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	<title>Chamado de Cthulhu &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>No Coração das Trevas &#8211; Review</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 12:23:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Apresentamos hoje mais um review de um produto da linha O Chamado de Cthulhu da editora New Order. O cenário No Coração das Trevas. No Coração das Trevas foi uma das inúmeras metas extras do financiamento coletivo da 7ª edição de O Chamado de Cthulhu no Brasil. O livro foi entregue já [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Apresentamos hoje mais um review de um produto da linha <strong>O Chamado de Cthulhu</strong> da editora <strong>New Order</strong>. O cenário <strong>No Coração das Trevas</strong>.</p>
<p><strong>No Coração das Trevas</strong> foi uma das inúmeras metas extras do <a href="https://www.catarse.me/chamado_de_cthulhu" target="_blank" rel="noopener noreferrer">financiamento coletivo</a> da 7ª edição de <strong>O Chamado de Cthulhu</strong> no Brasil. O livro foi entregue já há alguns meses, em forma impressa (o PDF deve ser liberado em algum momento). E, antes tarde do que nunca, vamos a um review (livre de spoilers) desse interessante cenário para o RPG mais querido da equipe do <strong>UniversoRPG</strong>.</p>
<h2>A Apresentação</h2>
<p>O livro possui 38 páginas, com miolo em P&amp;B, capa colorida e excelente qualidade de impressão. As ilustrações internas são dos brasileiros Walter Pax e Odmir Fortes (sendo que esse último também foi responsável pela capa), e são de boa qualidade, embora ainda com a &#8220;pegada&#8221; da 6ª edição (não é uma crítica, apenas uma observação).</p>
<div id="attachment_3480" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-3480 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-791x1024.png" alt="" width="791" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-791x1024.png 791w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-232x300.png 232w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas-768x994.png 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-capa-no-coracao-das-trevas.png 975w" sizes="(max-width: 791px) 100vw, 791px" /><p class="wp-caption-text">A capa estilo filmes pub ficou demais. | Fonte: Editora New Order</p></div>
<p>Um ponto a se destacar é que o cenário não tem apenas as ilustrações feitas por brasileiros, mas é 100% brazuca, tendo sido escrito por ninguém menos que <strong>Luciano Giehl</strong> do blog <a href="http://mundotentacular.blogspot.com/">Mundo Tentacular</a>, com certeza a melhor fonte em português a respeito dos Mythos e de Chamado de Cthulhu. Alias, o Luciano é muito provavelmente, o maior especialista do Brasil em <strong>O Chamado de Cthulhu</strong>, tendo sido consultor das traduções da 6ª e 7ª edições do jogo para o português brasileiro.</p>
<h2>O Cenário</h2>
<p>A ideia para este cenário surgiu lá em 2010, como uma aventura para o chamado <strong>Torneio Tentacular</strong>, evento que acontecia durante o <strong>EIRPG</strong> e <strong>RPGCon</strong>, os maiores eventos de RPG que aconteciam em São Paulo.</p>
<p>Ao contrário das tradicionais ocupações que aparecem nas aventuras prontas, como professores universitários e investigadores particulares, <strong>No Coração das Trevas</strong> coloca os jogadores interpretando um grupo de criminosos trabalhando para um chefão da máfia em Arkham (a famosa cidade fictícia criada por Lovecraft, e principal localidade da chamada <strong><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lovecraft_Country.svg">Lovecraftian Country</a></strong>). Esse chefão os convoca para descobrir que assassinou seu amigo de longa data (e ainda pior, profanou o corpo enquanto estava no necrotério). Nem todas as motivações são reveladas de cara, no entanto. E o que começa como uma aventura investigativa no submundo do crime organizado, logo vai se tornando algo mais misteriosos e aterrorizante. Logo os jogadores irão descobrir que existem coisas piores do que as furiosas metralhadoras Thompson.</p>
<div id="attachment_3483" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3483 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-no-coracao-das-trevas-cthulhu.jpeg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-no-coracao-das-trevas-cthulhu.jpeg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2022/03/img-no-coracao-das-trevas-cthulhu-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A perigosa máfia italiana dos anos 20. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>A aventura desse cenário foi concebida para ser uma típica oneshot, ou seja, uma aventura com início, meio e fim definidos. Porém, isso não impede que ela seja usada em conjunto com outras aventuras. O próprio Luciano sugere que No Coração das Trevas pode ser jogado como uma continuação direta do cenário <strong>Blackwater Creek</strong> (que faz parte do Escudo do Mestre, e também entrou no financiamento da 7ª edição de <strong>O Chamado de Cthulhu</strong>), mas só funciona se em <strong>Blackwater Creek</strong> os personagens já eram capangas da máfia. Contudo, nada impede que <strong>No Coração das Trevas</strong> seja jogada de forma 100% independente, entretanto, já que todo o pano de fundo necessário é fornecido.</p>
<p>A aventura segue de forma mais ou menos linear, sendo que um Guardião novato, ou iniciante no RPG, não terá dificuldades em conduzir a sessão de jogo. A estrutura é bem clássica inclusive. Espere encontrar arquétipos e monstros clássicos das histórias de Lovecraft nessa aventura. E como não poderia deixar de ser, dependendo das decisões (e sorte!) dos jogadores, o final pode não ser tão feliz para os personagens.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>No fim das contas, trata-se de um cenário que pode ser rapidamente lido e assimilado pelo Guardião, simples de mestrar, desafiador para os jogadores (sim, a mortalidade de personagens tende a ser bem alta), e ainda melhor quando jogado como continuação de <strong>Blackwater Creek</strong>, com os jogadores já imersos no contexto da trama.</p>
<p><strong>No Coração das Trevas</strong> está disponível em versão física (e, a rigor, também em pdf, mas esse último está voltado apenas para apoiadores do financiamento coletivo da 7ª edição) na loja da <strong><a href="https://newordereditora.com/loja/rpg/chamado-de-cthulhu/no-coracao-das-trevas-chamado-de-cthulhu-7a-edicao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">New Order Editora</a>.</strong></p>
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		<title>O Necronomicon, o polêmico livro profano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2020 01:22:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Necronomicon, o Livro dos Mortos, o Livro dos Nomes Mortos, o Livro Maldito. Seja você um jogador de RPG ou não, muito provavelmente já deve ter ouvido falar desse livro que faz parte da cultura nerd/geek e até mesmo da cultura pop. Porém, a pergunta que não quer calar: Esse livro é real? Ele existe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Necronomicon</strong>, o <em>Livro dos Mortos</em>, o <em>Livro dos Nomes Mortos</em>, o <em>Livro Maldito</em>. Seja você um jogador de RPG ou não, muito provavelmente já deve ter ouvido falar desse livro que faz parte da cultura nerd/geek e até mesmo da cultura pop.</p>
<p>Porém, a pergunta que não quer calar: <i>Esse livro é real? Ele existe ou existiu de verdade?</i></p>
<p>A resposta direta, infelizmente (ou felizmente) é <b>não, o livro não existe e nunca existiu</b>.</p>
<p>Agora com as expectativas mais baixas, vamos conhecer um pouco melhor a história por trás da origem do livro.</p>
<h2>Um livro famoso</h2>
<p>O criador do Necronomicon é ninguém mais, ninguém menos que Howard Phillips Lovecraft, ou como é mais conhecido, H.P. Lovecraft. Sim, o pai do senhor Cthulhu, Nyarlathotep, os Grandes Antigos e muitos outros.</p>
<p>Pode-se dizer que o Necronomicon é quase um personagem recorrente em muitas histórias do autor. Obras como Nas Montanhas da Loucura e A Sombra Perdida no Tempo, mencionam o livro várias e várias vezes. É muito comum, nos contos de Lovecraft, que seus personagens percam a sanidade simplesmente por verem o livro. Os mais corajosos que decidem ler seu conteúdo acabam enlouquecendo completamente.</p>
<div id="attachment_3330" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="img-responsive wp-image-3330 size-full" title="H. P. Lovecraft" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-hp-lovecraft.jpg" alt="H. P. Lovecraft" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-hp-lovecraft.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-hp-lovecraft-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">H. P. Lovecraft, o criador do Necronomicon. | Fonte: Mister Sams Hearon</p></div>
<p>Para ajudar a dar força ao mito da existência do livro, o próprio Lovecraft mencionou em uma de suas obras que o livro havia sido banido pelo Papa Gregório IX em 1232, logo após a sua tradução para o latim. Além disso, alguns exemplares ainda existiriam, um no Museu Britânico em Londres e outro na Biblioteca Nacional em Paris.</p>
<p>Esse tipo de artifício, que mistura realidade com ficção, é muito usado por vários autores e autoras de literatura. Isso ajuda o leitor a se situar na obra e traçar os paralelos entre o mundo do personagem e mundo real, mas ainda assim trata-se de uma obra de ficção.</p>
<p>O próprio Lovecraft escreveu, em várias ocasiões, que o livro não passava de algo imaginado por ele, para dar corpo às suas histórias. Em 1934, ele respondeu uma de suas leitoras da seguinte forma:</p>
<p>&#8220;<i>Sobre o Necronomicon &#8211; devo confessar que esse abominável volume é meramente fruto da minha imaginação! Inventar livros tão horríveis é uma espécie de passatempo entre os autores da ficção fantástica&#8230; muitos dos escritores que contribuíram com a </i><b><i>Weird Tales</i></b><i> inventaram seus próprios títulos. É divertido perceber como outros escritores usam personagens e livros imaginários em suas próprias histórias. É por isso que Clark Ashton Smith fala sobre o Necronomicon, enquanto eu me refiro ao Livro de Eibon, uma criação dele. Esta troca de ideias ajuda a construir um histórico pseudo-convincente, uma mitologia negra, lendária e realista &#8211; embora, é claro, nenhum de nós deseja enganar os leitores afirmando ser remotamente verídica</i>&#8220;.</p>
<p>Em várias ocasiões, o editor da Weird Tales, Farnsworth Wright, sugeriu que Lovecraft escreveu o tal livro de uma vez por todas. Assim os leitores teriam a sua curiosidade saciada e não ficariam pedindo cópias ou informações sobre onde comprar o tal livro.</p>
<h2>A verdadeira História</h2>
<p>O blog <b>Mundo Tentacular</b> trouxe um pouco de luz ao surgimento dessa verdadeira lenda urbana. Reproduzimos aqui uma parte do conteúdo.</p>
<p>Originalmente publicado em <strong><a href="http://mundotentacular.blogspot.com/2012/02/verdades-e-principalmente-mentiras.html">Verdades e (principalmente) Mentiras sobre o terrível Necronomicon</a></strong></p>
<p>No início dos anos 70, no auge da moda ocultista, dois monges ortodoxos teriam procurado o editor Harry Slater para oferecer a ele um manuscrito que seria a única cópia existente de um terrível livro de magia até então desconhecido. O nome do livro era Necronomicon.</p>
<p>Os monges afirmavam ter conseguido o manuscrito após um roubo perpetrado à biblioteca de um Bispo Ortodoxo chamado Simon. Um roubo a uma valiosa coleção de livros de fato ocorreu em 1972, mas embora muitos livros de valor tenham sido levados, o Necronomicon não era um deles. Slater afirmou ter comprado o manuscrito dos monges, mas jamais permitiu que o documento fosse examinado dizendo que seria algo extremamente perigoso. Essa preocupação, no entanto, não impediu que ele mandasse o texto para impressão e o publicasse como sendo um verdadeiro tratado de magia.</p>
