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	<title>cyberpunk 2020 &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>Adam Episodes, um novo cenário para seu RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2018 13:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hyperdrive]]></category>
		<category><![CDATA[adam]]></category>
		<category><![CDATA[cyberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[cyberpunk 2020]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vira e mexe aparecem na internet alguns vídeos que, por um motivo ou outro, se tornam virais e parte de algo maior. ADAM é um desses vídeos. O que era apenas demonstração da Unity Engine acabou virando "short-film" com potencial para muito mais. Confere aí os episódios de ADAM.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Filmes e seriados são sempre uma ótima opção quando buscamos inspiração para nossas aventuras. Já falamos aqui em alguns <strong><a href="https://universorpg.com/hyperdrive/dicas/5-filmes-de-ficcao-com-boas-ideias-para-rpg/">filmes de ficção que rendem ótimas ideias para jogar RPG</a></strong>. Agora eu quero trazer uma série de vídeos do Youtube que tem circulado a algum tempo.</p>
<p>Criado em 2016 utilizando a engine de jogo Unity, o <a href="https://unity3d.com/pt/pages/adam" target="_blank" rel="noopener"><strong>curta metragem ADAM</strong></a> foi vencedor do Webby Award e chamou a atenção até mesmo do escritor e diretor <strong>Neill Blomkamp</strong>, conhecido por District 9, Elysium, Chappie e co-criador do estúdio de filmes independentes, o <strong>Oats Studios</strong>.</p>
<p>ADAM foi criado pela <strong>Demo Team Unity</strong> para mostrar o poder e qualidade gráfica que poderia ser alcançada usando sua nova versão do <strong><a href="https://amzn.to/2oUsM83" target="_blank" rel="noopener">Unity</a></strong>, a 5.4 na época.</p>
<h2>Mas do que se trata?</h2>
<div id="attachment_1982" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-1982 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-adam-escape.jpg" alt="A escapada de Adam" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-adam-escape.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/09/img-adam-escape-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Por que Adam e os demais prisioneiros são soltos depois? | Fonte: Youtube</p></div>
<p>Um futuro pós-apocalíptico, distópico ou um outro mundo? Segundo a equipe de produção do primeiro episódio, os episódios são ambientados em um futuro onde a sociedade humana sofreu grandes transformações biológicas e a civilização encolheu para algumas comunidades dispersas e fortificadas, que se apegam à memória e grandeza do passado.</p>
<p>O personagem principal, <strong>Adam</strong>, foi projetado para fornecer um vislumbre do passado complexo deste mundo, revelando-se como um prisioneiro humano cuja consciência foi presa em um corpo mecânico barato.</p>
<p>Essa pequena sociedade é chamada de &#8220;<strong>Consortium</strong>&#8221; em outros vídeos. Não fica claro como eles chegaram até aqui e o porque eles agem dessa forma, mas o fato é de que, aparentemente, todos os criminosos tem o mesmo destino. Seus cérebros são transferidos para os corpos robóticos e seus corpos &#8220;originais&#8221;, ficam em posse do <em>Consortium</em>. O por quê e para qual finalidade, ninguém sabe; mas tem sido a sim por gerações.</p>
<h2>Uso em jogo</h2>
<p>O primeiro jogo que me vem à cabeça, com toda certeza, é <strong>Numenera</strong>. Todos os elementos do jogo estão presentes, seja a tecnologia quase incompreensível ou pelo próprio cenário em si, um planeta Terra, anos no futuro. Outro jogo que seria facilmente adaptado é o <strong>The Strange</strong>, jogo irmão de Numenera. O cenário de Adam poderia perfeitamente ser uma <em>Recursão</em> de uma versão alternativa da Terra talvez.</p>
<p>E se você não é adepto do <strong>Cypher System</strong>, pode usar todos os elementos dos vídeos junto com o seu sistema favorito, <strong>Shadowrun</strong>, <strong>Savage Worlds</strong>, <strong>FATE</strong> e <strong>GURPS</strong> são ótimos sistemas para uma adaptação desse gênero.</p>
