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	<title>Conan &#8211; UniversoRPG</title>
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		<title>O Gênero de Fantasia no RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2020 00:13:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que falamos de RPG, o primeiro gênero que vem a mente das pessoas é a fantasia medieval ou simplesmente fantasia. Não por acaso, esse é o gênero dominante do primeiro e mais famoso RPG de todos os tempos, o nosso querido D&#38;D. Mas o que é que significa exatamente esse gênero? Qual a sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que falamos de RPG, o primeiro gênero que vem a mente das pessoas é a fantasia medieval ou simplesmente fantasia. Não por acaso, esse é o gênero dominante do primeiro e mais famoso RPG de todos os tempos, o nosso querido D&amp;D. Mas o que é que significa exatamente esse gênero? Qual a sua origem? Quais suas características? Existem variações? Essas e outras perguntas vamos procurar responder aqui hoje, com um foco no RPG, ainda que a fantasia permeie diversas outras mídias, tais como o cinema, a literatura e os quadrinhos.</p>
<h2><b>Ficção fantástica: da sua origem aos dias de hoje</b></h2>
<p>A fantasia é na verdade um gênero do que chamamos ficção especulativa. Por conta disso, ela também é chamada de ficção fantástica.  Ficção especulativa é qualquer história que se passa em um universo inventado, que possui características distintas do mundo real. O que difere a ficção fantástica da ficção científica é a explicação por detrás dos elementos diferentes daquilo que conhecemos. Enquanto na ficção científica temos temas como super-tecnologia, viagens espaciais, alienígenas e utopias futuristas, a fantasia é baseada em temas sobrenaturais que costumam envolver magia, monstros e elementos comumente inspirados nas nossas mitologias e folclores.</p>
<p>Embora a fantasia possa se inspirar em qualquer tipo de mitologia ou cultura real, geralmente associamos os jogos de RPG à chamada “fantasia medieval”, que tem esse nome justamente por ser baseada na Europa Medieval, onde temos cavaleiros, castelos, mosteiros, florestas sombrias e senhores feudais mesclados com elementos marcantes das mitologias célticas e nórdicas, tais como os elfos, anões, duendes, bruxas, anéis mágicos, trolls, goblins, dragões, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_3314" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3314 size-full" title="Conan, um clássico da literatura" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_conan.jpg" alt="Conan, um clássico da literatura" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_conan.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_conan-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Conan, um clássico da literatura. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A fantasia moderna, que inspirou jogos como o D&amp;D, certamente deve muito às obras de escritores como J. R. R. Tolkien (Senhor dos Anéis), Robert E. Howard (<strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/noticias/conan-o-barbaro-na-literatura-cinema-e-rpg">Conan</a></strong>), Fritz Leiber (Lankhmar), Michael Moorcock (<a href="https://amzn.to/3mbB5bu" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Elric de Melniboné</strong></a>) e Robert Jordan (A Roda do Tempo).</p>
<p>Porém, a origem desse gênero é muito mais antiga e remonta à obras clássicas da literatura, tais como As Mil e Uma Noites, Beowulf, Sir Gawain e o Cavaleiro Verde, passando por histórias mais “infantis” como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e as Crônicas de Nárnia. Por muito tempo, inclusive, as histórias de fantasia foram rotuladas como literatura infanto-juvenil. Embora algumas séries literárias atuais famosas, como Harry Potter (J. K. Rowling) e Percy Jackson (Rick Riordan) façam jus a esse rótulo, é inegável que histórias como as Crônicas de Gelo e Fogo (George R. R. Martin) e The Witcher (Andrzej Sapkowski) resgataram os aspectos mais sérios e dramáticos do gênero de fantasia, como não se via a muito tempo.</p>