<p>Herman Slater foi uma figura proeminente entre os adeptos do neo-paganismo e wiccan nos anos 70. Ele era dono de uma livraria popular em Nova York, a <b>Warlock Shop</b>, que vendia todo tipo de bugiganga, quinquilharia e publicava literatura barata sobre o mundo oculto.</p>
<div id="attachment_3331" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3331 size-full" title="O livro Necronomicon" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-versao-impressa.jpg" alt="O livro Necronomicon" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-versao-impressa.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-versao-impressa-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das muitas versões impressas do Necronomicon. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Em 1975, a editora lançou a primeira edição de &#8220;<b>Necronomicon: o Texto de Simon</b>&#8221; (ou &#8220;<b>The Simon Necronomicon</b>&#8221; como ele ficou mais conhecido). O material era supostamente parte de um manuscrito muito antigo escrito em inglês arcaico.</p>
<p>Segundo boatos, o livro teve uma tiragem de 666 cópias, vendidas a 70 dólares o exemplar. Os livros se esgotaram e no ano seguinte uma segunda edição com 3.333 volumes foi para o mercado. Eventualmente, os direitos foram comprados pela <i>Avon Press</i>, que imprimiu o livro em formato <i>pocket book</i> e o comercializou em massa ao custo de 5 dólares. Desde seu lançamento, o Simon Necronomicon jamais esteve fora de impressão e continua sendo vendido até hoje (vá lá conferir no Amazon, é verdade!)</p>
<p>Slater sempre alegou que a misteriosa história do Necronomicon atraía o público. Ele alertava a todos que o conteúdo do livro não era para qualquer um, a não ser os iniciados nos mistérios arcanos. É claro, isso fazia parte do marketing para promover seu produto.</p>
<p>Para começar, o verdadeiro autor de Necronomicon não é outra pessoa senão o próprio Slater. O livro é um tributo medíocre a <b>Aleister Crowley</b> com ideias chupadas de suas teorias e trechos inteiros copiados de livros sérios sobre mitos mesopotâmicos, acadianos e babilônicos. Trocando em miúdos: uma tremenda picaretagem.</p>
<p>Infelizmente a coisa fez sucesso. Esse sucesso se deve em grande parte a campanha do próprio Slater, que verdade seja dita, sabia como se auto-promover. Na época do lançamento do <i>Simon Necronomicon</i>, ele foi a programas de rádio e apareceu na televisão. Alegou que estava sofrendo pressão por parte de grupos conservadores e religiosos que tentavam impedir o lançamento do livro. Nada poderia estar mais distante da verdade&#8230; ninguém tinha sequer ouvido falar de Slater ou do livro. Mas a campanha ruidosa conseguiu gerar atenção e despertar interesse da mídia e do público.</p>
<p>Mas sobre o que é o <em>Simon Necronomicon</em>? A introdução diz que ele foi escrito por uma figura identificada apenas como &#8220;o árabe louco&#8221;. O livro é um tipo de testemunho, relatando as viagens desse personagem e suas experiências com os chamados <b>Deuses Ancestrais</b> que &#8220;<i>aguardam mortos, mas sonhando</i>&#8220;(!). Ele identifica entidades como <i>Kutulu</i> (!!) e <i>Humwawa</i> que seriam poderosos demônios sumérios (!!!). O livro ensina magias, rituais e símbolos de proteção e invocação para esses deuses, convenientemente adaptando rituais enoquianos.</p>
<p>No prólogo da última edição, o nome de H.P. Lovecraft é mencionado (pobre coitado!). O autor afirma que Lovecraft não inventou o Necronomicon. Ele provavelmente recebia emanações psíquicas que partiam de forças obscuras, para que ele compartilhasse a existência do livro com seus leitores. O texto defende que Lovecraft era uma espécie de médium capaz de captar trechos do Necronomicon verdadeiro, mesmo que jamais o tivesse lido.</p>
<p>É um pouco triste saber que H.P. Lovecraft morreu praticamente na pobreza e anonimato, tendo seu reconhecimento (e de suas obras) apenas posteriormente, enquanto outros tiraram proveito de sua criação.</p>
<h2>O Al Azif</h2>
<p>O Necronomicon também é conhecido como Al Azif. Dizem que esse é o seu nome original. Segundo o próprio Lovecraft, <i>azif</i> é o nome usado pelos árabes para designar aquele barulho noturno, produzido pelos insetos, que supõem ser o uivo de demônios.</p>
<p>O livro teria sido escrito por Abdul Alhazred, também conhecido como o Árabe Louco, por volta de 730 a.c, originalmente na cidade de Damasco, hoje capital da Síria.</p>
<p>Pouco se sabe sobre Abdul Alhazred ou como ele ele escreveu o livro. Conta-se que ele era um poeta, astrônomo e estudioso vindo de Sanaa, no Iêmen. Ele teria passado anos visitando as ruínas da Babilônia, os poços de Mênfis e o grande deserto do sul da Arábia. Ainda segundo relatos, Abdul Alhazred teria morrido em 738 a.c, devorado por um monstro invisível em plena luz do dia.</p>
<p>As descrições a respeito da forma física do livro também são imprecisas. Alguns afirmam que a versão original tinha suas folhas feitas com pele humana e que seus textos foram escritos com sangue, também humano. Sua capa, em couro, trazia um rosto agonizante, como saído de um pesadelo.</p>
<p>Outras versões, provavelmente traduzidas, seguiam o modelo dos tradicionais livros medievais, com suas enormes capas de madeira e seu interior de papiro amarelado, sujo e encardido pelo tempo. Os copistas responsáveis pela tradução do original (em árabe ou grego) para outros idiomas, obviamente, acabam enlouquecendo no processo.</p>
<div id="attachment_3332" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3332 size-full" title="O livro Necronomicon em sua possível versão original" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-o-livro.jpg" alt="O livro Necronomicon em sua possível versão original" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-o-livro.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-o-livro-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das muitas descrições a cerca da versão original do Necronomicon. | Fonte: MilleCuirs &#8211; Deviantart</p></div>
<p>Apesar da versão original ter se perdido no tempo ou ter sido destruída, ao longo dos séculos, várias traduções foram feitas (algumas totais, outras parciais) para os mais diversos idiomas.</p>
<p>Segundo alguns colecionadores de obras raras e conhecedores do ocultismo, existem 4 cópias em latim atualmente, além de uma versão mais completa em alemão. As cópias em latim se encontram na Bibliothèque Nationale em Paris, na Biblioteca da Universidade Miskatonic em Arkham, na Widener Library em Harvard, e na biblioteca da Universidade de Buenos Aires. Obviamente que, quando questionadas sobre a existência do Necronomicon em suas coleções, todas negam solenemente que tal livro nunca existiu.</p>
<h2>Conteúdo profano</h2>
<p>Poucos sobreviveram para contar o que há nas páginas do Necronomicon. Vale ressaltar que o vislumbre de uma única página do livro, pode levar a pessoa à loucura total.</p>
<p>Os relatos através do tempo variam, mas de forma geral podemos dizer que o livro contém muitos rituais de invocação de seres antigos e incompreendidos pela mente humana. Também há muitos feitiços, para os mais variados propósitos e que podem ser usados a favor ou contra o invocador.</p>
<p>Em suas páginas também estão descritas algumas entidades dos Mythos e forma como você pode entrar em contato com elas, por sua conta e risco, que fique bem claro.</p>
<div id="attachment_3333" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3333 size-full" title="O conteúdo profano e doentio do Necronomicon" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-conteudo.jpg" alt="O conteúdo profano e doentio do Necronomicon" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-conteudo.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/12/img-necronomicon-conteudo-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Dizem que o conteúdo original era muito perturbador para a mente humana. | Fonte: Goomi32 &#8211; Deviantart</p></div>
<p>Funcionando como uma verdadeira enciclopédia dos Mhytos, o Necronomicon pode ser uma importante arma no combate aos Grandes Antigos (e outras criaturas), uma vez que possui informações importantes e até mesmo rituais de banimento e aprisionamento dessas entidades.</p>
<p>Infelizmente, boa parte dos investigadores que tentaram usar o livro para fins benéficos e justificáveis, se é que isso existe, acabaram mortos ou enlouquecidos no processo. Por isso, pense duas vezes antes de conseguir colocar as mãos num exemplar, pois este pode ser o último livro que você irá ler.</p>
<h2>Necronomicon em jogo</h2>
<p>Na 7º edição do Chamado de Cthulhu, somos apresentados a pelo menos 5 versões diferentes do livro. Você pode usar as estatísticas como elas aparecem ou fazer pequenas modificações de acordo com a sua aventura e/ou campanha, ou ainda, conforme a necessidade do seu grupo. Só tome cuidado para não acabar enlouquecendo todos os seus investigadores.</p>
<h3><b>Al Azif</b></h3>
<p><i>Versão em árabe traduzida/transcrita por Abdul al-Hazerd, 730 DC.</i></p>
<p>A forma original do livro é completamente desconhecida, mas é sabido que inúmeras cópias circularam na idade média e atualmente ela é considerada por muitos, como uma versão perdida.</p>
<p><em>Perda de Sanidade: 2d10</em><br />
<em>Mythos de Cthulhu: +6/+12 por cento</em><br />
<em>Nível de Mythos: 54</em><br />
<em>Tempo de estudo: 68 semanas</em></p>
<h3>Manuscrito de Sussex</h3>
<p><i>Versão em inglês traduzida pelo Barão Frederic, 1597.</i></p>
<p>Trata-se de uma versão confusa e incompleta da versão em latim do Necronomicon. Teria sido impressa na Inglaterra, na cidade de Sussex.</p>
<p><em>Perda de Sanidade: 1d6</em><br />
<em>Mythos de Cthulhu: +2/+5 por cento</em><br />
<em>Nível de Mythos: 21</em><br />
<em>Tempo de estudo: 36 semanas</em></p>
<h3>Necronomicon</h3>
<p><strong><i>Versão em grego traduzida/transcrita por Theodoras Philetas, 950 DC.</i></strong></p>
<p>Uma versão mais simplificada, sem os mapas e gráficos da versão original. Teria sido confiscada pela igreja e tempos depois, desaparecido misteriosamente. Estima-se que a última cópia foi queimada em Salém por volta de 1692.</p>
<p><em>Perda de Sanidade: 2d10</em><br />
<em>Mythos de Cthulhu: +5/+12 por cento</em><br />
<em>Nível de Mythos: 21</em><br />
<em>Tempo de estudo: 68 semanas</em></p>
<p><strong><em>Versão em latim <i>traduzida/transcrita </i>por Olaus Wormius, 1228 DC.</em></strong></p>
<p>Por muito tempo circulou como manuscrito até que foi impresso na Alemanha no final do século XV. Uma segunda edição teria sido reimpressa na Espanha no século XVII. Sabe-se que algumas cópias existem até os dias atuais.</p>
<p><em>Perda de Sanidade: 2d10</em><br />
<em>Mythos de Cthulhu: +5/+11 por cento</em><br />
<em>Nível de Mythos: 48</em><br />
<em>Tempo de estudo: 66 semanas</em></p>
<p><strong><i>Versão em inglês traduzida por Jonh Dee, 1586 DC.</i></strong></p>
<p>Trata-se de mais um manuscrito baseado na versão grega e que nunca chegou a ser impresso. Três cópias completas são conhecidas, mas seus paradeiros não.</p>
<p><em>Perda de Sanidade: 2d10</em><br />
<em>Mythos de Cthulhu: +5/+12 por cento</em><br />
<em>Nível de Mythos: 45</em><br />
<em>Tempo de estudo: 50 semanas</em></p>
<p>Essas são as versões mais conhecidas através da história, mas dado ao valor histórico do livro, não há garantias de que outras cópias tenham sido feitas e circulam por aí até os dias de hoje.</p>
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		<title>Pedra do Ingá &#8211; Um dos Lugares Mais Misteriosos do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2020 12:05:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Mistério]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!! Hoje vamos com um post um pouco diferente. Já ouviram falar da Pedra do Ingá? Não? Pois ouvirão agora. A Pedra do Ingá é um sítio arqueológico brasileiro localizado na Paraíba, mais precisamente ao lado da cidade de Ingá, que fica a pouco mais de 100 km da capital João Pessoa. Se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!</p>
