<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>new order &#8211; UniversoRPG</title>
	<atom:link href="https://universorpg.com/tag/new-order/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://universorpg.com/tag/new-order/</link>
	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Sep 2019 22:36:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">120313904</site>	<item>
		<title>Pathfinder: o que esperar da segunda edição</title>
		<link>https://universorpg.com/espada-e-magia/financiamentos/pathfinder-o-que-esperar-da-segunda-edicao/</link>
					<comments>https://universorpg.com/espada-e-magia/financiamentos/pathfinder-o-que-esperar-da-segunda-edicao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2019 01:28:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[d20]]></category>
		<category><![CDATA[new order]]></category>
		<category><![CDATA[paizo]]></category>
		<category><![CDATA[pathfinder]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
		<category><![CDATA[Wizards of the Coast]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://universorpg.com/?p=2699</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aproveitando que o financiamento coletivo de Pathfinder 2ª Edição está a todo vapor (trazido pela Editora New Order no Catarse), vamos hoje conhecer um pouco das principais mudanças que vieram atualizar o RPG que, por um tempo, já superou o clássico D&#38;D em popularidade. Um pouco de história A Editora Paizo surgiu no início dos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/financiamentos/pathfinder-o-que-esperar-da-segunda-edicao/">Pathfinder: o que esperar da segunda edição</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando que o financiamento coletivo de <i><a href="https://paizo.com/pathfinder" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Pathfinder</a> 2ª Edição</i> está a todo vapor (trazido pela <a href="https://newordereditora.com.br/">Editora New Order</a> no <a href="https://www.catarse.me/pathfinder2e" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Catarse)</a>, vamos hoje conhecer um pouco das principais mudanças que vieram atualizar o RPG que, por um tempo, já superou o clássico D&amp;D em popularidade.</p>
<h3>Um pouco de história</h3>
<p>A Editora Paizo surgiu no início dos anos 2000, aproveitando a onda de jogos d20 que tiraram proveito da licença flexível criada com a 3ª edição do <i>Dungeons and Dragons</i>. No início a Paizo era responsável pela publicação das revistas <i>Dungeon </i>e <i>Dragon</i>, que haviam sido licenciadas pela Wizards of the Coast (você não leu errado: estamos falando de duas revistas diferentes e não do jogo de RPG). Embora as duas revistas contivessem conteúdo voltado para o D&amp;D, uma era mais focada em artigos (a Dragon) enquanto a outra era quase que exclusivamente dedicada a aventuras (a Dungeon).</p>
<p>Em 2007 a Wizards anunciou que estava trabalhando na 4ª edição do D&amp;D, que teria uma licença bem mais restritiva que a edição anterior. Além disso, a Paizo perdeu a licença para publicação das revistas. A alternativa que a editora teve foi continuar publicando aventuras para o D&amp;D 3.5 numa revista própria, a <i>Pathfinder</i>. Com o lançamento do D&amp;D 4 em 2008, a Paizo resolveu continuar dando suporte para os fãs do sistema anterior através do seu próprio RPG, o <i>Pathfinder Roleplaying Game</i>, que era uma versão modificada do D&amp;D 3.5, utilizando a licença OGL lá do início dos anos 2000.</p>
<p>A Wizards provavelmente não contava com a enorme fidelidade dos fãs ao D&amp;D 3.5. O resultado foi que de 2011 a 2014 o Pathfinder foi o RPG mais vendido nos EUA, desbancando o D&amp;D, que detinha esse título desde seu surgimento em 1974 até 2010. Em 2015 o D&amp;D voltou a conquistar seu lugar no topo com a 5ª edição, lançada no ano anterior.</p>
<div id="attachment_2707" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2707 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd.jpg" alt="" width="720" height="405" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/pathfinderxdnd-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Estará a nova edição de Pathfinder à altura do D&amp;D 5ed? | Fonte: Divulgação</p></div>
<h3>Surge uma nova edição</h3>
<p>Ainda que o Pathfinder venha mantendo a segunda posição dos RPGs mais vendidos, o sistema têm mostrado sinais de envelhecimento. Uma das grandes reclamações dos novos jogadores de Pathfinder é justamente o quebra-cabeças matemático que se tornou a criação de personagens, com suas infindáveis combinações de talentos, habilidades, classes de prestígio e multiclasses. Já o principal motivo do sucesso do D&amp;D 5 foi um certo “retorno às origens”, que trouxe a simplificação, sobretudo das regras de criação de personagens, ainda mantendo a consistência, diversidade e balanceamento do sistema.</p>
<p>Assim a Paizo começou a trabalhar em 2016 na segunda edição de seu consagrado sistema, tendo liberado em 2018 o material para playtest, que ainda pode ser baixado na <a href="https://paizo.com/pathfinderplaytest#downloads" target="_blank" rel="noopener noreferrer">página oficial</a>. O sistema sofreu grandes modificações, com o objetivo principal de facilitar a criação de personagens sem perder sua essência, que sempre foi a enorme gama de possibilidades de customização (algo que foi bastante limitado no D&amp;D 5).</p>