<p>Atualmente a fantasia pode ser dividida em diversos temas ou sub-gêneros, nem sempre com diferenças bem claras. Veremos a seguir alguns dos tipos mais conhecidos e que possuem maior influência nos jogos de RPG.</p>
<h2>Alta Fantasia, Fantasia Heróica e Fantasia Épica</h2>
<p>Na chamada “alta fantasia” a magia e as criaturas fantásticas são elementos predominantes, que moldam o cenário fantástico. Isso não necessariamente significa que magos, feiticeiros, bruxos e outros usuários de magia são comuns. Um bom exemplo é a Terra Média do Senhor dos Anéis &#8211; magos e o uso da magia são extremamente raros, ainda assim o cenário em si e as histórias que nele se desenvolvem dependem de objetos mágicos e conceitos místicos, como fica claro com a Guerra do Anel, que envolve os anéis de poder, os espectros do anel (Nazgûl) e uma misteriosa entidade de poder quase divino (Sauron). A maior parte dos cenários de D&amp;D aborda esse estilo, como é o caso de Forgotten Realms, o cenário oficial da quinta edição.</p>
<div id="attachment_3317" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3317 size-full" title="Saga Dragonlance" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_dragonlance.jpg" alt="Saga Dragonlance" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_dragonlance.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_dragonlance-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Saga Dragonlance, se você não leu, não sabe o que está perdendo. | Fonte: Jambô Editora</p></div>
<p>Esse tipo de fantasia possui algumas variações comuns, como a fantasia heróica e a fantasia épica, que se confundem em alguns aspectos. Na fantasia heróica os protagonistas são poderosos, extremamente hábeis ou simplesmente muito sortudos, desempenhando papéis importantes na história de seu mundo, enfrentando inimigos lendários e fazendo parte de sagas que serão lembradas por muito tempo. Um cenário de D&amp;D que exemplifica bem esse tipo é Dragonlance e os heróis da Lança, que moldaram a história do mundo de Krynn.</p>
<p>Já na fantasia épica os protagonistas não necessariamente tomam parte em feitos fabulosos, mas presenciam acontecimentos de proporções épicas, como grandes guerras, cataclismos globais e intervenções divinas. Um bom exemplo aqui é cenário nacional de Tormenta 20, assolado por grandes guerras e pela infestação demoníaca da Tormenta.</p>
<h2>Baixa Fantasia, Espada e Magia</h2>
<p>Na baixa fantasia a magia é bem mais limitada e discreta, podendo ser até mesmo ausente. Criaturas fantásticas são extremamente raras e quando existem muitas vezes são seres míticos únicos, que só são encontrados em regiões distantes ou fazem parte de lendas. Cenários desse tipo geralmente são muito similares a Europa Medieval, onde  intrigas políticas, disputas territoriais e conflitos religiosos são os principais elementos que movem a história do mundo. Aqui os protagonistas geralmente são soldados, ladrões, nobres ou simples camponeses que estão apenas tentando sobreviver numa austera e implacável realidade.</p>
<p>O cenário mais conhecido que pode ser considerado baixa fantasia é o mundo das Crônicas de Gelo e Fogo, que deu origem a série Game of Thrones e possui inclusive um RPG próprio (Guerra dos Tronos RPG, da Editora Jambô). Nos primórdios do D&amp;D, as histórias possuíam um certo “sabor” de baixa fantasia, pois itens mágicos eram extremamente raros, os magos eram bastante limitados comparados com as edições mais novas e a letalidade das aventuras podia ser bastante elevada. Apesar disso, o D&amp;D nunca teve um cenário típico de baixa fantasia.</p>
<div id="attachment_3318" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3318 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_game_of_thrones.jpg" alt="Game of Thrones" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_game_of_thrones.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_game_of_thrones-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Tá aí um seriado que marcou época e deixou saudade. | Fonte: HBO</p></div>