<p>Hoje vamos com um post um pouco diferente. Já ouviram falar da Pedra do Ingá? Não? Pois ouvirão agora.</p>
<p>A Pedra do Ingá é um sítio arqueológico brasileiro localizado na Paraíba, mais precisamente ao lado da cidade de Ingá, que fica a pouco mais de 100 km da capital João Pessoa. Se você quiser se localizar melhor, separei aqui um link no Google Maps: <strong><a href="https://goo.gl/maps/FVwp1Mmq2wvcpFj28" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://goo.gl/maps/FVwp1Mmq2wvcpFj28</a></strong></p>
<p>Mas não se trata de um sítio arqueológico qualquer. Trata-se de um dos mais importantes e estudados do Brasil e, ainda assim, um dos mais misteriosos.</p>
<h2>Afinal, o que é a Pedra do Ingá?</h2>
<p>É uma (dã!) pedra repleta de inscrições de diversos tipos. Há pelo menos 400 símbolos diferentes de uma escrita nunca decifrada. Também é chamada de Itacoatiara (que significa &#8220;pedra marcada&#8221; em Tupi).</p>
<div id="attachment_3270" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3270 size-full" title="Trajetos atá a Pedra do Ingá" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade.jpg" alt="Trajetos atá a Pedra do Ingá" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Trajetos atá a Pedra do Ingá | Fonte: Google Maps</p></div>
<h2>O que sabemos sobre ela?</h2>
<p>Um dos poucos consensos é que as inscrições teriam sido talhadas com cinzéis de pedra há cerca de 6.000 anos. Além disso, muito pouca coisa. Alguns pesquisadores afirmam que se trata de algum tipo de escrita fenícia. Inclusive o padre Inácio Rolim que viveu durante o século XIX, e se não foi um dos primeiros a pesquisar a pedra, é o registro mais antigo que encontrei em pesquisas nos principais sites que a mencionam. Foi o primeiro sítio arqueológico brasileiro a ser tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 30 de novembro de 1944.</p>
<p>A pedra em si é dividida em três painéis, sendo que o maior deles tem quase 20m de largura, com altura variando entre 1 e 2,5m.</p>
<p>Há cavernas e outras pedras entalhadas na mesma região, mas nenhuma chega nem perto de ter a complexidade dos símbolos da Pedra do Ingá.</p>
<div id="attachment_3272" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3272 size-full" title="Pedra do Ingá em detalhes" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1.jpg" alt="Pedra do Ingá em detalhes" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Detalhe das iconografias encontradas na pedra. | Fonte: Wikipedia</p></div>
<p>Embora o significado da maioria dos símbolos seja bastante obscuro, é mais ou menos aceito que ali estão representados alguns corpos celestes (dois deles em especial sendo muito semelhantes à Via Láctea e ao Cinturão de Orion &#8211; que no Brasil é mais conhecido como As Três Marias).</p>
<p>Uma outra hipótese atesta que uma das funções da pedra seria como calendário, já que que os chamados &#8220;Pontos Capsulares&#8221;, um dos formatos mais repetidos nos entalhes. São em número de 114, e esse número multiplicado por 3 resulta em 342, que é quase  o número de dias de um ano solar.</p>
<p><em>(<strong>Nota do autor:</strong> os entalhes poderiam até servir de calendário, mas jamais da maneira descrita acima. Um calendário com apenas 342 dias ficaria defasado muitíssimo rápido &#8211; quase um mês por ano &#8211; o que o tornaria inútil para qualquer aplicação prática. Lembrando que a aplicação prática de calendários para povos primitivos era saber com antecedência as melhores épocas para plantar, colher, caçar e pescar.).</em></p>
<p>Como em tantos outros assuntos onde a ciência falha ao dar explicações concretas, tornou-se um prato cheio para &#8220;<em>conspirólogos</em>&#8221; de todos os tipos, especialmente <strong>ufólogos</strong>. Alguns dizem que os símbolos representam equações matemáticas complexas, apresentando distâncias entre corpos celestes.</p>
<div id="attachment_3271" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3271 size-full" title="History - Ancient Aliens" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens.jpg" alt="History - Ancient Aliens" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sim senhoras e senhoras, já estivemos lá. | Fonte: Reprodução.</p></div>
<h2>E como usar isso no meu RPG?</h2>
<p>Rá! É aqui que queríamos chegar. Como praticamente qualquer lugar misterioso, as possibilidades de uso no nosso amado hobby são muitas:</p>
<p><strong>Fantasia Medieval</strong> &#8211; A Pedra pode ser o registro de uma civilização antiga e há muito esquecida. Os escritos podem indicar a localização de tesouros guardados, de perigos na região, instruções de como convocar seres extra-dimensionais (os mesmos que teriam causado a extinção desta civilização? Ou teriam tentado salvá-la?).</p>
<p><strong>Horror Moderno/Lovecraftiano (Chamado ou Rastro de Cthulhu)</strong> &#8211;  Os desenho na pedra contém as instruções para a  invocação de um dos Grandes Antigos. Um culto secreto vem atuando há décadas com base na capital paraibana, e conseguiu decifrar a escrita. A data propícia para o ritual será em breve, e outra oportunidade apenas daqui a 6 mil anos.</p>
<p>Qualquer um que ficar no caminho do culto (que tem tentáculos na cidade de Campina Grande, na própria Ingá e &#8211; talvez &#8211; até mesmo no Museu de História Natural que existe no sítio onde se encontra a pedra) terá que ser eliminado para garantir o sucesso do ritual. O mesmo pano de fundo poderia ser adaptado para uma sessão de Delta Green, talvez combinando com o plot <strong>Moderno/Investigativo</strong> (abaixo).</p>
<p><strong>Cultos Inomináveis &#8211;</strong> Variante do plot anterior, mas com os personagens dos jogadores precisando agir discretamente para conseguir decifrar a pedra e invocar o Grande Antigo em questão em troca de poder ou favores. Conforme chegam mais perto de reunir as peças necessárias do quebra-cabeça, a polícia pode começar a apertar o cerco com investigações e batidas surpresa, furto de alguma denúncia anônima talvez.</p>
<p><strong>Moderno/Investigativo (com uma pegada à lá Arquivo-X)</strong> &#8211; Os personagens jogadores são investigadores da Seção 18, divisão secreta da Polícia Federal que investiga casos sobrenaturais (uma versão tupiniquim dos Arquivos-X do FBI). Tem havido relatos de luzes misteriosas e desaparecimentos de pessoas na região de Ingá. Os agentes são enviados para investigar, mas até que ponto o governo brasileiro realmente quer que a verdade venha à tona? Um bom tempero nesse cenário seria colocar agentes disfarçados da ABIN contra os jogadores, e até mesmo insinuar ligações com autoridades norte-americanas (mensagens cifradas trocadas com o FBI?).</p>
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		<title>As Estrelas se Alinharam! Tudo o que recebemos na caixa de Chamado de Cthulhu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 03:44:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!! Sim! Finalmente as estrelas se alinharam! As entregas do financiamento coletivo da 7ª Edição de &#8220;O Chamado de Cthulhu&#8221;, que chega no Brasil pela editora New Order, começaram. Já havíamos feito um preview com os materiais liberados pela editora. E como prometemos um hands-on assim que recebêssemos o pacote, mostramos aqui o resultado. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!</p>
<p>Sim! Finalmente as estrelas se alinharam! As entregas do financiamento coletivo da 7ª Edição de &#8220;O Chamado de Cthulhu&#8221;, que chega no Brasil pela editora New Order, começaram. Já havíamos feito um <strong><a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/resenhas/preview-chamado-de-cthulhu-em-portugues/">preview com os materiais liberados pela editora.</a> </strong>E como prometemos um <em>hands-on</em> assim que recebêssemos o pacote, mostramos aqui o resultado.</p>
<div id="attachment_2744" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-2744 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo-768x1024.jpeg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo-225x300.jpeg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img-review-call-of-cthulhu-pacote-completo.jpeg 960w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><p class="wp-caption-text">Todo o conteúdo do pacote! Muitos livros.</p></div>
<h2>O Livro</h2>
<p>O pacote que adquirimos veio com dois livros: a versão comum e a versão de luxo. O miolo é exatamente o mesmo, deferindo apenas na capa. E que capa a da versão de luxo, amigos! Com um vermelho forte adornada com o símbolo ancestral no centro e colunas gregas na laterais (em dourado), ela passa a impressão de ser um antigo tomo de enciclopédia, ou uma encadernação que era comum até meados do século XX.</p>
<p>Por falar em encadernação, aqui ela parece bastante firme, capaz de resistir a muitas e muitas sessões de jogo. Se tem uma coisa que me frustra é quando a encadernação do livro passa a aparência de frágil, exigindo muito cuidado na manipulação. ponto para a New Order aqui!</p>
<h2>Os Outros Livros</h2>
<p><strong><a href="https://universorpg.com/sem-categoria/noticias/cthulhu-no-brasil-de-novo-e-ainda-mais-aterrorizante/">Como já havíamos informado na notícia sobre o sucesso do financiamento coletivo</a></strong>, uma série de outros livros foi garantida, e no primeiro pacote já vieram vários deles. A saber:</p>
<h3>Jogo Rápido</h3>
<p>Um livreto com o resumo das principais regras, além da clássica aventura &#8220;A Assombração&#8221;, para você sair jogando logo.</p>
<h3>Colheita Fria</h3>
<p>Cenário que se passa na União Soviética do anos 30. Uma ambientação bastante diferente do que costumamos ver em O Chamado de Cthulhu. 64 páginas em preto e branco, com capa mole colorida.</p>
<h3>Cobrando Dívidas &amp; Blackwater Creek</h3>
<p>Dois cenários (ambos em 1922) feitos especialmente para a 7ª Edição de OCdC. Um livro com apresentação bem acima do que costumam ser os cenários do sistema: 94 páginas em papel couchê, preto e branco, com capa mole colorida.</p>
<h3>Luz Morta</h3>
<p>Mais um cenário passado na região de Providence, Nova Inglaterra, no início da década de 20. São 32 páginas em preto e branco, com capa mole colorida.</p>
<h3>Guia de Campo de S. Petersen para Horrores Lovecraftianos</h3>
<p>Um dos meus volumes preferidos até agora. É algo como um bestiário lovecraftiano, mas sem estatísticas de jogo. O livro apresenta características descritivas detalhadas para 53 criaturas comuns nos cenários de OCdC, com descrições físicas, hábitos, habitat, comparação de tamanhos e uma arte belíssima! 132 páginas, colorido em papel couchê e capa dura. Um livro digno de constar em todas as bibliotecas de narradores apaixonados pelo jogo.</p>
<h2>Os Outros Extras</h2>
<p>Pois é! Além de todos esses volumes (e diversos outros que ainda estão por vir), a New Order incluiu uma série de outros extras no financiamento:</p>
<h3>Caixa de Luxo</h3>
<div id="attachment_2724" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2724" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148.jpg 1536w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3421-e1568242012148-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A caixa por dentro</p></div>
<p>Caixa contendo basicamente todo o kit descrito aqui. Em madeira com acabamento externo preto, adornado com um símbolo ancestral. Por dentro madeira envernizada, apresentando o símbolo da editora New Order e fundo acolchoado em vermelho. Lindona!</p>
<h3>Escudo do Mestre</h3>
