<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cenários &#8211; UniversoRPG</title>
	<atom:link href="https://universorpg.com/categoria/cenarios/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://universorpg.com/categoria/cenarios/</link>
	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 23 Oct 2024 03:16:18 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">120313904</site>	<item>
		<title>A Catedral de Sangue: O Refúgio dos Imortais</title>
		<link>https://universorpg.com/acao-e-aventura/cenarios/a-catedral-de-sangue-o-refugio-dos-imortais/</link>
					<comments>https://universorpg.com/acao-e-aventura/cenarios/a-catedral-de-sangue-o-refugio-dos-imortais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 03:16:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação e Aventura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://universorpg.com/?p=6556</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ecclesia Sanguinis, a Catedral de Sangue. Uma colossal e antiga construção perdida nas brumas do tempo, é um marco na história secreta dos vampiros. Para os poucos que conhecem sua existência, ela é tanto um santuário quanto um campo de batalha — um lugar onde as antigas facções vampíricas tramam nas sombras e os poderes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/cenarios/a-catedral-de-sangue-o-refugio-dos-imortais/">A Catedral de Sangue: O Refúgio dos Imortais</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ecclesia Sanguinis</strong>, a Catedral de Sangue. Uma colossal e antiga construção perdida nas brumas do tempo, é um marco na história secreta dos vampiros. Para os poucos que conhecem sua existência, ela é tanto um santuário quanto um campo de batalha — um lugar onde as antigas facções vampíricas tramam nas sombras e os poderes mais sombrios convergem. Porém, o que poucos sabem é que sua origem está ligada a rituais proibidos e a uma história de traição e magia que remonta a uma época perdida na memória até dos imortais mais antigos.</p>
<h2>A Origem: Sangue e Magia</h2>
<p>A catedral não foi simplesmente construída, mas evocada. Em tempos imemoriais, um grupo de poderosos vampiros de diversas linhagens reuniu-se em segredo para realizar um ritual que desafiaria as próprias leis da natureza. Esse ritual, conhecido como o <strong>Pacto de Cruor</strong>, envolvia a oferenda de sangue de mil mortais e mil criaturas sobrenaturais, misturados em um caldeirão de feitiços arcanos antigos. O objetivo era simples: criar um reduto impenetrável, um santuário de poder que pudesse servir como fortaleza e esconderijo para a elite vampírica.</p>
<p>Contudo, as intenções não eram puras. O ritual foi liderado por um vampiro conhecido apenas como <strong>Valentim, o Profano</strong>, um dos primeiros a praticar magia de sangue em grande escala. Sua ambição era obter o controle da catedral como uma fonte inesgotável de poder, uma âncora entre o mundo mortal e o espiritual, capaz de alterar o equilíbrio de poder entre os vampiros e até as outras raças sobrenaturais. Ao invés de apenas uma fortaleza, Valentim pretendia criar um ser vivo — uma construção capaz de moldar-se conforme a vontade de seu senhor.</p>
<div id="attachment_6561" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-6561 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-arcebispo-de-sangue.jpg" alt="Valentim, o Profano" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-arcebispo-de-sangue.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-arcebispo-de-sangue-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Valentim, o Profano. Idealizador da Catedral de Sangue. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Entretanto, o ritual não saiu conforme planejado. Valentim foi traído por seus próprios aliados, e sua alma foi devorada pelo próprio feitiço. No caos que se seguiu, a catedral emergiu das profundezas da terra, crescendo e tomando forma como uma entidade própria. <strong>As paredes pulsavam com sangue</strong> e magia, tornando-se um reflexo dos terrores e desejos dos vampiros que nela residiam.</p>
<h2>O Primeiro Cisma</h2>
<p>Logo após sua criação, a catedral tornou-se alvo de disputas de poder. As facções vampíricas que ajudaram a erguer o santuário disputavam o controle. O <strong>Primeiro Cisma</strong> ocorreu quando os Tremere, mestres da feitiçaria e da magia de sangue, tentaram assumir o controle total da catedral. <strong>Rituais de necromancia</strong> e pactos com entidades das sombras quase destruíram a estrutura. Contudo, as outras facções uniram-se contra os Tremere, expulsando-os das criptas mais profundas da catedral e selando seus laboratórios ocultos.</p>
<p>Foi nesse período que o primeiro <strong>Arcebispo de Sangue</strong> surgiu, um vampiro ancião cujo nome se perdeu nas areias do tempo. Sua presença opressiva e seu domínio sobre a catedral foram suficientes para instaurar uma frágil paz entre as facções, ao menos temporariamente.</p>
<h2>Lendas e Mitos</h2>
<p>Com o passar dos séculos, a catedral se tornou um símbolo de poder e um reduto para os vampiros. Porém, muitas lendas cercam sua história, alimentando o mistério e o terror que a cercam. Alguns dizem que <strong>Valentim ainda vive</strong> nos subterrâneos da catedral, sua alma presa no coração pulsante das criptas, e que ele influencia as estruturas em segredo, esperando o momento certo para retornar. Outros acreditam que a catedral está ligada a um <strong>plano espiritual</strong>, funcionando como um portal para reinos sombrios onde criaturas ancestrais aguardam sua libertação.</p>
<div id="attachment_6562" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-6562 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-interior-da-catedral-3.jpg" alt="Interior da Catedral de Sangue" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-interior-da-catedral-3.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-interior-da-catedral-3-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O chão da Catedral pulsa a cada passo. | Fonte: Pinterest</p></div>
<h2>Sacrifícios e Segredos</h2>
<p>Diz-se que cada pedra da catedral está manchada com sangue, e que, em sua fundação, sacrifícios inimagináveis foram realizados. Esses sacrifícios não só mantiveram a catedral oculta dos olhos mortais, mas também <strong>alimentaram o véu</strong> que a separa da realidade. Os vampiros mais antigos sabem que a catedral exige tributos constantes — e aqueles que se recusam a fazê-los enfrentam consequências terríveis.</p>
<p>Os rumores falam de <strong>entidades aprisionadas</strong> nas profundezas da catedral, seres que foram selados durante a criação do santuário. Alguns acreditam que essas entidades são as verdadeiras forças por trás da estrutura, capazes de conceder favores ou destruir aqueles que ousam desafiá-las.</p>
<h2>A Estrutura em Mutação</h2>
<p>A catedral é muito mais do que uma simples construção. Ela é um organismo vivo, <strong>sempre em mutação</strong>, ajustando-se às vontades dos vampiros que a habitam. O chão de vidro manchado de sangue parece reverberar a cada batida de um coração mortal, e seus corredores mudam de forma, tornando-se verdadeiros labirintos para aqueles que não são bem-vindos. Muitas vezes, aqueles que se aventuram sem permissão pelos salões acabam presos em dimensões paralelas, condenados a vagar por toda a eternidade sem jamais encontrar uma saída.</p>
<div id="attachment_6564" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-6564 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-interior-da-catedral-1.jpg" alt="Interior da Catedral de Sangue" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-interior-da-catedral-1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2024/10/img-interior-da-catedral-1-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma das muitas salas da Catedral. Sua arquitetura às vezes, desafia a lógica. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A Catedral de Sangue não é apenas um refúgio para os vampiros; ela é uma força por si só, uma entidade viva que molda os eventos ao seu redor. Seja por meio de seus corredores místicos ou dos segredos que esconde em suas profundezas, a catedral continua sendo o palco central de intrigas, rituais e disputas de poder que definem o destino da sociedade vampírica.</p>
<p>Nós próximos posts, vamos detalhar um pouco mais sobre as facções que ajudaram a criar a catedral e também a sombria (e trágica) história dos Arcebispos de Sangue. Fique ligado em nossas Redes Sociais!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/acao-e-aventura/cenarios/a-catedral-de-sangue-o-refugio-dos-imortais/">A Catedral de Sangue: O Refúgio dos Imortais</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/acao-e-aventura/cenarios/a-catedral-de-sangue-o-refugio-dos-imortais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6556</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Pedra do Ingá &#8211; Um dos Lugares Mais Misteriosos do Brasil</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/pedra-do-inga-um-dos-lugares-mais-misteriosos-do-brasil/</link>
					<comments>https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/pedra-do-inga-um-dos-lugares-mais-misteriosos-do-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2020 12:05:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Mistério]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://universorpg.com/?p=3212</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!! Hoje vamos com um post um pouco diferente. Já ouviram falar da Pedra do Ingá? Não? Pois ouvirão agora. A Pedra do Ingá é um sítio arqueológico brasileiro localizado na Paraíba, mais precisamente ao lado da cidade de Ingá, que fica a pouco mais de 100 km da capital João Pessoa. Se [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/pedra-do-inga-um-dos-lugares-mais-misteriosos-do-brasil/">Pedra do Ingá &#8211; Um dos Lugares Mais Misteriosos do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!</p>
<p>Hoje vamos com um post um pouco diferente. Já ouviram falar da Pedra do Ingá? Não? Pois ouvirão agora.</p>
<p>A Pedra do Ingá é um sítio arqueológico brasileiro localizado na Paraíba, mais precisamente ao lado da cidade de Ingá, que fica a pouco mais de 100 km da capital João Pessoa. Se você quiser se localizar melhor, separei aqui um link no Google Maps: <strong><a href="https://goo.gl/maps/FVwp1Mmq2wvcpFj28" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://goo.gl/maps/FVwp1Mmq2wvcpFj28</a></strong></p>
<p>Mas não se trata de um sítio arqueológico qualquer. Trata-se de um dos mais importantes e estudados do Brasil e, ainda assim, um dos mais misteriosos.</p>
<h2>Afinal, o que é a Pedra do Ingá?</h2>
<p>É uma (dã!) pedra repleta de inscrições de diversos tipos. Há pelo menos 400 símbolos diferentes de uma escrita nunca decifrada. Também é chamada de Itacoatiara (que significa &#8220;pedra marcada&#8221; em Tupi).</p>
<div id="attachment_3270" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3270 size-full" title="Trajetos atá a Pedra do Ingá" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade.jpg" alt="Trajetos atá a Pedra do Ingá" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-localidade-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Trajetos atá a Pedra do Ingá | Fonte: Google Maps</p></div>
<h2>O que sabemos sobre ela?</h2>
<p>Um dos poucos consensos é que as inscrições teriam sido talhadas com cinzéis de pedra há cerca de 6.000 anos. Além disso, muito pouca coisa. Alguns pesquisadores afirmam que se trata de algum tipo de escrita fenícia. Inclusive o padre Inácio Rolim que viveu durante o século XIX, e se não foi um dos primeiros a pesquisar a pedra, é o registro mais antigo que encontrei em pesquisas nos principais sites que a mencionam. Foi o primeiro sítio arqueológico brasileiro a ser tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 30 de novembro de 1944.</p>
<p>A pedra em si é dividida em três painéis, sendo que o maior deles tem quase 20m de largura, com altura variando entre 1 e 2,5m.</p>
<p>Há cavernas e outras pedras entalhadas na mesma região, mas nenhuma chega nem perto de ter a complexidade dos símbolos da Pedra do Ingá.</p>
<div id="attachment_3272" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3272 size-full" title="Pedra do Ingá em detalhes" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1.jpg" alt="Pedra do Ingá em detalhes" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-detalhe_1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Detalhe das iconografias encontradas na pedra. | Fonte: Wikipedia</p></div>
<p>Embora o significado da maioria dos símbolos seja bastante obscuro, é mais ou menos aceito que ali estão representados alguns corpos celestes (dois deles em especial sendo muito semelhantes à Via Láctea e ao Cinturão de Orion &#8211; que no Brasil é mais conhecido como As Três Marias).</p>
<p>Uma outra hipótese atesta que uma das funções da pedra seria como calendário, já que que os chamados &#8220;Pontos Capsulares&#8221;, um dos formatos mais repetidos nos entalhes. São em número de 114, e esse número multiplicado por 3 resulta em 342, que é quase  o número de dias de um ano solar.</p>
<p><em>(<strong>Nota do autor:</strong> os entalhes poderiam até servir de calendário, mas jamais da maneira descrita acima. Um calendário com apenas 342 dias ficaria defasado muitíssimo rápido &#8211; quase um mês por ano &#8211; o que o tornaria inútil para qualquer aplicação prática. Lembrando que a aplicação prática de calendários para povos primitivos era saber com antecedência as melhores épocas para plantar, colher, caçar e pescar.).</em></p>
<p>Como em tantos outros assuntos onde a ciência falha ao dar explicações concretas, tornou-se um prato cheio para &#8220;<em>conspirólogos</em>&#8221; de todos os tipos, especialmente <strong>ufólogos</strong>. Alguns dizem que os símbolos representam equações matemáticas complexas, apresentando distâncias entre corpos celestes.</p>
<div id="attachment_3271" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-3271 size-full" title="History - Ancient Aliens" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens.jpg" alt="History - Ancient Aliens" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2020/08/img-pedra-do-inga-ancient-aliens-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sim senhoras e senhoras, já estivemos lá. | Fonte: Reprodução.</p></div>
<h2>E como usar isso no meu RPG?</h2>
<p>Rá! É aqui que queríamos chegar. Como praticamente qualquer lugar misterioso, as possibilidades de uso no nosso amado hobby são muitas:</p>
<p><strong>Fantasia Medieval</strong> &#8211; A Pedra pode ser o registro de uma civilização antiga e há muito esquecida. Os escritos podem indicar a localização de tesouros guardados, de perigos na região, instruções de como convocar seres extra-dimensionais (os mesmos que teriam causado a extinção desta civilização? Ou teriam tentado salvá-la?).</p>
<p><strong>Horror Moderno/Lovecraftiano (Chamado ou Rastro de Cthulhu)</strong> &#8211;  Os desenho na pedra contém as instruções para a  invocação de um dos Grandes Antigos. Um culto secreto vem atuando há décadas com base na capital paraibana, e conseguiu decifrar a escrita. A data propícia para o ritual será em breve, e outra oportunidade apenas daqui a 6 mil anos.</p>