<p>Embora o sistema tenha sofrido algumas mudanças nas mecânicas em geral (nas regras de combate, por exemplo), vamos nos concentrar aqui no que mudou na criação de personagens. As regras discutidas a seguir se baseiam na atualização 1.6 do playtest (de 05 Out 2018) e podem não ser as mesmas da versão final, pois o sistema ainda está sofrendo alguns ajustes. Por exemplo, a polêmica Regra de Ressonância, que limita o acesso a itens mágicos, não deve estar presente na versão final, ainda que apareça no material de playtest.</p>
<h3>Um sistema mais modular</h3>
<p>O Pathfinder original, assim como o D&amp;D 3.5, são sistemas extremamente flexíveis, que permitem ao jogador criar personagens bastante diversos, por meio de uma combinação de talentos, características, habilidades, raças e uma ou mais classes. O problema desta diversidade é a grande complexidade para se encontrar combinações que sejam úteis, eficientes e ainda reflitam a imagem que um jogador faz de seu personagem.</p>
<div id="attachment_2711" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-2711 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable.jpg" alt="" width="720" height="426" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderTable-300x178.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Criar um personagem de Pathfinder pode ser uma tarefa desafiadora | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A proposta do novo Pathfinder é simplificar as escolhas que o jogador pode fazer no processo de criação de personagens, de modo a ainda permitir uma boa diversidade. A principal solução foi unificar os talentos genéricos, poderes e características num novo sistema, que possui talentos específicos associados a cada classe e ancestral (veremos mais adiante esse novo conceito). Isso não só facilita a vida do jogador, como também diminui a possibilidade de criação de “combos”, e acaba sendo muito parecido com os sistemas de escolha de “árvores de habilidades” que encontramos em muitos MMOs.</p>
<p>Não só os talentos, mas também os próprios atributos agora podem ser computados com base em ampliações (<i>boosts</i>) e reduções (<i>flaws</i>), que também são definidas pela escolha de classe, ancestral e antecedentes (outro novo conceito que veremos adiante). Todos os atributos começam com o valor base 10 e vão sendo ajustados. Por exemplo, um personagem recebe +2 em constituição e força se escolher um anão, +2 em força ou destreza se escolher um guerreiro e +2 em força  ou carisma se escolher o antecedente gladiador. Além dessas ampliações em atributos específicos, esse personagem ainda teria disponível duas ampliações de +2 para colocar em qualquer atributo desejado.</p>
<h3>O fim das raças</h3>
<p>Sim, é isso mesmo: as raças, um dos conceitos mais tradicionais dos jogos de RPG de fantasia, foi substituído por outro conceito ligeiramente diferente e mais abrangente. Tratam-se dos “Ancestrais” (<i>Ancestries</i> no original) , que abrangem as mecânicas das raças originais (dados de vida, ampliação/redução de atributos, línguas, etc) mas incluem também o conceito de herança. Significa que os personagens “herdam” características de seus ancestrais, que vão se manifestando ao longo do tempo. Mecanicamente essas características são representadas por talentos, adquiridos à medida que o personagem avança de nível. A resistência inata dos anões à magia, por exemplo, agora é um talento que pode ou não ser adquirido como parte de sua evolução hereditária.</p>
<p>Trata-se de um conceito que pode parecer estranho num primeiro momento, mas abre um leque de possibilidades de customização dos personagens. Em alguns casos, os talentos de ancestrais podem ser encarados mais como um “legado” do que algo estritamente genético. Um exemplo é a familiaridade dos elfos com armas elegantes, tais como arcos e espadas longas, que é mais uma tradição dos elfos do que um habilidade física</p>
<p>Para complementar os Ancestrais, foi criada também uma nova mecânica aproveitando a história do personagem. Claramente inspirada na regra homônima do D&amp;D 5, temos agora também “Antecedentes” (<i>Backgrounds</i> no original) em Pathfinder. É um pequeno “pacote” de características pensadas para valorizar o histórico do personagem, definindo aumentos de atributos, alguns talentos e perícias específicas. Alguns exemplos são acólito, gladiador, nobre, estudioso e caçador. Embora pareçam estar bastante associadas com certas classes, um uso interessante é justamente combiná-las com classes que não tem nenhuma relação: um acólito pode ser o antecedente, por exemplo, de um mago. Imagine os antecedentes como “proto-classes”, que representam a vida do personagem antes dele estudar/treinar/praticar para adquirir uma classe.</p>
<div id="attachment_2713" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-2713 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins.jpg" alt="" width="720" height="467" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/Goblins-300x195.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Os clássicos goblins de Pathfinder agora são uma nova raça jogável | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>E finalmente, outra grande novidade relacionada com os Ancestrais é a possibilidade dos personagens jogarem com Goblins! Essas pequenas e irritantes criaturinhas sempre foram uma espécie de mascote de Pathfinder e agora podem ser utilizadas pelos jogadores como uma desafiadora alternativa de “alívio cômico” para os grupos, que tem tudo para desbancar esse título dos halflings e gnomos.</p>
<h3>Uma nova classe e o fim da multiclasse</h3>