<div id="attachment_2725" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2725" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422.jpg" alt="" width="750" height="563" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422.jpg 3264w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3422-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O escudo nacional em primeiro plano. Importado logo atrás. Jogo rápido ao fundo para dar noção de escala.</p></div>
<p>Esse item rendeu uma certa polêmica nas <em>interwebs</em>, com alguns falando que ele é muito baixo. Na verdade ele é só uns 5 mm mais baixo que altura padrão dos escudos da Chaosium, e é dobrado em quatro partes (ao invés de três), tornando-o mais portátil. Pessoalmente gostei bastante. Não deixa o mestre tão escondido dos jogadores, e mesmo assim oculta anotações e jogadas de dados.</p>
<h3>Mapas de Pano</h3>
<p>Três mapas de pano. Um retrata a cidade fictícia de Arkham, outro é um mapa-múndi estilizado e o terceiro mostra a Lovecraftian County (traduzido como Terras Lovecraftianas), a região que abrange Arkham e outras localizações comumente citadas nos contos de Lovecraft.</p>
<p>Os mapas são realmente muito bonitos, e com um bom acabamento (embora eu tenha encontrado um ou outro defeitinho menor na costura da borda, nada que desabone). Acharia mais legal se fosse um tecido mais grosso, mas nada que comprometa. Não sei se serão muito úteis em jogo, mas ficariam belíssimos em uma utópica sala de jogos que sonho em um dia ter em casa.</p>
<div id="attachment_2726" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2726" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722.jpg 1536w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3418-e1568242289722-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">As Terras de Lovecraft</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2728" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2728" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225.jpg 1536w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3420-e1568242366225-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Detalhes de Arkham, presente em muitos contos de Lovecraft.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2727" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2727" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419.jpg" alt="" width="750" height="563" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419.jpg 3264w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3419-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Mapa-múndi de Call of Cthulhu</p></div>
<h2>Caderneta de Anotações</h2>
<p>Uma pequena caderneta, estilo &#8220;repórter&#8221;, com folhas pautadas. A capa tem escrito &#8220;Chamado de Cthulhu&#8221; em baixo relevo e uma efígie do clássico monstro. É do tipo que um personagem utilizaria para anotações rápidas ou para guardar números de telefone e endereços.</p>
<h3>Bloco de Anotações</h3>
<p>Um bloco de anotações com folhas pautadas. Bem bonito!</p>
<h3>Lápis e Caneta personalizados</h3>
<p>Para uso em conjunto (ou não) com o bloco e a caderneta supracitados</p>
<h3>Marcador de Páginas</h3>
<div id="attachment_2729" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2729" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416.jpg" alt="" width="750" height="563" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416.jpg 3264w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416-768x576.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3416-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Marcador de páginas (repararam na chavinha?)</p></div>
<p>Esse item realmente me surpreendeu! Um absolutamente impressionante marcador de páginas feito em fita de tecido vermelho, com um belo detalhe na ponta. Nitidamente feito com muito cuidado e carinho. De novo, ponto para a New Order!</p>
<h3>Camiseta</h3>
<div id="attachment_2730" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2730" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312.jpg 960w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312-225x300.jpg 225w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/09/img_3415-e1568242539312-768x1024.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Estampa da camiseta!</p></div>
<p>Uma bela camiseta com a imagem do Grande Cthulhu. Excelente para usar em eventos de RPG, no dia-a-dia ou mesmo em um eventual culto de banimento (ou convocação?) de um Grande Antigo. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>É isso aí, pessoal! Nas próximas semanas faremos a resenha completa de cada livro contido na caixa, com imagens mais detalhadas. No geral, podemos dizer que foi uma tremenda bola dentro da New Order, que já tem uma série de outros títulos de OCdC garantidos (do próprio financiamento), e torcemos para que lancem muitos outros!</p>
<p>Um forte abraço e até logo mais.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/do-alem/resenhas/as-estrelas-se-alinharam-tudo-o-que-recebemos-na-caixa-de-chamado-de-cthulhu/">As Estrelas se Alinharam! Tudo o que recebemos na caixa de Chamado de Cthulhu</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Review &#8211; Call of Cthulhu: The Official Video Game</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2018 02:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[game]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
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		<category><![CDATA[terror]]></category>
		<category><![CDATA[xbox]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Video games e RPG sempre andaram lado a lado. As inspirações e referências estão em todos os lados. Com Call of Cthulhu não foi diferente. O novo game da Cyanide é um "prato cheio" para os fãs e uma oportunidade para quem não conhece esse magnífico cenário do RPG.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações, aventureiros!</p>
<p>Hoje vamos para um post um pouco diferente do que costumamos a fazer aqui: um review (ou seria mais uma opinião pessoal?) de um jogo de vídeo-game.</p>
<p>É o primeiro post desse estilo aqui no <strong>UniversoRPG</strong>, e há um bom motivo. Desde que entramos no ar, no finalzinho de 2016, nosso foco sempre foi a &#8220;diversão offline&#8221;: RPGs e jogos de tabuleiros modernos (que o pessoal costuma chamar de board games). Ocorre que <a href="http://www.callofcthulhu-game.com/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Call of Cthulhu</strong></a> tem um diferencial, já que é inspirado em um dos RPGs preferidos da nossa equipe.</p>
<div id="attachment_2343" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2343 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/id-4-e1543199934691.jpg" alt="Call of Cthulhu o Vídeo Game" width="750" height="422" /><p class="wp-caption-text">A Cyanide fez um belo trabalho de adaptação do clima de Call of Cthulhu. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<h2>Eras passadas</h2>
<p>Este, definitivamente, não é o primeiro jogo inspirado no universo de <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/as-melhores-historias-de-h-p-lovecraft/"><strong>Lovecraft</strong></a> (quem sabe um dia fazemos um artigo falando sobre esses títulos?), mas é um dos que teve mais hype até hoje, mesmo por ser multiplataforma. A maior parte dos games anteriores foi lançada apenas para PC, embora alguns tenham tido versão para Xbox (notoriamente o clássico &#8220;Dark Corners of Earth&#8221;) e mesmo para celulares (&#8220;Wasted Land&#8221;, que também teve versão para PC).</p>
<p><strong>Call of Cthulhu</strong> foi lançado em 30 de outubro de 2018, simultaneamente para <a href="http://www.callofcthulhu-game.com/en/shop"><strong>Windows</strong>, <strong>Playstation 4</strong> e <strong>Xbox One</strong></a>, após cerca de quatro anos de desenvolvimento pela <strong><a href="http://www.cyanide-studio.com/home" target="_blank" rel="noopener">Cyanide</a></strong>.</p>
<p>Trata-se de um RPG de ação (ou algo bem parecido com isso. Discutirei as mecânicas do jogo logo abaixo) e, como tal, você tem uma &#8220;ficha de personagem&#8221; que pode ser customizada no começo e desenvolvida ao seu gosto ao longo do game, à medida em que você for ganhando pontos de personagem (<strong>dica</strong>: <em>coloque alguns pontos em medicina e ocultismo no começo do jogo, pois depois você só evoluirá essas habilidade encontrando livros específicos</em>).</p>
<h2>Essência Lovecraftiana</h2>
<p>Logo de cara é possível perceber o cuidado que o jogo tem com as referências à obra do cavalheiro de Providence. O clima é bem o dos contos mais clássicos de Lovecraft (principalmente &#8220;O Chamado de Cthulhu&#8221; e &#8220;Horror em Red Hook&#8221;), com o jogo se passando na década de 1920. O protagonista é Edward Pierce, um detetive particular, veterano da Primeira Grande Guerra, que afoga seus traumas em álcool e tranquilizantes.</p>
<p>Logo no início do jogo Edward aceita um caso envolto em mistério, com uma série de lacunas a serem preenchidas, que o leva à cidade insular de Darkwater. Lá Edward conhecerá diversas pessoas que o ajudarão (ou não) a solucionar o caso.</p>
<h2>Mecânicas de Jogo</h2>
<p>Basicamente as mecânicas são de um RPG de ação: você testa habilidades em certos momentos, e após passar por pontos-chave do jogo, recebe pontos de personagem com os quais você melhora suas habilidades. Atingindo certos níveis em suas habilidades, você desbloqueia opções de diálogo ou mesmo jeitos alternativos de resolver enigmas.</p>
<p>A maior parte do jogo é baseada em diálogos e em investigação, com muitas leituras de livros e diários (nesse aspecto lembra bastante o RPG de mesa).</p>
<p>Em alguns momentos do jogo você entra uma espécie de &#8220;<em>visão de detetive</em>&#8220;. Nesses momentos você investiga um local onde ocorreu um evento de interesse e, encontrando as pistas certas, é capaz de reconstituir a cena.</p>
<p>Também há uma mecânica de <em>stealth</em>, com você precisando se movimentar fora das vistas dos inimigos. Não há combate no jogo, exceto nos capítulos finais (e mal dá para chamar de mecânica de combate).</p>
<p>Muitos reviews compararam a essência de Call of Cthulhu aos antigos games point-and-click (famosos principalmente pela <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/LucasArts" target="_blank" rel="noopener">Lucas Arts</a></strong>), mas acredito que a melhor comparação possível é o clássico <a href="https://store.steampowered.com/app/501990/Phantasmagoria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Phantasmagoria</strong></a>.</p>
<p>No final das contas, pessoalmente, acho que o game seria mais interessante se substituísse algumas dessas mecânicas por <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Quick_Time_Event" target="_blank" rel="noopener">Quick Time Events</a></strong> (mesmo sabendo que essa minha opinião atrairá a fúria de <em>gamers</em> mais conservadores).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full img-responsive wp-image-2344" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/id-5-e1543199999310.jpg" alt="" width="750" height="422" /></p>
<p>O jogo apresenta quatro finais possíveis. Dois deles são acessíveis independentemente das escolhas feitas ao longo da história, mas os outros dois dependem de combinações bastante intrincadas, sendo bem difíceis de acessar sem o uso de guias publicados pelas <em>interwebs</em> da vida.</p>
<h2>Os Prós</h2>
<p>Indiscutivelmente os maiores atrativos do jogo são o clima e as referências lovecraftianas. Todas as principais características das obras de Lovecraft estão lá: a cidade afastada e decadente, um culto profano, criaturas capazes de levar a mente humana à loucura com um simples vislumbre.</p>
<p>Além do clima, uma série de referências diretas à obra está presente: criaturas, livros, e mesmo personagens famosos são citados nominalmente, extraindo sorrisos de satisfação dos fãs dos <a href="https://amzn.to/2TTxAsL" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mitos de Cthulhu</strong></a>.</p>
