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	<title>Greyhawk &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>As 4 melhores aventuras de D&#038;D de todos os tempos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Sep 2018 20:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aventuras prontas sempre são muito úteis. Seja para apresentar o conteúdo aos novatos (mestres e jogadores), ou para começar uma mini campanha por exemplo. Ao logo de toda a sua história, a Wizards publicou muitas histórias. Algumas delas chegaram a virar cenários inteiros, outras, por sua vez, são adaptadas e publicadas a cada nova edição do D&#038;D.</p>
<p>Separamos aqui 4 delas que sempre estão nas listas de "melhores aventuras" de todos os tempos. Confira!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/aventuras/as-4-melhores-aventuras-de-dd-de-todos-os-tempos/">As 4 melhores aventuras de D&#038;D de todos os tempos</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses mais de 40 anos de história do <strong><i>Dungeons and Dragons</i></strong> a quantidade e diversidade de materiais publicados é impressionante. São centenas de módulos ou aventuras, com diferentes “níveis de qualidade”. Surgem então algumas perguntas que muitos fãs de D&amp;D já devem ter feito: quais são as melhores aventuras já publicadas? Por onde devo começar se quiser ter uma das mais autênticas experiências com o jogo?</p>
<p>Tentando responder essas perguntas, resolvemos pesquisar diversas listas de “<em>melhores aventuras de D&amp;D</em>” (desde os fóruns da ENWorld, passando por enquetes de blogs, até a revista Dungeon e o próprio site da Wizards). O resultado foi que descobrimos quase uma unanimidade em relação a quatro aventuras que sempre aparecem entre as 10 primeiras dessas listas: <i>Tomb of Horrors</i>, <i>The Keep on the Borderlands</i>, <i>Ravenloft e The Temple of Elemental Evil</i>. Mas o que essas aventuras têm de tão especial? Por que elas são recorrentes em diferentes listas?</p>
<p>Vamos então conhecê-las melhor para tentar entender porque elas moram no coração de muitos fãs de D&amp;D. Elas são apresentadas na ordem em que foram publicadas &#8211; não é possível afirmar que alguma delas seja considerada melhor que as demais com base na pesquisa realizada.</p>
<h2>Tomb of Horrors (S1) &#8211; 1978</h2>
<div id="attachment_1957" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-image-post-2 wp-image-1957 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-750x422.jpg" alt="Tomb of Horrors (S1)" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Arte da capa orignal de 1978. | Fonte: Polygon.</p></div>
<p>Escrita pelo mestre Gary Gygax, é o primeiro módulo da série “S” (especial), da primeira edição do AD&amp;D. Ela é também a mais clássica das masmorras do mais clássico dos mundos de D&amp;D (Greyhawk). Se você já jogou uma aventura numa masmorra pode ter certeza que essa é a fonte original de inspiração.</p>
<p>Geralmente quando falamos em aventuras clássicas em masmorras, logo pensamos no mantra “matar, pilhar e destruir” que guia a maioria dos jogadores nesse tipo de cenário. O curioso é que essa aventura definitivamente não funciona assim. Os jogadores serão desafiados a se utilizarem de muita observação e cuidadosa exploração para resolver diversos enigmas e evitar armadilhas mortais.Os encontros efetivamente são poucos, ainda que também representem um grau de desafio razoável (recomenda-se personagens de nível 9 pelo menos).</p>
<p>Esse inclusive é um motivo de grande polêmica, que divide os jogadores entre aqueles que amam e aqueles que odeiam esse módulo. Gygax escreveu essa masmorra originalmente para a primeira <strong>Convenção Origins</strong> de 1975, com o intuito realmente de desafiar as habilidades dos jogadores mais experientes, independente de quão poderosos seus personagens fossem. O objetivo não é conquistar a masmorra e sim apenas sobreviver a ela. Além disso, os jogadores são incentivados a jogarem cada um com dois ou mais personagens, pois muito provavelmente alguns deles tombarão pelo caminho. Por conta dessas características, esse clássico detém também o título de uma das mais difíceis aventuras de D&amp;D.</p>
