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	<title>game &#8211; UniversoRPG</title>
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	<description>Um novo universo de aventuras prontas, material de suporte, resenhas, dicas e notícias sobre RPG.</description>
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		<title>The Witcher &#8211; Os livros, o game, a série e o RPG!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2019 23:04:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espada e Magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!! De volta depois de um longo hiato, trazemos para vocês um breve artigo sobre um assunto que anda rendendo por aí: The Witcher. Quem é esse cara? De onde saiu? Por que a Netflix resolveu apostar tão alto (segundo algumas fontes o orçamento da primeira temporada foi de 80 milhões de dólares) [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, salve, aventureiros!!</p>
<p>De volta depois de um longo hiato, trazemos para vocês um breve artigo sobre um assunto que anda rendendo por aí: <strong>The Witcher</strong>.</p>
<p>Quem é esse cara? De onde saiu? Por que a Netflix resolveu apostar tão alto (segundo algumas fontes o orçamento da primeira temporada foi de 80 milhões de dólares) em uma série sobre um universo &#8220;novo&#8221;?</p>
<p>Vamos, então, responder (ou ao menos tentar) algumas destas questões.</p>
<h2>Quem é The Witcher?</h2>
<div id="attachment_2772" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-2772 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_quem.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_quem.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_quem-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Geralt de Rívia, Bruxo em tempo integral</p></div>
<p>O personagem que dá título à série, <strong>Geralt de Rívia</strong>, é um Bruxo (<em>Witcher</em>, na versão em inglês, ou <i>Wiedźmin</i> , no original em polonês). Um entre vários.</p>
<p>Bruxos, neste universo, são seres humanos que nasceram comuns, mas ainda crianças foram submetidos ao Teste das Ervas e sobreviveram. Durante o teste uma série de poções e elixires é administrada ao candidato (vale frisar que, via de regra, o candidato não foi voluntário). O procedimento provoca dores terríveis e morte na maioria dos casos (cerca de sete em cada dez não resistem), mas aqueles que sobrevivem ganham habilidades sobre-humanas que incluem força, velocidade, reflexos, resistência, sistema imunológico e longevidade muito acima de uma pessoa normal, além de habilidades mágicas limitadas e uma forma branda de regeneração. Uma vez completado o processo, o candidato a bruxo pode iniciar seu treinamento físico, que levará alguns anos.</p>
<p>Geralt, especificamente, foi deixado por sua mãe na sede da <strong>Escola do Lobo</strong> (mais detalhes sobre isso adiante), o castelo de <strong>Kaer Morhen</strong>, onde foi submetido ao Teste das Ervas e demonstrou uma resistência incomum ao coquetel de elixires e poções, sendo por esse motivo submetido a mutagênicos experimentais, que fizeram com que suas habilidades fossem ainda maiores que as dos demais bruxos.</p>
<div id="attachment_2773" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2773 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_escolas.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_escolas.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_escolas-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Cada escolas tem o seu próprio símbolo.</p></div>
<p>Já que falamos em Escolas de Bruxos (não, não tem nada a ver com Hogwarts, mas fãs de Harry Potter são muito bem-vindos aqui também), os livros apresentam apenas três delas:</p>
<ul>
<li>Escola do Lobo (sediada em Kaer Morhen. Essa é a Escola na qual Geralt foi treinado, e a única realmente detalhada)</li>
<li>Escola do Gato (apenas citada. Seria formada por bruxos dissidentes da Escola do Lobo, e que tiveram suas mutações mal-sucedidas)</li>
<li>Escola do Grifo (também apenas citada. Nada é dito sobre a localização da fortaleza de treinamento, ou mesmo se existiria uma).</li>
</ul>
<p>A série de games detalha um pouco mais as escolas do Grifo e do Gato, e ainda acrescenta as seguintes:</p>