<p>O roteiro do jogo é bem envolvente, embora infelizmente não desenvolva muito o personagem principal (e nenhum dos outros, para ser bem honesto). Trata-se de um roteiro bem <strong><a href="http://www.ronizealine.com/2015/08/voce-sabe-a-diferenca-entre-historias-plot-driven-e-character-driven.html" target="_blank" rel="noopener">plot driven</a></strong>.</p>
<h2>Os Contras</h2>
<p>Nem tudo são elogios, infelizmente. O primeiro ponto negativo que salta aos olhos são os gráficos, que parecem saídos de um jogo de PS3 (e do início da geração ainda!!!). Claro que <strong>CoC</strong> não tem pretensão de ser um jogo AAA, e por isso dá para ser um pouco condescendente nesse aspecto, mas algumas falhas são mais difíceis de se perdoar em um game lançado em 2018.</p>
<p>Entre elas estão a constante falta de sincronia entre a dublagem e os movimentos dos lábios dos personagens, e mesmo alguns &#8220;bugs&#8221; gráficos (como de vez em quando um NPC sumindo e reaparecendo logo ao lado). Vacilo em um jogo que teve bastante tempo para ser polido.</p>
<p>Outro ponto negativo é a salada de mecânicas. Não sei se foi uma tentativa de agradar vários públicos, ou se a ideia era variar bastante mesmo. Pessoalmente acho que o game poderia limar algumas delas e desenvolver melhor outras. A &#8220;visão do investigador&#8221;, por exemplo, é bem interessante e merecia mais destaque.</p>
<h2>O veredito</h2>
<p>O jogo é bom e vale a pena. Só não é para todos os públicos. Se você é do tipo que tem preguiça de diálogos (acredito que não seja o caso, ou não estaria lendo um blog de RPG), fique longe. Mas se você curte histórias de investigação, com a verdade sendo revelada aos poucos, vá fundo, principalmente se é fã do universo criado por H.P. Lovecraft.</p>
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		<title>Preview: Chamado de Cthulhu em Português.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 01:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com vocês um pequeno review do PDF nacional de Call of Cthulhu, ou melhor, Chamado de Cthulhu. Os apoiadores do financiamento coletivo promovido pela New Order começaram a receber um prévia da versão nacional. Confere aí o que achamos!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tempos atrás <strong><a href="https://universorpg.com/do-alem/sistemas/nova-edicao-de-chamado-de-cthulhu/" target="_blank" rel="noopener">falamos aqui sobre as mudanças nas regras para a sétima edição de &#8220;O Chamado de Cthulhu&#8221;</a></strong>, lançada em 2014 lá na terra do Tio Sam. O gatilho para resolvermos escrever sobre isso (além, obviamente, do fato de boa parte da equipe da UniversoRPG ser MUITO fã desse RPG) foi que, na época, a <strong><a href="https://newordereditora.com.br/" target="_blank" rel="noopener">editora New Order</a></strong> estava realizando um <strong><a href="https://www.catarse.me/chamado_de_cthulhu?ref=ctrse_explore_pgsearch&amp;project_id=69026&amp;project_user_id=242183" target="_blank" rel="noopener">financiamento coletivo</a></strong> para lançar a edição brasileira desse que, provavelmente, é o RPG de horror mais famoso da história.</p>
<p>No último final de semana, oito meses após o encerramento (muitíssimo bem-sucedido, por sinal) da campanha de financiamento, a New Order enviou aos apoiadores do projeto o preview do livro, um pdf contendo 14 dos 16 capítulos (ficaram de fora, ainda, os capítulos com os cenários prontos e os apêndices &#8211; com ficha de personagem, conversão de regras entre edições, tabelas de armas, equipamentos e outra miudezas. Esses ainda estão em fase de diagramação, mas estarão no produto final, podem ficar tranquilos.).</p>
<p>Demos uma primeira passada de olhos no livro (ok, no pdf), e a essa altura você já deve estar se perguntando o que achamos&#8230;</p>
<h2>O Primeiro Impacto</h2>
<p>A primeira coisa que salta aos olhos é a arte. A arte de Chamado de Cthulhu sempre foi boa, mas nunca foi realmente deslumbrante. O mesmo não pode ser dito da sétima edição. As ilustrações, que já eram de cair o queixo na versão original, foram (até onde conseguimos perceber) integralmente aproveitadas na versão brazuca (ok, tem uma ou outra de qualidade questionável, mas as ilustrações principais são muito bonitas, mesmo).</p>
<div id="attachment_2092" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2092 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-arte-call-of-cthulhu-edicao-nacional.jpg" alt="Arte de Chamado de Cthulhu" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-arte-call-of-cthulhu-edicao-nacional.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-arte-call-of-cthulhu-edicao-nacional-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das ilustrações internas &#8211; Isso é MUITO Lovecraft. | Fonte: Reprodução</p></div>
<p>O começo do livro conta com a clássica seção &#8220;O que é RPG&#8221;, com um exemplo de sessão de jogo e a dica de ler alguns contos do mestre Lovecraft para narrar com o devido clima pretendido. Em seguida algumas páginas com uma biografia resumida do cavalheiro de Providence, além de fazer um <em>overview</em> da obra do autor, e explicar quais parte do Mytho foram deixadas de fora e os motivos para essa decisão (pessoalmente, concordei até com as vírgulas, mas certamente não será a opinião de todos).</p>
<p>Em seguida vem o também tradicional capítulo sobre criação de personagens; uma lista das perícias e descrições bem detalhadas delas, o que é sempre bem legal; uma explicação detalhada das regras da sétima edição (com um capítulo exclusivo para combate); (In)sanidade, etc&#8230;.</p>
<p>No geral a impressão está bem boa. Pegamos alguns erros de português/tradução, que enviaremos à New Order como feedback e que devem ser corrigidos na versão final (outros apoiadores do projeto estão fazendo o mesmo).</p>
<p>Por enquanto é só, colegas investigadores. A ideia de hoje era só passar uma visão geral do preview. Como é normal em financiamentos coletivos, a entrega está atrasada (estava prevista para o final de setembro), mas ao que tudo indica não deve demorar muito mais. Assim que recebermos o exemplar do livro físico podem ter certeza de que faremos um <em>review</em> BEM completo e detalhado, como esse lançamento merece.</p>
<p>Um forte abraço a todos e até breve!</p>
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		<title>O livro Mystico: um novo artefato para suas aventuras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Apr 2018 13:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[artefatos]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
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		<category><![CDATA[itens mágicos]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[macguffin]]></category>
		<category><![CDATA[Myst]]></category>
		<category><![CDATA[portais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje vamos apresentar um artefato mágico bastante interessante, que eu utilizei em uma de minhas primeiras campanhas: trata-se do livro “Mystico”. Espere um momento, mas porque o “y” na palavra místico? Esse nome surgiu justamente por conta da inspiração para a criação desse artefato. Ele foi inspirado no livro Myst, peça fundamental do jogo de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vamos apresentar um artefato mágico bastante interessante, que eu utilizei em uma de minhas primeiras campanhas: trata-se do livro “Mystico”. Espere um momento, mas porque o “y” na palavra místico? Esse nome surgiu justamente por conta da inspiração para a criação desse artefato. Ele foi inspirado no livro Myst, peça fundamental do jogo de mesmo nome.</p>
<p>A ideia básica por trás deste artefato é que ele possui portais magicamente gravados em suas páginas, que conectam diversas dimensões alternativas. Uma pessoa desavisada que abrir o livro aleatoriamente será imediatamente transportada para a dimensão acessível pelo portal inscrito na página que foi aberta, juntamente com o livro. Trata-se de um “<i><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/MacGuffin" target="_blank" rel="noopener">MacGuffin</a></i>” que pode servir de gancho para novas aventuras, facilitar a transição entre cenários muito diferentes ou ainda ser o foco central de uma campanha.</p>
<p>Então vamos conhecer mais detalhes sobre esse livro e a sua fonte de inspiração.</p>
<h3>O jogo Myst</h3>
<p>Myst foi um jogo de PC lançado nos idos de 1993, que viria a se tornar um best-seller, com mais de seis milhões de cópias vendidas. Na época ele foi um jogo bastante revolucionário, pois foi um dos primeiros jogos a vir exclusivamente em CD-ROM, e possuía um visual que emulava cenários em 3D usando imagens pré-renderizadas. Trata-se de um jogo “<i>point and click</i>” de resolução de puzzles, que chamou a atenção pela sua atmosfera de mistério e a linda arte que compõe os cenários do jogo.</p>
<div id="attachment_1283" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1283 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/myst-isle-e1522174133477.jpg" alt="" width="750" height="500" /><p class="wp-caption-text">A ilha de Myst | Fonte: cyan.com</p></div>
<p>O jogador controla em primeira pessoa um personagem conhecido apenas como “O Estranho”. Ele inicia sua jornada numa ilha repleta de curiosas estruturas, objetos e mecanismos, cuja utilidade ele vai descobrindo ao longo do jogo. Embora esteja sozinho na ilha, ele logo descobre a existência dos “livros de ligação”, dos quais Myst é o principal. Esses livros foram escritos por um explorador conhecido como Atrus e permitem justamente a viagem do personagem para diferentes dimensões, conhecidas como “Eras”. A técnica para escrever esses livros foi desenvolvida por uma civilização ancestral conhecida como D’Ni, quase extinta por conta de uma doença.</p>
<p>O jogo fez tanto sucesso que rendeu quatro continuações (entre 1997 e 2005), um <i>spin-off </i>e até mesmo um MMORPG. Também foi lançado em diversas plataformas, como Sega Saturn, PlayStation, Nintendo DS, iOS e Android. Os criadores da franquia, os irmãos Robin e Rand Miller resolveram expandir ainda mais esse universo ficcional através de outras mídias, lançando uma série de livros (compilados na coletânea “<i>The Myst Reader</i>”) e quadrinhos. Algumas tentativas também foram feitas em alcançar o cinema e a TV, mas não foram bem sucedidas.</p>
<div id="attachment_1285" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1285 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/myst-series.jpg" alt="" width="720" height="576" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/myst-series.jpg 720w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/myst-series-300x240.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p class="wp-caption-text">Os jogos da série | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>E como o mundo rpgístico não podia ficar de fora, em 2015 foi lançado o RPG “<i>Unwritten: Adventures in the Ages of MYST and Beyond</i>”. Publicado pela editora Inkworks Productions, ele utiliza o sistema FATE Core e possui dois suplementos: “<i>The Myst Saga</i>”, que conta a cronologia da série e “The D&#8217;Ni Primer”, que explica a história da civilização D’Ni.</p>
<h3>O livro Mystico</h3>
<p>Ele parece um livro comum com uma capa de couro preta, um pouco desgastada pelo tempo, mas nada assustador como um tomo ancestral encapado em pele humana. Intrincados símbolos e algumas palavras de uma língua esquecida, ambos escritos com uma tinta dourada, cobrem parte da capa. Suas páginas, embora amareladas, ainda estão intactas.</p>
<p>Provavelmente só grandes sábios ou estudiosos místicos serão capazes de interpretar o conteúdo deste tomo, pois ele foi escrito numa língua morta de uma civilização há muito extinta. Ninguém sabe ao certo quando ele foi escrito ou qual o seu autor. Alguns rumores entre os círculos místicos dizem inclusive que o livro veio de uma outra dimensão, trazido por acidente por um explorador incauto.</p>