<div id="attachment_1959" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-image-post-2 wp-image-1959 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-arte-interna-750x422.jpg" alt="Tomb of Horrors (S1) Arte interna" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-arte-interna.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tomb-of-horrors-s1-arte-interna-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um prato cheio para quem curte uma pegada mais old school das artes. | Fonte: Polygon</p></div>
<p>O plot em si é relativamente simples. Os personagens recebem pistas que levam a tumba do poderoso mago <em>Acererak</em>, que se transformou em um demilich, o mais poderoso morto-vivo de D&amp;D. Logo de início os jogadores terão de descobrir dentre três entradas possíveis qual é a verdadeira, provavelmente perdendo alguns personagens no processo. Depois de passar pelas mais diversas armadilhas (fossos com estacas, gases venenosos, caminhos falsos, etc) é que eles conseguirão chegar no encontro final com <em>Acererak</em>.</p>
<p>Essa aventura teve também diversas reedições, revisões e expansões. No AD&amp;D 2ed tivemos a expansão <i>Return to The Tomb of Horrors</i> (1998). Ela foi atualizada para o D&amp;D 3.5ed em 2005 e para o D&amp;D 4ed em 2010, mantendo seu nome original. Já em 2013 ela foi reeditada em sua forma clássica na compilação <i>Dungeons of Dread</i>, juntamente com as outras 3 aventuras da série S. E finalmente em 2017 ela foi adaptada para o D&amp;D 5ed e incluída na compilação de aventuras clássicas <i><a href="https://amzn.to/2MNlnpx" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tales from the Yawning Portal</strong></a>.</i></p>
<div id="attachment_1960" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-image-post-2 wp-image-1960 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tales-from-the-yawning-portal-750x422.jpg" alt="Tales from the Yawning Portal" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tales-from-the-yawning-portal.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-tales-from-the-yawning-portal-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Você pode não conhecer as aventuras antigas, mas com certeza já viu essa imagem antes. | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>Além dessas versões oficiais, a <a href="http://redboxeditora.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Editora Redbox</strong></a> lançou em 2012 uma aventura para Old Dragon, intitulada “Cripta do Terror”, inspirada em <i>Tomb of Horrors</i>. Outra curiosidade é que essa aventura aparece no livro Jogador nº 1, de Ernest Cline. Infelizmente os roteiristas optaram por não transpor esse trecho para a adaptação cinematográfica, ainda que possamos encontrar referências discretas a ela no filme.</p>
<h2>The Keep on the Borderlands (B2) &#8211; 1979</h2>
<p>Novamente de autoria de Gary Gygax, essa foi a segunda aventura a ser incluída no D&amp;D Básico (<strong><a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/sistemas/a-historia-do-dd-basico/" target="_blank" rel="noopener">sobre o qual já falamos aqui</a></strong>). Embora não estivesse explícito originalmente, ela se passa em Mystara, o mundo oficial do D&amp;D Básico.</p>
<p>Ao contrário do módulo anterior, essa aventura foi projetada para ser um desafio razoável para jogadores iniciantes em D&amp;D, com personagens entre os níveis 1 e 3. Além disso, esse módulo também possui diversas dicas, orientações e referências para apoiar os mestres iniciantes.</p>
<p>A característica mais interessante desse módulo é que ele não é uma aventura linear, como uma masmorra clássica, onde você vai do ponto A ao ponto B, enfrenta alguns obstáculos e coleta alguns itens no caminho para finalmente concluir um ou mais objetivos específicos (como derrotar o feiticeiro maligno ou roubar o tesouro do dragão). Ela é apresentada como um mini-cenário ou uma aventura “<i>sandbox</i>”, onde o objetivo maior é na verdade explorar o ambiente e descobrir diversos objetivos, que podem ou não estar interligados.</p>