<p>Uma variação da baixa fantasia é o gênero de “Espada e Magia” ou “Espada e Feitiçaria”, que marcou a literatura pulp dos anos 20 e 30. Aqui a magia até pode ser bastante presente, mas geralmente é algo proibido ou perigoso, sendo comum que usuários de magia sejam os vilões (por exemplo, o feiticeiro Toth-amon é um dos inimigos recorrentes nas histórias de Conan). Os protagonistas geralmente são guerreiros, ladrões ou piratas, que lutam bravamente, desbravando territórios selvagens, buscando tesouros em ruínas esquecidas ou ainda se esgueirando pelo submundo de cidades decadentes.</p>
<p>Os melhores exemplos desse tipo de aventuras podem ser encontrados na Era Hiboriana de Robert E. Howard (tratada no RPG “<i>Conan: Adventures in an Age Undreamed Of</i>”, cuja tradução está em <a href="https://www.catarse.me/conan" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>financiamento coletivo pela New Order</strong></a>) e no cenário de Lankhmar, de Fritz Leiber (já foi um cenário de AD&amp;D e hoje conta com uma adaptação para Savage Worlds, disponibilizado em português pela RetroPunk).</p>
<h2>Fantasia Sombria e Fantasia Estranha</h2>
<p>Quando o <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/o-genero-horror-e-o-rpg/"><strong>gênero de horror</strong> </a>encontra a fantasia o resultado é a fantasia sombria. Nesse tipo de fantasia encontramos todos os elementos tradicionais (monstros, magia, masmorras, etc), porém o clima das histórias é mais pesado, sendo comuns sentimentos de medo, desolação, abandono e opressão. O tipo de horror mais comumente associada à fantasia é o horror gótico, onde criaturas como demônios, vampiros, lobisomens e zumbis representam uma ameaça significativa para os personagens. O combate direto dificilmente é uma opção, pois os seus inimigos sempre estarão em maior número ou serão mais poderosos.</p>
<p>Muitos autores reconhecidamente de horror flertam com a fantasia em algumas de suas histórias, tais como Edgar Alan Poe (A Máscara da Morte Rubra), H. P. Lovecraft (o ciclo das Dreamlands), Clark Ashton Smith (o ciclo da Hyperborea) e Stephen King (A Torre Negra). Um escritor atual que tem feito bastante sucesso com a fantasia sombria é Mark Lawrence, com sua Trilogia dos Espinhos.</p>
<p>No RPG o cenário mais famoso de fantasia sombria certamente é Ravenloft, que nasceu como uma aventura de horror gótico para AD&amp;D e se popularizou tanto que foi relançado em diversas edições de D&amp;D, além de ter sido expandido como um cenário completo no suplemento Domínios do Medo. Existem também jogos dedicados exclusivamente a esse sub-gênero, tais como Shadow of the Demon Lord (Editora Pensamento Coletivo) e Accursed (baseado em Savage Worlds e trazido em português pela RetroPunk).</p>
<p>Existe também uma variação deste tema, que é a fantasia estranha. A fantasia estranha tem esse nome por fugir completamente dos estereótipos de fantasia, que são quase sempre inspirados em algum tipo de mitologia. A fantasia estranha possui sempre alguma quebra de paradigma, fazendo com que o leitor / jogador seja surpreendido com um evento inesperado, arquitetura bizarra ou criatura indescritível, que provoca a sensação de estranhamento, de algo fora do lugar, ou até mesmo alienígena.</p>
<div id="attachment_3319" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3319 size-full" title="Lamentations of the Flame Princess" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_lamentations.jpg" alt="Lamentations of the Flame Princess" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_lamentations.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/11/img_genero_fantasia_rpg_lamentations-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Lamentations of the Flame Princess, o novo favorito do UniversoRPG. | Fonte: lotfp.com</p></div>
<p>Alguns exemplos são o protagonista improvável das histórias de Michael Moorcock (Elric é um mago / espadachim albino de uma raça quase extinta &#8211; os melniboneanos), muitas das criaturas encontradas por Conan em suas aventuras (que são claramente inspiradas pelo horror cósmico de Lovecraft) e a cidade multiplanar de Sigil, que possui o formato de um toróide flutuando sobre uma montanha de altura infinita (o ponto de partida do cenário de Planescape, lançado para AD&amp;D).</p>