<p>Qualquer um que ficar no caminho do culto (que tem tentáculos na cidade de Campina Grande, na própria Ingá e &#8211; talvez &#8211; até mesmo no Museu de História Natural que existe no sítio onde se encontra a pedra) terá que ser eliminado para garantir o sucesso do ritual. O mesmo pano de fundo poderia ser adaptado para uma sessão de Delta Green, talvez combinando com o plot <strong>Moderno/Investigativo</strong> (abaixo).</p>
<p><strong>Cultos Inomináveis &#8211;</strong> Variante do plot anterior, mas com os personagens dos jogadores precisando agir discretamente para conseguir decifrar a pedra e invocar o Grande Antigo em questão em troca de poder ou favores. Conforme chegam mais perto de reunir as peças necessárias do quebra-cabeça, a polícia pode começar a apertar o cerco com investigações e batidas surpresa, furto de alguma denúncia anônima talvez.</p>
<p><strong>Moderno/Investigativo (com uma pegada à lá Arquivo-X)</strong> &#8211; Os personagens jogadores são investigadores da Seção 18, divisão secreta da Polícia Federal que investiga casos sobrenaturais (uma versão tupiniquim dos Arquivos-X do FBI). Tem havido relatos de luzes misteriosas e desaparecimentos de pessoas na região de Ingá. Os agentes são enviados para investigar, mas até que ponto o governo brasileiro realmente quer que a verdade venha à tona? Um bom tempero nesse cenário seria colocar agentes disfarçados da ABIN contra os jogadores, e até mesmo insinuar ligações com autoridades norte-americanas (mensagens cifradas trocadas com o FBI?).</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/pedra-do-inga-um-dos-lugares-mais-misteriosos-do-brasil/">Pedra do Ingá &#8211; Um dos Lugares Mais Misteriosos do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/pedra-do-inga-um-dos-lugares-mais-misteriosos-do-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3212</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Será que da pra jogar The Handmaid’s Tale?</title>
		<link>https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/sera-que-da-pra-jogar-the-handmaids-tale/</link>
					<comments>https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/sera-que-da-pra-jogar-the-handmaids-tale/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina de Cristo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Dec 2018 12:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[aia]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[série]]></category>
		<category><![CDATA[The Handmaid’s Tale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://universorpg.com/?p=2349</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vamos falar de The Handmaid’s Tale? Há poucos dias fizemos uma pergunta em nosso Instagram pra saber quais séries, vocês adaptariam para o RPG e nos surpreendeu (e a alguns seguidores também) quando essa série apareceu. O Conto da Aia, como ficou conhecido por aqui, é um livro da escritora canadense Margaret Atwood publicado em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/sera-que-da-pra-jogar-the-handmaids-tale/">Será que da pra jogar The Handmaid’s Tale?</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos falar de <strong>The Handmaid’s Tale</strong>? Há poucos dias fizemos uma pergunta em nosso <strong><a href="https://www.instagram.com/universorpg/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a></strong> pra saber quais séries, vocês adaptariam para o RPG e nos surpreendeu (e a alguns seguidores também) quando essa série apareceu.</p>
<p>O Conto da Aia, como ficou conhecido por aqui, é um livro da escritora canadense Margaret Atwood <a href="https://amzn.to/2UiSyBD" target="_blank" rel="noopener"><strong>publicado em 1985</strong></a>. Porém, a história ganhou destaque em2017 quando foi ao ar pelo serviço de streaming <a href="https://www.hulu.com/welcome" target="_blank" rel="noopener"><strong>Hulu</strong></a>, tendo 10 episódios para a primeira temporada.</p>
<h3 style="text-align: center;"><strong>ATENÇÃO! O texto abaixo contém descrições detalhadas e SPOILERS! Veja a marcação “FIM DO SPOILER” para não sair daqui me odiando.</strong></h3>
<p>A série se passa num futuro (distópico) não muito distante do nosso, mas isso não fica tão evidente nos primeiros episódios da série. Apesar dos flashbacks dos personagens, fica difícil precisar quando tudo aquilo aconteceu. Porém com o avançar da série a timeline começa a ficar mais clara.</p>
<p>Depois de um atentado ao até então Presidente dos Estados Unidos, uma facção católica toma o poder do Estado e o transforma na <strong>República de Gilead</strong>. Seu governo é totalitário, opressor e baseado no antigo testamento. Pensa só, do dia pra noite você acorda, vai trabalhar e a sociedade simplesmente começa a te tratar diferente e é aberta uma caça às minorias, mulheres e crianças. Agora você é obrigado a viver numa sociedade retrógrada, punitiva e extremamente violenta, onde “traidores” morrem enforcados publicamente.</p>
<div id="attachment_2401" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2401 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-the-handmaid-tale.jpg" alt="The Handmaid's Tale" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-the-handmaid-tale.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-the-handmaid-tale-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Cada episódio é como um soco no estômago. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>A motivação principal de The Handmaid’s Tale é: <strong>fertilidade</strong>. Na época da série, a maior parte das mulheres é infértil, causando diversos tipos de problemas desde ansiedade até roubo de bebês em hospitais. E as poucas mulheres férteis são forçadas à servidão sexual, gerando vidas para os casais que não podem ter filhos e repovoando a sociedade.</p>
<p>Essas escravas são chamadas de <strong>Aias</strong>. Elas são treinadas e posteriormente distribuídas nas casas dos comandantes da Gilead. Durante esse período de estadia são forçadas a cumprir um ritual sexual <strong>bizarro</strong> com o comandante e sua mulher. A Aia serve como uma conexão entre o casal, que não pode mais ceder à luxúria, além de claro, cumprir algumas tarefas dentro de casa como ir às compras, ajudar a manter a casa em ordem e, é claro, ser uma boa Aia.</p>
<p>Não se engane que o cenário acaba por aí… seu ciclo é altamente controlado pela Gilead e quando uma Aia fica grávida de um comandante sua vida finalmente muda. Todos são quase como seus servos e finalmente é bem tratada. Até o dia do parto, claro! Quando muitas vezes as esposas decidem que não querem mais a Aia em casa e o seu bebê nem mesmo lhe é apresentado. A família fica com ele. Isso causa uma revolta que ninguém imaginava, a raiva e a vontade de ser mãe, de gerar um bebê que no final não é seu, imagina o que isso pode causar?! Existem casos onde uma Aia passa dia e noite acorrentada apenas produzindo leite. E o que você faria nessa situação?</p>
<div id="attachment_2403" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2403 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-the-handmaid-promo.jpg" alt="Promo The Handmaid's Tale" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-the-handmaid-promo.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-the-handmaid-promo-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Uma sociedade onde o mulher não tem voz, você já viu isso antes, não é? | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>Existe ainda um outro &#8220;status&#8221; é quando você é expulsa dessa sociedade. Quando isso ocorre, as pessoas tem apenas algumas alternativas:</p>
<ul>
<li>Ser levada a uma casa clandestina, mais conhecida atualmente como puteiro e ter o seu &#8220;ganha-pão&#8221; por lá;</li>
<li>Ser forçada a fazer trabalho escravo físico em uma fazenda, sem as mínimas condições sanitárias e morrer lentamente por lá mesmo;</li>
<li>Morrer tentando fugir de Gilead, o que parece a uma boa opção, frente às demais.</li>
</ul>
<p>Ah, mas é claro que antes de partir para uma dessas opções, você antes foi duramente torturada para aprender uma lição.</p>
<h3 style="text-align: center;">&#8212; FIM DO SPOILER &#8212;</h3>
<p>Ao longo da série você vai conhecendo o contexto de cada Aia, de cada casa e como essa sociedade funciona, cresce, educa e influencia crianças e adultos. A semelhança ao nosso mundo é assustadora, revoltante e sim, parece algo que aconteceria facilmente.</p>
<p>Jogar no mundo de <strong>The Handmaid’s Tale</strong> certamente seria muito interessante. Ver como cada pessoa lida com preconceito, escravidão e humilhação e como cada jogador seria capaz de resolver o problema de uma sociedade inteira através de empatia e muita energia parece, no mínimo, muito curioso. Essa série com certeza vai mexer com você. Se você ainda não assistiu já compre um pacotinho de lenços pra ver a segunda temporada. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h2><strong>Jogando Handmaid’s </strong></h2>
<p>Imagine uma sociedade que voltou no tempo, onde não se usam mais celulares, computadores ou televisões. Até mesmo a locomoção de carro fica restrita apenas a pequenos grupos, até mesmo entre os comandantes. Alguns serviços voltaram a ser feitos de forma manual e vários setores passaram a ser comandados, ou melhor, dominados por um grupo pequeno de pessoas.</p>
<p>Para todos os efeitos, o mundo de The Handmaid&#8217;s é um futuro distópico, assim como o mundo imaginado por George Orwell em seu <a href="https://amzn.to/2Ef0zm9" target="_blank" rel="noopener"><strong>clássico livro 1984</strong></a>, porém muito pior ao meu ver.</p>
<div id="attachment_2404" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2404 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-sua-liberdade-foi-tomada.jpg" alt="Sua liberdade foi tomada" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-sua-liberdade-foi-tomada.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-sua-liberdade-foi-tomada-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Sua liberdade foi tomada e agora você é refém do sistema. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>As mulheres não podem mais ler, escrever e estão à serviço de seus maridos. Devem manter o lar, cuidar das crianças e ser uma boa mãe. Quem você era antes do atentado não importa mais. Esqueça desse passado. Na série o passado das personagens é vista através de flashbacks e o mestre pode usar esse mesmo recurso para contar histórias paralelas a trama principal, a fim de criar o background dos personagens em conjunto com os jogadores.</p>
<p>O clima de vigilância está sempre presente. Seguranças estão sempre a espreita nas cidades, ouvindo conversas e garantindo a paz.</p>
<p>Aias só podem andar em par e não podem falar nada além de cumprimentos religiosos e do tempo. Qualquer tipo de conversa paralela, se vista ou observada por outra pessoa, além de repreendida, pode trazer sérias consequências e até mesmo tortura.</p>
<h2>Personagens jogadores</h2>
<p>Além das Aias, existem outos arquétipos de personagens, vistos na série e que podem ser explorados em jogo.</p>
<h3>Aia</h3>
<div id="attachment_2406" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2406 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-aias.jpg" alt="As Aias" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-aias.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-aias-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Aias só podem andar acompanhadas. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>Com certeza o personagem mais impactante e desafiador de jogar. Usam vermelho, simbolicamente representando sua fertilidade (e também uma referência à personagem bíblica Maria Madalena). Seus nomes e passados devem ser esquecidos e por isso <strong>Tia Lydia</strong> dá novos nomes como Offred, Ofglen, que denotam o Comandante de cada uma. (Então, &#8220;Offred&#8221; é &#8220;Of Fred&#8221; em inglês, ou seja, &#8220;De Fred&#8221;).</p>
<h3>Martha</h3>
<div id="attachment_2408" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2408 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-martha-1.jpg" alt="Martha" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-martha-1.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-martha-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Elas raramente deixam as residências, mas podem ter informações valiosas. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>Uma empregada doméstica, só podem realizar seus trabalhos dentro de casa. Jamais podem deixar a residências onde trabalham, mas algumas atuam como espiãs de seus comandantes, fazendo tráfico de informações com outras pessoas que frequentam a casa.</p>
<h3>Tia Lydia</h3>
<div id="attachment_2409" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2409 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-lydia.jpg" alt="Tia Lydia" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-lydia.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-lydia-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ela fará tudo ao seu alcance para garantir a ordem. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>Seu trabalho é educar as Aias de uma maneira bastante autoritária e fazê-las entender que seus esforços são para o bem da sociedade. Tia Lydia é bastante rígida e podemos dizer que a <em>tortura</em> faz parte das suas práticas de educação. Da mesma forma que os oficiais, podem ser personagens interessantes se estiverem em conflito moral.</p>
<h3>Guardiões</h3>
<div id="attachment_2410" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2410 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-guardioes.jpg" alt="Guardiões" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-guardioes.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-guardioes-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Muito cuidado, eles podem estar te observando. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>É quase como um segurança privado de um comandante. Tem uma casa na mesma propriedade e alguns deles são conhecidos como <strong>The Eye</strong>, ou <strong>O Olho</strong>, que podem dedurar Aias, Martas ou Esposas para a Gilead e assim irão sofrer as devidas consequências. Um guardião também pode participar de pequenos grupos de guardiões, formando um esquadrão ou algo parecido. Podem sair em missões particulares para os comandantes.</p>
<h3>Esposa</h3>
<div id="attachment_2411" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2411 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-esposa.jpg" alt="Esposa" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-esposa.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-esposa-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ela não pode ter filhos e comanda sua casa com mãos de ferro. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>Só usam azul (parecem verdes, mas a película do seriado deixa dúvidas quanto a isso), casadas com comandantes e tudo o que desejam, pelos menos na maioria dos casos, é ter um filho pra chamar de seu. No seriado é mostrado que a antagonista principal acaba atuando muito nos bastidores do poder. Porém também entram em conflitos morais muitas vezes.</p>
<h3>Comandantes</h3>