<p>O pouco que é possível decifrar das escritas do livro permite apenas identificar em quais páginas se encontram certos portais e como ativá-los de maneira segura. Como exatamente esses portais funcionam e o motivo deles terem sido escolhidos permanece um completo mistério mesmo para os mais versados em escritas arcaicas. Cada página que contém um portal possui uma vívida ilustração da dimensão para a qual ele leva, como se fosse um quadro retratando uma paisagem.</p>
<p>As dimensões acessíveis através do livro Mystico são as mais diversas e não parecem ter nada em comum. Podem ser tão vastas como planetas ou tão limitadas quanto uma pequena ilha, ou até mesmo uma caverna ou castelo. Algumas são habitadas por diversas civilizações e outras parecem totalmente desprovidas de vida inteligente. Existem também dimensões misteriosas, que parecem ter sido recentemente habitadas mas que foram por algum motivo abandonadas.</p>
<div id="attachment_1293" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1293 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/book-portal-e1522181437297.jpg" alt="" width="750" height="469" /><p class="wp-caption-text">Uma viagem surreal &#8230; | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A maneira mais simples de utilizar o livro é abri-lo numa página que contém um portal. Quem estiver segurando o livro (podem inclusive ser várias pessoas) verá um brilho crescente surgir da ilustração, que parecerá ganhar vida, se expandir para fora do livro e envolvê-lo completamente. A sensação será como se a pessoa estivesse caindo, porém ela não sofrerá nenhum dano e ainda estará segurando o livro nas mãos assim que tiver sido transportada para a nova dimensão. Alguém que estivesse observando sem tocar o livro veria o viajante simplesmente desaparecer em um clarão ofuscante.</p>
<p>Viajantes desavisados podem acidentalmente parar em qualquer dimensão e, se não souberem em que página se encontra sua dimensão original, podem ficar perdidos por um bom tempo. Para aqueles que conseguirem decifrar a sua escrita, existem encantamentos que podem ser invocados para impedir que alguém seja transportado acidentalmente ao abrir a página de um portal. Existem outros encantamentos ainda que permitem que uma pessoa seja transportada sem o livro! Cabe ao mestre criar outros possíveis encantamentos e definir exatamente como eles funcionam.</p>
<p>E finalmente também existem rumores de que um dos portais leva para uma cidade multidimensional, conectada diretamente a diversos portais, onde ainda habitam os últimos sobreviventes da civilização perdida que detinha os conhecimentos do livro Mystico. Seria um local como a cidade de Sigil, do cenário Planescape (D&amp;D).</p>
<h3>Usando numa aventura de Cthulhu</h3>
<p>Embora o conceito original do livro Mystico tenha sido voltado para um cenário de fantasia, ele pode ser facilmente adaptado para uma cenário de mistério/terror moderno, como Chamado de Cthulhu.</p>
<p>O guardião pode começar por substituir as dimensões “genéricas” por alguns lugares mais interessantes para um cenário lovecraftiano: R’lyeh, Platô de Leng, Cidade dos Antigos, Carcosa, Irem e Yuggoth são algumas das possibilidades. É claro que o guardião pode diminuir a chance dos personagens enlouquecerem depois da primeira folheada no livro, inserindo algumas dimensões menos caóticas (mas não menos assustadoras) além dessas localidades tenebrosas.</p>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-1290 size-full" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/book-cthulhu-e1522180922431.jpg" alt="" width="750" height="502" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/book-cthulhu-e1522180922431.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/book-cthulhu-e1522180922431-300x201.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um livro de Cthulhu provavelmente não vai levar você para um lugar agradável | Fonte: Devianart</p></div>
<p>Em termos de regras, considere que ele provoca uma perda de sanidade de 1D4/2D8, concede +10% em Mitos de Cthulhu e é necessário uma média de 20 semanas para ser estudado e compreendido. Além dos portais, ele possui também os seguintes feitiços: Alma Viajante, Banimento de Yde Etad, Buscar Portal, Criar Janela, Criar Portal, Jornada ao Outro Lado e Ver Portal.</p>
<p>Se você gostou deste artigo, pode conferir também <a href="http://universorpg.com/do-alem/dicas/aneis/" target="_blank" rel="noopener">esse</a> sobre anéis mágicos para Storyteller e <a href="http://universorpg.com/bau-do-mestre/dicas/criando-itens-magicos-e-pocoes-no-dd-5e/" target="_blank" rel="noopener">esse</a> sobre a criação de itens mágicos em D&amp;D.</p>
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		<title>Cthulhu no Brasil &#8211; de novo, e ainda mais aterrorizante!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2018 02:23:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[new order]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ok. Não é nenhum segredo que a equipe UniversoRPG é fãzona de H.P. Lovecraft e dos Mitos de Cthulhu (e isso sempre ficou bem aparente no conteúdo que publicamos aqui). Dessa forma um de nossos RPGs favoritos (e o que mais jogamos nos últimos encontros) é “O Chamado de Cthulhu” (CdC). Durante muitos anos os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ok. Não é nenhum segredo que a equipe UniversoRPG é fãzona de H.P. Lovecraft e dos Mitos de Cthulhu (e isso sempre ficou bem aparente no conteúdo que publicamos aqui).</p>
<p>Dessa forma um de nossos RPGs favoritos (e o que mais jogamos nos últimos encontros) é “<em>O Chamado de Cthulhu</em>” (CdC).</p>
<p>Durante muitos anos os RPGistas brasileiros não tiveram acesso a uma versão traduzida deste sensacional sistema, tão importante para a história do RPG mundial, com seus conceitos inovadores, e um dos primeiros a ser publicado fora da temática Fantasia Medieval, então dominante nos sistemas existentes.</p>
<p>Isso só mudou de verdade em 2013, quando a editora <strong>Terra Incógnita</strong> realizou um financiamento coletivo para trazer a 6a edição de CdC oficialmente para o Brasil (sim, sabemos que Rastro de Cthulhu já era publicado aqui, mas trata-se de outro sistema. Já falamos sobre os dois <strong><a href="http://universorpg.com/do-alem/sistemas/cthulhu-o-chamado-x-o-rastro/">aqui</a></strong>). A decisão de trazer uma edição que estava prestes a ser substituída foi questionada pelos fãs, mas justificada pelo fato de haver uma imensa gama de suplementos ainda disponíveis, além de que na época ainda demoraria vários meses para a 7a ver a luz do dia.</p>
<p>O financiamento foi bem sucedido, mas a editora experimentou uma série de problemas. Alguns foram realmente imprevistos, outros poderiam ter sido evitados. O acúmulo deles terminou por fazer com que a editora descontinuasse sua linha, e fechasse as portas definitivamente em 2017.</p>
<h2>Mas os Grandes Antigos são poderosos</h2>
<div id="attachment_1123" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1123 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_call_of_cthulhu_7_edicao.jpg" alt="" width="750" height="495" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_call_of_cthulhu_7_edicao.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_call_of_cthulhu_7_edicao-300x198.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">S. Petersens Field Guide to Lovecraftian Horrors, um dos mais aguardados do financiamento. | Fonte: Chaosium.</p></div>
<p>Os direitos de publicação no Brasil já haviam sido negociados, e já há vários meses especulava-se qual editora nacional os havia adquirido.</p>
<p>Na véspera do Natal de 2017 a pergunta foi respondida: a editora <strong><a href="http://newordereditora.com.br/">New Order</a></strong> iniciou um financiamento coletivo para trazer a 7a Edição de &#8220;<em>O Chamado de Cthulhu</em>&#8221; para terras tupiniquins.</p>
<p>(E adivinhem só! Também já publicamos <strong><a href="http://universorpg.com/do-alem/sistemas/nova-edicao-de-chamado-de-cthulhu/">um artigo sobre as diferenças entre a sexta e sétima edições</a></strong>)</p>
<p>O financiamento foi um tremendo sucesso já nos primeiros dias, tendo atingido a meta mínima no terceiro dia, e seguiu derrubando as metas extras uma atrás da outra.</p>
<p>No momento em que publicamos este artigo ainda restam 24 horas para a conclusão do financiamento, e uma única meta ainda não batida (a menos que a <strong>New Order</strong> tenha outras cartas na manga para revelar amanhã: caso atinja a nada modesta marca de R$ 200.000 teremos, além de tudo o que foi desbloqueado, uma versão impressa do <a href="https://www.chaosium.com/the-grand-grimoire-of-cthulhu-mythos-magic-hardcover/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Grand Grimoire of Cthulhu Mythos Magic</a> , e há excelentes chances de isso acontecer (já é possível ver o &#8220;efeito reta final&#8221; na arrecadação do financiamento).</p>
<p>O blog <strong><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Mundo Tentacular</a></strong> tem publicado resenhas dos itens das metas extras atingidas, mas infelizmente não conseguiu seguir o ritmo com que elas foram batidas:</p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2017/12/meta-1-no-coracao-das-trevas-aventura.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #1: No Coração das Trevas &#8211; Aventura de Chamado de Cthulhu</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-2-colheita-fria-um-cenario.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #2 &#8211; Colheita Fria &#8211; Um cenário de Chamado de Cthulhu na União Soviética</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-4-portas-para-escuridao.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #4 &#8211; Portas para a Escuridão: Cinco Cenários para Jogadores e Mestres Iniciantes</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-5-testemunha-silenciosa-um.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #5 &#8211; &#8220;A Testemunha Silenciosa&#8221; um cenário moderno para Chamado de Cthulhu</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-extra-6-guia-de-campo-de-s.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #6 &#8211; Guia de Campo de S. Petersen para os Horrores Lovecraftianos</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/01/meta-7-kit-do-guardiao-de-chamado-de.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Meta Extra #7: Kit do Guardião de Chamado de Cthulhu: Escudo do Mestre, Mapas e Suplemento de Aventuras</a></p>
<p><a href="http://mundotentacular.blogspot.com.br/2018/02/meta-extra-8-cenario-o-portal-de-kizzah.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Meta Extra #8 &#8211; Cenário &#8220;O Portal de Kizzah&#8221; &#8211; Cenário de Chamado de Cthulhu na Mesopotâmia</a></p>
<p>Obviamente, quando os livros forem entregues, faremos um hands-on por aqui.</p>
<p>E aí? Vai perder essa? Ou vai se render à loucura dos Grandes Antigos?</p>
<p>Link para o financiamento: <a href="https://www.catarse.me/chamado_de_cthulhu" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>https://www.catarse.me/chamado_de_cthulhu</strong></a></p>
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		<title>O que muda na nova edição de Chamado de Cthulhu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 00:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[Call of Cthulhu 7th]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[New Order Editora]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitando o recente anúncio do lançamento em português da 7ª Edição do Chamado de Cthulhu, pela editora New Order, trazemos um pequeno overview sobre o que muda com a nova edição. Ainda não temos detalhes de como será o formato desta edição em português. Talvez a principal mudança seja o fato de que agora temos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando o recente anúncio do lançamento em português da 7ª Edição do <strong>Chamado de Cthulhu</strong>, pela editora <em>New Order</em>, trazemos um pequeno overview sobre o que muda com a nova edição. Ainda não temos detalhes de como será o formato desta edição em português.</p>