<p>Além dos RPGs de Conan (já citado anteriormente), de Elric (o mais recente é <i>Elric de Melniboné</i>, da Mongoose Publishing, sem versão em português) e do cenário Planescape, temos alguns outros títulos focados na fantasia estranha, como <i>Lamentations of the Flame Princess (</i>sem versão em português) e Numenera (Editora New Order). O primeiro é baseado nas regras do D&amp;D antigo e possui uma temática pesada e perturbadora. Já o segundo extrapola a ficção científica para o lado místico, quando a ciência é tão avançada que se confunde com a magia.</p>
<h2>Fantasia científica</h2>
<p>Como acabamos de ver, Numenera é um cenário de ficção científica que está mais próximo da fantasia, dada a impossibilidade dos personagens compreenderem exatamente como funcionam os dispositivos nesse cenário. Mas temos também casos onde os elementos da fantasia “invadem” a ficção científica, coexistindo lado a lado, numa espécie de crossover.</p>
<p>Um exemplo clássico é <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/sistemas/o-melhor-rpg-de-star-wars/"><strong>Star Wars</strong></a>, onde temos blasters e naves espaciais ao lado dos poderes místicos da Força, dominada pelos Jedis e Siths. O <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/adaptacoes/vex-para-o-bestiario-de-destiny-rpg-usando-as-regras-do-dd-5a-edicao/"><strong>jogo Destiny</strong></a> também combina armas e armaduras futuristas com a Luz e a Treva, que são princípios mais metafísicos do que científicos.</p>
<p>No mundo dos RPGs propriamente ditos, temos o clássico Shadowrun (Editora New Order), também considerado “fantasia urbana”, por trazer elementos típicos da fantasia (orcs, dragões, magos) para um cenário cyberpunk. Outro exemplo é o cenário de Spelljammer (lançado para o AD&amp;D), que levava a temática de fantasia para o espaço.</p>
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		<title>Conan, o Bárbaro. Na literatura, cinema e RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2018 16:27:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Saiba, ó príncipe, que entre os anos em que os oceanos tragaram Atlântida e os anos em que se levantaram os filhos de Aryas, houve uma era inimaginada repleta de reinos esplendorosos que se espalharam pelo mundo como miríades de estrelas sob o manto negro do firmamento (&#8230;) de todos, o mais orgulhoso foi o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;Saiba, ó príncipe, que entre os anos em que os oceanos tragaram Atlântida e os anos em que se levantaram os filhos de Aryas, houve uma era inimaginada repleta de reinos esplendorosos que se espalharam pelo mundo como miríades de estrelas sob o manto negro do firmamento (&#8230;) de todos, o mais orgulhoso foi o reino da Aquilônia, que dominava supremo no delirante oeste. Para cá veio Conan, o cimério de cabelos negros, olhos ferozes, mãos sempre crispadas sobre o cabo de uma formidável espada pronta a ser brandida em luta, saqueador, ladrão sagaz, pirata, assassino frio com gigantescas crises de melancolia e não menores fases de alegria, para humilhar sob seus pés os frágeis tronos da Terra.”</i></p>
<p><i>Crônicas da Nemédia</i></p>
<p>No começo desse mês tivemos o anúncio de que a <i>Amazon </i>está trabalhando numa nova série que contará as histórias do personagem Conan, de Robert E. Howard. Apesar de ainda não termos detalhes, sabemos que um dos diretores de <i>Game of Thrones</i>, Miguel Sapochnik, está envolvido no projeto. Tivemos também o anúncio do retorno das HQs de Conan para a Marvel (que publicou as histórias do bárbaro de 1970 a 2000), que passará a publicar novas histórias em 2019. E além disso, a Editora Mythos publicará uma edição francesa do Conan já em setembro.</p>
<p>Essas notícias são uma ótima novidade para os fãs do cimério, pois indicam uma renovação do interesse da <i>Conan Properties International</i> em expandir a produção de mídias ao redor desse personagem, desde que havia sido suspensa a produção do filme <i>The Legend of Conan</i>.</p>
<p>Aproveitando essas novidades, vamos hoje contar um pouco da história desse lendário bárbaro, desde seu surgimento nas revistas pulp, passando pelas HQs e filmes até os RPGs que adaptaram suas histórias para nossas mesas de jogo.</p>
<h2>A Origem</h2>
