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	<title>Dark Dungeons &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>A história do D&#038;D básico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 May 2018 02:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Houve uma época em que, para jogar e principalmente para mestrar RPG, era necessário ler um ou mais livros com centenas de páginas e uma infinidade de regras. Isso era comum principalmente antes da Era d20. GURPS, AD&#38;D, Vampiro, Shadowrun e outros sistemas possuíam livros intimidadores para os iniciantes. A editora TSR / Wizards of [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Houve uma época em que, para jogar e principalmente para mestrar RPG, era necessário ler um ou mais livros com centenas de páginas e uma infinidade de regras. Isso era comum principalmente antes da Era d20. GURPS, AD&amp;D, Vampiro, Shadowrun e outros sistemas possuíam livros intimidadores para os iniciantes. A editora TSR / Wizards of the Coast (WotC)  já havia percebido isso a muito tempo atrás e sempre tentou criar uma versão básica de seus jogos que fosse mais simples, rápida e bastante enxuta para atrair os novos jogadores &#8211; nenhum livro passava muito de 30 páginas. Você compra uma caixa que já vem com tudo que é necessário para começar a jogar: um livreto para o mestre, outro para os jogadores, uma aventura pronta com alguns personagens, um mapa  e um conjunto de dados.</p>
<h2>Os kits introdutórios</h2>
<p>Essa receita se consolidou com a segunda edição do AD&amp;D, através do conjunto introdutório <i>First Quest</i>, que foi lançado no Brasil em 1995 pela Editora Abril. Além do kit básico, ele incluía também um CD de áudio com sons e narrativas para acompanhar a aventura introdutória, miniaturas plásticas e fichas ilustrativas. Esses acessórios eram bastante inovadores na época, mas acabaram sendo abandonados nas edições seguintes. A principal limitação de regras que caracterizou essa edição e as seguintes  era que os personagens só podiam chegar até o 3º nível &#8211; como resultado isso sempre reduziu bastante as tabelas de progressão, listas de magias, listas de itens mágicos e listas de monstros.</p>
<div id="attachment_1435" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1435 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/firstquest2-e1525318564785.jpg" alt="" width="720" height="540" /><p class="wp-caption-text">First Quest &#8211; um kit introdutório clássico</p></div>
<p>Em 1999 a WotC (ainda sob o selo TSR), provavelmente com o objetivo de preencher uma “lacuna” de falta de novos produtos, decide lançar o “<i>Dungeons and Dragons Adventure Game</i>”, que seguia a receita tradicional de simplificação. Ele era composto por 3 aventuras, para personagens prontos de níveis 2, 3 e 4, com a possibilidade de evolução até o 5º nível. A grande limitação é que ele não possuía regras para os jogadores criarem seus próprios personagens. Foi um dos últimos produtos lançado para o AD&amp;D.</p>
<p>Em 2000, na terceira edição do D&amp;D, tivemos o retorno do conjunto introdutório “D&amp;D<i> Adventure Game</i>”. Ainda que tivesse regras mais detalhadas para a criação de personagens, eles estavam restritos ao 3º nível, como no <i>First Ques</i>t. Ele também procurava se aproximar mais de um jogo de tabuleiro, limitado a exploração de masmorras, como o jogo <i>HeroQuest </i>(lançado aqui pela Estrela). Com o lançamento da edição 3.5, em 2004, surgiu também um novo “jogo de tabuleiro”, ainda mais simplificado (permitia os personagens atingirem somente o 2º nível), chamado   “<i>Dungeons and Dragons Basic Game</i>”. Ainda que tenha sofrido uma revisão em 2006, nenhum desses jogos chegou a fazer muito sucesso e tampouco foram lançados no Brasil.</p>
<p>Já com a quarta edição foi recriado o estilo clássico da famosa caixa vermelha de 1983 (sobre a qual falaremos mais adiante), com um kit introdutório tradicional. Foi lançado no Brasil pela Editora Devir em 2011. Ele foi o primeiro  de uma linha de livros conhecida como “Essenciais”, que tinha como objetivo facilitar a introdução de novos jogadores e mestres, eliminando a trindade sagrada de livros básicos do D&amp;D (Livro do Jogador, Livro do Mestre e Livro dos Monstros). Foi outra iniciativa audaz mas que também não deu muito certo …</p>