<div id="attachment_1961" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1961 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands.jpg" alt="The Keep on the Borderlands" width="900" height="1189" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands.jpg 900w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands-227x300.jpg 227w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands-768x1015.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-keep-on-the-borderlands-775x1024.jpg 775w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><p class="wp-caption-text">Vamos combinar que as capas das aventuras eram um diferencial à parte. | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Os jogadores chegam, depois de uma longa viagem, num forte, que utilizam como “base de operações”, onde eles poderão descansar, conseguir suprimentos, identificar itens mágicos e obterem informações. A partir do forte eles podem então explorar várias masmorras que formam as Cavernas do Caos. Nessas cavernas os jogadores descobrem diferentes tramas, que podem ser jogadas ao poucos, pois não dependem necessariamente umas das outras.</p>
<p>Além desse complexo de cavernas existe também uma área de exploração aberta, que utiliza as regras de “<i>wilderness adventures</i>” (aventuras selvagens) apresentadas brevemente na aventura e detalhadas no módulo “<i>expert</i>” do D&amp;D Básico. Existe ainda nessa área um local que pode ser utilizado para o mestre inserir suas próprias masmorras &#8211; são as “Cavernas do Desconhecido”.</p>
<p>Esse módulo foi revisitado no AD&amp;D 2ed com a adaptação <i>Return to the Keep on the Borderlands </i>(1999), que “transferiu” o cenário para o mundo de Greyhawk. Para o D&amp;D 4ed foi lançada em 2010 uma revisão da aventura, que a divide em 4 “estações” ou capítulos. E finalmente para o D&amp;D 5ed a editora Goodman Games lançou neste ano uma adaptação composta pelos módulos B1 (<i>In Search of Unknown</i>)  e B2 (<i>The Keep on the Borderlands</i>), intitulada <i>Into the Borderlands</i>.</p>
<p>E não podemos esquecer que a <strong>Redbox</strong> também lançou em 2016 sua adaptação desse módulo para o sistema Old Dragon, chamada de “O Forte das Terras Marginais”.</p>
<h2>Ravenloft  (I6) &#8211; 1983</h2>
<div id="attachment_1963" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1963 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-ravenloft.jpg" alt="Ravenloft em sua versão original" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-ravenloft.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-ravenloft-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Conde Strahd von Zarovich, um verdadeiro clássico de D&amp;D. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Já este clássico foi escrito por ninguém menos que a dupla de criadores do cenário de <a href="https://amzn.to/2wIVlJY" target="_blank" rel="noopener"><strong>Dragonlance</strong></a>, Tracy e Laura Hickman. Trata-se do sexto módulo da série “I” (intermediária) do AD&amp;D 1ed, justamente por ser projetado para personagens do nível 5 ao 7.</p>
<p>Essa aventura foi revolucionária por quebrar o paradigma de aventuras de clima heróico da época, introduzindo os jogadores num cenário de terror gótico, dominado por um clima depressivo, desolador e de medo constante dos horrores que espreitam na floresta. O sucesso foi tanto, que gerou uma sequência, <i>Ravenloft II: The House on Gryphon Hill </i>(1986), seguida pelo lançamento de um cenário independente para o AD&amp;D 2ed, na forma da caixa <i>Ravenloft: Realm of Terror</i> (1990). Desde então todas as edições de D&amp;D sempre tiveram uma versão do cenário <strong>Ravenloft</strong>, continuamente expandido para incluir novos domínios, novos Senhores das Trevas e novas regras.</p>
<p>A história se passa numa região conhecida como Barovia, inspirada na Transilvânia do Conde Drácula. Os personagens acabam presos nessa região e para conseguirem escapar tem de confrontar o governante local e senhor do Castelo Ravenloft, o Conde Strahd von Zarovich, um poderoso vampiro. Uma mecânica interessante criada para essa aventura são as “cartas da fortuna de Ravenloft”, que são sorteadas antes do início da aventura para determinar aleatoriamente a localização de itens mágicos, do Conde Strahd e a sua motivação, além de impor modificadores na CA e no ataque dos personagens.</p>