<div id="attachment_2412" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2412 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-comandante.jpg" alt="Comandante" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-comandante.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/img-comandante-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Waterford, um comandante chave em The Handmaid&#8217;s Tale. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<p>Oficiais e Comandantes da Gilead. O poder certamente subiu a cabeça desses homens. Aplicam punições às mulheres e rebeldes e, se necessário for, aplicarão inclusive nas suas esposas. Mas podem ser personagens bem interessantes caso estejam em conflito pessoal, e começando a descobrir (e questionar) o quanto essa sociedade é injusta.</p>
<h2>Lembre-se!</h2>
<p>Seu passado e seu nome não interessam mais. Se você for mulher nesse cenário não poderá ler, escrever ou se dirigir a um homem sem permissão. Se você for uma Aia sua vida piora, porque além de tudo isso você ainda é treinada para engravidar e depois descartada até que possa engravidar novamente.</p>
<p>Quem sabe seu bebê já nasceu e você precisa ir atrás do seu paradeiro. Ou ainda, você foi expulsa e precisa dar um jeito de voltar ou escapar.</p>
<p>Ah, e se você acha que isso é só um conto ou ficção, dá uma olhadinha <strong><a href="https://epoca.globo.com/mundo/noticia/2018/07/assustadora-semelhanca-de-handmaids-tale-com-realidade-de-mulheres-no-ira-nigeria-e-arabia-saudita.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></strong>.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/sera-que-da-pra-jogar-the-handmaids-tale/">Será que da pra jogar The Handmaid’s Tale?</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/bau-do-mestre/cenarios/sera-que-da-pra-jogar-the-handmaids-tale/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2349</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Argentea: A Terra Flutuante</title>
		<link>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-a-terra-flutuante/</link>
					<comments>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-a-terra-flutuante/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ernesto Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2018 16:05:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[argentea]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://universorpg.com/?p=2324</guid>

					<description><![CDATA[<p>Falamos recentemente de Argentea, nosso cenário "One Page" de RPG. Agora vamos conhecer um pouco mais da história da ilha flutuante que dá nome ao cenário. Confira!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-a-terra-flutuante/">Argentea: A Terra Flutuante</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Pah’soka passou os olhos rapidamente pelo depósito de itens mágicos dos Exploradores, tentando se concentrar nos objetos à sua frente e não nos sons dos guardas fazendo sua ronda ali perto. Ele sabia que devia ter escondido melhor a corda de fuga, mas agora era tarde para isso. Uma antiga moeda, uma adaga enferrujada, um pergaminho caindo aos pedaços… nada ali se parecia com o artefato das ruínas de Shian-Lah, que sua mestra o incumbiu de roubar. ‘Bem que a senhora Tha’tah podia ter sido mais específica…’ pensou o trapaceiro. E então ele o viu: Um pente feito em pedra esverdeada no formato de vinhas de parreira, de uma intrincada delicadeza impossível sem a presença de magia. Trancado em um expositor, claro.</em></p>
<p><em>Ele rapidamente sacou suas ferramentas e lembrou das lições de trapaceiro, procurando armadilhas antes de abrir a caixa de vidro. Ele achou um minúsculo mecanismo que dispararia uma série de agulhas &#8211; provavelmente envenenadas &#8211; nas suas mãos se ele abrisse o trinco sem cuidado. ‘Boa tentativa, mas não foi desta vez.’ pensou satisfeito, até que ele girou o mecanismo e um fio se partiu, fazendo um alarme começar a tocar. Ele xingou baixinho e colocou o pente na bolsa, ouvindo os guardas correndo na sua direção. ‘Essa será uma noite e tanto’ pensou.&#8221;</em></p>
<p>Já apresentamos <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/"><strong>o mundo de Argentea</strong></a>, junto com o seu sistema de regras de uma página. Agora, vamos conhecer um pouco mais do cenário.</p>
<hr />
<h2>Um pouco de &#8216;Lore&#8217;</h2>
<p>O termo ‘Lore’ é muito usado em RPG, podendo ser traduzido como ‘folclore’ em seu sentido. Lore é o conjunto de informações de conhecimento geral e popular, um apanhado de lendas, tradições orais, contos de fadas e outras coisas que ‘todo mundo sabe’. Começo aqui uma pequena série que chamarei de Folk“Lore”, apresentando aspectos do continente de Argentea no formato de textos sem regras &#8211; uma vez que o objetivo inicial de Argentea é usar o mínimo possível de regras. Elas virão em breve, não se preocupem.</p>
<h2>A Criação dos Rronn</h2>
<p>Não existem registros de quando os primeiros habitantes de Argentea chegaram até o continente voador, mas a tradição oral dos Rronn conta que o Grão-Mestre os criou para construir seu reino há mais de cem gerações. A tradição escrita não é forte entre os Rronn, que raramente sabem ler ou escrever mais do que o mínimo necessário para o dia a dia. Desta forma, a maioria da história e cultura Rronn é transmitida na forma de contos e narrativas, e se tornar um guardador de histórias (ou Guarda-Contos) é uma grande honra.</p>
<p>Ainda de acordo com a tradição oral, o Grão-Mestre veio do <b>&#8220;Além Terra&#8221;</b>, o <b>&#8216;local dos deuses&#8217;</b>. Traído pelos outros deuses e carregando grande tristeza em seu coração, ele decidiu se exilar de seu plano natal e viver isolado no plano material,  em um refúgio onde nenhum dos traidores jamais o poderia encontrar. Ele encontrou este refúgio em Argentea.</p>
<p>Os primeiros Rronn surgiram quando o Grão-Mestre utilizou seus poderes divinos para evoluir alguns felinos que ele adotou ao chegar em Argentea, e sua criação tinha o propósito de proporcionar ao Grão-Mestre um grupo de serviçais e protetores. A sociedade Rronn se organizou em torno de quatro clãs, que funcionam como quatro grandes famílias trabalhando juntas com o objetivo de servir ao Grão-Mestre: Os <b>Caith&#8217;Sith,</b> os <b>Siamês</b>, os <b>Mainecon</b> e os <b>Sphynx</b>. Os líderes Rronn são escolhidos entre os anciões de cada clã, funcionando como um conselho de anciões que coordena os mais jovens enquanto obedece as ordens diretas do Grão-Mestre.</p>
<p>A base dos clãs são as pequenas diferenças entre os Rronn: Como os gatos originais eram de raças diferentes, os Rronn criados à partir deles herdaram algumas de suas características e ficaram diferentes uns dos outros também. Eventualmente os descontentes e aqueles que por um ou outro motivo se desligavam de seus clãs criaram um quinto clã, o qual não depende de traços para definir os seus, apenas suas escolhas. Seu nome é <b>Es&#8217;Erde</b>.</p>
<p>Os anos e as gerações de Rronn foram se acumulando conforme eles trabalhavam na criação de Felícian, a cidade-fortaleza onde o castelo do Grão-Mestre foi construído. Após completar a cidade, os Rronn começaram o difícil trabalho de explorar e conquistar as terras ao redor, expandindo os domínios do Grão-Mestre e criando novas aldeias para sua população crescente. A aldeia que se tornaria Forte Limiar foi criada nesta época, sendo adotada como base por um grupo que se tornaria um dos mais importantes de Argentea: a <b>Guilda dos Exploradores</b>.</p>
<p>Com o tempo os Exploradores começaram a encontrar ruínas de uma civilização antiga, e o Grão-Mestre designou um grupo de paladinos para assumir a tarefa de coletar relíquias e itens mágicos destes locais, batizando-os de Guarda Felina. Escolhidos entre os melhores guerreiros que os Rronn tem para oferecer, a Guarda Felina cresceu em poder e influência conforme cumpria missões diretamente para o Grão-Mestre, sem obedecer &#8211; ou mesmo reportar &#8211; ao Conselho dos Rronn. Eles foram também os primeiros a encontrar aqueles que se tornariam os maiores inimigos dos Rronn: Os Fzzit.</p>
<p>Mas isso é assunto para um outro dia.</p>
<h2>A Geografia de Argentea</h2>
<p>Argentea tem a forma de uma grande gota larga (ou de um balão de fala estilo quadrinhos), com a parte mais fina se curvando na forma de uma pequena &#8216;cauda&#8217; paralela ao continente. Ao norte ficam uma grande floresta selvagem e duas montanhas gêmeas, as Torres do Céu, de cujas profundezas verte a nascente de água doce que mantém o nível de água do Lago Treligan sempre igual. Na margem norte do Treligan fica Felícian, a capital dos Rronn.</p>
<p>Felícian é uma cidade fortaleza, de onde o Grão-Mestre rege os Rronn e de onde os muitos barcos de pesca ancorados em seu porto partem para coletar no lago os peixes que alimentam a maior parte de seus súditos. Dentro de suas muralhas também fica o Elísio, o castelo sagrado onde mora o Grão-Mestre e o punhado de Rronn escolhidos por ele para servi-lo (a Guarda Felina), um local protegido e proibido para todos os outros. Ao redor do lago surgem alguns riachos que irrigam o oeste e o sul da parte principal do continente, e um rio que serpenteia até despencar pela beirada de Argentea. A queda é conhecida como Lágrima Eterna, e o rio é chamado de Rio Cauda pelos Rronn, e sabe-se lá como pelos Fzzit (uma vez que nenhum Rronn entende a língua de serpente que eles falam).</p>
<div id="attachment_2326" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2326 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/mapa-argentea-small.jpg" alt="mapa-argentea-small" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/mapa-argentea-small.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/mapa-argentea-small-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O mapa de Argentea. No final do post você pode fazer o download dele =D</p></div>
<p>Ao noroeste fica a Montanha dos Goblins, cuja rede de cavernas foi infestada por estes monstros há várias gerações. Ninguém sabe dizer de onde eles surgiram, pois diferente de todos os outros monstros que habitam o continente, não existem relatos de goblins em Argentea no passado. Entretanto os goblins de Argentea tem se mostrado cruéis e sanguinários, e representam uma ameaça digna de respeito tanto pelo seu número quanto pela ousadia de seus ataques.</p>
<p>No extremo oeste fica a segunda maior cidadela Rronn, o Forte Limiar. Originalmente construído para vigiar as montanhas ao sul &#8211; e os temidos Fzzit além delas &#8211; o Forte agora se viu preso entre a ameaça dos Fzzit e dos goblins, e se tornou um importante ponto estratégico para os Rronn. Limiar também é a sede da Guilda dos Exploradores, um grupo que financia grupos para localizarem e explorarem as ruínas que existem pelo continente, traços de uma civilização extinta que habitou Argentea antes da chegada dos Rronn. Muitos aventureiros visitam Limiar em busca de missões, ótimas oportunidades para se conseguir fortuna e fama &#8211; desde que você não tenha medo dos riscos envolvidos&#8230;</p>
<p>Ao sul de Argentea, onde a terra se afina formando a &#8216;cauda&#8217; torta, existe uma cadeia de montanhas e terreno acidentado quase impossível de se cruzar. Chamada de Barreira pelos Rronn, estas montanhas delimitam o começo do Reino dos Fzzit, e servem como uma primeira linha de defesa contra invasores. Além disto, segundo os espiões que conseguiram retornar, o povo serpente construiu há muito tempo uma muralha gigantesca e mágica além da Barreira, separando seu lado do mundo do restante de Argentea; além desta muralha fica Ssenescal, o reino Fzzit.</p>
<p>No total, Argentea tem cerca de 250 km de largura por quase 500 km de comprimento, e uma área habitável com mais de 50 mil quilômetros. Muito pouco deste território é realmente habitado, apesar das dezenas de pequenas aldeias que se espalham pela sua extensão.</p>
<p>Não existem outras terras ao alcance da vista, seja acima ou abaixo de Argentea, e se não fosse pelo surgimento dos Goblins há algumas gerações, os Rronn jamais sequer pensariam na existência de algo &#8216;além&#8217; de sua terra. E este é um mistério cuja investigação não é incentivada pela Guarda Felina, os paladinos do Grão-Mestre.</p>
<p>Por enquanto é só, mas em breve farei mais um artigo, falando mais sobre a sociedade dos Rronn. Até a próxima, players!</p>
<h2>Download do mapa</h2>
<p><span class="link-download"><a href="https://goo.gl/V6Ejb1" target="_blank" rel="noopener">Argentea RPG &#8211; Mapa em PDF <i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></span></p>
<p><span class="link-download"><a href="https://goo.gl/p7Pp9C" target="_blank" rel="noopener">Argentea RPG &#8211; Mapa em JPG <i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></span></p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-a-terra-flutuante/">Argentea: A Terra Flutuante</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-a-terra-flutuante/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2324</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Argentea: um modo simples de jogar RPG</title>
		<link>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/</link>
					<comments>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ernesto Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2018 21:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[argentea]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[mestrando]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://universorpg.com/?p=2143</guid>

					<description><![CDATA[<p>Se você está procurando algo novo para jogar, mas não está disposto a encarar aquele monte de páginas do novo livro de regras, saiba que existe uma alternativa mais simples e rápida. São os sistemas de RPG de uma página ou One Page RPG. A proposta é que, em apenas uma página (ou folha) você tenha um sistema inteiro de jogo. Conheça o Argentea RPG.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/">Argentea: um modo simples de jogar RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O jovem Rronn estava sentado sobre uma pedra na beirada do mundo, com seus pés balançando livremente sobre o abismo e sua atenção dividida entre as nuvens abaixo e o prisioneiro amarrado atrás dele. Sua cauda se contorcia como uma serpente, balançando o tempo todo e mostrando seu estado de espírito. Vigiando o prisioneiro estava sua irmã, com suas pupilas totalmente dilatadas formando duas esferas negras no amarelo de seus olhos, suas orelhas dobradas para trás em irritação. Ele se levantou e caminhou até ela, que cutucou o prisioneiro com uma de suas espadas.</em></p>
<p><em>O prisioneiro contorceu levemente seu enorme corpo, acordando aos poucos e então percebendo que estava preso. A corda envolvia todo o seu corpo escamoso sem deixar margem para fuga, e até mesmo sua cauda reptiliana tinha sido presa ao lado de suas pernas. Sua boca estava amarrada, de maneira a impedir que ele usasse os dentes afiados para escapar. Seus olhos se encontraram com os do aventureiro, que se ajoelhou ao seu lado e falou em uma voz tranquila: &#8211; Precisamos conversar, Fzzit.</em></p>
<hr />
<p>Jogar RPG é uma coisa maravilhosa, para quem gosta de usar a criatividade.</p>
<p>Além de alguns dados de 6 faces, papel e lápis, jogar RPG exige imaginação e jogo de cintura. Mas é uma atividade extremamente recompensadora: é um faz-de-conta com algumas regras para decidir situações complicadas, onde um grupo de jogadores conduzem seus personagens por um mundo apresentado pelo mestre do jogo (também chamado de narrador). Este mestre controla o mundo e todos os personagens que não são dos jogadores, e sua função é apresentar uma estória e diversos desafios para os jogadores &#8211; não ganhar deles. Até porque seria fácil para ele vencer… o mestre é o mundo!</p>