<div id="attachment_1448" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-1448 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/4e5eStarterSets-e1525393758166.png" alt="" width="720" height="340" /><p class="wp-caption-text">Os módulos introdutórios das 4ª e 5ª edições | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Até que tivemos o lançamento da quinta edição em 2014, que entre vários acertos também teve um dos melhores módulos introdutórios, o “Starter Set” de 2015, além de disponibilizar gratuitamente as regras básicas em PDF, conforme vimos <strong><a href="http://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/kit-basico-do-aventureiro-de-dd-5e/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">neste</a></strong> artigo. Como tinha o suporte das regras básicas gratuitas, a sua aventura introdutória não se limitou ao 3º nível, permitindo um melhor desenvolvimento da história e a evolução dos personagens até o 5º nível. Por conta disso, essa aventura (<i>Lost Mine of Phandelver</i>) é amplamente utilizada até mesmo por mestres experientes como introdução para suas campanhas.</p>
<p>Como pudemos ver, os kits introdutórios sempre deixaram um pouco a desejar pelo fato de limitarem a evolução dos personagens, não permitindo que os mestres e jogadores pudessem realmente experimentar a parte mais interessante dos sistemas. A disponibilização das regras gratuitas ajudou na popularização da quinta edição, porém não é exatamente muito amigável para novos jogadores, pois são dois PDFs, um com 114 páginas (Regras Básicas do Jogador) e o outro com 67 páginas (Regras Básicas do Mestre). Mas nem sempre foi assim&#8230;</p>
<h2>Um D&amp;D nem tão básico</h2>
<p>Em 1977 (época da primeira edição do AD&amp;D)  Eric Holmes criou uma versão introdutória chamada de “Basic” D&amp;D, que vinha numa caixa azul e tinha todo o necessário para se jogar em pouco mais de 50 páginas. Surgiu aí a limitação do 3º nível  dos kits introdutórios e também a simplificação do conjunto classes/raças, onde elfos, anões e halflings eram considerados “classes” e não existia o conceito de raças. A ideia dessa versão era ser uma porta de entrada para o AD&amp;D, que era inclusive citado como referência para que os jogadores pudessem continuar evoluindo seus personagens. Até então, algo parecido com o que viria a ser o <i>First Quest</i>.</p>
<p>Porém, em 1981 Tom Moldvay revisou o “Basic” D&amp;D, criando o que seria praticamente um novo jogo, paralelo ao AD&amp;D, do qual ele se distanciou cada vez mais. Era a primeira “caixa vermelha”, que viria a popularizar realmente o jogo. O D&amp;D da Grow, lançado no Brasil nos anos 90, foi baseado nessa edição do jogo. A aventura introdutória que vinha nessa caixa era a “<i>B2 &#8211; Keep on the Borderlands</i>”, considerada por muitos como uma das melhores aventuras de D&amp;D de todos os tempos. A editora Redbox chegou a lançar uma adaptação para Old Dragon dessa aventura, intitulada “<a href="https://loja.redboxeditora.com.br/Forte-das-Terras-Marginais" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Forte das Terras Marginais</strong></a>”.</p>
<p>David “Zeb” Cook (autor da segunda edição do AD&amp;D) lançou logo em seguida uma edição “Expert”, que permitia os personagens irem do nível 4 ao 14. A qualidade gráfica dessas edições melhorou bastante, pois não só texto era de uma clareza e elegância impressionantes como as ilustrações também eram bastante inspiradoras. Os dois livros em conjunto (Basic e Expert) formaram o que viria a ser conhecido como B/X D&amp;D.</p>
<div id="attachment_1450" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-1450 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi.jpg" alt="" width="1004" height="836" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi.jpg 1004w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi-300x250.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/becmi-768x639.jpg 768w" sizes="(max-width: 1004px) 100vw, 1004px" /><p class="wp-caption-text">Os cinco módulos do D&amp;D &#8220;básico&#8221;de Frank Mentzer</p></div>
<p>Já em 1983 Frank Mentzer fez uma nova revisão do Basic D&amp;D, dividindo o livro  em “Players Manual” e “Dungeon Masters Rulebook” e lançando uma nova “caixa vermelha”, com a incrível ilustração de um dragão vermelho, de Larry Elmore. Mentzer continuou nos anos seguintes expandindo as regras desta edição com a “caixa azul” (<i>Expert Rules</i> &#8211; do nível 4 ao 14), a “caixa verde” (<i>Companion Rules</i> &#8211; do nível 15 ao 25), a “caixa preta” (<i>Master Rules</i> &#8211; do nível 26 ao 36) e a “caixa dourada” (<i>Immortal Rules </i>&#8211; para personagens além do 36º nível). Ficou claro assim que esse D&amp;D já não era mais “básico” mas também não tinha mais relação nenhuma com o AD&amp;D. Essa edição ficou assim conhecida com BECMI D&amp;D.</p>