<p>Muitas pessoas acreditam que a ficção fantástica despontou com a obra “O Senhor dos Anéis”, do inglês J.R.R. Tolkien. Embora os primeiros RPGs tenham sido fortemente inspirados pela obra de Tolkien, o gênero “espada e magia”, característico desses jogos, se popularizou nas chamadas revistas “pulp”americanas, publicadas nos anos 1920-30, cerca de 30 anos antes do lançamento dO Senhor dos Anéis.</p>
<p>O texano Robert Ervin Howard se tornou o grande expoente desse gênero ao publicar na revista <i>Weird Tales</i> (a mesma onde Lovecraft publicava seus contos), em 1932, o conto “A Fênix na Espada”, que viria a ser a primeira de muitas histórias sobre Conan e a Era Hiboriana. Escritor prolífico, Howard escreveu várias histórias sobre Conan até a sua abrupta morte em 1936, quando foi publicada sua última história do cimério, “Pregos Vermelhos”.</p>
<div id="attachment_1136" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1136 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_capa_primeira_edicao.jpg" alt="" width="750" height="862" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_capa_primeira_edicao.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_capa_primeira_edicao-261x300.jpg 261w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A primeira história publicada de Conan | Fonte: Weird Tales</p></div>
<p>Além de Conan, Howard também criou outros personagens memoráveis que viriam eventualmente a cruzar o caminho com o bárbaro na mão de outros autores. O Rei Kull, da Atlântida, viveu milhares de anos antes da era de Conan e guardava muitas semelhanças com o cimério. A guerreira hirkaniana Red Sonja foi inspirada numa personagem de Howard. E o caçador de demônios Solomon Kane, um puritano inglês do século XVI, foi protagonista de diversas histórias de Howard antes de ele escrever sobre a Era Hiboriana.</p>
<p>Vale lembrar também que Howard e Lovecraft foram grandes amigos que costumavam se corresponder por cartas. Por esse motivo, algumas histórias de Conan possuem uma “aura lovecraftiana”, tais como deuses e criaturas que parecem saídos diretamente de um pesadelo de uma mente insana. Algumas de suas histórias fazem inclusive parte dos mitos de Cthulhu, como “<i>The Black Stone</i>” e “<i>The Haunter of the Ring</i>”.</p>
<h2>O Renascimento da Fênix</h2>
<p>Apesar da morte de Howard, o seu legado não morreu. Diversas histórias inéditas viriam a ser publicadas a partir dos anos 60. Nessa época outros autores começaram também a criar suas próprias histórias sobre o cimério. O principal responsável por esse renascimento foi o escritor de ficção Lyon Sprague de Camp. Além de organizar coletâneas das obras de Howard, ele escreveu histórias como “<i>The Return of Conan</i>” (1957), “<i>Conan of the Isles</i>” (1968) e “<i>Conan the Buccaneer</i> “ (1971). Outros autores que também contribuíram com essas histórias foram Lin Carter e Björn Nyberg.</p>
<div id="attachment_1137" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1137 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_arte_ernie_chan.jpg" alt="" width="750" height="541" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_arte_ernie_chan.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_arte_ernie_chan-300x216.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A incrível arte de Ernie Chan | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Contudo, a Era Hiboriana se tornaria realmente popular a partir dos anos 70, quando o editor da Marvel, Roy Thomas, decidiu adaptar para os quadrinhos as histórias de Conan. Surgia assim a revista “<i>Conan the Barbarian</i>”, que viria a ser ilustrada por grandes nomes como Barry Smith, John Buscema, Ernie Chan e Alfredo Alcala. O sucesso levou à criação em 1974 de outro título dedicado ao bárbaro, “<i>The Savage Sword of Conan</i>”, que popularizou as histórias em preto e branco e se tornou um dos maiores clássicos dos quadrinhos da época, tendo sido publicada até 1995.</p>
<div id="attachment_1138" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1138 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_dark_horse_editora.jpg" alt="" width="750" height="563" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_dark_horse_editora.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_dark_horse_editora-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O cimério na interpretação da Dark Horse Comics | Fonte: Dark Horse Comics</p></div>