<p>Conforme vencem desafios em sessões de jogo (aventuras), os personagens podem ganhar experiência e se tornarem mais fortes, ganhando novos níveis e aprendendo novas habilidades, ou mesmo fortalecendo as que já possui. Novos personagens surgem conforme outros caem em batalha ou se aposentam, e as ações deles vão se tornando lendas no mundo de jogo. Ou o mestre pode apenas preparar uma aventura curta, com um ou mais desafios, para se divertir com os amigos e passar algum tempo. As possibilidades não tem fim!</p>
<div id="attachment_2148" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2148 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-jogando-rpg.jpg" alt="Jogando RPG" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-jogando-rpg.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-jogando-rpg-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Grupo clássico de aventureiro de RPG | Fonte: Paizo.</p></div>
<h2>O Cenário</h2>
<p><strong>Argentea</strong> é o produto de um desafio que me fizeram no <a href="https://universorpg.com/bau-do-mestre/eventos/world-rpg-fest-2018-dia-1/"><strong>World RPG Fest</strong></a> deste ano, quase que uma brincadeira.</p>
<p>Você já ouviu falar de RPG de uma página? É um estilo de RPG que está se popularizando, com o foco em criar algum tipo de conteúdo que não precise mais do que uma página de A4 (um lado apenas, de preferência) para ser usado, adotado e jogado em mesas rápidas. Um dos pioneiros mais conhecidos é o <strong>Lasers and Feelings</strong> (cujo sistema simples tem sido copiado e reutilizado em uma centena de outros títulos). Seja um mini sistema, uma dungeon ou uma aventura, a ideia é fazer algum conteúdo simples que caiba em uma página apenas.</p>
<p>Um amigo de longa data (que não gosta quando citam seu nome, mas que escreve para o <a href="https://mundoscolidem.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mundos Colidem</strong></a>) começou uma conversa sobre o assunto, e eu mencionei que é meio fácil fazer algo assim, é só usar alguma regrinha de Boardgame e fichas prontas para os personagens. Outro amigo (que escreve para a Toca do Hutt) brincou comigo: “<em>Se é tão fácil, porque você não faz um desses RPGs de uma página?</em>” &#8211; já que eu tenho ‘sentado sobre’ um cenário que criei chamado <strong>VirtuaVitae</strong> há anos e nunca liberei nada dele. Ao chegar em casa, eu coloquei a mão na consciência e decidi aceitar o desafio. E assim surgiu <strong>Argentea</strong>.</p>
<div id="attachment_2151" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2151 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-laser-and-feelings.jpg" alt="Laser and Feelings RPG" width="750" height="580" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-laser-and-feelings.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-laser-and-feelings-300x232.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Laser and Feelings, um RPG de uma folha só. | Fonte: Imgur</p></div>
<p>Imagine um mundo fantástico, onde a magia é algo corriqueiro no dia a dia dos habitantes, ainda que a maioria deles nunca tenha aprendido a usá-la. Um mundo onde as aldeias, vilas e cidades prosperam e disputam entre si com seu comércio e política, em um duelo de esperteza e intriga que se estende pelos séculos. Um mundo belo e perigoso, onde monstros esperam viajantes incautos se descuidarem para então atacar, e que permanece no limiar de uma guerra entre seus três principais povos, os quais disputam suas riquezas e mistérios com seus exércitos, estratégias e grupos de aventureiros. Este mundo é <strong>Argentea</strong>.</p>
<p><strong>Argentea</strong> é uma terra que flutua pelos céus de um mundo perdido. Não existem outros lugares acima ou abaixo, apenas <strong>Argentea</strong>. Grande o bastante para ser considerada um continente por seus habitantes, <strong>Argentea</strong> é o lar dos Rronn, um povo aventureiro de meio-gatos, e de seus inimigos: os Fzzit, um povo serpente que lhes trazem problemas frequentemente. Apesar disto, os Fzzit raramente saem de seu canto da ilha, permanecendo protegidos pela sua muralha mágica e por uma cadeia de montanhas. Aventureiros Rronn viajam pela ilha cumprindo missões, enfrentando monstros e explorando ruínas. Algumas vezes para proteger suas vilas, outras em busca de riquezas e fama.</p>
<div id="attachment_2153" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2153 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-argentea-ilha.jpg" alt="Argentea, a ilha voadora" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-argentea-ilha.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-argentea-ilha-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A ilha de Argentea. | Fonte: Mattepainting.</p></div>
<h2>O Sistema</h2>
<p>As regras de <strong>Argentea</strong> são muito simples, criadas para poder ensinar até mesmo crianças; o mestre narra a aventura, os jogadores vão decidindo as ações de seus personagens, e dados são rolados apenas quando a situação exige. A resolução envolve apenas uma comparação de resultados cujos empates favorecem o defensor.</p>
<p><b>Regras e Mais Regras</b></p>
<p>Os personagens são os aventureiros, controlados pelos jogadores. Quatro tipos de aventureiros podem ser usados em <strong>Argentea</strong> (com mais classes vindo no futuro): O Clérigo (um servo do bem que defende os fracos e cura os feridos); o Guerreiro (um lutador competente especialista em armas); o Místico (um usuário de magia arcana e estudioso por excelência); e o Trapaceiro (um especialista treinado em ataques furtivos e em como armar e desarmar armadilhas e trancas). Cada personagem usa 3d6 (três dados de 6 lados) para executar suas ações, +1d6 se fizer “coisas de sua classe”, e +1d6 se ele receber ajuda de seus colegas. Ele compete com uma dificuldade decidida pelo mestre ou com outro personagem. Isto é chamado de <b>“Rolagem”</b>, e ocorre quando os jogadores precisam descobrir se obtiveram ou não sucesso.</p>
<div id="attachment_2155" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2155 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-d6-dices.jpg" alt="D6 dices" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-d6-dices.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-d6-dices-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Rolando alguns D6 em Argentea | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p><strong>A Rolagem pode ser feita de duas maneiras</strong></p>
<p>* Com Oposição: Mais comum em situações de combate ou conflito entre jogadores ou jogador/NPC. Ambos os envolvidos (sejam dois jogadores ou jogador e mestre) rolam seus dados; quem teve mais vitórias nesta comparação, vence. Tanto na comparação dos dados como no resultado final, resultados em empate dão vitória para o lado defensor no conflito. Em ambos os casos, dados que sobram em uma rolagem não contam &#8211; eles apenas concediam mais chances de bons resultados ao jogador com mais experiência naquela tarefa.</p>
<p>* Sem Oposição: O jogador declara sua ação e o mestre define a dificuldade. Então ambos rolam seus dados. Se o jogador vencer, ele conseguiu. Se não, ele falhou (Dificuldade: Fácil 1d, Média 2d, Difícil 3d).</p>
<p><i>Exemplo de Rolagem: O Trapaceiro quer abrir uma fechadura sem ajuda. Ele rola 4d6 (3 é o padrão, +1 por ser uma ‘coisa de trapaceiro’) contra uma dificuldade 2d (dificuldade Média), É uma rolagem sem oposição. Eles rolam os dados e comparam os resultados: O trapaceiro tirou 5, 3, 2 e 2. O mestre tirou 4 e 3. O trapaceiro vence por 1&#215;0, conseguindo abrir a fechadura (importante: toda rolagem compara o mesmo número de dados; quem rolou mais dados usa apenas os com melhor resultados). Se o mestre tirasse 5 e 3, o trapaceiro falhava: 0x0 é empate, e empate dá a vitória ao defensor.</i></p>
<p><strong>Criando os Aventureiros</strong></p>
<p>Os personagens neste jogo são representados por cartão, onde eles anotam suas escolhas Iniciais. Note que as informações já presentes no cartão são pertinentes à Classe, não ao Clã do Rronn, já que o clã apenas fornece uma base de origem e dicas para aparência do personagem. Claro que estas informações não são completamente fixas, e você tem liberdade para criar personagens únicos se desejar.<br />
O cartão de Personagem serve para nos lembrar quais são as coisas que  ele sabe ou não fazer, qual seu atual nível de Karma bom, se ele está ferido (e quanto) e quais são suas posses e equipamentos.</p>
<p><strong>Escolhas</strong></p>
<p>Ao criar seu  aventureiro você escolhe sua <strong>Classe</strong> (Clérigo, Guerreiro, Místico ou Trapaceiro) e seu <strong>Clã</strong> (Caith&#8217;Sith, Mainecon, Siamês, Sphynx ou Es&#8217;Erde).</p>
<p>A Classe decide as coisas que ele sabe fazer e as armas que ele sabe usar. Cada classe tem seu cartão com suas habilidades e Ação Especial (aquilo que a classe sabe fazer melhor que as outras). Alguns exemplos:</p>
<ul>
<li><em>Clérigo</em> &#8211; curar, religião, ervas, etc;</li>
<li><em>Guerreiro </em>&#8211; briga, cavalgar, forja, etc;</li>
<li><em>Místico</em> &#8211; magia, idiomas, enigmas, etc;</li>
<li><em>Trapaceiro </em>&#8211; armadilhas, trapaça, furtividade, etc.</li>
</ul>
<p>Quando decidir usar uma ação, converse com seu mestre para ver se receberá o dado extra por fazer “coisas de seu personagem”. Cada classe também tem uma habilidade especial:</p>
<ul>
<li><em>Clérigo</em> pode curar 2 PVs de um alvo como uma de suas ações (Veja Ações em Combate);</li>
<li><em>Guerreiro</em> pode defender até 3x em cada turno (enquanto as outras só podem defender uma vez);</li>
<li><em>Mago</em> pode atacar à distância sem usar armas;</li>
<li><em>Trapaceiro</em> rola 2d na Iniciativa e fica com o melhor resultado.</li>
</ul>
<p>Já o Clã do personagem nos dá uma ideia de sua origem, aparência e conhecimentos, bem como o que a sociedade tende a esperar dele. Os Rronn não são definidos pelo seu clã, mas é natural por exemplo que outros Rronn acreditem que um membro dos Mainecon &#8211; que é maior e mais robusto &#8211; seja naturalmente inclinado à luta, mesmo que o personagem seja pacifista.</p>
<p>Todo personagem começa o jogo com 3d6 moedas de ouro, uma arma (que ele saiba usar), e uma mochila com itens simples (corda, cobertor, cantil, etc).</p>
<h2>O Combate</h2>
<p><strong>Iniciativa</strong></p>
<p>No começo do Combate, todos rolam 1d6 (Iniciativa), decidindo a ordem das ações do maior para o menor resultado (empates são resolvidos com uma nova Rolagem entre os empatados). Lembre: O Trapaceiro rola sempre 2d6 e fica com o melhor resultado na Iniciativa.</p>
<p><strong>Ações em Combate</strong></p>
<p>Um personagem tem 3 ações por turno, podendo escolher entre as seguintes opções:</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><em>Atacar (de perto ou de longe)</em></span><br />
Se o inimigo não Defender/Esquivar, o ataque acertou. Se ele puder, role 4d6 (mais bônus, se houver algum) contra 3d6 do inimigo para definir se o ataque foi ou não bem sucedido. Você pode usar Atacar apenas uma vez por turno.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><em>Se mover até 9 metros</em></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><em>Outra ação variada<br />
</em></span>Exemplos incluem &#8220;<em>mover uma alavanca&#8221;,</em> &#8220;<em>usar algum item</em>&#8220;, &#8220;<em>curar 1 PV de um aliado</em>&#8221; (o Clérigo cura 2 PVs), ou alguma outra ação inventada na hora que o mestre aprove.</p>
<p>Os personagens podem usar essas opções em qualquer ordem, e apenas o ataque pode ser usado uma vez por turno (regra que alguns inimigos não seguem). Além disto, uma vez por rodada ao sofrer um ataque, um personagem pode tentar se Defender/Esquivar, rolando 3d6 contra o ataque (o Guerreiro tem 2 ações de Defender extras por turno). Se o personagem atacado não puder usar esta ação por algum motivo, o ataque acerta &#8211; causando dano.</p>
<p><strong>Vida e Dano</strong></p>
<p>Quando um personagem recebe um ataque do qual não se consegue esquivar/defender, ele perde 1 PV (PV &#8211; Ponto de Vida). Se chegar a 0 PVs, ele desmaia e pode até morrer!</p>
<p>Normalmente personagens com 0 PVs estão desmaiados, e para acordar eles precisam recuperar pelo menos 1 PV. Um personagem recupera 1 PV por noite de descanso (pelo menos 8 horas de sono e/ou meditação). Ações de Cura também curam 1 PV (primeiros socorros, medicação, etc.).</p>
<p>Causar dano em um personagem com 0 PVs irá matá-lo. Todos os personagens jogadores possuem 6 PVs máximos, e os inimigos normalmente possuem entre 1 e 6 PVs (ou mais, no caso de chefes e inimigos poderosos!).</p>
<p><strong>O Karma</strong></p>
<p>Todo sistema possui alguma peculiaridade, algum elemento que o destaca dos outros. No sistema de <strong>Argentea</strong>, é o Karma. Afinal, seus personagens são heróis!</p>
<p>Trate como regra opcional: todas as vezes que seu Rronn fizer uma boa ação, agir de maneira bondosa e justa (como um herói), ele ganha um Ponto de <i>Karma Bom</i>. Toda vez que ele fizer uma ação duvidosa ou maldosa, o mestre anota um Ponto de <i>Karma Ruim</i>. Você pode gastar <i>Karma Bom</i> para ganhar sucessos em uma Rolagem, na proporção de um sucesso por ponto de karma gasto&#8230; e o mestre usa Karma Ruim contra você, da mesma maneira. Cuidado com seu <i>Karma Ruim</i>, Aventureiro!</p>
<div id="attachment_2157" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2157 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-karma.jpg" alt="Karma" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-karma.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/10/img-karma-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Suas decisões influenciam o seu Krama no jogo. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>E é isso. Os jogadores devem usar um cartão de personagem para manter um relatório do que ele possui e de suas informações básicas, e do Karma Bom que ele adquiriu. O restante é com o mestre. Eu incluo aqui a folha do <strong>Argentea</strong> (para imprimir) e um mapa simples “Faça-Você-Mesmo” que eu fiz para <strong>Argentea</strong>. Em breve colocarei mais informações em novos artigos, sobre as cidades, a geografia, os Rronn e os Fzzit, e os goblins… malditos goblins! Mas com a página anexa vocês já tem tudo o que precisam para jogar em <strong>Argentea</strong>!</p>
<p>Bom proveito e até a próxima!</p>
<h2>Links para Download</h2>
<div class="link-download"><a href="https://goo.gl/puERFh" target="_blank" rel="noopener">Argentea RPG &#8211; Versão colorida <i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="link-download"><a href="https://goo.gl/U68jbR" target="_blank" rel="noopener">Argentea RPG &#8211; Versão P&amp;B <i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="link-download"><a href="https://goo.gl/V6Ejb1" target="_blank" rel="noopener">Argentea RPG &#8211; Mapa em PDF <i class="fa fa-file-pdf-o" aria-hidden="true"></i></a></div>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/">Argentea: um modo simples de jogar RPG</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/argentea-um-modo-simples-de-jogar-rpg/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2143</post-id>	</item>