<p>Logo de início podemos notar duas grandes mudanças no sistema de classes de Pathfinder, que foram ideias surgidas nos suplementos Guia de Classes Avançado (<i>Advanced Class Guide</i>) e Guia do Jogador Avançado (<em>Advanced Player&#8217;s Guide</em>), agora adaptadas e incorporadas no livro básico.</p>
<p>A primeira é uma nova classe base, o Alquimista (<i>Alchemist</i>), que era originalmente uma classe opcional do Guia do Jogador Avançado. Trata-se de mais uma alternativa interessante de classe arcana, ao lado do Mago e do Feiticeiro. No caso do alquimista, o foco da sua magia está em suas criações alquímicas, que vão desde poções explosivas (alguém aí pensou em coquetel molotov?) até poções mais convencionais, como as poções de cura e de melhoria de atributos. Enquanto um mago precisa diariamente memorizar suas magias e um clérigo orar para a sua divindade, o alquimista vai precisar gastar um tempo elaborando as poções que ele terá a sua disposição. Essa rapidez de preparação e versatilidade é basicamente o que diferencia a classe alquimista de um mago alquimista convencional. E é claro que o alquimista também precisa de uma boa pontaria quando se trata de arremessar seus preparados explosivos (alguns talentos melhoram o alcance ou precisão do alquimista).</p>
<p>A segunda grande mudança é a extinção do conceito de multiclasse. Essa regra tradicional, nascida no D&amp;D, permitia que um personagem de uma determinada classe, digamos um guerreiro, suspendesse a evolução na sua classe original e ganhasse níveis em outra classe, como por exemplo ladino, o que incluía todas as características de evolução da nova classe, como dado de vida, habilidades específicas e espaços de magia. Existiam ainda as classes de prestígio, que tinham como objetivo substituir completamente a classe original por uma nova classe, que funcionava como um aprimoramento ou especialização.</p>
<h3>Os arquétipos</h3>
<p>O novo conceito de Pathfinder 2e que substitui a multiclasse é o arquétipo. Embora já existisse na edição anterior, ele foi agora aprimorado para permitir uma melhor diversificação e especialização das classes tradicionais, sem alterar drasticamente o caminho de evolução do personagem. Tanto que temos arquétipos de multiclasse (que permitem a aquisição de talentos de uma classe distinta da original) e os arquétipos de prestígio ( que permitem a aquisição de talentos que aperfeiçoam a classe original).</p>
<p>Um exemplo de arquétipo de multiclasse é o Arquétipo Clérigo. Suponhamos que a classe do personagem seja  guerreiro. Se ele possuir Sabedoria 16 e adquirir treinamento em religião, então ele pode adotar o arquétipo clérigo. Com esse arquétipo ele tem acesso a novos talentos, que permitirão ao longo do tempo que ele possa, entre outras habilidades, lançar magias divinas. Embora o personagem agora tenha acesso a talentos de clérigo, sua progressão de pontos de vida e de proficiências continuam como a de um guerreiro.</p>
<p>Já um exemplo de arquétipo de prestígio é o Arquétipo Cavaleiro. Novamente, tomemos como exemplo o nosso guerreiro. Ao adquirir esse arquétipo ele continua sendo um personagem focado em combate armado, porém agora ele também é especializado, por meio de novo talentos, no combate montado. Mais uma vez, sua base de evolução continua a mesma, somente com o acesso a um novo conjunto de talentos de classe.</p>
<div id="attachment_2714" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2714 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage.jpg" alt="" width="720" height="553" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/07/PathfinderMage-300x230.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Não só as artes foram aprimoradas, mas todas as classes sofreram alguma melhoria | Fonte: Paizo</p></div>
<h3>Outras mudanças nas classes</h3>
<p>Além dessas grandes mudanças, tivemos também diversas mudanças menores em todas as classes, seja com o objetivo de melhor caracterizá-las ou de trazer um balanceamento.</p>
<p>Alguns exemplos: <b>bárbaros </b>agora possuem acesso a Totens (olá Guerreiro Totêmico do D&amp;D 5ed); <b>bardos </b>ganharam sua própria classe de magias (as Magias do Oculto &#8211; <i>Occult Spells</i>); <b>monges </b>deixaram de ser simples máquinas de pancada e passaram a ter distintos estilos de combate marcial, dependendo do tipo de instância adotada (da Garça, do Lobo, do Tigre ou do Dragão); <b>paladinos </b>também ganharam mais personalidade, deixando de ser clérigos guerreiros leais, adquirindo seus próprios “Poderes de Campeão” (ao invés de invocarem magias divinas tradicionais); e <b>rangers </b>agora são mais versáteis, pois não possuem apenas um conjunto limitado de inimigos favorecidos, podendo usar sua habilidade para marcar qualquer alvo para terem vantagem sobre ele em um combate.</p>
<h3>Perícias e proficiência</h3>
<p>Um última mudança digna de nota é quanto ao Sistema de Proficiência, que influencia principalmente como ocorre a evolução do nível das perícias. Originalmente, a cada nível de personagem você ganhava “pontos de perícia” que poderiam ser usados para aumentar o nível de uma perícia ou para o aprendizado de uma nova.</p>
<p>Na nova edição, as perícias que você escolhe inicialmente são aquelas em que você é proficiente (treinado). Existem 5 níveis de proficiência*: sem treinamento(-4), treinado (0), especialista (+1), mestre (+2) e lendário (+3). A medida que avança de nível, o personagem vai adquirindo “incrementos de perícia”, que podem ser utilizados para aumentar o nível de proficiência numa perícia ou adquirir treinamento em uma nova.</p>