<h3>ADAM Episódio 1 &#8211; A Prisão</h3>
<div class="video-youtube"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GXI0l3yqBrA?rel=0" width="750" height="422" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p>Uma prisão de segurança máxima ou um complexo militar-científico? Difícil dizer, mas o que sabemos é que se você aprontou alguma coisa errada, existe uma grande possibilidade de você acabar aqui. A instalação parece ficar afastada da civilização ou o que vemos no vídeo pode ser o limite entre a civilização e &#8220;mundo exterior&#8221;. Talvez sua localização possa ser até mesmo secreta.</p>
<p>Outro ponto a se observar é que ela parecer ser fortemente protegida. Uma missão de resgate talvez seja algo quase impossível aqui (ou não). Quais seriam os objetivos dessa instalação? Quem são as pessoas armadas que aparecem no final? Militares? Cientistas? Por que eles usam aquelas máscaras? Será que o mundo exterior estaria contaminado de alguma forma?</p>
<p>São algumas das perguntas que você, mestre ou jogador, precisarão responder para colocar o mundo da ADAM em sua mesa.</p>
<h3>ADAM Episódio 2 &#8211; O Espelho</h3>
<div class="video-youtube"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/R8NeB10INDo?rel=0" width="750" height="422" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p>O caminho até o novo refúgio é longo e perigoso. Se seus suprimentos não estiverem em dia, existe uma grande chance de você ficar para trás. Não dá para saber exatamente quanto tempo se passou entre a saída da prisão e a chegada ao refúgio, mas a julgar pelo estado dos viajantes, podem ter se passado várias semanas, até mesmo meses, até chegarem ao destino final.</p>
<p>Essa nova instalação, apesar de não aparentar estar fortemente armada, deve possuir alguma defesa, já que temos os sentinelas na entrada e o acesso é permitido somente ao pessoal autorizado. Ainda não sabemos o que exatamente ocorre ali, mas já podemos notar que todos que chegam passam por alguma modificação, já que os modelos robóticos são muito diferentes dos recém chegados. Seria uma espécie de evolução/upgrade? E se sim, com qual finalidade?</p>
<p>Destaque para o personagem &#8220;A Espelho&#8221;. Tudo indica que ela é uma máquina e possuiu algum uma espécie de dom, capaz de &#8220;ler&#8221; o passado criminoso do indivíduo. Existe, é claro, uma pequena possibilidade de que ela apenas consiga ler os códigos de programação que já faziam parte dos prisioneiros. Tudo isso me levar a imaginar que ela possa ser vista como uma espécie de oráculo que esses indivíduos consultam sempre que precisam.</p>
<p>Nesse episódio também nos é revelado um pouco mais sobre o cenário. Uma dica, se você não manja muito de inglês, coloque as legendas em português nos vídeos =D</p>
<h3>ADAM Episódio 3 &#8211; O Profeta</h3>
<div class="video-youtube"><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/tSDsi2ItktY?rel=0" width="750" height="422" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p><strong>Plot twist</strong> total aqui. Aparentemente existe um grupo, culto ou seita que está lutando contra o <em>Consortium</em> e as máquinas desse mundo. Existe um grupo de refugiados, talvez? Uma espécie de resistência?</p>
<p>Além disso, o sacerdote possui poderes curativos, ou seria algum tipo de tecnologia super avançada?</p>
<p>Será que existe uma guerra sendo travada entre os que cultuam as máquinas e o que acham que elas nem deveriam existir? Ou será que são facções de máquinas inteligentes diferentes lutando pelo controle do que sobrou da Terra? O final desse vídeo deixa ainda mais perguntas.</p>
<h2>E o que temos para o final?</h2>
<p>Podemos ficar especulando um monte aqui, mas o fato é que vamos ter que esperar os próximos episódios para descobrir um pouco mais sobre este misterioso universo. A única parte triste é que o último vídeo foi produzido em 2017 e até o momento não há nenhuma previsão sobre a continuação dos mesmos. Por enquanto só nos resta esperar.</p>
<p>Se você curtiu os personagens e cenário, pode acompanhar um pouco dos bastidores do processo de produção, diretamente no <strong><a href="https://blogs.unity3d.com/pt/2016/07/07/adam-production-design-for-the-real-time-short-film/" target="_blank" rel="noopener">blog da Unity</a></strong>.</p>