		<item>
		<title>5 Mundos Alternativos de D&#038;D</title>
		<link>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-alternativos-de-dd/</link>
					<comments>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-alternativos-de-dd/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2018 04:30:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://universorpg.com/?p=1571</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros! Há algum tempo conversamos aqui sobre cinco mundos clássicos de D&#38;D. Mundos normalmente de fantasia medieval, que atraíram milhares e milhares de jogadores ao longo dos anos, e deixaram uma forte marca na história de D&#38;D (até mesmo continuando a ser editados, mesmo depois de 40 anos!). Hoje vamos para algo um [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-alternativos-de-dd/">5 Mundos Alternativos de D&#038;D</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!</p>
<p>Há algum tempo conversamos aqui sobre <strong><a href="http://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">cinco mundos clássicos de D&amp;D</a></strong>. Mundos normalmente de fantasia medieval, que atraíram milhares e milhares de jogadores ao longo dos anos, e deixaram uma forte marca na história de D&amp;D (até mesmo continuando a ser editados, mesmo depois de 40 anos!).</p>
<p>Hoje vamos para algo um pouco diferente. Mundos de D&amp;D que não eram tão tradicionais. Mundos com características marcantes, com variados graus de sucesso, mas que terminaram sendo uma espécie de Lado B deste que é, sem sombra de dúvidas, o sistema de RPG mais famoso e jogado de todos os tempos.</p>
<p>Sem mais enrolação, vamos a eles (apresentados sem nenhuma ordem em particular):</p>
<h2>Dark Sun</h2>
<div id="attachment_1578" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1578 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-dark-sun-dnd-2.png" alt="Darksun Dungeons and Dragons" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-dark-sun-dnd-2.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-dark-sun-dnd-2-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A arte de Dark Sun é fantástica. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Dark Sun provavelmente foi o cenário mais popular desta lista, e inclusive foi “ressuscitado” na 4ª Edição, em 2010 (a publicação original foi de 1991 até 1996, para o AD&amp;D 2ª Edição). Trata-se de um mundo medieval, mas com uma pegada pós-apocalíptica com toques de Mad Max.</p>
<p>Athas é um mundo destruído pelo uso de magia, que funciona drenando recursos naturais, que acabaram se tornando extremamente escassos, e onde só os mais fortes sobrevivem. Não há deuses em Dark Sun, e se você praticar magia arcana em público, corre um sério risco de ser linchado por uma turba enfurecida (ainda que as cidades-estado sejam governadas por Defilers, os magos de Athas).</p>
<p>Um dos principais diferenciais de Dark Sun que atraiu os jogadores é a presença de raças bastante diferentes disponíveis por padrão para os personagens jogadores. Na concepção original Dark Sun não teria as raças e criaturas clássicas de fantasia medieval. Nada de elfos, anões ou dragões. A TSR, entretanto, ficou preocupada com a (falta de) aceitação que o cenário poderia ter se esses elementos estivessem completamente ausentes, de modo que terminaram ficando na versão final, mas em versões diferentes de suas contrapartes de mundos mais tradicionais.</p>
<div id="attachment_1580" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1580 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-dark-sun-dnd.png" alt="Meio-Gigante de Dark Sun" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-dark-sun-dnd.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-dark-sun-dnd-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Meio-Gigantes e sua vestimenta ao estilo Mad Max. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A coisa fica realmente interessante quando falamos das raças novas disponíveis: meio-gigantes e thri-kreen. Os meio-gigantes são exatamente o conceito intuitivo relacionado ao nome: híbridos de humanos e gigantes (semelhante aos meio-orcs). Já os thri-kreen são, possivelmente, a raça mais alienígena disponível oficialmente para jogadores de D&amp;D: uma raça humanoide, mas semelhante a um louva-a-deus gigante (curiosidade: poucas pessoas sabem, mas embora a versão de Athas dos Thri-Kreen seja a mais conhecida, a apresentação original veio em um suplemento de Forgotten Realms: Monstrous Compendium Forgotten Realms Appendix).</p>
<p>Como bons insetos, os Thri-Kreen possuem três pares de apêndices, sendo que dois são usados como pernas e quatro como braços (sim! Múltiplos ataques por turno!). Garras afiadas, mordida venenosa e habilidades psiônicas (sim! Já chegaremos lá!) estão entre suas outras características.</p>
<div id="attachment_1581" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1581 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-thri-kreen.png" alt="Thri-Kreen" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-thri-kreen.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-thri-kreen-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ataques múltiplos no mesmo turno? Sim! | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Outro ponto marcante de Dark Sun é que, como um substituto da magia, foram disponibilizados poderes psiônicos para os personagens. Isso terminou se mostrando um problema duplo: o primeiro é que as regras para uso desses poderes estavam em outros suplementos (Complete Psionics Handbook, por exemplo), e outro é que jogadores de D&amp;D tendem a ser terrivelmente conservadores, e as habilidades psiônicas nunca fizeram sucesso real. Mesmo assim Dark Sun foi tão popular em sua época que gerou dois jogos para computador: &#8220;<em>Dark Sun – Shattered Lands</em>&#8221; e &#8220;<em>Dark Sun – Wake of the Ravager</em>&#8221; (isso na era pré-Baldur’s Gate, quando os jogos de PC não ofereciam experiências muito parecidas com o D&amp;D de mesa).</p>
<p>Destaque também para arte do ilustrador Brom, que realizou a maior parte dos trabalhos das publicações de Dark Sun. Com um traço mais sujo e agressivo que o que era utilizado normalmente pelos artistas da finada TSR, ajudava a criar o clima pós-apocalíptico e sufocante deste suplemento.</p>
<h2>Planescape</h2>
<div id="attachment_1593" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1593 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-planescape-lady-pain.jpg" alt="Lady Pain de Planescape" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-planescape-lady-pain.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-planescape-lady-pain-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Lady Pain, figurinha carimbada de Planescape: Torment</p></div>
<p>Outro suplemento que terminou gerando uma massa bastante fiel (embora não tão numerosa) de fãs. A cosmologia de AD&amp;D era algo bastante complicado.</p>
<p>Os mundos normais (Toril, Athas, etc&#8230;) estavam no Plano Material Primário (ou Plano Primordial da Matéria), que é basicamente o universo onde existimos. O Plano Material Primário é tocado por dois dos três “planos de transição”: O Plano das Sombras e o Plano Etéreo (lembram de Ravenloft? É uma ilha de matéria no plano Etéreo).</p>
<p>Em volta destes temos os Planos Internos (ou Interiores), formados pelos quatro planos elementais (Ar, Água, Terra e Fogo) e os planos de Energia Positiva e Energia Negativa. Em volta de todos estes temos o Plano Astral (o terceiro plano de transição). Para “fora” deste conjunto estavam os Planos Externos (ou Exteriores): Celéstia, Elísio, Gehenna, Nove Infernos e outros (totalizando 27).(Caso estejam se perguntando, sim, isso é uma simplificação. AD&amp;D ainda tinha os planos para-elementais, quase-elementais e outros&#8230;)</p>
<div id="attachment_1582" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1582 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/The_Great_Wheel.png" alt="A Grande Roda" width="950" height="621" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/The_Great_Wheel.png 950w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/The_Great_Wheel-300x196.png 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/The_Great_Wheel-768x502.png 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /><p class="wp-caption-text">A imagem não está muito boa, mas dá pra ter noção de como a coisa funciona.</p></div>
<p>Essa bagunça toda não foi criada de uma vez. Foi o resultado de anos e anos de aventuras, cenários, mundos e suplementos, e é natural que o final fosse algo como uma colcha de retalhos.</p>
<p>Planescape veio para costurar adequadamente esses retalhos todos e, de quebra, fornecer alternativas de aventuras em locais que os suplementos descreviam como “acessíveis apenas a magos, clérigos e druidas de altíssimo nível”. Em Planescape era possível viajar entre os diversos mundos do Plano Material Primário e entrar em quaisquer outros planos através de Sigil, a Cidade dos Portais.</p>
<p>Sigil, uma cidade em forma toroidal (Google it!), se conecta a todos os planos de existência simultaneamente, e o acesso a Sigil é feito através de (dã!) portais. Cada portal é acionado com um determinada chave e, nesse caso, a definição de “chave” é bastante elástica.</p>
<p>Na verdade, uma das maneiras mais simples de colocar os personagens em Sigil é através de um simples acidente. Ele atravessou a porta da taverna em um determinado horário, em uma determinada condição, carregando um determinado objeto mundano. Exemplo: logo após a meia-noite, em uma noite de lua crescente, carregando sem querer um pedaço de pele de frango frita. O personagem (ou grupo) sente a típica sensação de desorientação provocada por teletransporte (sobretudo teletransporte involuntário). Quando se dão conta, estão em um lugar jamais visitado antes. E agora? Procurar um meio de voltar para casa ou aceitar a nova realidade (Caverna do Dragão feelings)?</p>
<div id="attachment_1583" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1583 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/Outlands-1024x656.jpg" alt="Outlands" width="1024" height="656" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/Outlands-1024x656.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/Outlands-300x192.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/Outlands-768x492.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/Outlands.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">Umas das representações de Planescape. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Planescape era uma alternativa muito interessante aos mundos padrão de D&amp;D, principalmente por não precisar descartá-los. Pessoalmente, sempre gostei muito de fazer os personagens dos jogadores viajarem entre mundos e/ou planos de existência, como uma forma de aproveitar ao menos um pouco de cada um dos maravilhosos mundos, mas infelizmente nunca tive a chance de colocar a Cidade dos Portais em uma campanha.</p>
<p>Devido a sua relativa popularidade, Planescape gerou dois jogos para PC: “<em>Planescape: Torment</em>”, que veio já em uma geração pós-Baldur’s Gate, que terminou por se tornar uma espécie de cult-game bastante apreciado, e “<em>Planescape: Tides of Numenera</em>”, apenas inspirado no cenário.</p>
<p>O principal ilustrador dos livros de Planescape, Anthony DiTerlizzi, também merece palmas. Com um traço completamente diferente do usado em D&amp;D até então, dava todo o clima de estranheza necessário para uma ambientação como esta.</p>
<h2>Birthright</h2>
<div id="attachment_1584" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1584 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-birthright.png" alt="Birthright cenário de campanha" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-birthright.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-birthright-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">D&amp;D já teve o seu Game of Thrones. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Birthright tem muito em comum com os mundos padrão de fantasia de D&amp;D mas, ao mesmo tempo, se distancia bastante deles.</p>
<p>O mundo de Birthright é Aebrynis, mais especificamente, o continente de Cerilia, e os jogadores assumem o papel não dos aventureiros que conhecemos de outros módulos, mas sim de governantes com poder garantido pelos por sua linhagem (bloodline).</p>
<p>O conceito de linhagem vem de um poder divino adquirido por ancestrais dos personagens jogadores, e que se manteve ao longo das gerações. Essa herança divina garante uma aura chamada Regência, que garante aos personagens o domínio sobre uma espécie de feudo.</p>
<p>O cenário se baseava mais em jogos políticos do que nas tradicionais aventuras. Provavelmente foi esse o principal motivo de esse cenário não ter feito lá grande sucesso entre os jogadores de D&amp;D. Quem curte jogos políticos e diplomacia procura outros RPGs que não D&amp;D, onde a maior parte dos fãs quer mesmo é colocar as botas na lama ao procurar aventuras. (Curiosidade: Birthright tem um conceito de “Turnos de Domínio”, análogos aos turnos de combate, mas com duração de 3 meses em tempo de jogo, para medir as ações dos jogadores relativas aos seus domínios).</p>
<p>Outro diferencial de Birthright é que apresentava cinco diferentes sub-raças para humanos (um conceito que, normalmente, era aplicado apenas a raças semi-humanas).</p>
<h2>Red Steel</h2>
<div id="attachment_1586" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1586 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-espada-em-red-steel.png" alt="img-espada-em red-ste" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-espada-em-red-steel.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-espada-em-red-steel-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Espada feita em Red Steel, mais leve e letal. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Red Steel é um daqueles mundos que não é exatamente um mundo, mas sim uma região contida dentro de outro mundo. Neste caso, a Savage Coast é uma região de Mystara.</p>
<p>O módulo tem uma série de diferenciais:</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">A Maldição (“The Curse”) ou Maldição Vermelha (“Red Curse”):</span></strong> A região da costa da espada é toda “coberta” por um efeito mágico, que terminou ganhando este nome. Todos que entram na região sofrem seus efeitos: uma poder mágico extraordinário, chamado de Legado (“Legacy”) e, se não forem tomadas as devidas providências, uma deformidade (que pode se manifestar como perda de saúde, perda de atributos, ou mesmo algum tipo de deficiência física ou mental). O livro “básico” apresenta uma série de lendas de origem da maldição, além da origem oficial (que, obviamente, não vamos mencionar aqui).</p>
<p>Entre os Legados (o livro apresenta 80 opções, mas nada impede que o Mestre crie as suas próprias) estão poderes limitados de cura, forma animal, poder de respirar na água, velocidade e muito outros. Cada poder tem seu efeito colateral associado. Se o Legado for Respirar Água, Poe exemplo, o personagem ganha guelras. Se for Velocidade, pernas extras&#8230; Alguns efeitos colaterais podem ser BEM bizarros.</p>