<div id="attachment_1964" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1964 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-curse-of-strahd.jpg" alt="Curse of Strahd" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-curse-of-strahd.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-curse-of-strahd-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ravenloft repaginado na 5ª edição. | Fonte: Wizard.</p></div>
<p>Além do cenário derivado desse módulo, ele mesmo foi reeditado e adaptado algumas vezes. Em 1993 tivemos o lançamento do <i>House of Strahd</i> (RM4), que foi uma adaptação para as regras do AD&amp;D 2ed. Já em 2006 a aventura foi expandida e atualizada para as regras do D&amp;D 3.5ed no livro <i>Expedition to Castle Ravenloft</i>, que era praticamente uma mini-campanha. Em 2010, utilizando uma simplificação das regras do D&amp;D 4ed, foi produzido um boardgame conhecido como <a href="http://dnd.wizards.com/products/tabletop-games/board-games/castle-ravenloft-board-game" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Castle Ravenloft</i></strong></a>. E finalmente para o D&amp;D 5ed foi publicado em 2016 o <a href="https://amzn.to/2PyxnIu" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Curse of Strahd</i></strong></a>, uma adaptação da aventura original que ganhou dois prêmios <i>ENnie </i>(uma espécie de Oscar do RPG).</p>
<p>Embora não oficial, em 2011 foi lançada uma adaptação de Ravenloft para Old Dragon, que inclusive está disponível gratuitamente para <strong><a href="http://moostache.com.br/ravenloft-para-old-dragon/" target="_blank" rel="noopener">download</a></strong>.</p>
<h2>The Temple of Elemental Evil  (T1-4) &#8211; 1985</h2>
<p>Outra criação de Gary Gygax, dessa vez com a parceria de Frank Mentzer, é uma coletânea em 4 partes que expandiram a aventura original <i>The Village of Hommlet</i> (1979). Foi desenvolvida paras as regras do AD&amp;D 1ed e, como a maior parte das aventuras dessa época, é situada também no mundo de Greyhawk.</p>
<div id="attachment_1966" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1966 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-temple-of-elemental-evil.jpg" alt="The Temple of Elemental Evil" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-temple-of-elemental-evil.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-the-temple-of-elemental-evil-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Arte original de The Temple of Elemental Evil. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Os quatro módulos dessa aventura formam uma espécie de mini-campanha, que deve levar os personagens do 1º até o 8º nível. O que destaca ela entre outras aventuras é o grande detalhamento das localidades (as Vilas de Hommlet, Nulb, as ruínas encontradas no caminho e o próprio Templo Elemental). Isso favorece bastante a exploração e interação com os NPCs, o que pode levar a vários possíveis desfechos, dependendo das ações dos personagens.</p>
<p>O Templo do Mal Elemental, outrora fonte de um grande mal que assolou a região, foi invadido por destemidos aventureiros e selado, trazendo paz para as Vilas de Hommlet e Nulb. Porém, algum mal despertou novamente no templo, atraindo novamente toda sorte de bandidos e criaturas malignas para a região. Assim os jogadores lutarão gradativamente contra os agentes do mal infiltrados na região, culminando com os desafios no próprio templo e o embate final contra o demônio Zuggtmoy.</p>
<p>Ao contrário dos módulos que vimos anteriormente, este só deu origem a duas novas versões. No D&amp;D 3ed tivemos a aventura <i>Return to the Temple of Elemental Evil </i>(2001), que revisita o mesmo cenário cerca de 15 anos após os eventos ocorridos na aventura original. Já em 2009 foi relançada somente a aventura T1 &#8211; <i>The Village of Hommlet</i>, expandida e adaptada para o D&amp;D 4ed. Embora o cenário não tenha sido adaptado para o D&amp;D 5ed, foi criada uma campanha em 2015 intitulada <a href="https://amzn.to/2wIOgIH" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Princes of the Apocalypse</i></strong></a>, que traz o Príncipe do Mal Elemental como uma ameaça cósmica para o mundo de Forgotten Realms, expandindo o conceito da aventura original.</p>