<ul>
<li>Escola da Víbora</li>
<li>Escola do Urso</li>
<li>Escola da Mantícora</li>
</ul>
<p>Cada uma delas tem características distintas, que remetem ao animal que utilizam como símbolo.</p>
<h2>Os Livros</h2>
<p>O personagem foi criado pelo autor polonês Andrzej Sapkowski (sim, tive que usar o Google para escrever o nome correto. Me julguem!) e protagonizou inicialmente uma série de contos e, posteriormente, alguns romances.</p>
<p>Sapkowski por ser considerado uma espécie de Tolkien da Europa Oriental, sendo que seu processo criativo guarda semelhanças com o utilizado pelo nosso conhecido lorde inglês.</p>
<p>Assim como Tolkien tomou como base para a Terra Média as lendas da Europa Ocidental e dos Países Nórdicos, Sapkowski fez isso com os mitos do Leste Europeu. Se em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; temos elfos, anões, orcs (ou orques, como preferir) e trolls, em &#8220;The Witcher&#8221; temos raças e criaturas um pouco menos conhecidos para essas bandas de cá, como Strigas (<em>Strzyga</em> , no original, um tipo de vampiro), e Afogadores (Topielec ou Utopiec, no original), seres que se escondem em água parada e arrastam para o fundo aqueles que se aproximam dela. E sim, também temos anões e elfos, mas com uma pegada bem diferente da Tolkeniena.</p>
<div id="attachment_2774" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2774 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_leshen.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_leshen.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_leshen-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Esse bicho aí dá medo até no jogo.</p></div>
<p>Sapkowski costuma ser comparado também com um outro autor bastante famoso: George R. R. Martin (sim, o autor de &#8220;<a href="https://amzn.to/2rZxaYE" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>As Crônicas do Gelo e do Fogo</strong></a>&#8220;, série de livros que se tornou particularmente famosa após a série televisiva &#8220;A Guerra dos Tronos&#8221;). Dessa vez a comparação não é tanto pela temática ou pelas fontes de inspiração, mas sim pela pegada mais agressiva a adulta que Sapkowski imprime em seus romances.</p>
<p>Os livros, todos disponíveis no Brasil, são (na ordem da publicação original):</p>
<ul>
<li><a href="https://amzn.to/2PBhnZ9" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>A Espada do Destino</strong></a> (1992, edição brasileira em 2012)</li>
<li><a href="https://amzn.to/34yVQ7u" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>O Último Desejo</strong></a> (1993, edição brasileira em 2011)</li>
<li><a href="https://amzn.to/38OzQJc" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>O Sangue dos Elfos</strong></a> (1994, edição brasileira em 2013)</li>
<li><a href="https://amzn.to/36N5uF3" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Tempo de Desprezo</strong></a> (1995, edição brasileira em 2014)</li>
<li><a href="https://amzn.to/35MSyig" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Batismo de Fogo</strong></a> (1996, edição brasileira em 2015)</li>
<li><a href="https://amzn.to/2PB3OsL" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>A Torre da Andorinha</strong></a> (1997, edição brasileira em 2016)</li>
<li><a href="https://amzn.to/36M0JM0" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>A Senhora do Lago</strong></a>, vol. 1 e vol. 2 (1999, edição brasileira em 2017)</li>
<li><a href="https://amzn.to/2ExXXxW" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Tempo de Tempestade</strong></a> (2013, edição brasileira em 2019)</li>
</ul>
<p>Notem que o primeiro livro originalmente publicado foi &#8220;<strong>A Espada do Destino</strong>&#8220;, mas no Brasil este foi o segundo a ser lançado. Há uma boa razão para isso: cronologicamente &#8220;<strong>O Último Desejo</strong>&#8221; se passa antes dos contos de &#8220;<strong>A Espada do Destino</strong>&#8221; e a editora brasileira optou pela publicação em ordem cronológica.</p>
<p>Os livros a partir de &#8220;<strong>O Sangue dos Elfos</strong>&#8221; e até &#8220;<strong>A Senhora do Lago</strong>&#8221; são todos romances, e formam um arco completo denominado &#8220;<strong>A Saga do Bruxo Geralt de Rívia</strong>&#8220;.</p>