<p>Red Steel apresenta, também, uma série de substâncias mágicas, todas diretamente ligadas à Maldição Vermelha:</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Vermeil</span></strong>: Uma poeira mágica vermelha, encontrada no solo e no ar da região. O Vermeil é inevitavelmente inalado e ingerido por todos que estão na região, mas não tem maiores efeitos, além da sua suave aura mágica.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Cynnabril</span> </strong>– Um raro metal mágico, que apresenta um brilho avermelhado. Quando utilizado em contato com a pele o Cynnabryl protege dos efeitos da Maldição Vermelha, mas apenas por um tempo. A característica protetora vai se perdendo com o tempo, e é necessário encontrar mais Cynnabril, ou sofrer os efeitos da Maldição.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Red Steel</span></strong> – O metal que dá nome ao cenário. Feito de Cynnabril esgotado (já sem suas propriedades de proteção), o Aço Vermelho não brilha (ao contrário de sua forma original), mas se trata de um material duro, sem ser friável, mantendo um excelente fio e pesando metade do aço tradicional. Como se trata de uma substância inerentemente mágica, armas feitas de Aço Vermelho podem atingir criaturas vulneráveis apenas a armas mágicas (embora não possuam um bônus base).</p>
<p>Existem outras, mas as mais características são essas aí.</p>
<div id="attachment_1585" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1585 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-red-steel-1024x768.jpg" alt="Red Steel Campaign Set" width="1024" height="768" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-red-steel.jpg 1024w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-red-steel-300x225.jpg 300w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-red-steel-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text">Red Steel tinha até CD&#8230; o.O | Fonte: <a href="https://rpggeek.com/image/646670/red-steel?size=large" target="_blank" rel="noopener">RpgGeek</a></p></div>
<p>O livro também trás algumas raças novas: Lupins (espécie de seres meio-humanos, meio lupinos), Rakasta (humanoides felinos), Tortles (Tartarugas humanoides. Alguém aí a fim de parodiar as Tartarugas Ninja?) e Aranea (Aracnídeos que podem assumir forma humana), esse últimos muito ligados à magia.</p>
<p>Além de todas essas características, Red Steel tem uma pegada um pouco menos Fantasia Medieval, e um pouco mais Swashbuckling. Trata-se de um suplemento muito interessante, mas que nunca atingiu o grande público e, infelizmente, como boa parte desta lista, terminou morrendo juntamente com a segunda edição de AD&amp;D.</p>
<h2>Spelljammer</h2>
<div id="attachment_1588" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1588 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-spelljammer-logo.png" alt="Spelljammer, D&amp;D no espaço" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-spelljammer-logo.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-spelljammer-logo-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">D&amp;D no espaço sideral. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Ok. Hora de fazer algumas confissões. Dessa lista toda, tenho um carinho muito especial pro Spelljammer. Já, já conto o motivo.</p>
<p>Nenhum módulo de D&amp;D em toda a história arriscou mais do que Spelljammer. É, nada mais, nada menos que D&amp;D no espaço, em um clima de &#8220;Ficção Medieval&#8221;, com uns toques de pirataria.</p>
<p>Nesse módulo existem os &#8220;Spelljamming Helmets&#8221;, acessórios mágicos que, quando utilizados por personagens com habilidades arcanas, podem ser usados para comandar naves espaciais capazes de viajar entre os planetas. A ação conveniente dos &#8220;Spelljamming Helmets&#8221; faz com que os navios/naves tenham sempre uma gravidade confortável, e que os corpos do ocupantes estejam rodeados por uma espécie de bolha de ar, trazida do último mundo visitadop, suficiente para cerca de três meses à bordo.</p>
<p>A cosmologia de Spelljammer, entretanto, é bem diferente da do nosso mundo real. Em um conceito que parece vagamente inspirado na descrição do sistema solar feita por Kepler no <i>Mysterium Cosmographicum,</i> aqui temos as &#8220;Esferas de Cristal&#8221;, que contêm os sistemas planetários dentro de si, e os mantêm separados do Espaço Selvagem (&#8220;Wildspace&#8221;, no original). A superfície destas esferas não pode ser danificada por nenhum meio conhecido, mágico ou mundano, mas portais podem ser abertos (eles também surgem espontaneamente) permitindo a passagem.</p>
<p>O Espaço Selvagem é habitado pelas raças mais alienígenas de D&amp;D (mas também pelas raças comuns). Elfos, gnomos, beholders, ocultos (&#8220;Arcanes&#8221;), Giffs, Neogi, Thri-Kreen&#8230; todos passíveis de serem encontrados à bordos de naves (e diversas raças com naves &#8220;típicas&#8221;). Os infames Illithds são outra raça bastante comum no espaço.</p>
<div id="attachment_1589" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1589 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-speeljammer-naves.png" alt="Naves em Spelljammer" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-speeljammer-naves.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-speeljammer-naves-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Posso viajar com minha nave espacial? Em Spelljammer sim. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>A parte divertida de Spelljammer é exatamente a de, por exemplo, começar uma campanha em Karameikos, seguir para Dragonlance e finalizar em Forgotten Realms, tendo os devidos percalços no Espaço Selvagem entre uma etapa e outra, como uma espécie de Jornada nas Estrelas misturada com D&amp;D.</p>
<p>E é daí que vem o carinho pessoal que tenho por esse módulo. Quando mestrava com relativa frequência, sentia uma necessidade imensa de utilizar o maior número possível de suplementos. Na campanha mais épica que mestrei os personagens começavam em um mundo próprio (uma bela colcha de retalhos com pedaços de Forgotten Realms e Karameikos), mas precisavam chegar em Ravenloft para solucionar o plot e, só então, retornar ao próprio mundo. Se na época tivesse acesso a esse suplemento (só fui conhecê-lo anos mais tarde), haveria muito mais etapas, com toda a certeza.</p>
<p>De forma parecida com Planescape, Spelljammer unifica os mundos de D&amp;D, mas, ao contrário do primeiro, aqui toda a ação fica restrita ao Plano Material Primário (nada de viajar para os planos exteriores).<br />
<div id="attachment_1590" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1590 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-spelljammer-naves.png" alt="Spelljammer Naves" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-spelljammer-naves.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/06/img-spelljammer-naves-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Todos à bordo! | Fonte: Pinterest</p></div></p>
<p>Depois disso tudo, também não é difícil entender por que Spelljammer teve vida curta. O fã típico de D&amp;D é extremamente conservador e tradicional, e não costuma aceitar bem uma salada de fantasia medieval com ficção científica como esta (e, convenhamos, realmente não se trata de uma suplemento para todos os gostos).</p>
<p>Uma última curiosidade: Na última aventura do módulo introdutório First Quest os personagens encontram uma nave dessas, deixando um gancho para novas aventuras. Por outro lado, por algum motivo a Abril optou por, em sua versão do &#8220;Livro dos Monstros&#8221; suprimir, na descrição dos Ocultos (Arcanes) a linha que menciona que eles são os fabricantes dos &#8220;Spelljamming Helmets&#8221;.</p>
<p>É isso aí, queridos leitores do UniversoRPG! Na nossa opinião esses são os mundos mais iconoclastas da história de D&amp;D. E na de vocês? Acham que faltou importante na nossa lista? Conte para a gente aí nos comentários!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-alternativos-de-dd/">5 Mundos Alternativos de D&#038;D</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-alternativos-de-dd/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1571</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Castelo Falkenstein &#8211; Uma Maneira Diferente de Jogar</title>
		<link>https://universorpg.com/do-alem/cenarios/castelo-falkenstein-uma-maneira-diferente-de-jogar/</link>
					<comments>https://universorpg.com/do-alem/cenarios/castelo-falkenstein-uma-maneira-diferente-de-jogar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ernesto Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Apr 2018 00:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[europa vitoriana]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas]]></category>
		<category><![CDATA[steampunk]]></category>
		<category><![CDATA[vaporpunk]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://universorpg.com/?p=1398</guid>

					<description><![CDATA[<p>Recentemente no Catarse a Retropunk lançou uma nova edição do livro de RPG Castelo Falkenstein. Se você nunca ouviu falar dele, não se preocupe; é um sistema lançado há um bom tempo, ainda que inovador e com um foco reforçado na interpretação de personagens. E com toda sinceridade, este é um jogo que vale muito [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/do-alem/cenarios/castelo-falkenstein-uma-maneira-diferente-de-jogar/">Castelo Falkenstein &#8211; Uma Maneira Diferente de Jogar</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente no <a href="https://www.catarse.me/falkenstein" target="_blank" rel="noopener">Catarse</a> a <a href="http://retropunk.net/editora/" target="_blank" rel="noopener">Retropunk</a> lançou uma nova edição do livro de RPG Castelo Falkenstein. Se você nunca ouviu falar dele, não se preocupe; é um sistema lançado há um bom tempo, ainda que inovador e com um foco reforçado na interpretação de personagens. E com toda sinceridade, este é um jogo que vale muito a pena conhecer.</p>
<div id="attachment_1399" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1399 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/img-capa-retropunk-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/img-capa-retropunk.jpg 768w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/img-capa-retropunk-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><p class="wp-caption-text">Uma das versões da nova capa. | Fonte: Retropunk</p></div>
<p><strong>Castelo Falkenstein</strong> foi lançado em 1994 pela <a href="https://talsorianstore.com/" target="_blank" rel="noopener">R. Talsorian Games</a> (e pela Devir no Brasil), uma criação de Mike Pondsmith. Ganhou no mesmo ano o prêmio de “<em>Melhores Regras Originais</em>” do Origins Award, e recebeu o prêmio de “<em>Melhor Produto de Role-Playing</em>” do Nigel D. Findley Memorial Award no ano seguinte. E eu preciso dizer: que livro lindo.</p>
<p>A primeira parte do livro (mais de 120 páginas, a maioria coloridas) apresentam o cenário através de um jovem chamado Tom Olan. Tom era originalmente um habitante da nossa realidade, mas foi transportado inadvertidamente para uma versão alternativa da Europa, no período da era vitoriana (em torno de 1870). Lá ele se descobre envolvido entre conspirações da realeza e em uma guerra de proporções épicas contra um inimigo incomum. O livro não apresenta suas regras da maneira tradicional: ele nos traz as regras e o cenário como se fosse um livro/diário de Tom, contando sobre as muitas descobertas que ele faz nesta sociedade bela e perigosa. As regras e o modo de jogar são apresentados na outra metade do livro, de forma clara e dedicando páginas inteiras a imersão dos jogadores com seus personagens vitorianos &#8211; misturando o estilo da <em>Liga Extraordinária</em> com espadas e magia.</p>
<div id="attachment_1401" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1401 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/europa.jpg" alt="A Europa versão Castelo Falkenstein" width="750" height="478" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/europa.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/europa-300x191.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A Europa versão Castelo Falkenstein | Fonte: Pinterest</p></div>
<h2>Certo, mas e como é?</h2>
<p>Imagine uma Europa onde a magia (Mágika) foi descoberta e mesclada com a tecnologia da época, dando início ao que eles chamam de “Era do Vapor” &#8211; e permitindo inúmeras utilizações inesperadas para esta nova Engenharia Mágika, seja no dia a dia, seja na guerra. Uma Europa visitada há séculos pelas cortes feéricas, tanto a Seelie quanto a Unseelie, e possui Fadas, Anões e Dragões &#8211; podemos inclusive jogar como um dragão! Esta é a Nova Europa, o lar de nossos personagens e local das aventuras que os esperam.</p>
<div id="attachment_1402" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1402 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/falkenstein21.png" alt="Dragões também existem em Castelo Falkenstein" width="544" height="732" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/falkenstein21.png 544w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/falkenstein21-223x300.png 223w" sizes="auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px" /><p class="wp-caption-text">Dragões também existem em Castelo Falkenstein | Fonte: Talsorian Games</p></div>
<p>Mas nem tudo é belo no universo da Nova Europa. Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro (chanceler da Prússia e inimigo do Rei da Baviera, o qual acolheu Tom após o ‘acidente’ magiko que o trouxe até o Castelo Falkenstein), tem planos para a criação de um Grande Império Alemão, e cedo ou tarde suas ambições o levarão contra a Bavária e seus aliados. Bismarck é auxiliado pelo Adversário, mestre da Corte Unseelie &#8211; e se existe alguém com planos indesejados para a população humana, é ele. Vários outros impérios existem, como o Império Russo, o Império Otomano, e até as três nações da América: os Estados Unidos da América, o Império da Bandeira do Urso e a Confederação das Vinte Nações. Infelizmente as Américas Central e do Sul não possuem peso nesta era vitoriana.</p>
<h2>Regras???</h2>
<p>Todos os sistemas de RPG costumam dizer que para jogar, tudo o que você precisa é de papel, caneta, alguns dados e uma ficha de personagem. Pois em Castelo Falkenstein não usamos dados (afinal o jogo de dados era visto como um passatempo de rufiões e criminosos na sociedade vitoriana), e não temos uma ficha de personagem. Ao invés disso utilizamos cartas de baralho para descobrir se temos sucesso ou não em nossas aventuras, e mantemos um diário de personagem &#8211; que descreve perfeitamente quem somos, o que sabemos fazer, e nossa progressão durante a campanha.</p>
<p>Explicar exatamente como as regras funcionam demoraria bastante, mas simplificando muito:</p>
<p>Os Naipes das cartas representam os tipos de habilidades: Habilidades Físicas são representadas pelo Naipe de Paus, Habilidades Mentais e Intelectuais são representadas pelo Naipe de Ouros, Habilidades Sociais ou relacionadas com Status são representadas pelo Naipe de Espadas, e Habilidades Emocionais ou Românticas são representadas pelo Naipe de Copas. Os valores de habilidade variam de Extraordinário (12) a Fraco (2). Ao criar um personagem, escolhemos uma Habilidade na qual ele é Ótimo (8), quatro nas quais que ele é bom (6) e uma em que ele é fraco (2). É possível ganhar uma segunda Habilidade Ótima ao se adotar uma segunda Fraca.</p>