<div id="attachment_1967" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1967 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-princes-of-the-apocalypse.jpg" alt="Princes of the Apocalypse" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-princes-of-the-apocalypse.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-princes-of-the-apocalypse-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Mais uma imagem que você já viu por aí em algum lugar, não é mesmo? | Fonte: Wizards.</p></div>
<p>Dando sequência a sua “Série Clássica Old Dragon”, a Editora Redbox não perdeu a oportunidade de lançar em 2017 uma aventura inspirada nesse módulo, que foi o “Culto do Caos Elemental”.</p>
<p>E uma curiosidade, o <strong>Templo do Mal Elemental</strong> também foi convertido para outra mídia e <strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Temple_of_Elemental_Evil_(video_game)" target="_blank" rel="noopener">virou um jogo para PC</a></strong> publicado em 2003 pela Atari.</p>
<h2><strong>A aventura ideal</strong></h2>
<p>Na verdade é difícil dizer qual é a melhor aventura, pois isso varia de grupo para grupo. Para alguns, aventuras de exploração de masmorra são ideais; já para outros investigação e <em>puzzles</em> são as partes mais divertidas. Independente da aventura que você for rolar, lembre-se sempre que a diversão vem em primeiro lugar.</p>
<p>Até a próxima.</p>
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		<title>5 mundos clássicos de campanha para D&#038;D</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 23:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos fatores que definiram o Dungeons &#38; Dragons, e provavelmente um dos pontos decisivos de seu sucesso ao longo dos anos, foi a imensa quantidade de mundos de campanha lançados. A TSR, em seus tempos de glória, lançava caixas e mais caixas, livros e mais livros, criando novas ambientações ou detalhando as já existentes. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos fatores que definiram o Dungeons &amp; Dragons, e provavelmente um dos pontos decisivos de seu sucesso ao longo dos anos, foi a imensa quantidade de mundos de campanha lançados. A TSR, em seus tempos de glória, lançava caixas e mais caixas, livros e mais livros, criando novas ambientações ou detalhando as já existentes.</p>
<p>Algumas dessas ambientações foram originadas da própria mesa de jogos de Gary Gygax e/ou Dave Arneson, outras de seus amigos, e outras, ainda, criadas sob encomenda pela já então gigante TSR. Obviamente isso gerou uma enormidade de opções para os jogadores, mas também foi um dos fatores contribuintes para a crise que fez com que a empresa terminasse sendo adquirida pela concorrente Wizards of the Coast nos anos 90.</p>
<p>Mas, o que é um “mundo de jogo”, ou “mundo de campanha”? Embora os veteranos de D&amp;D não tenham dificuldade com o conceito, ele pode parecer um pouco confuso para os novatos. Um “mundo de jogo” é, apenas e tão somente, o local onde os personagens dos jogadores se aventuram. Isso quer dizer que o conceito de mundo é variável. Pode tanto ser um planeta (a primeira coisa que se imagina, mas curiosamente não é a mais comum), um continente, uma região, um subterrâneo ou até mesmo apenas uma cidade. Em Darksun o mundo de campanha é Athas (um planeta), em Forgotten Realms é o continente de Faerûn (um dos vários que se encontram no mundo de Abeir-Toril), em Ravenloft é uma porção de terra flutuando no Plano Etéreo (um dia ainda falaremos da maravilhosa cosmologia de D&amp;D…) e Lankhmar é uma cidade!<br />
Então, após esse rápido nivelamento, vamos aos mundos mais clássicos de D&amp;D/AD&amp;D:</p>
<h2>Forgotten Realms</h2>