<p>&#8220;<strong>Tempo de Tempestade</strong>&#8220;, por sua vez, situa-se antes dos acontecimentos narrados em &#8220;<strong>O Sangue dos Elfos</strong>&#8221; e não faz parte do arco original.</p>
<h2>O Game</h2>
<div id="attachment_2775" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2775 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_wild_hunt.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_wild_hunt.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_wild_hunt-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Wild Hunt, o jogo que colocou The Witcher de volta aos holofotes da mídia.</p></div>
<p>Acontece que no ocidente a saga do bruxo Geralt nunca tinha sido muito popular, até uma que uma produtora polonesa de jogos mudou isso de forma dramática.</p>
<p>A hoje famosa <a href="https://en.cdprojektred.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>CD Projekt Red</strong></a> (CDPR, para os íntimos) publicou &#8220;<strong>The Witcher</strong>&#8221; em outubro de 2007 para Windows e OS X. O jogo fez bastante sucesso na época, vendendo 800.000 cópias nos primeiros dez meses após o lançamento. Já havia, então, uma série de diferenciais, como a luz do dia mudando de acordo com a hora, efeitos meteorológicos realistas (com o tempo mudando de bom para chuvoso em poucas horas) e NPCs reagindo ao tempo, buscando abrigo quando chove, por exemplo.</p>
<p>O sucesso deste primeiro jogo estimulou a CDPR a produzir &#8220;<strong>The Witcher 2 &#8211; Assassins of Kings</strong>&#8220;, lançado para Windows em maio de 2011, e que ganharia versões para OS X, Linux, Xbox e Xbox One. O jogo, com grandes avanços no gráficos e nas mecânicas, vendeu quase 2 milhões de cópias no mundo todo (contando apenas até maior de 2012).</p>
<p>Mas foi &#8220;<strong>The Witcher 3 &#8211; The Wild Hunt</strong>&#8221; que realmente lançou a CDPR ao estrelato. O jogo principal ganhou centenas de prêmios e, tendo sido lançado para todas as principais plataformas de games (Windows, PS4, Xbox One e Nintendo Switch), vendeu mais de 20 milhões de cópias até junho de 2019.</p>
<p>Os destaques da série de games não são apenas no campo técnico. Todos os jogos apresentam uma narrativa extremamente cativante, além de referenciarem acontecimentos dos livros e enriquecerem o universo criado por Sapkwoski, já que inserem elementos que não estão presentes nos livros (há quem torça o nariz para esse último aspecto).</p>
<h2>O RPG</h2>
<div id="attachment_2777" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2777 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_rpg.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_rpg.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_rpg-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">O RPG de mesa do The Witcher, sim ele já existe.</p></div>
<p>Sim, jovens! Mais do que previsível que existiria uma adaptação de &#8220;The Witcher&#8221; para RPG de mesa. Curioso é que essa adaptação tenha chegado tão tarde, tendo sido lançada em 2018 pela <strong><a href="https://talsorianstore.com/collections/the-witcher-trpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">R. Talsorian Games</a></strong>, mas já conta até com um suplemento.</p>
<p>Se você manja de inglês, pode experimentar o sistema de forma gratuita. No site <a href="https://www.drivethrurpg.com/product/281212/Witcher-Easy-Mode?src=newest" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>DriveThruRpg</strong></a> você encontra um &#8220;<em>fastplay</em>&#8221; com o básico para sair jogando.</p>
<p>A parte boa é que se você quiser jogar com um bruxo do universo de Sapkowski em D&amp;D 5a Edição, isso é possível sem gastar um único centavo, já que há uma adaptação da classe disponível de graça no <strong><a href="https://www.dmsguild.com/product/191228" target="_blank" rel="noopener noreferrer">DM&#8217;s Guild</a></strong>.</p>
<p><em>UPDATE [18/12/2019 21:18]: E eis que fomos surpreendidos com essa notícia de hoje: <a href="https://valedopontar.com.br/geral/exclusivo-editora-devir-lancara-o-rpg-de-mesa-oficial-de-the-witcher-no-brasil/">DEVIR lançará o RPG de mesa oficial de The Witcher.</a> (Obrigado pelo toque no Facebook, Richard!)</em></p>