<p>A grande diferença agora é que o nível de personagem também entra no cálculo do valor final de teste de uma perícia. Por exemplo, um personagem de nível 10, com o nível mestre (+2) em Diplomacia (Car) e Carisma 16 (+3), possuirá um valor de teste igual a +15 (10+2+3). Esse personagem teria sucesso quase garantido em qualquer teste com DC 15 ou menos. Ou seja, personagens de alto nível treinados em uma perícia passam a ter sucesso praticamente automático em testes regulares, mesmo que não invistam na melhoria de sua proficiência.</p>
<p><em><strong>*ATUALIZAÇÃO: </strong>no financiamento coletivo foi disponibilizada uma ficha de personagem que apresenta novos modificadores de proficiência: Destreinado (0), Treinado (+2), Especialista (+4), Mestre (+6) e Lendário (+8).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/financiamentos/pathfinder-o-que-esperar-da-segunda-edicao/">Pathfinder: o que esperar da segunda edição</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/espada-e-magia/financiamentos/pathfinder-o-que-esperar-da-segunda-edicao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2699</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Starfinder em financiamento coletivo pela New Order</title>
		<link>https://universorpg.com/hyperdrive/financiamentos/starfinder-em-financiamento-coletivo-pela-new-order/</link>
					<comments>https://universorpg.com/hyperdrive/financiamentos/starfinder-em-financiamento-coletivo-pela-new-order/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2018 03:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hyperdrive]]></category>
		<category><![CDATA[catarse]]></category>
		<category><![CDATA[new order]]></category>
		<category><![CDATA[paizo]]></category>
		<category><![CDATA[pathfinder]]></category>
		<category><![CDATA[starfinder]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://universorpg.com/?p=2317</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pathfinder é um concorrente de peso para o D&#038;D. Agora o Brasil recebe um outro jogo da Paizo, Starfinder. Definido como jogo de 'fantasia científica', o jogo entrou em financiamento coletivo pela editora New Order. Confira os detalhes.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/financiamentos/starfinder-em-financiamento-coletivo-pela-new-order/">Starfinder em financiamento coletivo pela New Order</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Starfinder</strong> é um jogo de fantasia científica, um gênero misto que contém elementos de ficção científica e fantasia, focado em aventuras de mundos fantásticos, exploração da galáxia e viagens em espaçonaves pela Deriva. Lugar onde magia e tecnologia se misturam e se confundem. Existem também muitos outros conflitos, como por exemplo conflitos entre colônias, grupos políticos e corporações galácticas.</p>
<p>Ele conta com um conjunto de regras familiares, já presentes e conhecidas do aclamado <a href="https://amzn.to/2DEbPbD" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pathfinder</strong></a>, seu jogo irmão de fantasia medieval. Traz um conjunto de regras para viagens espaciais, construção de espaçonaves e sociedades da galáxia com cultos, mercenários e corporações, junto a descritivos de diversos planetas e ambientes para suas aventuras.</p>
<h2>Novas Raças</h2>
<p><strong>Androides</strong>: Criaturas artificiais com elementos biológicos e mecânicos. Originalmente criados pela humanidade como servos, agora são livres para traçarem seu próprio destino entre as estrelas.</p>
<p><strong>Kasathas</strong>: Uma antiga raça de quatro braços vinda de um sistema estelar distante, são tradicionalistas firmes com costumes que os fazem parecer sábios e misteriosos para outras raças.</p>
<p><strong>Lashuntas</strong>: Psíquicos naturalmente talentosos, divididos em duas subespécies: uma alta e magra, outra baixa e musculosa. Ambos são atraentes para outras raças e dedicados à erudição e auto-perfeição.</p>
<p><strong>Shirrens</strong>: No passado parte de uma aterradora mente coletiva que devorava tudo em seu caminho. Os insetoides shirrens mutaram e se separaram para se tornarem indivíduos independentes, mas gregários, viciados na liberdade de escolha.</p>
<p><strong>Vesk</strong>: Devotados à conquista e ao domínio, os reptilianos Vesk encerraram recentemente sua longa guerra com as outras raças dos Mundos do Pacto e muitos ainda desconfiam deles apesar de seu senso de honra e utilidade em combate.</p>
<p><strong>Ysoki</strong>: Passionais e obstinados, os roedores Ysoki são especialistas em entrar e sair de problemas. Eles deixam seu amor por tecnologia, exploração e aventura carregá-los por toda galáxia.</p>
<div id="attachment_2321" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2321 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-racas-starfinder.jpg" alt="As racas de Starfinder" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-racas-starfinder.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-racas-starfinder-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Todas as raças são compatíveis com Pathfinder. | Fonte: Paizo</p></div>
<p>Além das raças exclusivas de Starfinder, diversas raças conhecidas estão presentes no jogo. <em>Humanos</em>, <em>Elfos</em>, <em>Anões</em>, <em>Gnomos</em>, <em>Halflings</em>, <em>Meio-Elfos</em> e <em>Meio-Orcs</em> tornando o cenário de campanha denso e trazendo uma enorme gama de civilizações com culturas a serem descobertas pelos jogadores e utilizadas pelos mestres em aventuras épicas.</p>
<h2>Financiamento Coletivo</h2>