<div id="attachment_1403" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1403 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/cards.jpg" alt="Em Castelo Falkenstein não jogamos dados, mas cartas." width="750" height="311" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/cards.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/cards-300x124.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Em Castelo Falkenstein não jogamos dados, mas cartas. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Para jogar usamos cartas, que podem ser usadas de acordo com o Naipe e o Número (literalmente o número da carta) e somadas ao valor de uma habilidade que ele possua para alcançar a dificuldade decidida pelo Anfitrião (o mestre do jogo). Digamos que seu personagem tenha um Ótimo (8) em Atletismo (Naipe de Paus &#8211; Habilidade Física). Durante um duelo ele decide saltar por sobre um muro e cair atrás do oponente &#8211; e o Anfitrião decide que este será um Feito Físico Excepcional (dificuldade 10). Você pode usar cartas de sua mão do Naipe de Paus (um 7 e um 5 de Paus, digamos) para atingir e ultrapassar esta meta. As cartas mais seu Atletismo Ótimo deverão alcançar a dificuldade do feito (7+5+8= 20). Mais do que suficiente para atingir a meta e qualquer dificuldade que possa surgir na cena.</p>
<p>Parece complicado? Não é. Na prática o jogo se torna fluido, focado na narrativa e na ambientação. Conforme avançamos, anotamos no Diário as peripércias e a continuidade do jogo, o que pode inclusive render evolução de personagens. É uma maneira realmente única de se jogar, eu recomendo.</p>
<h2>Uma Europa diferente</h2>
<div id="attachment_1404" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1404 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/img-a-liga-extraordinaria.jpg" alt="Um bom exemplo de Era Vitoriana (ou não)" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/img-a-liga-extraordinaria.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/04/img-a-liga-extraordinaria-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Um bom exemplo de Era Vitoriana (ou não) | Fonte: 20th Century Fox Film</p></div>
<p>Complete a imersão com livros e filmes situados na Era Vitoriana e o clima será completo. Praticamente qualquer livro de J<a href="https://amzn.to/2qO1vVg" target="_blank" rel="noopener"><strong>úlio Verne</strong></a>, <a href="https://amzn.to/2HiM3b6" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Homem invisível</strong></a> e a <a href="https://amzn.to/2JW6DQd" target="_blank" rel="noopener"><strong>Máquina do Tempo</strong></a> de H. G. Weels, qualquer livro de Dickens na parte de literatura. O Prisioneiro de Zenda, os antigos filmes de <a href="https://amzn.to/2Hx2ofB" target="_blank" rel="noopener"><strong>Sherlock Holmes</strong></a>, da <a href="https://amzn.to/2qR3xEv" target="_blank" rel="noopener"><strong>Liga Extraordinária</strong></a>, e até mesmo o antigo O Mundo Perdido.</p>
<p>Boa diversão para todos, bons jogos e que seus diários sejam dignos!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/do-alem/cenarios/castelo-falkenstein-uma-maneira-diferente-de-jogar/">Castelo Falkenstein &#8211; Uma Maneira Diferente de Jogar</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/do-alem/cenarios/castelo-falkenstein-uma-maneira-diferente-de-jogar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1398</post-id>	</item>
		<item>
		<title>5 mundos clássicos de campanha para D&#038;D</title>
		<link>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/</link>
					<comments>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 23:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú do Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[ad&d]]></category>
		<category><![CDATA[Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[Faerun]]></category>
		<category><![CDATA[Forgotten Realms]]></category>
		<category><![CDATA[Greyhawk]]></category>
		<category><![CDATA[Karameikos]]></category>
		<category><![CDATA[Mundos]]></category>
		<category><![CDATA[Mystara]]></category>
		<category><![CDATA[Oerth]]></category>
		<category><![CDATA[Ravenloft]]></category>
		<category><![CDATA[Toril]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://universorpg.com/?p=1273</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um dos fatores que definiram o Dungeons &#38; Dragons, e provavelmente um dos pontos decisivos de seu sucesso ao longo dos anos, foi a imensa quantidade de mundos de campanha lançados. A TSR, em seus tempos de glória, lançava caixas e mais caixas, livros e mais livros, criando novas ambientações ou detalhando as já existentes. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">5 mundos clássicos de campanha para D&#038;D</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos fatores que definiram o Dungeons &amp; Dragons, e provavelmente um dos pontos decisivos de seu sucesso ao longo dos anos, foi a imensa quantidade de mundos de campanha lançados. A TSR, em seus tempos de glória, lançava caixas e mais caixas, livros e mais livros, criando novas ambientações ou detalhando as já existentes.</p>
<p>Algumas dessas ambientações foram originadas da própria mesa de jogos de Gary Gygax e/ou Dave Arneson, outras de seus amigos, e outras, ainda, criadas sob encomenda pela já então gigante TSR. Obviamente isso gerou uma enormidade de opções para os jogadores, mas também foi um dos fatores contribuintes para a crise que fez com que a empresa terminasse sendo adquirida pela concorrente Wizards of the Coast nos anos 90.</p>
<p>Mas, o que é um “mundo de jogo”, ou “mundo de campanha”? Embora os veteranos de D&amp;D não tenham dificuldade com o conceito, ele pode parecer um pouco confuso para os novatos. Um “mundo de jogo” é, apenas e tão somente, o local onde os personagens dos jogadores se aventuram. Isso quer dizer que o conceito de mundo é variável. Pode tanto ser um planeta (a primeira coisa que se imagina, mas curiosamente não é a mais comum), um continente, uma região, um subterrâneo ou até mesmo apenas uma cidade. Em Darksun o mundo de campanha é Athas (um planeta), em Forgotten Realms é o continente de Faerûn (um dos vários que se encontram no mundo de Abeir-Toril), em Ravenloft é uma porção de terra flutuando no Plano Etéreo (um dia ainda falaremos da maravilhosa cosmologia de D&amp;D…) e Lankhmar é uma cidade!<br />
Então, após esse rápido nivelamento, vamos aos mundos mais clássicos de D&amp;D/AD&amp;D:</p>
<h2>Forgotten Realms</h2>
<p>O primeiro da lista teria que ser aquele que é, provavelmente, o mais clássico dos mundos de D&amp;D. Forgotten Realms é na verdade uma parte do continente de Abeir-Toril. Tão épico que conta com uma <a href="http://forgottenrealms.wikia.com/wiki/Main_Page" target="_blank" rel="noopener">Wiki própria</a>. Tão vasto que conta com outros mundos inteiros dentro de si. Sério, vejam esse mapa:</p>
<div id="attachment_1379" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1379 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-mapa-faerun.jpg" alt="" width="750" height="568" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-mapa-faerun.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-mapa-faerun-300x227.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Isso é só uma parte de Toril! | Fonte: Forgotten Realms Wiki</p></div>
<p>Em Forgotten Realms tudo é épico e cinematográfico. Quer uma região onde ocorreu uma batalha tão gigantesca que os ossos dos combatentes cobriram o chão até uma altura de 30 cm? Tem. Quer um arquimago épico de nível 32 cujo endereço é de conhecimento público? Tem também. Quer uma cidade com mais de um milhão de habitantes? Tem. E tem muito mais. É high fantasy da mais alta qualidade.</p>
<p>As selvas de Chult (o “Mundo Perdido” de D&amp;D, com dinossauros e animais gigantes) são cobertas por suplementos específicos. Ao sul temos a península de Zakhara, o mundo Al-Qadim (sobre o qual ainda falaremos por aqui), no oriente temos Kara-Tur, a terra do clássico Oriental Adventures (que traz ninjas e samurais para o mundo de D&amp;D). As Ruínas de Undermountain (a provável maior masmorra já criada para um RPG) ficam em Forgotten Realms, também.</p>
<p>Um grupo pode jogar uma campanha em Forgotten Realms durante uma vida inteira, e nem assim explorar tudo o que o cenário tem para oferecer.</p>
<h2>Dragonlance</h2>
<p>Resumindo em uma palavra: Dragões. Com “D” maiúsculo.</p>
<div id="attachment_1383" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1383 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-dragonlance.jpg" alt="" width="750" height="375" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-dragonlance.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-dragonlance-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Dragonlance tem personagens únicos. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Krynn é um mundo tomado por eles. O mundo de alta fantasia criado por Tracy Hickmann e Margaret Weiss conta com heróis carismáticos (Raistlin, o mago com pupilas em forma de ampulheta é um clássico), raças exclusivas (Kenders!) e uma ambientação de heroísmo intenso, mas menos cinematográfico do que o que vemos em Forgotten Realms.</p>
<p>A linha conta com romances já publicados no Brasil, que ajudam a entender todo o clima da ambientação.</p>
<h2>Ravenloft</h2>
<div id="attachment_1380" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1380 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-curse-of-strahd.png" alt="" width="750" height="495" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-curse-of-strahd.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-curse-of-strahd-300x198.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Ravenloft ganhou uma boa repaginada na 5ed | Fonte: Wizards</p></div>
<p>Ravenloft é diferente dos demais mundos. Enquanto os cenários descritos nesse artigo são planetas (ou regiões de planetas) com grandes semelhanças com a Terra (rochosos, orbitando uma estrela, etc…), o semi-plano do pavor é um pedaço de terra flutuando no Plano Etéreo. Chegar lá é uma tarefa difícil, e sair é quase impossível. Não se sabe a origem deste semi-plano, mas sabe-se que ele é, de alguma forma, atraído pela maldade. Se alguém, em algum lugar, realizar atos de extrema vilania existe uma chance dessa pessoa “despertar a atenção” do semi-plano, e ser transportada para lá (juntamente com uma porção de terra ao seu redor, e levando pessoas desavisadas que moram na região). Foi dessa maneira que grandes figuras, como Lorde Soth (originalmente de Dragonlance) e o Lich Azalin (de Greyhawk) vieram parar aqui.</p>
<p>Ravenloft tem um clima muito interessante. Aqui os aventureiros não são tão &#8220;invulneráveis&#8221; como em outros cenários. E os heróis não precisam chegar aqui intencionalmente. Eles podem ser simplesmente transportados junto com um pedaço de seu mundo de origem, no qual alguém tenha cometido um dos tais atos de extrema maldade e vileza.</p>
<p>Algumas pessoas podem estranhar a presença de Ravenloft em uma lista de mundos clássicos, já que guarda diferenças tão acentuadas em relação aos outros cenários citados nesse artigo. O ponto é que o fã &#8220;típico&#8221; de D&amp;D é bastante conservador, e costuma torcer o nariz para ambientações muito diferentes do classicão medieval. Mesmo assim Ravenloft conquistou uma legião de fãs enorme e muito fiel, de forma que a presença aqui é obrigatória.</p>
<p>Uma vez no semiplano do pavor, os personagens descobrirão que o terror pode ser mais assustador do que jamais imaginaram.</p>
<h2>Greyhawk</h2>
<p>O mundo de Oerth. Nesse o Sol gira ao redor do planeta, ao contrário do que ocorre na maioria dos mundos.</p>
<div id="attachment_1382" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1382 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-greyhawk.jpg" alt="" width="750" height="971" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-greyhawk.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-greyhawk-232x300.jpg 232w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Talvez o mais clássico e genérico mundo de D&amp;D. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>Greyhawk foi um mundo desenvolvido originalmente por Dave Arneson, e aqui &#8220;viveram&#8221; algumas das figuras mais mencionadas de D&amp;D: Tenser, Bigby, Mordenkainen, Vecna. Todos originários de Oerth.</p>
<p>O Templo da Maldade Elemental e a Tumba dos Horrores (cenário que ficou bastante relevante com o recente sucesso de &#8220;Jogador n°1&#8221;) também são originários daqui.</p>
<p>Greyhawk é um mundo de fantasia &#8220;padrão&#8221;. Semelhante, em sua essência, a Forgotten Realms, mas menos espetacular. Aqui é bem mais difícil dar de cara com arquimagos de nível altíssimo, e bolas de fogo cruzando os céus também são bem menos comuns.</p>
<p>Oerth foi o mundo &#8220;padrão&#8221; de campanha de AD&amp;D e D&amp;D 3/3.5.</p>
<h2>Mystara</h2>
<p>Em uma das tentativas da TSR de conseguir novos jogadores, durante os anos 90, o mundo de Mystara foi transformado no mundo introdutório de AD&amp;D (na época em sua 2a Edição). Era fantasia medieval, mas em um mundo mais “normal”, não tão épico quanto Forgotten Realms. A magia está lá, mas é menos aparente, mais parecida com o que vemos nas histórias clássicas de cavalaria (como contos do Rei Arthur).</p>
<div id="attachment_1381" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1381 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros-746x1024.jpg" alt="" width="746" height="1024" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros-746x1024.jpg 746w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros-218x300.jpg 218w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/03/img-karameiros.jpg 750w" sizes="auto, (max-width: 746px) 100vw, 746px" /><p class="wp-caption-text">Muitos jogadores brasileiros de D&amp;D começaram por aqui. | Fonte: Pinterest.</p></div>
<p>Mystara chegou a ser lançado no Brasil pela editora Abril, na série &#8220;Karameikos &#8211; Mundo de Aventuras&#8221;. alguns módulos contavam até mesmo com CDs de áudio, que eram vistos pela TSR como um atrativo a mais para novos jogadores, como um elemento facilitador.</p>
<p>Como não tinha grandes diferenciais, Mystara nunca chegou a decolar entre os jogadores, e entra nesta lista mais por ter sido o mundo &#8220;padrão&#8221; de AD&amp;D 2nd edition, mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse são os mundos de D&amp;D que consideramos mais clássicos. E vocês? Faltou algo na lista? Ou tem algo nela que jamais deveria ter entrado? Comentem aí embaixo!</p>
<p>E, em breve, &#8220;5 Mundos de Campanha nada convencionais para D&amp;D&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/">5 mundos clássicos de campanha para D&#038;D</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/5-mundos-classicos-de-campanha-para-dd/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1273</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Micro Ambiente de Interação Autônoma &#8211; MAIA</title>
		<link>https://universorpg.com/hyperdrive/cenarios/micro-ambiente-de-informacao-autonoma-maia/</link>
					<comments>https://universorpg.com/hyperdrive/cenarios/micro-ambiente-de-informacao-autonoma-maia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Zamboman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2018 00:27:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hyperdrive]]></category>