<p>Bom proveito e até a próxima!</p>
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		<title>O gênero Cyberpunk e o RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2017 00:35:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hyperdrive]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O gênero cyberpunk andava meio esquecido nos últimos anos, tanto no cinema quanto no RPG. Até que este ano tivemos o lançamento de dois excelentes representantes do gênero nos cinemas: <em>Ghost in The Shell: A Vigilante do Amanhã e Blade Runner 2049</em>. Alguns fãs das respectivas obras “originais” (<em>Ghost in The Shell de 1995 e Blade Runner: O Caçador de Andróides de 1982</em>) não têm recebido com grande entusiasmo essas obras revisitadas, porém não há dúvida que elas têm feito grande sucesso e têm contribuído para um renascimento do cyberpunk na cultura pop.</p>
<p>Mas afinal, o que é o Cyberpunk? Ele é nada mais que um subgênero da ficção científica que mostra um futuro distópico (decadente, pessimista), onde a tecnologia teve um impacto negativo na sociedade &#8211; exatamente o oposto das utopias futuristas como a que vemos no universo de Star Trek (onde a tecnologia solucionou a maior parte dos problemas da humanidade). Alguns gostam de resumir a definição do gênero na expressão “high tech, low life” (alta tecnologia e baixa qualidade de vida). Essa expressão não deixa de estar certa, porém ela apenas arranha a incrível mistura de elementos estéticos, tecnológicos, filosóficos e sociais que tornam o cyberpunk tão peculiar e fascinante.</p>
<p>Embora cada cenário cyberpunk tenha suas particularidades, existem alguns elementos que são comuns. Um dos principais é a influência da tecnologia na sociedade e no ambiente: alimentos sintéticos, automatização de serviços, cidades extremamente populosas e poluição. A humanidade pode estar vivendo em ilhas superpovoadas de tecnologia em meio a desertos estéreis, que surgiram como resultado de resíduos produzidos por uma super industrialização, ou mesmo como resultado de guerras nucleares.</p>
<div id="attachment_1002" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1002 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As cidades do futuro podem ser o último bastião da civilização | Fonte: Alphacoders Wallpapers</p></div>
<p>Outro elemento quase obrigatório é a profunda integração homem-máquina. Implantes cognitivos, membros cibernéticos, interfaces de rede e até mesmo corpos biônicos completos são algumas das muitas opções encontradas em mundos distópicos futuristas. Embora sejam itens comuns, geralmente os de melhor qualidade são extremamente caros e disponíveis apenas para poucos. E isso geralmente acaba tendo como consequência o surgimento de um mercado negro. Outro resultado dessa integração é o acesso onipresente ao fluxo de informações da rede, o que cria um terreno fértil para os hackers, o cyber terrorismo e todo tipo de intriga no mundo digital.</p>
<p>Em alguns cenários também são exploradas questões filosóficas profundas, pois a fronteira que separa um robô com uma IA senciente de um ser humano se torna muito tênue. Andróides se parecem e agem como seres humanos, podendo até mesmo terem direitos civis. E nos casos ainda mais drásticos, a humanidade pode ter sido subjugada pelas máquinas e os poucos que resistiram foram marginalizados e tem de lutar pela sua sobrevivência.</p>
<div id="attachment_1003" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1003 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-ghost-in-the-shell.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-ghost-in-the-shell.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-ghost-in-the-shell-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Em Ghost in the Shell o que diferencia o homem da máquina é o seu “fantasma” | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>E finalmente temos o controle corporativo da sociedade. Quase sempre existe uma entidade controladora que rege a sociedade. Na maior parte dos casos essa entidade é uma ou mais mega corporações, que possuem o monopólio de alguma tecnologia importante. Em outros casos o próprio estado é extremamente controlador e burocrático, monitorando de perto todos os cidadãos e violando as liberdades individuais em detrimento de uma suposta garantia de segurança.</p>