<p>Starfinder está em financiamento coletivo, <a href="https://www.catarse.me/Starfinder" target="_blank" rel="noopener"><strong>via Catarse, pela New Order Editora</strong></a>, responsável por outros títulos como <strong>Numenera</strong>, <strong>Kuro</strong> e <strong>Shadowrun</strong> (todos bem sucedidos).</p>
<p>O apoio mais barato custa <strong>R$35</strong> e dá direito ao livro básico em PDF. Já com <strong>R$160</strong> você leva o livro em sua versão impressa (mais o PDF), com impressionantes 524 páginas. Segundo a editora, assim que a meta básica de financiamento for batida, todos os apoiadores já receberão a versão em PDF.</p>
<p>Além do livro, estão disponíveis os tradicionais mapas de pano da New Order, apoios apenas para as metas extras e ainda apoio exclusivo para lojistas.</p>
<p>Dentre as metas extras interessantes, está a série de aventuras <strong>Sóis Mortos</strong> (Dead Suns). São ao todo 6 aventuras interligadas que formam uma pequena campanha, levando os jogadores do nível 1 ao 11.</p>
<p>O financiamento coletivo vai até dia <strong>15/12</strong>, mas não deixe para a última hora, tá?</p>
<p>Nos vemos numa cantina espacial por aí!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/financiamentos/starfinder-em-financiamento-coletivo-pela-new-order/">Starfinder em financiamento coletivo pela New Order</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/hyperdrive/financiamentos/starfinder-em-financiamento-coletivo-pela-new-order/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2317</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cthulhu no Brasil &#8211; de novo, e ainda mais aterrorizante!</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/</link>
					<comments>https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2018 02:23:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[new order]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://universorpg.com/?p=1119</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ok. Não é nenhum segredo que a equipe UniversoRPG é fãzona de H.P. Lovecraft e dos Mitos de Cthulhu (e isso sempre ficou bem aparente no conteúdo que publicamos aqui). Dessa forma um de nossos RPGs favoritos (e o que mais jogamos nos últimos encontros) é “O Chamado de Cthulhu” (CdC). Durante muitos anos os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/">Cthulhu no Brasil &#8211; de novo, e ainda mais aterrorizante!</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ok. Não é nenhum segredo que a equipe UniversoRPG é fãzona de H.P. Lovecraft e dos Mitos de Cthulhu (e isso sempre ficou bem aparente no conteúdo que publicamos aqui).</p>
<p>Dessa forma um de nossos RPGs favoritos (e o que mais jogamos nos últimos encontros) é “<em>O Chamado de Cthulhu</em>” (CdC).</p>
<p>Durante muitos anos os RPGistas brasileiros não tiveram acesso a uma versão traduzida deste sensacional sistema, tão importante para a história do RPG mundial, com seus conceitos inovadores, e um dos primeiros a ser publicado fora da temática Fantasia Medieval, então dominante nos sistemas existentes.</p>
<p>Isso só mudou de verdade em 2013, quando a editora <strong>Terra Incógnita</strong> realizou um financiamento coletivo para trazer a 6a edição de CdC oficialmente para o Brasil (sim, sabemos que Rastro de Cthulhu já era publicado aqui, mas trata-se de outro sistema. Já falamos sobre os dois <strong><a href="http://universorpg.com/do-alem/sistemas/cthulhu-o-chamado-x-o-rastro/">aqui</a></strong>). A decisão de trazer uma edição que estava prestes a ser substituída foi questionada pelos fãs, mas justificada pelo fato de haver uma imensa gama de suplementos ainda disponíveis, além de que na época ainda demoraria vários meses para a 7a ver a luz do dia.</p>
<p>O financiamento foi bem sucedido, mas a editora experimentou uma série de problemas. Alguns foram realmente imprevistos, outros poderiam ter sido evitados. O acúmulo deles terminou por fazer com que a editora descontinuasse sua linha, e fechasse as portas definitivamente em 2017.</p>
<h2>Mas os Grandes Antigos são poderosos</h2>
<div id="attachment_1123" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1123 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_call_of_cthulhu_7_edicao.jpg" alt="" width="750" height="495" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_call_of_cthulhu_7_edicao.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_call_of_cthulhu_7_edicao-300x198.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">S. Petersens Field Guide to Lovecraftian Horrors, um dos mais aguardados do financiamento. | Fonte: Chaosium.</p></div>
<p>Os direitos de publicação no Brasil já haviam sido negociados, e já há vários meses especulava-se qual editora nacional os havia adquirido.</p>
<p>Na véspera do Natal de 2017 a pergunta foi respondida: a editora <strong><a href="http://newordereditora.com.br/">New Order</a></strong> iniciou um financiamento coletivo para trazer a 7a Edição de &#8220;<em>O Chamado de Cthulhu</em>&#8221; para terras tupiniquins.</p>
<p>(E adivinhem só! Também já publicamos <strong><a href="http://universorpg.com/do-alem/sistemas/nova-edicao-de-chamado-de-cthulhu/">um artigo sobre as diferenças entre a sexta e sétima edições</a></strong>)</p>
<p>O financiamento foi um tremendo sucesso já nos primeiros dias, tendo atingido a meta mínima no terceiro dia, e seguiu derrubando as metas extras uma atrás da outra.</p>