<h2>A Série (polonesa)</h2>
<p>Pois bem, The Witcher já faz bastante sucesso em sua terra natal há algum tempo. Sucesso ao ponto de já ter ganho um filme e uma série televisiva, ambos de produção polonesa (tudo bem que o filme é basicamente a série em um corte de pouco mais de duas horas, mas mesmo assim é um ponto a ser destacado). A série teve 13 episódios no total, e foi ao ar na Polônia em 2002 pela emissora TVP2.</p>
<p>A série foi cancelada devido a uma recepção não muito calorosa da crítica e do público, mas o simples fato de ter existido algo assim, 100% produzido em um país que está longe de ser reconhecido por sua indústria televisiva e/ou cinematográfica, já mostra o carinho latente por esse universo.</p>
<p>Se você tiver curiosidade, o site <a href="http://www.witcherbr.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>witcherbr</strong></a> recuperou os episódios e adicionou legendas em português. Você pode conferir <a href="http://www.witcherbr.com/2015/07/the-witcher-serie-remasterizada-assista.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>nesse link</strong></a>.</p>
<h2>A Série (dessa vez pelo Netflix)</h2>
<div id="attachment_2778" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2778 img-responsive" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_netflix.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_netflix.jpg 750w, https://universorpg.com/wp-content/uploads/2019/12/img_the_witcher_netflix-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p class="wp-caption-text">Henry Cavill, o Superman da DC, também é fã incondicional do bruxeiro.</p></div>
<p>Eis que no final de 2017 a Netflix joga uma bomba no fandom do Carniceiro de Blaviken (um dos &#8220;títulos&#8221; pelos quais Geralt é conhecido): estava em produção uma série sobre a saga do bruxo.</p>
<p>Inspirada basicamente pelos livros, a série é uma aposta realmente alta da gigante do streaming: com um orçamento de US$ 80 milhões para a primeira temporada (que conta com oito episódios) &#8220;The Witcher&#8221; compete com o fenômenos de audiência &#8220;Game of Thrones&#8221; (que, na verdade, só passou a contar com orçamentos tão gordos lá pela terceira temporada, quando a série já era um estrondoso sucesso). Deu até para pagar o cachê do <a href="https://g.co/kgs/J4iNr5" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Henry Cavill</strong></a>, um ator já bastante tarimbado em Hollywood (se não ligou o nome à pessoa, ele á mais conhecido por ter interpretado o Superman na sua versão mais recente, mas também participou de &#8220;Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout&#8221; e da aclamada série &#8220;The Tudors&#8221;, sobre a realeza britânica).</p>
<p>E mais: a Netflix parece estar bastante segura de uma ótima recepção para &#8220;The Witcher&#8221;, uma vez que a segunda temporada foi confirmada antes mesmo do lançamento da primeira (que ocorre na próxima sexta-feira, dia 20/12).</p>
<p>Material base para isso está disponível. Orçamento para efeitos especiais caprichados também. Aqui no <strong>UniversoRPG</strong> nossa expectativa é de uma série produzida com muito cuidado e capricho, mantendo fidelidade suficiente ao material de Sapkowski para não decepcionar os fãs mais antigos, mas também capaz de cativar toda uma nova legião deles.</p>
<p>E vocês, aventureiros? Como está o hype para mais esse lançamento?</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/espada-e-magia/dicas/the-witcher-os-livros-o-game-a-serie-e-o-rpg/">The Witcher &#8211; Os livros, o game, a série e o RPG!</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
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		<title>Review &#8211; Call of Cthulhu: The Official Video Game</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ghost]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2018 02:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Do Além]]></category>
		<category><![CDATA[Chamado de Cthulhu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Video games e RPG sempre andaram lado a lado. As inspirações e referências estão em todos os lados. Com Call of Cthulhu não foi diferente. O novo game da Cyanide é um "prato cheio" para os fãs e uma oportunidade para quem não conhece esse magnífico cenário do RPG.</p>