<p>O primeiro da lista teria que ser aquele que é, provavelmente, o mais clássico dos mundos de D&amp;D. Forgotten Realms é na verdade uma parte do continente de Abeir-Toril. Tão épico que conta com uma <a href="http://forgottenrealms.wikia.com/wiki/Main_Page" target="_blank" rel="noopener">Wiki própria</a>. Tão vasto que conta com outros mundos inteiros dentro de si. Sério, vejam esse mapa:</p>
<div id="attachment_1379" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1379 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-mapa-faerun.jpg" alt="" width="750" height="568" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-mapa-faerun.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-mapa-faerun-300x227.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Isso é só uma parte de Toril! | Fonte: Forgotten Realms Wiki</p></div>
<p>Em Forgotten Realms tudo é épico e cinematográfico. Quer uma região onde ocorreu uma batalha tão gigantesca que os ossos dos combatentes cobriram o chão até uma altura de 30 cm? Tem. Quer um arquimago épico de nível 32 cujo endereço é de conhecimento público? Tem também. Quer uma cidade com mais de um milhão de habitantes? Tem. E tem muito mais. É high fantasy da mais alta qualidade.</p>
<p>As selvas de Chult (o “Mundo Perdido” de D&amp;D, com dinossauros e animais gigantes) são cobertas por suplementos específicos. Ao sul temos a península de Zakhara, o mundo Al-Qadim (sobre o qual ainda falaremos por aqui), no oriente temos Kara-Tur, a terra do clássico Oriental Adventures (que traz ninjas e samurais para o mundo de D&amp;D). As Ruínas de Undermountain (a provável maior masmorra já criada para um RPG) ficam em Forgotten Realms, também.</p>
<p>Um grupo pode jogar uma campanha em Forgotten Realms durante uma vida inteira, e nem assim explorar tudo o que o cenário tem para oferecer.</p>
<h2>Dragonlance</h2>
<p>Resumindo em uma palavra: Dragões. Com “D” maiúsculo.</p>
<div id="attachment_1383" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1383 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-dragonlance.jpg" alt="" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-dragonlance.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-dragonlance-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Dragonlance tem personagens únicos. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Krynn é um mundo tomado por eles. O mundo de alta fantasia criado por Tracy Hickmann e Margaret Weiss conta com heróis carismáticos (Raistlin, o mago com pupilas em forma de ampulheta é um clássico), raças exclusivas (Kenders!) e uma ambientação de heroísmo intenso, mas menos cinematográfico do que o que vemos em Forgotten Realms.</p>
<p>A linha conta com romances já publicados no Brasil, que ajudam a entender todo o clima da ambientação.</p>
<h2>Ravenloft</h2>
<div id="attachment_1380" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1380 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-curse-of-strahd.png" alt="" width="750" height="495" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-curse-of-strahd.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-curse-of-strahd-300x198.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ravenloft ganhou uma boa repaginada na 5ed | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Ravenloft é diferente dos demais mundos. Enquanto os cenários descritos nesse artigo são planetas (ou regiões de planetas) com grandes semelhanças com a Terra (rochosos, orbitando uma estrela, etc…), o semi-plano do pavor é um pedaço de terra flutuando no Plano Etéreo. Chegar lá é uma tarefa difícil, e sair é quase impossível. Não se sabe a origem deste semi-plano, mas sabe-se que ele é, de alguma forma, atraído pela maldade. Se alguém, em algum lugar, realizar atos de extrema vilania existe uma chance dessa pessoa “despertar a atenção” do semi-plano, e ser transportada para lá (juntamente com uma porção de terra ao seu redor, e levando pessoas desavisadas que moram na região). Foi dessa maneira que grandes figuras, como Lorde Soth (originalmente de Dragonlance) e o Lich Azalin (de Greyhawk) vieram parar aqui.</p>