<p>No momento em que publicamos este artigo ainda restam 24 horas para a conclusão do financiamento, e uma única meta ainda não batida (a menos que a <strong>New Order</strong> tenha outras cartas na manga para revelar amanhã: caso atinja a nada modesta marca de R$ 200.000 teremos, além de tudo o que foi desbloqueado, uma versão impressa do <a href="https://www.chaosium.com/the-grand-grimoire-of-cthulhu-mythos-magic-hardcover/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Grand Grimoire of Cthulhu Mythos Magic</a> , e há excelentes chances de isso acontecer (já é possível ver o &#8220;efeito reta final&#8221; na arrecadação do financiamento).</p>
<p>O blog <strong><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Mundo Tentacular</a></strong> tem publicado resenhas dos itens das metas extras atingidas, mas infelizmente não conseguiu seguir o ritmo com que elas foram batidas:</p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2017/12/meta-1-no-coracao-das-trevas-aventura.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #1: No Coração das Trevas &#8211; Aventura de Chamado de Cthulhu</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-2-colheita-fria-um-cenario.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #2 &#8211; Colheita Fria &#8211; Um cenário de Chamado de Cthulhu na União Soviética</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-4-portas-para-escuridao.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #4 &#8211; Portas para a Escuridão: Cinco Cenários para Jogadores e Mestres Iniciantes</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-5-testemunha-silenciosa-um.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #5 &#8211; &#8220;A Testemunha Silenciosa&#8221; um cenário moderno para Chamado de Cthulhu</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-6-guia-de-campo-de-s.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #6 &#8211; Guia de Campo de S. Petersen para os Horrores Lovecraftianos</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-7-kit-do-guardiao-de-chamado-de.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #7: Kit do Guardião de Chamado de Cthulhu: Escudo do Mestre, Mapas e Suplemento de Aventuras</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/02/meta-extra-8-cenario-o-portal-de-kizzah.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Meta Extra #8 &#8211; Cenário &#8220;O Portal de Kizzah&#8221; &#8211; Cenário de Chamado de Cthulhu na Mesopotâmia</a></p>
<p>Obviamente, quando os livros forem entregues, faremos um hands-on por aqui.</p>
<p>E aí? Vai perder essa? Ou vai se render à loucura dos Grandes Antigos?</p>
<p>Link para o financiamento: <a href="https://www.catarse.me/chamado_de_cthulhu" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>https://www.catarse.me/chamado_de_cthulhu</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/">Cthulhu no Brasil &#8211; de novo, e ainda mais aterrorizante!</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/bau-do-mestre/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1119</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O gênero Cyberpunk e o RPG</title>
		<link>https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/o-genero-cyberpunk-e-o-rpg/</link>
					<comments>https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/o-genero-cyberpunk-e-o-rpg/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2017 00:35:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hyperdrive]]></category>
		<category><![CDATA[blade runner]]></category>
		<category><![CDATA[cyberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[cyberpunk 2020]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[ghost in the shell]]></category>
		<category><![CDATA[gurps cyberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[interface zero]]></category>
		<category><![CDATA[new order]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[shadowrun]]></category>
		<category><![CDATA[the sprawl]]></category>
		<category><![CDATA[the veil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://universorpg.com/?p=1001</guid>

					<description><![CDATA[<p>O gênero cyberpunk andava meio esquecido nos últimos anos, tanto no cinema quanto no RPG. Até que este ano tivemos o lançamento de dois excelentes representantes do gênero nos cinemas: Ghost in The Shell: A Vigilante do Amanhã e Blade Runner 2049. Alguns fãs das respectivas obras “originais” (Ghost in The Shell de 1995 e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/o-genero-cyberpunk-e-o-rpg/">O gênero Cyberpunk e o RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O gênero cyberpunk andava meio esquecido nos últimos anos, tanto no cinema quanto no RPG. Até que este ano tivemos o lançamento de dois excelentes representantes do gênero nos cinemas: <em>Ghost in The Shell: A Vigilante do Amanhã e Blade Runner 2049</em>. Alguns fãs das respectivas obras “originais” (<em>Ghost in The Shell de 1995 e Blade Runner: O Caçador de Andróides de 1982</em>) não têm recebido com grande entusiasmo essas obras revisitadas, porém não há dúvida que elas têm feito grande sucesso e têm contribuído para um renascimento do cyberpunk na cultura pop.</p>
<p>Mas afinal, o que é o Cyberpunk? Ele é nada mais que um subgênero da ficção científica que mostra um futuro distópico (decadente, pessimista), onde a tecnologia teve um impacto negativo na sociedade &#8211; exatamente o oposto das utopias futuristas como a que vemos no universo de Star Trek (onde a tecnologia solucionou a maior parte dos problemas da humanidade). Alguns gostam de resumir a definição do gênero na expressão “high tech, low life” (alta tecnologia e baixa qualidade de vida). Essa expressão não deixa de estar certa, porém ela apenas arranha a incrível mistura de elementos estéticos, tecnológicos, filosóficos e sociais que tornam o cyberpunk tão peculiar e fascinante.</p>
