O Mestre é o contador de histórias principal, mas os jogadores são responsáveis pela condução de seus personagens. Utilizando as regras de um sistema de RPG os jogadores podem criar seus próprios personagens ou podem ainda utilizar personagens prontos, criados pelo Mestre ou disponibilizados junto com algumas aventuras. Se quiserem que alguma coisa aconteça na história, os jogadores farão com que ela aconteça, pois seus personagens são parte integrante dela.</p>
<p>Os outros tipos de diversão são produzidos em série para agradar a maior audiência possível, mas cada aventura de RPG é uma jóia distinta, lapidada por aqueles que tomaram parte nela. O Mestre fornece o material bruto, mas o acabamento final é dado pelos próprios jogadores.</p>
<p><em>Adaptado de GURPS 4ª Edição &#8211; Módulo Básico &#8211; Personagens</em></p>
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