<p>Nos anos 2000 a editora Dark Horse Comics adquiriu os direitos de publicação, lançando a partir de 2003 novas séries de revistas: “<i>Conan”</i>, “<i>Conan the Cimmerian”</i>, “<i>Conan: Road of Kings”</i> e “<i>Conan the Barbarian</i> “. Essas histórias apresentaram uma nova interpretação do personagem, incorporando materiais novos e adaptações das histórias de Howard, porém sem nenhuma conexão com o material publicado anteriormente pela Marvel, ainda que a Dark Horse tenha publicado coletâneas das histórias da Marvel. Em 2019 os direitos de publicação deverão retornar para a Marvel.</p>
<h2>Conan no Brasil</h2>
<p>A editora Abril publicou a “Espada Selvagem de Conan”, de 1984 até 2001 (num total de 205 edições). Além disso ela publicou outras séries como a “Espada Selvagem de Conan em Cores” (1987-1991), “Conan o Bárbaro” (1992-1997), “Conan Saga” (1993-1997) e “Rei Conan” (1995).</p>
<p>Com a passagem dos direitos para a Dark Horse, as revistas do cimério passaram a ser publicadas no Brasil pela Mythos Editora. Tivemos então duas séries periódicas: “Conan, O Bárbaro” (2002-2010) e “Conan, O Cimério” (2004-2008). Nesse período foram publicadas também algumas minisséries, como “Conan &#8211; Os Demônios de Khitai“ (2005) e edições especiais, como “Conan &#8211; A Cidadela dos Condenados” (2004).</p>
<p>Para aqueles que não tiveram a oportunidade de comprar as primeiras edições  da Espada Selvagem, estão disponíveis dois especiais encadernados com as histórias clássicas da era Marvel: “Conan O Libertador” e “Conan O Conquistador”, ambos pela Mythos Editora.</p>
<div id="attachment_1142" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1142 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_edicao_historica-710x1024.jpg" alt="" width="710" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_edicao_historica-710x1024.jpg 710w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_edicao_historica-208x300.jpg 208w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_edicao_historica.jpg 750w" sizes="auto, (max-width: 710px) 100vw, 710px" /><p class="wp-caption-text">A edição histórica de Conan | Fonte: Mythos Editora</p></div>
<p>Ao contrário dos quadrinhos, que sempre foram bem distribuídos por aqui, nunca tivemos muitas opções de livros sobre Conan. Em 1995 a editora Unicórnio Azul publicou algumas histórias clássicas do cimério num formato de livro de bolso (“A Fênix Na Espada”, “A Filha Do Gigante De Gelo”, “A Torre Do Elefante”, entre outras). Em 1996 a Newton Compton também lançou um livro de bolso com a história “Pregos Vermelhos”. Já em 2005 e 2006 a editora Conrad lançou duas excelentes coletâneas com boa parte do material original de Robert E. Howard (“Conan o Cimério”, volumes 1 e 2).</p>
<p>Em 2011 tivemos uma coletânea  intitulada “Conan, O Bárbaro”, da editora Generale, que trouxe o romance “A Hora do Dragão” e os contos inéditos  “Além do Rio Negro”, “As Negras Noites de Zamboula” e “Os Profetas do Círculo Negro”. E finalmente, para a alegria dos fãs, a editora Pipoca &amp; Nanquim lançou em dezembro de 2017 o primeiro de uma série de três volumes com encadernação de luxo e capas originais de Frank Frazetta, também intitulado “Conan, O Bárbaro”, mas que apresentará todos as histórias de Conan na ordem em que foram originalmente publicadas na <i>Weird Tales</i>.</p>
<h2>Os Filmes</h2>
<p>Apesar da abundância de material, tanto em quadrinhos quanto em livros, só tivemos três adaptações de Conan para o cinema. O primeiro e melhor filme foi “Conan O Bárbaro” (1982), estrelado por Arnold Schwarzenegger e dirigido e escrito por John Milius. O filme contou ainda com a fantástica trilha sonora de Basil Poledouris e a interpretação de James Earl Jones (a voz original de Darth Vader) como o feiticeiro Thulsa Doom.</p>
<div id="attachment_1143" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1143 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_conan_o_filme-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" /><p class="wp-caption-text">O clássico &#8211; Conan, O Bárbaro de 1982 | Fonte: Google Imagens</p></div>