<p>Talvez a principal mudança seja o fato de que agora temos 2 livros básicos, o <i>Keeper Rulebook </i>para o guardião e <i>Investigator Handbook </i>destinado aos jogadores. A justificativa para isso é que muitos conceitos e regras das outras edições foram expandidas, detalhadas e melhor explicadas, ficando melhor distribuídas desta forma.</p>
<p>Lá fora, a 7ª Edição conta com capa dura e miolo colorido para ambos os livros. Se a editora seguir a qualidade dos outros financiamentos anteriores, podemos esperar livros tão bons quanto os originais.</p>
<div id="attachment_1082" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1082 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-versao-gringa.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-versao-gringa.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-versao-gringa-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A caixa que os apoiadores da sétima edição receberam | Fonte: Divulgação</p></div>
<h2>Características</h2>
<p>Ao contrário das edições anteriores, na 7ª edição foi unificado o modo de representar características e habilidades. Agora todos esses valores são representados em percentuais, de modo a diminuir a necessidade de cálculos durante o jogo e facilitar rolagens resistidas, onde pode existir mistura de características e habilidades. Desse modo você não encontrará mais na planilha KNOW e IDEA, que eram as representações percentuais de EDU e INT, respectivamente.</p>
<p>A maior parte das características ainda segue as mesmas regras de rolagem de dados: 3D6 para STR, CON, DEX, APP e POW e 2D6+6 para INT e SIZ. A diferença é que agora você registra na ficha de personagem esses valores multiplicados por (5). Assim, o valor inicial de SAN é agora igual ao valor de POW e os Pontos de Magia são um quinto do valor de POW.</p>
<p>Já EDU é rolado com 2D6+6 x5 (antes era 3D6+6). LUCK, que era calculado como POW x5 agora é rolado de modo independente, como 3D6 x5,  para definir os pontos de Sorte do personagem.</p>
<p>Os pontos de vida são calculados como CON+SIZ dividido por 10, o que pode resultar em alguns casos em 1 ponto de vida a menos do que nas edições anteriores. A tabela de bônus de dano é praticamente a mesma (baseada em STR+SIZ), com uma pequena redução nos valores mais baixos (o que antes era -1D4 e -1D6 agora é -1 e -2). A 7ª edição também introduziu um novo atributo que aparece nesta tabela: é o valor de “<i>Build</i>” (que vai de -2 até 6) e é usado em manobras de combate e perseguições.</p>
<p>A velocidade de deslocamento (MOV), que antes era de 8 para qualquer personagem, agora varia entre 7 e 9, dependendo da relação entre STR, DEX e SIZ. A idade do personagem também pode reduzir o valor de MOV (-1 para cada dez 10 anos acima de 30).</p>
<div id="attachment_1079" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1079 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-interna-1.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-interna-1.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-interna-1-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das artes internas | Fonte: Divulgação</p></div>
<h2>Habilidades e Ocupações</h2>
<p>Os pontos de habilidade de ocupação eram sempre EDU x20 nas edições anteriores. Agora, dependendo de cada ocupação o cálculo pode ser diferente, de modo a refletir que nem sempre as habilidades do personagem dependem de seu grau de estudo. Por exemplo, um soldado pode ter muito pouco estudo e ainda assim ser extremamente proficiente em habilidades de combate. Nesse exemplo, ele calcularia seus pontos de habilidade como EDU x2 + STR x2 ou DEX x2. Em comparação, um professor universitário teria EDU x4 pontos de habilidades.</p>
<p>Os pontos de  habilidades relacionadas com os interesses pessoais do personagem (hobbies) são ainda baseados em INT, calculados como INT x2. Já o valor inicial da habilidade <i>Credit Rating </i>(Crédito, na versão em português) não é mais comprada com pontos e sim definida de acordo com  a ocupação do personagem, que também limita o valor máximo que ela pode atingir e ainda fazer sentido com a condição financeiro / social do personagem. Por exemplo, um diletante começa com 50% e pode ir até 99%. Já um fazendeiro começa com 9% e pode ir até 30%.</p>
<p>A lista de habilidades sofreu uma significativa alteração. Apareceram algumas novas habilidades sociais (<i>Appraise</i>, <i>Charm </i>e <i>Intimidate</i>) e uma outra habilidade bastante útil e comum em outros RPGs &#8211; <i>Survival.</i> Outra habilidade apenas mudou de nome: <i>Natural History</i> se chama agora <i>Natural World</i>.</p>
<p>Algumas habilidades que formavam grupos muito similares, foram condensadas em uma única habilidade:</p>
<ul>
<li>As habilidades de combate corporal (<i>Fist/Punch, Head Butt, Kick, Knife </i>e<i> Martial Arts</i>) viraram  <i>Fighting (Brawl)</i></li>
<li>As habilidades de combate armado (<i>Rifle</i> e <i>Shotgun</i>) viraram <i>Firearms (Rifle/Shotgun) </i></li>
<li>As habilidades “influenciadoras” (<i>Debate, Bargain </i>e<i> Oratory</i>) viraram  <i>Persuade</i></li>
<li>As habilidades “ladinas” (<i>Conceal</i> e <i>Pick Pocket</i>) viraram <i>Sleight of Hand</i></li>
<li>As habilidades “furtivas” (<i>Hide</i> e <i>Sneak</i>) viraram <i>Stealth</i></li>
</ul>
<p>Além disso, temos agora especializações de habilidades mais genéricas. As habilidades científicas, por exemplo, tais  como arqueologia, química e farmácia agora são especializações da habilidade <i>Science</i>. O mesmo aconteceu com as habilidades genéricas <i>Fighting</i>, <i>Art/Craft</i> e <i>Firearms</i>, que só podem ser compradas com uma especialização apropriada.</p>
<h2>Rolagens de habilidades e características</h2>
<p>A primeira novidade quanto às rolagens é que agora existe o conceito de “dificuldade”. Se a tarefa é normal, a rolagem é feita contra o valor atual da habilidade ou característica. Porém se a tarefa for considerada difícil, a jogada é feita contra metade do valor original. E ainda, se a tarefa for extremamente difícil, a jogada é feita contra um quinto do valor original.</p>
<p>Existe agora também uma regra chamada de “<i>pushing the roll</i>”. Quando um jogador falha em uma rolagem o guardião pode lhe dar a chance de repetir a jogada. Essa segunda chance porém deve ser justificada por meio de interpretação. Ou seja, se o jogador quiser fazer uma nova tentativa ele deve descrever que ações ou esforços que seu personagem vai tomar para tentar forçar um novo resultado. E nesses casos, mesmo que o guardião aceite uma nova jogada, ele pode agravar as consequências de uma nova falha, de modo a refletir os riscos que o jogador está assumindo.</p>
<p>Aquela tabela de resistência que existia nas edições anteriores também sumiu. Quando um jogador precisa fazer uma jogada que pode ser resistida por um adversário, ambos fazem uma jogada contra suas respectivas características ou habilidades (que não precisam necessariamente ser as mesmas &#8211; uma rolagem de <i>Persuade </i>pode ser oposta por uma rolagem de POW, por exemplo). O vencedor é determinado por quem obtiver a maior margem de sucesso na rolagem de dados.</p>
<p>E finalmente temos os “dados bônus” e “dados de penalidade”. É uma regra muito semelhante a regra de vantagem / desvantagem do D&amp;D 5ed. Dependendo das circunstâncias, o guardião pode dificultar ou facilitar uma rolagem, principalmente se ela for resistida. Em ambos os casos o jogador fará sua rolagem com um dado de dezenas adicional. Se o guardião conceder um dado bônus para o jogador, ele poderá escolher o melhor resultado para as dezenas. No caso de dado de penalidade, o jogador deverá escolher o pior resultado dentre os dois dados de dezenas. Como esse dado adicional altera drasticamente as probabilidades, o guardião deve usar essa regra somente em condições realmente excepcionais ou dramáticas.</p>
<div id="attachment_1080" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1080 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-screen.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-screen.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-call-of-cthulhu-7th-screen-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A arte do escudo do guardião, o que dizer!? | Fonte: Divulgação</p></div>
<h2>Outras regras</h2>
<p>Existem também algumas outras pequenas mudanças de regras, menos significativas mas que ainda assim vieram para ampliar as possibilidades de jogo.</p>
<p>Num combate corporal, por exemplo, um oponente pode optar por se “esquivar” de um ataque ou “contra atacar”, o que, se for bem sucedido, resulta em dano contra o atacante.</p>
<p>Já as regras básicas de sanidade continuam as mesmas, porém existem tabelas expandidas de insanidades, que contemplam duas “fases de insanidade”. A primeira é momentânea, e o guardião dita o que acontece com o personagem. A segunda, mais prolongada, fica a cargo do jogador interpretar como a insanidade adquirida vai afetar seu personagem. E como se não bastasse toda essa loucura, temos também duas tabelas extensas com exemplos de novas fobias e manias.</p>
<p>Outra novidade que vale mencionar foi a criação de um novo capítulo dedicado a regras para perseguições (<i>chases</i>). Embora não seja muito comum nas aventuras investigativas de Cthulhu, parece que os autores quiseram enfatizar um pouco mais esse aspecto <i>pulp </i>do jogo, bem ilustrado pela perseguição que ocorre no conto <i>A Sombra de Innsmouth</i>.</p>
<p>E fique ligado, no próximo mês devemos ter mais alguma notícia sobre o lançamento/financiamento da 7ª Edição.</p>
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		<title>Os personagens morreram, e agora?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Nov 2017 19:53:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitando que hoje é o Dia dos Mortos (também conhecido como Dia de Finados, para os católicos, ou Día de Los Muertos, para os Mexicanos) vamos abordar um tema que literalmente assombra muitas mesas de RPG &#8211; o que fazer quando um ou mais personagens dos jogadores morrem? Muitos jogadores, principalmente em campanhas longas, acabam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando que hoje é o Dia dos Mortos (também conhecido como <i>Dia de Finados, </i>para os católicos, ou <i>Día de Los Muertos</i>, para os Mexicanos) vamos abordar um tema que literalmente assombra muitas mesas de RPG &#8211; o que fazer quando um ou mais personagens dos jogadores morrem?</p>
<p>Muitos jogadores, principalmente em campanhas longas, acabam se apegando aos seus personagens e realmente temem que eles morram, seja em combate, acidentalmente ou pelo capricho de um mestre mais sádico. E mesmo os mestres, em muitos casos realmente se esforçam para manter os personagens vivos, seja para manter a coesão do grupo de jogo ou para que eles possam cumprir algum objetivo na aventura. De qualquer maneira, seja pelo azar numa jogada de dados ou pela audácia / estupidez de um jogador, o mestre pode acabar num dilema de como tratar a morte dos personagens. Criar um novo personagem? Entregar um personagem do mestre para o jogador azarado? Determinar que uma intervenção divina ressuscitou o personagem?</p>
<p>Em cenários fantásticos / tecnológicos, a morte de um personagem pode se tornar o gancho para uma nova missão, onde os demais personagens devem agora procurar algo como um clérigo ou um aparato tecnológico que seja capaz de ressuscitar o personagem. Mas o que fazer se no cenário de jogo não existir essa possibilidade? E pior ainda, e se todos os personagens tiverem um fim trágico?</p>