<h2>A Rules Cyclopedia</h2>
<p>Em 1991 Aaron Allston fez então  uma compilação do BECMI D&amp;D em um único livro, a <i>Rules Cyclopedia</i>. Embora as regras permitissem a evolução dos personagens até o 36º nível, elas ainda mantinham a simplicidade e elegância da edição de 1981. Em pouco mais de 300 páginas, esse livro reuniu todo o necessário para criar e jogar infindáveis aventuras, sem a necessidade de nenhum suplemento. Se formos observar somente  as regras de criação de personagens, elas ocupam apenas 81 páginas. A título de comparação, o Livro do Jogador do D&amp;D 5ed possui 320 páginas.</p>
<p>Até hoje muitos consideram o <i>Rules Cyclopedia</i> a edição definitiva do D&amp;D. Ele serve perfeitamente como um RPG introdutório mas permite também jogos com regras mais avançadas, com uma modularidade da qual o D&amp;D só viria a se aproximar novamente com a quinta edição. Além disso, ele é a síntese do estilo de RPG Old School, sobre o qual falamos <strong><a href="http://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/o-que-e-o-rpg-old-school/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a></strong>.</p>
<div id="attachment_1452" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1452 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/ddrc2.png" alt="" width="720" height="493" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/ddrc2.png 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/05/ddrc2-300x205.png 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Rules Cyclopedia &#8211; a edição que todos os fãs de D&amp;D deveriam conhecer | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Mas quais as principais diferenças entre as regras da <i>Rules Cyclopedia </i>e o AD&amp;D 2e? Vejamos:</p>
<ul>
<li>Os atributos são os mesmos 6 tradicionais (STR, DEX, CON, INT, WIS, CHA), porém são rolados apenas com 3d6, o que acaba resultando geralmente em valores mais baixos;</li>
<li>Não existe separação entre raças e classes, o que resulta nas seguintes classes: <i>Fighter, Magic-User, Cleric, Thief, Dwarf, Elf, Halfling</i>. Além disso, temos duas classes opcionais: a <i>Druid </i>(evoluído a partir de um clérigo neutro de 9º nível) e a <i>Mystic</i> (espécie de monge, que possui alguns poderes mais “apelativos”);</li>
<li>Os alinhamentos são apenas 3: leal, caótico e neutro;</li>
<li>As regras de combate são mais simples;</li>
<li>As magias e os itens mágicos são mais simples;</li>
<li>Os personagens podem evoluir até o 36º nível, ao contrário do AD&amp;D, que geralmente limita os personagens ao 20º nível;</li>
<li>E finalmente existem regras para domínios, combates em massa e cercos, como parte das regras básicas.</li>
</ul>
<p>Com a força que o movimento OSR (<i>Old School Renaissance</i> &#8211; Renascença da Velha Escola) ganhou nos últimos anos, sobretudo com os chamados “retro-clones”, a WotC resolveu ano passado lançar a <i>Rules Cyclopedia</i> novamente no site <a href="http://www.drivethrurpg.com/product/17171/DD-Rules-Cyclopedia-Basic" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>DriveThruRPG</strong></a>, onde podemos adquirir o PDF por módicos US$ 9,99. Se você quiser conhecer um pouco o sistema sem fazer nenhum investimento existe o retro-clone <a href="http://www.drivethrurpg.com/product/177410/Dark-Dungeons" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i><strong>Dark Dungeons</strong></i></a> que recria basicamente as mesmas regras utilizando uma “linguagem” mais atual. Ainda assim recomendo fortemente a aquisição do D&amp;D RC, pois considero um livro essencial para os fãs de D&amp;D.</p>
<p>E finalmente, como um bônus especial, disponibilizamos uma ficha de personagens para a <i>Rules Cyclopedia, </i>no melhor estilo clássico, em português e editável, para incentivar os mestres a experimentarem esse incrível jogo em suas próximas sessões.</p>
<div class="link-download"><a href="https://drive.google.com/file/d/11X1xB9QGEEl-7U3YWX5JNkeLkMdwGcoX/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ficha de Personagem para D&amp;D Básico &#8211; Editável</a></div>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/a-historia-do-dd-basico/">A história do D&#038;D básico</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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