<p>O post <a href="https://universorpg.com/do-alem/resenhas/review-call-of-cthulhu-the-official-video-game/">Review &#8211; Call of Cthulhu: The Official Video Game</a> apareceu primeiro em <a href="https://universorpg.com">UniversoRPG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações, aventureiros!</p>
<p>Hoje vamos para um post um pouco diferente do que costumamos a fazer aqui: um review (ou seria mais uma opinião pessoal?) de um jogo de vídeo-game.</p>
<p>É o primeiro post desse estilo aqui no <strong>UniversoRPG</strong>, e há um bom motivo. Desde que entramos no ar, no finalzinho de 2016, nosso foco sempre foi a &#8220;diversão offline&#8221;: RPGs e jogos de tabuleiros modernos (que o pessoal costuma chamar de board games). Ocorre que <a href="http://www.callofcthulhu-game.com/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Call of Cthulhu</strong></a> tem um diferencial, já que é inspirado em um dos RPGs preferidos da nossa equipe.</p>
<div id="attachment_2343" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="img-responsive wp-image-2343 size-full" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/id-4-e1543199934691.jpg" alt="Call of Cthulhu o Vídeo Game" width="750" height="422" /><p class="wp-caption-text">A Cyanide fez um belo trabalho de adaptação do clima de Call of Cthulhu. | Fonte: Divulgação.</p></div>
<h2>Eras passadas</h2>
<p>Este, definitivamente, não é o primeiro jogo inspirado no universo de <a href="https://universorpg.com/do-alem/dicas/as-melhores-historias-de-h-p-lovecraft/"><strong>Lovecraft</strong></a> (quem sabe um dia fazemos um artigo falando sobre esses títulos?), mas é um dos que teve mais hype até hoje, mesmo por ser multiplataforma. A maior parte dos games anteriores foi lançada apenas para PC, embora alguns tenham tido versão para Xbox (notoriamente o clássico &#8220;Dark Corners of Earth&#8221;) e mesmo para celulares (&#8220;Wasted Land&#8221;, que também teve versão para PC).</p>
<p><strong>Call of Cthulhu</strong> foi lançado em 30 de outubro de 2018, simultaneamente para <a href="http://www.callofcthulhu-game.com/en/shop"><strong>Windows</strong>, <strong>Playstation 4</strong> e <strong>Xbox One</strong></a>, após cerca de quatro anos de desenvolvimento pela <strong><a href="http://www.cyanide-studio.com/home" target="_blank" rel="noopener">Cyanide</a></strong>.</p>
<p>Trata-se de um RPG de ação (ou algo bem parecido com isso. Discutirei as mecânicas do jogo logo abaixo) e, como tal, você tem uma &#8220;ficha de personagem&#8221; que pode ser customizada no começo e desenvolvida ao seu gosto ao longo do game, à medida em que você for ganhando pontos de personagem (<strong>dica</strong>: <em>coloque alguns pontos em medicina e ocultismo no começo do jogo, pois depois você só evoluirá essas habilidade encontrando livros específicos</em>).</p>
<h2>Essência Lovecraftiana</h2>
<p>Logo de cara é possível perceber o cuidado que o jogo tem com as referências à obra do cavalheiro de Providence. O clima é bem o dos contos mais clássicos de Lovecraft (principalmente &#8220;O Chamado de Cthulhu&#8221; e &#8220;Horror em Red Hook&#8221;), com o jogo se passando na década de 1920. O protagonista é Edward Pierce, um detetive particular, veterano da Primeira Grande Guerra, que afoga seus traumas em álcool e tranquilizantes.</p>
<p>Logo no início do jogo Edward aceita um caso envolto em mistério, com uma série de lacunas a serem preenchidas, que o leva à cidade insular de Darkwater. Lá Edward conhecerá diversas pessoas que o ajudarão (ou não) a solucionar o caso.</p>
<h2>Mecânicas de Jogo</h2>
<p>Basicamente as mecânicas são de um RPG de ação: você testa habilidades em certos momentos, e após passar por pontos-chave do jogo, recebe pontos de personagem com os quais você melhora suas habilidades. Atingindo certos níveis em suas habilidades, você desbloqueia opções de diálogo ou mesmo jeitos alternativos de resolver enigmas.</p>
<p>A maior parte do jogo é baseada em diálogos e em investigação, com muitas leituras de livros e diários (nesse aspecto lembra bastante o RPG de mesa).</p>