<p>Embora cada cenário cyberpunk tenha suas particularidades, existem alguns elementos que são comuns. Um dos principais é a influência da tecnologia na sociedade e no ambiente: alimentos sintéticos, automatização de serviços, cidades extremamente populosas e poluição. A humanidade pode estar vivendo em ilhas superpovoadas de tecnologia em meio a desertos estéreis, que surgiram como resultado de resíduos produzidos por uma super industrialização, ou mesmo como resultado de guerras nucleares.</p>
<div id="attachment_1002" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1002 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As cidades do futuro podem ser o último bastião da civilização | Fonte: Alphacoders Wallpapers</p></div>
<p>Outro elemento quase obrigatório é a profunda integração homem-máquina. Implantes cognitivos, membros cibernéticos, interfaces de rede e até mesmo corpos biônicos completos são algumas das muitas opções encontradas em mundos distópicos futuristas. Embora sejam itens comuns, geralmente os de melhor qualidade são extremamente caros e disponíveis apenas para poucos. E isso geralmente acaba tendo como consequência o surgimento de um mercado negro. Outro resultado dessa integração é o acesso onipresente ao fluxo de informações da rede, o que cria um terreno fértil para os hackers, o cyber terrorismo e todo tipo de intriga no mundo digital.</p>
<p>Em alguns cenários também são exploradas questões filosóficas profundas, pois a fronteira que separa um robô com uma IA senciente de um ser humano se torna muito tênue. Andróides se parecem e agem como seres humanos, podendo até mesmo terem direitos civis. E nos casos ainda mais drásticos, a humanidade pode ter sido subjugada pelas máquinas e os poucos que resistiram foram marginalizados e tem de lutar pela sua sobrevivência.</p>
<div id="attachment_1003" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1003 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-ghost-in-the-shell.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-ghost-in-the-shell.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-ghost-in-the-shell-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Em Ghost in the Shell o que diferencia o homem da máquina é o seu “fantasma” | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>E finalmente temos o controle corporativo da sociedade. Quase sempre existe uma entidade controladora que rege a sociedade. Na maior parte dos casos essa entidade é uma ou mais mega corporações, que possuem o monopólio de alguma tecnologia importante. Em outros casos o próprio estado é extremamente controlador e burocrático, monitorando de perto todos os cidadãos e violando as liberdades individuais em detrimento de uma suposta garantia de segurança.</p>
<p>A popularização do gênero cyberpunk começou na literatura, com obras de referência como <em>Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?</em> (1968, de Philip K. Dick) e <em>Neuromancer</em> (1984, de William Gibson) e logo atingiu os cinemas, sobretudo a partir dos anos 80: Blade Runner, Tron, Exterminador do Futuro, Robocop, Juiz Dredd, Total Recall, Gattaca, O Quinto Elemento, Matrix e Minority Report são alguns dos exemplos mais conhecidos (alguns tiveram refilmagens e continuações &#8211; geralmente não tão bem sucedidas). Tivemos também ótimos representantes no mundo dos mangás e animes, como <em>Akira</em> (1982, de Katsuhiro Otomo), <em>Ghost in The Shell</em> (1989, de Masamune Shirow) e <em>Blame!</em> (1998, de Tsutomu Nihei).</p>
<div id="attachment_1004" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1004 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-blade-runner.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-blade-runner.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-blade-runner-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Blade Runner &#8211; o filme que definiu o gênero | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>E então nos anos 90 o cyberpunk finalmente chega com força ao mundo do RPG. Os principais títulos foram <em>Cyberpunk 2020 (1988, R Talsorian Games)</em>, <em>Shadowrun (1989, FASA)</em>, <em>GURPS Cyberpunk (1990, Steve Jackson Games)</em>, <em>Cyberspace (1989, Iron Crown Enterprises)</em> e <em>SLA Industries (1993, Nightfall Games)</em>. Essa temática fez tanto sucesso que tivemos inclusive os 3 primeiros desses títulos trazidos para o Brasil, numa época em que o mercado era dominado pela fantasia de AD&amp;D e pelo horror gótico de Vampiro.</p>
<p>Nos anos 2000 infelizmente esses títulos foram sumindo aos poucos, se tornando itens de colecionador. Não podemos negar que a enchente de títulos com o selo d20 nessa época tenha contribuído para eclipsar a temática cyberpunk (embora tenha chegado a surgir um d20 <em>Modern Cyberscape</em>), mas acredito que o principal motivo foi outro, bastante simples: os títulos cyberpunk dos anos 90 se tornaram extremamente datados e, de certa forma, obsoletos. Embora implantes cibernéticos não sejam algo comum hoje em dia, grande parte da tecnologia “imaginada” para os anos 2020 foi superada, sobretudo na área da computação e comunicações. Apenas a título de ilustração, no <em>GURPS Cyberpunk</em> é dito que as mídias de armazenamento mais comuns seriam discos de 10GB (enquanto que um blu-ray de hoje tem capacidade de 50GB) e nem sequer se imaginava algo como os pendrives, que chegam a ter capacidade de 1TB.</p>