<p>A popularização do gênero cyberpunk começou na literatura, com obras de referência como <em>Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?</em> (1968, de Philip K. Dick) e <em>Neuromancer</em> (1984, de William Gibson) e logo atingiu os cinemas, sobretudo a partir dos anos 80: Blade Runner, Tron, Exterminador do Futuro, Robocop, Juiz Dredd, Total Recall, Gattaca, O Quinto Elemento, Matrix e Minority Report são alguns dos exemplos mais conhecidos (alguns tiveram refilmagens e continuações &#8211; geralmente não tão bem sucedidas). Tivemos também ótimos representantes no mundo dos mangás e animes, como <em>Akira</em> (1982, de Katsuhiro Otomo), <em>Ghost in The Shell</em> (1989, de Masamune Shirow) e <em>Blame!</em> (1998, de Tsutomu Nihei).</p>
<div id="attachment_1004" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1004 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-blade-runner.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-blade-runner.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-blade-runner-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Blade Runner &#8211; o filme que definiu o gênero | Fonte: Divulgação</p></div>
<p>E então nos anos 90 o cyberpunk finalmente chega com força ao mundo do RPG. Os principais títulos foram <em>Cyberpunk 2020 (1988, R Talsorian Games)</em>, <em>Shadowrun (1989, FASA)</em>, <em>GURPS Cyberpunk (1990, Steve Jackson Games)</em>, <em>Cyberspace (1989, Iron Crown Enterprises)</em> e <em>SLA Industries (1993, Nightfall Games)</em>. Essa temática fez tanto sucesso que tivemos inclusive os 3 primeiros desses títulos trazidos para o Brasil, numa época em que o mercado era dominado pela fantasia de AD&amp;D e pelo horror gótico de Vampiro.</p>
<p>Nos anos 2000 infelizmente esses títulos foram sumindo aos poucos, se tornando itens de colecionador. Não podemos negar que a enchente de títulos com o selo d20 nessa época tenha contribuído para eclipsar a temática cyberpunk (embora tenha chegado a surgir um d20 <em>Modern Cyberscape</em>), mas acredito que o principal motivo foi outro, bastante simples: os títulos cyberpunk dos anos 90 se tornaram extremamente datados e, de certa forma, obsoletos. Embora implantes cibernéticos não sejam algo comum hoje em dia, grande parte da tecnologia “imaginada” para os anos 2020 foi superada, sobretudo na área da computação e comunicações. Apenas a título de ilustração, no <em>GURPS Cyberpunk</em> é dito que as mídias de armazenamento mais comuns seriam discos de 10GB (enquanto que um blu-ray de hoje tem capacidade de 50GB) e nem sequer se imaginava algo como os pendrives, que chegam a ter capacidade de 1TB.</p>
<div id="attachment_1018" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1018 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-capas-1.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-capas-1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-capas-1-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A era de ouro do RPG cyberpunk no Brasil | Fonte: Google Images</p></div>
<p>A pergunta que cabe aqui é: então o que temos de RPGs Cyberpunks atuais em português? Felizmente, nessa era de financiamentos coletivos, a Editora Pensamento Coletivo nos trouxe o Interface Zero 2.0, em 2016, e a New Order Editora está trazendo esse ano o Shadowrun 5ª Edição, ambos financiados com grande sucesso através do catarse.</p>
<p>Interface Zero 2.0 é um RPG cyberpunk tradicional, ambientado no ano de 2090. Embora tenha sido trazido pela Pensamento Coletivo, ele utiliza o sistema de regras genérico Savage Worlds, publicado em português pela Retropunk. Nele você vai encontrar todos os elementos tradicionais do gênero: mega corporações corruptas, andróides com aspecto humano, acesso permanente a DataNet por meio de um implante cibernético (o TAP- Tendril Access Processor) e é claro que os personagens levam uma vida de proscritos no submundo.</p>