<p>Em alguns momentos do jogo você entra uma espécie de &#8220;<em>visão de detetive</em>&#8220;. Nesses momentos você investiga um local onde ocorreu um evento de interesse e, encontrando as pistas certas, é capaz de reconstituir a cena.</p>
<p>Também há uma mecânica de <em>stealth</em>, com você precisando se movimentar fora das vistas dos inimigos. Não há combate no jogo, exceto nos capítulos finais (e mal dá para chamar de mecânica de combate).</p>
<p>Muitos reviews compararam a essência de Call of Cthulhu aos antigos games point-and-click (famosos principalmente pela <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/LucasArts" target="_blank" rel="noopener">Lucas Arts</a></strong>), mas acredito que a melhor comparação possível é o clássico <a href="https://store.steampowered.com/app/501990/Phantasmagoria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Phantasmagoria</strong></a>.</p>
<p>No final das contas, pessoalmente, acho que o game seria mais interessante se substituísse algumas dessas mecânicas por <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Quick_Time_Event" target="_blank" rel="noopener">Quick Time Events</a></strong> (mesmo sabendo que essa minha opinião atrairá a fúria de <em>gamers</em> mais conservadores).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full img-responsive wp-image-2344" src="https://universorpg.com/wp-content/uploads/2018/11/id-5-e1543199999310.jpg" alt="" width="750" height="422" /></p>
<p>O jogo apresenta quatro finais possíveis. Dois deles são acessíveis independentemente das escolhas feitas ao longo da história, mas os outros dois dependem de combinações bastante intrincadas, sendo bem difíceis de acessar sem o uso de guias publicados pelas <em>interwebs</em> da vida.</p>
<h2>Os Prós</h2>
<p>Indiscutivelmente os maiores atrativos do jogo são o clima e as referências lovecraftianas. Todas as principais características das obras de Lovecraft estão lá: a cidade afastada e decadente, um culto profano, criaturas capazes de levar a mente humana à loucura com um simples vislumbre.</p>
<p>Além do clima, uma série de referências diretas à obra está presente: criaturas, livros, e mesmo personagens famosos são citados nominalmente, extraindo sorrisos de satisfação dos fãs dos <a href="https://amzn.to/2TTxAsL" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mitos de Cthulhu</strong></a>.</p>
<p>O roteiro do jogo é bem envolvente, embora infelizmente não desenvolva muito o personagem principal (e nenhum dos outros, para ser bem honesto). Trata-se de um roteiro bem <strong><a href="http://www.ronizealine.com/2015/08/voce-sabe-a-diferenca-entre-historias-plot-driven-e-character-driven.html" target="_blank" rel="noopener">plot driven</a></strong>.</p>
<h2>Os Contras</h2>
<p>Nem tudo são elogios, infelizmente. O primeiro ponto negativo que salta aos olhos são os gráficos, que parecem saídos de um jogo de PS3 (e do início da geração ainda!!!). Claro que <strong>CoC</strong> não tem pretensão de ser um jogo AAA, e por isso dá para ser um pouco condescendente nesse aspecto, mas algumas falhas são mais difíceis de se perdoar em um game lançado em 2018.</p>
<p>Entre elas estão a constante falta de sincronia entre a dublagem e os movimentos dos lábios dos personagens, e mesmo alguns &#8220;bugs&#8221; gráficos (como de vez em quando um NPC sumindo e reaparecendo logo ao lado). Vacilo em um jogo que teve bastante tempo para ser polido.</p>
<p>Outro ponto negativo é a salada de mecânicas. Não sei se foi uma tentativa de agradar vários públicos, ou se a ideia era variar bastante mesmo. Pessoalmente acho que o game poderia limar algumas delas e desenvolver melhor outras. A &#8220;visão do investigador&#8221;, por exemplo, é bem interessante e merecia mais destaque.</p>
<h2>O veredito</h2>
<p>O jogo é bom e vale a pena. Só não é para todos os públicos. Se você é do tipo que tem preguiça de diálogos (acredito que não seja o caso, ou não estaria lendo um blog de RPG), fique longe. Mas se você curte histórias de investigação, com a verdade sendo revelada aos poucos, vá fundo, principalmente se é fã do universo criado por H.P. Lovecraft.</p>
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