<p>Ravenloft tem um clima muito interessante. Aqui os aventureiros não são tão &#8220;invulneráveis&#8221; como em outros cenários. E os heróis não precisam chegar aqui intencionalmente. Eles podem ser simplesmente transportados junto com um pedaço de seu mundo de origem, no qual alguém tenha cometido um dos tais atos de extrema maldade e vileza.</p>
<p>Algumas pessoas podem estranhar a presença de Ravenloft em uma lista de mundos clássicos, já que guarda diferenças tão acentuadas em relação aos outros cenários citados nesse artigo. O ponto é que o fã &#8220;típico&#8221; de D&amp;D é bastante conservador, e costuma torcer o nariz para ambientações muito diferentes do classicão medieval. Mesmo assim Ravenloft conquistou uma legião de fãs enorme e muito fiel, de forma que a presença aqui é obrigatória.</p>
<p>Uma vez no semiplano do pavor, os personagens descobrirão que o terror pode ser mais assustador do que jamais imaginaram.</p>
<h2>Greyhawk</h2>
<p>O mundo de Oerth. Nesse o Sol gira ao redor do planeta, ao contrário do que ocorre na maioria dos mundos.</p>
<div id="attachment_1382" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1382 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-greyhawk.jpg" alt="" width="750" height="971" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-greyhawk.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-greyhawk-232x300.jpg 232w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Talvez o mais clássico e genérico mundo de D&amp;D. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Greyhawk foi um mundo desenvolvido originalmente por Dave Arneson, e aqui &#8220;viveram&#8221; algumas das figuras mais mencionadas de D&amp;D: Tenser, Bigby, Mordenkainen, Vecna. Todos originários de Oerth.</p>
<p>O Templo da Maldade Elemental e a Tumba dos Horrores (cenário que ficou bastante relevante com o recente sucesso de &#8220;Jogador n°1&#8221;) também são originários daqui.</p>
<p>Greyhawk é um mundo de fantasia &#8220;padrão&#8221;. Semelhante, em sua essência, a Forgotten Realms, mas menos espetacular. Aqui é bem mais difícil dar de cara com arquimagos de nível altíssimo, e bolas de fogo cruzando os céus também são bem menos comuns.</p>
<p>Oerth foi o mundo &#8220;padrão&#8221; de campanha de AD&amp;D e D&amp;D 3/3.5.</p>
<h2>Mystara</h2>
<p>Em uma das tentativas da TSR de conseguir novos jogadores, durante os anos 90, o mundo de Mystara foi transformado no mundo introdutório de AD&amp;D (na época em sua 2a Edição). Era fantasia medieval, mas em um mundo mais “normal”, não tão épico quanto Forgotten Realms. A magia está lá, mas é menos aparente, mais parecida com o que vemos nas histórias clássicas de cavalaria (como contos do Rei Arthur).</p>
<div id="attachment_1381" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1381 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros-746x1024.jpg" alt="" width="746" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros-746x1024.jpg 746w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros-218x300.jpg 218w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros.jpg 750w" sizes="auto, (max-width: 746px) 100vw, 746px" /><p class="wp-caption-text">Muitos jogadores brasileiros de D&amp;D começaram por aqui. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Mystara chegou a ser lançado no Brasil pela editora Abril, na série &#8220;Karameikos &#8211; Mundo de Aventuras&#8221;. alguns módulos contavam até mesmo com CDs de áudio, que eram vistos pela TSR como um atrativo a mais para novos jogadores, como um elemento facilitador.</p>
<p>Como não tinha grandes diferenciais, Mystara nunca chegou a decolar entre os jogadores, e entra nesta lista mais por ter sido o mundo &#8220;padrão&#8221; de AD&amp;D 2nd edition, mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse são os mundos de D&amp;D que consideramos mais clássicos. E vocês? Faltou algo na lista? Ou tem algo nela que jamais deveria ter entrado? Comentem aí embaixo!</p>
<p>E, em breve, &#8220;5 Mundos de Campanha nada convencionais para D&amp;D&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">5 mundos clássicos de campanha para D&#038;D</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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