<p>Em 1984 tentaram repetir o sucesso do primeiro filme com “Conan O Destruidor”, ainda estrelado por Arnold mas agora dirigido por Richard Fleischer e escrito por Roy Thomas. O vilão agora seria o feiticeiro Toth-Amon, interpretado por Pat Roach (mais conhecido por interpretar vilões genéricos nos filmes de Indiana Jones). Embora eu recomende para os fãs, esse filme é bem mais “leve” que o primeiro e não capta muito bem o espírito de Conan.</p>
<p>Com o objetivo de se completar uma trilogia de Conan, estava planejado para 1987 o lançamento do terceiro filme, “<i>Conan the Conqueror</i>”. Porém o fato de Schwarzenegger estar comprometido na época com as filmagens de “Predador”, fez com que o projeto fosse engavetado. Em 2012 foi anunciada a produção de uma muito aguardada continuação, que contaria novamente com Schwarzenegger no papel de Conan, provavelmente como Rei da Aquilônia, e a direção de ninguém menos que Paul Verhoeven (famoso pelas versões originais  dos filmes Robocop e O Vingador do Futuro ). Em 2014 foi divulgado o título, “<i>Legend of Conan</i>”, porém poucas novidades surgiram. Embora notícias recentes falem do cancelamento do projeto, Schwarzenegger disse também recentemente, em entrevista, que esse filme ainda não morreu.</p>
<div id="attachment_1144" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1144 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_arnold_schwarzenegger-e1519183063360.jpg" alt="" width="750" height="392" /><p class="wp-caption-text">Arnold Schwarzenegger: o Conan definitivo | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>Mas então qual foi o terceiro filme que foi lançado e sobre o qual ainda não falamos? Em 2011 ocorreu uma tentativa de dar um “reboot”na franquia de filmes de Conan, com o cimério interpretado por Jason Momoa (o Khal Drogo de <i>Game of Thrones</i>) em “Conan, o Bárbaro”. O filme, embora inspirado na história “A Hora do Dragão”,  foi um total fracasso, não chegando nem perto de se pagar. Se perguntar para qualquer fã sério, ele vai negar a existência desse filme. Assista por sua conta e risco.</p>
<h2>Os RPGs da Era Hiboriana</h2>
<p>Aproveitando o sucesso dos filmes, a TSR lançou em 1984 três módulos (aventuras) para o AD&amp;D: “<i>Conan Unchained!</i>” (CB1), “<i>Conan Against Darkness!</i>” (CB2) e “<i>Red Sonja Unconquered</i>” (RS1). Além da temática hiboriana essas aventuras tinham em comum o fato de serem projetadas para 4 jogadores de nível 10-14 e incluíam personagens prontos bem conhecidos: o próprio Conan, Sonja, Valéria, Nestor e Prospero eram algumas das opções para os jogadores. Embora essa série de aventuras tenha sido cancelada pelo fraco desempenho de vendas, valem a pena com certeza como itens de colecionador.</p>
<div id="attachment_1145" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1145 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_rpg_tsr.jpg" alt="" width="458" height="610" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_rpg_tsr.jpg 458w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_rpg_tsr-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 458px) 100vw, 458px" /><p class="wp-caption-text">O primeiro RPG dedicado ao cimério | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Apesar das aventuras para AD&amp;D não terem feito muito sucesso, a TSR voltou a insistir em trazer Conan para os RPGs e lançou em 1985 o “<i>Conan Role-Playing Game”.</i> Dessa vez o sistema do AD&amp;D foi abandonado em prol de um sistema próprio baseado nas regras do <i>Marvel Super Heroes</i> (outro jogo da TSR de 1984). O jogo vinha numa caixa e incluía três livretos, um mapa colorido e dois dados d10. Mais uma vez o sucesso esperado não foi alcançado, de modo que só foram publicadas três aventuras para esse sistema, todas baseadas em histórias de Conan:  “<i>Conan the Buccaneer” </i>(CN1),<i> “Conan the Mercenary” </i>(CN2)<i> e “Conan Triumphant” </i>(CN3)<i>.</i></p>