		<category><![CDATA[cenário]]></category>
		<category><![CDATA[cyberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[matrix]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://universorpg.com/?p=1127</guid>

					<description><![CDATA[<p>Num futuro distante, a raça humana construiu computadores biológicos que juntavam uma rede de neurônios humanos a máquinas. Esse procedimento visava construir uma super rede interligada e que mais tarde ficou conhecida como IMERSÃO. Com ela foi possível criar dispositivos que permitiam que todas as pessoas estivessem conectadas a super rede, sem a necessidade de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/cenarios/micro-ambiente-de-informacao-autonoma-maia/">Micro Ambiente de Interação Autônoma &#8211; MAIA</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num futuro distante, a raça humana construiu computadores biológicos que juntavam uma rede de neurônios humanos a máquinas. Esse procedimento visava construir uma super rede interligada e que mais tarde ficou conhecida como IMERSÃO.</p>
<p>Com ela foi possível criar dispositivos que permitiam que todas as pessoas estivessem conectadas a super rede, sem a necessidade de fios ou terminais. Bastava um pequeno implante, menor que uma moeda, na base da cabeça e pronto. Todo acesso era feito pelos olhos do usuário. Pequenas telas surgiam conforme a necessidade da navegação.</p>
<p>Em pouco tempo os governos criaram redes públicas onde transmitiam todo tipo de informação para as pessoas. Quase não era mais necessário ler ou assistir a noticiários da forma tradicional. Os computadores de todos os tipos também começaram a ficar obsoletos. Bastava estar conectado a IMERSÃO e toda a informação estava disponível a um piscar de olhos. Em vários locais existiam plugues de conexão para conversas particulares ou atualização de dados especiais.</p>
<p>Virou prática comum ter dados das pessoas em locais como hospitais, delegacias e serviços essenciais. Isso ajudou a diminuir o número de crimes, mortes e muitas outras coisas.</p>
<p>Porém, com o passar do tempo, a quantidade de informação que precisava ser gerenciada acabou acarretando no surgimento de pequenas unidades de geração da rede de IMERSÃO. A elas foi dado o nome de <strong>M.A.I.A</strong>. – Micro Ambiente de Interação Autônoma.</p>
<p>As <strong>M.A.I.A.</strong> foram construídas para funcionarem sozinhas por anos, talvez séculos, sem a necessidade de interação humana direta, a não ser nos casos de manutenção. Quando isso ocorria, todas as pessoas conectadas a ela precisava ser transferidas para unidades próximas. Porém, isso ocorreu 2 vezes desde o início da operação desses equipamentos.</p>
<p>Em alguns anos toda a IMERSÃO havia sido descentralizada. Agora pequenos centros operavam e várias unidades <strong>M.A.I.A.</strong> eram responsáveis por toda a comunicação e transmissão de informações.</p>
<p>O que ninguém esperava é que uma <strong>M.A.I.A.</strong> pudesse operar sozinha, sem o consentimento dos usuários conectados a ela e muito menos das demais unidades.</p>
<div id="attachment_1129" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1129 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_maia_exemplo_de_uma_maia.jpg" alt="" width="750" height="425" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_maia_exemplo_de_uma_maia.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/02/img_maia_exemplo_de_uma_maia-300x170.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">A Adjutant Starcraft também foi inspiração para o conceito. | Fonte: Blizzard</p></div>
<h2>A Origem</h2>
<p>Esse texto foi escrito originalmente em 1999, mesmo ano em que estreava The Matrix nos cinemas. A internet ainda não era nem metade do que temos hoje e muitas especulações e teorias da conspiração surgiam com a chegada do ano 2000 e o temido &#8220;bug do milênio&#8221;.</p>
<p>Influenciado pelos fatos acima mencionados, nessa época, eu tive a ideia de escrever meu próprio cenário de conspiração onde as máquinas se rebelavam contra os humanos. Porém, ao invés de escravizar a raça humana como acontece em Matrix, haveria uma rebelião, algo mais ao estilo Exterminador do Futuro.</p>
<p>O filme de James Cameron foi outra inspiração, justamente por não mostrar com detalhes como era o futuro apocalíptico da humanidade. Sempre imaginei como seria jogar uma aventura durante a revolução ou logo após a tomada das máquinas.</p>
<p>Então tive a ideia de misturar um pouco os dois cenários, começando pelas máquinas que seriam os vilões do meu cenário, as unidades M.A.I.A. Talvez eu volte a visitar esse cenário de desenvolva mais conteúdo para ela, mas por enquanto é isso.</p>
<p>Espero que vocês possam aproveitar o conceito (apesar de ser clichê), em suas aventuras, campanhas ou cenários próprios.</p>
<p>Abraço e até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/hyperdrive/cenarios/micro-ambiente-de-informacao-autonoma-maia/">Micro Ambiente de Interação Autônoma &#8211; MAIA</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/hyperdrive/cenarios/micro-ambiente-de-informacao-autonoma-maia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1127</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A Magia em Averum</title>
		<link>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/magia-em-averum/</link>
					<comments>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/magia-em-averum/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mantsor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Oct 2017 01:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
		<category><![CDATA[Averum]]></category>
		<category><![CDATA[d&d]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://universorpg.com/?p=273</guid>

					<description><![CDATA[<p>Averum é o nosso cenário de fantasia pós-apocalíptica que você pode conferir nesse post. Contamos um pouquinho da história do mundo e como alguns elementos se encontram, entre eles a magia corrompida. A magia em Averum é diferente daquela dos mundos tradicionais de D&#38;D. Os lançadores de magia, seja divina ou arcana, são poucos e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/magia-em-averum/">A Magia em Averum</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Averum é o nosso cenário de fantasia pós-apocalíptica que você pode conferir <a href="http://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/averum-seu-cenario-de-rpg-medieval-pos-apocaliptico/">nesse post</a>. Contamos um pouquinho da história do mundo e como alguns elementos se encontram, entre eles a magia corrompida.</p>
<p>A magia em Averum é diferente daquela dos mundos tradicionais de D&amp;D. Os lançadores de magia, seja divina ou arcana, são poucos e geralmente são temidos pela população em geral. Isso ocorre pois a magia é perigosa tanto para seus invocadores quanto para quem está próximo. Ela possui um caráter imprevisível e corruptor. Ela cobra um preço caro para quem a utiliza &#8211; como a energia mística  (mana) de Averum está esgotada, as magias consomem a própria energia vital de seus lançadores, como combustível. E seus efeitos são mais destrutivos e incertos do que as magias de outros mundos.</p>
<p>A Guerra Celestial que devastou Averum consumiu a maior parte do mana, que é a essência primordial que traz vitalidade e ordem para o mundo. O nível de mana em Averum em geral é bem baixo, mas ainda existe. Em alguns locais, próximos a grandes campos de batalha ou onde a magia foi intensamente utilizada, o mana está completamente drenado. O resultado é que nenhuma vida cresce nesses lugares e tudo envelhece mais rapidamente &#8211; realizar magias é muito difícil e perigoso. Outras regiões, ainda mais raras, podem possuir um nível elevado de mana &#8211; tais como Santuários Místicos ou Nexus Dimensionais &#8211; nesse caso os efeitos das magias são potencializados e não há efeitos colaterais. E há finalmente lugares que foram tocados pela magia corrompida de Zakanon &#8211; onde a magia pode simplesmente não funcionar ou possuir um efeito completamente diverso do esperado.</p>
<div id="attachment_992" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-992 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/img-magia-corruptiva.png" alt="Magia de Averum" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/img-magia-corruptiva.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/img-magia-corruptiva-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Algumas vezes a magia corrompe o usuário. | Fonte: Fantasy Art Watch</p></div>
<p>Todas as classes lançadoras de magias necessitam de um objeto para focalizar a energia mística ou o poder divino. O tipo específico de objeto varia dependendo de cada classe, mas ele pode ser fabricado pelo invocador, desde que ele tenha tempo e materiais a disposição. Existem ainda alguns artefatos mágicos de Averum que, além de seus poderes, também podem funcionar como um poderoso foco de magia, geralmente eliminando os efeitos colaterais da realização de magias com um objeto focal tradicional.</p>
<h2>Magos, Feiticeiros e Bardos</h2>
<p>O objeto focal dessas classes é uma gema, encantada a partir de uma pedra preciosa. Essa gema pode ser engastada num anel, cajado ou instrumento musical. O invocador precisa estar em contato com o objeto para poder realizar a magia. Ela funciona como um potencializador de mana, concentrando o pouco mana que existe no ambiente ao redor do seu utilizador. A criação dessa gema é um ritual complexo que leva dias e pode ter sido transmitido de mestre para aprendiz, descoberto em um tomo antigo ou ensinado por uma entidade extraplanar.</p>
<h2>Clérigos, Paladinos e Bruxos</h2>
<p>Estas classes necessitam de uma “relíquia mística” para poderem realizar magias. Como Averum foi abandonada pelos Deuses, preces divinas ou contratos infernais não funcionam mais para garantir poderes para estes invocadores. A relíquia é um objeto que está imbuído com o poder da divindade / entidade que concede magias ao personagem.</p>
<p>O que é exatamente a relíquia, depende da divindade / entidade associada. Por exemplo, um paladino de Mekthor poderia ter um escudo com runas gravadas nele.</p>
<p>Este invocadores utilizam os chamados <b>pontos de poder,</b> contidos nas relíquias e que representam uma medida do próprio poder concedido pela divindade / entidade. O número de pontos de poder está atrelado aos pontos de vida do personagem. Uma vez esgotados esses pontos, a relíquia pode ser recarregada se levada a uma local onde ainda exista um resquício de influência da divindade / entidade do invocador. São os chamados <b>santuários divinos ou profanos</b>.</p>
<h2>Druidas e Patrulheiros</h2>
<p>Já estas classes utilizam um elemento de conexão com a natureza (um amuleto ou totem) como objeto focal. Exemplos de amuletos são dentes de animais, arranjos de gravetos e pedras com runas gravadas. Totens podem ser esculpidos tanto em madeira quanto osso e pedras.</p>
<p>O importante é que esse objeto deve ter sido criado pelo próprio evocador utilizando a matéria prima retirada de um <b>santuário da natureza</b> (coração de uma  floresta, nascente de um rio, pico de uma montanha, etc), que nunca tenha sido corrompido por magia arcana. Ele pode  tanto pode ser carregado num desses santuários (nesse caso considere que ele possui metade dos pontos de poder de uma relíquia mística equivalente) como pode também focalizar o mana local, estando assim submetido ao mesmos problema das gemas dos bardos, magos e feiticeiros.</p>
<h2>Realizando Magias</h2>
<div id="attachment_993" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-993 img-responsive" src="http://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/img-magia-em-averum.png" alt="A Magia em Averum" width="750" height="350" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/img-magia-em-averum.png 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2016/12/img-magia-em-averum-300x140.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Utilizar magias em Averum é sempre complicado. | Fonte: Pinterest</p></div>
<p>As classes que utilizam o mana do ambiente tem de pagar um “preço de sangue”, devido a escassez de mana.</p>
<p>Cada magia realizada custa dois pontos de vida do invocador por nível da magia. Para as classes que utilizam pontos de poder, o custo da magia é também de dois pontos de poder por nível da magia. Magias de “nível 0” não custam pontos de vida ou poder.</p>
<p>Realizar magia em locais <b>drenados</b> (sem nenhum mana) custa o dobro de pontos, enquanto que realizar em locais <b>potencializados </b>(com nível de mana elevado) não possui nenhum custo. Além disso, de modo a refletir a corrupção mística, todas as magias lançadas em Averum, em locais não potencializados, causam mais dano (1 ponto a mais por nível da magia) e curam menos (1 ponto a menos por nível da magia).</p>
<p>Magias que <strong>não são de dano ou cura</strong> possuem uma chance de ter seu efeito distorcido. Jogue 1d6:</p>
<ul>
<li>1 a 3 significa que a magia teve seu efeito reduzido;</li>
<li>4 a 6 significa que a magia teve seu efeito ampliado.</li>
</ul>
<p>Já em locais de mana <b>corrompido </b>os riscos de usar magia são ainda maiores:</p>
<ul>
<li>Magias de dano causam o dobro de dano;</li>
<li>Magias de cura causam dano ao invés de curar.</li>
</ul>
<p>Outras magias tem uma chance de produzir um efeito oposto ao esperado. Jogue 1d6:</p>
<ul>
<li>1-2 significa que a magia funcionou como esperado;</li>
<li>3-4 significa que a magia teve um efeito completamente oposto ou indesejável;</li>
<li>5-6 significa que a magia simplesmente não funcionou.</li>
</ul>
<p>Como exemplos e feitos inesperados, imagine uma magia <em>Globo de Luz</em> produzindo trevas e uma magia <em>Sono</em> atingindo um alvo aleatório e deixando ele acordado por 24 horas.</p>
<h2>Recarregando objetos de poder</h2>
<p>As relíquias místicas, os amuletos e os totens possuem <strong>pontos de poder</strong>, que são consumidos para realizar magias. O número de pontos de poder de uma relíquia é igual ao número de pontos de vida inicial do personagem. Já no caso dos amuletos / totens, o número de pontos de poder é a metade dos pontos de vida do personagem, arredondado para cima.</p>
<p>Em ambos os casos, esses pontos são ajustados de acordo com o avanço de nível do personagem. Para recarregar um objeto de poder ele deve ser levado e mantido por <strong>1d6 horas</strong> em um <strong>santuário divino/profano</strong> (no caso das relíquias ) ou em um santuário da natureza (no caso de amuletos e totens).</p>
<p>Caso um santuário divino/profano não esteja disponível, o personagem pode gastar um dia para criá-lo, desde que não seja em um local corrompido ou drenado. Já os santuários da natureza não podem ser criados. Para criar um objeto de poder é necessário um objeto apropriado e alguns dias de preces/rituais em um santuário correspondente.</p>
<h2>Resumindo</h2>
<p>Eis aqui mais uma parte do nosso cenário medieval pós-apocalíptico. Contribuições são sempre bem-vindas, então deixe seu comentário e até a próxima!</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/magia-em-averum/">A Magia em Averum</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://universorpg.com/espada-e-magia/cenarios/magia-em-averum/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">273</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