<div id="attachment_1008" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1008 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-interface-zero.jpg" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-interface-zero.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-interface-zero-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Interface Zero 2.0 | Fonte: Editora Pensamento Coletivo</p></div>
<p>Já o <em>Shadowrun</em> é um velho conhecido dos rpgistas brasileiros, pois a segunda edição foi lançada por aqui em 1995, traduzida pela Ediouro e assumida posteriormente pela Devir. A <em>5ª Edição</em> se passa agora no ano de 2075 (a primeira se passava em 2050), mas os conceitos, ainda que atualizados, permanecem os mesmos. O sistema de regras ainda se baseia no antigo sistema D6. Os personagens geralmente estão envolvidos em intrigas de espionagem industrial, onde os <em>deckers</em> (hackers do futuro) operam a partir da <em>Matrix</em> (não confunda com o filme!). E é claro, os elementos que são motivos de crítica para alguns puristas, também estão lá: magia, raças e criatura fantásticas fazem parte desse cenário. Por esse motivo, alguns não consideram <em>Shadowrun</em> um cenário cyberpunk e sim de fantasia urbana.</p>
<p>Ok, “<em>mas e se eu domino o idioma inglês, que opções tenho</em>?”, você pode estar se perguntando. Nesse caso temos duas sugestões para você: <em>The Sprawl</em> (2015, da Ardens Ludere) e o <em>The Veil</em> (2017, da Samjoko Publishing), ambos baseados no sistema de regras <em>Powered by Apocalypse</em>, desenvolvido inicialmente para os jogos <em>Apocalypse World, Dungeon World e Monsterhearts</em>. The <em>Sprawl</em> é um jogo orientado a missões, com foco nas corporações e suas tramas. A estrutura em geral dele é muito parecida com <em>Shadowrun</em>. Os personagens são construídos em torno de classes padrão, que definem arquétipos como hacker, assassino e infiltrador.</p>
<p>Já <em>The Veil</em> não é tão focado em missões e sim na exploração de questões filosóficas e existenciais, nos limites entre o mundo físico e digital. Ao invés de trazer classes pré-definidas, aqui o seu personagem é definido pelas suas habilidades e características pessoais. Se você é fã de Ghost in the Shell e Blade Runner, esse será o seu jogo com certeza.</p>
<div id="attachment_1009" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1009 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-viel-sprawl.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-viel-sprawl.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/10/img-cyberpunk-viel-sprawl-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Opções para quem domina o inglês | Fonte: Kickstarter</p></div>
<p>E finalmente, se você é fã inveterado do sistema <em>Dungeons and Dragons</em>, temos um RPG que recebe aqui a menção honrosa por utilizar o sistema do D&amp;D 5th. Trata-se do <em>Neurospasta 5E</em> (2017, da Dias Ex Machina Games), que utiliza as classes do <em>Ultramodern5</em> (2016, da Dias Ex Machina Games) &#8211; uma espécie de <em>d20 Modern Future</em> atualizado para a quinta edição, que possui uma versão gratuita (SRD). O <em>Neurospasta</em> é fortemente inspirado em Ghost in the Shell, pois o seu cenário é uma cidade high-tech conhecida como Archon, onde a segurança pública é garantida pela <em>Division of Public Safety</em> (alguém aí falou em Seção 9?), com o foco em intrigas políticas e onde praticamente todos os cidadãos estão conectados na rede global. Dessa maneira, ele foge um pouco do estereótipo de futuro decadente da maioria dos cenários cyberpunk.</p>
<p>Espero que tenha gostado do conteúdo e não deixe de colocar nos comentários qual o seu sistema favorito para jogar no gênero cyberpunk.</p>
<p><em><strong>Bônus</strong>: A arte que ilustra a capa desse post é de <strong>Josan Gonzalez</strong>. É dele a arte da capa de uma das edições de Neuromancer. Se quiser conhecer um pouco mais do trabalho desse artista fantástico veja essa matéria do <a href="http://bit.ly/2yCqi4m"><strong>The Verge</strong></a>.</em></p>
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