<p>Em 1988 a Steve Jackson Games resolveu então adquirir os direitos para publicar um jogo baseado no mundo de Conan. Aproveitando o seu recém criado sistema <i>GURPS</i> (1986), foi lançado o suplemento “<i>GURPS Conan</i>” em 1989, além de 4 aventuras solo (“<i>GURPS Conan: Beyond Thunder River”, “GURPS Conan and the Queen of the Black Coast”, “GURPS Conan: Moon of Blood”e “GURPS Conan the Wyrmslayer”)</i>. O livro possui ilustrações originais bastante fiéis ao estilo dos quadrinhos e conta inclusive com uma introdução de L. Sprague de Camp. Além das adaptações tradicionais das regras para a Era Hiboriana, esse suplemento trouxe regras para combate em massa para GURPS, meio que resgatando o espírito dos wargames que deram origem aos primeiros RPGs. Outra curiosidade sobre esse suplemento é que ele foi o único RPG sobre Conan lançado em português, publicado pela Devir Livraria em 1997.</p>
<p>Com o surgimento da licença aberta do sistema d20 nos anos 2000, a Mongoose Publishing decidiu lançar em 2004 o “<i>Conan: The Roleplaying Game”</i>. Esse foi sem dúvida o RPG de Conan que fez maior sucesso, tendo sido lançados quase 40 suplementos, além de três outras edições (a “<i>Atlantean Edition</i>” &#8211; 2004, a “<i>Pocket Edition</i>” &#8211; 2005  e a “<i>2nd Edition</i>” &#8211; 2007). A compatibilidade com jogos como o <i>D&amp;D 3ª Edição</i> e o <i>Pathfinder </i>com certeza contribuiu para essa popularidade. Essa linha de jogos foi mantida até 2010 e ainda hoje é possível encontrar alguns livros à venda, sobretudo da segunda edição.</p>
<p>E finalmente em 2016 a editora Modiphius Entertainment realizou um financiamento coletivo para trazer um novo RPG de Conan. A meta inicial foi batida em poucas horas e ao final do financiamento o valor arrecadado foi de quase dez vezes a meta inicial. Assim, em 2017 foi lançado o livro de regras “<i>Conan: Adventures in an Age Undreamed Of”</i>. Esse jogo utiliza um sistema de regras próprio da editora, o 2d20, utilizado em outros títulos bem conhecidos como <i>Star Trek Adventures</i> e <i>Mutant Chronicles</i>. Como a maioria dos sistemas modernos, ele é bastante focado em interpretação e orientado a ações, não dependendo de extensas tabelas e mecânicas complexas.</p>
<div id="attachment_1146" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1146 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_rpg_modiphius.jpg" alt="" width="618" height="800" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_rpg_modiphius.jpg 618w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_conan_rpg_modiphius-232x300.jpg 232w" sizes="auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px" /><p class="wp-caption-text">O mais novo RPG da Era Hiboriana | Fonte: Modiphius</p></div>
<p>Além do livro básico já foram publicados também uma espécie de  livro do jogador (“<i>Player’s Guide”)</i>, uma aventura (“<i>Jeweled Thrones of the Earth</i>”) e alguns suplementos (“<i>Conan: Book of Skelos</i>”, “<i>Conan the Thief</i>”, “<i>Conan the Barbarian</i>” e “<i>Conan the Mercenary</i>”). Para quem tiver interesse em conhecer o jogo, também foram disponibilizados gratuitamente os PDFs “<i>Conan Roleplaying Game Quickstart</i>”, a aventura do RPG Day de 2017, “<i>The Pit of Kutallu</i>”, e um guia de conversão de sistemas, o “<i>Conan: d20-­to-­2d20 Conversion Guide</i>”. Além disso, a lista de material a ser publicado é bastante extensa, o que confirma a recepção extremamente positiva do jogo.</p>
<h2>Algumas curiosidades</h2>
<p>O sucesso de Conan inspirou outros artistas a criarem obras que podemos dizer que foram no mínimo “fortemente inspiradas” na criação de Robert Howard. Um exemplo interessante foi o personagem Brakan, criado pelo quadrinista brasileiro Mozart Couto, que chegou inclusive a propor à editora Abril que fosse publicado nas revistas do Conan, mas que acabou ganhando uma revista própria com a editora Opera Graphica &#8211; “Brakan, O Bárbaro Vingador”.</p>
<p>Outro exemplo interessante é o personagem conhecido apenas como “El Mercenario”, criado pelo espanhol Vicente Segrelles, e publicado na Europa de 1981 a 2003. Embora incorpore alguns elementos de ficção científica o foco de seu cenário é a fantasia heróica, e é povoado por toda sorte de dragões voadores, monstros reptilianos e guerreiras amazonas.</p>
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