<div id="attachment_1048" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1048 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A morte dos personagens não precisa significar que a aventura acabou. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A proposta aqui é permitir que os jogadores continuem jogando com seus personagens originais ou pelo menos com uma versão adaptada deles, interpretando efetivamente um pós-vida. Obviamente já existem diversos jogos que partem justamente da premissa que os personagens eram humanos normais que morreram e se tornaram alguma espécie de monstro &#8211; seja um vampiro, fantasma, múmia, zumbi ou qualquer outro morto-vivo da sua preferência (lugar comum principalmente no Mundo das Trevas da <i>White Wolf</i>). Nesses jogos a morte do personagem pode nem ser narrada, pois os jogadores muitas vezes  já criam seus personagens como mortos-vivos. Assim, não há nenhuma surpresa, pois é algo natural do jogo.</p>
<p>As coisas podem realmente começar a ficar interessantes se os jogadores não souberem o que vai acontecer se os seus personagens morrerem e principalmente se eles não esperarem que isso aconteça. Imagine uma aventura de D&amp;D ou de Chamado de Cthulhu. Numa aventura dessas os personagens vão sempre procurar lutar para sobreviver, seja se equipando com itens que melhorem suas chances ou mesmo evitando combates e situações de risco. Se o mestre se preparar para uma possível morte dos personagens, ou melhor ainda, se ele se planejar para isso acontecer com certeza, ele pode ter a chance de criar uma aventura que seja mais surpreendente, memorável e talvez até mais assustadora do que uma aventura de terror convencional.</p>
<p>Para transformar o pós-vida numa experiência inusitada para os jogadores, é fundamental que o mestre dê o mínimo possível de dicas do que está acontecendo. Deixe os jogadores no escuro &#8211; faça eles acreditarem que ainda estão vivos, sonhando, sob o efeito de alucinógenos, experimentando uma viagem psíquica, imersos em uma realidade virtual, presos numa armadilha mágica  &#8211; o importante é que eles se sintam desorientados, inseguros e não saibam exatamente onde estão ou o que aconteceu. Quando os jogadores acharem que estão seguros, faça eles se depararem com a terrível verdade. De preferência de uma maneira chocante e inesperada. Dois filmes que apresentam muito bem esse tipo de situação são <i>O Sexto Sentido</i> (1999) e <i>Os Outros</i> (2001).</p>
<p>Vamos ver agora alguns exemplos de cenários que podem garantir uma nova “vida” para os personagens que morreram …</p>
<div id="attachment_1049" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1049 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-vampiros.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-vampiros.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-vampiros-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Vampiros &#8211; que jogador de RPG nunca quis jogar com essas criaturas? | Fonte: Reprodução</p></div>
<h2>Morto-vivo, a solução clássica</h2>
<p>Tudo bem, acabamos de falar que a ideia é fazer uma transição para o pós-vida que seja inesperada para o jogador. Se essa transição for ele simplesmente acordar dentro de um caixão sabendo que é um morto-vivo, não será algo muito surpreendente. Nesse caso o mestre terá de se esforçar um pouco mais para esconder a condição do personagem e criar um impacto. Se a aventura utilizar um sistema que tipicamente não possui personagens morto-vivos ou monstros, isso já facilita um pouco.</p>
<p>Imagine, por exemplo, um guerreiro de D&amp;D que é ferido mortalmente em combate. Seu corpo é transportado pelos seus companheiros e quando eles estão atravessando uma floresta misteriosa ele repentinamente desperta! Num primeiro momento os jogadores provavelmente vão acreditar que ele ressuscitou, devido a alguma influência mágica ou divina. Porém, com o passar dos dias, todos começam a achar estranho o seu grande apetite por carne crua e a sensibilidade à luz do sol… Ou pior ainda, o próprio guerreiro não entende porque ninguém conversa com ele e todos parecem ignorar sua presença!</p>
<p>Outra maneira de confundir os jogadores é disfarçar a própria morte do personagem. Levar uma espadada no peito é algo que geralmente não deixará dúvidas de que o personagem morreu. Porém se ele está usando aquele anel mágico misterioso, que parece mais pesado a cada dia, vai deixando o personagem com um aspecto cadavérico com o passar do tempo e ainda induz a sonhos estranhos onde uma voz misteriosa dá ordens para o personagem, ele poderá nem se dar conta do dia em que efetivamente o personagem morreu e se tornou servo de alguma entidade abominável.</p>
<div id="attachment_1050" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1050 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-caronte.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-caronte.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-caronte-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Com certeza esse cara não está levando você para uma colônia de férias | Fonte: Pinterest</p></div>
<h2>O reino dos mortos</h2>
<p>Inferno, Hel, Submundo, Valhalla, Éden, Arkádia, não importa o lugar. O personagem morreu e seu corpo foi estraçalhado, carbonizado ou obliterado de alguma outra maneira. A sua alma / espírito / essência está agora vagando por algum outro reino metafísico e não existe chance de ele retornar para o plano material.</p>
<p>Dependendo da similaridade desse reino metafísico com o plano material, o personagem pode também levar algum tempo até descobrir que ele está realmente morto, principalmente se ele estiver junto de todos seu companheiros. Nesse tipo de cenário existe a interessante possibilidade do personagem se tornar algum tipo de criatura espiritual, que pode inclusive ganhar a habilidade de se materializar temporariamente no seu plano nativo.</p>
<p>Aqui a imaginação é o limite. Os exemplos mais comuns são dos personagens que se tornam anjos ou demônios, adquirem grandes poderes e agora tem de se preocupar com intrigas celestiais / infernais. Dois bons RPGs de referência para esse tipo de cenário são <i>Anjos: A Cidade de Prata</i> e <i>Demônios: A Divina Comédia</i>, ambos da Editora Daemon. O livro <i>A Batalha do Apocalipse</i>, de Eduardo Spohr, também serve como uma ótima inspiração para mestres que pretendem narrar aventuras em planos alternativos.</p>
<div id="attachment_1051" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1051 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-copia-cerebral.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-copia-cerebral.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-copia-cerebral-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Cópia cerebral &#8211; Enganando a Morte 2.0 | Fonte: Reprodução</p></div>
<h2>O fantasma na máquina</h2>
<p>Se o cenário for de ficção científica, existe a possibilidade dos personagens se tornarem virtualmente imortais. Mesmo que o corpo morra, o seu espírito / consciência / fantasma pode ser eventualmente copiado e armazenado em um equipamento ou na rede. Dessa maneira ele pode continuar a existir indefinidamente num mundo virtual ou pode ainda ser “instalado” em um novo corpo cibernético. Aqui também podem surgir dilemas filosóficos: essa cópia é equivalente a pessoa original? Se forem criadas várias cópias, qual delas possui os direitos da pessoa original? Apagar uma cópia seria considerado crime de assassinato?</p>
<p>Dependendo da abordagem do mestre, esse tipo de procedimento pode ser trivial e bem conhecido, pode ser misterioso e restrito e pode ser até mesmo completamente desconhecido pelos jogadores e uma experiência verdadeiramente traumática e assustadora. Qualquer que seja a abordagem, podemos sempre  ter o problema de cópias defeituosas (partes da memória corrompida, alterações de personalidade, habilidades incompletas, etc) &#8211; enfim, o resultado pode ser que o personagem “ressuscitado” pode ter adquirido toda sorte de problema psicológico: ele pode estar mudo, sofrer de amnésia, ter adquirido manias estranhas e até mesmo ter se tornado psicótico. Existe ainda a possibilidade de ele ser hackeado, para obedecer instruções específicas ou ter suas memórias substituídas.</p>
<p>Caso seja uma prática comum no cenário, provavelmente será segura e não estará condicionada à morte do corpo original. As pessoas podem até criar cópias de segurança de suas mentes, para o caso de acidentes. Nesse caso a morte não é algo significativo e a temática da aventura será possivelmente uma ficção científica tradicional.</p>
<p>Por outro lado, se esse processo de cópia mental for de alguma maneira arriscado ou envolver procedimentos obscuros e duvidosos, então teremos uma tônica mais próxima do horror. Imagine se uma pessoa for copiada sem seu consentimento, para ser eternamente escravizada ou torturada? Ou ainda ficar presa num dispositivo, sem ter nenhuma possibilidade de interagir com o mundo físico ou virtual. Num cenário desses, provavelmente os personagens vão preferir uma morte definitiva mais do que qualquer coisa. Assista ao episódio “White Christmas” da série <i>Black Mirror</i> e você entenderá de que tipo de horror estamos falando…</p>
<div id="attachment_1052" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1052 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-upside-down.png" alt="" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-upside-down.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2017/11/img-os-personagens-morream-upside-down-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O Mundo Invertido | Fonte: Reprodução</p></div>
<h2>Morto, só que não&#8230;</h2>
<p>E por fim, o personagem pode estar morto para a maioria das pessoas e ainda assim estar vivo … em outra realidade! O personagem, por algum motivo, simplesmente deixa de existir na nossa realidade / dimensão / linha temporal. As justificativas aqui podem ser as mais diversas: o personagem pode ter sido sequestrado por alienígenas de outra dimensão, pode ter adentrado um portal mágico para outro plano, pode ter sido  jogado numa linha temporal alternativa como resultado de um problema com uma máquina do tempo ou pode ter sido até mesmo devorado por uma entidade extra-dimensional.</p>
<p>Em todos os casos, há dois elementos em comum: 1) a realidade paralela é de alguma maneira muito diferente da original &#8211; pode ser algo assustador, como uma versão decadente e abandonada de nosso mundo, provavelmente habitada por monstruosidades lovecraftianas; pode ser  algo mágico e fantástico, mas estranho para os personagens ou ainda pode ser uma linha temporal muito distante ou muito diferente da linha original; 2) retornar para a realidade original é algo extremamente difícil ou até mesmo impossível. Cabe ao mestre decidir se ele vai dar falsas esperanças aos jogadores ou realmente deixar clara essa questão (afinal, o Mestre dos Magos era um velhinho bem intencionado ou um maldito mentiroso?)</p>
<p>Além do clássico desenho <i>Caverna do Dragão</i>, hoje temos uma série de bastante sucesso que aborda essa questão de personagens presos em uma realidade distópica. Sim, estamos falando de <i>Stranger Things</i>. O jovem Will Byers passa praticamente toda a primeira temporada aprisionado no “Mundo Invertido”. Por conta disso, ele chega a ser dado como morto, ainda que os protagonistas tenham se esforçado para trazê-lo de volta para a nossa realidade.</p>
<p>Se você quiser utilizar a versão assustadora desse tipo de cenário, sem dúvida recomendo o RPG Chamado de Cthulhu, pois ele possui todas as ferramentas para narrar esse tipo de situação e ainda assim criar situações inesperadas, pois os jogadores de Cthulhu geralmente estão acostumados a enfrentar as criaturas dos Mythos na nossa realidade e não na delas!</p>
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