<div id="attachment_1018" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1018 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-capas-1.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-capas-1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-capas-1-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A era de ouro do RPG cyberpunk no Brasil | Fonte: Google Images</p></div>
<p>A pergunta que cabe aqui é: então o que temos de RPGs Cyberpunks atuais em português? Felizmente, nessa era de financiamentos coletivos, a Editora Pensamento Coletivo nos trouxe o Interface Zero 2.0, em 2016, e a New Order Editora está trazendo esse ano o Shadowrun 5ª Edição, ambos financiados com grande sucesso através do catarse.</p>
<p>Interface Zero 2.0 é um RPG cyberpunk tradicional, ambientado no ano de 2090. Embora tenha sido trazido pela Pensamento Coletivo, ele utiliza o sistema de regras genérico Savage Worlds, publicado em português pela Retropunk. Nele você vai encontrar todos os elementos tradicionais do gênero: mega corporações corruptas, andróides com aspecto humano, acesso permanente a DataNet por meio de um implante cibernético (o TAP- Tendril Access Processor) e é claro que os personagens levam uma vida de proscritos no submundo.</p>
<div id="attachment_1008" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1008 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-interface-zero.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-interface-zero.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-interface-zero-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Interface Zero 2.0 | Fonte: Editora Pensamento Coletivo</p></div>
<p>Já o <em>Shadowrun</em> é um velho conhecido dos rpgistas brasileiros, pois a segunda edição foi lançada por aqui em 1995, traduzida pela Ediouro e assumida posteriormente pela Devir. A <em>5ª Edição</em> se passa agora no ano de 2075 (a primeira se passava em 2050), mas os conceitos, ainda que atualizados, permanecem os mesmos. O sistema de regras ainda se baseia no antigo sistema D6. Os personagens geralmente estão envolvidos em intrigas de espionagem industrial, onde os <em>deckers</em> (hackers do futuro) operam a partir da <em>Matrix</em> (não confunda com o filme!). E é claro, os elementos que são motivos de crítica para alguns puristas, também estão lá: magia, raças e criatura fantásticas fazem parte desse cenário. Por esse motivo, alguns não consideram <em>Shadowrun</em> um cenário cyberpunk e sim de fantasia urbana.</p>
<p>Ok, “<em>mas e se eu domino o idioma inglês, que opções tenho</em>?”, você pode estar se perguntando. Nesse caso temos duas sugestões para você: <em>The Sprawl</em> (2015, da Ardens Ludere) e o <em>The Veil</em> (2017, da Samjoko Publishing), ambos baseados no sistema de regras <em>Powered by Apocalypse</em>, desenvolvido inicialmente para os jogos <em>Apocalypse World, Dungeon World e Monsterhearts</em>. The <em>Sprawl</em> é um jogo orientado a missões, com foco nas corporações e suas tramas. A estrutura em geral dele é muito parecida com <em>Shadowrun</em>. Os personagens são construídos em torno de classes padrão, que definem arquétipos como hacker, assassino e infiltrador.</p>
<p>Já <em>The Veil</em> não é tão focado em missões e sim na exploração de questões filosóficas e existenciais, nos limites entre o mundo físico e digital. Ao invés de trazer classes pré-definidas, aqui o seu personagem é definido pelas suas habilidades e características pessoais. Se você é fã de Ghost in the Shell e Blade Runner, esse será o seu jogo com certeza.</p>
<div id="attachment_1009" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1009 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-viel-sprawl.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-viel-sprawl.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-viel-sprawl-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Opções para quem domina o inglês | Fonte: Kickstarter</p></div>
<p>E finalmente, se você é fã inveterado do sistema <em>Dungeons and Dragons</em>, temos um RPG que recebe aqui a menção honrosa por utilizar o sistema do D&amp;D 5th. Trata-se do <em>Neurospasta 5E</em> (2017, da Dias Ex Machina Games), que utiliza as classes do <em>Ultramodern5</em> (2016, da Dias Ex Machina Games) &#8211; uma espécie de <em>d20 Modern Future</em> atualizado para a quinta edição, que possui uma versão gratuita (SRD). O <em>Neurospasta</em> é fortemente inspirado em Ghost in the Shell, pois o seu cenário é uma cidade high-tech conhecida como Archon, onde a segurança pública é garantida pela <em>Division of Public Safety</em> (alguém aí falou em Seção 9?), com o foco em intrigas políticas e onde praticamente todos os cidadãos estão conectados na rede global. Dessa maneira, ele foge um pouco do estereótipo de futuro decadente da maioria dos cenários cyberpunk.</p>
<p>Espero que tenha gostado do conteúdo e não deixe de colocar nos comentários qual o seu sistema favorito para jogar no gênero cyberpunk.</p>
<p><em><strong>Bônus</strong>: A arte que ilustra a capa desse post é de <strong>Josan Gonzalez</strong>. É dele a arte da capa de uma das edições de Neuromancer. Se quiser conhecer um pouco mais do trabalho desse artista fantástico veja essa matéria do <a href="http://bit.ly/2yCqi4m"><strong>The Verge</strong></a>.</em></p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/o-genero-cyberpunk-e-o-rpg/">O gênero Cyberpunk e o RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/o-genero-cyberpunk-e-o-rpg/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1001</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
